Notas iniciais
Hey, hey! Aqui vamos ao capítulo 14 e alguns avisos rápidos. Rs. É, estou postando seguidamente, mas não sei se amanhã sai capítulo novo. Segundo aviso, me perdoem sobre o hentai mixuruca no capítulo passado, prometo melhorar, certo? Terceiro aviso, pode ser que o próximo capítulo seja o penúltimo, maaas talvez fique grande e tenha de dividi-lo (coisa que não quero que aconteça). Bom, terminando a sessão avisos, quero agradecer quem favoritou, acompanhou e comentou no capítulo passado. Muito obrigada galera, vocês são dez! Então para não atrapalhá-los mais, desejo uma ótima leitura e quero comentários, okay? Beijos ;D

“Cara, venha para mim, deixe-me transformar a chuva em sol. Você não precisa se preocupar, prometo que libertarei seu coração. Deixe meu amor correr por sua alma.” – Beyoncé, End of Time.

Ele se espreguiçou com calma na cama, com os seus olhos fechados, despreocupado com a vida. Naruto se sentia feliz e leve, e lembrava com perfeição o motivo.

Hinata... – pensou sorrindo, até que a realidade o acordou de vez. – Hinata!

O pensamento eufórico foi o suficiente para abrir os olhos e olhar para seu lado. A decepção foi inevitável por não encontra-la ao seu lado. Ele pulou da cama e vestiu a calça suja de moletom, que estava jogada ao lado da cama, pendurado na beirada do criado mudo. Com certo desespero correu até a cozinha pensando em encontra-la por lá. Mas ao ter seus pensamentos negativos confirmados, a dor em seu coração substituiu qualquer sentimento de felicidade recém-construído.

O louro tinha a certeza que não era mais um de seus sonhos pervertidos. Havia sido claro, real demais e ainda acordar nu é evidência o suficiente para acreditar em si. Tivera uma manhã maravilhosa e agora acordava no dia seguinte se sentindo um lixo e usado.

Mas o que ele estava pensando? Hinata o usando? Ele poderia desconfiar de qualquer pessoa, entretanto a morena nunca havia demonstrado atitudes tão maléficas ou dolorosas sem um sentido por trás. Pensar o contrário seria uma blasfêmia.

Aquele sumiço tinha uma resposta e ele sairia atrás da resposta. Imediatamente.

Com pressa correu para o banheiro e tomou uma rápida ducha fria. Depois de prontamente vestido, correu para fora de sua casa. Não sabia o que iria procurar exatamente, mas o certo seria procurar fora da vila. Essa era a hora de seguir seus instintos e eles apontavam para lá.

– Naruto. – Alguém o chamou atrás de si.

Impaciente, Naruto parou de correr e girou sobre os calcanhares para encontrar Sasuke. O Uchiha mantinha o seu semblante de praxe, mas o louro entendeu que eles teriam uma conversa séria. Dava para ler isso na expressão fria e neutra do moreno.

– O que você quer, teme? – Ele questionou suspirando pesadamente, doido para ter informações da Hyuuga.

– Vamos conversar em sua casa, sim? – Disse com discrição, demonstrando que o assunto não era para os ouvidos de qualquer um.

Revirando os olhos para o amigo, Naruto refez seu caminho, sendo acompanhado pelo Uchiha que grunhiu ao perceber o desânimo nas feições do Uzumaki.

Eu aqui fazendo uma caridade e ele aborrecido por causa disso... – Sasuke pensou carrancudo. – Tsc, dobe ingrato.

Em poucos segundo eles já estavam dentro da casa desarrumada do louro. Sasuke sesentou no sofá com calma, Naruto permaneceu em pé, impaciente com a demora do amigo. Já achando que estava na hora de terminar aquela visita, o moreno retirou a mochila que carregava nas costas e de dentro retirou uma roupa, junto com uma máscara ANBU. O louro franziu seu cenho, sem conseguir entender o que estava acontecendo entre eles.

– Eu me encontrei com a Hinata enquanto ela fugia ontem à noite. – O Uchiha relatou fazendo os olhos do Uzumaki arregalarem de susto e preocupação. – Não se preocupe, — ele desdenhou a ação exagerada do amigo. – eu não a prendi.

– O que aconteceu com ela? – Naruto questionou o amigo achando que se iria conversar sobre ela, o melhor seria se sentar.

– A confrontei e percebi que ela estava sobre o controle do seu corpo. Por isso deixei escapá-la. – Falou calmamente observando o amigo se sentar numa gasta poltrona a sua frente.

– Você deveria tê-la impedido...

– Para que, Naruto? – Sasuke interrompeu o já conhecido pedido, aquilo às vezes o irritava. – A Hyuuga seria presa e possivelmente torturada. Eles não iriam perceber ou acreditar que Kaguya estava sobre o controle dela. O certo é deixa-la como uma foragida. – Disse com seriedade, encarando o rapaz que se sentiu envergonhado por pensar em si naquele momento delicado. – Se você quer a segurança da Hyuuga, deixe-a continuar fugindo. Talvez assim ela descubra uma maneira de derrotar Kaguya.

– É difícil fazer algo desse tipo... – Naruto resmungou com a mandíbula travada por irritação. – Não gosto de imaginá-la longe... Eu nem se quer posso ajuda-la... – Disse de maneira desolada e levantou seu olhar para encarar o amigo. – Eu me sinto um inútil por não poder salvá-la!

Sasuke suspirou conformado, já prevendo essa reação. Tendo a sua chance aberta, ele finalmente demonstrou o que estava realmente fazendo ali.

– Sabendo que você se sentiria assim... – Falou enquanto se recostava no sofá. – Quando vi a Hyuuga ir embora, voltei diretamente para cá e fui falar com Tsunade-sama...

– Você não disse a ela sobre a Hinata, não é? – Naruto perguntou com a voz grossa pela raiva.

– Dá pra calar a boca e esperar que eu termine? – Sasuke revidou com irritação. O louro soltou uma careta e manteve a boca fechada. – Continuando... Eu fui falar com Tsunade-sama e relatei o que observei da situação. Ela ficou meio confusa e bastante irritada comigo, mas concordou de que ataca-la não seria um bom movimento... – Essa resposta fez um alívio atravessar o peito do Uzumaki. – Porém, — o alívio desapareceu e Naruto não pode deixar de revirar os olhos. – ela falou que não seria muito aconselhável esquecê-la. Por isso aceitou uma proposta que fiz.

– Proposta? – Ele perguntou hesitante, mas ansioso pela resposta.

– Sim. – Respondeu com calma e voltou a se sentar ereto. – Propus que o melhor seria colocar alguém na cola da Hyuuga, apenas a espionando e o melhor seria que um ANBU fizesse o trabalho, seria discreto e muito sigiloso. – Falou enquanto sua mão recaia sobre o uniforme depositado em seu colo. Naruto tinha seu coração batendo acelerado. – Ela queria mandar o Shino ou qualquer um mais confiável... Entretanto achei melhor colocar outra pessoa nesse trabalho. Alguém que sei que ajudaria a Hyuuga nesse momento difícil.

Os olhos do Uzumaki se arregalaram ao entender de imediato o que seu amigo queria dizer. Onde queria chegar. Aquela ação seria uma coisa tão importante em sua vida, que tinha a certeza de que o amigo não tinha noção do quão estava grato. Sasuke continuou sério e manteve seu olhar firme sobre o louro, que tinha a expressão chocada.

– Eu designei você, Naruto. Você vai se disfarçar com essa roupa – ele estendeu o uniforme para o estático louro e continuou sua fala. – e sair à procura da Hyuuga. Essa é sua chance de trazê-la de volta.

O silêncio recai no recinto. Os dois apenas se encaravam, Sasuke esperando uma reação e Naruto chocado demais para fazer ou falar algo.

E de repente o louro se levanta e pegando o amigo de surpresa, o abraçou, agradecendo pela atitude incomum do moreno. O Uchiha ficou feliz por saber que havia agradado o ex-colega de equipe, mas com muita força socou o abdome do rapaz que prontamente o soltou.

Naruto questionou Sasuke o motivo do soco, mas obteve sua resposta ao ver a expressão e sorriso sombrio do ANBU.

Merda, ­– o louro pensou com medo do amigo. – agora corre!

E foi o que fez, antes que Sasuke se movimentasse.

*****

– Vou sentir sua falta... – Sakura disse chorosa enquanto abraçava o Uzumaki. – Toma muito cuidado, certo?

Naruto se separou da amiga e sorriu na tentativa de acalmar a futura mamãe, que já tinha a barriga um pouco grande devido aos quase cinco meses de gestação. A Haruno estava preocupada com o resultado da missão, mas confiava no amigo. Sasuke apenas deu leves tapas no ombro do louro e se afastou no exato momento em que Tsunade apareceu na entrada da vila para se despedir do ninja.

A mulher abraçou o louro com uma força exagerada e isso provocou em resmungos engraçados do rapaz. Mesmo quase chorando, a Senju sorriu das piadas e o desejou boa sorte. Entretanto, antes de se afastar, ela colocou um envelope pardo na mão do rapaz que ficou curioso com o pacote.

Contudo, a loura pediu para que ele apenas abrisse o envelope quando já estivesse longe o suficiente de Konoha. O louro prometeu, a contragosto que a obedeceria. E depois de se despedir de boa parte de seus amigos, presentes na despedida, partiu sozinho para sua nova jornada.

Quando já estava bem distante da vila, pegou o envelope e o abriu com muita ansiedade.

Não pode conter a surpresa ao ler aquelas palavras. Não esperava que isso acontecesse tão cedo. Mas estava feliz e de bônus traria Hinata junto. Contaria aquela novidade e juntos comemorariam.

Com mais pressa voltou a correr e se preparou para resgatar a Hyuuga.

*****

Duas semanas se passaram desde que vira o louro. Hinata não suportava ficar tanto tempo com aquela dor em seu peito, não importava o quanto tentasse, mas nunca conseguiria se livrar da terrível sensação de que ao dar as costas a ele, estaria o traindo de alguma forma.

Ela estava em uma vila típica de pescadores no País do Mar. Andava lentamente pela única rua disponível daquela empobrecida vila e recebia muitos gracejos grosseiros dos pescadores, que faziam o favor de interromper seus trabalhos para observarem à misteriosa e bela mulher encapuzada. A morena se arrependia amargamente em não ter escolhido uma roupa melhor. Ela trajava um casaco curto de mangas que terminavam em seus antebraços da cor verde-escuro, uma malha por baixo do casaco aberto, um short justo que batia um pouco acima de seus joelhos e sandálias ninja da cor preta.

Seu traje foi um presente entregue por uma gentil moça, que a acomodara em sua casa depois de encontrar a Hyuuga cansada e desolada, perdida num deserto próximo a Suna.

Desde que vestira aquela roupa, gracejos de bêbados e pervertidos se tornou algo bem comum em sua viagem. Ela os ignorava, mas sempre dava vontade de enterrar sua cabeça num buraco. Por mais alguns minutos andou sob o sol escaldante que assolava aquele país e entrou na primeira estalagem para descansar e beber algo refrescante.

Ao entrar no velho e lotado estabelecimento, soltou um suspiro de alívio e retirou o capuz revelando seu cabelo longo, preso numa trança de raiz. Ela agitou sua franja que havia ficado pregada na testa devido ao suor e seguiu para uma mesa vaga. Quando se acomodou o dono do estabelecimento veio diretamente atende-la. Antes de escolher algo para comer, pediu um copo com água e quando recebeu seu pedido, logo tratou de toma-lo.

Enquanto pensava no que comeria, viu alguém sentar a sua frente. Era um pescador e que mesmo em horário de almoço, estava bêbado como um gambá. Ah, a irritante situação em que teria de aguentar as terríveis cantadas dos bêbados ousados...

O pescador começou a soltar gracejos dos quais a kunoichi ignorou, ela continuou a ler o escasso cardápio do lugar e pensou no que queria comer. Desde que fugira, conseguiu ser contratada para algumas missões simples como mercenária, apenas para ter dinheiro para se manter. Recebeu informações sobre a família de sua mãe e essas pistas a levavam para o País da Lua – o que era bem irônico na sua situação, já que Kaguya viera da lua.

– Eu tô falando com você! – O pescador agarrou o braço da distraída Hyuuga com força e irritação.

Hinata apenas puxou seu braço de volta e se levantou do lugar. Seguiu para fora da estalagem e prumou seu rumo até o porto da vila. Atrás de si escutou passos e mesmo sem precisar do Byakugan sabia que era o pescador.

– Olha aqui garota... – Ele não pode nem continuar a falar.

A morena se aproximou e deu uma forte cotovelada no estômago do homem, que sem reação ofegou surpreso. Ele se envergou e acabou ficando da mesma altura da moça.

– Se quiser atrair a atenção de uma garota, não seja tão irritante. – Falou com calma e frieza.

Suspirando tristemente por ter feito aquilo, voltou sua caminhada e recolocou o capuz. Ela parou em frente ao pequeno porto. Observou os barcos e balsas balançarem no píer, movimentados pelo balanço do mar. A deliciosa brisa do mar...

A Hyuuga não sabia se era uma boa pista a seguir, mas tinha que tentar. Era sua única chance de descobrir como derrotar Kaguya. Antes de dar o primeiro passo para entrar no porto, escutou passos apressados atrás de si e antes mesmo que pensasse ser o pescador, virou e deu de cara com alguém bem diferente.

O homem tinha o rosto corado devido à corrida, parecia que havia percorrido uma boa distância. Ele a olhou e sorriu enquanto tentava recuperar o fôlego.

– Ah! – Exclamou voltando a retomar seu fôlego e ficando ereto novamente. – Quase que te perco de vista!

Hinata observou aquele homem com cautela. Ele parecia ter no mínimo uns cinquenta anos de idade, os cabelos grisalhos eram escorridos e necessitavam de um corte. O quimono azul-escuro tinha uma aparência velha e desgastada. Os olhos castanhos do homem brilhavam intensamente, como se houvesse encontrado um ser valioso.

– Desculpe, mas não sei quem é você. – Falou com delicadeza e voltou-se para o píer.

– Tudo bem, Hinata-sama. – Ele falou com calma e um pouco de desespero por ter sido rechaçado. – Eu não vou machuca-la. Precisamos conversar...

A Hyuuga avançou sobre o homem e colocou uma kunai na garganta dele. O velho engoliu em seco ao sentir o frio da lâmina em sua jugular. A morena não parecia hostil ou perigosa, apenas assustada e preocupada com a situação.

Droga! Fui rápido demais. – pensou irritado de si.

– Quem é você e como sabe meu nome? – Perguntou com uma calma que não tinha. Ela estava apavorada, afinal, teve certeza de que havia encoberto seus rastros.

– Perdão, senhorita! – Ele disse visivelmente apavorado com a ideia de ser degolado. – Juro que não quis assustá-la! Apenas queria conhece-la...

– Por quê? – Perguntou com a mandíbula travada, estava tensa.

O homem com hesitação e calma, pegou na mão fria da garota e retirou a kunai de seu pescoço. Hinata não entendia, mas não achava a presença dele hostil. Deixou seu braço cair e o encarou com preocupação e tensão.

– Eu conheci sua mãe... – Ele iniciou a conversa com calma, a garota nada falou, nem se moveu. – Meu nome é Toshida Ren. Minha família serviu aos Otsutsuki por muitos anos. Eu sei pelo que você está passando e posso ajuda-la.

– Utilizar a minha mãe é um golpe baixo. – Ela falou ressentida e com uma dor crescente em seu coração.

Toshiro suspirou pesadamente, sabia que não havia sido muito legal utilizar a Himiko, mas tinha de conseguir ajudar a perdida morena.

– Me perdoe, mas foi à única maneira que consegui ganhar sua confiança...

– Eu não confio em você. – Hinata falou com calma.

– E está certa em não, mas se vier comigo até Sutäruna, sei que posso ajuda-la a derrotar Kaguya.

Falando isso, estendeu uma passagem para a balsa que ia diretamente para o País da Lua e esperou sua resposta. Hinata olhou aquela passagem com temor e ansiedade. Não confiava no velho, mas também sabia que se aceitasse, teria como ir ao seu destino. Ela sentia, com todo o seu coração, que Toshida Ren conhecia sua mãe. Ele não mentia e isso estava óbvio em seus olhos estranhamente brilhantes.

Sem muitas opções a seguir, aceitou a passagem.

Notas finais
Comentários, cadê? Cadê? HAUHAUAHUAHAUHAU