Pure Love

47 Capítulo 48


Notas iniciais
Primeiramente desculpem a demora. Não vou prolongar muito. Estou doente. Internada na realidade. Mas vou ficar bem. Enquanto isso não vou conseguir levar a história para onde queria. Postarei usando for possível. E serão capítulo menores. Dividi esse em algumas parte para não ficar tanto tempo sem postar. Espero que entendam, e não me abandonem. Ps: Estou surtando com a quarta temporada. ( fiz uma piada com o desfibrilador e minha mãe quase me jogou da janela. Dramática.) É isso. Boa leitura.

Oliver POV

Falar sobre Laurel e Sara era muito complicado para mim.
Mesmo sabendo que Sara estava viva, ela não estava segura. Não em Nanda Parbat.
Ela havia escolhido seu caminho, e eu o meu. Eu sabia que era o caminho certo, mesmo com todos me apontando como culpado pela sua suposta morte.
Todos me julgaram. Bem ou mal. Mas julgaram.
E eu não estava preparado para o julgamento de Felicity.
Ela iria me acusar também? Jogar o peso daquela maldita viagem em mim?
Ela precisava falar. Ela sempre falava. Muito. Principalmente quando estava nervosa, e eu sabia que ela estava nervosa.
– Seu silêncio está me assustando. _ Eu disse olhando para ela. Suas emoções geralmente ficavam estampadas em seu rosto. Um livro aberto.
Péssimo dia para ela aprender a controlá-las.
Felicity tentou se levantar, esquecendo do lençol ao seu redor, mas logo o arrumou de um modo que não iria cair ou atrapalhar. Seus movimentos estavam lentos e calmos.
Ela estava ganhando tempo.
Tempo para que?
Terminar comigo?
Pedir um tempo?
Fazer mais perguntas? Eu realmente esperava que não. Não haviam muitas coisas que pudessem ser ditas. Não agora.
Seus olhos voltaram a mim. Fizeram um reconhecimento de todo meu corpo. Fazendo meu estômago embrulhar. Definitivamente eu estava nervoso.
Suas mãos alcançaram meu peito, bem em cima da tatuagem russa.
– Eu sinto muito. _ Felicity disse baixo. Seus olhos estavam nas marcas no meu corpo. Mas ao contrário do que eu pensei, aquilo não me incomodava. Era quase um alívio ter um segredo a menos com ela.
– Sente muito pelo quê? _ Perguntei olhando para suas mãos em mim. Nas minhas cicatrizes. A sensação era diferente.
– Que você tenha passado por todas essas coisas. _ Seus olhos voltaram para os meus. Tristes. Eu não gostava de ver Felicity triste. Ainda mais por mim. Não por mim.
– Ei. _ Busquei suas mãos e as segurei firmes. — Já passou Felicity. A muito tempo. Por favor não fique assim por mim. _ Eu não queria aquilo. Estávamos indo tão bem. — Ouça. O passado está no passado. Não há como mudá-lo. _ Eu já havia tentado. E o resultado não tinha sido dos melhores.
– Eu sei. Mas isso não significa que ele ainda não machuque. _ Felicity me olhou hesitante por um instante, e eu não tinha certeza se ela estava falando aquilo para mim. — Eu tenho que te contar algo. É provavelmente a coisa mais estúpida e impensada que já fiz na minha vida, mas de certa forma me faz entender como você se sente em relação a isso. _ Eu já sabia o que Felicity iria me contar, e eu sabia que não era justo. Ela não devia falar sobre algo difícil para ela, apenas para fazer com que eu me sentisse melhor. Mas mesmo assim estava completamente concentrado nela. — Também fiz algo impensado e isso custou a vida de alguém. Algo que deveria ter sido evitado. Então eu sei como é se sentir culpado.
– Não. _ Eu a interrompi. Nossas situações eram completamente diferentes. Felicity havia sido enganada por alguém que ele amava e confiava. Eu apenas usei Sara para atingir Laurel. — Eu tenho certeza de que não é a mesma coisa.
– Circunstâncias diferentes, mas o mesmo final. _ Felicity insistiu. Mas logo em seguida recuou. Um pequeno sorriso começou a despontar nos seus lábios, atraindo minha atenção. — Mas o passado está no passado. Como você disse.
– Onde você estava todos esses anos? _ Perguntei divertido, tentando amenizar o clima tenso que havia ficado. E como se tivéssemos ensaiado, minhas mãos se fecharam ao redor do seu corpo ao mesmo tempo em que as suas subiam pelo meu, alcançando meu rosto.
– Não me diga que você repararia em uma nerds gótica, por que eu não vou acreditar em você. _ Ela comentou rindo de si mesma. Tentei montar uma imagem da garota doce que estava na minha frente, em gótica. Impossível.
– Gótica? Couro, piercings e rock and roll? _ Perguntei, tentando ter certeza de que ela estava falando sério. Não havia sequer uma cicatriz no seu corpo, quanto mais uma tatuagem. Sua única marca de rebeldia era uma pequeno piercing na orelha. E nela ficava delicado.
– Queen, você ficaria surpreso. _ Felicity respondeu, me deixando ainda mais intrigado. — E não, não tenho nenhuma evidência daquela época.
– Nem uma foto? _ Perguntei sem necessidade, pois já sabia que não haviam registros dela em nenhum lugar.
– Não. Vou deixar sua imaginação trabalhar nisso. Férttil, não é? _ Ela provocou sorrindo divertida. Não pude deixar de notar que nossa manhã estava salva.
– Senhorita Smoak, você não faz idéia. _ Devolvi beijando seus lábios. Num movimento rápido agarrei suas pernas, a jogando para cima. Felicity gritou surpresa tentando se segurar em mim para não cair. Como se eu fosse deixá-lo cair. — Minha mente fértil pensou em algumas coisas. _ Disse calmamente, explicando meu ataque à ela. Ela me olhou ainda surpresa e assustada, mas também divertida.
– E eu posso saber onde eu entro nessas coisas? _ Ela segurou meus ombros firmemente. Poderia jurar que estava com medo de que eu a jogasse para cima novamente.
– Você, em lugar nenhum. _ Observei seu rosto atentamente até o momento em que suas bochechas começaram a mudar de cor.
– Oh. _ Felicity suspirou, meio indecisa se achava graça ou se ficava com vergonha. Eu tinha certeza de que ela não fazia a menor idéia de quanto era atraente.
Eu estava pronto para ajudá-la a se decidir, quando o som do toque do meu celular chegou até nós. Eu conhecia aquele toque.
– Um segundo. _ Pedi enquanto a descia para o chão novamente. Ela balançou a cabeça concordando, um pouco menos vermelha. Definitivamente a Felicity versão doce e meiga estava de volta. — Alô? _ Atendi rapidamente, antes que John pensasse que eu ainda estivesse dormindo.
"- Eu sei que está cedo, e que provavelmente eu tenha te acordado. Mas, tenho notícias do seu comunicador. _ Eu não costumava ser otimista, era algo que havia aprendido do pior modo. Mas, eu realmente não queria pensar que minha mãe estava envolvida com alguma coisa ilegal com Merlin. Esperei para que ele continuasse tentando não demonstrar minha preocupação. Eu podia sentir Felicity me observando. — Logo depois do evento, Thea, Roy e eu voltamos para a Cave para examinar o áudio. Tentar descobrir algo sobre os negócios secretos do Malcolm. _ John estava agitado. O que significava que algo estava errado. — E não conseguimos sequer ouvir uma palavra, Oliver. _ Ele completou com um suspiro frustrado. "
– Como assim nada? _ Perguntei olhando para Felicity. Ela estava distraída com o lençol, tentando não prestar atenção na minha conversa. Mas era Felicity. Eu não podia discutir aquele assunto no momento. — Conversamos mais tarde.
" — Vou manter tudo em ordem. Não precisa ter pressa. _ Ele entendeu, e desligou."
– Espero que esteja tudo bem. _ Felicity disse, traindo sua atitude de desinteresse.
– Sim. Apenas Diggle e sua paranóia da segurança. Ele é muito bom no que faz. _ Comentei distraído. Ele realmente era bom no que fazia. Então o comunicador não ter funcionado não fazia sentido.
– Ótimo. É bom saber que meu namorado está sendo bem cuidado. _ Ela disse com um leve sorriso. Era incrível como ela ainda conseguia se sentir envergonhada comigo. Ainda mais depois da noite anterior.
Deixei o celular no móvel, aquele era um assunto para outra hora. Eu tinha coisas mais importantes no momento.
– Eu estou em ótimas mãos senhorita Smoak. _ Garanti, alcançando suas mãos e a puxando para mim. O movimento fazendo sua barreira branca contra mim, cair. — Ops. _ Murmurei segurando suas mãos com mais força, impedindo-a de tentar se cobrir novamente. — Não.
– Você é muito safado Queen. _ Ela reclamou desistindo de tentar se soltar. Eu não acho que já tenha visto Felicity mais vermelha, ou mais bonita antes.
Ri do seu comentário, e aproximei nossos corpos. A sensação, era boa. Pele com pele. Seus seios contra meu peito. Seu corpo pequeno e cheio de curvas era a definição da tentação.
– Eu me sinto contente em dizer que você não viu nada. _ Felicity me olhou dividida entre rir ou ficar constrangida novamente. Desci minha boca até a sua, sem pressa.
Dessa vez, eu iria tomar a iniciativa por nós dois.

Notas finais
Quero comentários. Pedidos de uma doentia bem chatinha. Kkkkk Beijos.