Pure Love
48 Capítulo 49
Notas iniciais
Felicity POV
"Oliver Queen está no MEU banheiro. Tomando banho. NO MEU BANHEIRO. Depois da segunda rodada de sexo. E que sexo... Felicity Smoak, você é oficialmente uma ninfomaníaca com esse homem."
Eu não acreditava que poderia ficar mais feliz do que estava aquele momento. Seria felicidade demais.
– Ai. _ Pulei sentindo o óleo do bacon espirrando onde eu estava. — Como uma coisa tão gostosa pode doer tanto? _ Reclamei olhando para o bacon chiando na frigideira, quando senti duas mãos me cercando. Apertado.
– Tudo bem por aqui? _ Ele perguntou roçando sua barba no meu pescoço. Tentar não me queimar, ou ao bacon com ele me desconcentrando daquela maneira, era uma definição de nada bem.
A risada de Oliver me alertou de que eu havia pensado alto novamente.
– Se você pretende comer esse bacon, está no caminho errado. _ Avisei, me esforçando em não deixar o bacon queimar.
Oliver beijou minha nuca e se afastou. Encostando ao lado do fogão. Observando a frigideira parecendo bem interessado.
– Eu adoraria provar seus dotes culinários, mas tenho que ir para casa. _ Ele disse chamando minha atenção para ele. Eu não sabia o que era mais atraente. Sua roupa amarrotada, mas perfeitamente alinhada nele. Ou o cheiro do meu sabonete nele. Ou talvez, seu olhar tão tranquilo e tão carinhoso para mim.
– Por que? _ Perguntei desligando o fogo antes que começasse um pequeno incêndio na minha cozinha.
– Primeiro, preciso de roupas limpas. _ Ele disse segurando uma de minhas mãos para me puxar para ele, aproveitando que eu já havia desligado o fogo. — Segundo. _ Suas mãos contornaram minha cintura, colando nossos corpos e descansaram nos meus quadris. — Eu volto o mais rápido possível. _ Oliver prometeu.
– Sem bacons, então? _ Brinquei, tentando disfarçar. Eu não queria que ele fosse. Ainda não.
– Que tal almoço? _ Ele sugeriu brincando com as pontas do meu cabelo. Almoço era melhor que nada.
– O que você gostaria de comer? _ Pergunto, procurando em minha mente qualquer receita comestível que eu poderia fazer. Culinária não era o meu forte. Nem de longe.
– Surpreenda-me. _ Ele devolveu balançando os ombros despreocupado. Oh senhor Queen, eu iria surpreendê-lo. Só esperava que fosse no bom sentido.
– Fechado. _ Concordei, apoiando minhas mãos em seu peito e me elevando nas pontas dos pés para beijá-lo. Suas mãos desceram , até a borda do meu robe, e senti seu sorriso malicioso. Eu nunca me cansaria disso. — Pensei que estivesse indo. _ Comentei, quando suas mãos subiram por dentro do pano. Alisando minha pele.
– Ainda não liguei para o Dig, o que significa que temos algum tempo. _ Oliver disse distribuindo beijos molhados pelo meu pescoço. Jesus. Havíamos acabado de sair da cama.
– Você está deliberadamente dispensando meus bacons. _ Disse, apenas para ter algo a dizer. Por que não poderia me importar menos com a comida. Oliver riu contra o meu pescoço, fazendo meu corpo inteiro tremer de antecipação. E elevou os olhos aos meus.
– Sexo ou bacon? _ Ele perguntou direto. Como ele esperava que minha resposta fosse algo diferente do que ele claramente queria, me olhando daquele jeito? Em resposta a sua pergunta, subi minhas mãos contornado seu pescoço e o surpreendi pulando em seu colo. Prendi minhas pernas em sua cintura e olhei sugestivamente em seus olhos. — Ótima escolha senhorita Smoak. _ Ele disse antes de me beijar com urgência. Nem parecia que havíamos feito amor a menos de uma hora atrás.
A última coisa que minha mente registra, é o som de tecido sendo rasgado e meu corpo sendo deitado sobre o balcão frio da minha cozinha.
Eu já falei que estava me tornando uma ninfomaníaca com esse homem?
Oliver POV
Diferente do que havia dito a Felicity, não estava indo para casa. Não podia. Não quando o mistério de Malcolm martelava em minha cabeça. E o que mais me preocupava era minha suspeita de que minha mãe sabia de algo.
– O que faz aqui a essa hora? _ Thea me perguntou quando desci as escadas da Cave. Ela não parecia muito animada em me ver. Me aproximei cautelosamente, não sabendo o por que da sua reação.
– Bom dia? _ Testei seu humor, e ela revirou os olhos voltando a olhar para o computador. Algo estava errado. — Posso perguntar o que eu fiz?
– Tirando o fato de ter sumido no começo da noite de ontem, deixando meu namorado a mercê do humor duvidoso da mamãe? E uma ex-namorada que estava disposta a infernizar minha noite pelo seu paradeiro? _ Thea soltou, evitando me olhar e suspirando cansada no final. Ela estava furiosa comigo. Não do tipo de fúria que iria durar mais que meia hora, mas estava.
– Ok. _ Me sentei ao seu lado, a uma distância segura. Para o caso dela querer me atacar com algo. — Me desculpe, Speedy. Eu não pensei muito sobre isso. _ Me desculpei sinceramente. Eu sabia como minha mãe agia quando estava perto de Roy. E tinha Laurel. — O que Laurel fez?
– Ela me perseguiu toda a noite perguntando por você. Se você estava feliz, se Felicity era uma boa pessoa. Como era o meu relacionamento com ela. _ A cada frase dita, eu assisti a paciência de Thea se esgotar. Por fim ela virou para mim. Menos brava comigo, mas muito chateada. — Ollie, eu te amo. Você sabe disso, mas se eu tiver que lidar com Laurel novamente, Starling City terá que procurar outro vigilante.
– Ela já está passando dos limites. _ Primeiro importunava Felicity. Agora Thea. — Ela foi a razão por termos saído tão cedo ontem. _ Respondi ao olhar questionador que ela me deu. Levei as mãos a cabeça, sem saber o que fazer.
– Seja lá o que ela tentando fazer, você tem que pará-la. Antes que Felicity se canse disso. _ Olhei para ela preocupado com essa possibilidade. Eu não podia perder Felicity. — Você gosta mesmo dela, não é? _ Thea me perguntou me encarando sem seu habitual jeito Thea Queen de ser. Ela me olhava carinhosamente.
– Sim. _ Respondi, sinceramente. Em tão pouco tempo Felicity havia entrado em minha vida, minha pele. Em meu coração, de uma maneira que não havia mais volta.
– Então você tem uma nova defensora do seu namoro. _ Ela disse sorrindo, me fazendo sorrir também. — Thea Queen, defensora dos fracos e oprimidos. E dos corações apaixonados.
– Ok, já chega. _ Disse levantando e me afastando das suas brincadeiras as minhas custas. — O que vocês conseguiram com o comunicador? _ Perguntei voltando ao assunto que havia me levado até lá.
Thea também se levantou e caminhou para a mesa onde haviam vários aparelhos que nós usávamos como escutas, parecendo preocupada.
– John tentou de todas as maneiras possíveis e imagináveis, mas não conseguimos extrair nada. Só um som de metal arranhado. _ Ela comentou confusa com a descoberta. Me aproximei da mesa, pegando o comunicador.
– Som metálico. _ Repeti me lembrando dos dias em Hong Kong. Um dispositivo de frequência. Por que Malcolm estaria usando um dispositivo de frequência em uma festa de gala?
– Por que me parece que você sabe com o que está lidando? _ Thea perguntou desconfiada. Me sentei nos computadores, abrindo o programa de som.
– Por que eu sei. Malcolm estava temendo ser espionado e usou um dispositivo de frequência. _ Disse e ela fez um som estranho. Ela não havia entendido nada. — Desculpe Speedy, as vezes me esqueço que você não entende dessas coisas. Um dispositivo de frequência serve como um tipo de comunicador. Mas ao invés de ser usado para se comunicar, ele atrapalha e interrompe qualquer frequência que esteja por perto. _ Expliquei o melhor que pude, sem entrar em termos tecnológicos que ela certamente não entenderia.
– Como um dessintonizador de áudio? _ Ela perguntou me surpreendendo. Olhei para ela surpreso pela seu palpite certeiro. — O que? Eu trabalho em uma boate, com música e dj´s. _ Ela respondeu ao meu olhar.
– Exatamente isso. _ Concordei, e voltei ao programa. Ao apertar play um som de metal sendo arrastado preencheu o cômodo. Era alto e totalmente impossível de se identificar algo. — Por que Malcolm estava usando isso? _ Perguntei mais uma vez. Estava claro que ele não queria ser descoberto. Mas a quem ele estava tentando evitar? Minha mãe talvez. Apesar de que não conseguia imaginar Moira Queen usando algo daquele tipo.
– Talvez ele tenha mais inimigos do que pensávamos. Quem sabe na festa descobrimos algo. _ Ela comentou se aproximando dos monitores, observando algo. — John e Roy chegaram. _ Ela avisou se afastando, indo até as escadas.
– Que festa? _ Perguntei, me dando conta de que não fazia idéia do que ela estava falando. Thea se virou, me olhando claramente chateada por eu não saber do que ela estava falando. Balancei os ombros, me desculpando, e esperei sua resposta.
– Tommy? Empresa? Novo vice-presidente da Merlyn Global Group? _ Claro. A festa na casa de Tommy. Poderíamos entrar no território de Malcolm.
– É hoje? _ Perguntei me sentindo totalmente perdido no tempo. Thea se limitou a balançar a cabeça confirmando e esperou Roy e Diggle descerem a escada. John a cumprimetou com um bom dia e se dirigiu até mim, ignorando a saudação dos dois . E eu era o único apaixonado aqui?
Isso me lembrava de avisar Felicity da festa. Tirei meu celular do bolso e digitei uma mensagem para ela. Não podia ligar e correr o risco dos computadores apitarem.
“ Thea acabou de me lembrar de uma maneira nada sutil da festa na mansão Merlyn hoje. Me sentiria menos culpado se você me disser que também não se lembrava.
Espero que não tenhamos traumatizado o gato.
Beijo, Oliver”
Uma risada escapa de mim quando me lembro da cara mortificada de Felicity quando o gato pulou ao nosso lado no balcão da cozinha.
– Pelo visto, você dormiu muito bem. _ John comentou escondendo um sorriso e me encarando. Eu não podia culpá-lo. Também tiraria sarro se a situação fosse inversa.
– Não tenho do que reclamar. _ Concordei com ele, que relaxou e deixou o sorriso sair. Mas voltei ao comunicador. — Hoje vamos entrar na mansão Merlyn. Possivelmente, nossa única chance de descobrir o que Malcolm está escondendo.
– Já parou para pensar que talvez, o que ele esteja planejando não seja algo para o Arqueiro. _ John sugeriu cruzando os braços, e se encostando na mesa.
– Sim. Mas se não é algo assim, por que ele está com medo de ser descoberto? _ Ele não estava agindo como um multi bilionário pronto para comprar a cidade. Estava agindo como alguém que estava preparando algo grande. — Não faz sentido. E eu estou pressentindo que ele vai aprontar algo.
– Se ele é esse psicopata que você está imaginando, não será nada fácil explorarmos a casa dele. _ John avisou, já adivinhando o trabalho que teríamos essa noite.
Meu celular vibrou, avisando da resposta de Felicity.
“ Sinto em lhe informar mas não sou tão distraída com meus compromissos. E o fato de que Tommy não me deixou esquecer também conta.
Adoraria te dizer que Félix está bem mas ainda não tive coragem de encará-lo.
Beijo, Felicity. “
– É nossa única chance. _ Não podíamos falhar.
Felicity POV
“ É apenas um gato, Felicity. Gatos cruzam todo o tempo, e ainda fazem um barulho infernal. E são as criaturas mais fofas do mundo. E gostam de privacidade, por isso fazem isso escondidos. Não no meio da cozinha. E eu traumatizei ele.” Escondo minha cara na almofada ao meu lado.
Culpa de Oliver. Se ele não fizesse meus neurônios pifarem toda vez que ele me beijava, eu não teria dado ao gato da vizinha um espetáculo erótico as nove da manhã no meio da minha cozinha.
Mas havia sido tão bom.
– Pervertida. _ Digo contra a almofada. Ouço meu telefone tocar mas decido ignorar e no sexto toque pára. Não estava em condições de levantar do sofá para falar com ninguém. Em seguida meu celular começa a tocar. Esse estava ao meu lado, então decido atender. Tateio a mesa de dentro até encontrar o aparelho. — Alô? _ Murmuro me afastando da almofada apenas o suficiente para falar. Não queria encontrar os olhos verdes que eu sabia estarem me encarando do balcão.
– Felicity, por que não está atendendo o telefone? _ Caitlin me pergunta com sua voz preocupada. Eu conseguia imaginá-la perfeitamente, no meio da sua sala de estar segurando o telefone em uma mão e a outra em sua cintura.
– Bom dia Cait. Estou bem e você? _ Desconversei ignorando sua pergunta. Espiei rapidamente o balcão da cozinha, e agora o gato estava dormindo tranquilamente. — Ok, continue assim gatinho lindo. _ Disse, me levantando vagarosamente para o gato não despertar.
– Você está conversando com aquele gato estranho de novo. _ Cait me avisou, mas eu estava concentrada em não cair, tropeçar ou derrubar nada. — Não me diga que ele está tentando comer o Nemo de novo.
– Não, eu estou tentando não acordá-lo. _ Cochichei me sentindo uma completa idiota por estar com tanta vergonha de um simples gato.
– Por que você está com vergonha dele? De um gato. _ Ela perguntou curiosa. Esperei chegar ao quarto para poder responder.
– Por que você precisa ver a maneira que ele está olhando para mim. Me julgando. _ Expliquei fechando a porta. Não encarar a cama totalmente desarrumada e suspirar, era impossível.
– Por que um gato estaria te julgando e que suspirou foi esse? Espera. _ Ela pediu e eu esperei, em pé olhando para minha cama, decidindo se iria me jogar ali novamente ou iria arrumá-la. — Agora sim. Pode me contar tudo.
– Eu não acho que consigo te contar sem entrar em combustão novamente. _ Disse sem pensar e me arrependi em seguida, depois de ouvir seu grito nada adulto.
– Vocês transaram. E pelo jeito foi de outro mundo. _ Ela comentou, e eu sabia que estava sorrindo. Eu mesma podia sentir meu rosto querendo se manifestar.
– Foi. Eu ainda estou tentando descobrir o que foi real e o que foi sonho. _ Suspirei me dando por vencida e me jogando de volta no colchão. — Ele é perfeito de todas as maneiras que você conseguir imaginar. _ Fechei meus olhos me lembrando de todos os momentos. Nossa caminhada até o quarto. Sua confissão. Suas cicatrizes. Suas mãos em mim, as minhas neles. Nossos beijos. A maneira como ele me possuiu. Tão intensa e delicada ao mesmo tempo.
– Uau. Vou fingir que você não está fazendo sons que eu preferia não ouvir. _ Ela cantarolou me tirando das minhas memórias sórdidas.
– Desculpa. _ Cobri meu rosto com o travesseiro. Merda de boca. — Desculpa Cait.
– Tudo bem, já passei por isso. Calor, calafrios, perda de racíocinio. O amor causa essas coisas. _ Ela descreveu uma parte do que eu estava sentindo, como ela descrevia os sintomas das doenças que ela costumava estudar na faculdade. Isso era tão Caitlin.
– Ontem conheci minha sogra. _ Soltei apressada antes que me esquecesse novamente. — E encontrei a ex-namorada do Oliver de novo. _ Ainda sentia meu sangue ferver só de me lembrar da ousadia dela. Mesmo com tudo o que Oliver havia me contado, eu não conseguir sentir nem sequer compaixão por ela. Não depois de tudo o que tinha me dito.
– Ex? Ah,você me falou. A tal da loira antipática da festa. _ Era tão bom saber que eu não era a única a não simpatizar com ela.
– Pois é, ela deixou claro sua intenção de roubar meu namorado. Apesar de esclarecer que não iria jogar sujo. Menos mal, não acha? _ Perguntei com o máximo de ironia possível, respirando fundo. Aquela mulher que não se atrevesse a chegar perto dele. Eu não sabia do que seria capaz.
– Que mulher atrevida. Espero que tenha colocado ela no devido lugar. _ Cait disse irritada. Eu até queria. Mas parando para pensar, havia sido melhor daquele jeito.
– Não precisei. A senhora Moira Queen o fez por mim. _ Escutei a exclamação surpresa dela do outro lado, e sabia que ela não falaria nada até eu terminar. — Laurel disse coisas ofensivas sobre a personalidade de Oliver e a mãe dele ouviu tudo. E claro, saiu em defesa do filho. Apesar de ter adorado a atitude dela, ela me dá um pouco de receio. _ Confessei, me lembrando da pose altiva de Moira Queen. Mas era algo a mais que isso. Ela não me inspirava a mesma confiança que Oliver.
– Você podia ter gravado. Eu iria adorar ver isso. _ Ela comentou rindo. E eu me permiti rir também.Não teria sido uma má idéia.
– Quem sabe uma próxima vez. Mas e você? Como estão as coisas com Barry? _ Perguntei curiosa. Pelos últimos telefonemas que tivemos, os dois pareciam bem contentes com o namoro. Cait riu novamente antes de contar.
– O que posso dizer que já não tenha dito antes? Barry é incrível. Ainda não entendo como demorei tanto a perceber. _ Ela se questionou mais uma vez. Ela sempre se questionava quando o assunto era Barry. — Fomos a um karaokê ontem. _ Ela contou animada e eu resmunguei.
– Ele acabou com você de novo não foi? _ Barry era um cantor nato. E eu queria socá-lo por isso. Ou a mim mesma por ter concordado em cantar com ele uma vez.
– Sim, mas me compensou depois. _ Ela completou rindo. Oh. Eu não queria aquilo na minha mente. Não mesmo. — E quem disse que pretendia te contar? _ Definitivamente hoje não era dia de falar com ninguém. Meu filtro estava mais solto que nunca.
– Agradecida. _ Brinquei e ela riu novamente. Nas últimas semanas Caitlin estava como humor nas alturas.
– Tenho que ir, Dr. Wells está me olhando com cara assassina. Ultimamente ele está uma pilha de nervos. Te ligo mais tarde? _ Ela perguntou rapidamente. Olhei para o lado no relógio do criado mudo. Eu tinha a festa de Tommy hoje.
– Vou sair com Oliver hoje, amanhã te ligo? _ Perguntei me levantando da cama. Já estava tarde, e ainda tinha que arrumar tudo para almoçar com Oliver.
– Certo, vou fingir que não estou sendo trocada. _ Ela respondeu com um tom dramático nada costumeiro nela.
– Cait. _ Ela estava zoando com a minha cara, eu sabia. Mas precisava ter a certeza de que ela entendia.
– Estou brincando. Se divirta. E usem camisinha. _ O tom profissional aparecendo novamente. Graças aos céus ela não estava aqui para me ver mudar de cor.
– Caitlin! _ A última coisa que ouvi foi sua risada animada, um barulho estranho, a voz de Barry ao fundo e ela desligou. — Na minha cara. _ Olhei para o celular indignada. — E depois sou eu que estou trocando os amigos pelo namorado. _ Resmunguei e me dirigi ao banheiro para tomar outro banho.
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