Pure Love
42 Capítulo 43
Notas iniciais
Especial Snowbarry.
Ele estava do outro lado da cidade nesse exato momento então tinha aproximadamente sete segundos e meio para chegar ao carro.
Sem chance. Não iria nem tentar. Quando se tratava do Flash, eu não duvidava de nada.
Não sabia mais que fazer para evitar Barry. Já havia usado todas as desculpas possíveis e até mesmo algumas bem inacreditáveis e ele ainda continuava querendo falar comigo.
Até o Dr. Wells já havia percebido que eu estava fugindo dele.
Tudo culpa da Felicity. Se ela não tivesse me chamado naquela bendita festa eu não teria mentido sobre Barry, não teria tido vontade de afogar aquela perua ruiva no champagne e não teria beijado Barry. Se bem que dessa última parte, eu não me importava de fazer de novo. E de novo.
– Você está fazendo de novo. _ Cisco diz ao meu lado no balcão de amostras de DNA. Eu nem havia reparado que ele estava aqui.
– O que? _ Pergunto confusa sobre o que ele estava falando. Ele larga o controle remoto que estava segurando no balcão e me encara.
– Você está batucando a caneta no seu bloco e me desconcentrando. _ Ele explicou calmamente.- Pela sétima vez. Nas últimas duas horas. _ Ele acusa sem paciência. – Sinceramente Caitlin é só conversar com ele.
– Para você é fácil falar, queria ver se estivesse no meu lugar. _ Respondo mal-educada. Fugir de Barry também estava afetando minha preciosa educação.
– Pelo menos não seria covarde. _ Cisco devolve e se levanta para mudar seu trabalho para o outro balcão dou outro lado do laboratório. Olho para ele indignada.
– Eu não sou covarde. Estou apenas fazendo todo o possível para preservar uma amizade importante para mim. _ Por que ninguém conseguia enxergar isso?
– Claro. A amizade de vocês me inveja. Queria tanto uma assim. _ Cisco caçoou de mim. Não estávamos no nosso melhor momento é verdade, mas quando isso tudo passasse seriamos os melhores amigos de novo. Tinha certeza disso.
– Você não entende. _ Não tinha como explicar algo que nem eu mesma entendia. Então me limitei a essa resposta.
– Eu entendo melhor do que você imagina. _ Cisco desistiu do seu projeto e se virou para mim para conversarmos melhor. – Certo, vamos acabar logo com isso. Vocês estão no meio de algo, por mais que você não queira admitir. Fugir, ou ignorar não vai mudar isso.
– Geralmente, sou eu quem aconselha. _ Aponto para nossa situação bem rara.
– Você é mulher, cheia de hormônios e emoções. Sou mais prático. _ Ele diz indiferente.
– Eu quero conversar com ele, só não consigo fazer isso. _ Admito mais para mim do que para ele. Olho para ele procurando uma ajudar, mesmo a mais absurda que fosse seria bem-vinda. Cisco me olha animado com algo, e eu desconfio de algo. Eu conhecia aquele olhar.
– Me agradeça depois. _ Ele diz e eu não entendo logo de início, mas ele levanta o celular que estava na mão dele e sorri se desculpando de algo.
Eu queria perguntar a ele o que ele havia feito, mas tudo ficou claro para mim quando em um segundo me vi no topo do prédio mais alto de Central City. Olhei ao redor realmente impressionada com o entardecer e a vista da cidade nesse horário visto aqui de cima.
– Uau. _ Era a única palavra que consegui dizer diante daquela vista.
– Incrível, não é? _ A voz de Barry me distrai da imagem à minha frente e me viro para ele. Eu não conseguiria ignorá-lo por mais tempo mesmo. Que fosse de uma vez. Para minha surpresa ele ainda estava vestido de Flash. Eu devo ter demonstrado minha surpresa de algum modo, por que ele olhou para si mesmo e depois para mim. – Parece que essa é a única forma de você falar comigo agora. _ Ele explica a roupa, e eu me sinto muito mal por tê-lo ignorado todo esse tempo.
– Eu sinto muito. _ Eu realmente sentia. Não que minhas desculpas fariam ele não me olhar tão magoado quanto ele estava me olhando naquele momento, mas pelo menos fazia minha consciência ficar menos pesada.
– Eu sei que sente. Eu também sinto. _ Barry admitiu e eu vi como ele parecia cansado. Ele tinha toda a cidade para proteger, vários bandidos e meta-humanos para caçar. E eu estava preocupando a cabeça dele com meus problemas emocionais estúpidos.
– Barry, eu realmente não sei o que te dizer. Eu queria muito ter as perguntas e respostas certas, mas eu não tenho. _ Porque aquilo parecia uma despedida? Eu não estava me despedindo dele. Eu não queria me despedir dele. – Eu sei que nós estamos confusos e toda aquela situação inusitada não ajudou em nada. Mas eu não quero te magoar. Nunca. _ Eu não conseguia magoá-lo. Só de imaginar que ele estava sofrendo por minha causa, sentia uma raiva enorme de mim mesma. Barry Allen era a última pessoa no mundo que merecia sofrer, por quaisquer que sejam os motivos.
– Você fugir de mim esses dias me magoou. _ Ele confessou e se sentou no que parecia ser um tubo de ventilação. – Eu sei que tudo aconteceu rápido, e aquela história maluca que contamos a Felicity não ajudou em nada. Mas Caitlin eu não estou confuso. _ Oh, ele não estava fazendo o que eu achava que ele estava fazendo.
– Barry, não. _ Pedi para ele parar de falar. Aquilo não estava acontecendo. Não estava. – Você está confuso sim. Nós estamos eu admito isso. Mas somos amigos. Sempre fomos, a vida toda. _ Eu não queria imaginar nada além daquilo.
Sempre fomos amigos e companheiros, e depois da explosão e a aparição do Flash as coisas se intensificaram entre nós. Dependíamos um do outro, tanto no laboratório quanto fora dele, mas daí a sermos algo a mais do que amigos, era impensável.
– Não Cait, eu não estou confuso a um bom tempo. _ Ele estava admitindo que pensava em nós dois juntos? A muito tempo? Certo, era normal começar a hiperventilar. Tinha que ser, eu estava hiperventilando, então tinha que ser algo normal.
– Como? O que quer dizer com isso? Como assim? _ Talvez tagarelice seja um sintoma de pessoas surpresas. Nunca mais reclamaria de Felicity.
– Estou dizendo que eu gosto de você. _ Ele disse olhando nos meus olhos, me prendendo como só ele conseguia fazer. – Eu não estou pedindo nada. Não quero te pressionar a nada Cait. _ Ele garantiu sem necessidade. Eu sabia que Barry jamais me forçaria a nada. Ele não era capaz disso. Ia contra todos os princípios dele. – Mas eu não posso mais guardar isso para mim, entende? Depois desse final de semana ficou pesado demais. _ Oh, Deus, ele com certeza estava dizendo o que eu achava que ele estava dizendo. Eu estava parecendo Felicity. Encarei Barry sem nenhuma ideia do que dizer a ele.
Se eu dissesse que não estava contente em saber que Barry nutria aqueles sentimentos por mim, estaria mentindo. Eu mesma estava criando, secretamente, sentimentos por ele. E saber que alguém tão especial quanto Barry havia me notado era incrível.
Mas ao mesmo tempo era apavorante. Era Barry. O meu melhor amigo. Barry era um super-herói, era ocupado e sempre estava correndo de um lado para o outro. A última coisa que ele precisava era de uma preocupação a mais.
– Eu não sei o que te dizer. _ Eu queria muito desviar meus olhos dele, me proteger de alguma forma. Barry sempre teve o poder de me prender nos seus olhos. Eram os olhos mais sinceros que eu já havia encontrado. E toda aquela sinceridade estava me deixando aberta, estava me impedindo de mentir. De fugir.
– Isso é bom, pelo menos não é um fora épico. _ Ele brincou tentando aliviar a situação. Tentei rir da sua piada, mas ainda era cedo demais para mim. – Eu disse que não quero te pressionar e jogo tudo isso em você. Me desculpe. _ Não era ele quem deveria estar se desculpando. Absolutamente.
– Tudo bem, eu não estou me sentindo pressionada. _ Me apressei em esclarecer.
– Bom. Muito bom. _ Barry estava visivelmente nervoso.
– É, bom. _ Sério? Era isso que eu tinha para dizer? Depois de uma declaração daquela com direito a pôr do sol e tudo mais, a única coisa que eu tinha a dizer era “bom”?
– Então é isso. Estou até mais leve. O que é meio louco se levarmos em consideração a altura em que estamos. Eu deveria me sentir mais pesado, certo? E cansado. Eu não considerei isso. Você está se sentindo bem? _ E a versão masculina de Felicity estava entrando em ação.
– Barry, eu estou ótima. _ Garanti a ele, sorrindo pela sua preocupação comigo. Era muito fofo, tinha que admitir isso. – Não estamos tão altos assim. E a vista compensa qualquer coisa. _ Apontei para o pôr do sol a minha direita.
– Então acertei em algo? Bom saber. _ Ele riu de si mesmo envergonhado do seu ataque anterior.
– Você acertou em tudo. _ Confessei a ele, e me senti extremamente feliz com o sorriso maravilhoso que ele me presenteou.
– O que você acha de um jantar? Ou está cedo demais para isso? _ Ele se aproximou de mim temeroso de ter feito algo errado.
Eu podia dizer que sim, estava cedo demais. Ou então que não daria certo entre nós e era melhor ele partir para outra. Ou talvez dizer a ele que eu não estava interessada nele daquele jeito.
Mas seria mentira. Eu estava interessada em Barry sim, não queria que ele partisse para outra. Mas ainda não me sentia preparada para um encontro com ele. Ainda não.
– Que tal comida chinesa e CSI? _ Arrisquei muito nervosa. Não queria que ele achasse que estava dispensando a ideia de um encontro com ele.
– Isso é uma indireta à minha profissão? _ Ele perguntou divertido, o que me deixou muito aliviada.
– Qual delas? Por que a profissão de super-herói também está bastante valorizada hoje em dia. Podiam fazer uma série sobre o Flash. _ Brinquei mais tranquila sobre o assunto.
– Não seria má ideia. Já pensou? Flash. _ Ele parecia realmente animado com a ideia. Eu podia ver as ideias correndo soltas na sua mente.
– Barry era só uma brincadeira. _ Disse tentando controlar aquele monstro de outro mundo que ele chamava de imaginação. Não podia negar que quando se tratava de imaginação, Barry só perdia para Cisco.
– Quem sabe. _ Ele disse distraído ainda no outro mundo.
– Ok, Spielberg que tal nossa comida chinesa?
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