Pure Love
43 Capítulo 44
Notas iniciais
Capítulo 43
Oliver POV
– Speedy, você viu minha gravata? _ Ela estava aqui, eu tinha certeza que havia deixado tudo na Cave. — A menos que tenha esquecido no banheiro. _ Voltei até o banheiro procurando em todo o local, mas nada.
– Ollie. _ Thea apareceu na porta balançando a gravata nos dedos. — Só pra você saber, ela estava na aljava. Pendurada. _ Como ela havia parar lá? — Não faço a menor idéia. _ Ela respondeu a minha pergunta interna, olhei para ela surpreso. — Sim, você disse em voz alta. Alguém está passando tempo demais com a namorada. _ Thea provocou jogando a gravata e saindo da porta.
Sorri involuntariamente. Efeito colateral Felicity. Posso viver com isso.
– Alguém está realmente nervoso. _ John caçoou de mim assim que sai do banheiro. Olhei para ele irritado, não com ele, mas com a maldita gravata que não ficava como eu queria.
Roy e Thea também estava na Cave. Thea estava terminando de ajudar ele com a gravata que também não ficava como ele queria.
– Espero que vocês tenham um bom motivo para o atraso. _ A voz de Lyla chamou nossa atenção para a escada. Olhei para John que estava ligeiramente sem graça pela chegada abrupta dela.
– Chefe da máfia preso e negócios acabados. Um ótimo motivo. _ Respondi por todos, que só balançaram a cabeça concordando. Era sempre muito bom quando prendíamos alguém poderoso que prejudicava a cidade. A sensação de dever cumprido era incomparável.
– Sim, ótimo trabalho aliás. Mas não acho que seja uma desculpa que dê para usar com sua mãe ou Felicity. _ Lyla disse me relembrando do compromisso de hoje.
– Trânsito? _ John perguntou procurando uma desculpa para o nosso atraso. Lyla balançou a cabeça descartando essa opção.
– Limpo e fluindo como nunca havia visto. _ Ela respondeu se divertindo com a nossa situação.
– Imprevisto com a Sara? _ Thea tentou,terminando a gravata de Roy e vindo na minha direção onde eu estava brigando com a minha. Ela afastou minhas mãos sem paciência e começou a bruxaria.
– Isso funcionaria comigo e John, não com vocês três. _ Ela tinha razão. Thea terminou minha gravata em segundos.
– Alguém tem alguma idéia? _ Thea perguntou cruzando os braços visivelmente irritada com toda a situação. Ela odiava se sentir encurralada, sem saída.
– Talvez devêssemos chegar separados. _ Roy arriscou. Olhei para ele pensando na sua idéia.
– No que isso ajudaria? _ John perguntou querendo saber o que ele havia pensado.
– Você e Oliver podem usar a desculpa de buscar a Felicity. Eu e Thea inventamos qualquer desculpa para a senhora Queen. E quanto a Felicity, nós inventamos algo para ela também. _ Ele concluiu balançando os ombros. Thea me olhou meio surpresa, meio desconfiada do plano. Mas era o único que tínhamos no momento.
– Ok, melhor que nada. _ Concordei rapidamente, com pressa em sairmos logo.
– Tem certeza que essa idéia vai funcionar? _ John perguntou incerto do que fazer. Ele sempre se sentia inseguro com planos de emergência ou improvisados.
– Não. Mas é o único que temos. _ Eu disse tentando me manter o mais positivo possível. Dobrar minha mãe não era nada fácil. E agora havia Felicity também.
– Eu vou com vocês dois. Se Felicity perguntar podem colocar a culpa do atraso em mim. _ Lyla se voluntariou. John olhou para ela agradecido.
– Essa é minha mulher. _ Ele disse olhando orgulhoso para ela. Sem perder mais tempo saímos da Cave.
Os dois tinham uma conexão muito singular. Pareciam se entender até nas mínimas palavras, ou gestos. Era muito bonito de se observar. Eu sempre havia invejado isso. Desejado isso para mim. Então Felicity apareceu. Segundo John nós também tínhamos essa conexão. Bem menos potente, mas estava lá.
– Então vamos que estamos muito atrasados. Mamãe vai me matar. _ Thea disse especialmente para mim, e entrou no seu carro, seguida por Roy.
Eu a entendia. Moira Queen iria nos matar.
– Eu te defendo. _ Eu gritei brincando. Pude notar sua careta muito esquisita pelo para brisa , mas logo foi substituída por um sorriso. Ela deu partida no carro mas parou ao meu lado.
– Não se preocupe, acho que ela vai estar muito ocupada avaliando sua namorada. _ Ela disse rindo da minha careta e acelerou, desaparecendo pela rua. Havia me esquecido dessa parte.
Felicity POV
Oliver estava atrasado.
De novo.
Sinceramente, quando começamos a sair não imaginava que ele fosse tão ocupado. Reuniões, video conferências, mais reuniões. Os problemas de família. Os mesmos problemas que ele nunca me contava.
– Oh, Félix. _ Briguei com o gato que pulou de repente sobre minha cômoda derrubando alguns frascos de hidratantes. O gato nem sequer se importou com a bagunça, apenas deitou e ficou me olhando. — Sorte sua você ser tão fofinho. _ Disse pra ele enquanto colocava as coisas no lugar.
Olhei para o relógio na cabeceira da cama. Vinte minutos nem era tanto tempo assim.
Voltei para o espelho novamente.
O evento que Oliver iria me levar não era como a festa de Tommy. Era uma festa para arrecadar fundos para o antigo centro comunitário que ficava no Glades, então todos da alta sociedade estariam lá.
Além é claro, repórteres. Teríamos que tirar fotos para os jornais da cidade e as revistas também. Eu não tinha muita certeza se aquele vestido era adequado para a ocasião, mas era o melhor que eu tinha.Tudo tinha que estar perfeito. Moira Queen estaria lá. Minha ainda não conhecida sogra. Oliver e eu ainda não tínhamos discutido sobre como esse pedido de namoro havia acontecido, ou como, ou quando eu havia aceitado. Mas como diziam, em time que está ganhando não se mexe. Então era melhor não tocar no assunto até que fosse necessário. Mas finalmente conheceria a mãe de Oliver. Não que já não conhecesse ela de vista, toda a cidade conhecia a senhora Queen.
Quem sabe eu finalmente conseguiria entender esses tais problemas familiares tão misteriosos.
– Claro Felicity, por que ela vai te amar logo de cara e vai contar do todos seus segredos e problemas pra você. Oh, e unicórnios existem também. _ Caçoei lado meu reflexo. Eu não tinha mais remédio. Era esquisita, ponto final. — Por favor Deus, não me permita passar vergonha na frente dela. _ Pedi olhando para cima.
Meu celular apitou em cima da cama.
– Estou na sua porta. _ Li a mensagem em voz alta. Corri para o closet pegando a bolsa quando havia escolhido para essa noite. — Me deseje sorte, Félix. _ Me despedi do gato e sai andando o mais rápido que os saltos misturados com o vestido permitiam.
Apaguei as luzes pelo caminho, deixando apenas o abajur da sala ligado e abri a porta.
Eu nunca me acostumaria com Oliver e sua beleza desconcertante. Além disso, eu estava, digamos que subindo pelas paredes.Não era bom para minha saúde mental namorar Oliver e me manter em abstinência ao mesmo tempo. Eu já estava começando ficar dispersa, muito mais do que já era normalmente. E os sonhos que tinha com ele não ajudavam em nada. Se hoje, Oliver não tomasse a iniciativa eu tomaria.
Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa me inclinei o beijando levemente.
– Está atrasado. _ Acusei, mas não estava nem um pouco chateada por isso. Ele respirou fundo fazendo uma cara de culpado, mas eu sabia que ele estava apenas sentindo meu perfume. Eu sabia que ele adorava aquele perfume.
– E você está linda. _ Ele disse me olhando de cima a baixo demorando um pouco a mais na fenda que a saia do vestido tinha. — Eu sei que estou atrasado, e peço desculpas por isso. _ Ele se desculpou quando voltou a me olhar nos olhos. Eu sorri para ele deixando claro que suas desculpas estavam aceitas. Ele pegou o chaveiro da minha mão e trancou a porta.
Ele tinha adquirido essa mania. Sempre que Oliver vinha na minha casa ele gostava de trancar as portas. Eu até achava estranho no começo mas depois parei de me incomodar. Mas tenho que dizer era no mínimo estranho.
– Você também não está nada mal. _ Elogiei o olhando do mesmo modo que ele havia feito comigo, mas sem demorar em canto nenhum. Ele sorriu em agradecimento, mas o parei quando ele se inclinou para me beijar outra vez. Ele me olhou confuso.
– O batom. _ Eu disse explicando eu gesto. Ele sorriu ainda mais e se aproximou mais, mesmo comigo o empurrando. — Oliver. _ Eu tentei mais uma vez, mas ele era mais forte.
Mas ele me surpreendeu. Ele não fez o que eu esperava. Ao invés de me beijar na boca, ele beijou a ponta do meu nariz. Olhei para ele confusa e decepcionada.
– O batom. _ Ele disse balançando os ombros com a cara mais inocente do mundo. Como se eu comprasse aquela cara. Tentei acertar uma cotovelada nele, mas ele desviou rindo de mim e me ajudou a chegar no carro onde John estava nos esperando encostado no carro, pacientemente.
– Lyla! _ Olhei surpresa para a esposa de John ao lado do marido. Ela me olhou sorrindo e nos abraçamos.
– Olá Felicity. Como esta? _ Ela perguntou muito simpática. Era sempre muito agradável encontrar Lyla.
– Muito bem. E Sara? Soube que ela estava doente. _ Perguntei realmente interessada. John havia comentado que a bebê estava com febre nos últimos dias.
– Apenas um resfriado. Já está melhor. _ Ela disse para mim, mas estava olhando para o marido. Ela sabia que ele estava muito preocupado com a filha.
– Estamos atrasados. _ John cortou nossa conversa e abriu a porta para entrarmos, mas eu sabia que era mais uma desculpa para a conversa não se desviar para ele e sua preocupação excessiva com a filha.
– Boa noite John. _ O cumprimentei antes de entrar no carro. Ele sorriu educado como sempre, mas eu já sabia que aquele sorriso diziam mais coisas.
Eu não conseguia recordar exatamente quando John Diggle havia se tornado meu amigo, mas em algum lugar nessas três semanas que eu estava com Oliver, ele havia ganhado um lugar no meu coração. Não era somente pela sua educação é simpatia, mas John realmente parecia se importar comigo. E mais importante, ele realmente gostava de Oliver.
Eu podia ver todas vez que ele vinha explicando cuidadosamente o por que de Oliver estar atrasado ou não poder comparecer à algum compromisso comigo, mesmo eu dizendo que o próprio Oliver já havia me avisado e explicado a situação. Ele tinha todo esse cuidado conosco, e isso era muito legal da parte dele.
– Não precisa se preocupar, não vamos passar pela imprensa. _ Oliver tentava em vão me acalmar. Era impossível ficar calma com todo aquele exército de fotográfos e repórteres. Nós nem havíamos saído do carro e todos aqueles flashes estavam me fazendo ver vagalumes imaginários.
– Não, não. Você tem que passar pela imprensa. Vamos fazer isso, eu só preciso conseguir enxergar primeiro. _ Brinquei para deixá-lo mais tranquilo, mas eu realmente não estava enxergando muito bem. — Seria bem mais fácil se óculos fosse considerado um acessório adequado para esse tipo de evento.
– Não está conseguindo enxergar direito? _ Oliver me perguntou sério demais ao meu lado. Peguei sua mão apertando levemente e olhei para ele sorrindo.
– Estou brincando. Estou enxergando perfeitamente, só não estou acostumada com os flashes. _ Expliquei e cometi o terrível erro de olhar na direção daquelas luzes diabólicas no exato momento que um homem tentava nos fotografar dentro do carro. — Ok. Agora estou cega. _ Comentei tampando meus olhos. Uau, era como estar na torre de astronomia novamente.
– Eles já o anunciaram. _ Escutei John dizer bem mal humorado. Tentei olhar na mesma direção que ele e vi um homem jovem com uma placa na mão, onde estava o nome de Oliver e Acompanhante.
– Tem certeza que quer fazer isso? Eles são bem rudes e inconvenientes. _ Oliver estava me dando a chance de escolher. Eu havia dito a ele para ir sozinho que eu o encontraria do lado de dentro, mas ele não aceitou. Ou iríamos os dois pelos fundos ou nenhum.
– Vamos fazer isso. _ Disse com a voz mais segura que consegui, ele não precisava saber que eu estava começando a suar em lugares inapropriados. Ele me olhou uma última vez, tentando ver algum tipo de segurança em mim e se virou para frente.
– Vamos lá. _ Ele deu a ordem e John saiu do carro. Em segundos, outros três seguranças do local apareceram para ajudar em qualquer problemas que pudesse aparecer. — Você não é obrigada a responder nenhuma pergunta a não ser que queira. _ Oliver explicou rapidamente e a porta se abriu.
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