Pure Love

21 Capítulo 21


Notas iniciais
Gente Sinto informar a vocês mas não vai ser possível mostrar para vocês as roupas deles. Eu sei que eu prometi, e estou muito mal por isso. Mas meu notebook quebrou ontem, por isso também não saiu capítulo a noite e nem hoje mais cedo. Tive que reescrever todo esse capítulo novamente e obviamente não ficou como eu queria por que do outro jeito estava perfeito, mas acredito que este esteja aceitável. Ele também ficou maior do que o outro. Culpem minha consciência pesada. E também queria dedicar esse capítulo enorme, a Laura que fez uma recomendação maravilhosa. Muito obrigada Laura. De coração. É isso, meu notebook só volta lá pra quinta feira, mas eu vou continuar postando todos os dias. Boa leitura.

Capítulo 21 Felicity POV



Se eu achava difícil entrar naquele salão ao lado de Oliver, sair do banheiro era a missão impossível.

Ainda mais depois das coisas que ele havia me dito. Eu estava perdida, completamente perdida. Nós quase havíamos passado de todos os limites possíveis dentro de um banheiro no nosso primeiro beijo. E que beijo.

'Por que haviam outros. Ah, sim. Com certeza'. Sorrio lembrando, e um calor começa a subir pelo meu corpo.

Definitivamente nossos próximos beijos não seriam em banheiros fechados. Ou salas. Cozinhas. Muito menos em quartos.

Mas ele havia sido tão delicado e gentil comigo me respeitando. Oliver disse que esperaria o tempo que fosse, bom se ele continuar assim certamente não terá que esperar muito. E ele não era à pessoa mais paciente do mundo.

Apesar da mulher que estava quase derrubando a porta ser totalmente inconveniente e ter interrompido algo grande, não consegui evitar fixar com pena dela quando nós saímos do banheiro. Ela estava tão alterada quanto bêbada, e estava pronta para discutir com quem quer que fosse que saísse do banheiro, mas assim que deu de cara com Oliver, que estava com uma cara típica de irritação e impaciência, ela não disse nada. Eu desconfiei do seu nível de embriaguez. Ou ela não estava tão bêbada quanto aparentava e só queria caçar confusão, ou, mesmo completamente embriagada ela reconheceu Oliver, e de quebra conheceu a versão zangada de Oliver Queen.

Quando voltamos a mesa, desejei imediatamente voltar para o banheiro, e não pelo ótimo motivo de agora pouco. Laurel estava melhor, visivelmente empurrada com um Tommy recém saído de um porre. Caitlin parecia irritada com algo. Barry estava entre ela e Helena sem olhar para nenhuma das duas, e Helena parecia entediada. O que só aumentou minha curiosidade sóbrio o que aconteceu entra esses três. Ray Palmer estava na mesa também, mas parecia perdido em seus pensamentos, ou pelo menos era isso que parecia até uma moça alta de cabelos curtos passar pela mesa e ele ir atrás dela. Cisco ainda estava com a mesma mulher no bar, mas parecia estar se dando bem, se levarmos em consideração as risadas deles. Thea e Roy, seu namorado, eram os únicos que pareciam estar em completa harmonia ali.

– Estamos no lugar certo?_ Perguntei a Oliver duvidosa de estarmos no mesmo lugar de minutos atrás. Ele riu baixo.

– Acho algumas coisas aconteceram na nossa ausência._ Ele diz enfatizando a palavra ausência, e eu coro lembrando do banheiro.- Acho que você precisa disso._ Ele me oferece solícito uma taça de champagne que eu havia visto da onde ele conseguiu, mas estava rindo da minha cara.

Aceitei a taça olhando feio pra ele, por ele estar se divertindo da minha situação.

– Ei! O casal voltou!_ A voz de Tommy chama nossa atenção, a nossa e de toda a a mesa que não haviam reparado no nosso retorno ainda.- Onde estavam? Procuramos vocês por todos os lados._ Algo me dizia que aquela expressão inocente no rosto de Tommy era completamente falsa, e quando ele e Oliver se olharam brevemente, mas tempo suficiente para um sorriso malicioso aparecer no rosto dele, eu soube que estava certa.

– Estávamos por aí._ Oliver desconversou ignorando os olhares inquisitivos de todos na mesa e procurou alguém com os olhos, provavelmente o garçom. Assim que ele o encontrou, ele me lançou um olhar rápido mas que eu entendi, e foi atrás dele. Com essa esquiva dele, todos viraram os olhos para mim.

Reparei que os olhares eram bem significativos.

Laurel estava metaforicamente falando, me fuzilando com os olhos. Sua expressão de raiva direcionada a mim, me fazia recordar que tinha que perguntar a Oliver o porque de Laurel querer minha morte iminente.

Caitlin apesar de estar desconfortável com algo, me olhava com uma cara cômica de animação. Barry parecia estar fazendo um esforço bem grande para sorrir para mim. Ele estava desconfiado de Oliver, eu não poderia culpá-lo, mas como Oliver mesmo disse, precisávamos de tempo.

As lembranças do banheiro queriam voltar a minha mente, e eu as bloqueio. Não queria corar feito um tomate ou sorrir igual a uma idiota na frente deles faria isso em casa, com Nemo.

'Céus, eu preciso parar de falar com meu peixe'. Lembro a mim mesma despreocupada.

Thea e Roy eram os únicos que não estavam nem aí para nós. Os dois estavam ocupados demais conversando entre si, e tenho que admitir que era uma das coisas mais fofas que já tinha visto. Eles pareciam completamente apaixonados, a conexão entre eles era quase visível aos nossos olhos como uma corda prendendo um ao outro. Mas eles não pareciam nem um pouco incomodados com isso.

Oliver retornou sem nada nas mãos, e eu olhei para ele confusa. Mas ele não me respondeu nada, apenas se sentou ao meu lado apoiando seu braço no encosto da minha cadeira, parecendo concentrado em algo.

Minha mente rapidamente voltou ao motivo do seu atraso mais cedo.

– Tudo bem na sua casa?_ Pergunto preocupada com o que quer que esteja acontecendo na casa dele.

– O que?_ Ele parece confuso sobre o que eu disse, me deixando desconfiada.- Sim. Só estava chegando umas coisas._ Ele completa com um dos seus sorrisos educados, e obviamente eu não acredito.

– Ok._ Eu digo incomodada com sua mentira, mas decido não pressionar. Não é como se eu não soubesse no que ele estava metido, não é? Melhor não perguntar.

– O silêncio que se instalou nessa mesa está assustando._ Caitlin cochichou no meu ouvido.- E quero saber de tudo. Ainda hoje._ Ela disse bem autoritária.

– Então, Felicity, o que você faz? Qual sua profissão?_ A voz de Laurel me surpreendeu. Eu pensei que ela estava me evitando até a morte. Olhei para ela tentando entender sua atitude.

– Sou Tecnóloga._ Por que minha voz estava tão insegura? Clareio a garganta, tentando parecer mais segura do que estava me sentindo no momento. Laurel me olha obviamente insatisfeita com minha resposta.

– Tecnóloga? O que é uma tecnóloga faz?_ Agora foi a vez de Helena perguntar, mas ao contrário de Laurel ela parecia genuinamente interessada.

– Basicamente, eu entendo de tecnologia no geral. Computadores, celulares, sistemas ao todo. Sou especializadas em algumas áreas específicas como segurança de sistemas privados que é o caso da QC._ Aponto Oliver quando me refiro a QC.- Mas também sei tecnologia industrial, e entendo de outras coisinhas._ Tommy, Helena e Oliver, Thea e Roy me olham curiosos à minhas coisinhas extras.- Jogos._ Completo e dou de ombros. Sou uma nerd assumida, e nunca fiz questão de esconder isso.

Todos, menos meus amigos claro, estão me olhando espantados. Até Laurel.

– Sexy._ Tommy diz de repente sorrindo pra mim. Mas olha para o meu lado e ri.- Com todo respeito, claro. Não me olhe assim Ollie é a verdade, ela é um gênio e ainda por cima é linda._ Ok, se não estava constrangida o suficiente até aquele momento , agora já estava. Olho para Caitlin pedindo socorro mais ela só ri da minha cara, assim como Barry. Belos amigos eu tenho, penso brava por eles não intervirem por mim. Não que essa fosse a situação, de uma intervenção. Aliás, Tommy estava me elogiando, eu deveria estar agradecida.

– Então você trabalha para Oliver?_ A maldade na voz de Laurel não passou despercebida por mim, nem o fato dela não chamar Oliver pelo apelido antigo. Ela estava realmente incomodada comigo.

– Sim, Laurel. Ela trabalha para mim, algum problema com isso?_ Oliver estava sendo curto e grosso com ela, e também estava sem paciência. Eles se encararam, e não estavam com suas melhores caras. Mas a de Oliver me assustava mais.

– Problema nenhum. Só não sabia que você havia mudado tão drasticamente seu gosto para mulheres._ Ela continuou encarando Oliver enquanto me ofendia, descaradamente. Eu não sabia o que dizer.

– Laurel!_ Tommy ralhou com ela, mas ela não pareceu se importar.

– Quem você pensa que é?_ Minha própria voz me surpreendeu. Ela me olhou do modo mais frio que alguém já havia me olhado na vida,mas não me importei e a encarei de volta. Ninguém iria me humilhar. Seja por despeito, ciumes ou inveja. Por que claramente ela queria estar no meu lugar ao lado de Oliver.

– Você realmente acha que isso entre vocês vai durar?_ Havia tanto desprezo quanto mágoa em sua voz. Oliver tinha aprontado com ela, aprontado feio. Mas isso não dava o direito dela descontar em mim.

– Chega Laurel! _ A voz de Oliver se sobressaiu entre nós.- Tommy acho que está na hora de levar sua amiga para casa._ Ele sugeriu educadamente demais. Oliver não era uma pessoa muito paciente, podia ver pela forma como ele estava forçando sua mandíbula fechada, que ele estava se esforçando para não explodir.

Ele é Tommy trocaram um olhar cheio de significado entre eles.

– Eu não quero ir para casa, obrigado pela sugestão._ Ela sorriu desafiando Oliver. Aquilo já estava me subindo a cabeça.

– Diga mais alguma coisa desagradável, qualquer que seja para qualquer um, e não será mais apenas uma sugestão._ Oliver avisou sério, e vi com uma satisfação vingativa, o sorriso abusado dela sumir.

– Vamos lá, Dinah. Vamos dançar._ Tommy suspira aliviado por Oliver ter dado uma segunda oportunidade à ela, e se levanta puxando-a pela mão. Ela não queria ir, mas Tommy não lhe deu muitas opções, e ela acabou indo mesmo contra vontade.

Depois que eles saíram o silêncio voltou a mesa.

– Isso foi interessante._ Roy comenta e recebe um beliscão de Thea.- Ai!_ Ele reclama mas aguardo a barriga.

– Foi vergonhoso._ Barry diz sem pensar. Eu o encaro descrente que ele havia dito aquilo.- Para ela._ Ele completamente rapidamente.

– Eu achei legal._ Helena diz e recebe nossos olhares confusos, ela ignora.- O que? Só estou sendo sincera._ Ela se defende.

– É, sua honestidade é admirável._ Cait diz azeda para Helena. Olho surpresa para Caitlin. Ela tinha alfinetado Helena, ou eu estava alucinando?

A resposta de Helena foi um revirar de olhos bem teatral. Barry me olhou pedindo socorro e foi minha vez de rir. Alguma coisa tinha acontecido entre esses três e Caitlin só podia estar enciumada.

– Por que não seguimos a idéia do Tommy, e vamos todos dançar?_ Thea diz tentando melhorar nossas caras. Cait foi a primeira a se levantar.

Olho para Caitlin, que estava com aquela cara de quem iria aprontar algo. Helena foi a segunda. Isso não ia acabar bem.

Barry não fez nem menção de se levantar. Continuou sentado quietinho. Olhei para ele compassiva, Cait daria trabalho mais tarde. Ou talvez agora mesmo, mudo de idéia vendo-a puxá-lo pelo braço em direção a pista de dança improvisada no meio da salão.

Helena pareceu bufar e também foi para pista de dança, puxando um cara qualquer pelo caminho para dançar com ela.

– É impressão minha ou as duas estão disputando aquele cara?_ Roy comentou se referindo ao trio que saiu da mesa.

– É o que parece._ Oliver contestou também prestando atenção neles na pista de dança.

– Eu acho que vou ficar por aqui._ Eu falo olhando para Thea que estava esperando por nós. Não acho que conseguiria dançar com Oliver. Já era ruim o suficiente sem ele atrapalhando meus neurônios, com ele do meu lado era capaz de nos machucar seriamente.

Thea parece querer insistir mas riu diz algo em seu ouvido, me deixando nervosa e curiosa pelo modo que eles olharam para nós dois.

– Então tá. Qualquer coisa, estamos bem ali._ Ela indicou a pista e saiu puxando um Roy sorridente.

– Por que eu estou com a sensação que eles quiseram nos deixar a sós?_ Inclino a cabeça para o lado de Oliver para que ele pudesse ouvir claramente.

– Porque é exatamente o que eles fizeram._ Oliver contesta me olhando divertido e imagens nada apropriadas da parede do banheiro me vem à mente, e sinto aquele calor subindo de novo.

Tenho certeza que meu rosto denunciou meus pensamentos e meu está vermelho, por que ele me deu um sorriso lindo que me deu vontade de voltar aquele banheiro. Preciso de ar.

– A única janela é a do escritório._ Ele contesta ao meu pensamento, e eu mordo minha língua mortificada por falar demais mostrando onde meus pensamentos estavam.

– Por mais que eu esteja precisando, digo, querendo tomar um ar._ Me enrolo mais, e desvio o olhar dele envergonhada.- Não acho uma boa idéia, já vimos o que acontece a nós dois em salas fechadas._ Eu digo sorrindo escondido dele.

– Não tenho argumentos sobre isso._ Eu escuto sua voz e sei que esta sorrindo.

Me virei para ele para falar algo relacionado a isso, mas vejo algo que nunca havia visto antes. E quando digo nunca, é nunca mesmo.

– Ah meu Deus._ É a única expressão que me vem à mente. Eu não devia estar tão surpresa, eu já sabia que eles estavam juntos mas ver Cait e Barry aos beijos era algo muito estranho para mim. Mas pelo modo que as coisas estavam indo ali, era bom eu me acostumar logo.

– Eles estão juntos, não estão?_ Oliver me perguntou confuso pela minha reação.

– Sim. Sim, eles já estão juntos a um tempo. Mas eu só fiquei sabendo hoje e não tinha visto, aquilo antes._ Esclareço me referindo ao beijo deles. E que beijo.

– Mas não são seus melhores amigos?_ Oliver continua confuso.

– Eles estavam com medo da minha reação._ Digo desviando meus olhos deles com alguma dificuldade, aquilo estava quase obsceno. Voltei meu olhar a Oliver, e ele estava sério novamente mas havia algo mais.

– E como você reagiu? Ao fato deles estarem te escondendo algo._ Estranhei sua pergunta. E até pensei em fazer alguma gracinha, mas seu olhar assíduo sobre mim me barrou.

– Eu fiquei chateada por ser excluída de algo importante na vida deles._ Eu disse meio incerta.

– Mas você perdoou eles._ Ele afirmou com sua expressão mais amena.

– Claro. Eles são meus amigos, não vou brigar com eles por causa de uma coisa assim._ Eu não estava entendendo aonde Oliver queria chegar.

– Então chateação não é o suficiente para alguém perder sua amizade._ Não era uma pergunta, ele estava ponderando o que eu havia dito.

– Está querendo chegar a algum lugar? Porque eu não estou entendendo nada._ Digo surpreendendo ele que me olha duvidoso, mas eu não queria saber de verdade, não agora. Tinha um lado dele que envolvia coisas como aquele notebook, que eu nunca saberia o que ele queria com aquelas informações, era um lado que ele não queria que eu descobrisse. Não que eu fosse dar muita escolha a ele, mas por enquanto eu me contentava em conhecê-lo melhor no sentido emotivo, depois me preocuparia com o seu passatempo fora da empresa.

– Combinamos de nos conhecermos melhor, não foi?_ Ele pergunta de repente divertido de novo me deixando perdida na sua mudança de humor.

– Sim, foi._ Decido deixar pra lá minha desconfiança, pelo menos para termos um fim de noite agradável.

– Então vamos lá._ Ele me incentivou se endireitando na cadeira de frente para mim, não satisfeito virou minha cadeira para ele assim ficamos os dois virados um para o outro. Ele queria fazer isso aqui? Agora?- Sim agora._ Ele responde meu pensamento, me constrangendo. Minha boca ainda me causaria problemas. Dos bem grandes.

– Como você pensa fazer isso?_ Finjo estar empolgada, para distraí-lo do meu embaraço.

– Não sei._ Ele admitiu parecendo constrangido e logo riu de si mesmo, me fazendo sorrir junto. Era a primeira vez que via Oliver constrangido.- Vamos desde o começo, eu acho._ Ele sugeriu ainda sorrindo, um sorriso infantil.

‘Nota mental : Oliver com vergonha era a coisa mais fofa que eu já tinha vista na vida’. Penso olhando encantada para seu rosto.

– Oi, eu sou Oliver Jonas Queen._ Ele me olhou no fundo dos meus olhos se concentrando em mim. E eu achando que ele não me surpreenderia mais.

– Olá Oliver, sou Felicity Meghan Smoak, muito prazer._ Estendo a mão para ajudar na atuação, mas ele não balança minha mão. Deliberadamente ele entrelaça nossos dedos, me fazendo reparar mais uma vez em como sua mão era enorme perto da minha.

– O prazer é todo meu, Felicity._ Ele completa sorrindo daquele jeito.

Do jeito que as coisas estavam indo, com certeza Oliver não teria que esperar muito até ganhar minha confiança para darmos o segundo passo.

Notas finais
Comentem o que precisa ser mudado se vocês acharem necessário mudar algo, se não comentem mesmo assim. Preciso da opinião de vocês. Beijo