Pure Love
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Capítulo 20 Oliver POV
Pressa. Impaciência. Ânsia. Aflição.
Quando percebi que Felicity também não tinha a intenção de parar o que estávamos fazendo, obriguei meu corpo a ir mais devagar. Não queria que tudo acabasse rápido demais sem eu ter aproveitado cada segundo. Mas como sempre Felicity não estava ajudando.
Ela diabolicamente havia conseguido abrir dois botões da minha camisa e estava com aquelas mãozinhas espertas nos meus ombros, acariciando sem dó. Mas esse jogo era para dois, e eu não estava mais com pressa. Com certo esforço, desconectei nossas bocas e ela protestou tentando colar nossos lábios novamente, mas eu tinha outros planos para ela.
Eu queria beijar seu pescoço, mas ela não estava disposta a parar de me beijar, então resolvi tomar o comando para mim. Calculadamente levei a mão até sua nuca segurando os fios loiros da forma mais gentil e firme que meu estado de excitação permitia e puxei sua cabeça para trás expondo seu pescoço para mim.
Seu perfume estava ainda mais forte ali, nublando momentaneamente minha visão, me fazendo apenas sentir.
A forma que ataquei o pescoço de Felicity não tinha nada de cavalheiro ou gentil. Aquilo era desejo puro, e cru. E quanto mais ela gemia e fazia sons desconexos, mais forte o desejo vinha e mais eu avançava em seu pescoço.
Levei um segundo para reparar que minha outra mão estava em sua perna, no topo da sua coxa.
Eu estava redescobrindo minhas funções motoras para suspender Felicity até a pia quando um estrondo na porta nos fez pular e nos separarmos assustados.
– Ai!_ Olho para Felicity ainda desnorteado por ter saído da nossa bolha sensual tão abruptamente, ela está linda. Seu rosto corado, pela primeira vez por um motivo que não era vergonha e sua respiração irregular. Mas seu rosto também estava com uma expressão de dor, e demorei pra perceber sua mão massageando sua cabeça. Ela havia batido a cabeça com o susto.
Do outro lado da porta uma mulher notavelmente bêbada gritava que queria entrar no banheiro, ela batia na porta fazendo um barulho muito alto.
– Você está bem?_ Consegui dizer por baixo do fôlego. Nem eu mesmo tinha percebido que estava sem ar.
– Sim, só está doendo._ Ela diz ainda ofegante, a porta balança outra vez seguido de gritos e pancadas cada vez mais fortes.- Você trancou a porta?_ Felicity pergunta olhando para mim confusa, de certo ela não havia percebido a hora que tranquei a porta e guardei a chave no meu bolso.
– Sou um homem prevenido._ Digo indiferente. A vida que tinha não me permitia ser descuidado, e as vezes, como hoje, esse meu lado cauteloso era muito bem vindo. Ela me olhou incrédula.
– Você planejou isso?_ Felicity me pergunta calmamente, mas havia algo perigoso no seu olhar. Eu teria que usufruir da minha cautela mais uma vez.
– Se você está se referindo à porta trancada, sim._ É, eu tinha razão. Sua expressão se fechou completamente, ela estava com raiva. De mim.- Eu planejei apenas a porta, Felicity._ Me explico tentando melhorar minha situação. E pra ajudar o ser do outro lado continuava a bater, me irritando.
– Só a porta?_ Ela devolve calma, mas seu rosto estava ficando vermelho. Ela respira fundo antes de se afastar de volta a pia, olha seu rosto afogueado e murmura algo inteligível para seu reflexo. E se vira para mim, visivelmente impaciente.- O que você achou que iria acontecer com nós dois trancados em um banheiro, Oliver?
Com certeza teria acontecido muitas coisas se não tivessem nos interrompido.
– Sinceramente, eu esperava que acontecesse algo._ Ela me olha de um jeito que não gostei, como se estivesse arrependida. Eu não queria que ela se arrependesse. Não podia deixá-la se afastar de mim agora, ainda não. Encurtei a distância entre nós e a abracei, a pegando de surpresa. Ela queria se afastar, estava evitando me olhar nos olhos, mas eu não estava disposto a deixar.- Felicity, eu queria te beijar. Ainda quero._ Emendo e ela se aquieta em meus braços, ficando imóvel. Meu corpo ainda estava rígido, preparado para retomarmos da onde paramos, mas não podia. Por mais que quisesse fazer amor com Felicity, agora ela precisa de outro tipo de atenção. Obrigo meu cérebro a se concentrar somente nesse momento e na minha preocupação com ela. Aproveito para acariciar seu rosto e forçá-la a olhar para mim. Ela estava relutante, mas acabou cedendo e me deixou desconcertado com o que vi em seus olhos. Ela estava visivelmente magoada.- Ei, porque está assim?_ Perguntei preocupado. Ela negou com a cabeça fechando os olhos me privando de ler suas emoções.- Felicity? _Tentei de novo, mas ela só continuou balançando a cabeça não me dizendo o que estava acontecendo. Ela me surpreendeu deitando a cabeça em meu peito e envolvendo seus braços por minha cintura. A envolvi protetoramente em meus braços, deslizando meus dedos por seu cabelo tentando acalmá-la.
Os barulhos na porta, agora mais fracos estavam aos poucos sendo substituídos por vozes exaltadas tanto de mulheres quanto de homens. Que Deus me ajudassem quando nós saíssemos desse banheiro, porque eu estava no limite da minha paciência.
E pra piorar não conseguia pensar em nada que eu pudesse ter feito para deixar Felicity naquele estado, tudo o que aconteceu foi mútuo, e não tínhamos feito nada que pudesse magoá-la. Eu ia insistir em perguntar o que a afligia, mas ela parecia estar se recompondo. Sinto seus braços me soltarem, mas sua cabeça continua baixa, agora sua testa apoiada em meu peito.
– Felicity?_ A chamo preocupado com sua atitude, ela está mente levantada seu rosto para mim, e uma sensação de alívio passa por mim quando vejo que ela não estava chorando e seu olhar de arrependimento havia sumido.
– Estou bem._ Ela garantiu com sua voz calma, sem qualquer indício de raiva contra mim. Continuei olhando-a atentamente, procurando algum vestígio de mentira.- Estou bem._ Ela reafirmou mais enérgica.- Só vamos devagar, pode ser?_ Ela estava se referindo à sexo. Era por isso aquele olhar de arrependimento? Ela estava arrependida agora pouco de quase termos transado no banheiro.
– Você não queria?_ Minha pergunta era atrevida, eu sabia. Não se deve perguntar isso a uma mulher, mas eu estava realmente confuso.
– Não! Quer dizer sim! Eu queria. Muito. Mesmo._ Ela se apressa em desfazer seu mal entendido, e nem percebe que havia falado demais de novo. E por mais que a situação embaraçosa seja engraçada, prefiro não rir do seu jeito Felicity de ser.- Isso se você ainda quiser sair comigo depois desse, inconveniente?_ Ela testa a palavra, não percebendo que estava dizendo em voz alta.
– Porque desistiria de sair com você? Você acha que só porque não vamos, dormir juntos hoje._ Opto por um modo mais educado ao me referir a sexo com ela, mas dou ênfase à palavra hoje, para deixá-la saber que sim aquilo ainda estava nos meus planos. Ela não parecia ser mente aberta a essa questão, e eu não estava querendo assustá-lá, ou afastá-la.- Eu vou desistir de você?_ Me sinto ofendido. Que tipo de homem ela acha que sou?
– Não, digo, não sei. Eu não sei. Oliver nós acabamos de nos conhecer, eu não sei nada a seu respeito._ Ela está se sentindo culpada por quase havermos transado no banheiro sem ela me conhecer direito.- Eu sei tudo o que dizem sobre você na televisão ou nas revistas, mas também sei que a mídia pode ser bem mentirosa. Eu só quero te conhecer. Não o playboy bilionário, ou o CEO da empresa onde trabalho. Eu quero conhecer Oliver Queen, o homem. Sem títulos._ Ela termina de falar me olhando com determinação, respirando fundo como se tivesse tomado coragem pra dizer tudo isso. Eu podia entender esse pensamento dela.
A mídia me intitulava como o maior pegador de Starling, junto com Tommy obviamente. Apesar do tempo que passei "morto", e das minhas atitudes serem completamente diferentes do Oliver de mais de cinco anos atrás eles ainda me julgavam pelos erros daquele tempo. E não seria estranho uma mulher como Felicity ter um pé atrás em relação a esse Oliver. Na verdade, eu a aconselharia a manter os dois pés em movimento para longe dele. O fato de eu estar mudado não era tão público quanto eu gostaria, e a maioria das pessoas não tinha consciência disso. Agora cabia a mim mostrar a essa mulher a minha frente que eu não era o mesmo playboy festeiro de anos atrás.
– Podemos fazer isso._ Digo decidido a surpreendendo. Ela me olha incrédula,como se não acreditasse que eu estava concordando com isso.- Eu entendo o porque de você não confiar em mim._ Digo placidamente. Eu sentia que a conhecia a muito tempo por que eu estava seguindo seus passos fora da empresa, eu havia feito pesquisas sobre ela. De certo modo eu conhecia Felicity mil vezes mais do que ela me conhecia, e pelo tanto que a conhecia sabia que nesse exato momento ela estava se recriminando pelo que quase havíamos feito. Ela tenta dizer algo mas eu não permito.- Ainda. Você ainda não confia em mim, Felicity. Mas eu vou mudar isso._ Garanto a ela, que só me observava desconfiada.
– E como pretende fazer isso?_ Ela da voz a sua desconfiança me encarando abismada.
– Simples._ Dou de ombros como se fosse uma coisa óbvia.- Com o tempo._ Finalizo olhando-a bem nos seus olhos azuis, que estavam brilhando muito.
– E se você se cansar de esperar? Ou a minha definição de tempo for diferente da sua?_ Ela divaga perdida nos seus pensamentos. Eu a calo com um beijo casto nos seus lábios ainda meio inchados dos nossos beijos. Ela me olha deslumbrada e sorri timidamente.
– Eu vou respeitar o seu tempo._ Digo sério à ela, mas não consigo evitar sorrir diante do seu sorriso tão delicado para mim.- Leve o tempo que for._ Prometo à ela. Que me devolve com aquele sorriso que tinha o poder de tornar qualquer momento perfeito.
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