Pure Love

40 Capítulo 41


Notas iniciais
Não morri, estou quase, mas ainda não morri. Desculpa pela demora gente, mas tá díficil. Muitas coisas juntas, muitas coisas ao mesmo tempo, muita responsabilidade ao mesmo tempo. Enfim, espero que gostem. Vou tentar postar ainda essa semana, não prometo. Boa leitura.

Capítulo 41

Felicity POV

Capítulo 41 Felicity POV

Devia existir uma lei universal para ser despertada tão bruscamente numa segunda de manhã. Desnorteada e completamente relaxada, era assim que me senti quando abri os olhos. Eu tinha que admitir, ter Oliver como travesseiro havia contribuído e muito nessa experiência. Ainda mais se estava acompanhada do protagonista do seu sonho. Fazia muito tempo que não tinha uma noite de sono tão confortável e tranquila. Era no mínimo diferente acordar com alguém do meu lado depois de tanto tempo. Mas ao mesmo tempo era tão bom.

– Mas o que? _ Sinto Oliver despertar tão assustado quanto eu. Mas diferente de mim, ele parecia se concentrar mais facilmente.

Minha mente estava naquele momento em que você sabe que está acordada, mas não consciente. O famoso levantei, mas não acordei. E não estava nem um pouco envergonhada de usar essa desculpa para me aconchegar mais nos braços de Oliver.

Imediatamente minha mente se deu conta de duas coisas. Oliver e eu estávamos na mesma posição que havíamos dormido na noite anterior, com a única diferença que estávamos mais próximos, se é que aquilo era possível. E eu havia esquecido as cortinas abertas.

– Meu despertador. _ Murmurei, lutando para manter os olhos abertos, ainda com o sonho bem vívido em minha mente. Olhei para a mesa de cabeceira onde o despertador costumava ficar, mas ele havia sumido.

– Felicity, eu acho que deveríamos levantar_ Oliver disse, mas não havia feito um único movimento além de levantar a cabeça e deitar novamente. O que me deixava extremamente feliz já que não queria sequer me mover.

Em cinco minutos me preocuparia com o paradeiro do despertador, naquele momento ficar quietinha, quentinha, e deitada naquela cama com Oliver era mais importante.

– Felicity, eu realmente acho que deveríamos levantar. _ Ele repetiu e eu senti seu rosto afundar nos meus cabelos. — Essa é uma ótima forma de começar a semana, sabia? _ Oliver disse claramente contente, tirando as palavras da minha boca. Aquele era um jeito perfeito de se começar uma segunda feira. Segunda feira. Segunda feira?

– Oh merda! _ Disse antes de pensar em qualquer coisa. Segunda feira, eu tinha que trabalhar. Me desvencilhei do aperto dos braços de Oliver e levantei mais rápido do que queria. — Segunda feira. Trabalho. _ Disse a primeira coisa que me veio em mente quando ele me olhou sem entender nada.

– Felicity, ainda está cedo para ir trabalhar. _ Oliver se sentou e estava me olhando com a cara mais terna possível. Como alguém podia ser tão bonito de manhã, com a cara inchada de sono?

– Está cedo para você. Mas eu tenho que chegar antes do meu chefe. _ Eu não podia correr o risco de chegar atrasada e irritar ainda mais aquele homem, ele já devia estar querendo minha caveira.

– Eu também sou seu chefe. _ Oliver diz como se o simples fato dele ser o chefe do meu chefe fosse a solução de todos meus problemas.

O que de fato até seria se eu quisesse ele metido nos meus problemas na empresa.

– Sim, mas ele é o chefe que pode me mandar embora. Não que você não possa, porque você pode até mais que ele, mas ele é quem está irritado comigo. _ Eu definitivamente deveria fechar minha boca, não queria Oliver envolvida no meu trabalho. Não mesmo. — Então não posso chegar atrasada. Hoje não. _ Completo percebendo que a atenção do senhor Queen na minha cama, não está exatamente no meu rosto. Aproveito essa oportunidade e escapo para o banheiro o mais depressa possível, mas ainda consigo escutar antes de fechar a porta o que parecer ser um gemido, ou um grunhido, vindo dele.

Não era fácil deixar um belo homem na cama, mas meu senso de responsabilidade ainda falava mais alto do que qualquer outra coisa.

Vinte minutos depois eu já podia me considerar um ser humano novamente. Nada como um banho para despertar de vez.

Eu sabia que provavelmente Oliver deveria ter ido embora, afinal ele também tinha que se arrumar para o trabalho. Então não me surpreendi com o bilhete preso na porta.

"Adorei passar a noite com você. Com certeza vamos repetir mais vezes. Nos meus termos. Te vejo no almoço.

P.S: Tem um gato na sua cozinha. Ele me dá medo.

Beijo, Oliver Queen"

– Ele adora exibir o nome, é impressionante o tamanho do ego dele. _ Eu digo divertida com essa mania dele, mas quem era eu para julgar as manias alheias? — Impressionante é uma boa palavra para o senhor Queen, não acha Félix? _ O gato da senhora Fernandes podia ser mais meu do que dela. Pelo menos o bichinho também acreditava nisso. — Você não é assustador. _ Disse observando Félix deitado sobre o balcão da cozinha. Já havia explicado para ele que o balcão não era uma cama, mas ele não era muito obediente. Então desisti de ensiná-lo. — Da próxima vez, assuste-o na minha frente, ok? _ O bichano miou para mim como se me entendesse, e não pude deixar de rir de mim mesma. — Realmente, eu estou ficando louca. Uma louca atrasada, tchau Félix! _ Me despedi do gato negro que nem sequer se deu ao trabalho de me olhar enquanto saia correndo.

Segunda era o dia universal do estresse, do trânsito, e das pessoas irritadas e mau humoradas, tudo isso espalhado por toda a cidade. Era divertido observar tudo de fora por pelo menos um dia.

– Bom dia, Richard. _ Cumprimentei o segurança do prédio enquanto entrava no estacionamento. Eu não devia ser a pessoa mais educada do mundo a julgar pela cara de surpresa que ele me olhou.

– Bom dia, senhorita Smoak. _ Pelo menos ele me respondeu com toda educação possível. Eu iria rever meus bons modos pela manhã.

Assim que sai do elevador no meu andar, tudo estava normal, do jeito que sempre havia sido. O que me deu um choque de realidade.

Eu não estava mais em casa com Oliver comendo pizza e nos agarrando no balcão da cozinha. Nossa bolha havia estourado.

– Bom dia senhorita Smoak. _ Ouvi a voz do meu querido chefe atrás de mim. Um ótimo jeito de sair de vez da atmosfera de sonho onde eu ainda estava. Me virei para ele receosa. Ele ainda estava bravo comigo por sexta-feira? — Vamos conversar na minha sala. _ Ele me convidou nada sutilmente. — Agora. _ Ok, eu estou na rua.

– Oliver eu vou te matar. _ Murmurei enquanto seguia senhor Stewart pelo corredor até a sala dele.

Oliver POV

– Aconteceu algo? _ Não consegui controlar a preocupação na minha voz assim que entrei em casa. Aquela não era a forma que eu queria começar minha primeira manhã na companhia de Felicity, mas Thea parecia bem angustiada no telefone, e apesar dela dizer que não era nada muito sério achei melhor voltar para casa o mais rápido possível. — Thea, o que houve? _ Ela estava sentada no começo da escada com a cara mais culpada que ela já havia feito.

– Me desculpa, Ollie. _ Ela soltou de repente se levantando e andando de um lado para o outro no degrau da escada. Thea estava claramente nervosa com alguma coisa. — Mas você conhece ela, sabe como ela é insistente. E eu não sabia onde você estava. Aí ela viu o jornal. _ Ela parou e apontou para mim. — Você devia ver o jornal. Foi onde tudo explodiu na minha cara! E você não dormiu em casa, ela pirou Oliver. _ Ela finalizou se jogando novamente nos degraus da escada, sem ar. Acho que tinha acabado de presenciar minha irmã em um ataque raro de tagarelice.

– Ela quem? _ Thea ia me responder quando a voz da minha mãe ressoou por todo andar superior da casa. — Ela. _ Reconheci a pessoa que tinha o poder de tirar minha irmã do sério. Thea apenas assentiu vencida, mas estava me olhando muito arrependida de algo. — O que você fez?

– Ela foi uma boa filha. _ Minha mãe estava parada no topo da escada. E pela sua cara eu estava no mínimo deserdado.

– Bom dia mãe. _ Apelei para a sua tão preciosa educação, era minha única chance. Thea se levantou e ficou parada ao meu lado. Era ridículo, mas me sentia com dez anos novamente, pronto para ser castigado.

– Bom dia Oliver. Será que eu posso saber onde você passou a noite? _ Educada, mas direta. Aquela era minha mãe.

– Eu estava com um amigo. Tommy. _ Falei a primeira pessoa que me veio em mente. Thea ao meu lado me cutucou. Olhei para ela e vi nos olhos dela que havia dado a resposta errada.

– Tommy. _ O modo que minha mãe havia dito o nome dele não significava boa coisa. — Foi a primeira pessoa que liguei ontem, quando percebi que você não estava em casa. Quer tentar novamente? _ Certo, minha mãe estava muito chateada comigo. Ela começou a descer a escada lentamente, como fazia anos atrás, e aquilo ainda me deixava nervoso.

– Hã. _ Olhei para Thea buscando ajuda, mas ela apenas maneou a cabeça se desculpando. — Depende. Você ligou para todos meus amigos? _ Péssima hora para fazer piada, mas eu precisava pensar.

– Vou poupar sua saliva e a minha. Felicity Smoak. _ Merda. Como ela havia descoberto o nome de Felicity? Olhei novamente para minha irmã e ela me apontou o jornal na mesinha de centro da sala. O jornal.

– Ok. Felicity. O que tem Felicity? _ Eu não podia dizer ao certo o quanto minha mãe estava chateada com minhas gracinhas mas podia chutar que ela havia chegado ao seu limite.

– Oliver. _ Ela alertou antes de explodir, levantei minhas mãos em rendição e ela se acalmou. — Por que eu tenho que descobrir pelos jornais que meu filho está namorando? Eu sou uma mãe tão intolerante assim? Sou uma má pessoa? _ Diferentemente da paciência, o drama de Moira Queen nunca tinha limites.

– Mãe eu não sabia que estávamos sendo fotografados. E é muito cedo para apresentações. _ Imaginar Felicity e minha mãe na mesma sala era no mínimo preocupante. E seria muito engraçado também.

– Thea já a conheceu. _ Minha mãe acusou com uma postura nada madura para a idade dela.

– Thea estava no mesmo lugar que nós, não foi nada planejado. _ Digo não muito seguro disso. A ida de Felicity na Verdant tinha dedo da minha irmã. Tinha certeza disso.

– Posso proporcionar encontros casuais também. _ Minha mãe disse mais calma, mas ainda assim chateada.

– Mãe, não. _ Eu não queria esse encontro ainda. Eu sabia que Felicity se sentiria pressionada de algum modo. — Quando for o momento certo eu prometo que você será a primeira a conhecê-la. Exceto, por essa linguaruda aqui. _ Inclinei a cabeça na direção de Thea.

– Ei. _ Thea acertou outra cotovelada nas minhas costelas.

– Certo, vou respeitar sua decisão. Por hora. _ Minha mãe avisou. Aquilo era o máximo que conseguiria dela. Sorri para ela agradecido por sua compreensão temporária, e a abracei para mimá-la um pouco. Eu sabia que ela gostava de demonstrações de afeto. — Já chega. Você está atrasado para ir para empresa. _ Ela se afastou de mim claramente mais calma.

– Sim senhora. _ Concordei com ela e corri para o meu quarto para me arrumar para ir a empresa.

Assim que entrei no quarto reparei que havia um pedaço de papel sobre a mesa de cabeceira, mas decidi ignorá-lo até depois do banho.

“W. entrou em contato. J.”

Waller havia dado sinal de vida. Ótimo. Eu precisava ter uma conversa com ela. Cara a cara.

– Está muito bravo comigo? _ Thea me perguntou quando sentei ao seu lado na mesa de jantar. Ela era a única que ainda estava lá, certamente me esperando. Tentei fingir que estava bravo com ela, mas assim que olhei para ela desisti. Ela estava muito nervosa com a possibilidade de ter me deixado bravo com ela.

– Não, não estou nem um pouco bravo com você. Conheço bem a senhora Queen, e sei do que ela é capaz quando quer assustar alguém. _ Thea concordou balançando a cabeça aliviada. — O que mais ela sabe? _ Perguntei num tom mais baixo, não queria que minha mãe descobrisse mais nada sobre meu relacionamento.

– Apenas o nome. Não deixei ela ler todo o artigo, ela se contentou com as fotos. _ Aquilo me deixava mais aliviado. Se ela descobrisse que Felicity trabalhava na empresa, não demoraria a aparecer por lá.

– Eu não reparei nos fotógrafos. _ Eu não havia reparado em nada. Precisava ser mais cuidadoso, do mesmo modo que fotógrafos haviam nos encontrado poderia ser qualquer outra pessoa.

– Então, dormiu na casa dela? _ Por mais que Thea estivesse um pouco constrangida por ter me delatado, ela ainda era Thea Queen. O ser mais curioso e ansioso que eu conhecia.

– Estou atrasado. _ Bebi todo o copo de suco e me levantei, fugindo da pequena fofoqueira Queen. — Bom dia linguaruda. _ Peguei uma maça enquanto me despedia dela.

– Ollie. _ Ouvi Thea chamar, mas não me virei. — Moramos na mesma casa, não vai fugir de mim para sempre. _ Ela avisou.

– Não precisa ser para sempre, o máximo possível já está bom. _ Devolvi antes de sair de casa. — Bom dia Dig. _ Cumprimentei John que estava me esperando com a porta aberta.

– Bom dia, Oliver. _ Ele disse assim que se sentou no banco da frente. — Dormiu bem? _ Olhei para ele pelo espelho retrovisor. — Vou considerar esse sorriso um sim. _ Forcei meu rosto a desfazer aquele sorriso que ele mencionou. Eu preciso aprender a me controlar.

– Waller? _ Perguntei mudando de assunto. John se endireitou no banco dando partida no carro.

– Ela está de volta. Furiosa conosco. Nenhuma novidade. _ Ele disse concentrado na rua. Ela devia estar muito ocupada para não estar planejando uma retaliação.

– Você conseguiu descobrir onde ela estava, ou se voltou com o fabricante? _ Por mais que Waller estivesse furiosa comigo eu não pensava em ficar de fora dessa operação. Starling estava sobre meus cuidados e ele, sejam ele quem for, havia me desafiado.

– Ele estava em Gotham City. Ao que tudo indica é de lá. Não consegui mais nada, Waller não confia mais na sua capitã do S.S. _ John não parecia se importar muito com isso. Não era segredo nenhum que ele não gostava da profissão de Lyla.

Gotham City. A cidade da tecnologia. Era até meio óbvio, Felicity havia dito que a bomba era bem montada e complicada. Onde mais poderiam montar uma coisa daquelas?

– Ela o trouxe para cidade? _ John apenas sacudiu os ombros, negando qualquer conhecimento sobre isso. Chegamos a empresa em tempo recorde. — Vamos ter que conversar com ela mais tarde. Por bem ou por mal. _ Digo quando já estamos dentro do elevador.

– E se ele não estiver na cidade? _ John pergunta me observando pelo reflexo das paredes do elevador.

– Então iremos até ele. _ Respondo encontrando seu olhar na parede. — Iremos até Gotham.



Notas finais
Como eu já mostrei a vocês na descrição da fic, SIM, vamos ver o homem morcego por aqui também. Não sei em quais circunstâncias, mas ele está confirmado. Comentem o que acharam, por que é muito importante. Beijo.