Pure Blood

7 Vampiro bêbado


Notas iniciais
Ow gente, desculpa a demora, é que tô de castigo e não posso entrar na net ;-; fiz esse capítulo na maior pressa, me desculpem pelos possíveis erros de gramática e comentem e recomendem se gostarem. Ah, obrigada pela recomendação Lana (de novo kkk)

Quando percebi, estávamos de volta ao quarto dele e aquelezinho ainda me segurava.

_Quer me soltar? Eu agradeceria.

Ele encarou-me como investigando meus planos. Por acaso tenho cara de quem faz alguma besteira e ,porra, que fome...

_O que tá tramando com essa cara de coitadinha?

_Ué, nada. Sasuke pode trazer aquele bolo que eu deixei lá? Estou com muita fome. — falei tentando inutilmente me soltar daquelas enormes mãos. Nossa ela são enormes, mas enfim...

_Por que com o Madara você foi toda "fofinha"? — Ele perguntou sem nenhuma emoção mas coloco minha mão no fogo se ele não estiver com ciúmes agora.

_Que lindinho Sasuke mas ,olha, já disse que você não faz meu tipo. Sabe, monstros ou coisa do gênero não são uma boa companhia para uma garota. Agora vá a cozinha junto com esse ciúmes e pegue meu bolo, tá? Posso até coçar seu peito e te dar um petisco.

Ele uniu as sobrancelhas e sorriu.

_Tá achando que tenho cara de cachorro?

_Amor, você tem tudo de um cachorro. — Sorri ironicamente. Vi um sorriso brilhante surgir entre os lábios dele e os olhos vermelhos cintilarem, então sumiu. Fiquei piscando, atordoada. Pra onde ele foi? Ou será... que aquele cretino, estúpido, maldito, vadio, sanguessuga voltou pra aquelas... aquelas...aquelazinhas?? Argh! Odeio tá doente!

Mas olhem só, num é que o diabo voltou? E com o bolo! Oxe, será que o Sasuke tá doente também? Vish.

Pisquei, depois estranhei.

_Tá envenenado?

_Não.

_Tem boa noite Cinderela aí?

Ele sorriu como se fosse uma brincadeira.

_Se eu quisesse fazer alguma coisa assim com você, faria você ficar lúcida, não te drogar! Entenda, posso ter de você tudo o que quero na hora que eu quiser. — Então sorriu de canto, encarando-me com aqueles olhos vermelho sangue semicerrados.

Argh, me dava raiva isso. Esse maldito charme, maldita beleza, maldita maldade, maldito Sasuke. E isso não teve graça.

_Há há. Devia virar palhaço, você é um ótimo comediante.

_Obrigado.

_Estava sendo irônica. — Ele agora enfiava o dedo indicador na cobertura de chantilly do bolo e experimentava.

_Eu sei, — falou meio rindo e então vi sua língua passar pelo dedo e os olhos se tornarem afiados. Argh! Como ele consegue ser tão sexy? Preciso urgentemente sair daqui.

_Ah que bom, pois vou saindo e obrigada pela ajudinha tá Sasuke? — Falei me direcionando a porta e pensando de olhos fechados porque não queria ver mais nenhuma cena como aquela novamente, porque seria pecado demais né?

Mas aí o filho da mãe parou enfrente a porta. O suor por causa da festa, fazia seu cabelo grudar no pescoço, as gotículas escorriam pelo corpo semi nu expondo todos os contornos daqueles músculos. As presas já expostas no sorriso de canto. Os olhos vermelhos brilhando a minha imagem.

_Sabe Sakura, — de repente ele já estava na minha frente. Meu vestido preto misturando-se ao suor dele, meu corpo colado no dele. Podia sentir o sabor do seu hálito agora doce por causa do chantilly. A boca úmida e o pesar daqueles olhos vermelhos em mim. As mãos dele penetrando nas minhas costas, arranhando minha pele através do vestido. — vampiros podem ficar levemente bêbados. Quando eles ficam assim, o desejo por sangue aumenta cem vezes. Por isso temos que dar festas como aquela que você viu lá embaixo, se não fizéssemos elas provavelmente trinta mulheres estariam mortas no outro dia.

_ E o que eu tenho a ver com isso? — Tava difícil respirar e minha fraqueza não ajudava em nada. As unhas dele tinham rasgado o vestido e agora passava devagar nas minhas costas e desciam. Sentia o líquido escorrer nas minhas costas. E quando o encarei ele lambia suas presas. Encarava-me com uma sobrancelha erguida e os olhos como larva.

_Só que você me chamou, Sakura. Eu tive que sair do banquete — ele baixou a cabeça em direção ao meu ombro. — e agora eu estou faminto. — falou contra o meu pescoço. Senti sua língua deixar um rastro pelo meu pescoço e então senti as presas afundarem.

Tentei empurrá-lo mas ele nem mesmo se mexia. Suas mãos me apertaram e levantaram-me. Ele andou comigo até nos jogarmos da cama. Senti sua língua passear para baixo e quando tentei encara-lo, os olhos vermelhos fitavam-me com luxúria. Seus braços movimentaram-se para cima do meu corpo alcançado os meus. Entrelaçando os seus dedos aos meus e os levantando para cima da minha cabeça. Então os juntou e os segurou com uma só mão deixando-me totalmente a mercê deste.

_Me...ah..solte...Sasuke! — Tentei falar sem gemer mas, entendam, era uma tarefa impossível! Seu outro braço deixou-se passar por minhas curvas e com as unhas expostas, rasgou o vestido feio preto que até agora usava. Gritei de dor, as unhas tinha me atingido também.

Ele sorriu. Debruçou-se sobre mim, começando a lamber o sangue que escorria pelo meu corpo. Era uma mistura provante essa suavidade e queimação pelo meu corpo. Sabia que gemia mas quando eu gritei por ele ter tocado grosseiramente minha intimidade foi um espanto.

Suas mãos não foram gentis, e seus lábios deixavam marcas de mordida e chupões pelo meu corpo pálido e fraco. A mão desceu e apertou minha perna, levantando-a e passando-a para o outro lado, agora ficando entre minhas pernas.

Então soltou minhas mãos e puxou meu quadril pra cima do dele. Pra minha sorte não senti nada me penetrar, pelo menos ainda. Tentei empurra-lo mas ele parecia se divertir com meus esforços.

_Você é divertida, mesmo sabendo que não vai conseguir se livrar de mim ainda sim, tenta. — Então puxou meu cabelo para trás fazendo grunhir de dor pelo pescoço. — É o tipo mais suculento e saboroso de sangue. — Então mordeu o meu seio, provocando um orgasmo em mim. Argh! Que raiva desse infeliz! O que ele tava fazendo?

Tentei bater nele só que uma das suas mão estava na minha vagina outra vez. Senti um sorriso formar nos seus lábios.

_Alguém aqui ficou extremamente excitada, certo Sa-ku-ra? — Então mordeu ainda mais o meu seio, provocando o tipo de reação que não gosto: puxá-lo para mim. Sentia o calor subir por todos os lugares e a eletricidade me tocar toda vez que me mordia.

Deitou-me novamente na cama, passando a língua devagar para cima. Estabeleceu os lábios na minha orelha e mordeu-a.

_Gosta quando ti faço querer, certo Sa-ku-ra? — sussurrou. Tentei sair debaixo do seu corpo, mas os dedos deste apertaram meu clítoris fazendo eu morder tanto o lábio que sangrou. — Isso é um pedido? — quis falar "nunca na vida seu merda" mas só saia gemido.

Então ele me beijou. E chupou. Sua língua explorava cada parte da minha boca enquanto brincava com meu lábio inferior. Então ele parou e me beliscou. Puxei-o para mim, quase parecia uma necessidade tê-lo (mas não era), aquele beijo que só transmite desejo, sexo, prazer, luxúria, orgia... Aquele beijo que faz você perder a consciência dos fatos (e perder a força, do jeito que ele tirava sangue...).

Puxou novamente meu cabelo para trás e encarei aqueles olhos vermelhos.

_Quem é o cachorrinho aqui? - Argh! E num impulso puxei seu rosto e mordi seu lábio até escorrer sangue. Ele pareceu espantado mas muito mais entretido e curioso. Suas mãos separavam minhas pernas e ele descia meu corpo, revezando ora beijo ora mordida ora chupão. No meu corpo já era perceptível as manchas azuis se formarem.

Então ele parou e senti um suspiro naquela região. Arregalei os olhos: não acredito! Guarda baixa por segundos e olha o que deixei passar?

_NÃO! — Então ele mordeu. Eu gritei, mais não sei definir se foi pela dor ou pelo êxtase e orgasmo isso me proporcionou. E enquanto ele sugava, ele lambia. Um arrepio de fraqueza e doce agonia me percorria pelo corpo. — droga...

Ele aprofundou mais e meu quadril retraiu com aquela nova sensação. Meu corpo já alagado em uma mistura meio nojenta de sangue e suor. Mas eu sabia que tinha que pará-lo. O engraçado é que ele não me penetrou. Voltou a subir pelo meu corpo e estabeleceu no meu pescoço,mordendo-o novamente.

Minha visão já estava oscilando, eu já perdia a consciência. Antes de apagar totalmente, só vi longos cabelos loiros aparecerem na portas e correr na nossa direção.

Acordei com uma máscara de gás no meu rosto. Minha visão continuava fraca e só conseguia ver sombras e figuras embaçadas. Então consegui distinguir duas figuras: Ino e Hinata.

_Como está? — Perguntou Ino.

Tentei falar algo como "estou bem, obrigada"mas nada saiu. Hinata repousou sua mão na minha testa.

_ Calma fofa — começou a falar. — você perdeu muito sangue, e estava fraca. Estava dormindo há uma semana e dois dias. Sasuke quase te mata.

Ino fez uma carinha triste. Quis perguntar quanto sangue eu tinha perdido.

_Se você estiver curiosa por quando sangue você perdeu. — credo, ela lê mentes? — Você perdeu exatamente 4,8 litros, o correspondente a 40% do seu sangue.

_Um pouco a mais — Ino continuou — você teria morrido. Sorte sua que consegui pará-lo.

Hinata suspirou.

_Muita sorte. Bom, vamos sair. Qualquer coisa — ela me deu um controle com um único botão. — aperte-o, voltaremos quase no mesmo instante ok? Cuide-se e cuidado. — Então desapareceu levando consigo a minha heroína.

"Sasuke quase te mata." Nossa, ele realmente manda em mim, não é? Argh. Tentei mudar de posição porém eu estava não fraca que nem mesmo isso consegui. Então relembrei daquele dia. Das sensações experimentadas, dos orgasmos que tive, do prazer intenso... e de Sasuke.

É estranho que a mesma pessoa que te deixou nas nuvens fosse a responsável por quase me mandado pro necrotério. As palavras sedutoras, a mão pesada, as mordidas, os lábios, os olhos...

_Olha! A Bela Adormecida enfim acordou. — Posso nem pensar no diabo que ele já se materializa na minha frente. — Que honra.

Encarei-o ele sorriu mas bufou logo em seguida.

_Seres humanos tem uma vida tão frágil e delicada que é quase impossível não querer matá-los. — Ele fitou com os olhos negros de volta. Apoiou os braços no coxão da cama e ficou a me encarar. — Mas devo admitir que nenhum deles tem um sangue igual ao seu.

Levantou-se e andou ao redor da cama, parando ao meu lado. Ajoelhou-se e colocou a cabeça em cima dos meus seios. Os olhos sempre de encontro aos meus.

_Seu coração está tão fraco...

Não me diga! Nem sei o por quê?

Ele sorriu.

_Mas eu não fui o único culpado. Afinal alguém aqui teve DOIS orgasmos, né? — Ele ergueu a sobrancelha pra mim com um sorriso. Fechei os olhos. Senti ar quente passar por minha orelha. — Agora você está mais vulnerável ainda...isso me deixa louco, Sakura. — Falou com a voz rouca. Senti o aperto na minha coxa. Levantando-a e subindo minha roupa ( que agora usava) do hospital. — Quero senti-la novamente e sugar todo o seu sangue.

Apertei o botão e no mesmo segundo Hinata apareceu, jogando Sasuke para trás. Arregalei os olhos e apesar do susto ainda não consegui gritar.

_Quantas vezes terei que parar você, querido noivo? — Hinata falava com um tom de divertimento dirigindo-se a Sasuke que encontrava-se sério agora.

_Por que insiste em salvar ela?

_Gosto dela- da de ombros. — por que insiste em tentar matá-la?

_Gosto dela. — Ele sorriu, revelando as presas e os olhos vermelhos novamente. — Vamos brigar por causa dela, querida?

_Creio que sim, querido.

_Então na próxima vez que pegar a rosada, terei que matá-la antes que alguém me interrompa. — Hein?! Por que raios tenho que morrer só por que tu gosta de mim? Credo! Não, porra!

_Hm. Duvido que Madara deixe. — Hein? O que diabo aconteceu enquanto eu dormia? — Sabe como ele está obcecado por ela. Assim como você, não espera, você está muito mais.

Ele sorriu.

_Nossa Hinata! O quanto você é ingênua. Ela é minha! Tenho o direito sobre ela! Me dê-la! — Ele rosnou. Sasuke estava descontrolado. Era visível. Ele apertava tanto os punhos que sangrava.

_Sasuke, controle-se! — Hinata alertou e ele sorriu diabolicamente.

_Por que deveria fazer isso?

Então marcas roxas tomavam conta do corpo de Sasuke, formavam uma pele escura e asas em formas de mãos brotavam de suas costas. Avançou pra cima de Hinata que parou seu soco.

Hinata mudara.

Sua pele ficara azul celeste e e o cabelo crescera até o chão em cachos. Quando batera em Sasuke vi que seus olhos brilhavam da cor do fogo azul. Um par de asas formada por espécie de cabos entrelaçados surgiu nas costas da garota.

Ela deu um chute em Sasuke, este segurou sua perna e rodou arremessando-a contra a parede. Esta só tocou os pés, pegou impulso e voltara contra Sasuke. Sasuke segurou o rosto da garota e deu-lhe uma joelhada e em seguida esfregara o rosto da garota no chão do quarto onde eu estava.

E eu só conseguia arregalar os olhos... mas que merda.

Sasuke deu uma cambalhota para trás, ficando quase ao meu lado. Tocando por milésimos de segundo o meu punho, antes de Hinata quebrar a cama, fazendo-me cair antes do seu toque e respirar de alívio.

Antes que o moreno pudesse tocar em mim de novo (ou seja, se baixar), Hinata arremessava pedras, pedaços de concreto e gesso, proveniente do chão quebrado, e arremessava com tal velocidade e força que só conseguia ver quando tinha-se triturado na parede, porque subia uma espécie de fumacinha. Parecia que se desintegrava!

Mas Sasuke parecia mais rápido. Só surgia nos mínimos de segundos entre um e outro arremessado. Assim ia de encontro a Hinata, que parou de arremessar assim que este estava na sua cara (praticamente). Pulou para trás, evitando um chute do Uchiha no seu rosto, que nem parecia ter sido arremessado em um concreto.

As asas chocavam-se rapidamente, e as vezes, pareciam até ser uma luta separada: as "mãos" de Sasuke cortavam os "ferros entrelaçados" de Hinata e vice-versa.

A batalha mais parecia uma cena de filmes de ficção científica do que a realidade. E parecia que não tinha ninguém no hospital que eu estava porque ninguém apareceu pra me socorrer ou reclamar dos "trovões" de barulho ou reclamar porque o hospital tá desabando, sabe?

Sim, o hospital estava desabando e o meu quarto sem teto. Sasuke e Hinata lutavam no ar, derramando muito sangue dos dois.

_Hinata, tô torcendo por você! — Eu gritei. Gritei? GRITEI CARALHO! ISSO AÍ, PORRA! Consegui mexer minhas mãos e já sentia os músculos da minha perna. É isso aí, vamos se mandar Sakura!

Rolei pro chão, peguei um sapato e calcei. Corri pela parede que eles tinham derrubado. Corri e corri pra caralho. Só parei porque percebi que o clima ali era totalmente diferente. Estava incrivelmente frio e agoniante. A cada passo, meu pé parecia pesar no chão, chegando a um momento que fiquei de joelhos. Quando olhei para o céu, havia relâmpagos.

E coisas voavam.

Não eram pássaros. Eram coisas...

Coisas iguais a Hinata e Sasuke: vampiros e fadas.

O céu estava repleto deles.

Notas finais
Comentem se gostaram da nova capa. ;)