Pure Blood
8 Encontro com ex
Notas iniciais
Eu ficaria aqui, observando aquele horroroso céu cheio de vampiros e fadas medonhas, mas já que parecia descer na maior velocidade ao meu encontro, preferi sair correndo, né? Sabe-se lá o que querem.
Para a minha infelicidade, Hinata (minha heroina) e Sasuke (meu carma) tinham parado, e para piorar parecia que Sasuke tinha vencido e vinha com a cara mais feliz pro meu rumo. Urgh! Um arrepio percorreu meu corpo e borboletas visitaram meu estômago. Como ele tinha conseguido ficar tão feio assim? Hinata talvez não ganhara, mas deixara Sasuke irreconhecível.
Escolha cruel: ser devorada por uma população de vampiros e fadas ou ser devorada pelo responsável por estragar minha vida, ter me comprado, fazer danos horríveis no meu psicológico e no meu corpo, destruiu qualquer chance da minha vida ser normal e outras coisas maravilhosas que ele fez por mim, claro! É muito amor...
É, vou pro exército. Vai ser mais legal já que ele, no fim, não conseguiu me comer e tal. Parei no meio do caminho vendo aquelas enooormes mãos baterem de longe. Virei-me e corri de onde tinha vindo. O pessoal parecia ter se assustado mas, pelo menos, pareciam ainda querer me dá as "boas-vindas".
Fechei os olhos...
1... 2... 3...
4... 5...6, 7, 8, 9, 10.
Ôh lerê, viu? Esse pessoal é bem devagar pra quem tá com fome como parecia. Abri os olhos já indignada com o fato de que eu terei que esperar pela minha morte e, tadãm: eu via um teto! Não mais um céu feio pra caralho com um monte de bicho mais feio ainda. Eu via um teto, no qual estava pintado o quadro Nascimento de Vênus. Estava impecável.
Olhei mais ao meu arredor. Uma sala colossal e redonda. Com paredes com cores sombrias e quadros de morte por demônios. Aquelas mortes meio sexy's. Nunca entendi como aqueles pintores conseguiam fazer a morte tão sedutora.
Percebi então, que havia um piano negro de três teclados ao centro da sala. E alguém sentado lá. Uma linda e triste melodia tocava penetrando minhas vísceras e acovardando o meu peito.
_É realmente incrível como o perigo lhe segue, chega a ser encantador... — Falou uma voz masculina e rouca. Ele sem dúvida nenhuma arrastaria qualquer uma para sua cama com apenas um "oi". Mas eu não... eu tenho que acreditar em mim!
_Você ...me salvou? — Perguntei, desviando o olhar daquele manto negro.
A música soava mais alta, com o som ampliando-se dentro daquela sala. Tomando posse.
_Sim, fui eu, minha doce flor.
Senti minhas bochechas ficarem quentes com a forma que ele pronunciara "minha flor", uma maneira tão gentil e suave.
_P-por quê? — Ah, maldita mania de gaguejar quando fico nervosa! Que droga!
Um sorriso abafado.
_Está com vergonha? — A música parara e eu conseguia ver uma mão passar devagar pelo corpo do do instrumento, como um convite. — Venha.
Como hipnotizada por um feitiço, minhas pernas moveram-se na direção deste, mesmo que eu não quisesse. Parei a alguns metros de distância dele, com a saliva descendo como fogo pela garganta. Ele sorriu novamente, essa mais provocativa.
_Com medo?
_Um pouco.
_Acha que não a matarei como os outro?
_Acho. Por isso parei.
Então senti mãos frias no meu rosto, e um olhar castanho me encarar. O cabelos ruivos estavam revoltados, os olhos meio baixos, como se estivesse com tédio a muito tempo. Um olhar de divertimento e curiosidade por um novo brinquedo,que eu temia que fosse eu.
_Sabe o meu nome.
_Sim, infelizmente.
Suas mãos escorregaram pela minha boca, passando pelo meu pescoço, seu olhar já acompanhava o movimento destas com atenção e aprovação.
_Por que... infelizmente? — Ele perguntara pausadamente de um modo que gostaria ter fechado os olhos e aproveitado aquelas palavras perfurarem minha mente.
_Porque...eu acho que seria mais fácil alguém que odeio me matar.
Ele sorriu minuciosamente, revelando dentes perfeitos e alinhados.
_Você não me odeia?
A essa altura, suas mão já apertavam minha cintura e puxava-me para junto de si. Já sentia seu hálito doce e familiar perto do meu rosto.
_Você é minha, Sakura. Não dos Uchihas.
Eu sorri.
_Fala o cara que terminou comigo.
Ele sorriu, aprofundando a cabeça no meu ombro e cheirando o meu pescoço e indo ao meu ouvido.
_Isso não vem a caso. — Sussurrou. Ali estava o maldito arrepio no meu corpo e as borboletas inflando dentro da minha barriga. E puf! Senti o meu corpo ser puxado para trás impedindo os lábios dele nos meus.
_Você é definitivamente um problema andando sozinha. — Ouvi outro sorriso. Os cabelos negros no ombro e olhos vermelhos sangue. — Você está se metendo com o brinquedo errado, Sasori.
Sasori sorriu.
_Ela é minha Itachi, seu irmão já sabia quando a comprou. Eu fui o primeiro a encontrá-la.
_Então devia tê-la feito sua desde o princípio.
_Vocês falam como se eu não estivesse aqui, mas adivinhem: eu estou aqui!
Eles me encararam e logo percebi o quanto a minha posição era desfavorável: estava sendo segurada por um braço de Itachi, como uma boneca.
_Eu consigo ficar em pé, Itachi. Sério?
Ele me olhou e sorriu maroto.
_Não se preocupe, gosto de segurar bonecas.
Argh!
_Solte-me Uchiha maldito! — Ele soltou um sorriso como quem diz "não vou te soltar, pode se debater a vontade". Bufei e me aquetei. Então vi um sorriso de Sasori e depois já via uma cama familiar. — Está em casa.
_Na sua você quer dizer.
Ele deu de ombros.
_Tanto faz. Ei, Sakura, estou com fome! — Falou Itachi, sorrindo. Sabe aquela sensação de perigo oculto? Se você não sabe, então imagine um lobo mau querendo ser um pudo! Pois é mais ou menos isso.
_E o que eu tenho a ver?
_Você sabe... — Ele sorriu e lambeu as presas.
Eu afastei-me dele sorri e corri.
_Volte aqui, Haruno! — Gritou com clara alegria. Não acredito que ele está feliz por me perseguir! Que maníaco!
_Você me dá nojo, sabia?? — Gritei indignada. Corri e dou de cara com o outro moreno na porta. Ótimo, o outro que me faz mais raiva ainda. — Que que tá olhando, caralho? — Gritei de novo, indignada.
_Preciso falar com você.
Heeeiin?? Depois de tentar me matar agora que ele quer falar comigo?! Fala a sério!
_Fala sério.
_Venha. -Ele me puxou e segundos depois estávamos no seu laboratório. Empurrei-o meio amedrontada.
_O que quer Madara?
_Quero saber quem são seus verdadeiros pais.
Hein?
_Como assim? — Perguntei meio poker face.
_Você é diferente. Você nos faz sentir...
_Sim, e daí? Só porque os faço sentir alguma coisa não signifique que sou de outra família!
_Você não entende...
_E nem quero! Agora me deixe sair. — Quando toquei na maçaneta, ele falou algo que nunca esquecerei. Algo que me causa enjoos.
_Você é uma descendente direta de Drácula.
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