Pure Blood
5 Make me wanna die
Notas iniciais
Meu Deus, por que sou tão burra? Fui, no caso. A garota acaba de me alertar que não posso confiar em vampiro aí dá a louca e confio. Poker face bem aqui, sabe? Doido, que ódio! Estúpida! Estúpida!
Paro de reclamar comigo mesma e começo a olhar o redor. Meu quarto, foi o que ele disse. E o filho da mãe ainda me deixa sozinha! Argh! Mas que raiva daquela coisa!
Bato na cama e crio coragem para me levantar. Sinto o chão frio, olho para baixo. O chão é coberto por azulejos negros e brancos que brilhavam a cada flash de raio. Fui andando para encontrar uma parede e ligar uma possível luz. Fui de encontro a uma, deixei minhas mãos deslizarem por ali e encontrei uma espécie de botão e o apertei.
O quarto iluminou-se com uma luz fraca, mas o suficiente para transparecer detalhes como a imensa cama, o guarda-roupa preto e vinho, o largo espelho e a enorme televisão. Pronto.
Eu sempre imaginei um lugar com caixões e tal, mas tudo bem. Então tomei um susto com um som pesado que veio debaixo do quarto. Abri a porta que também era preta e me deparei em um corredor.
Um corredor extremamente longo. Olhei para baixo e notei que se estendia um tapete vermelho ali. Comecei a andar, amarrando o meu vestido, querendo saber onde iria terminar aquilo.
Ao fim do corredor, me deparo com uma escada curva feita totalmente de vidro, transparecendo tudo o que havia embaixo e, possivelmente, em cima. Ou seja, quem estiver aí embaixo, verá minha calcinha. Droga.
Além disso seu corrimão era claramente feito de ouro e sustentado por fios de cristal, que ondulava-se até seu fim. Quando pisei no primeiro batente, o degrau brilhou de formas variadas surgindo novas cores como roxo, azul, verde e vermelho.
A mansão, pelo que já deu a revelar, era mais perfeita do que qualquer outra que eu já tinha visto, e possivelmente mais glamorosa do que qualquer outra que exista. Percebo também que o resto está totalmente iluminado por luzes fluorescente.
Começo a andar de volta ao azulejo preto, somente agora, pela casa. Depois de andar por vários minutos, percebo que estou perdida.
Meus parabéns, Sakura.
_Quer ajuda? — Uma voz rouca me surpreendeu. Olho para trás e e revejo alguém.
_Itachi...certo?
Ele sorri.
_Que bom que lembres de mim, ficaria muito chocado se não.
_Aham... — Falo com desdém e enrijeço assim que lembro que ele é um vampiro...também.
Ele percebe.
_Relaxe, não vou devorar-lhe aqui, ao menos — sorri. Velho vá catar coquinho, vá. — não quero que outros nos interrompam, entende? Venha, vou lhe mostrar a casa. — Ele virou e começou a andar.
Quando ia seguir-lhe, meu corpo trava e uma breve memória vem em minha mente: "Não confie em vampiros". Uma sensação de enjoo veio a mim, e quis desesperadamente ir ao banheiro.
Ele para e vira-se. Seu olhos brilham da cor de sangue, mas de uma maneira diferentes, como se houvesse sangue líquido contido dentro deles. Pareciam provocar ondas. Um sorriso perverso surgiu no rosto pálido de longos cabelos.
_Não confiará em mim? Ah, que triste. Então terá que ser aqui. — Senti somente meu corpo ser jogado contra algo fino. Gemi pela dor que tomava posse de meu corpo. Senti meu sangue transbordar dos meus braços e pernas. Levantei-me cambaleante e com os olhos irritados e alertas, vi Itachi com uma aura assustadora que tomava conta de seu corpo.
A luz que o iluminava piscava freneticamente até explodir. As faíscas caíram nele, mostrando o assassino que se escondia atrás daquela bela aparência: seu corpo parecia feito de sombras, sombras que tornavam-se corvos. Os olhos maníacos dotados de uma maldade tão pura que talvez nem o próprio demônio tenha.
Possivelmente iria morrer. Talvez não com Sasuke, mas com Itachi, isso é certeza. Com a adrenalina correndo em minhas veias e com a força que não sabia que existia, comecei a correr pelo corredor a frente.
Vi corvos voarem acima de mim, parei rapidamente, vendo Itachi se materializar a minha frente, com suas mãos esticadas na minha direção, virei para o outro corredor. Nessa altura, a casa mais parecia o super labirinto de Harry Potter.
As luzes piscaram novamente, e percebi que Itachi devia estar perto. Então abri uma porta vermelha, e adentrei. O novo quarto era escuro mas tinha leve iluminação. Estava frio e cheio de fotografias grudadas nas paredes. Fotografias com sangue e tripas.
O meu enjoo foi mais forte e derramei tudo ali, naquele lugar. Meu rosto foi puxado para trás, alguém puxava meu cabelo. E em seguida, fui arremessada contra porta, quebrando ela.
O barulho foi ensurdecedor. Tentei me levantar de novo, mas minha perna doía muito mais. O cara que tinha me arremessado possuía longos, longos, longos cabelos. Tipo, até a cintura. É muito longo pra homem, gente! Dá até uma inveja sabe? Argh!
E o pior foi quando encarei seus olhos: estavam iguais aos de Itachi.
_Vou acabar com você. — Brandou. Tentei me levantar mas senti o peso sobre mim, em seguida uma mordida feroz no meu abdômen. O outro ainda estava no mesmo lugar mas já movia-se devagar ao meu encontro, abaixou-se e mordeu o meu pescoço.
Eu me sentia sendo drenada e comida, literalmente comida! Uma agonia e dor se estabeleceu no meu corpo de tal forma que me debatia entre choro, sangue, lágrimas e suor. Tentava empurrar com todas as minhas forças Itachi e o outro homem, mas parecia que eram toneladas de músculos porque não se mexiam um milímetro.
Meu estômago se contraiu mais forte, e por um momento achei que Itachi comia minhas entranhas. Argh! Senti um beijo quente e sangrento entre mim e o homem. A cena me lembrava quando dividia uma panela de chocolate com minha amiga, só que nesse caso eu era a penela, e eu seria comida.
Me debati mais ferozmente e acertei em Itachi um chute na sua parte íntima, fazendo cair para o lado. No outro enfiei meus dois dedos nos seus olhos até ele afastar-se de mim. Ele caiu no chão, berrando que iria me matar, e me trucidar.
_Entra na fila, baby! — Falei com certo sarcasmo. Voltei a tentar correr, pois minha perna agora mancava e quase não conseguia enxergar. Tudo girava e a pressão parecia cem vezes mais pesada. Parei com segurando uma cômoda como apoio.
Esse será o meu fim?
Arfei mais alto, não conseguia controlar minha respiração, nem meus pensamentos...
Meu coração batia cada vez mais lentamente, parecia ser a única coisa que eu conseguia ouvir. Um tum dum desacelerando. Por fim, vi uma imagem embaçada o suficiente para não reconhecer e cai inconsciente.
Acordei com luzes em meu rosto. Abri devagar os olhos e percebi que era o sol.
_Ué, vampiros morrem na luz do sol, certo? — Balbuciei.
_Claro que não, estúpida. — Aquela voz rouca intrometeu-se. Argh! Então ainda estava viva. Hm. — Isso é só outra loucura inventada pelo Vaticano, para desestimular as pessoas na procura da verdade. A propósito, você está ferrada.
Revirei meus olhos.
_Diga-me uma coisa que não sei.
_Hum, você está menstruada.
Olhei-o pisquei várias vezes. Contei mentalmente até três. Segui todos os conselhos para manter a calma.
_O QUÊ?! COMO ASSIM? COMO TU SABE? — olhei pra baixo e vi uma camisola. — QUE PORRA É ESSA? — Puxei- QUEM ME VESTIU??
Ele me encarou com aqueles olhos negros pendendo para vermelhos mas sem nenhuma emoção. Quase como se estivessem cansados.
_Não vai me dizer que é sua primeira menstruação? Bom vou lhe explicar — fala sério, doido.
_Não precisa, seu idiota. — Falei cerrando os dentes. — Responda as outras perguntas.
Ele sorriu.
_Ah, as outras perguntas... sim, eu vi sua calcinha e sua vagina — status: tomate. — quando troquei suas roupas. — Ele sorriu — Devo dizer que é quase como uma cachoeira aí embaixo. E é delicioso.
ARGH! Pulei em cima dele segurando com todas as minhas forças seu pescoço. Ele somente ria e o estranho é que ele não me parava! ARGH²! Eu quero muito matá-lo, muito matá-lo. Eu quero muito matá-lo! Ele me encarou rindo.
Ele continuou.
_Talvez seja por isso que Itachi e Madara tenham lhe atacado tão brutalmente ontem. Sorte sua que mandei Naruto para qualquer coisa desse tipo. Sorte sua também que eles já tinham sido embriagados por seu cheiro se não, você com toda a certeza não seria mais virgem e já estaria morta, porque não seria mais necessária. Mas devo dizer que seu sangue é esplêndido. Doce como uva caramelizada com chantilly. — Então ele me encarou — Por que chora?
_Porque você viu lá e ... lá também e porque não consigo te matar. Por que não consigo te matar? Dá muita raiva! Por que tu não morre? Ou me mata? Me deixa morrer, caralho! Me deixa morrer! — Dei um ataque de emoções. Poxa, cansa né? Ficar nessa zona de tortura! Sabendo que qualquer um pode tirar sua vida num piscar de olhos ou que você não possui mais vontade própria... E minha vida não é mais minha. É dele! Então eu não tenho o direito e nem consigo me matar! Argh³!
Ele sorriu e me puxou para um abraço. Ops, para uma mordida no seio! Que merda de viadinho escrotal!
_Não! Me solta! Me solta!! — Comecei a batê-lo novamente mas sentindo um prazer por aquilo... por que... né? IMPOSSÍVEL não sentir! E com um movimento rápido percebi que meu vestido, um dia, já foi. Agora era mais um grande pano rasgado que deixava aparecer minha calcinha de renda branca que o maldito tinha colocado. Eu quero matá-lo mesmo!
Suas mãos apertaram meu traseiro levantando-me e jogando-me contra a cama. Sim, eu ainda me debatia tá? Posso até ta gostando mas não posso demonstrar, ouras! Isso me dava raiva.
Então ele ficou entre minhas pernas, separando meus braços, me imobilizando. Isso me dava mais raiva ainda. Aquela sensação de submissão, sabe? Argh! E o pior, meu corpo delirava com aquilo!
Ele começava a remexer-se sobre mim. Um movimento lento e concentrado "dentro e fora". O pior era esse meu quadril que tinha vida própria e remexia-se sozinho. Senti sua língua passear pelo meu pescoço e seios. Mordiscar levemente e voltar a lamber. Suas unhas arranharem meus braços.
_Que gemido lindo, Sakura. — Quando foi que eu gemi? — Você quer que eu continue?
_NÃO! ME SOLTA!! — Gritei. E olhem a mágica: num é que ele me soltou? Separou-se de mim e levantou-se como se nada tivesse ocorrido. Não consegui conter minha cara de incredulidade. Eu definitivamente quero matá-lo.
Ele sorriu com minha angustia e raiva e excitação.
_Que foi?
_Você me faz querer morrer. — Falei seca, sentindo-me um brinquedo sexual. Argh!
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