Pure Blood
4 Esclarecendo
Notas iniciais
_Você é o que?- Perguntei, piscando rapidamente os olhos. A garota sorriu como se minha confusão fosse engraçada.
_É, pois é. Noiva, noiva, noooiva - deu falsete- noivinha, entende? Aquela que fica com a aliança.
_Eu entendi, tá?
Sasuke aparece ao lado da morena azulada rindo.
_Acho que a confusão dela vem a respeito de mim, ela e você. Algo como traição...
A garota estranhou.
_O que é isso?
_É quando um homem ou uma mulher possue grande intimidade com outra pessoa, porém já são comprometidos.
_E isso é errado?
Claro meu bem! Em que mundo você vive, garota?
_No mundo deles, sim. Falta de respeito, creio eu.
_Respeito? Isso pra eles é respeito? Nossa. — Então me encarou. — Então você realmente está confusa.
Sasuke continuou.
_Para eles, algo como o que nós temos é chamado de menage — Então deu um sorriso sarcástico e sendutor. — Algo que a Igreja julga pecaminoso e blasmêfia. Irônico, não?
A garota concordou. O que é irônico? Por que tô boiando aqui? Então repetinamente Hinata (acho eu)espantou-se.
_Como é que é? A Igreja? Ai deento! — Então começou a gargalhar, a ter um ataque de risos. É, tô voando aqui mesmo...
_Por isso disse que é irônico.
Ela passou o dedo indicador nos olhos, enxugando as lágrimas fruto do riso.
_Deixa a gente a sós, depois te devolvo ela, ok? Vou explicar umas coisas rapidinhas, tá?
_Desde que não a use, tudo bem. — Então com um aceno de cabeça para Hinata, saiu andando, mas parou no meio do caminho se esquecesse de algo. Voltou e me segurou pelo queixo e dando-me um beijo veroz e uma mordida no lábio inferior. — Tinha me esquecido. — Sorriu e desapareceu...?
_C-como a-assim e-ele desapa-receu?
A garota azul começou a rir novamente.
_É... acho que vou demorar mais um pouco. — Então sentou-se ao meu lado encarando o teto. Seus olhos brilhavam como se encarasse o próprio sol. — Você já ouviu falar de vampiros, certo?
_Claro, virou modinha. Crepúsculo, Diário de um vampiro e outros por aí...
_Esqueça todos, — Parou ,pensou e corrigiu-se.- menos o Damon, porque Damon é Damon. Os verdadeiros vampiros não são legais de jeito nenhum. Primeira regra: nunca confie em nenhum deles.
_Nem no Sasuke?
_Esse aí muito menos. — Ela sorriu. — Vampiros são traiçoeiros. No momento que você vacilar, eles te matam, entendeu?
_Isso tá me confortando bastante. — Falei irônicamente, mas acho que ela não entendeu.
_Que bom, porque piora. A segunda regra é que não somos reais.
Estretei os olhos.
_Como assim? Então isso é fruto da minha mente? Eu tô louca?
_Calma garota, deixa que eu terminar de explicar, porra. Fecha a matraca. — Credo, cadê aquela delicadeza de segundos atrás? — Não somos reais de uma certa maneira pra a visão da sociedade. Por serem criaturas maléficas mas existente, o vampirismo criou um pacto com o Vaticano chamado Drácula: nenhum humano saberá definitivo sobre a nossa existência, mas os que souberem serão nossos. Assim, para diminuir nossas diferenças, personagens do Vaticano criaram os vampiros hollywoodianos para que a população acreditasse que tudo de estranho que visse fosse mentira, fruto da imaginação. Assim nasce a ficção: histórias verídicas mas que, para a segurança da humanidade, tornam-se "mentirosas" e inexistentes.
É muita informação para o meu cérebro armazenar.
_O acordo se chama Drácula?
_Drácula é o nome do primeiro progenitor do vampirismo. Antes dele, para se tornar vampiro tinha que ser mordido por um e receber sangue deste. Drácula conseguiu ter um filho vampiro com uma humana. Este foi o primeiro original. Deu seu nome porque foi através desta procriação que diminuiu a morte dos seres humanos.
História: presente até aqui.
_Ah, então Drácula protegia os humanos.
Ela sorriu novamente.
_Garota, de onde tira essas ideias? Drácula amava sangue, somente. Quando descobriu que conseguia fazer outros como ele sem serem humanos foi como uma benção. Depois daí, somente os matava. Um sanguinário lunático, mas para os vampiros é venerado como um deus.
_"Para os vampiros"...?
Ela sorriu.
_Não, não sou uma vampira, mas isso é outra história. Voltando: sobre as regras. Terceira: nunca, repetindo, nunca ame um vampiro. Entenda, eles não possuem sentimentos. Vivem a base de prazer. Tudo o que os alegra é o mal condenado pela Igreja. Entende agora? A Igreja condena alguns costumes por estes serem mais vampirescos, ou seja, seria perigoso o humano querer participar disto, então simplesmente dizem que é errado. Sobre o casamento, a parte que sou noiva do Uchiha.
A parte interessante.
_Pode continuar.
_Eu não o amo, e ele nem a mim. Como disse, vampiros não possuem sentimentos, e se ele as vezes for amigável, respeitoso ou até mesmo cavalheiro é porque ele quer lhe usar, acredite, e isso não é legal.
_E por que vai se casar com ele, se não o ama?
_Nossas famílias são rivais de origens. É a nossa natureza que no encontro, ocorra combate. O meu casamento com Sasuke é para equilibrar ou ao menos diminuir esses combates, que muitas vezes terminam em carnificina. O nosso mundo é muito diferente do seu normal, acredite.
_E você ama alguém?
A garota ficou atordoada e suas bochechas começaram a se avermelhar rapidamente. Olhava ao redor como se procurasse ver se éramos só nós ali dentro.
_M-mais ou m-menos.
_Guaguejando?
Ela apertou os olhos e fez um biquinho.
_E-esqueça. Voltando. Sim, vampiros se materializam aonde querem, quando querem e como querem. Somem e aparecem do nada, e de vez ou outra mostram a verdadeira origem.
_Verdadeira origem?
_Você já viu a transformação do Sasuke. — Ele me fitou e eu relembrei a cena. Apertei os olhos desejando apaga-la. — Aquela é a forma original dele. Mas muda de acordo com cada um. No mundo da noite, você conhece já duas famílias importantes: a Uchiha e a Akatsuki, que na verdade é uma organização. Mas na verdade há também a família Hyuuga e a família Uzumaki. Essas são as quatro principais, todas são das origens vampirescas mas veja bem, nem todos são vampiros. Eu, por exemplo sou uma fada. — Ela sorriu.
_F-fada?
_Por favor, não como aquelas de desenho né? Tenha dó. Vamos dizer que fadas são bastante pecaminosas. — Sorriu. Eu diria até que foi um sorriso safadinho. — Pode-se dizer que somos os sádicos do vampirismo.
_Você é sádica?
_Mas é claro, é extremamente excitante! E diferente dos vampiros, as fadas possuem sentimentos, não que isso seja bom. Por exemplo: se amo muito alguém, eu vou querer batê-la até ela morrer. — Ela riu — é complexo. Na morte do meu ex-amante, eu o amei tanto que tive cinco orgasmos, enquanto o mutilava. — Seus olhos brilhavam — foi maravilhoso.
Deus, por que me odeia?
_E aquele papo que vampiros não podem andar durante o dia?
_Só blefe, ele podem sim. Isso é obra do Vaticano. Na verdade é para que a população se sinta segura no dia, já que possíveis vampiros não andam a luz do dia. É para protegê-los. Se bem que nenhum deles quer mais proteção. Bom, eu vou saindo, já expliquei algumas coisa e Sasuke já a quer, com toda a certeza. Eu vou indo, bye!
_Esper-! — Estiquei a mão tentando segura-la, mas Hinata tinha sumido ao estalar os dedos. Quando desapareceu, pétalas peroladas e azuis caíram acima da cama, brilhando. Perfeito.
_Magnificada com a magia? — Perguntou uma voz rouca e grave atrás de mim que já sabia de quem pertencia.
_Chegou rápido Sasuke. Já sentiu saudades?
_Claro, — ele se inclinou com a blusa meio aberta revelando sua clavícula lisa ,- você é muito mais confortável. — Então deitou-se sobre mim, mas contendo seu peso no cotovelos que estavam ao meu redor. Senti o seu joelho pressionado entre minhas pernas. Aquilo me deixou levemente constrangida, e como resultado Sasuke sorriu, revelando suas presas, indo lentamente ao meu pescoço. — Seu cheiro é ótimo. — Senti sua língua áspera passar na minha pele, e uma de suas mão me aperta pela cintura.
_Perfume francês faz milagre. — Falei de uma vez, tentando empurrar-lo pra mais longe. Ele sorriu e me soltou. Eu o olhei. Era a primeira vez que ele não tentou me obrigar. Tentando brincar comigo? Estreitei os olhos e ele ergueu a sobrancelha. Arregalei e fui para o lado da cama colado na parede e fiquei lá, abraçada ao meu joelho.
Sorrindo novamente maneou a cabeça. E então numa fração de segundos, encarei olhos vermelhos e a sala iluminada tornara-se totalmente escura, com uma grande janela vertical de vidro, deixando transparecer a luz projetada de um raio violeta para dentro do quarto. Sasuke já estava a milímetros dos meus lábios. O estrondo do trovão ecoou pelo cômodo.
_Onde estamos?
Vi os olhos vermelhos me encararem, e percebi que ele desamarrava as cordas do meu vestido. — No meu quarto.
_Estávamos no cassino, não?
_Correto. — Falou com a voz tornando-se leve e suas mãos deslizaram o meu vestido para baixo dos ombros, revelando os meus seios. — Trouxe você aqui. — ele sorriu. — você nem mesmo percebeu, certo?
Sentindo a respiração gelada e o hálito nos meus seios, senti-me quente, apesar de saber que a temperatura daquele quarto é fria. Os lábiis do moreno começaram a percorrer o meu pescoço, então desceram ao meu seio, somente aos beijos. A mão subia devagorosamente pela minha perna, estabelecendo-se sobre minha peça íntima.
_Não vai me parar, Sakura?
_Você vai parar?
_Quem sabe? — Então mordeu levemente o meu mamilo e aperto o meu sexo. Provocou instantaneamente êxtase e o gemido saiu sem nem mesmo eu perceber. Então como se eu tivesse deixado ele fazer algo, sua boca viajou ao meu pescoço e voltou a lambe-lo. Com uma das mão apertava o meu seio e a outra intrometeu-se dentro da roupa íntima.
Tentei fechar as pernas, mas nem tinha percebido que Sasuke estava entre elas. A cada toque, ele prensava seu corpo ao meu contra a parede. A cada toque íntimo, meu quadril mexia sem controle. E ao lamber meu pescoço, ele segurou meu queixo e fitou-me, sem me beijar, somente a cariciar.
_Depois de todas aquelas maldades que fizestes comigo, este será tua punição.- Falou entre um pequeno brilhante sorriso. Então simplesmente parou. Me encarou percebendo minha confusão, gargalhou e sumiu.
Sim, depois de todas essas carícias e tal, fim. E o pior, ele sumiu me deixando só em um lugar que não conheço! Aquele verme maldito! Eu não acredito! E o pior de tudo: eu tava gostando! Como pude ser tão idiota? Argh! Olhei para o lado e peguei o travesseiro e tentei me sufocar com ele. Burra, burra, burra! Então me lembrei: primeira lei, nunca confie em um vampiro.
Maldito!
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