Pure Blood
9 Origem
Notas iniciais
O meu estado depois que esse infeliz me falou isso: poker face. Tipo, como assim? Não fazia sentido! Então encarei com os olhos semicerrados perguntando-me se aquilo era uma armação. Ele pareceu meio intrigado.
_Por que ta me olhando desse jeito? — Perguntou com estranheza
_Tô querendo saber o que diabo tu quer.
Ele bateu a mão na testa.
_Deixa eu adivinhar, Hinata não lhe contou tudo?
_Ela disse que ia me contar o básico... — falei tentando relembrar o que ela tinha me "ensinado" sobre história naquele dia.
Ele suspirou.
_Ela falou ao menos sobre o acordo de Drácula?
Vasculhei minha memória.
_Acho que ouvi esse nome...
Ele piscou.
_Sua memória é inútil. Bom, ele teve um filho...
_Quem?
_Drácula.
_Ah sim, ela falou... quem é Drácula mesmo?
Ele ficou sério, olhou para mim de cima a baixo e depois fez uma careta.
_Você não se lembra nem disso?! Fala sério!
_Quê? Sou obrigada até uma memória perfeita, porra?
_Drácula é o nome do primeiro progenitor do vampirismo. Ouviu isso?
_Ouvi... Ah, lembrei! Continue.
Ele revirou os olhos e bufou.
_Como você deve saber — me encarou como quem diz "não abra a boca se não eu vou te matar aqui mesmo", ele continuou. — Drácula teve um filho. Quando o Vaticano descobriu sobre a origem desse puro sangue, logo mandou vários súditos atrás dele para sua destruição. Vocês conhecem isso como Cruzadas.
Arregalei os olhos.
_Hein? Mas elas num foram expedições militares organizadas entre 1095 e 1291 pelas potências cristãs europeias, com o objetivo declarado de combater o domínio islâmico na chamada Terra Santa, reconquistando Jerusalém e outros lugares por onde Jesus teria passado em vida ? — Ele ficou pasmo. — Desculpa, aprendi no Mundo Estranho. — Dei de ombros.
Ele suspirou.
_Isso era só uma desculpa. Ou você acha que elas iam falar "vão meus guerreiros destruir o filho do maior vampiro de todos os tempos, Drácula, que pode matar mil por minuto" ? Ninguém iria assim. Tinham que inventar a história de um bem maior e tal...
_Ah... mas o que esse menino tem a ver comigo.
_Esse "menino" — fez as aspas com os dedos. — é você, minha querida.
Arregalei os olhos.
_C-c-como?? Eu sou humana! Além do mais isso foi a quase mil anos atrás! E eu tenho dezesseis anos! Vou completar dezessete nesse ano ainda! — Como assim eu era mais velha que minha tataravó?
Ele esfregou o cenho, num gesto impaciente.
_Se você calasse a boca, eu terminaria com o maior prazer.
Fechei a boca fazendo careta e ele prosseguiu.
_Então em uma determinada época, na qual não lembro, eles conseguiram invadir Jerusalém. A terra onde Drácula estava.
Levantei o braço.
_Jerusalém num é uma terra santa? Tipo, vampiros morrem com crucifixos e tal, não?
Ele me encarou.
_Se você me permitir terminar a história eu explicarei com prazer. — concordei — Os "peregrinos penitentes" conseguiram adentrar a cidade e então invadiram o castelo do senhor. Para a felicidade destes, Drácula não estava lá. Ninguém sabe porque ele estava ausente. Entraram no quarto da criança e a viram. Ela estava deitada e dormia. Ninguém teve coragem de matá-la, a criança era a mais bela de todo o tempo — tinha que ser eu mesmo né? — possuía olhos verdes e um cabelo extremamente claro. Rosa.
Eu sorri.
_Ela sou eu só por que se parece comigo?
Podia jurar ver uma veia saltar na sua testa.
_Não terminei a história. Pegaram e levaram ela para o papa. Este era um demônio. Sabia que aquela garota era o orgulho de toda a nação vampiresca. Um vampiro concedido pela natureza. Era uma blasfêmia para ele, então fez a única coisa que Drácula não suportaria: colocou um feitiço na pobre garota, transformando-a em humana. E para piorar, ela surgiria novamente daqui a 500 anos, mas como humana e sem nem saber a origem da sua verdadeira raça. Seria o melhor sangue para os filhos da noite.
"Depois desse feitiço, trouxeram-na de volta para Jerusalém, viva. Drácula a recebeu, mas o amor tinha sido substituído por nojo, repugnância e raiva. Seus olhos tornaram-se vermelhos por tantas lágrimas de sangue. Ele fazia de tudo para mante-la longe dele, para protege-la dele."
Ele suspirou.
"Mas um dia sua mulher ausentou-se. Ela era humana, e como todos os humanos, ela morrera. A fonte de sentimentos de Drácula havia praticamente esgotado. Só restava a criança humana, fruto seu e do seu verdadeiro amor. Drácula se culpava por desejá-la, por querer matá-la. Então aconteceu o que temia: ele perdeu o controle. E a primeira pessoa que apareceu ele matou. Quando tomou consciência, ele a matara. Sua filha."
Engoli o seco. A história provocava arrepios em mim, e a cada palavra meu cérebro digeria com lentidão. Doía saber daquelas informações. Madara suspirou.
"Irado, Drácula esbravejou pragas e maldições a Deus e a natureza. Culpava-os por sua origem sombria e cruel. Então estendeu o braço ao Diabo, abriu mão de todos os sentimentos próprios e dos descendentes. Odiava agora a própria raça, a própria vida. Desafiou Deus a um duelo. Cairia aquele que permitisse poucas mortes (para Deus) e muitas mortes (para ele). Assim aconteceu tragédias, doenças, guerras. Tudo resumia-se a uma disputa entre dois deuses, o Deus supremo e Drácula, a mão direita do Diabo. O diabo na terra."
"Drácula ainda um resto de sentimento: um sentimento que o fazia odiar-se mais. Criou uma nova espécie: as fadas. Elas seriam dotadas dos seus sentimentos, mas eles só levaria a morte para os receptores. Assim estabelecera outra maldição: nem vampiros e nem fadas seriam felizes ao lado dos que amam."
"Fadas e vampiros entravam em profundo conflito: vampiros invejosos odiavam saber que Drácula dera a possibilidade de amar para as fadas e fadas odiaram Drácula por fazê-las levar uma vida triste, obrigando-as matar quem ama. Para diminuir a rixa, Drácula estendeu uma trégua com Deus: ele poderia levar sua vida, desde que seus descendentes se odiassem menos. Fadas controlariam a sede dos vampiros e os vampiros controlariam o amor das fadas. Estabeleceu-se outro pacto: amor surreal, onde um vampiro seria obrigado a casar-se com uma fada para manter a paz das duas espécies."
Um lapso de memória veio na minha mente: Hinata e Sasuke. Meu estômago embrulhava-se mais.
_Mas agora era a vez da natureza manifestar-se com vingança. Estabeleceu que todos os descendentes de Drácula procurassem sua filha por todas as gerações e fossem os responsáveis por sua morte. Nunca nem mesmo teriam a verdadeira aparência humana, suas verdadeiras formas refletiriam seu caráter e seu interior, mas já que os vampiros eram feitos pelo ódio de Drácula, eles foram condenados a formas horripilantes. As fadas seria dotadas de tal beleza que nenhum ser seria capaz de rejeitá-los, negando-se o amor. E este é o fim intermediário de uma raça infeliz.
Ele encarou-me com os olhos semicerrados.
_Esta é a verdadeira história do porque não podemos sentir nada, Sakura. A culpa é sua.
Engoli o seco.
_Como você... sabe de tudo isso?
Ele me encarou e baixou a cabeça, esfregando os cabelos em tom de cansaço. Andou até a janela de vidro e ficou a admirar a paisagem.
_Meu pai era o braço direito de Drácula. Logo, quando existi como vampiro, ele ainda existia. Eu convivi com Drácula, que tinha sido o responsável por transformar-nos em vampiros. Eu tentei proteger sua filha.
Virei o rosto desconfortavelmente. Aquilo era muito para o meu cérebro.
_Você terminou? Eu quero ir embora...
Ele suspirou.
_Não terminei, mas você pode ir para o seu quarto. Acho que sua cabeça está muito esgotada. Tente manter-se longe de Sasuke ou de Itachi. Adquiri esse controle depois de anos e quase a mato, imagine eles.
_Você poderia me... escoltar até lá?
Ele levantou a sobrancelha e sorriu.
_Tenho cara de segurança?
Sorri.
_Não, é que...sei lá, você ainda não quis me matar. Acho que você é o menos mais perigoso. — Sorri, sem graça, dando de ombros.
Ele deu um sorriso de lado.
_Tudo bem — ele aproximou-se de mim, levantou meus braços e encarou-me nos olhos. Entrelaçou os dedos com os dela. — Feche os olhos... — sussurrou no meu ouvido e os fechei.
Não sei bem o que aconteceu, mas senti um vento fresco e úmido bater no meu rosto. O som de águias passando por ali perto e o som de ondas batendo numa costa de pedras. Abri olhos devagar e vi que sobrevoávamos o mar de água cristalina, peixes-voadores saltavam junto aos golfinhos. Algas de diferentes cores passavam rapidamente como um festival de pinturas. Olhei para o céu que possuía uma cor vermelho amarelado, com os raios do sol batendo nas águas.
_Eu nunca... vi isso.
_Os vampiros e fadas de hoje não sabem aproveitar as belezas que este mundo oferecem. ó sabem usar a velocidade supersônica, sem apreciar as belezas naturais. Eu gosto de contempla-las. — Ele encarou-me com os olhos negros penetrantes e brilhantes, com um sorriso gentil nos lábios.
Desviei o olhar.
_Hinata disse para que eu não deveria confiar em vampiros.
_Concordo com ela.
_Mas você fazendo isso, fica meio difícil... — cochichei enquanto ouvia uma risada leve dele. Apertei sua roupa, e tentei colocar minha cabeça no seu pescoço, tentando não mostrar meu rubor.
_Ela talvez disse que não deveria amar um vampiro, não ?
_Sim, ela disse.
Ele levantou o meu rosto segurando-me pelo queixo. Percebi que paramos na areia da praia. Ele me encarava com olhos divertidos e interessados, mas que ocultavam algo.
_Mas você não sabe se será capaz de obedecer, certo? — Perguntou baixinho, quase contra a minha boca.
Fechei lentamente os olhos e sussurrei.
_Sim... — Então senti os lábios macios contra os meus. Ele fazendo-me dá passagem a sua língua, que me preencheu com ferocidade.
Passei minhas mãos por seus cabelos, puxando-os para mim. Suas mãos passaram por meu corpo, por minhas curvas deixando um rastro de fogo por onde passava.
Senti um fervor tomar posse do meu corpo, da minha mente. Minha boca ameaçava derreter, minha mente para de funcionar. Parecia que o meu todo ia dar pani. Perder total o controle. Ele desceu os beijos para o meu pescoço, senti sua língua brincar com minha curva.
Ele abria devagar minha blusa, ainda com beijos que mostravam o caminho. Minhas pernas fraquejaram e eu perdi o controle. Ele me segurou e deitou-me na areia. Nossas mãos unidas meus gemindos tornando-se altos e a sensação de êxtase tomar posse de mim.
Ele estava sobre mim, entre minhas pernas. Minhas pernas queria juntá-lo mais a mim, como se fossemos um único ser. Distribui beijos em seu pescoço, o mordi de leve e passei minha língua pelo lobo da sua orelha. Ele gemeu baixinho e senti um sorriso formar em seu rosto.
Ele começou a beijar meu dorso e a lamber meus seios. Morde-los e apalpar. Beijou-os e senti ele baixar, trilhando um caminho com a língua para baixo.
Aquela sensação doce. Ele desceu mais e beijou minha intimidade, fazendo-me gritar de felicidade, passando a língua ao redor e chupando.
_Ahhh... — Gemi puxando mais seu rosto para dentro de mim.
Seu beijos e chupões me preenchiam como larva, derretendo-me como um aço em fundição. Os raios do sol tocavam minha pele fazendo-me sentir mais quente. Suspirei mais fundo e gemi novamente.
Eu nem notara quando ele tirara minha roupa. Mas isso nem me importava. Eu queria pertencê-lo!
_Madara... por favor...
Ele beijou-me mais, fazendo o caminho de volta para os meus lábios. Sentindo o meu gosto misturado com o doce dele. Senti suas mãos pressionarem minha bunda, a arranhando e deixando marcas de unhas profunda nela.
Ele encarou-me e o olhei ainda gemendo. Então voltou a me beijar. Com os pés baixei sua calça. Senti seu sexo extremamente ereto abaixo do meu, palpitante. Ele puxava-ma mais para ele.
Aquela espera doía.
_Por...favor... Madara!
Ele encarou-me.
_Sabe o que pede? — Falou com claro cansaço e divertimento.
_Sei...
Então ele introduziu dentro de mim, e o meu grito de luxúria foi longo e demorado. Então senti suas presas aprofundarem no meu seio, esbanjando sangue.
Fale com o autor