Pumpkin Jack
19 Capítulo 19: Retorno
Notas iniciais
Depois de fazer o necessário com o corpo da menina morta, a missão de Jack estava cumprida. Mesmo que não fosse ele a cumprir... Sendo assim, já poderiam voltar a Halloween Downtown. Mas... Como?
Voltaram para o apartamento. Jack estava contando para Anna tudo sobre o mundo inferior, enquanto Chris negociava sua volta com o Doutor pelo comunicador:
– Doutor, completamos a missão! Como fazemos para voltar?
– Eu sei disso, os comunicadores ficam permanentemente ligados. Sei que você brigou com a namoradinha do Jack, sei que foi você que obteve um coração, e sei que vocês querem voltar. Ahm... A respeito de suas emoções, vou precisar que você fique desmontada por alguns dias...
– Tudo bem, mas como voltamos?
– Ah, essa é a parte mais legal – Disse o Doutor, gargalhando. Depois de um tempo, engasgou com sua graça.
– Doutor, o senhor está bem? – Perguntou Chris, com seu novo sentimento de preocupação.
– Não se preocupe comigo, minha criação, não posso morrer, apenas fico em suspensão por um tempo. Depois, vou ressurgir.
– Espera... – Interrompeu Jack – Se é assim que funciona, porque eu não voltei depois que o senhor me estourou a cabeça?
– Por dois motivos: — começou o velho — Primeiro, por que eu disse que Eu não posso morrer e você não sou eu. E segundo, porque sua cabeça foi completamente destruída. Acho que isso era bem óbvio...
Jack assentiu com a cabeça, encabulado, depois se lembrando de que o Doutor não podia ver seus movimentos. Preferiu deixar para lá. O Doutor, então, continuou:
– Bem, voltando ao modo como vocês sairão daí, vou lhes mandar uma folha de papel com um endereço. Ao chegar no lugar indicado, diga para a pessoa que lhes atender que vocês foram mandados pelo Grande F! Só isso e, até depois. Vou tirar meu comunicador, já passou da hora de dormir.
– Mas são sós sete horas – Disse Jack.
– Exatamente – Disse o Doutor.
Chris riu, enquanto Anna olhava para eles confusa, não entendendo com quem estavam falando.
Depois de alguns minutos, uma folha de papel surgiu no meio do quarto de Jack, provocando uma ventania forte, derrubando os três no chão. Jack se levantou, pegou o papel voador e leu em voz alta:
– Rua perpendicular à praça, no sentido esquerdo, prédio verde, apartamento quatrocentos e alguma coisa. Mais que belas instruções...
Os três foram à praça, e se separaram para procurar o prédio. Jack dividiu-os:
– Chris, você vai por lá e eu e Anna vamos p...
– Ah, não! – Interrompeu Chris – Se é para ela ir, ela vai comigo!
– Tudo bem, tudo bem... Se isso tudo é ciúmes... – Disse Jack, mostrando a língua – Bom, de qualquer jeito, se vocês encontrarem, me avisem pelo comunicador. E vice-versa.
Eles foram para as direções especificadas. Olhando todos os prédios. Jack não achou nenhum prédio verde. Já Chris e Anna acharam um prédio verde musgo, bem nítido, se diferenciando de todo o resto da cidade. Jack se encontrou com elas no quarto andar.
Apartamento quatrocentos e alguma coisa... 405? 402, talvez... Não, 409! Longe disso... O prédio era gigante por dentro e, depois de ir de porta em porta, dizendo “Fomos mandados pelo ‘Grande F!’”, cada um reagindo de uma forma diferente e estranha, descobriram que o apartamento que procuravam era o 426. Aquele prédio era um hospício. Abandonado com os loucos dentro.
Dentro do 426, uma mulher estava sentada numa cadeira de madeira feita à mão, jogando um joguinho no celular. “Eram permitidos celulares no hospício?”, Jack pensou para si, “Não importa... desde que voltemos.”.
A mulher se voltou para eles e disse:
– O Grande F... Há quanto tempo não ouço isso. Me trás boas lembranças. Bom, vocês querem voltar, certo?
– Certo – Responderam em uníssono.
– Então... Muito prazer, sou conhecida como A Porta. Eu faço a transição entre os dois mundos, de cá para lá. Como eu sou uma mulher tecnológica, eu gostaria de tirar uma foto de vocês, como faço com todos que passam por aqui. Depois eu explico os meus métodos.
Os três se juntaram perto da janela, contrários à luz. Sorriram e posaram.
*click*
– Há! – disse Porta – Eles realmente acharam que eu iria explanar meus métodos... Ingênuos!
Fale com o autor