Pulsação

1 Capítulo UM


Notas iniciais
Avisos - Tudo que for abordado aqui é ficção. Eu não conheço Nova York, muito menos o bairro. Eu fiz uma pesquisa rasa e parti dela para montar o que vai ser mostrado aqui; - A mesma coisa sobre as profissões de Stiles e Derek. Eu não sou médica, muito menos policial. Então eu vou pesquisar e o resto será parte da minha imaginação. Então não venham com comentários de que isso não é real. É claro que não será, eu vou inventar o que não souber realmente. Lembrem-se, isso é uma ficção; - Os Distritos mencionados existem. Eles são gigantescos, mas eu resolvi usar como estava imaginando, visto que não faço ideia de como o serviço público é dividido e usado nesses lugares. Então, mais uma vez, estou inventando, pois mesmo pesquisando não consegui chegar a um consenso sobre como as coisas são feitas nesses lugares. Então é tudo criado por mim; - O Vilão também será inventado pela minha mente insana. Então não se apeguem achando que algo é real. É tudo de mentira, absolutamente tudo criação da minha imaginação; - É realidade alternativa à série. Não há lobisomens, é mais apegada à realidade. Os personagens que irão aparecer pois nem todos serão colocados aqui serão um pouco diferentes até mesmo a intensidade de suas personalidades do que mostra na série, estejam cientes disso; - Derek é irmão de Cora, mas não de Laura e nem sobrinho de Petter. Assim como Alan Deaton e Maran Morrel; - Haverá um parentesco que não existe na série. NÃO ME MATEM POR ISSO. Lembrem-se! A fic é STEREK; - Verão personagens criados por mim no decorrer dos capítulos. Algumas informações: Na profissão de paramédicos há formas de chamá-los, pois há níveis. Do básico ao profissional que se formou para aquilo. EMT: Técnico de emergência médica. EMS: Emergency Medical Service - Serviço Médico de Emergência. FDNY - New York City Fire Department: Corpo de Bombeiros da Cidade de Nova York. EMT-B (Basico): é o nível básico pra quem entra. Tanto paramédicos quando bombeiros nos EUA precisam ter esse nível para trabalhar. EMT-I/85 (Intermediário) EMT-I/99 (intermediário ou avançado): São os níveis entre o básico e o Paramédico. EMT-P (Paramédico): é o último nível, no qual o profissional se formou para aquilo. Até em alguns casos encontram-se médicos trabalhando em ambulâncias. O domínio deles é maior, pois sua experiência é mais vasta que os demais. Em todas as ambulâncias, há pelo menos um Paramédico (eles não são denominados como os outros EMT-B ou EMT-I, simplesmente são chamados de Paramédicos) desse nível. Nos Estados Unidos é comum existirem Estações em que trabalham o Corpo de Bombeiros e mais os EMTs. Há os que trabalham em Estações próprias, os que são exclusivos para os Hospitais, Universidades e junto do Corpo de Bombeiros. Seriam tanto Estações duplas, quanto um grupo de Paramédicos que também fazem parte do Corpo de Bombeiros. Na história que criei eles serão Estações duplas. É tanto Estação dos Bombeiros quanto dos Paramédicos. - TRIAGEM E ETIQUETAS: Isso realmente acontece. Quando há alguma emergência com múltiplos feridos, a triagem é feita, escolhendo quem será atendido primeiro. Geralmente isso ocorre quando a primeira equipe que chega ao local do acidente. O EMT responsável por aquela emergência quem faz a triagem. Branco para aqueles que já estão mortos; Preta pacientes que mesmo com socorro não tem chances de sobreviver; Vermelha quando o caso é grave e o ferido precisa de ajuda imediata; Amarelo para vítimas com ferimentos que não correm riscos de vida, mas que ainda necessitam de cuidados; Verde quando o ferido não corre risco de vida, encontrando-se aptas a caminhar e tals. - Espero que vocês gostem do que vou apresentar. Boa leitura (:

PULSAÇÃO

Capítulo UM

Por Alicia-/ArlleW

Stiles despertou ouvindo o som do chuveiro ligado. Sua cabeça doía e ele sabia que deveria ser por ter bebido mais do que deveria. Olhou o relógio acima do criado-mudo ao lado de sua cama e percebeu que já passava das nove da manhã.

Sorte que seus horários eram uma baderna.

—Bom dia. – Stiles viu o homem saindo de seu banheiro, enrolado em uma toalha.

—Bom dia. – respondeu ele se espreguiçando.

—Espero que não se importe em ter usado uma de suas toalhas. – o homem falou, enquanto livrava-se da mesma e começava a esfregá-la pelo seu corpo.

“Céus”

Agora Stiles lembrava o motivo que tinha aceitado o convite do desconhecido de ir para um local mais reservado. Esse local fora seu carro, no qual eles começaram a se agarrar. E então passou a noite tendo o sexo mais quente da sua vida. Com um total desconhecido.

—Tudo bem. – ele respondeu, sentando-se – Tem café na cozinha. É de ontem, mas acho que ainda está bom.

O rapaz de ombros largos virou-se e sorriu. Stiles perdeu o ar.

“Oh, céus.”

—Obrigado, eu vou aceitar. – ele voltou-se, já vestindo a calça e pondo os sapatos. Parou e o encarou – Tenho de estar em alguns minutos no escritório. Então...

—Tudo bem. – o rapaz balançou a cabeça e gesticulando com os braços freneticamente, respondendo mais rápido que podia – Eu entendo.

“Foi somente uma foda depois de algumas biritas.”

“Compreensível.”

—Bom, gostaria de saber o nome do homem que eu arrastei comigo para meu carro. Me chamo Derek Hale. – ele falou. Stiles segurou uma risada nervosa. Ele nunca fizera isso, de transar e depois perguntar o nome da criatura. Não era puritano, longe disso, já havia tido um par de namorados no passado, mas jamais chegou ao ponto de não saber o nome de quem levava pra cama.

—Stiles Stilinski. – ele respondeu – Prazer em conhecê-lo.

—Oh, o prazer foi todo meu. – ele respondeu com um sorriso sujo.

Ah, Stiles estava perdido.

Ele levantou e foi para o banheiro. Precisava livrar-se da presença daquele homem. Fora somente uma noite e nada mais. Ele havia deixado isso mais do que claro na maneira de agir.

Algum tempo depois, já um pouco mais calmo e de banho tomado, saiu para o quarto. Ele estava vazio. Zanzou pela casa, percebendo que o homem já havia ido embora. Suspirou, decidindo esquecer o ocorrido naquela noite. Ele tinha muito mais o que fazer do que ficar pensando em um estranho que certamente não veria mais.

Na cozinha ele viu a xícara que ele usara para tomar seu café. Um pedaço de papel estava abaixo dela.

“Tomei a liberdade de pegar seu número de telefone. O meu já está registrado no seu celular.” Hale.

Stiles, com o pequeno bilhete em mãos, correu aos tropeços para o quarto, se sentindo um adolescente estúpido por sentir aquela euforia idiota de pensar que poderia não ser somente uma noite.

Ele pegou seu celular e correu o dedo pelos contatos até achar o nome de Derek ali. Sorriu feito um bobo ao ler o número.

Isso durou pouco, quando o celular em suas mãos tocou e com o susto quase levou para o chão.

—Stilinski. – ele grunhiu, ainda se recuperando.

—Preciso de você aqui no meu escritório agora Stiles.

—Ok. – ele respondeu, desligando.

Suspirou. Sabia que era hora de ir. Mesmo que não fosse seu horário de trabalho, arrumou-se e partiu para a Estação.

~*~

—Mais uma dessas e eu já posso me aposentar. – resmungou Cora.

—Nem me fale. – retrucou Stiles, que mantinha a cabeça baixa, terminando de preencher o relatório da última emergência.

—Voltar à Bronx mais uma vez essa noite e eu levo um padre junto.

Stiles levantou os olhos para a colega e riu.

—Sério, Stiles. Mesmo eles tendo as estações deles, nem isso suporta o número de ocorrências. É tiroteio, casas em chamas, brigas... fora as pessoas que passam mal.

—É nosso trabalho atendê-las, Cora. Não temos alternativa além de atender a ocorrência se estamos próximos. O que vai sempre acontecer, já que a nossa estação é a mais perto da Bronx.

—Eu sei. – Cora suspirou de forma dramática – Tem vezes que eu me pergunto por que virei paramédico...

—Pense nas pessoas que sorriem para você, de forma agradecida quando salvamos alguém. Isso irá te responder. – falou Stiles, que voltava sua atenção para a prancheta do relatório.

—É um dos motivos pelo qual ainda não joguei tudo para o alto.

—Atenção, todas as unidades, tiroteio com múltiplos feridos...

Stiles e Cora se encararam enquanto ouviam o chamado e o respondia.

—Bronx novamente. – Cora revirou os olhos enquanto girava a ambulância com a sirene aos berros, em direção ao distrito mais uma vez.

Stiles e Cora adentraram na sala de convivência da Estação em que trabalhavam. Um grupo se encontrava ali, jogando e conversando.

—Cara, o que deu nesse povo hoje? – Scott, que no momento encontrava-se espiando o jogo de carta dos demais colegas – Em menos de duas horas corremos pela cidade inteira.

—Por um bom tempo nem saíamos direito da emergência e já estávamos no trecho novamente. – comentou Cora, sentando ao lado do rapaz – Já estava querendo trocar de lugar com Stiles, mas lembrei dos relatórios que ele não parava de responder então me mantive dirigindo.

—Relatórios não é sua praia. – Stiles riu enquanto sentava em um dos balcões de pedra do local.

—A cidade toda estava assim. Nós paramos agora a pouco. – comentou Danny, que começou a dar as cartas novamente – Quer jogar, Scott?

—Quero. – ele ergueu-se e sentou ao lado de Jackson.

—E você Stiles? – perguntou Jackson, encarando o rapaz.

—Não, eu dispenso. – ele respondeu – O resto ainda está na rua?

—Alguns. Erica e Boyd estão fazendo jantar pra nós. Aiden e Ethan estão dormindo. A Equipe do Chris está numa emergência e nós chegamos há pouco. – comentou Scott, enquanto comprava cartas – O resto tá falando com o chefe.

—Hum, certo. Eu vou para um dos quartos. – ele ergueu-se, um pouco desajeitado – Se precisarem de mim, só me chamarem.

—Tudo bem Stiles? – Danny o encarou – Você parece dolorido e essas olheiras dizem que não dormiu.

—E ele está dolorido. – retrucou Cora – Desde que entrou na ambulância que ele faz essa careta pra sentar ou levantar.

—Minha noite foi agitada. – ele comentou, sabendo que seus colegas entenderiam.

Todos começaram a rir e falar alto, que fez com que Stiles apenas risse e saísse do local o mais rápido o possível.

—O que temos aqui? – perguntou Derek, ao sair de seu carro.

—Mais um caso do nosso Colecionador. – explicou sua parceira.

Derek encarou Allison. Aquilo estava ganhando ares mais complicados do que duas semanas atrás, quando acharam o primeiro dos vários corpos que surgiram desde então.

—Algum sobrevivente?

—Duas crianças. – ela respondeu, depois de alguns instantes devolvendo o olhar do parceiro – A babá foi levada, mas morreu no caminho. – ela pegou o braço de Derek, dando alguns passos adiante – Derek, não há mais como segurar. Blake disse que os superiores estão forçando a barra com ela, a mídia tá em cima e as pessoas estão começando com as ondas de pânico. Ela acha que não precisamos mais de provas para confirmar que temos o mesmo assassino série que atacou Texas e Califórnia no ano passado...

Derek sabia disso. Ele já carregava a certeza de que tinha um caso de Assassino em Série em suas mãos desde o segundo registro, mostrando o mesmo padrão empregado nos outros estados. O estilo que ele usava, a forma como as vítimas eram encontradas e o que os poucos sobreviventes dele diziam. Tudo mostrava que o individuo estava só começando e que só pararia quando estivesse saciado, para então partir para um outro local.

—O que temos nessa cena, Allison? – ele perguntou, quando voltou a encará-la.

—Os pais saíram e deixaram a filha do vizinho da casa da frente cuidando das crianças. Quando chegaram, perceberam que alguma coisa estava errada, pois a porta dos fundos estava escancarada. Encontraram-na no jardim.

—Pendurada de cabeça para baixo, com os braços presos no corpo em forma de um X, com um corte na garganta, que se fosse tratado com antecedência ela poderia ter sobrevivido. – ele completou, sabendo que era aquilo que havia acontecido.

Em todos os casos era exatamente isso.

—Não acharam nada dessa vez? Ele não entregou nada na casa da garota?

—Exato. Lydia e Nicholas estão na casa dela agora. Se houver algo ela trará para nós. E as crianças estavam dormindo. Não viram nada. Ninguém viu nada.

—E certamente nada será achado na cena, pois o desgraçado é cuidadoso.

—Exato.

Derek suspirou. Ele passou boa parte da noite no local tomando depoimentos e conversando com os investigadores forenses.

Após horas, retornou para o Departamento, juntamente com Allison. Ao chegar lá, os colegas que o ajudavam neste caso já estavam na sala, que usavam exclusivamente para aquele caso.

—O que temos aqui. – Jennifer entrou na sala, seguida por Miguel – É uma bomba nas mãos. Meus superiores estão me ligando a cada dez minutos. A imprensa está posando na frente da minha casa, na esperança de que eu perca a paciência e saia do “Sem comentários” parta pra pancadaria.

—Jennifer. – Derek a chamou. Ela o encarou – Calma. Vejamos o que nós temos até agora. O fato deles estarem te pressionando é justamente para que você fique pilhada assim. Eles querem respostas, para que possam dar aos seus próprios superiores e para a imprensa. Desta forma saem por cima dessa merda toda.

—À custa das noites mal dormidas que nós teremos. – resmungou Nicholas, enquanto girava na cadeira.

—Irei montar um relatório do que temos até agora e estará na sua mesa antes das nove da manhã. – avisou Lydia.

—Eles sabem que estamos correndo atrás disso tanto quanto eles querem. E sabem que se nós não pudermos resolver ninguém mais poderá.

—Então agora é apontarmos o que temos até aqui e tentar achar uma linha a se seguir. – Miguel puxou Jennifer pela mão e a fez sentar – Agora Chefe, tome um pouco de café e escute o que temos até aqui.

Jennifer acenou, enquanto se servia de uma grande xícara de café.

—Ele começou exatamente há cinco semanas. – Allison cravou a foto de uma garota na parede – Vinte nove anos, secretária. Morava sozinha. Foi encontrada morta no banheiro, pendurada pelos pés.

—Junto de seu corpo encontrava-se uma caixa. – Lydia ergueu-se de sua cadeira e colocou a imagem de uma caixa, na qual continha um dedo decepado – Esse dedo é da vítima do Texas. O último caso reconhecido pelo departamento do Texas. O mesmo aconteceu no Texas. A primeira vítima tinha junto dela uma caixa com a mão da última registrada na Califórnia.

—Todas as vítimas recebem esta caixa. – continuou Allison – E ele sempre leva algo da vítima para ficar consigo. Sempre falta algo a mais, por isso presumimos que ele guarde isso como um troféu. Motivo que o chamamos de Colecionador.

—A desta noite encontrava-se uma orelha. – Miguel grudou a imagem da penúltima vítima do assassino no outro lado do quadro que montavam. Rapaz de vinte anos, trabalhava de atendente numa perfumaria.

—Ligações? – perguntou Jennifer.

—Idades. Todas as vitimas tinham entre vinte e trinta anos. Não passa desta faixa etária. Mas de resto, nenhuma ligação. As vítimas não se conheciam. As que sobreviveram não lembram de nada. – informou Derek.

—Nada? – Jennifer arqueou a sobrancelha.

—Nada. Estavam drogadas. – Nicholas respondeu.

—E como ele drogou essas pessoas?

—Isso que queremos saber.

—Já temos um caminho para começar. – falou Jennifer – Descobrir como ele consegue drogar estas pessoas. Descubram com o legista que tipo de droga seria e se ela pode ter efeito a longo prazo. Se isso for possível, ele pode estar atacando em locais públicos.

—Eu farei isso. – respondeu Allison.

—O restante vai pegar a lista do nome das vítimas e ir na casa dos familiares e tentar descobrir a rotina deles. Para os sobreviventes peçam detalhes, pois se tivermos um local em comum, teremos um ponto a nosso favor.

Todos acenaram.

E todos sabiam que os próximos dias seriam terrivelmente cansativos.

—Você não ligou? – perguntou Cora, enquanto dobrava em uma avenida, retornando para a estação, após entregar um paciente em um dos hospitais que a mesma cobria.

—Não. – Stiles ergueu as mãos para ela, em um gesto exasperado – Ele pegou meu número. Ele deveria me ligar. Não eu.

—Stiles, eu vou parar essa ambulância e então te espancarei até a morte! – ela grunhiu – Cara, estamos no século XXI! Como um cara como você, com a mente aberta, inteligente, viado até alma me vem com uma merda dessas?

—Cale a boca, Cora. – ele resmungou, cruzando os braços, emburrado.

—Faz quanto tempo isso?

—Duas semanas.

—Quem é o bofe?

—Só sei o nome dele.

—E o número.

—E o número.

—Quando chegarmos à Estação, você vai deixar de cu doce e vai ligar para ele. – ela rosnou – Se não ligar, Stiles. Eu juro! Arrancarei tuas bolas e darei para meu coelho comer.

—Você não tem um coelho.

—Eu terei.

Eles pararam de falar, quando o rádio gritou, alertando de mais uma emergência.

—Uma quadra daqui. – Cora comentou.

Stiles não esperou mais, respondendo o chamado. Minutos mais tarde ambos desembarcaram em um bairro que era conhecido por ser tranquilo. Mas pareciam que haviam aberto os portões do inferno, pois a gritaria, seguido de choros e pessoas correndo em direção ao ocorrido era atordoante.

—Pegue a maca, eu vou fazer a triagem. – avisou Stiles, caminhando em direção ao bolo de gente que se encontrava na volta.

“Merda, nem a cavalaria chegou ainda.”

—Abram espaço, por favor! – ele pediu, falando mais alto, colocando suas luvas.

Quando conseguiu uma visão do lugar, percebeu que estava lascado.

—Cora! Peça reforço pelo rádio! Mais umas três ambulâncias. – ele gritou olhando o redor.

Sabia que se vissem duas, seria muito.

Caminhando para a primeira vítima, largando o seu equipamento no chão e começando a examinar o moribundo.

—Qual seu nome?

—Lorena.

—Lorena, me chamo Stiles Stilinski. Poderia me contar o que aconteceu aqui, enquanto eu avalio o pessoal?

—Briga de vizinhos. Mas saiu do controle. – a mulher chorou – Depois de uma discussão, que saiu para a rua, o cara voltou em casa, pegou a arma e a descarregou no pessoal.

Ela seguiu dando detalhes do caso, enquanto Stiles foi em todas as vítimas, que encontravam-se estiradas pelos jardins, calçada e rua.

—Cora, temos duas etiquetas brancas, uma preta, uma vermelha e três amarelas. Me ajude com os da etiqueta amarela e eu me encarrego da vermelha.

—Certo. – ela não esperou mais, correndo de volta para a ambulância e pegando o seu próprio equipamento.

Stiles voltou-se para o seu foco, analisando com cuidado a situação da sua vítima. Estava tão concentrado em cuidar do ferido, que nem percebera que seus colegas já se encontravam ali e auxiliavam os demais feridos.

—Podemos levá-lo? – perguntou Danny – Você o cuidou, pode querer...

—Não, sem problemas. No relatório eu coloco que vocês levaram ele. Vou dar uma olhada nas casas e ver se há mais algum ferido.

—Não seria melhor esperar a chegada da polícia, Stiles? – Jackson o encarou, preocupado.

—Já chegaram. E eu não vou esperar. Se tem gente ferida lá dentro pode estar precisando de auxílio urgente.

Eles acenaram.

Stiles viu Cora ajudando Erica e Boyd. Seguiu para a primeira casa, vasculhando o lugar com um dos policiais que havia chegado há pouco.

Minutos mais tarde seguira para a outra casa, mas agora sozinho. Caminho entrando em todos os cômodos.

—Stiles? – seu rádio gritou.

Ele o pegou da cintura, o levando a boca.

—Aqui, Cora. – murmurou ele, enquanto entrava na cozinha.

—Em que inferno você se meteu, homem? Estou com um ferido aqui! Erica e Boyd levaram os outros dois.

—Já estou indo. Estou acabando a vistoria em uma das casas.

—Ok. – ela desligou.

Stiles se deu por convencido, decidindo sair do local. Mas um barulho o fez parar e se virar.

—Alguém aí? – ele chamou, olhando o local.

Deu mais alguns passos, percebendo que a porta que dava para o quintal estava aberta.

—Isso estava aberto? – ele resmungou, passando por ela.

Dando alguns passos pelo local, ele viu.

Um homem encontrava-se de cabeça para baixo, pendurado em uma árvore. Seus braços estavam presos contra seu corpo, em forma de X.

—Santo Deus! – ele exclamou, abrindo a boca, completamente apavorado.

—Traficante.

Foi só então que ele percebera que havia alguém atrás do homem. Mantinha o rosto escondido pela sombra o grande corpo do homem.

—Que-e-em é você? – o rapaz gaguejou, tentando manter a calma.

—Socorro... – Stiles então percebera que o homem estava vivo. Inconscientemente deu um passo adiante, mas travou quando viu a arma apontada para ele.

—Não é a sua vez. Então pare.

Stiles ergueu as mãos para o alto, tentando não deixar um ataque de pânico instalar-se dentro de si.

—Tu-udo bem. Só... so-ó calma...

—Eu observei você e sua colega hoje, pela janela. Paramédicos é uma profissão não reconhecida. Eu acho isso injusto.

Stiles olhou para todos os lados, abaixando as mãos, lentamente. Se sua ideia não desse certo, ele estaria morto.

—Mas me incomoda pensar que vocês salvam as minhas vítimas.

Ele apertou o botão do rádio, tendo o cuidado de mantê-lo no mudo, somente para ouvir. Se Cora percebesse, ele poderia ter uma chance.

—E-eu não posso dizer que sinto muito... – murmurou Stiles.

—Socorro...

Stiles encarou o homem, tentando evitar de pensar no terror que passava em seus olhos.

—Sim, sei que não. Seria hipocrisia sua. É sua profissão... Mas essa é a minha.

Sem dizer mais nenhuma palavra, Stiles percebera o brilho de uma lâmina reluzir. O homem rasgou a garganta o que estava pendurado.

Ele não pensou que poderia levar um tiro, nem que poderia ser pendurado pelo louco, caso o pegasse, apenas seu instinto falou mais alto. Ele correu para o homem, pegando qualquer coisa que pudesse cortar a corda que o amarrava e o colocar no chão.

Enquanto pressionava a ferida, ele pegara o rádio da cintura, berrando pela companheira.

—Cora, chame a polícia, e venha com a maca aqui dentro, agora!

Enquanto ele fazia pressão no corte, olhou a volta, percebendo que se encontrava sozinho.

Não demorou muito para o local estar repleto de policiais.

Ele colocou o pobre homem na maca, com a ajuda de Cora e correu como pode para fora. Tudo que aquele homem não tinha era tempo a perder.

—O que você faz aqui? – ele perguntou, ao ver o policial entrar consigo, quando adentrara na ambulância.

—Bom, esse homem é uma vítima e testemunha, assim como você também é. Sem falar que ele tem mandados de prisão, então estou indo junto querendo você ou não. Além disso, possivelmente irão querer você na cena do crime. O FBI está cuidando do caso.

—Oh, merda! – exclamou ele, sem parar de lidar com o homem na maca.

Não demoraram muito no trajeto. Stiles se manteve em silêncio, tanto na ida, quanto na volta. Evitando responder as perguntas do policial e de Cora. Apenas relatou o seu procedimento para com o homem quando o entregaram no hospital.

—Eu vou ficar aqui. Se precisar de mim, me chame. – Cora murmurou, quando eles retornaram para a cena.

Ele acenou e então caminhou de volta para o local que ele queria manter distância. Não demorou muito para que o levassem de volta para dentro da casa.

—Venha, nos avisaram que você estava entregando a vítima do Colecionador no hospital.

—Colecionador?

—Já te explicamos. – a detetive o pegou pelo braço, fazendo-o acompanhá-la até o pátio, local que ainda estava com diversas pessoas. Mas agora trajando uniformes diferentes.

Entre roupas totalmente brancas, as jaquetas com a sigla FBI se destacavam.

—Meu nome é Allison Argente e este é meu colega, Derek Hale. Nós...

Ele não ouvira mais nada, somente até o nome do homem.

—Foda. – grunhiu Derek ao se virar para cumprimentar Stiles e se deparar com o paramédico, que no momento estava coberto de sangue.

—Só pode estar brincando comigo.

—Eu perdi alguma coisa? – Allison, percebendo que nenhum deles a ouvia, parou o seu discurso.

—Não, nada. – ambos disseram ao mesmo tempo.

—Então que tal voltarmos para o assunto aqui? – ela parecia aborrecida.

—Certo. – Derek afirmou, balançando a cabeça.

Stiles respirou fundo.

Seria uma longa noite.

Notas finais
O final da história foi totalmente fora da realidade, já que acho que não o largariam por aí, mas o acompanhariam até o hospital e então ou seria levado para o departamento ou usado o próprio hospital para contar o que viu. Mas como eu queria a cena como imaginei, ficou assim. rs O que acharam? :3 Estou montando o Teaser da fic. Nos próximos dias eu a trarei para vocês. Outra coisa. Eu não tenho dia certo pra postar. Posso fazer isso amanhã ou então daqui há quinze dias. Eu sou de lua, depende do ânimo e criatividade. Mas tenham a certeza, eu não vou desistir dela. Também aviso que não será muito longa. Mas os capítulos serão grandinhos. Beijos ;*