Pulsação

2 Capítulo DOIS


Notas iniciais
Aqui, mais um capítulo. Desculpem a demora, mas será mais ou menos esse tempo, já que meu off anda turbulento e o on também. rs Lemon pra vocês, meus caros. rs Espero que gostem. E que vibrem com o final desse capítulo. Aviso que ela não será longa, será mais direta e menos complexa. Mas os capítulos serao grandinhos :x Boa leitura ♥

—Você não conseguiu ver nada do rosto? – perguntou Allison – Qualquer coisa que você tenha percebido pode nos ajudar...

—Já disse, não deu para ver o rosto do cara. – Stiles esfregou a ponta dos dedos nas têmporas, repetindo aquilo pela terceira vez – Embora fosse lua-cheia, ele escondeu-se atrás da vítima. Só pude ver as pernas, nada mais.

—Calças escuras e botinas. E parte de um casaco. – Allison listou.

—Isso.

—A voz dele...

—Olha, ele não estava drogado. Pelo tom de voz, a forma de agir, os reflexos dele, o maluco não estava sobre o efeito de nada. O homem mantinha-se muito lúcido para o meu agrado. – Stiles começava a perder a paciência. Estava com o uniforme lavado no sangue do homem que ele socorrera e sua pele se retraía cada vez que o tecido úmido o tocava.

Fazia mais de duas horas que ele se encontrava em uma sala de interrogatório, com Allison o espremendo até às entranhas. Sua sorte que Derek havia saído após alguns minutos e um outro homem estava junto da Agente.

—Nós sabemos que está exausto, senhor Stilinski, mas precisamos saber cada detalhe do que aconteceu, para podermos pegar esse maníaco antes que ele faça uma nova vítima...

—Eu sei disso. – ele cortou Nicholas – Só que eu já disse tudo que lembro. E que ele me falou. Eu não sei mais o que posso dizer para ajudar. E eu estou com esse uniforme grudando no meu corpo e se caso vocês não perceberam, é sangue da criatura que eu salvei desse monstro e eu gostaria de ir pra casa, tomar um banho e me afogar em uma jarra de café até o amanhecer, já que não vou conseguir dormir pensando no que aconteceu hoje!

—Que tal respirar, Stiles? – o paramédico deu um pulo na cadeira quando sentiu o hálito de Derek em seu ouvido.

—Santo Deus, não faça mais isso!

Derek entregou um copo com café a ele, enquanto encarava os colegas.

—Deu por hoje. – falou, erguendo a mão para Allison, antes que ela pudesse reclamar – Ele está cansado e precisa de um banho, Allison. Vou levá-lo para casa e quando estiver descansado voltará para responder as eventuais dúvidas que surgirem na investigação.

—Se encarregue de trazê-lo quando precisarmos de informações, Derek. – murmurou Allison, erguendo-se – Desculpe pela pressão, senhor Stilinski, mas precisamos pegar esse cara. – ela falou, antes de sair, seguida de perto por Nicholas.

Ele acenou. Quando ela saiu, Stiles escondeu o rosto nos braços, sobre a mesa. Ele ouviu a cadeira ao seu lado ranger, lhe avisando que Derek sentou-se perto dele. O paramédico ergueu o rosto, encarando o outro, que o observava.

—Posso ir pra casa? – ele perguntou, tomando metade do café em um único gole.

—Eu vou levá-lo. Basta esperar chegar o documento impresso com o seu testemunho, para ser assinado e pode sair.

—Não precisa se incomodar comigo...

Derek inclinou-se sobre a mesa, aproximando-se de Stiles o suficiente para que ele esquecesse que estava falando.

—Eu vou levá-lo, Stiles. – concluiu, sem deixar espaço para retruca – Enquanto você toma seu banho, farei uma jarra de café.

—Certo então. – respondeu Stiles, por fim.

—Stiles!

Tanto o paramédico quanto Derek viraram-se para encarar Lydia, que estava parada na porta, com alguns documentos em mãos.

—Lydia. – ele ergueu-se quando a ruiva pulou em seu pescoço.

—Deus, não acredito que era você o paramédico que se deparou com esse maníaco... Você está bem? Céus, papai vai pirar quando souber...

Derek limpou a garganta, fazendo ambos o encararem.

—Perdi alguma coisa? – ele ergueu a sobrancelha, os encarando.

—Ele é meu irmão. – ela respondeu.

—Como é?

—Sim. Somos irmãos. – respondeu Stiles, arqueando a sobrancelha.

—Papai trocou minha mãe pela Cláudia. – Lydia resmungou.

Stiles revirou os olhos.

—Em que lugar eu assino, pra poder ir embora de uma vez.

—Você precisa ler antes, Stiles. – cortou Lydia – Não seja afobado.

—Não é você que está sentindo algo frio, vermelho e úmido tocar na sua pele enquanto passa horas com o traseiro sentado em uma cadeira falando de algo que prefere esquecer!

—Deixe de ladainha e leia!

Stiles pegou os documentos, passando os olhos por cima do que estava escrito. Puxou a caneta das mãos da Lydia, assinando nos locais que deveria assinar.

—Posso ir agora?

—Sim. – Lydia tascou um beijo na bochecha do irmão – Te ligo amanhã.

—Boa noite, Lydia. – ele murmurou, indo para a porta.

—Temos que conversar, Hale! – rosnou a ruiva para Derek, antes dele fechar a porta.

—Certo. – resmungou o moreno, saindo.

—Hale... – resmungou Stiles, quando estavam no elevador – Você conhece Cora? Cora Hale?

—Minha irmã. – respondeu Derek – Eu sei que ela é sua parceira. Eu falei com ela enquanto te interrogavam.

—Oh, esse mundo é pequeno.

—Ah, ainda bem que é.

Stiles encarou Derek, que apenas lhe lançou um sorriso de desmanchar corações.

—Ah, acho que preciso de algo mais forte do que café. – ele grunhiu.

—Rémy Martin?

—Cairia muito bem. Pois não creio que conseguirei dormir essa noite.

—Estou contando com isso. – Derek murmurou no ouvido do rapaz, fazendo-o se virar e o encará-lo nos olhos.

—Que tal Rémy Martin com café? – perguntou Stiles, enquanto um leve rubor erguia-se em seu rosto.

—Tudo para se manter acordado?

—Não, pra me deixar elétrico mesmo. Hiperatividade e café não combinam.

—Com Rémy Martin muito menos.

—Chegou ao ponto que eu queria...

—Acho que estamos em sintonia. – comentou Derek, sorrindo, enquanto saía do elevador, seguido de perto por Stiles.

—Por que ambos querem sexo selvagem novamente? Por que não queremos apenas uma rodada, mas diversas? Por que curtimos uma sacanagem quando há tensão demais em nossos trabalhos? Por que você não me ligou depois daquela noite?

Eles já estavam no estacionamento. Derek virou-se, encarando aquele par de olhos dourados, que agora estavam completamente escuros pelo breu da noite.

—Me desculpe. – falou Derek – Eu me mantive dia e noite no escritório, em cenas de crimes desse cara. Eu realmente estive com a cabeça inteiramente nesse caso.

—Acho que posso compreender. – Stiles comentou, parando ao lado da porta do passageiro.

—Eu não esqueci o que tivemos, Stiles. Só... só eu dei prioridade ao meu trabalho. E você? Por que não me ligou? – ele perguntou, enquanto entravam na SUV negra de Derek.

—Me conhecendo como me conheço, o que eu diria a você? “Olá, Derek. Sou eu, o cara do barzinho. Aquele que você pagou um drinque, agarrou em seu carro e fodeu até a insanidade na casa dele. Gostaria de saber se você quer repetir a dose. Acredito que sim, pois não teria salvo o seu número no meu celular se não tivesse interesse em uma outra rodada. Estava pensando se poderíamos nos encontrar para mais uma noitada e...”

Derek começou a rir, fazendo Stiles o encará-lo.

—Bom, eu teria aceitado.

—Sério?

—Sim. – Derek já havia ligado o carro e seguido pela avenida – Por que realmente, se não quisesse uma segunda, terceira, quarta rodada, não teria deixado meu número pessoal contigo, Stiles.

—God. – ele resmungou, suspirando.

—Você não quer?

Stiles o encarou.

—Derek, cale a boca e dirija. Quero um banho quente, bebida e ir pra cama, para que você me foda até eu pedir clemência.

—Boa ideia!

O resto do trajeto fora mais silencioso.

—Alguém em casa? – Derek perguntou quando viu a luz da casa acesa. Sua primeira reação fora tocar em uma de suas armas, que estava no coldre, presos no peito.

—Miguel não gosta de escuro. Então eu mantenho a luz da cozinha ligada para ele. – respondeu Stiles, que brigava com o cinto de segurança.

—Miguel? – Derek arqueou a sobrancelha, enquanto saía do carro, abaixando a mão, mas ainda olhando pela janela em que a luz estava acesa.

—Sim, meu filho. – ele falou, com naturalidade, quando finalmente se soltou do sinto e saltou do carro.

Eles seguiram em direção à porta da sala.

—Stiles, você tem filho? Por que diabos nunca me deu essa informação? – Derek rosnou enquanto esperava Stiles pegar suas chaves e abrir a porta.

—Hummm, deixe-me ver. Por que eu estava muito bêbado na hora que entramos em casa, ocupado demais arrancando a sua roupa, enquanto você fazia o mesmo comigo. – devolveu o paramédico.

Eles entraram e Stiles foi direto para a cozinha. Derek fechou a porta e o seguiu.

—Este é meu filho. – Stiles acariciou um grande gato persa siamês que estava no balcão, dormindo de forma preguiçosa.

—Ele é o Miguel? – Derek sorriu, enquanto via o felino espreguiçar-se e miar de forma dengosa para o rapaz.

—Sim. – Stiles pegou o pratinho do gato, colocando ração – Agora, neném, coma e siga dormindo. Papai vai está ocupado essa noite.

O paramédico virou-se para Derek, que mantinha-se encostado na porta, rindo enquanto observava Stiles falar com o animal de estimação.

—Que foi?

—Nada. Vá tomar seu banho. Vou preparar seu café.

—Nosso café. Me nego a beber sozinho. – resmungou ele passando por Derek, que o pegou pela cintura, o fazendo parar. Antes que ele pudesse reagir, Derek segurou seu rosto com a mão vaga, tomando seus lábios em um beijo urgente. Stiles segurou as laterais de seu corpo, quando conseguiu reagir, invadindo a boca do maior com a língua.

—Não demore. – murmurou Derek, mordendo de leve os lábios do outro.

—Certo... – o menor saiu pelo corredor, tropeçando nos próprios pés, enquanto se dirigia para o banheiro do seu quarto.

Derek voltou-se para a cozinha. Miguel o encarava com olhos aguçados.

—Cuidarei bem do seu dono, Miguel. – Derek riu, enquanto abria os armários em busca das coisas para o café.

Enquanto ele era passado, voltou em seu carro e pegou a garrava de conhaque que ele havia comprado no caminho até a casa do paramédico. Quando acabara de preparar, Stiles apareceu na cozinha, usando apenas um abrigo, com a toalha sobre os ombros nus, secando os cabelos com a ponta dela. Derek o observou, com um sorriso nos lábios, enquanto ele atravessava a cozinha e jogava o uniforme sujo na máquina de lavar.

—O que foi? – perguntou o menor, ao ver a expressão no rosto do Detetive.

—Você não percebe o efeito que causa, não é mesmo? – pergunto, aproximando e pegando a toalha, jogando-a em cima da máquina.

O rubor nas bochechas do rapaz respondeu suas perguntas.

—Café está pronto. – Derek pegou a jarra e duas canecas – vamos para o seu quarto. Prometo não pular em você antes de acabarmos com ele todo.

Stiles riu, caminhando para o corredor de seu quarto.

—Sorte será se eu não fizer isso antes. – comentou o rapaz ao entrar no quarto.

—Hum, pode ser que eu esteja esperando por isso, não concorda?

—O pouco que conheço de você, creio que seria um plano a se seguir.

Derek não pode dar a resposta que queria, pois o celular de Stiles começou a gritar. O paramédico o pegou, vendo o número e suspirou.

—Chefe. – ele resmungou, quando atendeu – Ok. Sim, eu vou estar aí cedinho.

Ele desligou e atirou o telefone no tapete e pulou para a cama.

—Problemas? – perguntou o outro, deitando ao lado dele, enquanto entregava uma das canecas.

—O de sempre. Quer ver como eu estou e pediu para que eu não falasse com a imprensa, já que a assessoria da prefeitura irá cuidar disso.

—Saquei. Eles vão querer te dissecar, ao saberem que você é a testemunha que não fora a vítima do Colecionador.

—Eu sei, mas não quero pensar nisso agora. – ele bufou, enquanto bebia um gole da bebida – Divino!

—Obrigado. – Derek riu.

Stiles o encarou e sorriu, largando a caneca no criado-mudo e pulando para cima de Derek, sentando na cintura dele.

—Você tinha razão. – ele comentou, enquanto pegava a caneca do Detetive e largava no criado ao lado da cama – Eu que iria atacar.

Derek sorriu, colocando os braços atrás da cabeça.

—Eu contava com isso. – murmurou, quando Stiles aproximou o rosto do dele.

Stiles sorriu, grudando os lábios na boca do maior, o beijando como desejava fazer desde a última vez que eles se viram.

—Que tal você arrancar essa roupa para eu poder tocar e lamber toda a sua pele, lobão?

—Lobão? – perguntou Derek, enquanto sentava, mantendo Stiles em seu colo e começava a arrancar a roupa.

—Sim, lobão. Você me lembra um lobo... – Stiles estava ocupado demais desfivelando o cinto de Derek e enfiando a mão para dentro da braguilha.

—Céus, Stiles! – grunhiu o maior, enquanto jogava os coldres no chão com tanto cuidado como podia naquela situação – Que fome é essa...?

—Fome que sinto desde a última vez que te vi. Agora quero que cale a boca e me beije.

Derek sorriu, tomando os lábios de Stiles, enquanto o jogava contra o colchão da cama. Aproveitando que estava por cima, retirou rapidamente o restante da roupa, fazendo o mesmo com o abrigo que Stiles usava.

—Só o abrigo, hum? – ele comentou, enquanto descia os lábios contra o pescoço do outro, lambendo-o.

—Eu sou a-a-afobado... – Stiles gemeu, sem conseguir terminar o que dizia. A barba de Derek estava causando efeitos que ele conhecia bem – Céus...

—Esse seu jeito afobado me excita... – Derek abocanhou um mamilo, lambendo-o, mordiscando-o. O maior amou a forma como Stiles se rendia ao seus toques, as suas carícias.

E ele queria mais.

Repetindo o ato no outro mamilo, Derek usou as mãos para agarrar as laterais do corpo de Stiles, enquanto se colocava entre as pernas do menor. Seus lábios desceram lentamente pelo corpo do outro. Ele sabia que deixava Stiles louco quando utilizava a barba para arranhá-lo. E a usava essa vantagem com maestria.

—Me fode... – Derek observou Stiles jogar a cabeça contra o travesseiro, enquanto inclinava o corpo contra ele.

—Ainda não, Stiles. – murmurou o outro – Eu quero aproveitar tudo que tenho direito antes de me colocar dentro de você...

—Você quer me torturar, seu maldito! – exclamou Stiles, entre gemidos.

—Prometo que vai valer a pena.

Derek não esperou pelos protestos de Stiles, apenas desceu um pouco mais o rosto, sentindo o cheiro almiscarado do menor. Aquilo o levou a outro patamar. Não querendo mais esperar para provar daquele manjar, Derek pousou os lábios na pele sensível do pênis de Stiles, que se contorceu ao sentir o contato do outro.

—Por Deus, Derek! – exclamou Stiles, agarrando os cabelos do outro e os puxando – Quer me fazer gozar antes de me foder? Injustiça!

—Stiles, eu só estou usando a língua pra te lamber. Eu nem comecei a te chupar ainda. – Derek sorriu, levando o membro do outro à boca, o chupando com vontade. Quase se engasgou com uma risada, ao ouvir o outro praguejar para as paredes, enquanto provava das sensações que ele proporcionava.

Derek o chupou. Lambeu o caminho inteiro, desde a ponta até o fim, passando a língua pelas suas bolas, chupando-as e voltando para o pênis. Stiles estava em uma nuvem de prazer, choramingando, puxando o seu cabelo com força.

—Derek... – sussurrou o outro, entre gemidos.

—Lubrificante, Stiles. – ele estava com a voz grossa pelo prazer.

Stiles se inclinou para o criado-mudo, abrindo a gaveta, pegando o preservativo e de cima o lubrificante. Acabou que por bater na caneca e derrubando o café no chão. Ele e Derek se olharam e então riram.

—Cheiro de café e conhaque até amanhã, quando eu puder remover o carpete...

Derek não esperou mais, pegando Stiles e o virando.

—De quatro, gostosão. – ele sussurrou no ouvido do outro.

Stiles não esperou mais, se virando e se colocando de quatro na cama. Derek colocou o preservativo e então pegou o tubo de lubrificante. Enquanto ele lambuzava seus dedos, aproximou o rosto da entrada do outro, assoprando. Sorriu ao ver Stiles estremecer, arrepiado.

—Sensível... – murmurou ele enquanto tocava a entrada rosada com a ponta do dedo.

—Derek! – exclamou Stiles, olhando por cima do ombro.

—Deixe eu brincar com você antes, Stiles. – ele murmurou, enquanto o penetrava com o dedo – Eu quero ouvir você gritando por mim enquanto te levo para o céu... – Não demorou muito para que Stiles grunhisse, no momento em que Derek tocou em seu ponto doce.

—Derek, por favor! – o rapa urrou, enquanto empurrada o quadril contra as mãos do outro.

Derek introduziu o segundo dedo e lentamente os moveu no interior do menor, que gemia sem parar, soltando palavrões e amaldiçoando o Detetive, que mantinha um grande sorriso nos lábios. Ele tesourou o interior do outro até perceber que Stiles estava pra gozar.

—Filho da puta, volte aqui! – exclamou Stiles ao sentir que o outro havia removido os dedos.

—Não posso entrar em você se meus dedos estiverem no caminho, senhor Apressado. – respondeu Derek, que lambuzou seu pênis com lubrificante e então penetrou o menor de uma vez.

Ambos gemeram juntos. Derek abraçou Stiles, pousando os lábios nas costas do menor, enquanto esperava o outro adaptar-se. Seus lábios percorreram sua espinha, até chegar à nuca, na qual ele passou a língua. Stiles virou o rosto, por cima de seu ombro, para encontrar a boca do Detetive, que não esperou um segundo convite, o beijando com desejo.

—Se mova... – A voz de Stiles saiu em um sussurro.

Derek, lentamente começou a se mover. Stiles agarrou-se na guarda da cama, enquanto empurrava o quadril contra Derek, entrando em sintonia com os movimentos do outro. Derek, com uma mão ergueu, colocando-a junto da de Stiles, enquanto que a outra ele usou para masturbar o membro do rapaz.

Seus lábios se perdiam entre a boca de Stiles e o pescoço do rapaz. O que ele recebia em troca eram os gemidos, cada vez mais audíveis do paramédico. Ele não ficara atrás, não conseguia mais segurar os próprios.

Aumentando a velocidade das estocadas, ele percebera que não iria aguentar muito mais tempo, decidido que queria gozar ao mesmo tempo em que o menor, aumentou também o ritmo de sua mão. Não demorou muito para que Stiles gritasse sua libertação, lambuzando a mão do Detetive com o seu gozo. Segundos depois Derek chegava ao clímax, bombeando sem parar o canal do menor.

Ambos caíram na cama, completamente entorpecidos com as sensações daquele orgasmo que dividiram. Após alguns instantes, Derek retirou-se do outro, arrancando o preservativo e dando um n´na ponta. Ergueu-se e foi ao banheiro. Minutos mais tarde, retornou com uma toalha úmida, na qual ele se limpou e limpou seu parceiro.

Derek deixou a mesma no chão e então deitou-se na cama. Stiles não esperou, para se jogar nos braços do Detetive.

—Você é uma delícia, Derek.

—Obrigado. – Derek riu. Como da outra vez e confirmando o que ele suspeitava, Stiles curtia falar. Até mesmo no sexo, gostava de conversa suja e após, se deixasse sua boca livre, ele seguia falando.

Geralmente isso o incomodava, por ele ser mais silencioso. Mas esse rapaz era diferente, o fazia gostar de falar merda, não importando o momento.

—Você deveria dizer que eu também sou. – comentou Stiles, fingindo-se de ofendido.

—Você sabe que é. – retrucou o outro.

—Eu gosto de ouvir.

Derek ergueu o rosto de Stiles, pousando seus lábios nos dele.

—Eu quero foder você novamente. E agora durante o banho. E dizer no seu ouvido o quão delicioso cada pedacinho desse corpo branquelo é...

Stiles corou. Derek riu.

—Vem, já estou pronto pra outro round. – Stiles ergueu-se, quase caindo em sua pressa, enquanto agarrava a mão de Derek, que o segurou antes que fosse para o chão.

Ambos rindo, foram entre beijos e tropeços para o banheiro.

—Então era o meu irmão, Senhor Stilinski?! – Stiles temia isso.

—Cora...

—Cara, por que você não me disse o nome do corpo que você estava pegando?! – Cora aproximou-se.

—Por que você não me perguntou? – Stiles trancou seu carro, enquanto se voltava para a amiga.

Encontravam-se no estacionamento da Estação. Cora o encarou, completamente série. Então aproximou-se, abraçando o rapaz.

—Bem-Vindo à família, cunhadinho. – ela sussurrou, sorrindo debochadamente.

Ele a encarou, completamente vermelho.

—Olha, conheço meu irmão. Ele falou muito em você ontem. Estava preocupado com o seu psicológico e também com os riscos que esse monstro pode trazer. Ele está interessado em você, muito mais do que somente para foder, Stiles.

—Cora...

—Stiles! – Scott correu em direção ao amigo – Cara, você está bem?

Ambos viraram-se para encarar o rapaz.

—Sim. Meio chocado, mas estou legal. – respondeu Stiles. Ele estava mais chocado com o que Cora lhe dissera do que com o fato de ser testemunha de um quase crime.

—Conversamos na hora do almoço. O Chefe está te esperando na sala dele.

Suspirando, Stiles se encaminhou para a sala dele.

—Chefe?

—Entre, Stiles. – Alan ergueu os olhos dos documentos que tinha em mãos, junto a sua mesa – Como você está?

—Estou bem.

—Certo. Se precisar conversar com um dos nossos...

—Chefe – Stiles ergueu a mão – Eu fui treinado para passar por essas coisas. Estou legal, é sério.

—Ok, ok. Bom, já que você não vai querer alguns dias de licença, peço para que você evite falar qualquer coisa sobre o caso para outras pessoas, isso que falo dos seus colegas e amigos. E também para a imprensa. É para a sua segurança e a segurança da investigação desse caso...

—Não se preocupe, não falarei nada. – respondeu Stiles.

—Bom, era isso. Como você está, aparentemente bem, não vou te afastar das suas atividades. Mas quero que me repasse qualquer coisa que esteja estranha, Stiles. Isso foi Jennifer Blake, a encarregada do caso no FBI que me pediu. Se algo estranho acontecer, me conte ou repasse para um dos detetives.

Stiles acenou.

—Bom, te darei o dia de folga. Aproveite para dormir, descansar. Esse precisar de alguma coisa, me informe. Está dispensado.

—Obrigado, Chefe.

Stiles saiu, indo em direção ao seu carro. Não tinha vontade alguma de falar com alguém. Muito menos com seus amigos. E certamente eles tentariam obrigar ele a falar. Algo que ele não estava disposto a fazer.

Voltou rapidamente pra casa, encontrando seu gato no sofá.

—Miguel eu já disse que não quero você no meu sofá. – ele resmungou, pegando o gato e o colocando no chão.

Stiles dirigiu-se para a cozinha. Percebeu que uma caixa estava sobre seu balcão. Estranhando aquilo, caminhou em direção a ela, no momento em que seu telefone tocou.

—Stilinski. – resmungou, sem olhar para a tela.

—Bom dia, bonito.

—Derek. – ele sorriu ao reconhecer a voz do outro.

—Eu acordei e você não estava mais na cama. Apenas um bilhete avisando que tinha ido para a Estação...

—Sim, meu chefe queria falar comigo. – Stiles ligou a TV e voltou-se para a caixa.

—O que ele queria?

—Saber como eu estou psicologicamente, pedir para que eu não abra o bico, e que se algo estranho acontecer eu chame ou vocês ou a ele. Pelo visto ele conhece o teu chefe. – respondeu o paramédico, enquanto sentava-se na banqueta, diante da caixa e olhava para a TV.

—Sim, eles se conhecem desde a faculdade. Ela me falou que conversou com ele... – Stiles percebeu a diferença na voz do outro – Estamos preocupados, Stiles.

—Eu imagino. Esse cara matando gente a torto e a direito por aí...

—Estamos preocupados com você.

Stiles parou de batucar na mesa ao ouvir aquilo. Lembrou-se do que Cora lhe dissera. Mordeu o lábio, sem saber o que pensar.

—Por que comigo?

—Só por precaução, quero que tenha mais cuidado a partir de agora. Não fale com estranhos, se achar que tem algo errado me ligue, se...

—“A polícia ainda não sabe o que dizer. Segundo a Assessoria de Imprensa do Hospital, a vítima encontrava-se fortemente protegida. Ninguém viu a presença de estranhos na área que o homem se encontrava. As câmeras de vigilância foram desligadas. O que esperar quando nem mesmo o FBI consegue proteger uma vitima-testemunha do Colecionador?” – a repórter comentava, tentando ser mais dramática possível, diante do hospital no qual fazia parte da Estação que Stiles trabalhava – “Espero que o Paramédico que viu o Colecionador em ação esteja segura neste momento...”

—Aconteceu alguma coisa? – perguntou Stiles, sentindo o corpo estremecer. Uma péssima sensação estava se apossando de si.

—Stiles...

—O que aconteceu, Derek?! – ele ergueu-se da banqueta, sem desgrudar os olhos da TV – Eu estou vendo o noticiário, não tente me enganar!

—A vítima que você salvou ontem...

—Foi pega pelo cara? É isso?

—Stiles, se acalme... – ele percebeu o pânico na voz do paramédico – Olha, estou indo para sua casa. Tenta se acalmar.

Stiles olhou para a caixa diante dele, sentindo o corpo todo gelar. Após saber que o homem que salvara na noite passada estava morto, ele tinha certeza de que aquilo ali em cima de sua mesa não era nada de Derek.

—Você deixou alguma coisa pra mim hoje de manhã?

—Como?

—Uma caixa no balcão, Derek!

—Não... Stiles, não mexa em nada. Se não foi você, não mexa nisso...

Mas ele não estava inclinado a obedecer. Pegando uma faca e soltando o celular no balcão, o paramédico abriu a caixa, tomando o cuidado para não tocá-la diretamente.

—Stiles! – o rapaz ouvia Derek gritar enquanto ele abria a caixa.

“Segundo nossas fontes, algo faltava na vítima.”

—Stiles!

Stiles sabia o que faltava agora.

“O homem fora encontrado faltando uma das mãos.”

—Stiles! – Derek berrou no celular, ao ouvir os gritos de pânico do paramédico.

Dentro da caixa encontrava-se a mão direita do homem.

“Um presente ao excelente profissional que você é.”

Stiles não terminou de ler o pequeno bilhete que estava junto da mão. Sua crise de pânico o levou ao chão e em seguida à escuridão.

Notas finais
E então? Curtiram? O que acharam do Miguel? rs Sei que fui sacana com esse final :x Mereço comentários? Beijos e até mais ♥