Pulsação

3 Capítulo TRÊS


Notas iniciais
Primeiramente, quero pedir desculpas pela imensa demora. e-e Eu não estava conseguindo bolar o capítulo direito. Escrevi, apaguei, tornei a escrever e acabou que ficou esse capítulo mesmo. Ele está pequeno, pois decidi colocá-lo mais como um apoio ao próximo do que um capítulo da trama. O vejam como uma "liga" no que irá acontecer daqui por diante. Agradeço aos leitores, TODOS, que leram, comentaram ou favoritaram. E ainda mais aqueles que não desfavoritaram a história. Eu vou demorar a atualizá-la, mas eu não desisti dela. Só peço paciência, pois escolhi coisas pra história complicadinhas e isso requer paciência e pesquisa. Ah, capinha nova. O que acharam? -v- Bom, espero que gostem e comentem o que acharam. :3 Desculpe o capítulo curtinho. Prometo maiores s2

Os alarmes tocaram.

—Atenção, Estação 22, segundo Batalhão, incêndio em um domicílio na 24 avenida com a Murray. Incêndio Classe I, Equipes FDNY e EMT dirijam-se ao local imediatamente.

Stiles pulou do local em que estava, juntamente com Cora Jackson e Danny, correndo para suas ambulâncias. Ethan, Boyd, Scott, Isaac, Petter, Bobby e Parrish saltaram para o seu caminhão, assim como a equipe de Chris, Enis, Kali, Laura, Decaulion, Lore e Stanley fizeram no outro.

Com as sirenes aos berros, partiram em direção à emergência.

—Que não haja churrasco humano, por favor. – resmungou Jackson pelo rádio – O último chamado havia quatro corpos. E tudo por que o maluco acendeu uma vela pra uma santa e a deixou dentro do guarda-roupa...

—Bela forma de a Santa responder às preces do coitado. – Cora não conseguiu segurar o riso.

Eles ouviram as risadas de Danny e Jackson pelo rádio.

—Credo, Cora. E vocês não riam da desgraça alheia. – rosnou Stiles, que olhava o mapa, já que eles lideravam o caminho até o lugar – Dobre à direita, na próxima rua.

Em poucos minutos eles encontravam-se diante da casa em chamas. As Equipes se organizaram. Enquanto a Equipe FDNY começava a trabalhar para combater o incêndio da casa, Stiles e Cora, junto de Jackson e Danny atendiam os moradores, que estavam mais em estado de choque do que feridos.

—Me chamo Stiles Stilinski e sou o Paramédico encarregado. – o rapaz apresentou-se – Sente alguma dor? – perguntou Stiles, enquanto pegava a lanterna clínica e focava nos olhos da mulher.

—Não... – ela murmurou, desnorteada.

—Siga o foco de luz, por favor.

—Meu filho, ele está preso lá dentro. – avisou a senhora.

—Os Bombeiros o tirarão de lá, senhora. – falou Stiles, tentando transmitir calma a mulher – O fogo já foi controlado, daqui um pouco eles estarão aqui...

—Stiles, precisamos de você aqui! – berrou Scott, na porta da casa.

—Cuide dela, Cora. – pediu o rapaz, ao erguer-se. Ele pegou a bolsa de equipamentos e encarou a entrada, que nada parecia, somente fumaça.

O rapaz caminhou até o local, entrando.

—Scott? – ele chamou. Mas todos haviam desaparecido.

Stiles seguiu, sentindo os olhos arderem com a fumaça e tossindo por conta dela. O lugar parecia vazio, sem ninguém por perto. Então ele seguiu, até chegar à porta dos fundos.

Travou no ato, ao ver todos os seus companheiros, tanto bombeiros quanto paramédicos, pendurados, de cabeça para baixo.

—Você chegou. – a voz conhecida, daquela fatídica noite, se fez ouvir.

Stiles começou a tremer. Sentiu o pânico tomar conta de seu corpo, fazendo-o desabar no chão, sem deixar de encarar o homem que mantinha-se atrás de seus amigos.

—Você é o convidado de honra dessa festa, Stiles... – o homem usou a mesma lâmina que cortara o pescoço da vítima, naquela noite, para abrir um talho na garganta de Scott.

Stiles, ergueu as mãos, berrando desesperando.

—Stiles! Stiles! – ele pode ouvir que alguém o gritava. Pouco a pouco a imagem do homem que seguiu para Parrish a fim de fazer o mesmo que fizera com Scott desaparecia – Stiles! Acorde!

Ele abriu os olhos, dando de cara com um par de olhos verdes pairando sobre ele. O Paramédico piscou algumas vezes, até perceber que tudo não passara de um sonho.

Um pesadelo.

Stiles olhou a volta, tentando se situar.

—Derek... – ele sussurrou, com a voz ainda embargada pelas emoções que vivera em sonho.

—Você está seguro, Stiles. – murmuro Derek, tocando os lábios na testa suada do rapaz – Está no hospital, ninguém te fará mal...

Ele olhou a volta, percebendo que estava na cama, em um quarto completamente branco. Scott estava bem vivo parado nos pés de sua cama, tendo ao seu lado Cora, que o encarava com os olhos arregalados e Lydia, que parecia ter chorado por horas.

Só então ele realmente percebera que estava em um hospital.

—O que eu estou fazendo aqui?! – ele perguntou, vendo o tubo de soro em seu braço direito.

—Quando eu cheguei à sua casa você estava no meio de um ataque de pânico, Stiles. – explicou Derek, que não soltara a mão do rapaz – Foi um ataque tão forte que você teve uma convulsão. Eu chamei a Cora, que pegou Scott e foi até sua casa.

—Fazia muito tempo que não tinha um ataque assim. – murmurou ele, mais para si próprio do que para alguém.

—Você já teve isso antes? – Derek o encarou, surpreso.

—Sim. Meu pai é xerife em uma cidade do interior da Califórnia, Derek. Uma vez fui sequestrado, junto com minha mãe, por um grupo que meu pai andava confrontando. Resumo de história, mamãe morreu na minha frente e eu fiquei ferido. Alguns anos de terapia pra me recuperar e eu achei que não teria mais isso...

—E não vai ter. – cortou Lydia – Foi uma coisa forte que aconteceu hoje, Stiles. É normal que pânico cause esse tipo de reação.

Stiles apertou a mão de Derek, enquanto mordia o lábio, olhando para longe.

—Era a mão do cara que eu salvei ontem?

Os quatro se encararam.

—Sim. – respondeu Derek, decidindo ser verdadeiro – Ele conseguiu invadir o hospital, passar pela segurança da polícia e das câmeras e atacar o homem em seu quarto. Isso foi ao amanhecer, pelo o que pudemos descobrir.

—Ele sabe o lugar que eu moro... – Stiles o encarou – Ele nos seguiu ontem...

—Possivelmente.

—Esse cara está atrás de mim agora?!

Foi a vez de Derek apertar a mão de Stiles.

—Eu não vou deixar ele se aproximar de você, Stiles. Antes que ele consiga tocar em um fio de cabelo seu, terá de me enfrentar.

Stiles afundou na cama, se virando de lado e encolhendo-se. Derek encarou Cora, Lydia e Scott. Com um olhar, pediu para que eles saíssem. Lydia se aproximou, beijando carinhosamente o irmão no rosto antes de sair.

—Se precisar de algo, nos chame. – pediu Scott, antes de sair.

Cora deu uma última olhada, tanto para o irmão quanto para o amigo e então saiu.

Derek sentou-se ao lado de Stiles, não soltando sua mão um único momento. Esperou que o outro se acalmasse até resolver que era hora de voltar ao assunto. Após quase uma hora, Stiles quebrou o silêncio.

—Tem algum plano? Digo, a polícia?

—Deaton te afastou das tuas funções por quinze dias. Ele quer te dar férias forçadas por agora. E eu estarei com você em tempo integral. Meus colegas vão seguir investigando e me repassarão os relatórios. Como ele parece determinado a focar-se em você nesse momento, temos quase certeza de que ele não matará mais ninguém. Não enquanto não conseguir o que ele quer…

—Que no caso, sou eu. – resmungou o rapaz – Meu pescoço, sangue. Cabeça, mãos...

—Stiles. ‒ Derek colocou a ponta do dedo nos lábios do rapaz, o fazendo se calar ‒ Você confia em mim?

O rapaz olhou nos olhos do outro.

—Confio.

—Então acredite em mim quando digo que ele não tocará em um fio de cabelo seu. Antes ele terá de me derrubar…

Stiles ergueu-se um pouco, puxando Derek para ele. O Detetive, mesmo que surpreso com a reação do outro, não esperou mais para envolver os braços no corpo do rapaz, o abraçando forte contra si.

—Você irá para minha casa hoje de noite. ‒ ele avisou, após alguns minutos ‒ Já levei Miguel para lá. Ele até fez amizade com o Lobo já…

—Lobo? ‒ Stiles, sem largar o outro, encarou Derek.

—Meu cachorro.

Stiles riu, fazendo com que Derek relaxasse um pouco.

—Você tem um cachorro?

—Sim. Você cai conhecê-lo hoje.

—Certo… ‒ Derek moveu-se para a cama, deitando e puxando Stiles para junto dele, deixando o menor acomodado em seu peito.

—Todo mundo está trabalhando para que isso acabe logo. ‒ comentou Derek ‒ E será interessante ter alguém além do Lobo lá por casa…

—Miguel também está.

—Isso. ‒ ele riu.

Passaram mais algum tempo conversando banalidades, até que Stiles tornou a adormecer. Derek sabia que haviam dado vários tranquilizantes a ele, pois estava calmo demais, comparando com a forma como o achara caído, se debatendo aos gritos, no chão sua casa.

Com cuidado, ergue-se e se retirou do quarto. Ao fechar a porta, deparou-se com Deaton e Jennifer, um de frente para o outro no corredor. Ele arqueou as sobrancelhas, encarando sua chefe, que devolveu o olhar.

—Como ele está?

—Calmo, mas isso é efeito dos remédios que deram a ele.

—Imaginei. ‒ comentou o chefe da Estação ‒ Comentou algo com ele?

—Não acho que seja hora, Alan. ‒ respondeu o Detetive ‒ Ele piraria se soubesse disso.

—Também acho. ‒ concordou ele.

—Mas não poderão esconder por muito tempo. Em algum momento ele verá pela televisão. ‒ Ponderou Jennifer ‒ Quanto mais cedo ele souber, melhor será.

—Eu sei disso. Contarei a ele quando levá-lo pra casa.

Eles conversaram por mais algum tempo, combinando como fariam pra manter o perímetro da casa de Derek protegido.

Em poucas horas, Derek levava Stiles para o local onde morava. Eles foram recebidos por um labrador muito festeiro, que não media esforços em demonstrar sua alegria ao ver o dono.

—Hey, Lobo! – Derek exclamou, agachando-se um pouco, mas não soltando Stiles, que ainda estava grogue com os remédios – Conheça o pai do seu novo amiguinho.

—Olá, Lobo. – murmurou Stiles, esfregando a cabeça do cão – Espero que não tenha comido meu gato.

—Mais fácil Miguel fazer isso, Stiles. – o mais velho riu, enquanto fechava a porta e conduzia Stiles para a cozinha – Vou preparar algo pra você comer.

—Não, obrigado, Derek. – ele murmurou – Estou enjoado...

—O médico me recomendou que fizesse você comer alguma coisa leve, Stiles.

—Eu sei, para eu não me atacar do estômago com toda essa leva de remédios... – o rapaz revirou os olhos – Certo, me faça dois pães na manteiga e achocolatado.

Derek olhou de esguelha para Stiles.

—O que? – ele resmungou, fazendo bico – Eu gosto de leite achocolatado, oras.

—Não estou dizendo nada. – o outro abriu o armário acima da pia e pegou uma lata de achocolatado – Eu também tomo.

—Sério?!

Derek não segurou o sorriso ao ver a cara de descrença de Stiles.

—Eu não posso gostar disso?

—Derek, você tem cara de lobo mau. Não de um homem que beba achocolatados.

—Eu posso ser uma caixinha de surpresas, Stiles. – respondeu ele, preparando o pequeno lanche do rapaz.

—Oh, que eu vou adorar abrir e desvendar cada coisinha.

Por mais algum tempo conversaram, mantendo-se na cozinha. Pouco depois foram para o quarto, no qual tiveram de dividir a cama com Lobo e Miguel. O gato parecia mais adaptado do que o próprio dono.

No meio da madrugada, Stiles despertou de mais um pesadelo. Mas desta vez acordou sozinho, sem estar aos gritos pelo o que viu neles. Olhou o relógio no criado-mudo e vira que estava batendo quatro da manhã. Percebendo que não dormiria mais, levantou-se, tomando um banho quente, na tentativa de relaxar a musculação.

Saiu do banheiro e desceu até à cozinha, pegando um copo de água e bebendo em um gole só. Repassou tudo que havia acontecido consigo no decorrer daquelas horas.

Parecia difícil de acreditar.

Ele caminhou, após alguns minutos, até à janela, observando o movimento da rua. Tudo parecia calmo.

Calmo demais para seu gosto.

Olhando mais atentamente, ele então percebera que haviam pessoas ali. Gente em carros, ou pessoas andando dentro das casas do outro lado da rua.

—São policiais.

Stiles pulou, ao ouvir a voz.

—Você me assustou. – murmurou o menor, vendo Derek se aproximar.

—Me assustei também ao perceber que não estava na cama.

—Tive outro pesadelo. Tomei um banho e não consegui mais pegar no sono...

—Por que não me chamou? – ele laçou Stiles pelas costas, pousando seu queixo no ombro do rapaz – Eu faria companhia pra você...

—Insone já basta eu. – o rapaz roçou a lateral do rosto contra a face do maior.

—Não é problema pra mim.

—Mas é pra mim.

Derek mordeu o ombro do rapaz, fazendo ele soltar um grunhido.

—Vem, preciso conversar com você sobre algo.

Ele puxou Stiles para a sala, fazendo-o sentar-se em uma poltrona. O Detetive sentou diante dele, pegando suas mãos.

—Certo, fale tudo de uma vez. Não quero enrolação. – o rapaz cortou, antes que Derek pudesse começar a falar.

Derek acenou, respirando fundo. Stiles definitivamente sabia que não iria gostar.

—Stiles, quando você recebeu a caixa, o Colecionador ligou para a imprensa... Bom, ele deu todo o seu nome, o local em que morava e trabalhava e o que estava acontecendo com você naquele momento...

Conforme Derek falava, Stiles ia perdendo a cor. Derek segurou o rosto do rapaz, temendo que ele entrasse em uma outra crise de pânico.

—Stiles, me escute, por favor. – o rapaz encarou o outro, e só então percebera que tremia da cabeça aos pés.

—O que vai ser de mim agora, Derek? – ele sussurrou, sentindo os olhos encherem-se de lágrimas – Esse maluco atrás de mim. Os urubus da imprensa sensacionalista me perseguindo. Em menos de dois dias eu perdi praticamente meu emprego, estou perdendo minha paz, tranquilidade, minha casa, e posso perder as pessoas que amo e até mesmo a minha vida...

Derek selou os lábios de Stiles com os dele, fazendo-o se calar.

—Estamos trabalhando nisso, Stiles. – ele falou – Tentaremos dar um jeito de que isso soe como uma notícia falsa, um trote de alguém de má fé atirou neles...

—Não vai funcionar, Derek. – Stiles ergueu-se, desvencilhando-se do Detetive.

Ele observou Stiles andar de um lado para o outro, na sala. Foram vários minutos assim, que pareciam eternos. Por fim, Stiles parou e o encarou.

—Esse cara gosta de estar nos holofotes, Derek...

—Nós sabemos.

—E se tentássemos algo...

—Não, Stiles. – Derek abanou a cabeça – Não vamos te usar. Isso está mais do que decidido. A Polícia de Nova Iorque inteira está cuidando do caso.

Stiles sentou-se no sofá, mais afastado de Derek, embrenhando as mãos na cabeça, enquanto batia os pés no chão. Derek ergueu-se, indo até ele e parando diante do rapaz. Ele nada disse, apenas tocou na cabeça do outro, laçando suas mãos.

—Ele será pego e você terá sua vida de volta, Stiles. – murmurou o maior – O caso cairá no esquecimento em pouco tempo e você poderá voltar a rotina que tinha antes da noite passada...

—Você não tem como saber se isso realmente vai acontecer.

—Não, eu não tenho. Mas conheço minha equipe e meus colegas, e sei que todos estão empenhados em fazer a sua segurança e das demais pessoas. Todos estão fazendo o possível pegar esse desgraçado. – ele ajoelhou-se, fazendo Stiles o encarar – Nunca tivemos tão perto de pegá-lo, Stiles. Você o ouviu. Viu um deslumbre. E ele está interessado em você. Eu não gosto de pensar que é praticamente uma isca, mas sabemos que ele não vai descansar enquanto não conseguir aquilo que todos querem proteger... Ele acionando a imprensa só mostra que você é o desafio dele. Tanto a polícia quanto os repórteres estarão de olho em você. Ele está em desvantagem e quer mudar isso, provar que consegue te alcançar mesmo com toda a proteção. Ele já mostrou que é esse o joguinho dele essa noite, quando matou o rapaz que você salvou dele. Stiles, ele nunca foi atrás dos sobreviventes. Isso só reforça as nossas suposições. Eu estou te contando isso tudo por que quero você ciente do que está acontecendo e não envolto de um véu ilusório.

Stiles o abraçou, sentindo suas lágrimas caírem pelo seu rosto. Derek o envolveu de volta, esperando algum tempo, até que o menor estivesse mais calmo.

—Venha, vamos deitar. Você ainda precisa descansar.

Ambos voltaram para o andar de cima, local que ainda encontrava-se habitado por um gato peludo e um grande cachorro preguiçoso.

Notas finais
Então? Eu não curti, mas foi o que consegui G_G Comentários? Beijinhos s2