Pulsação

6 Capítulo 6 - Capítulo SEIS: FINAL - Primeira Parte - A Origem do Mal


Notas iniciais
Primeiro. PEÇO DESCULPAS PELA DEMORA! Eu simplesmente TRAVEI nesse capítulo. Sei como será o final, mas não conseguia desenvolver o caminho para ele. Por isso eu demorei tanto. Em outra parte foi a falta de tempo e o desânimo que me abateu. Mas não desisti de nenhuma das minhas fanfics. Posso demorar a eternidade que for, mas postarei até o último. Bom, o capítulo seria o último, mas ele está ficando ENORME. Então resolvi dividi-lo. Primeiro por que iria ficar, como já disse, grande demais. E segundo, que quero desenvolver direito o final da história, então eu não farei nada correndo e colocarei tudo que eu quero na história. Um personagem novo aparece nesse capítulo e ele estará ganhando foco a partir de agora. Ainda mais quando eu iniciar a segunda temporada dela, já que amo shippar ele com o Scott. E como eu amo shippar o Isaac com o Scott também, aguardem por putaria a três na próxima temporada HEUEHUEUHEUHEUHEHUEUH Sinto por aqueles que não gostam. Boa leitura, nos vemos nos comentários!

— Doutor James Stwart, por favor comparecer na sala de cirurgia imediatamente...

— Souberam alguma notícia?

— Nada ainda. Ambos estão na cirurgia.

Derek ouvia os murmúrios a sua volta, mas não registrava nada do que diziam. Já havia se passado quase duas horas e nenhuma notícia fora repassada sobre o estado de Cora ou de Stiles.

— Derek... Derek!

Ele olhou para o alto, vendo Scott parado diante dele com um copo de café. Acenou, agradecendo, mas nada disse. Continuou ali, com os cotovelos apoiados nos joelhos, enquanto segurava o café em uma das mãos, observando o chão branco do hospital.

— Cheguei a pouco, pois estava na terceira chamada esta noite. – ele murmurou. Derek ergueu o rosto e encarou o melhor amigo de seu namorado, só então percebera que o rapaz parecia acabado, estava sujo de fumaça e ainda encontrava-se com partes de seu uniforme.

Derek ergueu o rosto e olhou a volta. A grande maioria dos colegas da estação que Stiles trabalhava estavam ali, e assim como o rapaz ao seu lado, mantinham-se em seus uniformes e seus rostos sujos de fumaça e entulho.

— Muito trabalho? – Derek percebeu que sua voz estava rouca pela falta de uso.

— Vamos ter de contatar vocês... Acho que temos um incendiário na cidade.

— Sério? – resmungou Derek. Ele coçou a nuca, suspirando fundo. Era tudo o que faltava. Além de um assassino à solta, ainda agora essa. Um incendiário colocando fogo e causando pânico na cidade.

— Sim, ele tem até uma assinatura.

Mais um psicopata.

— Quando sairmos daqui me repasse o que você sabe para que possamos começar com a investigação.

Scott acenou.

— Alguém é da família de Stiles Stilinski? – um enfermeiro surgiu na sala e no mesmo instante diversas cabeças ergueram-se.

— Eu! – tanto Derek quanto Lydia e Scott exclamaram ao mesmo tempo.

— Como meu irmão está? – perguntou a garota, que torcia as mãos de forma nervosa diante do enfermeiro.

— Ele quebrou algumas costelas com o impacto e uma delas perfurou o pulmão esquerdo dele. Por muita sorte não acertou o coração. – respondeu o homem – E tem uma contusão na cabeça, que após alguns exames mostrou-se nada grave. Ele vai precisar de repouso. Ainda respira com ajuda de aparelhos, mas isso pode mudar a qualquer momento. – o enfermeiro sorriu – Não se preocupem, ele ficará bem.

O suspiro de alívio ecoou pela sala.

— E minha irmã? Cora Hale. – murmurou Derek, ao voltar encarar o enfermeiro.

O homem encarou planilha que encontrava em suas mãos.

— Humm, eu só tenho a informação de que ela encontra-se na sala de cirurgia ainda. – ele respondeu – Assim que tiver alguma notícia eu trago a vocês.

— Podemos ver o Stiles? – perguntou Isaac, que agora estava ao lado de Scott.

— Um por vez. Ele está na Unidade de Terapia Intensiva. Não fiquem mais do que dez minutos lá, o rapaz precisa descansar.

Os quatro acenaram.

— Me acompanhem.

Seguiram atrás do enfermeiro, que subiu para o segundo andar. Minutos mais tarde, estavam parados diante do quarto de Stiles, que dormia.

— Está dopado, possivelmente acordará amanhã. – avisou o enfermeiro – Se precisarem de alguma coisa apertem um botão ao lado da cama dele.

— Alguém pode passar a noite com ele? – perguntou Scott.

— Sim. Mas uma pessoa apenas.

Eles acenara, agradecendo ao homem antes dele sair.

Lydia encarou Derek, que agora havia tocado no vidro do quarto, observando o rapaz na cama, ligado aos aparelhos.

— Preciso avisar papai sobre o ocorrido. – murmurou a ruiva – E terei de estar com ele, não farei isso pelo telefone, o velho não é mais tão forte como antigamente...

— Eu vou com você, Lydia. – avisou Scott – Não vou deixar você dirigir até lá estando nervosa desta forma.

— Um acidente já é suficiente. – resmungou Isaac – Vou com os dois.

Derek acenou.

— Vou ficar aqui e pedirei para colocarem os dois no mesmo quarto, assim posso ter um olho em ambos. – Derek respondeu, sem mover-se do caminho. Nem mesmo o hospital iria contra isso, pois todos sabiam o motivo pelo qual ambos estavam ali – Tomem cuidado.

Eles acenaram. Após o decidido, um a um entrou no quarto, permanecendo alguns minutos com o amigo e irmão e então se retiraram. Derek respirou fundo, adentrando ao quarto e caminhando devagar até à cama do rapaz. Ele pegou uma cadeira, sentando-se e então pegou a mão do rapaz – que mantinha apenas o oxímetro em seu dedo indicador – segurando entre as suas mãos.

— Me desculpe. – ele sussurrou – Eu prometi te proteger e agora você e Cora estão aqui... – era loucura, ele sabia disso. Não havia como adivinhar que algo como aquilo aconteceria. Mas Derek sentia-se culpado, pois a última conversa com o paramédico havia sido uma briga. E mesmo que ele tivesse acreditado no garoto, Derek não falou isso para Stiles. O rapaz se acidentou achando que ele não estava fazendo nada para achar o desgraçado que ainda estava solto – Eu acredito em você, Stiles. Eu vou encontrar o desgraçado que assombra teus sonhos, eu prometo isso a você...

— De-Derek...

O policial ergueu o rosto, encarando o rapaz, que havia balbuciado seu nome. Derek ergueu-se, aproximando-se de Stiles. Não sabia se ele o chamava em seu sono ou se havia recobrado a consciência.

— Estou aqui com você. – o Detetive murmurou – Descanse, não vou deixá-lo sozinho, Stiles.

— E-ele... – Derek tentava entender o que o menor dizia, mas estava difícil, pois sua voz encontrava-se enrolada pelos anestésicos.

— Durma, Stiles. – Derek acariciou, ou pelo menos tentou acariciar, já que o rosto do rapaz estava bem ferido.

— Ele... – Stiles sugou o ar, e os aparelhos apitaram, mostrando sua agitação – Ele estava lá...

Ele estava lá.

Ele estava lá.

Ele estava lá.

— O desgraçado estava no acidente? – perguntou Derek, em um murmúrio, perdendo completamente a cor do rosto – O maldito estava no local do acidente?

Stiles acenou.

— E-Eu vou mo-morrer. – seu peito fez um barulho estranho, o que deixou Derek alerto. Sem esperar, o Detetive apertou o botão que o enfermeiro havia indicado.

Minutos depois Stiles voltava a dormir, enquanto o médico o examinava.

— Ele teve um princípio de ataque de pânico. – explicou o homem a Derek – O sedei, agora irá dormir até amanhã. – o médico encarou Derek – Os paramédicos que atenderam a ocorrência me disseram que ele estava em meio a um forte ataque de pânico quando foi encontrado. Eu não sei se foi por conta da batida e ele estar consciente e sua parceira estar desmaiada ou o que...

— Eu sei o que causou o ataque. – respondeu Derek – Você sabe me dizer como está o estado do motorista?

— Ele morreu.

— Morreu? – Derek arqueou uma sobrancelha – Quando soube do acidente me disseram que nenhum dos envolvidos estava morto...

— Bom, ele tinha uma laceração no pescoço quando foi atendido. Chegou com vida no hospital, mas não resistiu...

— Laceração? Como corte?

— Sim, ele estava com um corte profundo no pescoço.

— Ele perdeu algum membro do corpo?

O médico arqueou a sobrancelha.

— Faltava uma orelha e dois dedos... Mas presumimos que isso aconteceu com o impacto. Pessoas perdem membros quando sofrem acidentes violentos...

— Não esse. O acidente virou caso polícia agora. Não mexam no corpo deste homem, quero a perícia e um legista para vê-lo.

Derek saiu do quarto sem esperar pela reação ou resposta do médico, já discando o número de Allison.

— Quero todo mundo no quarto do Stiles agora. – ele não esperou por uma resposta, desligando e já fazendo uma nova ligação – Nicholas, vá com o Miguel até o caminhão que acertou a ambulância de Stiles e Cora. Leve uma equipe de perícia com você para o analisarem.

— O que aconteceu?

— O nosso homem matou o motorista. Temos de descobrir se ele fez isso após o acidente ou enquanto o homem trafegava pela avenida.

— Você sabe que é meio impossível dele ter saído ileso se estava envolvido no acidente, né?

Derek sorriu.

— E é por isso que depois disso, se ficar comprovado que ele estava dentro do caminhão com o motorista na hora do acidente, você vai pegar mais alguém e irá vasculhar cada pronto atendimento, cada hospital dessa cidade e levantar a ficha de cada paciente que tenha aparecido com algum ferimento mais leve. E verá aqueles que tiverem a marca do laço do cinto de segurança no peito e parte do ombro. Um impacto desses deixam hematomas pelo corpo.

— Já estou no caso, Derek. – e então desligou.

O rapaz ergueu o rosto quando Jennifer e Allison surgiram no corredor. Em minutos ele explicou o que o médico e Stiles lhe contaram.

— Eu quero que você, Allison, vá até o necrotério, junto da nossa legista e veja o corpo do motorista.

— Certo, eu vou ligar para a Morrell. – virando-se, ela saiu para o local juntamente com o médico que havia cuidado de Stiles minutos antes.

Derek virou-se para Jennifer e respirou fundo.

— Eu não vou sair daqui. – ele falou – Esse cara virá atrás de Stiles mais uma vez. Ele está focado em pegá-lo.

— Ele deve estar em um surto psicótico para ter saído totalmente daquilo que fazia. – comentou Blake, enquanto entrava no quarto com Derek – Agora nada mais importa pra ele...

— Sim, eu percebi isso. Ele só quer o troféu, que é o Stiles. E vai pegar qualquer coisa que tiver ao seu alcance pra atingi-lo...

— Derek Hale?

Derek e Jennifer viraram-se quando um médico surgiu no quarto.

— Sim, sou eu. – murmurou ele, sentindo o coração pular na garganta – Tem notícias da minha irmã?

— Sim, ele está sendo movida para um quarto agora. – ele sorriu – Cora teve uma parada cardíaca quando a encontraram. Mas foi reanimada e encaminhada o mais rápido possível para cá. – o homem encarou Derek – Ela teve uma fratura exposta na perna direita e algo que saiu do caminhão acertou-lhe na lateral de seu corpo, atingindo o intestino dela. Conseguimos controlar a hemorragia e ela se recuperará sem sequelas.

Derek se encostou na parede, soltando um grande suspiro de alívio. Seus olhos lacrimejaram, mas ele manteve-se controlado. Deixar que suas emoções o possuíssem não ajudaria em nada naquele momento.

Foi então que ele encarou o médico, que seguia falando com Jennifer sobre o estado de saúde da garota.

— O senhor poderia me dizer o que poderia ter sido o objeto que acertou minha irmã?

— Não só posso lhe dizer como também mostrar. – respondeu ele – Ela ainda se encontrava com o artefato na barriga quando chegou aqui. Em casos de ferimentos assim, evita-se remover o objeto para que não cause danos piores ou se torne fatal.

— Não posso deixá-lo sozinho. – murmurou Derek, voltando-se para o rapaz – Espere um minuto, por favor. – o Detetive pegou seu celular e se afastou de Jennifer e do médico – Parrish, você está no hospital ainda?

— Sim, estou com o pessoal. Precisa de algo?

— Poderia subir e ficar um pouco com o Stiles enquanto eu resolvo uma coisa?

— Claro. Qual quarto vocês estão?

— Vinte e sete, na área B.

— Já estou subindo.

Minutos depois, Derek se retirava com o médico e Jennifer.

— Poderia colocar Cora no quarto junto com o Stiles? – perguntou ele, enquanto seguia o médico pelos corredores do hospital – Nem que pra isso eu consiga um mandado... – ele torcia pra conseguir de forma amistosa, pois um mandado judicial demoraria até horas para sair.

— Darei um jeito nisso. – respondeu, abrindo a porta e entrando em uma sala. Era uma pequena área do necrotério, local esse que guardavam os objetos retirados das vítimas, assim como membros.

Pouco depois estavam diante do artefato que havia ferido Cora.

— Isso é um pedaço de vidro. – murmurou Derek.

— Sim. Ele deve ter atingido ela quando o caminhão bateu na ambulância.

— Haviam estilhaços no ferimento? – perguntou Jennifer.

— Pouca coisa. – respondeu o médico – Mas algo me perturbou.

— O que seria? – Derek o encarou.

— Havia algo nela que não deveria estar ali. – o médico se moveu, abrindo uma gaveta e retirando uma caixa de isopor de dentro dela – Esse dedo não era da Cora, ela não perdeu nenhum membro do corpo.

Jennifer e Derek se olharam.

— Precisamos desse vidro e do dedo. São evidências. – murmurou Derek – O acidente pode ter sido um atentado.

O médico arregalou os olhos ao ouvir aquilo.

— Certo. Vou lacrá-lo e guardá-lo de volta na gaveta. Assim ninguém mexerá até o seu pessoal o pegar.

— Já cuidei disso. – Avisou Jennifer, ao desligar o celular – Uma equipe está vindo. Vão levar para a área em que o corpo se encontra. E poderão dizer se esse vidro foi usado para cortar a garganta do motorista do caminhão.

— Certo. Agora é aguardar por notícias.

— Eu vou restringir o pessoal que ficará observando os dois pacientes. Repassarei a lista dos nomes, assim vocês terão controle de quem entra e de quem sai do quarto deles.

— Eu agradeço por isso, doutor. – murmurou Derek – Pois sabemos que esse bastardo vai invadir o hospital. Ele já fez uma vez, e da forma como ele é confiante, voltará a fazer isso mais uma vez.

— Farei tudo que estiver ao meu alcance para ajudá-los. – respondeu ele.

O médico seguiu para fazer o que havia lhes dito e então minutos mais tarde eles retornavam ao quarto.

— Eu liguei para o Departamento. Vão mandar equipes de apoio. O hospital estará repleto de agentes à paisana, como médicos, pacientes e enfermeiros. – avisou Jennifer, sentando-se ao lado de Derek, enquanto o rapaz observava Stiles dormir.

— Você acha que o cara irá tentar atacar aqui?

— Sim. Ele é arrogante o suficiente pra achar que poderá atacá-lo bem embaixo de nossos narizes. – respondeu Derek, sem mover o olhar, ainda encarando Stiles.

— E será essa arrogância a sua perdição. – resmungou Jennifer – Pois estamos muito mais do que preparados.

Sim, eles estavam, realmente. A vez que ele invadiu o hospital, eles não tinham ideia de que o desgraçado perseguiria a vítima, pois nunca havia mudado de tática. Os sobreviventes não eram procurados. Eram seus troféus vivos, aqueles que carregavam sua marca no corpo e lembrariam pelo resto da vida o que fizera para eles.

Mas agora...

...

— Seu nome?

— Liam Dunbar.

— Como se feriu, senhor Dunbar?

— Eu estava no meu carro, esperando o sinal abrir. E então um caminhão bateu na traseira dele. Ele acertou uma ambulância inclusive, nesse mesmo acidente.

— O senhor estava na hora deste acidente, senhor Dunbar?

— Sim. Tirei fotos, inclusive.

— Onde estão?

O rapaz pegou a câmera da bolsa e entregou ao policial.

— Ficarei com elas, senhor Dunbar.

— Mas...

— Entregamos sua câmera mais tarde.

— E os negativos?

— Sinto muito, mas estão confiscados. Eu peço que espere aqui, pois precisamos confirmar algumas coisas antes de lhe liberar.

O Agente Nicholas se retirou e Liam bufou.

— Eu nem jornalista sou. – ele resmungou.

— Hey. – retrucou o rapaz que estava com ele – O que tem contra os repórteres, Liam?

— Nada. Eu sou fotógrafo, é diferente. Vivo de fotografia, não da desgraça dos outros.

— Mas você registrou uma desgraça, cabeção.

— Eu e minha boca grande, Matt. – o rapaz mordeu o lábio – Será que vão me segurar muito tempo aqui? Minhas costas e ombros estão me matando.

— Sei lá, do jeito que vi de polícia aqui, devem tá guardando a Rainha da Inglaterra.

— Acho que os paramédicos que se acidentaram estão aqui.

— Eu acho também.

— Senhor Dunbar, gostaria que me acompanhasse, por favor. – Nicholas viu que o amigo do rapaz o seguiria e então ergueu a mão – O senhor espere aqui. Sabemos quem é e não queremos problemas. Aguarde seu amigo aqui que logo retornamos.

Liam e Matt se encararam. Liam sentia que algo de muito errado estava acontecendo, mas ainda não tinha ideia de onde estava se metendo. Seguiu o policial pelos corredores do hospital, cada vez mais inquieto, tanto pela movimentação de policiais quanto pelo silêncio do policial a sua frente.

Por fim, adentraram a uma pequena sala, onde havia uma mesa e cadeiras.

— Sente-se senhor. – ele falou, apontando a cadeira. Liam sentou-se, olhando ao policial que sentava a sua frente, do outro lado da mesa – Estamos verificando seu carro no momento. Por enquanto estará aqui comigo, até que a perícia retorne.

Liam arqueou as sobrancelhas.

— Estou sendo investigado?

Nicholas acenou.

— Estamos lhe tirando da lista de suspeitos, senhor Dunbar. O senhor sabe que há um psicopata a solta na cidade, não é mesmo?

— Sim, eu sei. – ele respondeu – Mas não sou eu. Poderiam ter me perguntado o que eu andava fazendo enquanto ele matava pessoas, isso te pouparia trabalho.

— O que estava fazendo enquanto ele matava pessoas, Liam Dunbar?

Liam virou o rosto, ao ouvir a voz que lhe perguntava.

— Estava na África. – ele respondeu – Ajudando em um documentário sobre as vítimas do vírus Ebola. Eu tenho como provar que não estava aqui, meus quadros estarão expostos na próxima semana. Eu cheguei hoje de lá e estava indo ao mercado, pois não tinha nada pra comer, quando o maldito caminhão acertou a traseira do meu carro! – Liam pegou sua bolsa, abrindo-a e expondo na mesa uma pasta de documentos – Meu passaporte, meu canhoto de passagem. Os recibos de lanches que comprei no aeroporto africano antes de embarcar. Isso não é prova suficiente que não sou o homem que vocês estão procurando?!

Dereck olhou o passaporte de Liam, enquanto Nicholas verificava os canhotos e recibos. Então ambos se encararam após a rápida verificação.

— Sinto muito por fazê-lo passar por isso, mas precisávamos ter certeza. – respondeu Derek. Liam acenou.

— Eu só quero os negativos da minha câmera. Eu tenho muitas fotos ainda não reveladas da África que estão nela. – murmurou Liam – Prometo que devolvo os que tiverem imagens do acidente...

— Já estão revelando. – avisou Derek – Mas pedirei para devolver sim.

— Eu agradeço a gentileza.

— Derek.

Os três se viraram quando a porta abriu-se e Jennifer surgira nela. Ele se dirigiu até a mulher, parando diante dela.

— Acho que as fotos pegaram o nosso homem... – ela falou.

Derek pegou as fotos, voltando para dentro da sala. Conforme via as fotos, ele não podia acreditar que havia deixado aquilo passar batido por ele.

— Era ele o tempo todo...?

— Tudo indica que sim.

— Derek? – chamou Nicholas.

Ele se aproximou dos dois e olhou as fotos. Então, sem dizer nada, saiu pela porta, correndo.

— Hein, o que estou perdendo? – Liam rosnou.

— Liam, você viu tudo enquanto tirava as fotos? – perguntou Derek.

— Bom, eu tirei centenas de fotos em instantes, pois a deixo programada pra isso. Mas não estava prestando atenção no foco dela, mas no acidente no geral... Por quê?

— Liam, você conhece o jornalista Matt Daehler?

— Sim, somos amigos algum tempo... Por quê?

— Por que você o registrou na hora do acidente, junto de Stiles Stilinski e Cora Hale, Liam. – respondeu Jennifer, mostrando algumas fotos.

Liam pegou as fotos, olhando uma a uma. Conforme ele começava a compreender o significado daquilo, sua expressão se transformava e a palidez intensificava.

— Está... Está me dizendo que o cara com quem eu iria me casar fez isso?

Jennifer e Derek se olharam e então voltaram sua atenção para Liam. Ambos sentaram junto a ele, sabendo que poderiam ter muitas repostas se soubessem levar aquela conversa.

— Vocês iam se casar, Liam? – perguntou Jennifer.

— Sim. – respondeu Liam – Nos conhecemos na universidade. Começamos a namorar ali. Mesmo em cursos diferentes, algumas cadeiras em comum nós tínhamos. E logo depois de formados, noivamos... Não, isso deve ser um equívoco ou alguma confusão... Matt sempre foi um cara pacífico...

— Liam, há quanto tempo vocês terminaram? – perguntou Derek.

— Acerca de um ano e pouco... – respondeu – Eu fui para a Califórnia, para meu mestrado e eu iria ficar lá um bom tempo... Não quis continuar uma relação que seria por telefone. Então terminei com ele, antes que ficasse mais sério do que já estava.

Derek e Jennifer trocaram olhares.

— Onde você o conheceu?

— Texas. Foi onde nós fizemos faculdade.

— Texas iniciaram as mortes e então seguiu-se para a Califórnia... Faz mais de dois meses que se seguiu aqui... – murmurou Jennifer.

— Eu me mudei pra cá no logo que concluí o mestrado, isso no início do ano... – murmurou Liam. Ele torcia as mãos sobre a mesa, de forma nervosa – Mas fazia mais de dois meses que estava para a África.

— O rompimento foi o estopim para que ele começasse. – Derek ergueu-se da cadeira, começando a caminhar pelo cômodo. Então parou e encarou Liam – Vocês continuaram a conversar mesmo após romperem a relação?

Liam acenou.

— Continuamos amigos. Nunca tivemos problemas, nunca brigamos feio, só discutimos... Mesmo após estarmos separados, eu sabia que ele ainda tinha esperança que reatássemos... Até eu estava abalado com isso, mas... – Liam encolheu os ombros – Eu quero dar foco a minha carreira e não quero me prender, quero seguir trabalhando, viajando e eu sei que Matt não aceitaria isso... Foi o que me impediu de voltar pra ele.

— Precisamos achá-lo, Liam. – falou Jennifer – Você saberia me dizer onde ele está?

— Sim, ele veio comigo ao hospital...

O silêncio reinou no local.

— Precisamos achá-lo!

— Ele não está mais onde deixei o desgraçado. – avisou Nicholas ao entrar de volta na sala – Já avisei os agentes que fazem a segurança do quarto de Stiles para não deixar ninguém entrar, nem mesmo médicos, apenas nós.

— Vamos voltar para lá. – ele olhou para Liam – E você vem conosco.

— Ele poderá tentar fazer contato com você, Liam. Então precisamos manter você por perto.

Ele acenou, concordando. Mas nada disse.

Então, quando saíam do quarto, as luzes do hospital apagaram-se. A única coisa que se viam eram os aparelhos que estavam ligados nos geradores de emergência. Os três se entreolharam, entendendo o que aquilo significava. Silenciosamente eles puxaram suas armas do coldre e Derek puxou Liam, para que ele andasse junto de si e então seguiram para a área em que Stiles e Cora estavam instalados.

Derek sentia que alguma coisa muito errada estava acontecendo.

E ele não fazia ideia do quanto estava certo.

Notas finais
Então, o que acharam? Comentários? Espero por eles s2s2s2s2 Ah, e uma observação! Liam diz que não vive da desgraça dos outros. Mas ele se foca na realidade da sociedade. Ele quis dizer que não é repórter para pular em cima de uma notícia, tipo o acidente que vitimizou Stiles e Cora, como os repórteres fazem. Isso que ele quis dizer, hein xD Infelizmente não tenho previsão para o próximo capítulo, pois quero terminar a história tampando todos os furos dela e já lançando junto do capítulo final o primeiro da próxima temporada. Então, como estou na época de provas - prova prática, SOCORROOOOOO -, trabalhos e muitas coisas no off, eu certamente demorarei para atualizá-la. Não tanto quanto antes, mas pelo menos um mês eu prevejo nessa demora. Espero que tenham gostado. Beijão amores s2s2s2s2s2