Pulsação

7 Capítulo SETE – FINAL: Segunda Parte – Amor Assassino


Notas iniciais
Oi, gente linda! MIL PERDÕES pela demora. Faltando alguns dias para completar um ano desde a última postagem, finalmente trago o capítulo final desta temporada. Agradeço aos pacientes por me acompanharem até aqui, por lerem, vibrarem, por me cobrarem. E, principalmente, a Letícia por ter me pilhado, me passado trocentas músicas maravilhosas, as quais usei para escrever. Eu espero que aproveitem e que curtam o capítulo final da primeira temporada de Pulsação. HEEUHEUEHUEUHEUEUHEHU Então, terá a segunda. Mas sem previsão de postagem. Um dia sai HEUEUEHEUEHUEUEHUEHU Boa leitura a todos. Nas notas finais colocarei o link da música que me ajudou a escrever este capítulo final. Beijo no coração de cada um e até mais ver ღ

Após alguns minutos, chegaram até o quarto. Mas Derek percebeu que algo muito errado estava acontecendo ali. A porta estava aberta. E apenas a luz dos aparelhos encontrava-se ligadas, piscando.

Sem esperar mais, ignorando os resmungos de alerta de Jennifer, ele adentrou ao quarto. Seu corpo gelou com a cena diante de si. Os agentes encontravam-se mortos no chão, jogados de forma grotescas, sangue lavava o local e as fotos de cada um dos assassinatos estavam grudadas nas paredes do lugar. Derek se aproximou da cama vazia de Stiles, tocando nela e percebendo que estava morna.

Então voltou-se para sua irmã, que estava dormindo. Ele não havia feito nada a ela, o que fez Derek soltar um suspiro de alívio.

— Onde está Parrish? – perguntou Jennifer.

— Não faço ideia... – respondeu Derek – Saíram a pouco daqui, a cama de Stiles está morna...

— Santo Deus...

Nicholas, Derek e Jennifer viraram-se ao ouvir a voz de Liam.

— Ele me disse que estava fazendo algo para mim...

— Como? – Derek se aproximou, parando ao lado de Liam.

— Matt me disse em uma das nossas ligações enquanto eu estava na África... Que estava fazendo um projeto pra mim, bem realista... Ele sabe que minha especialidade é a desigualdade social. A realidade da fome, da guerra, desmatamento... a morte. Ele me disse que havia conseguido fotos de algo bem realista e que sabia que eu faria uma obra de arte com elas... – Liam se virou, parecendo um fantasma diante de Derek – Como ele foi capaz de tamanha monstruosidade? E tudo isso por que eu terminei com ele?

— Não, Liam. – Derek suspirou – Matt já estava doente muito antes de vocês terem alguma coisa. Isso só estourou... Você não tem culpa, isso aconteceria de qualquer forma. Se não fosse na época na qual terminou com ele, seria em algum outro momento... E o pior é que possivelmente você seria sua primeira vítima. Então não se culpe. Agora precisamos encontrar Stiles e Parrish, pois ambos sumiram...

As buscas foram realizadas pelo hospital e tanto Stiles e Parrish quanto Matt não haviam sido vistos. Derek sentia o pânico tomar seu peito com aquilo. Deus sabe o que aquele homem estaria fazendo com o rapaz.

E ele não poderia fazer nada para impedi-lo.

O telefone de Liam vibrou e ele viu ser uma SMS.

“Vá ao posto de enfermagem do quinto antar. Não diga nada, Liam. Eu estou te vendo.”

Liam paralisou. Seu corpo começou a tremer visivelmente, ele sabia que estava condenado a morte se seguisse as ordens daquele louco. Mas não tinha escolha, não podia ignorar o chamado. O rapaz olhou para os demais, vendo que não tinham notado que estava segurando seu celular. O que ele faria? Aquele monstro mataria duas pessoas inocentes por que os dois não estavam mais juntos...

O rapaz também olhou a volta, percebendo que haviam câmeras ali na volta. Se ele abrisse a boca para falar sabia que estaria condenando os dois.

Lentamente ele deixou-se ficar para trás. Precisava ganhar algum terreno. Observou Derek falando com Jennifer e então virou no corredor, correndo para as escadas.

— Liam! – ele ouviu os gritos atrás dele.

Liam não virou para trás pra saber que corriam atrás dele. O rapaz olhou para os cantos, vendo as câmeras. Ele já tinha uma ideia em que lugar o homem se encontrava. Só poderia ser na sala de segurança. Mas tinha de seguir as ordens dele, ir para o posto de enfermagem.

O rapaz saiu no terceiro andar, precisava despistar Jennifer e Dereck. Ele correu pelos corredores, que estavam estranhamente vazios. As luzes piscavam e só as de emergência funcionavam. Liam invadiu o posto de enfermagem, vendo sangue para todo o lado. Segurando a ânsia e a vontade de sair daquele inferno feito um covarde, ele se escondeu abaixo do balcão, esperando que Derek e Jennifer passassem. O rapaz fechou os olhos, ignorando o fato de um dos guardas estar morto ao seu lado.

— Nada? – ele ouviu a voz de Derek.

— Nada. O que aconteceu com ele?

— Ele deve ter recebido algo de Matt. Só pode ser isso.

— Acha que ele está com aquele cara? Digo, sendo cúmplice?

Liam fechou os olhos e segurou um grito de pânico. Céus, ele preferiria morrer torturado do que ajudar Matt em algo tão monstruoso.

— Não. Matt deve ter contatado ele pelo celular. Vamos continuar procurando, Jennifer. Avisou os demais?

— Sim. Todos estão atrás dele também.

— Achando Liam acharemos Matt. O lado bom disso é que Stiles deve estar vivo ainda. Ele certamente está esperando Liam para a sua cartada final. Eu me enganei numa coisa, Jennifer. O ponto de tudo isso não é Stiles, mas Liam. Ele é o troféu de Matt. Precisamos encontrá-lo antes que se torne a última vítima desse louco.

Liam soluçou. Ele não conseguia acreditar no que estava vivendo. Aquilo tinha de ser um pesadelo, que logo acordaria disso e se veria em seu colchão feito de palha, em uma das muitas aldeias da África.

Tinha de ser.

Enquanto ele ouvia os dois se afastarem, o rapaz conseguiu puxar o ar e se acalmar. Ele olhou a volta, vendo que as câmeras não o pegavam ali. Então olhou para o homem ao seu lado, percebendo que era um dos policiais que andava com Derek.

Só não lembrava o nome dele.

Sabendo que estava protegido, ele agiu. Não iria se tornar mais um número na lista de vítimas de Matt, precisava ter um plano para quando chegasse no quinto andar.

Também não poderia demorar ali ou o desgraçado estranharia.

Liam virou lentamente o policial, procurando por algo que o ajudasse. Encontrou o celular dele. E uma arma.

Com o celular em mãos ele procurou pelo número de Derek. Torcia para que o desgraçado não visse Derek recebendo a mensagem.

“Quinto andar, sala da segurança. Ele está nos vigiando através das câmeras de vigilância.”

Ele enviou a SMS e guardou a arma na cintura, por baixo da roupa.

Saiu do posto e correu para as escadas, quando teve certeza de que não havia ninguém ali. A cada degrau vencido o pânico interno de Liam subia.

Eu vou morrer. Eu vou morrer.

Ao chegar até a porta que dava para o quinto andar o rapaz parou. Respirou fundo, rezando para que não encontrasse os corpos de Stiles e do outro policial. Rezou mentalmente para que não se tornasse mais uma vítima daquela criatura horrorosa.

Então abriu a porta.

— Você demorou. – disse ele, que estava sentado em uma cadeira giratória, com um punhal em mãos.

— Precisei me esquivar dos policiais. – Liam ouvia sua voz tremer enquanto olhava discretamente para os lados, buscando achar Stiles e o agente.

— Eu vi pelas câmeras. E eles não estão aqui. – Matt se ergueu, caminhando lentamente até Liam, que retrocedeu alguns passos – Calma aí, Liam. Que foi?

— Assassino. – ele murmurou ao encostar as costas contra a parede – Você é um assassino! Como pode matar todas essas pessoas, Matt?

Ele sorriu, parando diante do rapaz. Liam se grudou contra a parede quando sentiu as mãos de Matt em sua cintura. As carícias que outrora ele amou sentir agora lhe causavam repulsa.

— Eu disse que tinha uma surpresa pra você. Agora não precisará mais ir embora pra longe de mim, Liam. – ele sussurrou no ouvido do rapaz, mordiscando-o de leve – Nunca mais ficará longe de mim...

— Não diga que fez isso tudo por mim, Matt! – gritou Liam, o empurrando – Como pode dizer isso?! Você é um monstro!

Matt o encarou tendo em sua expressão a surpresa ao ouvir aquelas palavras.

— Você está me chamando de monstro depois de tudo que eu fiz por você?! – ele se aproximou novamente, mas agora, diferente da primeira vez, o punhal parou na jugular do rapaz, que não desgrudava os olhos dele, aterrorizado. Sentiu-se agarrado pela cintura mais uma vez e, para o seu desespero, Matt pegou a arma que estava presa em sua cintura e a descarregou diante dele, jogando-a fora – Eu fiz o projeto perfeito pra você! Acidentes! Pessoas feridas, membros expostos! Como pode dizer isso? Eu amo você, fiz isso em nome desse amor!

— Eu retrato a realidade, Matt. Não essa depravação que você causou!

Matt o encarou por mais alguns instantes. Sua fúria era notável.

— Você verá a realidade que eu criei, Liam. – falou o agarrando pelo braço e o arrastando em direção à uma outra sala – E irá registrar tudo.

Ao entrar no local, Liam berrou em pânico ao ver que alguns dos enfermeiros do lugar e seguranças estavam pendurados de cabeça para baixo, com os braços em forma de “X” amarrados contra seus corpos, mortos. Todos com a garganta cortada. O sangue ainda escorria dos corpos.

— Não sabe como é delicioso ouvir as súplicas deles enquanto eu cortava os seus pescoços... A maravilha ver a pele cair, o sabor dela na boca... – Matt parou nas costas do rapaz e sussurrou em seu ouvido. Então entregou uma câmera para o rapaz – Pode começar. É o seu trabalho.

Liam sabia que não tinha escolha. Na loucura de Matt, ele seria capaz de matá-lo se não fosse obedecido. Lentamente ele ergueu a câmera e trêmulo começou a tirar as fotos.

— Pare de tremer ou elas não sairão perfeitas.

O rapaz respirou fundo. Elas seriam usadas como provas contra o homem, e com esse pensamento em mente o seu lado profissional assumiu. Por diversos minutos ele tirou fotos, de todos os ângulos possíveis, evitando de pisar no sangue ou causar algum dano na cena do crime. Então ergueu-se, encarando o homem que encontrava-se encostado contra a parede, o observando.

— Você fica lindo quando está concentrado em seu trabalho. – ele falou, sorrindo de leve – Não faz ideia de como me fascina, Liam.

— Cadê Stiles e o agente?

— Na outra sala. A parte final será agora. Você irá registrar cada detalhe do que farei com os dois. Com um, na real, pois o policial está praticamente morto. Seu trabalho nunca será tão realista como esse, Liam. Eu tenho certeza de que será premiado por isso. – ele riu – Inclusive penso em levar parte de Stiles para casa, a carne dele parece ser incrivelmente apetitosa, diferente de alguns que encontrei pelo caminho.

Liam queria gritar. Não era possível.

Não, não era. Não podia ser.

Cadê Derek? Jennifer?

Cadê os agentes, ele havia avisado, por que ainda não tinham chegado ali e o salvado? Salvado Stiles, o agente que ele nem sabia quem era? Por quê?

Liam deu alguns passos para trás. Matt arqueou a sobrancelha, sorrindo.

— Não tenha medo, Liam. Prometo que não vou demorar com eles. – Matt caminhou até Liam e o pegou pelo braço, o forçando a caminhar com ele – Você vai gostar do show de realidade que darei a você.

Matt praticamente arrastou Liam para fora do lugar, o levando até à sala de câmeras. Mas, ao entrar lá, não encontrou nem Stiles e Parrish. Ele olhou a volta, vendo que não estavam em lugar algum.

Então encarou Liam.

— Você me traiu?! – perguntou, segurando Liam pelos braços e o sacudindo – Depois de tudo que fiz por você, Liam, me traiu?! – ele berrou – Como pode fazer isso comigo?!

— Eu tenho nojo de você! – Liam gritou de volta – Eu me arrependo amargamente do dia que aceitei ter algo com você, Matt! Você é um monstro, um depravado que precisa ser parado! Seu doente, maníaco e psicopata!

Um soco fez Liam cair contra uma das mesas. O rapaz cuspiu o sangue, sentindo-se zonzo pela pancada.

— Eu amo você! E você tem de me amar, Liam! TEM. DE. ME. AMAR!

Liam viu quando Matt ergueu a mão empunhada e veio pra cima de si com a arma branca. Ele só teve tempo de rolar para o lado a fim de não ser atingido pelo punhal.

O rapaz se ergueu e correu para fora do lugar, ouvindo os gritos enfurecidos de Matt logo atrás de si. Ele sabia que se Matt o alcançasse estaria perdido. Morto.

O homem gritava enfurecido atrás de si.

Uma cadeira o atingiu no meio das costas e ele caiu no chão, sentindo que algo se partia por dentro. Liam se virou no exato momento em que Matt sentou em cima dele e encostou a lâmina do punhal em sua jugular.

— Volte atrás, Liam. – ele pediu, seu olhar era insano – Por favor, volte atrás. Peça perdão e eu juro que não farei nada contra você. Eu te amo, eu te amo tanto, Liam...

— Eu te amei, Matt. – sussurrou ele – E pensei que poderíamos ter um futuro juntos. Mas esse que está aqui, matando e ferindo pessoas, me ameaçando com uma faca no pescoço não é o cara que eu conheci. Você é uma máquina de matar, que só vai parar quando estiver morta. Eu prefiro morrer do que ficar um instante a mais ao seu lado.

A fúria nos olhos de Matt era algo que Liam sabia que jamais iria esquecer. O homem apertou seu peito com uma mão e ele sentiu a dor aguda em seus ferimentos. Liam sabia que ia morrer. Sabia que iria ao ver Matt erguer o punhal e levar em direção ao seu pescoço.

Um tiro soou.

E a ação de Matt parou no ato.

O olhar de fúria deu lugar à surpresa.

O punhal caiu de sua mão e ele encarou Liam antes de desabar sobre si.

Liam então berrou. Berrou. Berrou.

Berrou até ficar rouco, enquanto ouvia e via a movimentação de pessoas na volta. De Derek tirando o corpo do outro de cima dele, do mesmo tentando acalmá-lo. Mas ele não queria ficar calmo.

Ele só queria berrar.

E assim o fez.

—x-

— Tudo acabado agora?

— Sim. O comparsa de Matt foi condenado a pena de morte e a sentença será cumprida o mais rápido possível. O corpo de Matt foi cremado e deram um jeito de sumir com as cinzas dele. Não haverá túmulo para que seguidores ou adoradores de psicopatas possam usar como templo.

Stiles suspirou.

Ele abraçou Derek, que o segurava com força contra ele. Após semanas no hospital, dias de tribunal como testemunha, tudo parecia ter acabado. Ele finalmente poderia ter sua vida novamente. Voltar para suas ocorrências, seu trabalho como paramédico e encontrar com o seu amado Agente no fim da noite, para rodadas e mais rodadas de sexo até ambos caírem exaustos.

Tudo estava voltando ao normal.

— E Liam?

— Está bem. Ele vai se recuperar.

— Me preocupo com o trauma dele.

— Odeio o fato de não ter chegado a tempo. Com Parrish em uma parada, você naquele estado, eu e Jennifer tínhamos as mãos cheias. Se tivéssemos mais gente ali...

— Gente viva, você quer dizer.

— Sim... Se houvesse mais agentes ele não teria passado pelo o que passou. Mas agora acabou, o tempo e um bom terapeuta ajudará Liam a superar tudo isso.

— Creio que Scott e Isaac também darão uma mãozinha. – Stiles sorriu com malicia.

Derek o encarou, pulando pra cima do namorado, na cama. Estavam ali, após mais um dia cansativo de trabalho. Depois de tudo que havia acontecido, finalmente tinham decidido se casarem e a morarem em uma única casa. Miguel e Lobo agradeciam, pois agora estavam inseparáveis.

— O que quer dizer com isso, Stiles Stilinski Hale?

— Bom. – ele riu, laçando a cintura de Derek com as pernas – Eu sei que os dois andam ciscando no terreiro do rapaz. Eles dizem que é pura amizade, que querem animá-lo, distraí-lo. Eu já penso que eles querem é uma suruba a três.

Derek riu.

— Duvido que Liam pense em alguma coisa assim agora.

— Agora. Mas não conhecemos o futuro. E conhecendo Scott e Isaac, sei que são teimosos feito mulas e que acabarão convencendo o baixinho a sair do seu “buraco” e a voltar viver sua vida.

— Você é um tremendo fofoqueiro, Stiles. – falou Derek, beijando o rapaz de leve, que riu – Um fofoqueiro que eu amo.

— E você o meu lobão.

Eles sorriram um para o outro e então grudaram seus lábios, amando-se mais uma vez. Jamais cansariam um do outro. E após ultrapassarem as barreiras encontradas, finalmente poderiam viver em paz.

Em paz.

—x-

Meses mais tarde...

— Tudo bem, Liam? – perguntou um amigo ao vê-lo passar por si.

— Foda-se. – grunhiu ele, cambaleando para o lado, mas não derrubando o copo.

Ele ignorou os chamados do amigo e seguiu para a pista de dança.

Tudo que ele queria era esquecer. Esquecer do ocorrido meses atrás, esquecer de que seu ex-namorado era um psicopata, que matou muita gente por sua causa. Ele queria esquecer sua vida. Recomeçar em um outro lugar. Mas no momento não podia. Ainda estavam desembaraçando o caso e precisavam dele ali, mesmo a sentença já ter saído, Matt ter sido cremado... Detalhes.

Malditos detalhes.

Na primeira chance que tivesse, arrumaria suas coisas e nunca mais colocaria os pés naquela cidade.

Liam seguiu até a pista. Ergueu as mãos para o alto e entregou-se ao momento. Poucas vezes ele conseguia esquecer do ocorrido. Apenas quando enchia a cara ou tomava alguma coisinha nada politicamente corretas.

Mas ele não queria se transformar em um viciado. Ainda tinha uma carreira pra zelar. Um nome e patrimônio e não colocaria tudo a perder por se tornar em um viciado, por não aguentar toda a culpa que carregava consigo.

Então, nas raras vezes que se deixava levar, ele aceitava um comprimido em seu drinque e se jogava no que ele mais gostava de fazer quando estava de folga.

Dançar.

Liam sentiu mãos pesadas em sua cintura. Assim como outro par de mãos em seu pescoço. Ele não se deu o trabalho de abrir os olhos, apenas se deixou levar pelas sensações e pouco a pouco as lembranças macabras daquele hospital, o sangue, vítimas degoladas, o homem que um dia amou sendo morto por policiais como um animal no abate, tudo foi ficando no fundo de sua mente. Permitiu-se que as sensações excitantes que aquelas mãos, junto com a batida da música que o deixava ensurdecido o levassem.

A boca em seu pescoço, assim como a outra em sua nuca arrancaram gemidos dele. Suas mãos foram para os cabelos do que o segurava pela frente, que ele constatou serem cacheados, assim como a outra mão seguiu para os cabelos lisos e curtos do que o beijava e chupava sua nuca, por trás. As mãos o apertavam, arranhavam, beliscavam, as da frente em sua barriga, peito, mamilos e as de trás em seus ombros, cintura e glúteos.

Liam gemeu manhoso, querendo mais.

— Porra, Liam... – ele conhecia aquela voz – Se continuar assim eu vou te foder aqui mesmo...

— Há cabines no andar de cima para isso, vamos para lá se esse for o seu desejo, Lobinho.

Liam abriu os olhos, se deparando com o grande par de olhos claros de Isaac. Inclinando a cabeça, viu que quem o segurava por trás era Scott.

— O que vocês estão fazendo?!

— Aquilo que desejamos, desde que colocamos os olhos em você naquele hospital... – murmurou Scott, mordiscando a orelha do menor.

Liam gemeu novamente.

— Nós sabemos que você também quer... – murmurou Isaac – Vemos como olha para nós dois, Liam... – ele lambeu o pescoço de Liam, parando em seu queixo.

O trio estava rodeado de casais na pista. Eles seguraram o menor pela cintura, embarcando no ritmo da música de forma lenta, tortuosa e sensual. Liam nada mais disse, apenas deixando ser levado pelos dois naquele ritmo. Ele não podia negar, realmente estava atraído pela dupla. Mas jamais disse algo ou agiu sobre isso, colocando sua atração pra baixo.

Jamais separaria os dois por seus desejos egoístas.

Muito menos estava preparado para ter algo sério com alguém após tudo que havia acontecido.

Mas, agora que sabia que os dois o desejavam, o queriam e não pareciam ter problemas em ter um terceiro membro – literalmente – entre eles, Liam não estava nem um pouco preocupado em se jogar entre os dois.

Apenas para aliviar a tensão e esquecer seus problemas.

Apenas.

Pobre inocente.

— Vamos, vamos para algum lugar, por favor... – sussurrou Liam, enquanto jogava a cabeça contra o ombro de Scott e ambos uniram-se em atacar o pescoço e nuca do menor ao mesmo tempo.

Enquanto eles subiam para um reservado, no qual dividiram durante a noite, mais uma casa era incendiada, por aquele denominado Incendiário enforcador, já que além de pôr fogo nas casas de suas vítimas, ele enforcava todos os animais e até mesmo pessoas que estivessem em suas casas.

(...)

Notas finais
Como eu disse, sem previsão de postagem da nova temporada. Quando eu postar avisarei nos comentários. ღ Link da música (Valeu, Letícia ღღ) - https://www.youtube.com/watch?v=HpCHsO6cwx8
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!