Psychokurt - Klaine
1 Steve
Não é uma das mais agradáveis coisas ser apelido por pessoas que você nem ao menos conhece, ao contrário delas, que te conhece por seus atos que se tornam populares na boca de vários fofoqueiros, principalmente se eles te identificam muito, como o meu. Agora você deve estar se perguntando: '' Ué, qual o apelido dele então? '', eu vou te contar qual é. Psicopata. Isso mesmo, Psicopata; ou também você pode me chamar de Louco, Lelé ou civilizadamente por meu próprio nome, Kurt. Kurt Elizabeth Hummel, sendo mais específico. Bom, até que esta apelidagem não é das piores, muito menos chega a ser um desastre para mim; aparenta ser melhor do que Bicha ou Baleia Orca.
'' Kurt Hummel '' a voz de um dos enfermeiros ecoava nos vazios e escuros corredores do hospital. Está posicionado à frente da porta de entrada de uma das salas de visitas, à minha espera.
“O que é agora?!” pergunto.. Não posso ter um minuto de descanso? Desde que cheguei nesse hospital tudo se transformou de rosas para espinhos. Mas que merda, já não basta a camisa de força me impedir até de comer, ainda tem esses doentes me cercando com seus orientadores. Eu não sou especial. Eu não sou como eles. Eu sou normal.
“Você tem um visitante.” Concluiu, aproximando-se de meu corpo despejado sobre a fileira de cadeiras organizadas horizontalmente para o fluxo de pessoas que passeavam naquele corredor.
“Mande ele ir à merda, não vê que estou descansando?” Sim, eu tento ao máximo ignorar as pessoas a minha volta. Odeio vê-las sorrindo, trocando beijos e até mesmo respirando; principalmente mulheres. Eles fazem o mesmo o que eu não tenho mais direito a fazer, ou até mesmo a capacidade, como sair com meus amigos que nem ao menos levantar a bunda para me visitar ou ter alguém para amar.
“Vamos lá, pare de ser ignorante! Os velinhos da sala 64 conseguem ser mais legais do que você!” Ele está tentando me dar um sermão ou me emocionar todo o segundo dessa semana que se passara. Idiota. Ainda não percebeu que não ligo para ele? Ou ao menos que não vou obedecer nada do que ele manda? Tolo. “Vamos! Ao menos sorria!”
“Escuta aqui, enfermeiro de merda” repuis meu acento novamente, ajeitando meu traseiro sobre a almofada onde dormia, ficando assim, olho a olho com o empregado do hospital. “Eu perdi tudo na minha vida por causa de vocês; Meu apartamento, meu carro, meus amigos e namorado” Mordisquei meus lábios, enquanto o encarava. “E você ainda tem a coragem de me pedir pra sorrir? Principalmente para um empregado desse local?” elevei meus dedos até sua testa, o pressionando para trás, com a força de meu indicador.
“Idiota.”
“Hehe.” Ri.
“Vamos! Levante já desta cadeira antes que eu chame seu psiquiatra!” ameaçou, enquanto punha-se de pé novamente, em minha frente. Ah mas que chantagem barata.
“CHAME! Não ligo para o que aquele idiota diz sobre mim ou vai dizer! E, aliás, eu não preciso de um psiquiatra!”
“Não liga, é?” longos e pesados passos de sapatos sociais rompiam minha discussão com o garoto; estava ali, atrás de mim, Blaine Anderson, meu psiquiatra pessoal. ”Saiba que eu ouvi o diálogo de vocês de meu escritório, meninos”.
Merda, porque ele está aqui?
“Bom dia, senhor Hummel.” Cumprimentou-me, afagando um de meus ombros com suas mãos cobertas por luvas de látex. “Como vai?”
Minha respiração está acelerando, pare de conversar comigo Anderson. Não consigo evitar corresponder à sua doce voz.
“V-Vou bem...” respondo sua pergunta, em gaguejos. Ótimo, de novo passando vergonha na frente dele; afinal, porque fico assim, desajeito perto dele? Não consigo ao menos tocá-lo para um abraço sem pensarem que vou ataca-lo com alguns de meus problemas psicóticos. Droga. Isso dói.
“Que tal vermos quem é sua visita? Em?” sugeriu, enquanto deslizava a palma de suas mãos em que antes, localizadas em meus ombros, até a metade minhas costas. Ah, arrepios. Pare.
“Claro, porque não, certo?” confirmei, fitando para seu rosto com meu tronco revirado diagonalmente.
Só estou indo porque Blaine está oferecendo, por que se for aquele outro idiota, o enfermeiro, eu arrancaria meu pé ao sair de meu conforto.
Conheço Blaine a mais ou menos três anos, desde que minha doença foi tomada como séria por meu ex-colega de quarto, Sam, namorado de Mercedes. Ah Mercedes... Uma das únicas que ainda me visitam depois de junto, junto a Quinn; elas sim prestam. Lembro-me quando a Nariguda parou de vir, ninguém merecia aquela idiota enchendo meu ouvido de merda; não aguentei, ataquei-a com os vidros de um porta-retratos que havia quebrado mais cedo, de meu antigo namorado.
“Steve” elevou suas pupilas até a face do enfermeiro, o fitando. Steve? Esse é o nome dele? “Poderia acompanhar Kurt até sua visita?”
“AH, NÃO! COM ELE NÃO!” Interrompi-o.
“Desculpe-me Sr. Blaine Anderson, mas ele, eu não acompanho.” Ótimo, agora sim, coisas em que nós dois concordamos.
“Apenas vão, se não quiserem sofrer consequências” orientou, arrastando suas mãos sobre a prancheta coberta por diversos tipos de papéis.
“Mas!” supliquei, agarrando assim, as mangas de seu jaleco, na tentativa de não deixa-lo ir, para que não deixasse ali sozinho com aquele idiota.
Consigo enxergar seu olhar atravessando por cima da armação de seus óculos. Não é de se esperar que ele já perdesse sua paciência em cuidar de mim e de minhas desnecessárias birras. Não dá. Não tenho controle de mim mesmo. Só consigo deixa-lo mais decepcionado a cada ato em que faço.
“Apenas vão.” Finalizou, engrossando o timbre de sua voz.
Ótimo.
Ele me odeia.
Ele não me percebe.
Ele não se interessa.
Ótimo.
Notas finais
E por favor, se houver algum erro de gramatica, me avisem.
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