Provocativo
3 Treino
Notas iniciais
Levi
Eu estava encostado a uma das árvores não muito longe do castelo. Esperando pelo garoto. Sem paciência alguma. Ele estava vinte minutos atrasado para o treinamento de hoje. Intolerável. Cruzei os braços. Devo ter pegado muito pesado no treino de ontem. Dei uma série de exercícios pra ele fortalecer os músculos. Ele era muito fraquinho ainda. Haviam se passado dois dias apenas e ele já estava acabado.
Dei um discreto riso. Dois dias atrás... Foi quando tomamos banho juntos. Eren deve achar até agora que eu não percebi que ele ficou excitado. Que ingênuo! Ele pensa que sou imbecil? Ele pensa mesmo que eu não notei o seu comportamento estranho ultimamente? Eu já tive a idade dele. Sei bem o que se passa na cabeça de pivetes na puberdade, só não esperava que ele fosse pensar assim de mim.
A principal diferença entre eu e ele, é que eu sou discreto. Eren é muito transparente. Ele não segura suas reações. Era fácil saber o que pensava. Estava demonstrando certo desconforto quando ficava sozinho comigo. Isso desde quando limpamos o porão juntos. Não pense que também não notei pra onde ele estava olhando enquanto eu limpava o armário. Era óbvio que o garoto sentia-se atraído por mim.
Fiquei pensando antes se isso seria um problema. Na verdade não. Pensando bem seria até um possível divertimento pra mim. Tendo isso em mente, já aproveitei algumas chances para provocá-lo. Tanto anteontem, no dia do banho, em que o obriguei a ficar lá sozinho comigo. E passei as mãos em seu peito e braços dando a desculpa de que estava checando sua massa muscular. Ele era tão ingênuo. E suas reações eram impagáveis.
Só uma coisa que ainda fica martelando em minha mente: Ele sente apenas atração física ou tem sentimentos verdadeiros? Ou mais, ainda esteja se descobrindo nessas sensações novas e estivesse confuso? Essa era a única dúvida que eu ainda tinha. Normalmente, isso seria algo que não daria mínima importância. Relacionamentos. Era um assunto irrelevante pra mim. Mas, pelo fato de ser o Eren, despertei uma certa curiosidade. Já que era uma coisa inesperada e diferente. Bom, diferente porque era homem. Mas ele era mais divertido do que muitas mulheres com quem saí. Não que eu estivesse pensando em sair com o pirralho. Divertia-me apenas em provocá-lo.
Percebi que eu estava sorrindo de canto. Cocei a cabeça. Não tinha motivo pra sorrir, aliás, estava furioso com o moleque que estava demorando muito. Agora eram quase trinta minutos de atraso. Eu estava mesmo pensando em pegar leve com Eren hoje, mas parece que ele estava implorando pra que eu continuasse sendo severo com seu treino. Quando me desencostei da árvore para ir procura-lo, o vi de longe, correndo em minha direção. Finalmente!
– Levi heichou! – Eren chamou, bastante ofegante.
– Onde se meteu moleque? Tava cagando?
– Han?? Er... o que...? C-como? – Pela gagueira devia ter sido isso mesmo. – N-não, senhor! É que eu... eu... dormi demais. – Ele falava de cabeça baixa. Pude ver seu constrangimento. Ele sabe que eu não tolerava atrasos. Muito menos por motivos pouco plausíveis como esse.
– Entendi. Então, anda! Vamos começar logo.
– Certo! – Ele então iniciou a caminhada na minha frente. Vendo isso, aproximei-me por trás para passar-lhe uma boa rasteira, fazendo-o cair de costas.
– Argh! H-heichou, o que foi isso?! – Perguntou indignado, fazendo uma voz chorosa. “Hunf! Como se eu fosse me desculpar com essa sua cara de dó!”.
– Isso foi por ter se atrasado. Agora, deixe de fazer corpo mole e se levante! – Falei ríspido. Passando por ele, ficando agora à sua frente. Ele resmungou algo bem baixinho. Mas logo levantou-se.
– Certo, senhor. – Falou com pouca vontade. E veio vindo atrás de mim. Ele parecia bem exausto mesmo. Certo, talvez eu tenha piedade e pegue leve com ele no treino hoje.
~#~
Caminhamos pouco. Não ficamos tão longe do castelo como no teste de titã do Eren. Mas escolhemos um lugar com mais árvores para o treinamento. Era bastante fresco e não precisaríamos nos preocupar com o sol intenso de hoje fervendo nossas cabeças. E não era um local tão apertado também, as árvores estavam a uma boa distância umas das outras. Era o lugar perfeito e tranquilo para o treinamento do garoto.
Olhei para trás. Eren estava bastante suado e ofegante só com a caminhada. Sentou-se logo em que me alcançou, encostando-se em uma das árvores para descansar.
– Eren, você já notou que respira pela boca quando caminha? – Falei irônico, já o apontando o motivo dele se cansar tão rápido.
– Hã... Não... – Murmurou fechando bem forçadamente sua boca, inflando levemente as bochechas, começando a respirar pelo nariz.
– Não precisa forçar também só porque eu falei... – Disse achando sua expressão um tanto... graciosa? – E por que você trouxe seu DMT? Você vai treinar sua resistência, não seu ataque.
– O que? Não vamos tentar nenhuma manobra 3D nem mesmo depois...
– Não! Se nem respirar corretamente está fazendo, acha mesmo que vou te dar outros exercícios que não sejam de fortalecimento físico?
– Hum... Certo, heichou... – Respondeu fazendo um bico.
– Bem, só essa caminhada até aqui já serviu de aquecimento. Pode começar a se alongar. Você se lembra como se faz, não é? – Cruzei meus braços e encostei-me a uma das árvores.
– Lembro sim, senhor. – E assim ele começou com as pernas. Flexionando-as do jeito que eu lhe tinha ensinado ontem. Sempre contando até sessenta. O alongamento será bastante benéfico para ele. Com o tempo seu corpo ficará bem mais flexível e mais dinâmico para uso das DMT’s, para combates corpo-a-corpo, e quem sabe até para outras coisas... Sorri maldosamente. Tive uns pensamentos não muito adequados. Não era momento de imaginar esse tipo de coisa. Voltei a me focar nos exercícios do garoto.
Ele estava descalço e sem a usual jaqueta da Tropa, para não atrapalhar nos movimentos. Eren agora alongava os braços. Esticando-os bem, acima da cabeça. Continuando a contar baixinho até sessenta. De olhos fechados. Aproveitei para observar seu rosto nesse meio tempo. Tinha traços delicados, como o nariz e os lábios. Mas suas sobrancelhas levemente grossas e seus grandes olhos quebravam um pouco dessa delicadeza. Deixando-o com cara de pivete virgem mesmo. Não pude deixar de notar que mesmo todos aqueles cintos em seu corpo não evitaram sua blusa de subir um pouquinho. Mostrando parte de seu abdômen. Já o tinha visto e até tocado, no dia do banho. Mas mesmo assim, fiquei curioso no restante que a blusa não me deixava ver.
“É mesmo... pensando agora, no dia do banho, o que será que ele fez pra se aliviar? Esperou passar? Ou... se tocou?” Arregalei um pouco os olhos ao imaginar. Eren... se masturbando. Fazendo aquela carinha... Chacoalhei a cabeça. Que imaginação foi essa?! Mas logo, um sorriso maldoso se formou em meus lábios. “Oh, ele devia estar pensando em mim, não é?” Olhei para o moleque, estava alongando suas mãos agora.
– Eren!!
– Sim, heichou? – Virou-se para mim, sem parar o ato.
– Já está bom! Pode começar as flexões. Duas séries de cinquenta!
– O que?! Cinquenta? – Fez uma cara desalenta.
– Sem reclamação. Mexa-se logo e se posicione. Aproveita que eu tô pegando leve!
Eren soltou um suspiro. E logo se pôs em posição. Com suas mãos e pés apoiados no chão, separados da largura do ombro. Assim começando os movimentos. No treino de ontem, ele iniciou o exercício corretamente. Entretanto, com o passar de um tempo ele começou a ‘tentar me enganar’. Ele não aproximava o peito do chão. Dobrava os braços muito pouco a cada movimento. Desse jeito, o exercício não ia dar resultado. Normalmente eu o corrigira apenas com a fala. Mas vi ali uma excelente oportunidade...
Aproximei-me e agachei ao seu lado, pressionando suas costas para baixo com uma das mãos. Ele se assustou. Como sempre se assustava quando eu o tocava.
– Corrija esse movimento, Jaeger!
– Ai, ai! Heichou! Não, é muito ruim assim!
– Muito ruim? Sabe que se não flexionar até o chão, o exercício não vai servir pra nada? Esse é um erro comum da maioria. Por isso você já deve treinar isso desde o começo. Pode ir se acostumando com essa dor, ouviu? – Falei ríspido.
– Ok, senhor. – Ele ainda sentia uma certa vergonha de falar comigo, pela forma como respondia. Aquilo estava me irritando. Talvez ele se sentisse intimidado com o tom que eu sempre usava. Quem sabe se eu o tratasse de outra forma...
– Ouça, Eren. – Aproximei-me de seu ouvido e usando um tom de voz bem mais baixo, quase um sussurro. – Vou continuar pressionando suas costas até eu ver que consegue sozinho, ok? E não se preocupe, eu serei bem gentil... – Notei que nesse momento ele se arrepiou. Que sensível.
– Oh.. Er.. T-tudo bem então, heichou.
– Certo, então comece de novo do zero.
– Sim! – Então ele recomeçou a série de flexões. Se concentrando na força que colocava nos braços, que ainda tremiam bastante.
Eu continuava a monitorá-lo agachado ao seu lado. E minha mão lá, pousada em suas costas, pressionando-o. Eu sentia sua tremedeira a cada movimento. E suas costas estavam bem quentes também. Dava para sentir mesmo por cima do tecido de sua blusa. Desci o olhar até visualizar seu traseiro, não muito longe da minha mão. Que tentador... Não sei se seria uma boa ideia fazer isso agora, mas... Desci bem vagarosamente minha mão por toda suas costas. E Eren, sem parar as flexões.
Passei com vontade a mão em suas nádegas, apertando-as. Sentindo isso, Eren vacilou os braços e logo virou o rosto pra mim, se afastando.
– H-heichou?! O que é isso?! – Ele falava indignado, com o rosto bastante vermelho. Tentando recuar mesmo sentado. Eu ironicamente, para atiça-lo, respondi.
– Calma. Só estou checando o seu trabalho muscular, Eren...
– Não está não!! – Ele falou bastante assertivo. Bom, pelo menos desta vez ele percebeu meu blefe.
– Então estou fazendo o quê, Eren? – Eu fazia um tom de desentendido.
– Está... fazendo coisas... estranhas! – Foi só o que conseguiu falar. Continuava a se arrastar para trás, tentando fugir de mim. Uma ova que eu deixaria.
– Oh, jura? E que coisas estranhas são essas? – Me aproximei dele novamente. Até encurralá-lo em uma das árvores. Só usava tons maliciosos em minha fala. Eu passei as mãos em seu rosto corado. Parece que ele parou de reagir depois desse toque.
– Ah... Eu... não sei... – Ele fitava bem fundo em meus olhos. Demonstrava um olhar de medo, mas ao mesmo tempo um olhar de curiosidade.
– Não sabe, é? – Aproximei minha boca ao seu ouvido novamente – Diga, Eren... Já sentiu vontades estranhas perto de mim?
– Er?!! ... N-não. – Eu ouvia sua respiração aumentando.
– Mesmo? Você não sente nada quando eu faço isso... – Deslizei minhas mãos por debaixo de sua camisa. Sentindo sua pele levemente suada e seus batimentos cardíacos bastante acelerados. Passei os dedos indicadores bem na pontinha se seus mamilos, fazendo movimentos circulares. Ele estremeceu mais.
– Ahh! – Eren dava leves suspiradas. – H-heichou... não...
– Hum... Sua boca diz ‘não’. Mas que seu corpo parece querer dizer o cotrário. – Continuava usando um tom provocador.
– Mas... Ahhn!
O interrompi, começando a beijar seu pescoço. Ele deixou escapar um gemidinho. Isso me incentivou a morder com gosto aquela região.
– Ahh, heichou!! Isso dói... – Ele reclamava, mas de uma forma mais deleitosa do que imaginava. Sabia que ele era um masoquista. Abandonei seu pescoço para olhá-lo nos olhos.
– Você quer que eu pare, então? – Eu não abria mão do meu tom provocativo nem por um momento.
Ele nada respondeu de imediato, apenas mordeu o lábio. Ele já tinha se entregado fisicamente. Mas, por algum motivo psicológico, ele ainda se segurava. Mas não seria problema. Só precisava de um empurrãozinho para se dar inteiro. Eu via bem o brilho de desejo em seus olhos. E na forma como ele observava meus lábios. Eren, então, avançou com o intuito de me beijar. Tapei sua boca antes que conseguisse, para seu desgosto.
– Hum?!
– Você ainda não me respondeu, Eren. Quer que eu pare ou não? – Destapei sua boca.
Ele ainda mostrava receio de falar em voz alta pra mim. Mas pela sua respiração e na forma como me olhava, vi que agora se entregou por completo. Ele fazia uma expressão bastante tentadora.
– Não... – Falava com um tom luxurioso em sua voz. Que até conseguiu me tirar um arrepio. Queria ouvir mais.
– ‘Não’ o quê, Eren? – Óbvio que eu queria que ele falasse respostas completas.
– Não pare, heichou... Não pare agora! – Ele entrelaçou os braços em torno do meu pescoço. Ele queria mesmo me beijar. “Hunf, vai ficar na vontade.” Eu não o deixaria que me beijasse, pelo menos não por enquanto. Só para deixa-lo mais louco.
– Oh, então te deixei todo excitadinho de novo? Eren, Eren... Não esperava que fosse tão pervertido assim. – Bom, eu também estava sendo pervertido. Mas eu não me excitava com tanta facilidade, como o pirralho. Limitava meu prazer apenas em provocá-lo.
– Não... N-não fale assim, heichou... – O garoto devia estar sentindo uma vergonha imensa. Eu adorava vê-lo assim.
Passei a mão entre suas pernas. Bem devagar. Pra fazê-lo sentir bem a fricção. Aquela área estava bem elevada. Mesmo a calça do uniforme da Tropa, bastante elástica, devia está-lo deixando desconfortável. Dei uma apertadinha naquela elevação.
– Ahhn – Ele deu mais um gemido. Devia estar em seu limite.
Antes que ele pudesse fazer qualquer coisa. Arranquei o cinto de sua cintura. Sentando-me em seu colo, rapidamente amarrando seus pulsos atrás das costas.
– Eh? Heichou, por que...?
– ‘Por que’ o quê? – Eu falava enquanto abaixava um pouco suas calças, tirando para fora apenas uma de suas pernas, para maior mobilidade – Já estou te dando o privilégio de só sentir o prazer, sem precisar se mexer, e ainda quer reclamar? Eu farei tu-do.
– M-mas... hm.. eu também quero...
– Hum, pena. Vai ficar na vontade. – Falei simplesmente, abaixando o tecido de sua roupa intima. Apenas abaixei, não tinha necessidade de tirar. Só o suficiente para libertá-lo.
– O que? Isso é injusto, heic... Ahhh – Ele se interrompeu ao sentir meu indicador fazer movimentos circulares em sua glande. A cada voltinha que eu dava, mais líquido escorria. Estava bem quente e molhado. Agora ele só conseguia gemer. Passei a estimular sua pelinha em torno da glande com todos os meus dedos. Ele contraía as pernas com os toques, e fazias umas expressões de me tirar do sério. Ele estava tão submisso...
– Isso, Eren... É gostoso, né?
– Hunmh...
– Dá pra ficar melhor ainda, sabia? Se eu fizer assim...
Segurei firme embaixo de suas coxas. Abri bem a meus lábios e abocanhei seu membro inteiro com gosto. O que o fez arquear-se.
– Ahhh, Heichou!!! – Ele parece ter se assustado. Deve ter sido um ato bastante inesperado pra ele. “Sério mesmo que você é tão inexperiente assim?” Mas suas reações continuavam adoráveis. “Essas carinhas que ele fazia...” Com esse incentivo, então comecei a chupá-lo com bastante intensidade. Eren gemia bem mais alto agora, e seu corpo se contorcia. Eu não deixava de apertar suas coxas no ritmo dos movimentos. – H-heichoou...e-eu... !!
Ele queria me avisar que estava perto de chegar ao seu ápice. Que foi bem em seguida. Senti a contração de seu membro. Logo ele gozou bastante em minha boca. E também no meu rosto, assim que soltei seu membro. “Imagina se esse garoto fosse penetrado...”.
Eren abriu os olhos devagar e me viu lambendo eroticamente o gozo que escorria em meu rosto. Sua expressão de vergonha voltava em sua face.
– Hum... Você se deliciou mesmo, hein? – Vi que seu membro continuava ereto. Que garoto insaciável. – Você é bem mais promíscuo do que imaginava, Eren. – Seu rosto estava pegando fogo. Bem... não apenas o rosto. Passei minha mãos por sua cintura, indo desamarrar seus braços atrás das costas. Ao mesmo tempo cochichei em seu ouvido. – Agora, garoto... se vira!
– Han?! – Ele ficou confuso, e eu saí de cima dele com seu cinto em minhas mãos.
– Dou seu treino de hoje por terminado. – Dei um suspiro. – Já estou voltando para o castelo...
– O que?! H-heichou! Vai me deixar aqui assim?! – Ele começou a ficar desesperado vendo-me ir embora.
– Se você for rápido com isso aí, talvez você consiga me alcançar. – Disse sem olhar pra trás, me afastando cada vez mais do garoto. Eu estava mesmo sendo bastante maldoso nesse dia.
– Heichou!!!! Levi heichou!!! – Eu já ignorava seus chamados, continuando meu caminho de volta para o castelo. Já estava a uma certa distancia de Eren. “Provavelmente, ele está xingando a minha mãe agora.” Mas foi ele mesmo quem começou com esse distúrbio hormonal em plena entrada para a Tropa de Exploração. Se não fosse isso, não me incentivaria de fazer todas essas coisas com ele. Por hora, descobri apenas que ele está confuso, se descobrindo em relação aos sentimentos. Por isso ainda não sei se ele tem sentimentos por mim ou se tem apenas atração física. O fato é que sente algo por mim.
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