Notas iniciais
Olá, galerinha! ♥ Queria novamente agradecer aos novos leitores por acompanhar a fic. Não pensei que fosse ter tantos comentários *-* Muito obrigada mesmo o/Voltei aqui, e com um capitulo superhipermegaultrapowermaster gigante. Espero que não seja muito cansativo (eu sempre fico pensando isso >.

Eren

– M-Mikasa?! – Eu fiquei totalmente perplexo e sem graça. E infelizmente, minha toalha estava bem lá na entrada perto dela. Então resolvi continuar em baixo da ducha, tomando toda aquela água fria, tentando inutilmente me cobrir. Senti-me um pouco vulnerável na hora. Ela estava totalmente vestida, até com as cintas-ligas, as botas e o cachecol. E não trouxe toalha nenhuma. Concluí que ela não estava à procura da ducha feminina, se perdeu e veio parar aqui acidentalmente. Virei apenas o meu rosto para ela, continuando ainda de costas. – O-o que está fazendo aqui?! Você não pode vir para esse lado do castelo, é a ducha masculina!

– E-eu... eu sei, Eren... – Pude ver o rosto dela corado também. E creio ter visto um filete se sangue escorrer pelo seu nariz. – É que... eu queria falar com você! – Ela dizia sem parar de olhar para o meu corpo.

– Não pode esperar um pouco? Tipo até amanhã? – Perguntei num tom irônico.

– Não. Eu quero falar agora! – Ela respondeu meio impaciente e ansiosa, dando um passo à frente.

– Mikasa, espera até amanhã! Não tá vendo que tô meio ocupado agora?

– Só me responde, Eren! Você... está gostando de alguém? – Ela foi bem direta.

Nesse momento congelei e fiquei mais confuso do que já estava. Por que ela perguntou isso do nada? E o que eu falaria pra ela? Como responderia isso? Aliás... eu tinha mesmo que responder...? Hunf. Claro que não! É um assunto meu.

– Veio até aqui só pra me perguntar isso?

– Claro, notei que você está diferente... Está um tanto submisso. Você não é assim. Está a fim de alguém? – Ela perguntava com certo ódio na voz. Eu virei meu rosto de volta para a parede.

– Isso... não é da sua conta. – Respondi simplesmente. Não tinha que dar satisfação nenhuma pra ela! E também, não poderia falar nada sobre heichou. Acho que iria chocá-la um pouco.

– É sim, Eren!

– Mikasa, eu não me sinto muito confortável em discutir nu com uma garota!

– Não precisa ficar desconfortável, Eren... Sou eu, a sua amiga de infância, sua família, te conheço há mais tempo que todos aqui! Exceto Armin... Mas... – Ela então adentrou o lugar, vindo em minha direção.

– Mikasa, não venha até aqui!! Vai pro seu quarto! Se heichou te pega aqui...

– O que? O que vai acontecer? – Ela continuou se aproximando.

– Para aí agora, Mikasa!!! – Eu me virei de frente para ela, fitando-a com um olhar nada agradável. Vendo isso ela parou de andar. Notei que ela não parava de olhar para o meu corpo, e ficava cada vez mais corada. – Eu é que quero saber por que você está agindo assim?! Por que não vai dormir logo e a gente conversa amanhã? Você está me deixando muito nervoso agora!

– Hunf. Então é isso mesmo, não é? O heichou... Se ele me pegar aqui com você nessa situação ele vai fazer o que? – Perguntou ela, ignorando tudo que acabei de falar. Mas já fiquei preocupado de ela falar do Levi com tanta ênfase assim.

– Hum?

– Então é ele... não é? – Ela falou com um rosto desapontado. Sem tirar os olhos dos meus.

– Do que você tá falando?

– Eren! Olhe pra si mesmo. É um homem, não é? E um homem deve ficar com uma mulher, não com outro homem...

– Hã... Er... – Agora eu fiquei sem saída. Com certeza ela descobriu sobre Levi e eu. O que eu poderia falar pra ela agora? Eu tinha três alternativas: Primeiro, eu poderia simplesmente admitir que estava com o heichou e ver a reação dela; Segundo, eu poderia negar até a morte; Terceiro, continuaria a tentar fazê-la sair dali, pois eu já estava me sentindo demasiadamente mal em discutir nu. – Mikasa, saia logo daqui, vá dormir!! Eu converso com você amanhã! Você está me fazendo sentir péssimo com essa conversa!

– Não, Eren... Como você pode saber se gosta de homens quando nem uma mulher você experimentou ainda...? Não tem vontade de provar? Não tem? – Ela vinha mais e mais perto. E eu ainda mergulhado de baixo da ducha fria, sem tirar as mãos da frente da minha intimidade. Dei um passo para trás ficando encurralado na parede. Não importa se era uma garota, acho que tinha que partir pra ignorância pra fazê-la sair de lá. Mas eu hesitava.

– Mikasa, pára com isso!! Não sei o que deu em você, mas acho melhor você ir logo descansar um pouco!

– Não! Não sem antes, verificar que você tem certeza da sua escolha... até você ter provado os dois lados... – Ela agora, já estava com seu rosto bem pertinho do meu, quase embaixo do chuveiro também. Eu com os olhos arregalados, não querendo acreditar que ela faria qualquer coisa estranha comigo, não reagi. Quando Mikasa ia avançar mais, ouvimos outra voz.

– Oh... Atacando pirralhos no meio do banho? Não sabia desse seu feitio, Ackerman. – Era um tom ameaçador.

Nós dois voltamos nossa atenção para a entrada do quarto de banho. Levi estava ali parado, com os braços cruzados, e olhando pra nós com uma cara nada agradável.

– Heichou?! – Por ato reflexo, desliguei a ducha e me ajoelhei no chão com as pernas juntas, ainda tentando me cobrir. Era a posição que devia fazer ao levar uma bronca dele. – Er... Heichou, isso...

Mikasa deu uma rosnada, mas nada disse. Apenas fitou Levi com ódio nos olhos.

– Acho melhor você voltar para o seu quarto, Ackerman. Andar sozinha por esses lados pode ser perigoso, sabia? – Levi alertou.

Perigoso? Então o senhor está me ameaçando? ... Heichou. – Mikasa usava um tom sarcástico em sua voz.

– Quem sabe... – Levi também não largava mão desse tom.

Eles não estavam mais dando atenção para mim, praticamente. Encaravam um ao outro sem piscar. Eu fiquei um tanto preocupado. Sentia muita tensão no ar naquele momento.

– Eren, venha até aqui. – Chamou Levi sem tirar os olhos da Mikasa. Eu então, já me levantei a fim de ir em sua direção, mas Mikasa agarrou a minha mão.

– Não! Fique aqui, Eren. Não terminamos de conversar ainda. – Falou ela, o que me fez repensar um pouco meu ato.

– Sua toalha está aqui do meu lado, Eren. Venha e se cubra caso não queira pegar um resfriado. – Ouvindo isso, voltei minha atenção para o heichou.

– Não, Eren! Ele só vai te bater se for até ele agora! Não sabe como ele é? – Mikasa também me chamava de volta.

– Vai desobedecer ao seu superior, Eren? – Levi mantinha o tom abismal.

– Er... Eu... – Olhava para ambos os lados, não sabendo como agir de momento. Não poderia, aliás não queria, desobedecer o heichou. Mas também não queria deixar Mikasa ali sem uma resposta mais aceitável tanto para mim como para ela...

– Eren! – Mikasa chamava.

– Eren! – Levi chamava.

Eu cheguei no limite! Já estava pronto pra gritar para os dois irem embora e me deixarem terminar meu banho em paz! Quando respirei fundo para fazê-lo, uma voz afobada me interrompeu.

– Aaahhhh, finalmente te encontrei, senhorita Mikasa Ackerman!! – Hanji apareceu de repente assustando a nós três. Ela estava parada na entrada, bem atrás de Levi, com suas mãos apoiadas na cintura e sua cara animada de sempre. Que tamanha vergonha eu sentia. Já estava ficando ridículo isso. Eu estava lá, nessa situação tensa, totalmente pelado na frente do heichou, da Mikasa e agora da Hanji também, e não podendo me cobrir muito bem. Que humilhante! E nem banho quente eu tinha conseguido tomar ainda. – Hahaha suas colegas de quarto estão preocupadas de você ter saído de repente e estar demorando pra voltar. A senhorita Sasha Braus encontrou-se comigo na cozinha e pediu para que eu a procurasse! Não esperava que tivesse se perdido até aqui...

Mikasa olhava para Hanji mais desanimada agora. Mas aparentava ter se acalmado um pouco agora comparado com momentos atrás.

– Hum... Certo... Voltarei para o meu quarto então. – E assim ela foi até Hanji na entrada, passando por Levi lançando-lhe um olhar feio. Ele devolvia na mesma intensidade. Mas antes, Mikasa de costas para mim disse. – Eren, me desculpe. Tem razão, eu não estou muito bem... Conversaremos amanhã então... Boa noite... – E assim ela saiu do local de forma pacífica. “Ainda bem!” Afinal ela tinha se exaltado um pouco agora.

– Certo... – Respondi. E percebendo Hanji olhar para mim de cima a baixo. – Hum.. o que foi, Hanji-san?

– Uhh, que belas curvas, hein Eren. Queria poder compará-lo com sua anatomia de titã... ah, espera só até eu pôr minhas mãos em você... – Ela falava ficando corada e entusiasmada.

– Hanji-san!!

– Ow, maníaca, já falei pra você parar de assustá-lo com essa sua tara. – Disse Levi desgostoso para ela.

– Hihihi Só estou brincando com ele, Levi. Você não tem nenhum senso de humor não? Bem, vou acompanhar Mikasa até o quarto dela. Tchau, tchau pra vocês e Levi... tente não judiar tanto do Eren hoje, viu?

E assim, ela foi. Apesar do tamanho constrangimento fiquei mais aliviado. Bom, na verdade, nem tanto... Levi voltou a me encarar, em sua expressão nada satisfeita. Eu, por ato reflexo, novamente me ajoelhei com as pernas bem juntas no chão e com a cabeça baixa, esperando por sua bronca.

– Eren...

– Aaaaaahhh siiim, Levi!! Eu quase me esqueci! Erwin chamou você pra falar com ele rapidinho agora! – Hanji gritou já do corredor, interrompendo heichou. Vi uma veia saltar de sua testa. Ele soltou um suspiro.

– Certo, garoto. A gente conversa depois, ouviu?

– S-sim senhor...

E então, Levi deu meia volta e deixou o local. E eu parado no chão com uma cara perplexa. Mas que acontecimento bizarro! Isso que dá aquele quarto de banho não ter tranca. Vem todo mundo entrando quando bem quisesse. Esse acontecimento me deixou desnorteado. Agora eu tinha que me preocupar com a Mikasa aceitar qualquer coisa que eu tenha com heichou. E fazer Levi tentar não brigar mais com ela.

Mas, eu não queria mais pensar nisso. Pois bem, agora eu poderia... relaxar. Finalmente desfrutando da banheira. Afinal, agora era a água quentinha... Já dentro, submergi todo meu corpo deixando apenas o rosto para fora. Estava bem gostoso. Enfim um pouco de paz e relaxamento. Tentaria por hora apenas esvaziar minha mente. Mas... pensei um pouquinho que... acho que seria perigoso eu ficar num lugar sozinho com a Hanji... não sei, apenas pensei.

~#~

Eu caminhei calmamente de volta para o meu quarto, o porão. Logicamente vestido, com o uniforme da Tropa. Bom, na verdade apenas a minha clássica camisa e a calça branca sem as cintas-ligas e descalço. Afinal, eu já iria dormir mesmo. Estava bem cansado, hoje tinha sido um dia cheio... eu combinei a formação para a missão de reconhecimento, limpei os estábulos, reencontrei e conversei com meus amigos, passei um tempinho com heichou e tive um agradável e pacífico banho. E agora, uma boa dormida iria me compensar.

Chegando ao meu destino, abri a porta e adentrei. Dando uma iluminada melhor com o lampião, para visualizar a pequena escadaria que dava até a minha cama. O lugar era bem escuro mesmo com a luz do lampião, por isso, pensei em deixar a porta aberta. Ao descer o primeiro degrau, ouvi um barulhão atrás de mim. Um barulhão da porta de fechando brutalmente. Virei-me assustado para lá, e vi Levi estava parado encostado à parede com a mão apoiada na porta.

– Heichou?! O que está fazendo aqui?!

– Eu disse que queria conversar com você, pirralho.

– Ah, mas... mas ainda hoje?

– Agora! – Ele falava severamente. – Me responda, Eren... Você estava sozinho nu com a Mikasa. Se eu não tivesse chegado lá no quarto de banho... você teria deixado ela fazer o que quisesse com você?

– O quê? Como assim? Ela não tinha intensão de fazer nada, heichou! – Respondi inocentemente, mas creio que não tenha o agradado.

– Resposta errada! – Ele deu um passo para frente. E eu, mesmo na escada, recuei um para trás, segurando-me no corrimão para não cair. – Eren, ela estava te seduzindo!

– Não. Ela só...

– Só o quê, então?!

– Eu não sei...

– Você ia deixar ela te tocar?! – Levi aumentava o tom da voz, a cada passo de dava. Mostrando bem a sua impaciência. Eu continuava recuando de degrau em degrau para baixo.

– Claro que não! – Respondi firme.

– Então por que não a mandou embora antes?

– Mas eu fiz isso! Foi a primeira coisa que eu fiz! Ela que não quis ir...

– Eren, você é homem, não consegue fazê-la sair de lá sozinho?! É tão difícil assim?! Ou no fundo você não queria que ela saísse? – Ele agora descia as escadas também passo a passo. Eu continuei recuando.

– Que pergunta foi essa? É claro que não! Heichou, por que está agindo assim?!

Por que? Você me pergunta Por que?! – Ele estava bastante furioso. Eu já cheguei ao chão do porão sem parar de recuar à medida que Levi avançava. – Pirralho, não viu que ela estava te seduzindo e você nem reagia? Como você quer que eu fique calmo com isso?!

– N-não, senhor, não era essa a intenção dela...

Com esse argumento, outra veia saltou de sua testa. Esse devia ter sido seu limite. Levi agora estava no chão também, ao mesmo nível que eu. Logo, fiquei acuado ao armário, e ele agarrou meus cabelos com uma certa brutalidade. O que me fez dar um gemidinho de dor.

– Ajoelhe-se!! – Ordenou com sua voz amedrontadora. Eu, sem questionar, logo abaixei-me ficando na posição. – E ponha os braços atrás das costas. – Eu tremia, com medo do que ele pretendia fazer comigo. Mas novamente, sem protestar fiz como ele mandou. Curvei-me um pouco pra frente e abaixei a cabeça. E Levi, sem largar meus cabelos.

– He-heichou...

– ‘Não era essa a intenção’... Eren, muitas vezes eu acho que tenho que te punir por ser tão lerdo... – Essa frase me fez tremer e começar a suar frio. – Não vê que ela gosta de você?! – Quando ele pronunciou essa frase eu fiquei meio desacreditado.

– G-gosta? O que... C-como namorado? – Perguntei timidamente levantando um pouco o rosto para ver o Levi.

– É óbvio! Incrível você não perceber uma coisa dessas, ela deixa tão na cara. – Agora ele falando. Até que fazia mesmo sentido. Mikasa sempre mostrou um afeto maior for mim do que pelos outros... Mas eu pensava que era pelo fato de ela me conhecer a mais tempo... se bem que ela também conhecia Armin a muito tempo. Abaixei o rosto novamente, envergonhado.

– Agora, responda... Você ia mesmo deixar a Mikasa fazer alguma coisa com você? – Ele perguntou novamente, voltando à sua voz mais baixa de sempre, mas sem perder o tom ameaçador. Eu, teimoso, nada falei ainda não querendo acreditar que ela pretendia fazer aquilo comigo naquela hora. – Responda, moleque! – Dizendo isso, ouvi Levi desatando seu cinto. Estremeci totalmente na hora. Ele ia me bater?

– Não!! claro que não, heichou! Eu nem sabia que as intenções dela eram essas mesmo... só por isso eu não reagi... – Respondi rapidamente, antes que ele fizesse qualquer coisa com aquele cinto.

– E se fosse um homem? Você teria deixado? – Perguntou.

– O que... Não! De jeito algum, senhor... e-eu... deixo apenas o heichou me tocar... – Falei sinceramente e de forma acanhada. E com essa resposta, ele pareceu ter relaxado mais.

– Oh... bom, então... – Ele logo afrouxou o cinto em sua mão e agachou-se em minha frente devagar. Eu, de momento, fiquei apenas olhando seus movimentos. Imaginando o que ele faria comigo. — Mas só isso não vai me fazer perdoá-lo, pirralho. Eu ainda estou intrigado com o quanto deixou a Ackerman avançar em cima de você. – Ele olhava bem fundo em meus olhos, o que deixava mais corado do que eu já estava. Ele, sem largar meus cabelos, puxou-os com rudeza novamente.

– Ahhh, heichou!! – Dei outro gemido de dor, este um pouco mais alto.

– Isso... Eu gosto dessa sua vozinha chorosa. – Falou com o rosto bem pertinho do meu, agora dando o seu sorriso maldoso. Ele deslizou sua mão até minha nuca e assim me puxou para unir meus lábios com os seus. Repentinamente. Eu, como sempre, ficava sem ações no início. E ele já começou bastante intenso, com movimentos sedentos com os lábios e a língua. Eu demorei um pouco pra raciocinar o que acontecia, mas depois, simplesmente me deixei levar por mais um dos beijos do Levi. Que sempre me deixavam tão desconcertado.

Minha mente ficou avoada e meus batimentos cardíacos aceleraram. Ele roçava sua língua contra a minha de forma desejosa, eu mal conseguia acompanhá-lo desta vez. Mas pude sentir seu desejo. Provavelmente heichou quis fazer isso comigo o dia todo, mas agora que aumentou o número de pessoas no castelo, ficava difícil termos um pouco de privacidade. Ele então veio saciar suas vontades agora... Se bem que eu não estava muito diferente. Eu também tentava mostrar meu desejo para ele naquele beijo... E novamente eu respirava errado, o que fez meu fôlego acabar rapidamente. Levi, percebendo isso, separou o contato de nossos lábios.

– Respire pelo nariz, garoto. – Ele disse observando minhas inspirações pesadas. Logo avançou sua boca em meu pescoço. Iniciando chupões e mordidas no local. Eu me estremecia inteiro e dava várias suspiradas. Heichou acariciava meu corpo, colocando as mãos por baixo da minha blusa, apertando-me em todos os lugares. Minhas pernas fraquejaram mesmo eu já estando ajoelhado, e eu acabei por me sentar de vez no chão, mas com os braços ainda atrás das costas. Mas cada vez que sentia sua língua quente roçar em minha pele, mais eu tinha vontade de tocá-lo com minhas mãos. Penso que agora ele não estaria mais tão bravo comigo. Talvez ele não ligue de eu tocá-lo... E assim, timidamente, com os braços trêmulos toquei levemente os quadris do Levi. Este pareceu não questionar o ato, o que me deu mais coragem de seguir em frente com o contato. Assim, também deslizei as mãos por suas costas. E mantive apenas nesses toques simples.

Levi desceu suas mãos para minhas pernas. Segurando pela parte de trás de minhas coxas, colocando uma de cada lado de seu quadril, ele então me ergueu do chão de repente. Eu, para não cair, enlacei os braços em seu torno de seu pescoço e cruzei as pernas atrás de seu corpo, até que ele ficasse em pé. Eu fiquei um tanto surpreso...

– Huhu... Que cara é essa? Achou que eu não fosse te aguentar, é? – Ele perguntou dando um riso.

– Hum, não... não é isso... – Falei baixinho. Eu estava era envergonhado de ser carregado daquela forma, parecendo uma criança. Ainda mais por alguém mais baixinho que eu. E ele não fazia muito esforço para me sustentar. Heichou logo voltou a me beijar, agora com mais calma para reexplorar a minha boca e aproveitar mais o momento. Eu gemi com isso, adorava quando ele ia mais devagar. Fazia-me arrepiar mais. E foi me levando em direção à minha cama, colocando-me sentado no colchão perto da cabeceira, assim desenlacei minhas pernas do seu quadril e Levi veio subindo junto a mim, sem parar de me beijar.

– Hum... ah... heichou... nós vamos fazer... hum... hoje... – Eu tentava falar entre gemidos, no meio do beijo. Ele deu riso parando o ato. E com malícia, foi até o meu ouvido.

– Eu ia te dar uma folga hoje, Eren... mas depois de ver você com seus amigos no jantar, sorrindo daquele jeito e depois no chuveiro com ela... Eu não pude controlar minha vontade de te ter só pra mim agora.

Eu mordi o lábio e dei uma estremecida com essa frase. Apenas isso já bastou pra me excitar. Claro, não tinha como eu aguentar. Ele usou aquele tom sensual de novo. Levi já logo notou meu estado.

– Hoh, já ficou todo animadinho só com o que eu disse? – Ele falou de forma divertida. Logo retirou sua blusa, exibindo seu peitoral e abdômen mais definidos que os meus. Mas mantinha sua natureza esbelta. Era sexy... Acariciou com uma das mãos a elevação em minha calça, o que já me fez dar outro gemido.

– Hum... hei... chou... isso é...

– Continua se excitando com facilidade, hã? Incrível esses hormônios de jovem... Você reage a qualquer toque... – Falava provocadoramente.

– Hum... – Eu já estava de olhos fechados, mas senti heichou desabotoar minha calça e começar a abaixá-la. – Ah... senhor! Os outros... eles vão nos ouvir... de novo. – Falei encabulado lembrando-me dos olhares que recebemos pela manhã no refeitório.

– Por que se importa com eles?

– M-mas, meus amigos estão aqui agora... se eles ouvirem...

– Vão saber que você é meu. Isso eu ia gostar de deixar claro pra eles... – Levi falou sorrindo de canto, enquanto jogava minha calça, junto de minha peça íntima, no chão ao lado da cama.

– Mas eles...

– Eles não vão zombar de você por estar se deitando com um homem, Eren... Já vi uns três ali no meio que tem cara de quem fazem isso também. Um deles é o seu amiguinho loiro.

– Hum? Armin? Mas... ele nunca...

– Esqueça-os agora, Eren. Concentre-se em mim... – Levi então começou a estimular o meu membro, o que fazia contorcer-me. – Pense só em mim agora...

– Hum... – Eu choramingava de prazer. Era incrível como o estímulo ali era tão prazeroso... ainda mais com a hábil mão do Levi, que movia freneticamente. Eu sentia sair mais líquido a cada movimento. Heichou inclinou-se para frente levantou minha blusa mandando-me segurá-la com a boca. Eu prontamente, já peguei o tecido com os dentes, deixando meu peito exposto para ele. Meus mamilos já estavam duros, Levi vendo isso já avançou sua boca em um deles, sugando com vontade. E era uma sensação muito gostosa... sua língua fazendo movimentos circulares. Minhas pernas se remexiam em cima do colchão. E eu agarrava os lençóis com força. – S-senhor... hum... eu já... tô quase... – Sentia o ápice chegando. Levi aumentou a intensidade do movimento com a mão. E eu me contorcia, até pender a cabeça para trás, finalmente chegando ao orgasmo. Desfiz-me na mão de Levi, melando um pouco meu abdômen também. Logo relaxei, mas ainda ofegante e com o rosto bem corado.

– Oh, apenas com a mão você já gozou tudo isso? – Comentou Levi ainda com malícia em seu tom. Que vergonha. Fiquei mais vermelho ainda quando o vi lamber o sêmen em sua mão. – Hum... Agora é a sua vez de fazer o serviço. – Dito isso ele desabotoou sua calça e desceu-a até tirá-la e jogar ao lado da cama, junto à minha, deixando seu membro à mostra. Estava quase ereto. Levi, com uma das mãos, abaixou minha cabeça até ali. Acabei por empinar meu traseiro. – Enfie tudo na boca.

Com essa ordem, eu sem esperar, já introduzi tudo. Até sentir a ponta encostar em minha garganta. Eu quase engasguei. Então, bem devagar, comecei os movimentos de vai e vem com a cabeça, sempre uma dando uma boa chupada. Heichou fechou os olhos, enquanto afagava meus cabelos e dava umas suspiradas.

– Wow... Você ficou bom nisso, hein... hm... Até que aprendeu bem rápido, garoto. Hum... – Levi falava gemendo de sua forma controlada. Eu fiquei encarando suas expressões. Não distorciam muito, mas já dava pra notar que eu estava fazendo-o sentir prazer. Ele unia as sobrancelhas e mordia o lábio a cada passada de língua que eu dava em sua glande. Seu membro foi ficando mais duro em minha boca. Eu então aumentei o ritmo de sucção, sentindo isso ele já segurou meu cabelo com mais força. Eu queria fazê-lo gozar, mas ele não deixou. Parou meu ato igual da última vez. Eu fiquei um pouco emburrado, queria ir até o final. – Espere um pouco aí, garoto... – Levi estava com a respiração levemente descompassada. Ele deu uma boa olhada em minha posição.

– Mas heichou...

– Eu não tô aguentando te ver com essa bunda empinada... – Os olhos do Levi exalavam desejo enquanto me fitava. – Vire-se! De quatro.

– Hum... que... ? — Eu já estava meio na posição, na verdade quase de bruços no colchão. Mas agora, ele queria que eu ficasse... de quatro? Com a parte de trás virada para ele? – Hm... não...

– Não?

– Er... q-quero dizer... é muito.... embaraçoso, heichou...

– Huhu... Ué, por que essa timidez? Eu já conheço seu corpo, Eren.

Eu dei uma olhada de canto pra ele. Ele não parava de me fitar com aquele olhar penetrante... Sentindo-me vencido, logo me virei ficando na posição, sem conseguir encará-lo.

– Oh, bom garoto. – Dito isso, Levi separou bem minhas nádegas uma da outra, olhando para minha entrada de forma analítica. – Está todo contraído por dentro, Eren... – Disse abrindo com os dois polegares, mas sem introduzir.

– Ahn... N-não fica olhando, heichou... – Falei completamente embaraçado. Com certeza corado até as orelhas. Que posição mais vergonhosa que era. Ainda mais com meu superior analisando meu ânus daquela forma.

– Vai precisar alargar antes... Não vai entrar do jeito que está. – Levi então, ajoelhado atrás de mim, inclinou-se para frente, levando dois de seus dedos até minha boca, que já estava entreaberta. – Lubrifique-os bem. Ou será pior pra você.

– Humm... – Eu dei uma choramingada e logo chupei com gosto os dedos do heichou, deixando-os bem molhados. E sentindo ele acariciar e dar leves apertadas em minhas nádegas.

– Hun. Bundinha redonda que você tem... Dá vontade até de morder... – Comentou Levi. De momento até queria que ele fizesse, mas ele não fez. Quis apenas me provocar.

Heichou logo vendo que os dedos estavam bem molhados, retirou-os de minha boca. E levou-os até a minha entrada, introduzindo os dois lentamente. Dei uma outra choramingada. Estava bem contraído por dentro mesmo pelo que eu sentia.

– Ei, relaxe um pouco... seus músculos estão muito tensos... – Levi falava enquanto movia seus dedos. Ora de forma circular, ora abrindo-os em forma de tesoura, a fim de alargar mais meu interior. E quando teve chance, heichou logo tocou naquele ponto que me fazia delirar. Dei um gemido mais alto. – Oh... você gosta daqui, não é? – E pressionou lá novamente.

– Annn... Mais... heichou. Eu quero... – Pedi, já tendo certeza que estava alargado e pronto para recebê-lo.

– Você quer o que? – Claro.... Ele não ia perder a chance de me ver pedir com todas as palavras de novo. Sem muitas saídas, optei por me render a isso.

– O seu... dentro de mim...

– O meu o quê? Grite exatamente o que você quer que eu faça. – Ele falou com bastante maldade. Eu, não ligando mais se ouviam a gente ou não...

– Me fode, heichou! – Já falei de uma fez. Nunca pensei que me submeteria a falar uma coisa daquelas, de quatro ainda por cima. – Hum... por favor.

Levi sorriu, logo retirou seus dedos de dentro.

– Oh! Muito bem, então. – Ele se posicionou ajoelhado atrás de mim, colocando a ponta de seu membro em minha entrada. – Você pediu, agora aguenta. – E introduziu tudo de uma vez. O que me fez dar um grito bem alto. E logo afundei meu rosto no travesseiro. Doía muito, muito mesmo. Era bom... mas a dor ainda incomodava. Levi nem me esperou acostumar, já logo começou a se mover.

– Ahnn... heichou...

– Calma... logo vai ficar gostoso. – Ele dizia ainda estocando. Até que aquela posição facilitou mais penetração. E ia mais fundo. Acertando com facilidade aquele ponto que me fazia revirar os olhos. Assim, a dor foi logo dando lugar ao prazer. Mas de repente, Levi parou de se mover. Eu, confuso, virei o rosto para ele.

– Heichou...?

– Me chame só de Levi agora. – Ele falou quase num sussurro. – Acho bom você gritar esse nome no seu segundo orgasmo. Ouviu, moleque?

– Sim, sen... Levi! – Falei tímido.

– Bom... agora diga, Eren... A quem você pertence? – Perguntou voltando a dar as estocadas em mim, só que devagar.

– Hum... ao Levi... – Respondi um tanto baixo, começando a gemer novamente.

– Mais alto! – Ele foi aumentando a velocidade.

– Levi...!

– Respostas completas, garoto! – E aumentava mais e mais.

– Hm... Eu pertenço... ao Levi!! – Gritei mesmo.

– Isso, Eren... – Heichou ficou bastante satisfeito com a minha fala. E intensificou o máximo que podia o movimento. Sempre acertando-me naquele ponto. Em meio aos meus gritos roucos, pude ouvir os gemidos de prazer dele. Eram, como sempre, mais contidos. Mas igualmente deleitosos. Ele então inclinou-se pra frente, apoiando o peito em minhas costas, abraçando meu corpo. E levou uma de suas mãos até o meu membro, estimulando-o no ritmo das estocadas. E ouvia melhor seus gemidos, agora que estava com a boca próxima ao meu ouvido. Era puro regozijo. Já não aguentava mais. Sentia o segundo orgasmo chegando. Bem perto... Sem avisar, já me desmanchei totalmente, e gritei bem alto e rouco o nome do heichou. Melando sua mão e os lençóis. Minhas paredes internas todas se contraíram, e sentindo isso, ele também chegou ao ápice. Ejaculando bastante dentro de mim. De novo tremi com aquela sensação esquisita, mas que era gostosa, era.

Eu, totalmente exausto, já senti as pernas mais fracas. Levi saiu de dentro, demonstrando apenas sua respiração descompassada, mas ele não estava tão acabado como eu. Óbvio. Eu então, já me deitei ofegando bem alto. Levi voltou-se para mim, dando seu sorriso de canto.

– Ei, tudo bem aí? Peguei muito pesado de novo?

– Ah... Um pouco sim... Levi...

– Huhu. – Ele deu outro riso. Sentou-se ao meu lado na cama apoiando suas costas na cabeceira. – Mas você é um titã, não é? Vai ficar bem logo.

– Uhum... Mas foi muito bom... de novo. Ficar com você...

– É... eu sei que é. – Falou convencido.

– Levi, não seja tão arrogante...

– Como é que é?

– Ah, nada!

– Hum... Veja. Até que você foi bem melhor que da última vez. Você não conseguia nem falar.

– É sim... mas eu cansei do mesmo jeito... e estou com sono... – Falei dando um bocejo. E começando a sentir o choque do ar com a minha pele agora bem quente. Dei umas estremecidas. Levi vendo isso, virou-se para o lado.

– Não durma ainda, Eren... – Ele falou inclinando-se para pegar um cobertor limpo e bem dobrado próximo ao criado-mudo.

– Ué tinha isso guardado aí? – Perguntei com os olhos semifechados.

– Eu que trouxe, acha que não penso em tudo? – Disse ironicamente. – Vá mais para o lado. – Levi puxou o lençol de cima, que era o único que tinha sujado, e o deixou no chão. E logo deitou-se ao meu lado, cobrindo a nós dois com o cobertor. Aconchegando-se em seu canto. Então, ele já planejava dormir comigo. Dei um sorriso. – Pode dormir, agora.

Eu então aninhei-me mais perto dele, fechando os olhos lentamente. Agora sentia-me bem aquecido pelo calor de seu corpo. Antes de fechar totalmente os olhos, virei o rosto pra ele.

– Levi...

– Hm?

– Eu te amo...

Ele então virou o rosto para o outro lado, meio sem ações.

– Hm... Dorme logo, menino...

Notas finais
Yo, pessoas que chegaram vivas até aqui, e aí o que acharam?Já avisando que essa mente pervertida só ocorre de vez em quando, viu! Eu sou uma pessoa pura a maior parte do tempo. Nunca pensei que fosse conseguir escrever coisas tão pervertidas assim... >////< Culpa do Eren e do heichou! xDPois bem... Mikasa foi dormir, e Levi foi aproveitar a noite com o Eren xD E optou por não amordaçar o coitado desta vez. Irwin não vai ficar nada feliz de ter dormido mal novamente. xD HiheieheiheiE agora? Eren gritou pra caramba esta noite!O que os amigo do Eren vão pensar? Será que o Irwin vai dar outro sermão no Levi? O que Levi viu que levou a concluir que Armin gosta de homens? A Mikasa vai cometer algum homicídio? Será que o Jean consegue pegar a Mikasa? Enfim, tudo isso você verá no proximo cap em algum horário, não sei que dia! o/ Beijinhos, Nikki