Provocativo

14 Imobilização


Notas iniciais
Oi gentee! Sou eu de novo! o/
Desculpem só estar conseguindo postar domingo de madrugada x.x
Mas tá sendo o momento que dá. Enfim...
Gente queria agradecer de novo à mais recomendações que recebi. Meus super agradecimentos a Aysawa Misaki Love Takumi Usui e Anna Fullbuster ♥ Muito obrigada a voces duas, queridas >3
Bem, já queria avisar que não vou conseguir responder os comentarios anteriores agora (dessa vez a culpa foi minha, fiquei enrolando pra caramba, mas enfim, cedo ou tarde sempre respondo aos comentários) Queria també agradecer à todos os leitores da fic. ♥ Sérião, não achei fosse fazer esse sucesso >3<
Domo arigatou a todos.
Agora, chega de falação e boa leitura, amores! E de volta com nossos dois amores Eren e Levi ♥

Levi

Depois de um bom tempo se alongando e fazendo os exercícios musculares, Eren se transformou em titã a meu pedido. Queria apenas ter certeza que ele continuava a controlar-se bem. Com relação a isso, o garoto se saiu ótimo.

Mas depois, fiz um teste que Hanji havia comentado comigo uns dias atrás. Ela havia notado na forma como Eren lutava em sua forma titã. E como ele detonava fácil suas mãos com apenas um soco. Claro, ele se regenerava, mas ainda assim ficava com suas mãos inutilizadas nesse meio tempo. Não acontecia só nas mãos, como no resto de seu corpo todo também. Isso era desvantajoso para o Eren, se estivesse em uma luta com um titã anormal ou, se as suposições de Irwin estiverem certas, um titã como ele...

Por fim, o coloquei para dar socos em uma rocha bem grande para o teste. E logo vi que ele já estava detonando os punhos como previsto. Ele tinha que aprender ainda a controlar a força que aplicava em seus golpes. No caso, ensinaria luta corporal para ele para compensar esse desequilíbrio. Mas obviamente em sua forma humana. Sei que ele já deve ter uma base de aprendizado em lutas, mas mesmo assim, vi que precisa aperfeiçoar.

Com as DMT’s já colocadas, caminhei até o Eren, que continuava a socar a rocha. Parando à uns quatro metros de distância dele.

– Eren!! Está bom, já vi o que eu queria ver!! Agora relaxe aí!! – Gritei bem alto para que ele ouvisse. Assim, ele parou os socos e logo sentou-se com certa indelicadeza, fazendo o chão tremer levemente.

Lancei os cabos da DMT em seu ombro, enfim, subindo com as lâminas já em mãos. Cortei a carne de sua nuca com cuidado, até o corpo de Eren ficar exposto. Guardando as armas, segurei o garoto por debaixo dos braços até conseguir puxá-lo totalmente para fora da carne de titã. Seus olhos estavam fechados como se estivesse dormindo e seu corpo estava tão quente como sempre ficava quando se transformava. E assim, o trouxe para o chão, afastando-nos de toda aquela fumaça do corpo de titã, que agora começava a desaparecer.

Ele aos poucos foi abrindo os olhos.

– Heichou... – Ele deu uma murmurada. Ainda sentado ao chão, inclinando a cabeça para me olhar. Parecia ainda meio em transe.

– Tudo bem aí? Consegue levantar? – Perguntei já me pondo em pé, mas ainda segurando seus ombros. E olhei para a sua pele em torno dos olhos, que sempre ficava marcada depois da transformação.

– A-acho que sim. – Ele, com um pouco mais de dificuldade, se levantou também. Agora retomando a realidade.

– Venha, melhor descansar um pouco. Aliás, já está na hora do almoço.

– Já? Então... nós vamos voltar para o castelo? – Ele perguntou.

– Não. Eu trouxe nosso almoço também. Creio que já tenha esfriado um pouco... – Falei indo direto à sacola em cima da pedra. Retirando duas marmitas, que ainda estavam meio morninhas. “Até que eram bons recipientes.” Pensei. Eren deve ter sentido o cheiro de longe. Pude até ouvir o ronco no seu estômago.

– Ah, que bom então, estou morto de fome! – Ele falou ficando mais animado.

Então, caminhamos até uma das poucas árvores que havia naquele enorme campo. E lá, nos pusemos para descansar. Ele se sentou primeiro encostando-se a árvore, já pegando sua marmita e abrindo-a euforicamente.

– Macarrão? E com molho até! Tinha isso também de estoque? – Perguntou ele surpreso.

– Na verdade temos pouco agora... Algum infeliz anda cozinhando isso sem permissão... Mas mesmo assim quis preparar isto.

– Hum... Certo. Melhor então! Faz tempo que não como macarrão. – Ele disse, já logo atacando sua refeição. Eu, calmamente, retirei as minhas DMT’s e as deixei encostadas no outro lado da árvore, peguei minha marmita e me juntei ao garoto. Sentei ao seu lado encostando-me ao tronco.

– Não coma muito rápido. Vai fazer mal à sua digestão e você está no meio do treinamento! – Alertei-o.

– Hum... Desculpe heichou. – Ele logo parou e começou a comer mais vagarosamente.

– E não fale de boca cheia também. Parece uma criança... – Comentei dando minha primeira garfada no macarrão.

Comemos em silêncio por um tempinho. O garoto se controlava para não devorar tudo rápido demais. Enquanto eu continuava na minha tranquilidade de sempre. Pude notar, durante esse tempo, que Eren dava umas olhadas pra mim. Sem disfarçar. Eu não o encarei de volta, mas dava pra saber que ele estava olhando.

– O que você tanto olha, pirralho? – Assim que ele percebeu, desviou o olhar.

– N-nada... – Ele tentou dar uma disfarçada. Mas sei que ele estava todo bobo assim por eu ter dito que gosto dele há momentos atrás. Vi-o agora tentando procurar por algum outro assunto. – Hm... foi você quem preparou essas marmitas, senhor?

– Não, querido. Na verdade foi a Petra... – Foi aí que notei que falei algo sem querer... O garoto já se virou pra mim com os olhinhos brilhando.

– Do que você me chamou, heichou? – Ele abriu um sorrisinho alegre e ao mesmo tempo malicioso. Uma veia pulsou em minha testa no momento.

Menino. Eu disse menino! – Falei tentando manter meu tom indiferente pra disfarçar. – E foi a Petra quem preparou esses dois pra nós.

– Certo... entendido, senhor. – Ele falou dando um riso. E falou de forma divertida também logo terminando de comer todo o seu almoço. – Heichou! – Chamou-me.

– Hum?

– Tem um pouco de molho no canto da sua boca... – Ouvindo-o falar isso, logo passei a língua para tirar. – Deixa que eu limpo, senhor. – Ele então se aproximou e lambeu o canto de minha boca bem devagar. – Hum, pronto.

Eu confesso que fiquei sem ações na hora.

– Está ficando muito atrevido, garoto. – Disse de forma irônica e ele riu. Mas depois voltei a atenção para o meu almoço. Mas pensando que... Eu não me sujo durante as refeições. Que estranho...

– Heichou, eu fui bem no treino até agora? – Ele perguntou me olhando.

– Hum... foi. Seu autocontrole está muito bom. Mas ainda tem umas coisas que tenho que te ensinar antes da missão. – Disse saboreando as últimas garfadas do macarrão.

– E o que é?

– Tem que ficar melhor em combate corporal, garoto.

– Hã? É mesmo... ?

– Claro. Mas agora, dê uma descansada aí primeiro. Eu te explico melhor sobre isso depois.

~#~

Depois de uma meia hora. Eu retornei a árvore que eu e Eren estávamos encostados descansando. Eu havia ido até um pequeno riacho, não muito longe, para lavar as duas marmitas. De forma alguma conseguiria voltar ao castelo com aquilo ainda sujo. E pior que eu acabei pisando numa poça de lama meio funda a caminho de volta. Tive que voltar ao riacho novamente para lavar a minha bota.

De volta até onde deixei Eren. Vi-o ainda tirando um cochilo pós-almoço deitado na grama. Segui minha rota até a pedra onde deixei a sacola, guardei as marmitas limpas e peguei um pano de limpeza, que eu sempre levo comigo. Sentei-me na pedra e tirei a bota molhada, a fim de secá-la. E aproveitar para tirar aquelas folhinhas que ficaram presas na sola. Ao mesmo tempo já chamei o moleque.

– Eren! Acorde, vamos começar a outra parte do seu treino! – Falei alto. A distância entre a árvore e a pedra não eram muito longe. Mas mesmo assim eu precisava gritar pra que ele ouvisse, devido ao enorme espaço aberto que era aquele campo.

O menino logo despertou. Esfregou os olhos e deu uma leve espreguiçada. Finalmente se levantando e vindo rapidamente de encontro à mim, que continuei sentado sobre a pedra.

– Pronto, senhor! – Ele parou bem em minha frente mostrando sua disposição para o treino. – Ué, o que houve com a sua bota?

– Não é nada, só estou secando-a. – Disse enfim, guardando o pano na sacola, calcei a bota novamente. Assim que me coloquei em pé, fui caminhando até a área mais aberta daquele campo. – Agora venha até aqui.

Eren rapidamente me seguiu até eu parar e me virar de frente para ele.

– Vamos treinar um combate corporal agora, ok?

– Sim, senhor! – Falou o garoto ainda mantendo sua empolgação. – Mas, heichou ainda não me falou por que resolveu treinar isso comigo agora...

– Olha, garoto. Eu tenho observado bem na forma como você luta. Em especial, na sua forma titã... e precisa melhorar mais.

– O que...? Mas eu consigo matar titãs com os conhecimentos de luta que tenho, senhor.

– É, mas não vai ser o suficiente para a nossa próxima missão.

– Eh...? – Ele fez uma expressão interrogativa.

– Eren, você já saiu das muralhas para enfrentar titãs no território deles?

– Hum... não... – Ele respondeu tímido.

– Exatamente. Esta será sua primeira expedição. Não pense que terão apenas aqueles titãs com cara de tontos que você enfrentou até agora.

– Ah... acho que tem razão. – Ele concordou, mostrando mais motivação para o treino.

– Bem, vamos a partir do que você já sabe. Você está transformado. E um titã, desses com cara de bobos, vem pra cima de você. O que você faz? – Perguntei cruzando os braços.

– Eu tento golpeá-lo diretamente. – Ele respondeu rapidamente.

– Bom. Mas e se for um do tipo anormal? Um que seja mais rápido que a maioria e tenha reflexo pra desviar.

– Hum... ? Existem titãs assim? Quero dizer... com reflexos?

– Garoto, você não tem ideia do que eu já enfrentei. Eles podem ser mais imprevisíveis do que você imagina.

– Ah... – Ele, então, levou o polegar e o indicador ao queixo enquanto pensava. – Então...Tentarei ser mais rápido que ele na hora de socá-lo! – Falou com a certeza de que estava correto.

– Resposta errada. – Disse simplesmente.

– Hã?

– Eren, se o seu oponente é mais rápido que você, não pode tentar golpeá-lo assim. Ainda mais você, que detona seu punho com um único soco. E depois demora pra se regenerar...

– Hm... é mesmo, tem razão. – Ele parou refletindo.

– Por isso você deve golpear apenas quando tiver a certeza de que irá acertar. E pra isso... Você deve imobilizar o seu oponente primeiro.

– Ahh... Entendi. – Ele falava concordando com a cabeça. – E... como eu faço isso? – Perguntou ele de forma tímida e curiosa.

– Como? Você não sabe? Não acabou de falar que sabia o básico de luta?

– O que eu sei eu aprendi sozinho na brigas quando era criança... Apesar que em quase todos eu ter sido salvo pela Mikasa... – Ele comentou a última frase baixinho. Mostrando uma certa frustração.

– Quer dizer que você era salvo por uma garota e acabava não lutando? – Perguntei arqueando uma sobrancelha.

– Não! E-eu sei me defender bem!

– Mas foi salvo por uma garota várias vezes. – Dei mais uma ênfase nisso para provocá-lo. Quem sabe com isso ele ficava mais determinado a melhorar seu desempenho de luta.

– Eu aprendi alguns golpes nos treino de cadete também!! – Apontou o garoto.

– Ah, é? Com quem você aprendeu? Com a Ackerman também? – Perguntei, juntando as sobrancelhas. Se ela ensinou o que ele sabe até agora, então tá mal... Mostrarei bem à ela e aos outros que eu sou melhor para ensinar o Eren.

– Alguns sim... Mas umas técnicas diferentes eu aprendi foi com a Annie.

– Hm? Quem é essa?

– Ah, é uma garota da nossa divisão dos cadetes. Ela não entrou para a Tropa. Mas era uma das melhores lutadoras de lá! – Argumentou ele.

– Oh... Entendo. E você já ganhou dela? – Perguntei ironicamente.

– Er... não. – Ele falou novamente ficando constrangido e com certa frustração.

– Acho muito meigo você ser sincero assim comigo até sobre essas coisas constrangedoras. – Comentei dando um leve sorriso.

– Ah... – Seu rosto enrubesceu com a minha fala.

– Então... Você apanha e é salvo por garotas normalmente?

– Não! Não é assim, heichou! – Ele fez um bico. Com o rosto ainda corado. Essa sua expressão assim era de fato bem graciosa.

– Pois bem, deixando isso de lado. Quero ver o que você sabe. – Fiquei em posição de luta. Pondo o pé direito à frente e elevando os punhos à altura do rosto.

– Ah, sim, senhor! – Eren, vendo minha preparação, já logo se posicionou de forma semelhante, mas com os braços um pouco mais juntos ao corpo.

– Pode vir. Sem dó, garoto! – Dei a deixa.

Então, Eren rapidamente avançou em minha direção, bem de frente, com seu punho pronto para golpear. Mas assim, diretamente? Hunf. Desviei facilmente de seus socos, dava para perceber que seriam socos bem fortes se acertassem. Mas o garoto era bem impreciso na mira quando o combate era com alguém mais rápido. Dando a brecha certa, simplesmente dei um passo para lado, desviando de seu próximo soco. Já logo agarrei seu punho e passei uma rasteira em seus dois pés, fazendo-o cair de costas na grama. Ele deu uma choramingada de dor com a queda. E eu, antes que Eren se levantasse, sentei-me sobre ele com as pernas cada uma de um lado de seu corpo, praticamente em seu colo. Segurei com força seus braços mantendo-os no chão. Ele ficou totalmente sem ações com meu movimento repentino, e me fitava com os olhos bem arregalados.

– Ah... heichou... o que está... ?!

– É assim que se imobiliza o oponente, Eren. – Falei baixinho, inclinando-me para perto de seu rosto. – Percebe como é difícil escapar assim, com meu peso em cima de você?

– An... a-acho que sim... – Seu rosto foi ficando vermelho novamente.

– Você não consegue me chutar agora, não é? – Continuei a falar baixinho.

– ... N-não.

– Também não consegue se virar e fugir, não é?

– ... T-também não...

– Mexer os braços então... muito menos, não? – Fui levando os braços dele até por cima se sua cabeça. Podendo, assim, segurá-los com apenas uma das mãos. Com a outra livre, passei os dedos em seu rosto sentindo o quanto estava quente. – E esta mão... fica livre para fazer o que quiser... – Eu estava usando um tom provocativo, vendo que Eren estava levando toda essa situação na malícia. Mas como sempre, eu fazia isso é por gostar de ver essas reações dele. – Se você estivesse em meu lugar agora, aí sim você poderia dar o seu soco. Entendeu?

– Ahh, sim... – Ele balançou a cabeça positivamente, ainda abobado.

– E por que está tão vermelho assim? – Perguntei, ficando com o corpo ereto novamente, mas continuei sentado praticamente sobre sua virilha. – É por causa desta posição? Hein, moleque pervertido? – Falei em tom divertido.

– Hum, n-não! Não é isso... – Ele tentou se justificar, ficando mais sem graça ainda.

– Estou te mostrando uma técnica de imobilização, Eren. Não uma posição sexual. Tá entendido? – Falei meio em tom de sermão, mas ao mesmo tempo não deixava de me divertir com seu constrangimento. Ele apenas balançou a cabeça concordando comigo. – Você vai precisar disto para quando estiver em uma luta com um titã anormal, ouviu?

– Hm... Sim, senhor. – Ele desviou o rosto para o outro lado.

– Pare com essa vergonha. Acha que eu transaria com você aqui, no meio do mato? Claro que não! – Disse soltando seus braços e me levantando de cima dele. Ele deu uma murmurada. – Controle seus hormônios, Eren.

– Ah, mas e o que o heichou fez comigo na floresta dias atrás? – Ele perguntou meio indignado.

– Garoto, não transamos aquele dia. Eu só dei uma chupada em você...

– Heichou!! Não fale assim... – Ele cobriu o rosto. Óbvio que era pelas palavras que eu usava. Sei que ele não gostava muito de falar coisas explícitas daquela forma. Deixando isso de lado, Eren logo pôs-se de pé também.

– Esqueça isso. Vamos de novo então, Eren. – Falei ficando em posição defensiva novamente.

– Hum... – Ele fazia bico de novo. Mas logo voltou sua concentração no treino. – Sim, senhor! – Ele ficou de novo em sua posição ofensiva. Ainda com determinação a conseguir lutar melhor.

Tentamos uma segunda vez, uma terceira, uma quarta, uma quinta... e em todas as vezes, eu consegui dar um jeito de fazê-lo cair. Era isso que ele devia conseguir primeiro para imobilizar o adversário. Fazê-lo cair. Eren não desistia, mas ficava mais exaltado a cada vez que perdia.

Fiquei pensando no inimigo que Irwin supõe que poderíamos acabar enfrentando nessa próxima missão. Talvez ele esteja certo mesmo. Se já pudemos ver Eren como sendo um humano que se transforma em titã, quem garante que não tenha mais? Pensando dessa forma, quis que o garoto já tivesse truques em mãos para enfrentar tal coisa. E pra isso, ele já devia aprender coisas simples que lhe deem uma vantagem durante sua luta. Não sei quem é o inimigo, ou se sabe lutar bem. Eu ensinaria hoje, truques fáceis que serviriam para qualquer tipo de oponente.

Mas com o passar do tempo, Eren foi mostrando um certo cansaço físico. Mas ainda tentava ao máximo me vencer naquela luta. E vi o quanto ficava frustrado por não conseguir me acertar e por ser mais lento.

– Eren, não precisa ficar frustrado assim. Você até que está indo bem. – Falei tentando confortá-lo. Porque do jeito que ele estava agora, qualquer raladinha da pele o faria transformar-se em titã.

– M-mas, heichou! Eu não consegui acertar nenhum golpe! – Ele falava demonstrando claramente sua chateação.

– Isso é bom, talvez te motive mais a continuar tentando.

– Hum... – Ele deu uma reclamada.

– E lembre-se, eu não estou pegando leve com você. Isso serve de apoio psicológico?

– Hum... acho que sim... – Ele falou ainda fazendo aquele bico. Eu já estava começando a me irritar com aquela birra dele apesar de continuar achando meigo.

– Eren... – Resolvi motivá-lo de outra forma então. – É o seguinte... Se você conseguir me derrotar, eu deixo você ser o ativo na próxima vez. – Falei diretamente e sem engasgar. O que fez o garoto, já olhar para mim com olhos espantados. Obviamente, não acreditando que apostei aquilo. Ele logo já ficou em posição ofensiva, pronto para atacar. É... isso o incentivou bastante a querer ganhar.

– S-sério?! M-mas, heichou dá sua palavra sobre isso, não é? – Ele confirmava com certo nervosismo. Ele queria tanto assim ficar por cima?

– Sim, dou minha palavra. E você só ganha se me deixar totalmente imobilizado, entendido?

– Sim senhor!! – Sua motivação estava alta agora. Vi que ele iria fazer de tudo pra ganhar, agora com essa recompensa tentadora que lhe ofereci. Mas o garoto era bem ingênuo. Se eu aposto uma coisa dessas, é por que eu sei que eu vou ganhar.

~#~

Eren

Terminamos o treino pelo fim da tarde, e chegamos até o castelo quase de noite. E eu ainda estava frustrado. Não consegui derrotar o Levi. Ele é muito rápido, quase não dá pra ver os movimentos. Quando eu dava por mim, já estava caído no chão. Mas houve três momentos em que quase consegui derrubá-lo. Quase. Mas cheguei bem perto. Bom, mas eu tinha que contar também que Levi é o melhor lutador daqui. Acho que nem Mikasa ou Annie conseguiriam com ele, devido à sua velocidade. Levi era mesmo incrível. Sempre me surpreendia mais com suas habilidades. Penso que treinaríamos mais antes de partirmos para a missão de reconhecimento. Então, acho que poderia já ficar tranquilo com o nível em que estou neste momento. Eu já conseguia derrotar o Jean com o que sei. Mas eu ainda iria aperfeiçoar mais isso.

Eu estava lastimando também o fato de ter perdido a chance de ser o ativo. Caramba, no momento que ele falou isso meu coração acelerou. Não acreditei que ele iria deixar... Era minha chance! Mas se bem que... na verdade não tive chance alguma. Levi acabou comigo facilmente, e no final falou aquela frase: “Hunf. Como se eu fosse mesmo deixar você ser o ativo...”

É, pelo visto ele só apostou aquilo porque sabia que iria ganhar. “Bem, vai pensando assim, heichou... cedo ou tarde eu vou conseguir te pegar de jeito.” Disse mentalmente, pensando nos dois sentidos.

Mas deixei para lá, por hora. Eu só sei que, naquele momento eu estava todo sujo de terra devido a todas as vezes que eu caí, mas estava também faminto então deixaria para tomar um banho mais tarde. Eu e heichou paramos na entrada do refeitório e demos uma analisada no local. Estava lotado.

– Caramba, acho que é a primeira vez que janto no horário certo...

– É? Está bem cheio mesmo. – Ele comentou. De lá mesmo da entrada, procuramos algum lugar para sentarmos. Eu não tinha imaginado no quanto aquele lugar ficava movimentado no início do jantar. E o ambiente estava bem mais claro também. Havia mais lampiões acesos do que o horário que costumo fazer a refeição... Fui dando uma revirada com os olhos pelo local até que encontrei os meus amigos sentados à mesa grande encostada à parede. Mikasa, assim que me viu parado na entrada, logo acenou e me chamou para sentar-me com eles. O que fez os outros me virem também. Acenei de volta. Até quis ir, mas... também queria ficar com heichou. Sempre fico nessa indecisão. Mas pensei que, como já passei o dia inteiro com ele, poderia passar um tempinho com o pessoal durante o jantar, então.

Virei-me para heichou primeiro. Com uma expressão meio que pedindo permissão. “Eren, como você quer ser dominante se continua agindo dessa forma?” Dei uma refletida rápida comigo mesmo. Vi-o já olhando para meus amigos também, com os braços cruzados. Logo voltou seu olhar para mim.

– Quer se sentar com seus amigos? Pode ir.

– Hm, sério?

– Claro, acha que vou te ficar prendendo o tempo todo? Mas vou ficar de olho em você, ouviu? E também nela... – Ele encarou Mikasa nesse momento.

– Por favor, heichou, não quero que brigue com a Mikasa de novo.

– Não brigarei com ninguém, garoto. Só... fique atento, ok?

– Certo, senhor!

– Mas antes...

– O que? – Levi, então, segurou a parte de trás de minha cabeça e repentinamente me puxou para perto, bem perto de seu rosto, até nossos lábios se unirem. Eu fiquei com os olhos bem abertos, surpreso com tal ato. E meu rosto foi esquentando rapidamente. Minha boca já estava meio aberta antes, por isso ele aproveitou e já logo introduziu sua língua. E minha vergonha foi crescendo. Era a primeira vez que beijávamos em público. Isso me deixou totalmente sem ações e meio trêmulo. Vi que a cada movimento dos lábios, Levi olhava de canto, aparentemente em direção à mesa dos meus amigos. Apesar de eu já ter achado bem provocante, foi um beijo breve...

Levi separou nossos lábios olhando em meus olhos. Já eu, não conseguia mais olhar pra lugar algum.

– H-he-heichou!! O-o que é que... você fez?! – Perguntei meio indignado, mas ao mesmo tempo meio contente. Era uma sensação estranha.

– Só estou marcando o que é meu. É bom que continue claro pra eles. Já que não dá pra deixar marcas em seu corpo por causa de seu poder regenerativo...

– Não, m-mas... e-eu... o que e-les vão... – Eu gaguejei bastante.

– Eles não vão gozar de você, Eren. – Ele falou com certeza. – Agora sim, pode ir lá jantar. – Ele disse simplesmente já indo em direção à mesa onde avistou estar Hanji sentada.

– Hm... tá, então. – E assim, fui andando em direção oposta. Com o rosto ainda bem vermelho. À caminho da mesa do pessoal, pude notar alguns soldados, não todos, me olhando e cochichando entre si. “Hum... Heichou idiota... fazendo essas coisas na frente de todo mundo... Ele vai ver só.” Eu confesso que estava frustrado de ter passado essa vergonha na hora. Mas admito que gostei de ele ter feito isso ao mesmo tempo... De novo era um sentimento muito antagônico. Penso que seja por ele ter dito que sou dele novamente sem demonstrar dúvidas. Sempre que ele fala isso explicitamente eu fico meio abobado. Então, balancei a cabeça tentando não ligar para olhares alheios. Afinal, como o próprio Levi dizia, não preciso ligar para o que essas pessoas acham. A opinião deles é irrelevante. Continuei o caminho diretamente até a mesa do pessoal ignorando todos os comentários. Aproximando-me deles, pude ver Mikasa ainda encarando Levi de longe, com uma cara nada boa...

Notas finais
E aí? Todo mundo vivo aí ainda? Porque sinto que Mikasa quer matar alguém neste momento xD
Eren e heichou durante o treino, hein ¬u¬
Ai, ai, não consigo aguentar no quanto esses dois são fofos >3
Eren continua tomando coragem para ser dominante. Logo logo ele consegue >uO/
E nosso querido heichou, hein? Excelente professor de luta, não? Queria que ele me ensinasse essa técnica de imobilização também xD *apanha muito*
Aliás eu tive essa ideia depois do episódio 21 que Eren luta com a Annie e ele meio que monta nela para imobilizá-la. >w
Desta vez vocês puderam notar que Levi não ligou muito em beijar o Eren mesmo estando todo sujo de terra ¬w¬
Pois bem, o que posso dizer em relação a isto é que o heichou não vai deixar Eren continuar sujo assim por muito tempo... Sacaram? xD (Ai, Nikki, você quer falar alguma coisa, mas acaba não falando nada ¬¬) Bom, enfim, fica aí pra imaginação xD
Beijos ♥