Notas iniciais
Olaa, gentem >3Sim, eu estou viva o/ só um pouco atrasada, mas já voltei e com o maior capitulo que eu já pude escrever! (Sério, só esse cap tá do tamanho da minha One de KnB) Mas enfim, não sei se isso é bom ou ruim, mas enfim.Geeeeeente, eu queria falar... Cara, ainda nÃÃão consigo acreditar no quanto a fic foi bem correspondida.. meu Deus. Sério, estou besta ate agora. 18 recomendaçoes!!! Só tenho a agradecer a todos voces, e eu nem sei mais como â¥Mas agora, queria agradecer exclusivamente as minhas queridas Nanda-chan, Keturin-chan, Poison In Chains, Cah-chan e Yuuki pelas recomendações. Sério! Maravilhosas, amei suas palavras. E gente recebi até uma homenagem aqui da minha querida Keturin-chan! Olhem só: http://sketchtoy.com/52766225Tudo isso resultou num cap de 6000 palavras x.xSerá que tá muito pesado? Bom, não sei.Mas enfim, chega de enrolações e boa leitura, amores â¥

Eren

Assim que vi Mikasa com aquela expressão de poucos amigos, já logo entrei na frente de sua visão. Tentando desviar sua atenção do heichou para mim.

– Oe, Mikasa!

– Ah, Eren... – Assim que ela pôs os olhos em mim, levantou-se e veio de encontro comigo. Abraçando-me. – Eren, aquele tampinha continua abusando de você? Se ele estiver fazendo qualquer coisa contra a sua vontade, você pode me contar...

– Não, ele não está fazendo nada! Er... Esqueça-o agora, Mikasa. Eu vim aqui jantar com você e o pessoal... – Disse, afastando os braços dela de mim. Às vezes ela abraçava com muita força. Vi que seus olhos brilharam com a minha fala. Que bom, ela deve ter esquecido sua raiva sobre o Levi, por hora.

– Hum... Você está todo sujo... – Comentou ela analisando minhas roupas.

– Ah, foi só o treino.

– Você se machucou?

– Não, está tudo bem Mikasa.

– Sim, claro... Sente aqui então. – Ela voltou ao seu lugar abrindo um espaço para mim ao seu lado.

– Já vou, só deixe-me pegar o meu jantar antes. – Falei e Mikasa simplesmente assentiu.

– Vou guardar o seu lugar.

E assim, fui rumo à mesa bem ao lado da porta da cozinha, onde estavam as panelas quentes à disposição para nos servirmos. Como sempre, tinha pouca carne, mesmo ainda sendo o início do jantar. Mas sopa e pão de sobra. Já fiquei bastante contente. Parece que a sopa tinha sido feita há poucos minutos atrás. A panela estava queimando. Finalmente eu a tomaria fresca. Vou começar a vir para o jantar no horário, a partir de agora.

Enfim, com uma tigela cheia em mãos, um pedaço de carne e um pão, voltei até a mesa do pessoal. De longe, foi que prestei mais atenção... Armin não estava ali. Achei isso um pouco estranho. Ele sempre foi do tipo que seguia os horários da Tropa com rigorosidade, ao contrário de mim.

Assim que voltei, sentei-me ao lado da Mikasa, agora cumprimentando certinho o resto do pessoal. E com um leve constrangimento da forma como eles me encaravam. Já via os sorrisos cheios de malícia no rosto da cada um deles.

– E aí, Eren? Danado você... – Ymir foi a primeira a falar. Eu já temia que fossem pegar no meu pé depois de vir uma cena explícita do meu relacionamento com o Levi. – Que belo beijo que ele te deu ali, hein? Conte aí, o heichou beija bem?

Na hora, Mikasa entortou a colher em sua mão, mas continuou quieta.

– Ymir, pare de falar isso! P-por favor. – Falei mais com medo de a Mikasa perder seu controle e resolver arrumar outra briga com heichou.

– Ora, Eren. Não tem como a gente não falar sobre isso depois dessa cena de agora a pouco. – Reiner falou de forma serena, mas ao mesmo tempo maliciosa.

– M-mas, s-só foi um... selinho... – Falei baixo e tímido, desviando o olhar.

– Um selinho?! Ah, poupe-me mocinho! Eu enxergo bem e tenho certeza que vi uma língua ali! – Ymir provocava, esperando qual seria minha resposta. Christa, sentada ao seu lado, começava a ficar corada com esse assunto. E a colher da Mikasa ia entortando cada vez mais.

– Ymir, chega! Olhe, está deixando a Christa sem graça. – Falei pra ver se ela parava de me atormentar. Sei que quando se trata da loirinha, Ymir ficava bem mansa.

– Ah, mas ela mesma também viu a cena. Não tem mais porque esconder isso.

Mikasa, então, levantou-se da mesa repentinamente. Vi seu olhar de raiva. Ela pretendia com certeza ir arrumar encrenca com o Levi. Eu logo segurei sua mão.

– Mikasa, não!! Espera! Onde você vai?

– Aquele tampinha tá achando que...

– C-calma ...N-não quer ficar aqui comigo? E... ser minha companhia? – Eu falei em tom convidativo. Sei que era meio errado aproveitar o sentimento que ela tem por mim para acalmá-la. Gosto muito dela, mas Mikasa era um tipo bem problemático quando entrava em brigas. E eu não queria um outro conflito entre ela e o heichou. Não tinha outro jeito a não ser fazer isso.

– Ah... – Ela logo me olhou — Hum... Certo. Ficarei aqui com você. – Ela deu uma acalmada e logo se sentou novamente. Eu dei um suspiro de alívio.

– Então, pessoal, será que não dá pra mudar de assunto? Hein? – Disse meio num sussurro. Direcionado mais para Ymir e Reiner, com uma expressão meio forçada tentando apontar para a Mikasa. Aproveitando que agora estava mais distraída com sua janta e, provavelmente, abobada com o jeito que a chamei de volta.

– Ah, foi mal Eren, mas você virou o assunto do jantar. – Reiner falou, ao contrário de mim, em um tom mais alto.

– É, e foi um beijão! – Até Sasha começou a falar também. Eu imediatamente tomei toda a minha sopa com rapidez até o final. E estendi a tigela para a Mikasa.

– Er... Mikasa! Pode pegar um pouco mais de sopa para mim, por favor? – Pedi dando um sorrisinho, com o intuito de fazê-la se afastar por um momento até eu conseguir acabar com aquela conversa.

– Claro. – E assim, ela prontamente pegou a minha tigela e foi até à grande panela encher mais.

Vendo-a estar a uma boa distância da mesa, voltei minha atenção para o resto do pessoal. Fiz uma cara irritada.

– Será que vocês podem parar de falar sobre o heichou na frente da Mikasa? Não veem como ela perde o controle?

– Não, Eren, não vai dar! – Ymir continuou rindo. – Fala verdade! Você, um garoto que foi sempre tão pavio curto e teimoso, que sempre quis ficar à frente de todos os outros cadetes... se entregando daquele jeito ao superior! Perdão, mas não tem como não falar sobre isso. – Ela continuava me olhando com um sorriso cheio de malícia. Os outros davam leves risos, com exceção de Christa, que estava era com um pouco de pena. Meu rosto ficou mais corado com o constrangimento.

– Ymir... Por favor, está deixando o Eren sem graça. Vamos mudar de assunto. – Christa foi a única que teve piedade de me defender.

– Obrigado, Christa. – Falei logo.

– Ah... – Ymir olhava os olhos pidões da pequena loira. – Olha, eu paro só se um assunto melhor aparecer...

– Ah, finalmente vou jantar... – Jean surgiu de repente com sua tigela de sopa e pão. Logo sentando-se ao lado de Bertholdt. Foi o que me fez perceber... “É verdade, o cara de cavalo não estava aqui também... Por isso senti que faltava alguém mais a zoar comigo” – E aí, pessoal. – Ele cumprimentou normalmente, arrancando uma lasca de seu pão com os dedos e logo degustando.

Percebi que o olhar de todos à mesa voltaram-se para o Jean agora. Achei meio estranho isso. Foi aí que me lembrei que Reiner havia mencionado algo sobre ele hoje cedo por algum motivo...

– Uh... parece que você foi salvo, Eren. – Ymir falou com um sorriso sarrista, mas desta vez direcionado a Jean. Demorou um pouquinho, mas logo o cara de cavalo percebeu todos os olhares sobre si.

– O que foi? – Ele questionou confuso. – Sobre que vocês estavam falando?

– Hum... Agora mesmo estávamos falando do fofo beijo do Eren com Levi heichou...

– Sasha!! – Gritei. Até ela estava falando bastante hoje. Jean imediatamente riu.

– Ah, Eren... Sua viadagem não tem limite, não?

– E quem é você pra falar? – Reiner disse dando um tapa em seu ombro.

– O que? Por quê?! – Vi que Jean ficou levemente receoso.

– Oe, Reiner! Do que você estava falando sobre o Jean hoje cedo? – Perguntei.

– Ah, é! Eren não ouviu essa parte, não é? É que, durante a noite ele...

– Chega, Reiner!! Não foi nada disso que você falou hoje cedo!!! – Agora, vi que Jean parecia saber do que Reiner estava falando. Porque de manhã, lembro-me dele estar bem confuso diante deste assunto.

– Então, Eren... o Jean falou umas coisas enquanto dormia...

– Meu Deus, você não vai mesmo deixar esse assunto quieto, não é?! Ele não precisa ficar sabendo disso! – Jean ficava mais desesperado. E eu, mais curioso. E sem se deixar interromper por ele, Reiner continuava.

– Ele estava tendo um sonho obsceno com...

– Oi, pessoal. – Nesse momento, Armin apareceu com seu jantar também, Mikasa voltou junto dele. Ele logo sentou-se em um de meus lados, equando Mikasa sentava-se novamente em seu lugar inicial. Trazendo consigo minha tigela novamente cheia. – Do que vocês estavam falando?

Notei Ymir, Bertholdt e até Connie tentando segurar o riso. Minha curiosidade estava no limite.

– Mas o que é que aconteceu pessoal?! Só eu que não estou sabendo?! – Perguntei.

– O que aconteceu o quê? – Armin também pareceu confuso.

– Armin, tudo bem aí com você? Com seu corpo? – Ymir foi direta. Mas eu ainda não entendia o que acontecia.

– Ymir! – Jean tentou protestar algo.

– O que?! – Armin ficou com o rosto mais vermelho. – Ah... Sim, por que está perguntando isso?

– Ora, não vê o quanto o Jean é pervertido? Creio que ele não pegaria leve de primeira. – Com essa frase Armin ficou mais sem graça ainda e Jean imediatamente levantou-se do banco.

– Connie!! Você contou pra eles, bastardo?! – Jean bufou olhando para o pequeno careca.

– O que?! Contou o quê?! – Ymir, Reiner e até Sasha perguntaram juntos curiosos olhando para os dois. Eu também já começava a entender o que acontecia.

– Ah... – Jean viu a cara espantada deles e ficou mais desentendido ainda. – Ué, então vocês... não sabiam?

– Jean, cara, eu sei guardar segredo, sabia? Você é quem está se entregando sozinho aí! – Connie já logo se inocentava de qualquer coisa. Armin deu um tapa na própria testa.

– Não acredito! Vocês... fizeram mesmo?! – Reiner perguntou, mas olhando para o loiro.

– Er... Bem... a verdade, nós... – Armin tentava achar um jeito de se explicar. Já eu, fiquei paralisado o olhando. Eu não esperava mesmo por essa. Heichou já havia me falado que Armin tinha uma tendência a gostar de homens pelo que observou. Eu não quis acreditar nisso na hora, mas agora vi que é verdade... E ainda por cima...

– A-Armin... Você ficou com o cara de cavalo?! – Perguntei ainda desacreditado. Tinha que ouvir da boca dele.

– Er... Eren, eu...

– Ah, tá bom!!! Nós ficamos sim! E até transamos!

– Jean!!!! – Armin cobriu o rosto.

– O que?! – Dessa vez fui eu quem ficou mais espantado. Aliás, todos os outros também ficaram boquiabertos. Ymir até tampou os ouvidos de Christa. Sasha deixou seu pão cair da boca enquanto Connie olhava uma mosca em sua sopa.

– Jean, é melhor você parar de falar, por favor... – Pediu Armin, certamente querendo enfiar sua cabeça num buraco.

– Espera aí! Vocês transaram de verdade? Não acredito, eu tava só brincando naquela hora, mocinho. – Falou Ymir ainda desacreditada.

Agora Jean que deu um tapa na própria testa, totalmente sem graça também. Ele realmente deixava escapar muita coisa quando ficava nervoso. Por um lado eu ria muito internamente dessa situação, mas por outro... meu melhor amigo ficou com o cara que mais me irritava da Tropa. O que o Armin viu nele? Eu realmente não entendia isso. Mas respeitaria a escolha do meu amigo. Afinal, quem seria eu pra reclamar de qualquer coisa? Eu também gostei de um homem.

– Eu sabia que você tinha um pezinho pra esse lado. – Comentou Mikasa com sua indiferença olhando para Jean.

– Mikasa, não fale assim! Eu era a fim de você de verdade!

– Sei... – Ela ironizava revirando os olhos.

Bom, eu ainda não acreditava nessa decisão de Armin. Mas agora eu tinha um bom motivo para revidar qualquer piada que Jean fizesse do meu relacionamento com o Levi. Se bem que acho que ele não pegará mais no meu pé por este motivo.

Nós ficamos conversando mais por um bom tempo até o fim do jantar. Metade do assunto foi o Jean, e a outra parte, assuntos aleatórios sobre a Tropa, os treinamentos e até sobre a missão. Os garotos até comentaram comigo que sempre jogavam baralho de noite e que faltava uma pessoa para completar as duplas. Logo, me ofereci para jogar também. Fazia um bom tempo que não fazia isso. Nos últimos dias tudo que eu tenho feito foram tarefas, treino, tarefas, treino, um pouco de Levi..., mais tarefas, mais treinos, mais um pouco de Levi...

Bom, na verdade eu gostava, tirando a parte da limpeza. Mas até que sentia falta dos nossos jogos de cartas antes de dormir. Durante nosso período de cadetes, era um dos momentos de maior descontração que tínhamos.

Passado bom tempo, o refeitório foi ficando cada vez mais vazio. O grupo dos meus amigos era sempre um dos últimos a permanecer no refeitório. Mesmo as meninas também continuavam lá juntas jogando conversa fora. Até que era uma boa atmosfera quando eu estava ali com eles. Só faltava mesmo o Marco e a Annie para o grupo ficar completo.

Em meio a toda a distração, fiquei pensando no heichou. Quando me virei para tentar enxergá-lo bem do outro lado do refeitório, pude vê-lo ainda sentado em seu lugar conversando com Hanji. Bem, na verdade apenas ela falava. E ele parecia ter seus ouvidos já bem desgastados. Mas logo desviou seu olhar, vindo de encontro com o meu. Vendo que agora eu prestava atenção nele, Levi fez um sinal com a cabeça para nós dois sairmos do refeitório. Eu corei imediatamente. O que será que ele queria? Talvez nós fossemos, de novo, fazer...

Logo, levantei-me da mesa. Todos ainda conversavam entre si.

– Er... pessoal, eu vou tomar banho agora então, boa noite pra vocês. – Falei normalmente. Mikasa novamente segurou a minha mão.

– Espere, Eren. Fique mais um pouco. Ainda está cedo. – Ela mantinha a serenidade em sua voz.

– Mikasa, olhe pra mim. Eu preciso de um banho. – Argumentei, apontando toda a terra espalhada pelo meu corpo. Tentando esconder um pouco meu nervosismo. Na verdade eu nem sabia o motivo de o heichou ter me dito pra sairmos. Mas julgando sua mania de limpeza, creio que ele me mandaria tomar banho mesmo, e não me chamar para fazermos outra coisa...

Vi que Armin observava Levi despedindo-se de Hanji e caminhando rumo à saída para o corredor do castelo.

– Mas Eren...

– Er... Mikasa. Deixe o Eren. Ele vai apenas tomar um banho, não é? – Armin deu ênfase. Provavelmente estava me ajudando a convencê-la pacificamente. Esse era um dos motivos de Armin ser meu melhor amigo, ele sempre me ajudava quando se via necessário.

– Hum... é, ok então. Boa noite, Eren. – Mikasa falou de forma tranquila. O que me deixou mais aliviado. Não queria que ela ficasse estressada ou magoada de eu deixa-la novamente para ficar com o heichou. Mas pela sua carinha, acho que estava tudo bem.

– Então boa noite Mikasa, Armin. – Despedi-me dos dois. Logo afastando-me da mesa e indo para o corredor alcançar Levi.

Chegando lá, vi-o apoiado na parede, de braços cruzados. Esperando-me. Eu não sei bem porque, mas sempre ficava mais ansioso quando o via esperando por mim. Sentia como se fosse um encontro.

– Heichou! – Cheguei com animação para ele.

– Hum... Vocês conversaram bastante, não? Sabe que horas são? – Levi falava com sua habitual indiferença.

– Er... umas dez e meia?

– Não, já é quase meia-noite.

– S-sério? Caramba, nem notei o tempo passar... – Comentei meio surpreso. Quando eu e Levi chegamos ao refeitório era oito horas da noite.

– Hunf. Claro, se divertindo com seus amigos daquele jeito... – Ele revirava os olhos.

– Heichou... Não precisa ter ciúme.

– Não estou com ciúme! – Falou voltando a andar pelo corredor. – Só quero que você tenha mais noção do seu tempo, já que é um soldado e tem horários a cumprir.

– Haha, tá bem então, heichou! – Concordei rindo. Eu gostava também quando Levi sentia ciúmes dos meus amigos. Era uma das prova que ele gostava de mim. Logo, comecei a segui-lo até ficar ao seu lado. – Aonde você vai?

– Você precisa de um banho, garoto. Ainda está todo sujo de terra... Eu, no seu lugar, não conseguiria jantar nessa condição. – Ele falou apontando minhas roupas.

– Ah, mas senhor, eu estava morto de fome... e se for pensar bem, essa sujeira está só nas roupas...

– Vou ter que explicar o ciclo dos germes novamente?

– Ah, não! Por favor.

– Então apenas me siga. Vai tomar um banho direito desta vez. – Ordenou.

– Ok, senhor. – Não sei se tinha algum subentendido em sua frase... Talvez ele me examinasse depois do banho, e aí seu estiver limpo nos seus conformes, talvez nós faríamos de novo... Comecei a corar novamente. Que pervertido que eu era! Não creio que heichou estivesse pensando naquilo... ou será que estava?

~#~

Levi

– H-heichou... V-você vai mesmo fazer isso? Q-quero dizer... é muito constrangedor... – Eren falava se encolhendo.

– Não tem nada de constrangedor nisso, eu já conheço seu corpo inteiro. Agora, pare com essa frescura e tire as roupas. – Falei com bastante serenidade tentando ver se assim o garoto ficava mais à vontade. Sei bem que ele estava mais receoso pelo fato de eu olhar para seu corpo com mais atenção aos detalhes agora. É um motivo justo. Mas mesmo assim, ele ficaria quase totalmente submerso na água, então não tem porque toda aquela vergonha.

– Hm... tá bem então... – Ele concordou e então começou aos pouquinhos ir tirando suas roupas. Já que a água da banheira ainda não havia esquentado, resolvi apoiar-me à parede e observá-lo. Na verdade todas as vezes que o vi nu, eu não estava muito concentrado em olhá-lo detalhadamente. Até que foi bem divertido assisti-lo se despir de forma tão tímida.

Se eu estivesse no clima até faria com ele aqui e agora. Afinal, olhar para seu corpo mexia um pouco com a minha razão. Não algo que saia do meu controle. Mas que dava umas vontades, mesmo que mínimas, isso dava. Mas não. Seria apenas um inocente banho que aconteceria ali, no quarto das duchas. Assim que retirou todos os cintos e a camisa, pude ver que Eren estava sim cheio de terra mesmo debaixo das roupas, como previ. E principalmente na parte das costas.

Eren vendo-me observá-lo com tanta atenção, virou-se de lado enquanto retirava suas calças. E enfim, depois de muita enrolação, ele se despiu da roupa íntima também. Estava com o rosto bem vermelho. Ele, ainda em pé parado no lugar, tentava inutilmente se cobrir.

– Eren, já falei que não precisa ter essa vergonha toda... – Falei achando um pouco de graça no seu embaraço.

– M-mas do jeito que o senhor fica me olhando... eu... – Ele desviou o olhar.

– Tudo bem, não precisa explicar. Vá tomar a ducha.

– Hã?! Ah, não, eu não gosto... – Ele protestou.

– Vá!

– Hm... – Sem querer me questionar, ele foi na ponta dos pés até a ducha do fundo. Vi o quanto ele já tremia só de imaginar a água fria. Mas apesar disso, tomar uma ducha daquela era muito bom. Tinha um forte jato de água que ajudava bastante em tirar o grosso da sujeira do corpo. Era uma sensação maravilhosa de estar retirando todas as impurezas de seu corpo. Não sei como ele não tinha orgasmos com isso.

E depois, claro, para não pegar um resfriado, obviamente ele viria para a banheira quente. Onde ele se lavaria de verdade. Aliás... onde eu o lavaria de verdade. Eu daria o banho nele desta vez. Por que eu percebi bem que ele não se lavava direito. Com exceção da cintura pra baixo. Por algum motivo, naquela região, sua higiene era sempre impecável. Pelo menos nas vezes que eu via. Provavelmente o nervosismo de saber que transaria comigo o fez lavar bem aquelas partes. Ele deveria fazer isto com o resto do corpo também, principalmente os lugares ruins de alcançar, como é o caso das costas. Bem, mas eu cuidaria de toda esta parte.

– Vou trazer a água da banheira, ok? Vá tomando sua ducha e espere até eu voltar.

– Mas... heichou, eu consigo tomar banho sozinho. – Argumentou novamente.

– Não consegue não. Se que você deixa muitas regiões sem lavar.

– Hã??!! – Ele imediatamente, já debaixo da ducha, tampou sua intimidade. – Er... Que regiões?

– Calma, não é aí onde está cobrindo, na verdade essa é a sua região mais limpa. Estou falando de outras partes.

– Hum... – Ele pareceu ter se aliviado mais.

E então, eu prontamente fui buscar as três bacias cheias de água fervente que ficavam numa pequena ao lado do quarto de banho. Eu fui trazendo uma de cada vez para encher a banheira. A terceira seria apenas para enxágue.

Finalmente já com um bom nível de água já enchido na banheira, começando a espalhar o vapor, chamei o garoto. Que rapidamente desligou a ducha fria e veio até mim.

– Pode entrar garoto. – Falei. E ele timidamente adentrou na banheira, sentando-se até a água bater em seu peito. Apoiou as costas na borda e abraçou os joelhos, ficando paradinho.

Peguei o pequeno banquinho de madeira que ali havia, e sentei-me bem atrás dele. Arregacei as mangas da camisa e coloquei uma pequena quantidade de sabão líquido nas mãos, logo aplicando em seus cabelos já molhados. Imediatamente, com cuidado, esfreguei seu couro cabeludo em movimentos suaves e circulares. Espuma começava a se formar. Eren ainda estava meio sem graça com tudo isso.

– H-heichou... se você só me falar, eu posso fazer sozinho. – Ele falou ainda de forma tímida. – Desse jeito, eu fico parecendo uma criança... – Notei que ele fez um bico. Eu apenas dei um sorriso de canto e continuei a massagear seus cabelos.

– Eren... Acha que estou aqui junto com você apenas para te mostrar como se lavar direito?

– Hum? – Ele virou levemente o rosto para mim.

– Eu estou aqui também pra assegurar de que você não receba visitinhas inesperadas no meio do banho. – Disse sarcasticamente.

– Ah... Está falando da Mikasa? Ela não vai mais entrar aqui, senhor...

– Quem garante?

– Hm... – Ele virou-se pra frente de novo. Parece qua acabou concordando comigo. – E... e o heichou? Não vai tomar banho também?

– Vou, sim. Mas só depois de você. – Respondi. Agora, calmamente fui retirando o excesso de sabão em seus cabelos antes de enxaguar de verdade.

– Hm... Você poderia... sei lá, entrar aqui comigo... – Ele virou o rosto para mim novamente, dando aquele seu sorriso meigo. Controlei minhas vontades na hora.

– Já falei que está muito atrevido ultimamente, Jaeger? – Falei com ironia. – Eu não vou entrar aí com você.

– Ah... Por que não?

– Garoto, olha o tamanho dessa banheira. Duas pessoas aí ficaria muito apertado.

– Eu não ligo, heichou! – Ele falou diretamente. Parecia começar a perder a vergonha. – Eu ia gostar mais se tomássemos banho juntos... Eu aqui sozinho e você aí todo vestido... eu não sei... eu me sinto meio inferior... – Ele tentava justificar, de forma manhosa. Eu por um momento fiquei olhando para o seu rosto pidão e para o tamanho da banheira. Nunca dividi aquele espaço com ninguém. Não sei se isso daria muito certo. Tinha a possibilidade de ficarmos nos encostando muito um no outro. Eu dessa vez, prometi ao Irwin que não transaria com Eren esta noite. Da minha parte eu sei que não teria problemas em dividir um lugar tão apertado. Mas já o Eren... com seus hormônios de jovem, já não sei. – Por favor, heichou.

Eu observava seu rosto pedinte e o seu sorriso... Droga! Aquele sorriso... manipulador...

~#~

Eu fiquei sentado, com as costas encostadas à madeira da lateral da banheira. Eren ficou entre minhas pernas, ainda de costas para mim. Uma posição meio perigosa, mas até agora estava tudo indo tudo tranquilamente. Ainda bem. Estava bem quente ainda e o vapor ocupava quase todo o quarto de banho. No final acabei por aceitar o convite do garoto e me juntei a ele.

A água subiu mais o nível, já que agora havia mais um corpo submerso naquele ofurô, obviamente. Notei que sentados, nós dois ficávamos da mesma altura. Dei um sorriso de canto. Tinha que confessar que, no fundo, me irritava o fato de Eren ser mais alto do que eu. Tinha mesmo esse complexo, admito. Por isso quase perdia a razão quando a Ackerman me chamava de tampinha. Quase. Mas sou adulto e mais controlado do que ela, então deixei passar. Mas só que ver agora Eren na mesma altura que eu, me deu uma certa animada. Coisa boba.

Continuei a mexer em seus cabelos castanhos, que molhados ficavam mais escuros, dando atenção às partes de sua cabeça que eu ainda não havia esfregado. Massageava com a ponta dos dedos a região perto da nuca e atrás das orelhas. Eren pendia a cabeça para o lado onde sentia estar minha mão. Parecia gostar. Assemelhava-se a um cachorro que recebia o afago de seu dono. Era um tanto engraçado.

Retirei novamente o excesso de espuma com as mãos e já peguei uma pequena vasilha e mergulhei-a na bacia ainda cheia de água morna ao lado da banheira.

– Incline a cabeça pra trás. – Falei e assim, Eren fez. Imediatamente despejei a água em seus cabelos, enxaguando-os. Assim, terminado isso coloquei a vasilha novamente em cima do banquinho. – Pronto. Não sente mais limpo agora?

– Hm... Pra mim está igual como quando eu lavo, heichou...

Uma veia pulsou em minha testa. Como? É claro que eu lavei melhor do que ele normalmente faz. Ele não tinha essa sensibilidade de saber as diferenças?

– Não. Está mais limpo sim! Você que não sabe ver isso. – Disse já pegando uma pequena bucha e nela despejando um pouco de sabão líquido.

– Haha, é que eu ainda não entendo essas coisas de limpezas suas, senhor. Quero dizer... uma coisa que está limpa para mim, para o senhor não está...

– Hunf. É só questão de sensibilidade para tal.

– Hm... Ainda não entendo isso... – O garoto ia falando enquanto eu passava a bucha em suas costas. Esfregando bem toda a área, principalmente no local que eu sei que é bem difícil de alcançar sozinho.

– Fique ajoelhado. – Mandei. E ele fez, apoiando as mãos na lateral do ofurô, ficou com o corpo bem ereto, deixando as costas inteiras à mostra para mim e uma parte de suas nádegas. Eu novamente fui esfregando toda aquela área com um pouco mais de sabão. A banheira ia cada vez mais enchendo de espuma. Ainda bem que eu havia esquentado uma bacia de água extra. Nós dois teríamos com certeza ter que nos enxaguar melhor quando saíssemos dali de dentro.

– Heichou... – Ele me chamou.

– Hm?

– Vou poder te lavar também? – Nesse momento dei uma pensada. Não sei se ele faria de forma correta. Achava melhor eu mesmo me lavar... Mas se bem que, se eu fosse dando as coordenadas...

– Hm... Pode sim, garoto... – Respondi e ele imediatamente ficou mais alegre. Eu apenas continuei a esfregar suas costas. Logo, enxaguei novamente passando a mão para tirar toda a espuma. Assim que acarinhei uma parte bem inferior de suas costas, Eren deu uma tremida e soltou um suspiro. – O que foi garoto?

– Nada. – Ele respondeu rapidamente, sem me encarar. Parecia tenta disfarçar algo.

– O que... Você agiu meio estranho quando te toquei aqui. – Acarinhei novamente.

– Hum... – Ele deu uma choramingada quase inaudível.

– Oh... Você tem um ponto sensível aqui? Essa eu não sabia... – Falei dando um sorriso divertido.

– Não, não é isso! – Eren imediatamente virou-se sentando de frente para mim.

– Relaxa, eu não vou ficar te acariciando assim. Afinal, isso pode te deixar excitado e nós não vamos transar hoje. – Falei da minha forma costumeira, com uma cara sem muita expressividade.

– Hã? – Ele pareceu surpreso – Nós... não vamos fazer hoje?

– Claro que não, garoto. Irwin e os outros precisam dormir também... – Falei sarcasticamente. Vi que ele ficou sem graça.

– Mas... Eu gritar daquele jeito foi tudo por culpa sua, heichou. – Ele fez um bico novamente.

– Que bom então. Se fosse culpa de outro... eu ficaria louco. – Disse sinceramente. E também para dar mais uma ênfase de que apenas eu poderia tocá-lo daquela forma. Vi que os olhos dele brilharam com a minha fala.

– Ah... sim, heichou... – Ele deu aquele doce sorriso novamente. Eu não aguentava quando ele fazia isso com tanta espontaneidade. Era tão meigo que dava raiva. Sem resistir muito, aproximei meu rosto e dei-lhe um beijo nos lábios. Apenas para sentir a sua maciez novamente. E estavam bem mais macios agora que ele estava molhado. Foram apenas alguns vagarosos movimentos, e já logo separei-me dele. Foi um beijo inocente e breve, mas foi o suficiente para deixa-lo embasbacado.

Assim, eu virei-me de costas para ele, invertendo as posições. Agora eu fiquei entre suas pernas. Entreguei-lhe o frasco de sabão líquido.

– Bem, então mostre-me que sabe lavar bem. – Falei e ele assim que voltou à realidade, pegou o pequeno recipiente.

– S-sim, senhor... – Ele respondeu rapidamente. Antes, inclinei-me para frente, mergulhando minha cabeça na água para já molhar os cabelos, logo voltando à superfície. – Tente fazer como eu fiz, ok?

– Certo... – Notei em sua voz que ele parecia estar distraído com algo. Foi aí que lembrei... eu estava de costas pra ele. Imediatamente cobri minha nuca com uma das mãos.

– Eren, se tentar qualquer gracinha, eu juro que vou te bater até você perder a voz.

– Argh! Não! Não! Eu juro que não ia fazer nada, heichou! Só estava olhando... – Ele se justificou. Mas eu sei que, no fundo, ele tinha uma tentação em me estimular naquela região, já que eu sentia grande sensibilidade ali e acabava perdendo a postura. Mas não. Como eu já havia dito, nós não iriamos transar hoje.

– Hunf. É bom mesmo. – Assim, tirei minha mão da nuca. Eren então colocou sabão nas mãos dando uma leve esfregada. Até, enfim, passar em meus cabelos. Ele ia com bastante delicadeza, delicadeza demais. Devia estar meio receoso em fazer errado. – Pode fazer com mais força, Eren... não precisa ter medo.

– Hm... ok, então. – Ele foi então, com a ponta dos dedos, massageando meu couro cabeludo. E nossa! Ele era bom. Lembrei-me da massagem que ele havia feito em meus ombros no dia que limpamos os quartos do segundo andar para a chegada dos novos recrutas da Tropa. Tinha que admitir que Eren era muito bom com as mãos nesse aspecto. Dei até um suspiro de relaxamento.

Mas, como previ, ele sempre se esquecia de esfregar umas partes ou outras, se eu não avisasse. Mas continuamos ali por mais um tempinho. Claro, afinal não era apenas o cabelo e as costas. Tinha mais o resto do corpo inteiro para lavar. E ainda, duas pessoas naquele lugarzinho apertado acabava por prolongar o tempo. Eren ficou um pouco mais nervoso e trêmulo enquanto eu lavava a parte interna de suas coxas. Ele sentia vários arrepios. Logicamente pelo fato de estar bem próximo de sua intimidade. Mas não, eu não lavei essa parte, deixei por conta dele mesmo.

Ao final, eu saí primeiro da banheira para me enxaguar com a água da bacia. Depois de algumas vasilhas, eu estava completamente sem sabão pelo corpo. Eu fiquei de costas e Eren, apenas me encarando com um sorrisinho. Aliás, eu sabia bem pra onde aquele moleque pervertido estava olhando... mas fiz vista grossa.

Ele saiu logo em seguida, fazendo o mesmo que eu. Enrolei-me na toalha, enquanto Eren secava-se e já ia se vestindo. Eu havia me lembrado de que não trouxe roupas limpas para mim, já que decidi de última hora entrar e tomar banho junto com o garoto. Mas não liguei, afinal, já era bem tarde. Não deveria ter muita gente nos corredores. E se tivessem, pelo menos eu estava de toalha.

Eren terminava de se vestir. Colocando sua costumeira blusa amarelo-acastanhado limpa e uma calça casual para dormir. Mas continuou descalço.

– Ah, senhor, não quer que eu traga suas roupas? – Ele ofereceu-se a ajudar.

– Não, não vai precisar... – Parei para pensar um pouquinho, olhando-o terminando de abotoar sua calça. – Mas quero que você venha comigo.

– Hum?

~#~

– Er... Mas tudo bem eu ficar aqui com o senhor? O comandante Irwin...

– Eren, já falei que nós não vamos transar. Eu só o trouxe para dormir aqui comigo. – Falei enquanto procurava por um segundo travesseiro dentro do grande armário de madeira. – E minha cama é maior que a sua lá no porão. Então, iremos dormir com mais folga assim...

– Mas heichou... Por que quer que eu durma aqui?

– Como por que? Você tem algum encontro agora?

– Não, não... – Ele deu um riso — É só que... – Via que ele estava meio ansioso. Sei bem o que ele queria ouvir como resposta. Já que eu não estava de mau-humor naquele momento iria responde-lo com sinceridade.

– Eu quero ficar mais um pouco com você. – Falei normalmente e ele já logo ficou sem jeito. – E também, seus amigos já foram dormir... Você pode jogar com eles amanhã.

– Hã? O senhor ouviu nossa conversa?

– Eren, você e os seus amigos falam muito alto. Não sei se é coisa da idade de vocês... – Comentei colocando o outro travesseiro sobre a cama e arrumando os lençóis e cobertores. – Pronto, pode se deitar.

– Sim, senhor.

Eren já logo veio até a cama subindo e engatinhando até o lado da parede. Provavelmente já lembrando que acordava depois de mim, achou que seria melhor ele dormir no canto.

– Escovou os dentes? – Perguntei indo para o pequeno cômodo que havia em meu quarto fazer minha higiene noturna.

– Hã? Sim, agora a pouco. – Respondeu deitando-se e se cobrindo com o cobertor.

– Hum, muito bem então. – Eu terminava de escovar os meus. E logo voltei até ele, acomodando-me ao seu lado na cama e me cobrindo também. Deitei a cabeça no travesseiro virado de frente para o Eren, olhando seu rosto pouco cansado. – Não está com sono ainda garoto?

– Na verdade não muito. – Ele respondia me olhando com aqueles grandes olhos verdes. Também deitado de lado para mim.

– Então fique apenas quetinho que logo você dorme...

– Hum... não podemos jogar baralho até o sono vim, heichou? Cacheta... ou truco! – Sugeriu o garoto.

– Eu não tenho baralho aqui... e além disso não estou com pique pra isso.

– Ah... por favor... Eu tenho baralho no meu quarto!

– Eu falei que não.

– Ahhh... – Ele fez uma carinha de decepcionado.

– Tem certeza que não está cansado? Treinamos o dia inteiro, Eren... E você caiu o dia inteiro... – Aproveitei para fazer o último sarcasmo do dia.

– Hm... mas teve três chances que eu quase te acertei, heichou – Ele falava.

– Mas não acertou. Você tem que melhorar sua velocidade e reflexo, garoto.

– Hum... tá bem. Vamos treinar mais isso amanhã?

– Pela parte da manhã até a hora do almoço, sim... Vou te acordar cedo amanhã.

– Ah, então foi por isso que você me chamou pra dormir aqui?

– Claro que não, garoto! ... Bom, também... Mas já falei o motivo. E mais, amanhã depois do almoço todo mundo vai cumprir tarefas de limpeza...

– Hã? De novo? Todo mundo?

– Como de novo? Não limpamos nada hoje... E aliás, vai ser só lavar os uniformes da Tropa. Afinal, logo mais, vamos partir para a missão, não é? E sim, todo mundo, isso incluem seus amigos.

– Hum... certo... limpeza... – Ele deu uma bocejada. Sempre que falava de limpeza com Eren, ele já ficava com sono. Para fazê-lo dormir de vez só precisava de um empurrãozinho.

Cheguei um pouco mais perto dele, passei o braço por baixo de sua cabeça e o trouxe para apoiar-se em meu peito. Logo acariciando seus cabelos ainda meio úmidos.

– Dorme, Eren... Dorme... – Eu o olhava e percebia seus olhos bem pesados agora. Fechando aos pouquinhos. Finalmente se entregando aos braços de Morfeu. O observei até ter certeza de que ele estava dormindo. Tinha mesmo um rostinho angelical, assim relaxado. Senti um de seus braços repousar-se também sobre meu peito. Quase um abraço. Eu continuei a brincar com suas mechas castanhas até eu também me entregar ao sono...

Notas finais
Oooooee! Ainda estao vivos? Kkkkkkk aposto que pensaram que ia ter lemon pelo titulo e pelo tamanho do cap, neh? ¬u¬ (pegadinha do malandro! *apanha*)Capitulo grandao, hein xD Realmente. E deu pra acontecer coisa pakas aqui. o/Primeiro, falemos dessa conversa entre amigos no refeitorio. So digo, coitado do Armin. Ele eh o puro dali do meio e teve que passar por toda essa vergonha xD Agora, Jean ja sofre bulliyng direto entao, ta acostumado KKkkkkkkk (maldade u.u) Mas quem manda o Jean sair falando tudo direto sem pensar, neh? Agora ele nao terah motivos para falar do Eren o/ A Ymir, cara, eu adoro dela! o/ Realmente nessas situaçoes creio que ela agiria dessa forma mesmo xD A garota zoeira que protege sua amada e pura loirinha.Huuuummm... Agora... e esse banho ai, hein? ¬u¬ Meu Deus, eu sempre quis escrever algo assim ÃâÃÃÂ¥ Acho banhos momentos fofos e engraçados xD E eu queria muito uma cena de banho para Eren e Levi >3Bem, ainda tem coisa para acontecer, entao... Beijinhos, ate a proxima.Nikki