Provocativo
26 Especial Parte 4 - Beijo
Notas iniciais
Eren
Viemos os quatro voltando para a mesa do pessoal. Eu e Armin na frente, e seguindo nós vinha Reiner carregando Jean desmaiado nos ombros. Quando enfim alcançamos o nosso destino, Sasha, Connie, Bertholdt e logo viraram-se para nós, exceto Mikasa, que parecia ter adormecido de novo.
– Ahh, vocês voltaram!! – exclamou Sasha, acenando.
– Eita, quem é o cara pelado? – Perguntou Connie assim que viu Reiner chegando com nosso querido cavalo.
– É o Jean. – Reiner respondeu. – E relaxem, ele não está totalmente nu, não. – Apontou ele, colocando Jean sobre a mesa.
– Ahh... Que pena... – Murmurou Sasha, o que fez Armin, eu, Berth e principalmente Connie olharmos estranhos para ela.
Jean se acomodou mais na mesa, deitando-se de lado, como se estivesse em sua cama. Ele ainda dormia profundamente, mesmo com todo aquele barulho de festa ao redor.
– Er... Pretendem deixá-lo aqui na mesa mesmo? – Perguntou Connie, coçando a cabeça.
– Ah, podem deixá-lo aqui, ele não está incomodando ninguém. – Sasha falou.
– Sério, cara, o que tá acontecendo com você? – Connie virou-se para ela arqueando uma sobrancelha.
– Ué, nada! É que o Jean tem um corpo... – Ela falava abobada olhando para o abdômen, peitoral e até a região da boxer do cara de cavalo.
– Ei!!! – Armin e Connie gritaram juntos.
– Espera e eu? – Connie levantou sua camisa até acima do peito. O que fez Sasha voltar sua atenção para ele. Parece que os olhos dela logo brilharam, não sei porquê, Connie era menos malhado do que Jean.
Olhando bem aqueles dois agora, percebi que faziam um bom par. Tanto Sasha quanto Connie tinham seus jeitos cômicos e estranhos, que os tornavam compatíveis. Ou eles seriam melhores amigos ou namorariam.
Armin logo sentou-se em cima da mesa também, bem no canto encostado à parede. Ao lado da cabeça do Jean. Ele fitou-o por um tempo, passando a mão em seus cabelos, numa carícia. Mesmo depois de todo o trabalho que o cara de cavalo deu a ele, Armin não mostrava-se bravo, pelo contrario, ele olhava docemente para Jean enquanto este dormia profundamente.
– Bem, então vou voltar lá com o pessoal. – Reiner falou e logo deu meia volta, indo em direção à turma que tocava música. Eu notei que Bertholdt parecia querer dizer algo a Reiner, mas assim que o loiro deu meia volta, ele desistiu. Vendo isso, foi meio automático eu avisar.
– Reiner! – Chamei-o e ele logo virou-se para mim.
– O que foi?
– Acho que o Berth quer falar com você. – Avisei na maior inocência, mas por algum motivo, Bertholdt começou a balançar a cabeça negativamente pra mim. – Ué, você não queria?
– Não, não é isso. – Ele falava.
– Oi, pode falar, Berth. – Reiner voltou para perto dele.
– Ah, não é nada, Reiner... Pode ir com o pessoal. – Ele falou cabisbaixo. Reiner pendeu a cabeça de lado, fitando o mais alto sentado à mesa.
– Tem certeza? Não tem nada te incomodando? Pode falar pra mim.
– Não... não é nada mesmo. – Bertholdt continuava negando.
– Hum... não quer vir comigo? Você sabe tocar violão também. – Reiner chamou.
– Er... Ah... Não sei... já tem muita gente lá... – Berth falava tímido.
– Ah, não tem dessa não! – Reiner disse dando um riso. – Uns três ali já dormiram ou desmaiaram, você pode se entrosar com o pessoal de boa. – O loiro então puxou Berth pelo braço, e assim os dois adentraram à multidão indo em direção à área iluminada. Vi antes, Berth olhar pra mim e acenar de forma agradecida. Bem, eu acenei de volta, sem entender muito bem porque ele estava agindo daquele jeito.
– Eren? – Mikasa, que ainda estava meio sonolenta, chamou-me.
– Oi, você estava acordada?
– Senta aqui. – Ela puxou-me pelo braço, querendo que eu sentasse ao seu lado no banco.
– Ah, não, Mikasa... Tenho outras coisas pra fazer... – Justifiquei.
– O quê, não vai ficar aqui com a gente?
– Er... – Eu não sabia o que responder na hora, só não podia dizer que iria ficar com o heichou.
– Você vai ficar com o tampinha? – Ela franziu a testa.
– N-não! Não é isso!! É que... – Quando olhei para os outros, foi que percebi... Connie e Sasha estava se beijando. Beijando! “Caramba, como você é rápido, Springer!” Fiquei meio surpreso na hora. Estavam ainda sentados de frente para onde Mikasa estava. Olhei para Armin também e vi-o com a cabeça de Jean apoiado em seu colo, ainda acariciando-o. Abaixei-me e sussurrei para Mikasa. – Oe... Acho que estamos de vela aqui... – Comentei. Ela parecia não ter prestado atenção nisso antes, mas ela logo respondeu.
– Hum... Tem um jeito para não ficarmos de vela, Eren... – Desta vez ela foi bem mais rápida, ela segurou meu rosto, e conseguiu fazer nossas bocas se encontrarem, num beijo. Eu fiquei pasmo. Sem ações. Tentando refletir o que estava acontecendo. Mikasa estava bêbada, então seus movimentos eram incertos. Ela não beijava como Levi, obviamente, era bem menos experiente. Ela parecia apenas querer sentir minha boca. Já eu, só conseguia sentir bem mesmo era o gosto do vinho que ela tomou. Eu não fechei os olhos por nenhum momento, só observava-a corar mais durante o ato.
Bem... Confesso que eu podia muito bem ter desviado de novo, mas deixei-a fazer isso desta vez... na esperança de ela me deixar em paz depois desta. O problema é que ela parecia não querer parar. Ela movia os lábios agora, eu, por outro lado, nem me movia direito. Resolvi dar uma correspondida, só pra ver se ela logo se saciava. Deu até para sentir sua língua.
De repente, ela parou os movimentos, interrompendo o beijo, logo largando seu peso sobre mim, apoiando a cabeça em meu peito. Olhei de lado e percebi que ela havia adormecido. “O que?! Não acredito que ela dormiu enquanto me beijava! Meu beijo é tão entediante assim?!” Bom, mas tenho certeza que essa sonolência dela é por causa da bebida. Segurei-a em meus braços, sustentando seu corpo. Mesmo que ela fosse mais pesada que eu, como homem eu devia aguentá-la tranquilamente. Virei-a e fui vagarosamente a deitando no enorme banco de madeira que ela já estava sentada, apoiando sua cabeça sobre sua jaqueta e cachecol. Para ela enfim dormir em paz. E seu sono parecia bem pesado agora, creio que não acordaria mais por hoje.
Bem, pelo menos agora ela sossegou, foi um beijo bem estranho. Não sei dizer direito. Sentia como se estivesse beijando a minha mãe.
Quando me levantei, vi Armin me olhando com os olhos arregalados, pasmo. Já logo balancei os braços.
– Ahhh, espere aí, Armin!! N-n-não f-foi nada disso que está pensando!! Er... Quer dizer... Sim, eu a beijei, mas...
– Eren, calma. – Armin disse, tentando me tranquilizar. – Eu sei que você não tem culpa... Bem, na verdade tem. Mas eu sei que foi ela que avançou, e também... Vi você dando suas contorcidas de quem não tá muito a fim... – Armin falava e eu ficava surpreso. Ele era um bom observador, conseguiu entender perfeitamente a cena. Bom, claro, também ele é meu melhor amigo e me conhece bem.
– Ah... Que bom, então. – Suspirei aliviado.
– Que bom nada! Não é com a minha opinião que você deve se preocupar e sim com o que o heichou vai fazer com você quando descobrir que você deixou a Mikasa avançar a linha. – Armin dizia. Eu logo fiquei branco.
– M-mas, você entendeu que não foi culpa minha, não é? Heichou vai entender também, ele é esperto. – Falei tentando amenizar a culpa.
– É, mas ele não viu a cena que nem eu vi, Eren. Ele vai tirar outras conclusões. – Disse Armin. – Acho bom você ir lavar essa boca pra tirar o gosto do vinho e rezar pro heichou não perceber.
– É... C-certo, então! Vou lá! Fique de olho na Mikasa.
– Pode deixar, vigiar pessoas dormindo é tranquilo. Boa sorte, amigo! – Armin gritou pra mim, e logo fui saindo. Vendo Sasha e Connie ainda nos amassos, nem viam o que acontecia ao redor. Me tranquilizou mais de saber que apenas o Armin viu o tal beijo com a Mikasa.
~#~
Voltando do banheiro do refeitório, fui até a mesa que eu e heichou estávamos. Conforme me aproximava, via que Levi estava com alguém sentado à sua frente. Era Hanji-san! Os dois pareciam conversar. E... O que era aquilo...? Levi estava com um canecão na mão? Hanji-san trouxe mais run pra ele?!
Foi aí que corri, muito apressadamente até a mesa dos dois.
– Heichou!! Hanji-san!!
– Ah, finalmente voltou... – Comentou Levi dando mais uma golada no run.
– Yoo, Eren!! – Hanji acenava para mim toda animada, como sempre.
– H-Hanji-san, por que trouxe mais bebida pro heichou? – Falei num sussurro pra ela.
– Ah... deixa ele aproveitar, ele fica tão mais legal quando bebe. – Ela falava, daquele jeito mole. – Por que não bebe um pouco conosco também?
– Quatro-olhos!! – Levi chamou sua atenção. – Eren não pode beber, ele é criança ainda! – Ele foi direto e simplesmente disse.
– Criança?! – Olhei meio indignado pra ele. – O senhor me deu vinho hoje mesmo.
– Sim, mas um vinho fraco. – Ele deu outra golada. – Você não pode tomar run ainda. Quero manter sua pureza.
– Pureza?! – Hanji logo soltou uma gargalhada, bem alta. – Levi, querido, depois do tanto de coisa que você já fez com esse menino, ainda acha que está o mantendo puro? Sem ofensas, Eren.
– Er... – Eu ia dizer algo, mas não sabia o quê.
– Hanji, você anda sabendo de coisas demais... – Levi falou.
– Ah, que culpa eu tenho se você faz questão que todos ouçam. – Hanji se justificou.
– Hum... É, isso é verdade. – Ele rapidamente concordou.
– Heichou! – Fiquei meio corado com a conversa deles. – Er... Hanji-san... T-tudo bem você ter deixado os barris de run sozinhos?
– Epaa!!! – Ela bateu na própria testa lembrando-se. – Meu Deus! Esqueci dos barris!! – Ela levantou correndo da mesa. – Obrigada, Eren querido! – Ela agradeceu, levantando-se apressadamente da mesa. Logo saiu correndo em direção à multidão, rumo aos barris.
– Tsc. Essa louca... fica esquecendo de tudo. Aposto que metade da garotada já se entupiu litros de run na ausência dela. – Heichou revirou os olhos, massageando a testa.
Eu dei uma pigarreada, chamando a atenção dele.
– Hum? Oh, claro...! – Levi logo refletiu. – Espere só um pouquinho. Quando eu terminar essa caneca, aí iremos para o meu quarto, tá? – Ele deu uma apertada em minha bochecha, me lançando um sorrisinho malicioso.
– N-não, senhor! Eu... – Afastei a caneca de suas mãos. – Não quero que beba mais por hoje!
– Hã? – Ele olhou mais sério para mim. – Garoto, você ainda sabe com quem está falando, não é? Abaixe essa voz. – Ele fez um tom mais ameaçador. Era exatamente como Connie havia dito. Pessoa bêbada muda de temperamento rapidamente.
– Er... S-sim... – Respondi com um pouco de cisma.
– Escute bem. Eu sou adulto, Eren. Já bebi antes. Muitas vezes na minha vida. Estou acostumado a isso, ao contrario de você. – Ele justificava.
– Mesmo assim, senhor... Acho melhor...
– Acha que não sei o meu limite, Eren? Eu sei beber, e sei a hora certa de parar... E não é agora ainda. – Ele estendeu a mão para alcançar o canecão, mas eu fui mais rápido e tirei da mesa, segurando-o atrás das costas.
– Não vai beber mais, heichou! – Desta vez falei mais firme.
– O que...? Está me desafiando? – Ele apertou os olhos me encarando. Sua testa franzia. Com certeza estava insatisfeito com meu comportamento. Eu suei frio na hora.
Ele fez seus movimentos rápidos para pegar o canecão de volta, mas seus reflexos agora não estavam como no normal, o que possibilitava eu desviar.
– Eren! Pare de brincar!
Foi aí que resolvi apelar e segurar a caneca bem no alto. Heichou olhou minha atitude, desgostoso.
– Pirralho... – Ele ainda tentava pegá-la, mas... ele não alcançava. Era um tanto engraçadinho. Ele ficava na ponta dos pés e pulando tentando pegar o canecão, mas ele nem sequer tocava. Isso graças aos dez centímetros de diferença que tínhamos de altura. Ele foi ficando mais nervoso com isso. – Hunf. É assim que vai jogar então? – Levi passou-me uma rasteira, fazendo-me cair. Eu, por ato-reflexo, segurei na blusa dele... acabei trazendo-o comigo direto para o chão. Só não foi possível ouvir o barulhão de duas pessoas caindo por causa das conversas e música altas, então ninguém nem notou nossa queda.
– Ai ai, heichou... Não precisava fazer isso... – Dei uma murmurada, ainda sentindo a dor de ter batido as costas com tudo no chão. O canecão já era também. Todo o conteúdo de run estava agora derramado.
Levi logo levantou a cabeça, massageando a testa. Foi aí que notei... Ele estava bem em cima de mim, uma de suas pernas entre as minhas, e nossos rostos estavam bem pertinho. Sentia um arrepio sempre que estávamos nessa proximidade, que dava pra sentir até a respiração dele vir de encontro com a minha boca.
– Eren...? – Levi agora olhava pra mim de outra forma. Bem mais serena. Seu humor havia mudado rapidamente de novo, conforme a situação em que se encontrava. – Hum... – Ele começou a mexer na minha franja, não parando de me olhar. – Seus olhos... são tão lindos... É um verde tão chamativo...
– Hei... chou... – Fiz uma expressão encabulada diante de seu elogio. Ele então abaixou-se para beijar o canto do meu olho, logo descendo para a bochecha... depois para a orelha... daí o queixo... até ele subir de encontro com os meus lábios, que já estavam até fazendo biquinho esperando pelos dele. Nossa... eu entrava em transe. Sempre! Não importa onde estávamos, apesar de no fundo eu estar preocupado de estarmos no chão de um lugar muito cheio de pessoas andando pra lá e pra cá, por um momento... me esqueci de tudo. E pelo visto ele também.
Ahh... Creio que ninguém beijava como Levi. Mesmo bêbado, isso não mudava. Sempre soltava um baixo gemidinho ao sentir sua língua adentrar minha boca e se esfregar junto à minha. Senti bem o gosto do rum em sua boca. Era aparentemente forte mesmo. Bem amarguinho... Mas isso não interferiu no beijo. Estava bom do mesmo jeito. Ele movia a língua agora de um jeito diferente... Parecia querer sentir o gosto da minha boca bem a fundo... Ué... Será que tinha algum problema nisso? Fiquei com uma sensação de que tinha... Foi aí que aos poucos, saí de meu transe, lembrando que beijei a Mikasa agora a pouco. “Droga, heichou pode sentir!”
Quando eu ia separar o contato, Levi foi mais rápido e o fez antes, sentando-se e olhando para mim. Ele passou a língua nos lábios, tentando sentir melhor o gosto.
– Você bebeu, Eren...? – Ele perguntou.
– Não... Er, quer dizer, sim!! Eu bebi um pouco!
– Não... você não bebeu não. – Ele falou mais desconfiado tentando identificar o gosto. – Parece vinho...
– I-isso, senhor! F-f-foi o vinho que tomamos no nosso encontro... – Falei dando um sorrisinho.
– Não. Esse não é o gosto do Dubeuf... É um outro vinho...
– N-não! É o mesmo, senhor!
– Por que está tão apavorado?
– E-eu não estou apavorado não! De onde tirou isso?! – Logo me coloquei sentando também, fitando o heichou de frente.
– Hum... o cheiro desse vinho... – Ele tentava se lembrar. – Eu senti hoje... senti quando... estava fazendo a queda de braço com a Ackerman. – Ele logo arregalou os olhos pra mim. Eu fiquei todo branco. Com certeza ele já fez as ligações. – Não... – Ele começou a chacoalhar a cabeça, descreditado. – Você... Não acredito... – Ele se pôs em pé, massageando as têmporas.
– H-heichou...!
– Você deixou a Ackerman beijar você?! – Ele gritou mais alterado.
– Er... – Eu também me coloquei em pé, não sabia o que responder. Será que ainda dava pra negar?
– Cuidado com o que vai me responder agora, se eu descobrir que você mentiu... Garoto... Eu não ia querer estar na sua pele. – Ele falou rígido. Senti meu coração quase subir pela garganta naquele momento. – Responda... Beijou a Ackerman sim ou não?
– Hum... – Cocei a cabeça e dei uma enrolada antes de responder. – Ah... Er... Sim... – Falei bem baixinho. Vi a minha vida inteira passar diante de meus olhos. Quando dei uma olhadinha de canto para o Levi, vi que ele estava vermelho, muito vermelho de raiva. Mas nada dizia, apenas me encarava de uma forma mortal. Ele inflava suas bochechas, quase que segurando todo o ódio que ele sentia naquele momento.
Ainda sem dizer nada, ele virou-se de costas para mim, apoiando uma das mãos à mesa e massageando as têmporas com a outra. Aquilo estava me assustando...
– Hei... chou...? – Cheguei falando de uma forma bem doce... – A-a gente ainda tá namorando... né? – Dei um sorrisinho, suando frio, mas Levi logo explodiu!
– Ne le croyez pas!!! (Não acredito nisso!) – Levi gritou de repente, que me deu um baita susto. E ele falou coisas estranhas do nada. Não consegui entender.
– Heichou... por favor, se acalme... E-eu posso explicar...
– Bête gosse!! (Moleque estúpido!!) – Ele gritou bravo comigo. E de novo não entendi nada o que ele falou. – Vous pensez que vous pouvez expliquer quelque chose maintenant?! (Você acha que pode explicar alguma coisa agora?!) – Continue olhando-o de forma assustada. Ele continuava massageando as têmporas. Foi aí que notei que ele estava falando outra língua... Parecia francês.
– Heichou... o senhor fala... frânces? – Dei uma corada na hora.
– Ne changez pas le sujet! (Não mude de assunto!)
– O quê?
Ele logo virou-se para mim, agarrando minha blusa. Me trazendo pra perto de si novamente.
– Você deixou aquela vadiazinha encostar a boca na sua? – Ele falava de forma mais baixa e mais intimidadora. Isso sempre dava mais medo.
– É... F-foi sem querer... – Eu tentava me justificar.
– Sem querer o caramba! Ela avançou e você deixou!
– Er... – Foi aí que percebi. Heichou falava com a certeza que foi ela que avançou e não eu... – Heichou, o senhor está certo que não fui eu quem tomou a iniciativa? – “Eren, sua besta!! Por que foi perguntar isso agora?! Por quê?!”
– Claro. – Ele respondeu sem pensar duas vezes. Eu logo olhei-o surpreso. – Eu te conheço bem, Eren... sei que você não é a fim dela assim. O problema é ela! E a tua tapadisse!
– P-perdão?
– Se você continuar mole assim, ela vai acabar transando com você!
– Q-que é isso, heichou!! C-claro que não! – Balancei a cabeça negativamente. – E-eu sei pôr limites!
– Ah, é? E por que você deixou ela avançar na sua boca?!
– É que... Eu... Sei lá... Achei que isso iria satisfazê-la e ela... me deixaria em paz... – Falei cabisbaixo.
– Eren... – Ele bateu na própria testa. – Eren, sua tapadisse não tem limite.
– Ahh? Como assim? E-ela até dormiu no meio do beijo... Acho que isso quer dizer...
– Só quer dizer que ela está bêbada! Mas não que cansou de você!
– O quê?
– Eren... quando se trata de sentir atração por outra pessoa, ela não vai se satisfazer e largar mão depois de ganhar um beijo. Pelo contrário! – Levi se aproximava de mim novamente, olhando-me nos olhos. – Eren, você mesmo deve saber... Beijo não se dá uma vez e satisfaz... Quanto mais uma pessoa beija, mais ela quer beijar. Ou seja... mais viciada ela fica pela outra...
Eu fiquei olhando seus lábios enquanto ele dizia. Ele ia aproximando-os de novo dos meus... Bem pertinho...
– Nee, Eren... – Ele falava sussurrando. Minha respiração começou a acelerar. – Você... não se viciou em alguém? – Ele perguntou todo manhoso agora, brincando com meus cabelos. Eu fiquei meio hipnotizado com a sua mudança repentina de humor de novo.
– Eu... Aham... – Concordei, também num sussurro.
– É? Em quem você viciou...? – Ele deu um beijo em meu queixo.
– Hum... No heichou...
– Hm...? – Ele dava muitos beijos ali, que me faziam cócegas. – Fala de novo...
– ... Sou viciado... no heichou... Levi heichou...
– Fala meu nome de novo...
– Levi heichou...
– Só o meu nome...
– Levi... – Eu dava umas contorcidas sentindo seus lábios em meu pescoço. – Levi...
– Hum... acho bom mesmo você se lembrar bem desse nome lá no quarto... – Ele falou em meu ouvido. Eu me arrepiei todo...
– Humm... heichouu... – Dei uma gemida.
– Agora, vem comigo. – Ele agarrou meu pulso e me puxou em direção à saída do refeitório para o corredor do castelo. – Esta noite, você é só meu!
– Humm... – Eu corava de tanta vergonha de ouvi-lo falar aquilo tudo sem se importar de estarmos passando no meio de outras pessoas. Mas elas nem pareciam prestar atenção.
~#~
Finalmente havíamos chegado no nosso quarto... Quer dizer, no quarto do heichou! Hum... Bem, agora eu também dormia lá direto. Então tá certo, o quarto era meu também.
Adentramos e heichou rapidamente fechou a porta, trancando-a.
– Espera! – Falei. – É o quarto certo, não é?
– É claro, garoto. Acha que eu não sei o caminho pro meu próprio quarto?
– Bom... é que entramos em três quartos errados.
– Isso é irrelevante. E nós não entramos, apenas abrimos a porta.
– Em um deles tinha um casal... usando. – Falei corando, lembrando da cara que os dois fizeram ao nos ver.
– A culpa é deles mesmos... não trancam a porta. – Levi vasculhava a cômoda de seu quarto, procurando algo.
– A gente devia ter pegado um lampião, heichou!
– Calminha aí. Eu sempre tenho um lampião em meu quarto. – Ele continuava abrindo todas as gavetas e portas da cômoda. Bem, na verdade eu apenas ouvia-o fazer isso. O quarto estava um breu. Aliás todo o corredor até aqui estava assim, não dava pra ver nada, por isso meio que nos perdemos no caminho e até erramos de quarto. – Ah, achei! Pegue o fósforo aí no criado-mudo, Eren.
– Sim, senhor! – Eu rapidamente me virei, usando o tato pra achar o pequeno móvel. Até que chutei bem com o dedinho na quina do criado-mudo. – Ai ai!!!
– O que foi?
– Machuquei o dedinho... – Falei, massageando o local, mesmo por cima da bota.
– Espere, fique parado que eu vou até aí. – Ouvi os passos do Levi se aproximando, até ele ficar bem atrás de mim. Ele usou o tato pra me identificar também. – Te achei. – Ele logo abaixou-se ao meu lado, enfim abrindo a gaveta do móvel e retirando a caixinha de fósforos.
– H-heichou... o senhor tocou no meu...
– Eu sei. Foi intencional. – Ele simplesmente disse enquanto acendia o lampião. Agora sim o quarto ficou iluminado e vi heichou deixando o objeto sobre o criado-mudo ao lado da cama.
Depois ele novamente caminhou até a cômoda, desfazendo o seu cravat, descalçando as botas, retirando todas as cintas do corpo e guardando tudo na gaveta, exceto o da cintura mesmo. Ele continuou segurando aquele couro nas mãos. Logo virou-se para mim. Eu olhei-o sem jeito, ele me lançava aquele olhar penetrante... Seus olhos eram tão lindos...
– Já está excitado, hein Eren? – Ele deu um sorriso de canto.
– Hã? Er... N-não...
– Ah não? E esses seus peitinhos saltados aí? – Assim que ele disse isso eu logo olhei pra baixo. Sim, meus mamilos estavam duros e salientes. Dava pra notar mesmo eu estando de camisa as duas elevaçõezinhas. Logo cruzei os braços na frente, tentando cobrir. Aquilo foi vergonhoso. – Por que está se cobrindo? Tá agindo como uma garota...
– Não...
– Só de eu ter encostado em você já te deixou animadinho?
– Hm... – Nada respondi. Levi, então, veio caminhando pra mais perto de mim.
– Que foi? Não quer transar comigo?
– Não...
– Hã? Você não quer? – Ele arqueou a sobrancelha.
– Não é isso...
– Por que está fazendo cu doce pra mim agora? Eu sou seu namorado.
– N-não estou fazendo doce... – Eu olhava-o, vendo seu rosto enrubescido, e como ele falava de forma diferente desde que eu o encontrei na queda de braço com a Mikasa. Tudo por causa do álcool. Depois de ver todas aquelas pessoas lá em baixo fazendo o que dava na telha, e algumas até passando mal, estava com medo do que pudesse acontecer ao Levi agora que ele estava bêbado. Nesse caso... – A-acho... melhor deixar para amanhã... quando o senhor estiver sóbrio. – Falei sorrindo pra ver se ele aceitava de boa minha ideia. Ele apenas me olhou bem seriamente.
– Eren... Vem cá. Deixa eu falar uma coisa pra você... – Ele olhava todo manhoso pra mim.
– O-o que...? – Só aquele olhar já me deu uma desestabilizada. Ele chegou bem mais pertinho de mim, encostando seu peito em meus braços, que continuavam cruzados à minha frente. Logo passou uma das mãos em meu rosto, numa carícia bem delicada.
– Sabe o que eu quero fazer...? – Ele falou num sussurro, um tom bem sensual... Fui corando gradativamente. Heichou levou seus lábios ao meu ouvido e lá cochichou um monte de obscenidades pra mim. Dava até vergonha de citá-las... Enquanto falava, acariciava meus cabelos e passava a outra mão em meus braços. Seus lábios davam uma leve roçada em meu ouvido a cada palavra pronunciada. Aquilo me acendeu. Senti um fogo lá em baixo...
Ele aos poucos separou meus braços, segurando-os firme, e foi me deitando na cama. Em momentos ele parava de falar para lamber meu ouvido. Ao mesmo tempo, suas mãos subiam pelo meu corpo, parando bem na saliência de meus mamilos duros sob a camisa. Sentia muitos arrepios com os estímulos. Dei mais uma leve gemida quando ele passou a pontinha dos dedos sobre o biquinho.
– Hummm... Heicho... – Ele foi espalhando vários beijos em meu rosto e levando as mãos pelos meus braços até segurarem meus pulsos. Finalmente ele levou seus lábios até os meus, beijando-me com paixão. Eu já havia esquecido totalmente minha ideia de não fazermos hoje... Não estava pensando em mais nada. Agora... deixa rolar! Ele não parecia tão bêbado como os outros mesmo.
Levi, sem parar o beijo, foi levando minhas mãos pra cima de minha cabeça. Meu coração acelerou mais ao senti-lo amarrar meus pulsos com seu cinto que estava segurando agora a pouco. Bem apertado mesmo. “Achei que ele tinha largado aquilo!” Logo ele separou o contato de nossas bocas olhando-me com desejo e lambendo os lábios.
– H-heichou...?
– Eu ainda não engoli o fato de você ter sido tapado e deixado a Ackerman ultrapassar a linha.
– L-linha?
– Sua boca é mais do que o limite do contato que eu admito que outras pessoas tenham com você.
– O senhor... ainda está bravo...?
– Não. Só quero que fique bem claro: Eu que sou seu namorado! Você não pode deixar ninguém tocá-lo como eu te toco. – Ele, sentado em minhas coxas, foi logo retirando sensualmente minhas botas e jogando-as longe. – Me promete que não vai deixar se levar pela Mikasa? De novo... – Ele olhava meus olhos, com o rosto bem próximo ao meu novamente. Nossos narizes roçavam um no outro. Já logo fiquei embriagado pelo seu tom de voz.
– Eu... prometo. – Falei dando um sorriso pra ele.
– Pare com esse sorrisinho, sabe que não aguento quando você faz isso... – Levi afundou o rosto ao meu lado, beijando meu pescoço.
– Humm... – Dei uma leve contorcida. – Por que... me amarrou?
– Isso foi por ter deixado ela avançar a linha... – Ele disse em meio aos beijos.
– Hum... – Sentia aquele cinto apertar muito meu pulso, mas ao mesmo tempo ele passava as mãos nas laterais do meu corpo, movendo minha blusa junto. Isso me distraía daquele incômodo se sentir minhas mãos começarem a formigar.
Levi, logo colocou as mãos por dentro da minha camisa, me massageando em toda a região. Eu continuava a dar leves contorcidas. Ele voltou seu olhar para o meu. Seus olhos acinzentados... penetrantes... Era seu olhar de deixar qualquer um sem graça, e foi exatamente como eu fiquei.
– O que foi? – Ele sussurrava. – Ainda tem vergonha disso?
– N-não é isso... É que... – Eu fitava-o, mas sempre dando umas desviadas. – Você... fica me olhando assim...
Sentia ficando com o rosto mais vermelho, acho que até o local da minha barriga, onde ele passava as mãos, estava vermelho também. Não sabia explicar direito, mas... eu sempre vou ter vergonha de vê-lo me olhar daquela forma enquanto me toca de maneira sensual.
Ao mesmo tempo que me envergonhava, me excitava...
Levi rapidamente levantou minha blusa, até acima do meu peito. Facilitou eu estar sem os cintos do equipamento desde cedo. Agora que ele estava bêbado é que ficava mais aparente seu olhar embriagado sobre mim.
Sem perder tempo, ele se abaixou começando a espalhar vários beijinhos pelo meu peito, até alcançar um de meus mamilos, que continuavam bem durinhos. Eu mordi o lábio sentindo a boca de Levi. Ele fazia questão de deixar o som das chupadas audíveis pra mim. Eu automaticamente fechei os olhos e deixei escapar breves suspiros. Incrivelmente ele estava fazendo tudo com um pouco mais de calma agora em comparação a como ele estava afobado lá no refeitório.
Creio que seja por aqui no quarto estar bem menos barulhento... muito mais silêncio... dava até pra conversarmos sussurrando a uma boa distância.
– Hummm.... – Dei uma estremecida ao senti-lo morder meu mamilo, roçando levemente os dentes no biquinho e ainda dando uma leve lambida com a ponta da língua... Ahh, aquilo me fazia delirar. – Heichoouu...
Levi ainda estava sentado em minhas coxas. Ele moveu seu quadril um pouco para frente, fazendo nossas intimidades se tocarem. Dei um murmúrio baixo. E logo percebi... a calça do heichou estava mais volumosa que a minha. Fiquei um tanto chocado. Levi sempre demorava bem mais do que eu pra se excitar. E agora... aquele volume enorme já estava aparente. “Será que álcool é um afrodisíaco?” Heichou ainda estimulava ambos os meus mamilos agora com a ponta dos dedos. Era bem gostosinho...
Quando dei um gemido um pouco mais alto e o volume de minha calça deu uma levantada, Levi parou os estímulos. Ele se levantou, mantendo-se ajoelhado sobre mim e deixou seu corpo ereto.
Heichou desabotoou sua blusa, deixando o tecido escorregar pelos braços até tirá-la totalmente. Nunca deixava de ficar hipnotizado em como ele era bem malhado. Seus ombros, braços, peitoral, abdômen. Era de pequeno porte mas tudo bem definidinho. Ainda apoiando-se nos joelhos, Levi abriu o zíper de sua calça, abaixando-a junto de sua peça íntima. Ficou bem visível agora a parte do corpo de Levi que era de maior porte. Meu olhos arregalaram, mordi o lábio novamente. Só de ver aquilo senti minha entrada dar uma contraída. Heichou já estava completamente duro e com certeza bastante sedento. Sem dizer nada, Levi começou a se tocar ali, bem na minha frente. Senti minha ereção crescer mais e o líquido começava a sair... Ele se masturbava se uma forma tão... não conseguia nem descrever, mas era muito excitante ficar olhando. Ele, momento ou outro, mordia o lábio e soltava um quase inaudível murmúrio. Meu coração acelerou, comecei as roçar minhas pernas uma na outra de ansiedade. Eu queria tocá-lo, mas com minhas mãos amarradas assim, não conseguiria fazer como queria...
Ao ver minha reação, Levi abaixou-se novamente sobre mim, aproximando nossos rostos.
– Você gosta de ver isso, não é...? – Ele falava sussurrando, com a voz levemente alterada.
– Humm... – Só consegui dar uma gemida.
Levi logo foi indo um pouco pra trás e separou minhas pernas, ficando agora entre elas. Ele segurou o cós da minha calça e abaixou-a até tirar, deixando-me ainda de boxer. Ambos notamos agora que estava bem molhada, quase toda a parte da frente do tecido ficou melada e meio transparente por ser branca.
– Wow... Olha só... – Levi passou dois dedos pela minha elevação, por cima do tecido, até seus dedos melarem também. – Em questão de estar molhado, você ganhou de mim agora. – Ele comentou.
– Humm... – Só consegui gemer de novo.
Levi subitamente abaixou o rosto ali e começou a chupar minha elevação, mesmo sobre o tecido. Dei uma estremecida. O roçar do tecido... o contato indireto... o quanto aquilo era molhado... as mãos dele apertando minhas coxas... tudo era muito erótico e me fez solta gemidos alto de prazer.
– H-hei...cho... humm... – Eu mesmo comecei a mover o quadril pra sentir mais daquele contato. Levi tinha uma boquinha veloz, já estava quase me fazendo gozar...
Notando que eu estava perto do ápice, Levi parou... Parou...! “Por que você sempre faz isso comigo, heichou?! Sempre para na hora boa você para!” Dei uma choramingada de quem não gostou. Ele deu um risinho.
– Calma, Erenzinho... A parte boa vem agora. – Dito isso, ele abaixou totalmente minha boxer, retirando-a e jogando no chão. (Sim, no chão!) Repentinamente, ele se sentou no colchão, me puxando pelo quadril... e foi levantando, até que eu ficasse quase de cabeça pra baixo. Que posição estranha. E vergonhosa! Minhas intimidades estavam quase à altura de seu rosto, ele encaixou sua cabeça entre minhas coxas, dando beijos em uma delas. Eu estava muito sem apoio naquele momento, mas Levi me segurava com firmeza.
Com uma das mãos, ele me masturbou de novo, fazendo já movimentos rápidos.
– Heichoou... – Fui dando baixos gemidos de novo.
Levi, que ainda espalhava beijos pela parte interna da minha coxa, foi descendo até sua língua tocar meu ânus.
– Ahnnn... – Dei outra contorcida e senti ali dar uma contraída em torno de sua língua. Ele deu lambidas, umas poucas penetradas e vários beijos ali. Nossa, era bom demais aquilo...! – M-mais... mais! – Eu pedi involuntariamente.
– Hum, tudo bem... – Ele melou bastante sua mão enquanto me masturbava.
Foi aí que senti... Três de seus dedos, já bem molhados com o meu líquido, começaram a me penetrar... de uma só vez.
Dei um gemido bem mais alto pela dorzinha incômoda do início, mas Levi foi devagar, colocando um pouco e tirando, colocando mais fundo e tirando, até enfiar os dedos todos lá dentro de vez. Seu dedo médio logo atingiu aquele ponto que me fazia delirar. Dei uma leve arqueada. Levi, vendo isso, me deitou do colchão novamente, ainda encaixado entre minhas pernas. Já fazia o movimento de vai e vem com os dedos bem rapidamente. Com minhas mãos ainda amarradas por cima da cabeça, agarrei ao travesseiro com força. Aquilo ainda doía.
– Oh... não importa o quanto façamos... aqui sempre será estreito do mesmo jeito. – Ele comentou enquanto mexia seus dedos de forma circular a fim de me alargar.
– Hmm...
– Está doendo muito...?
Não doía exatamente, ardia. Mas depois de cada ardência vinha uma sensação boa. Isso a cada vez que ele enfiava...
– F-faz mais... – Pedi.
Levi abriu um sorrisinho, aumentando a velocidade de seus dedos e agora me masturbando ao mesmo tempo. Senti a ponta de seu indicador roçar sobre o buraquinho do meu membro, aquilo me deixava louco. Minha respiração também acelerava, momento ou outro dava uma falhada e eu soltava agora vários gemidos roucos, que parecia encher os ouvidos de heichou.
– Isso... geme mais assim. – Ouvindo Levi falar assim, não aguentei muito mais. Senti o ápice espalhar por todo meu corpo e meu líquido branco escapar, melando tanto a mim quanto ao Levi. Mantive os olhos fechados até agora, mas quando abri-os, vi que boa parte da minha ejaculação espirrou no rosto dele.
– Ah... D-desculpe, heichou...
Ele simplesmente lambeu de canto, sentindo o gosto do sêmen que escorria.
– Humm... Bom. – Comentou. Isso até que me dava um alívio, eu sempre fico sem graça quando espirra em seu rosto. – Acho bom se preparar pra algo maior. – Ele disse, e antes que eu conseguisse falar algo, Levi se posicionou em minha entrada, introduzindo seu pênis de vez. Devagar, mas de vez. Aí eu gritei mesmo. Sentia novamente como se estivesse sendo arrombado, era volume demais para um lugarzinho tão estreito. Ainda mais hoje, que Levi parecia estar muito mais duro do que o normal.
– Argh... Heichou!
– Nossa, Eren... como você aperta aí... – Parece que Levi sentia seu membro sendo bem espremido lá dentro. Ele também tinha sua respiração descompassada. Creio que ele já queria se mover, mas ainda estava se acostumando com a pressão em seu genital. Ele inclinou-se sobre mim, dando-me um selinho. – Tá doendo?
– Não... Só me sinto... cheio. – Comentei. Ele parecia mais carinhoso agora. Levi estava muito bipolar hoje. – P-posso abraçar seu pescoço? – Perguntei.
– Pode.
E assim, com um pouco de dificuldade, levei meus braços, mesmo ainda amarrados, encaixando-os em torno do pescoço dele, trazendo-o mais pra perto. Levi deu outro beijo em minha boca.
– Você tem um rostinho tão adorável... – Levi acariciou-me ali, afastando minha franja dos olhos. Seu elogio me fez sorrir mais. Senti-o mover o quadril bem de vagar, meio que testando ainda se tem mobilidade, afinal, hoje estava bem mais apertado do que de costume.
Levi aos poucos foi aumentando a velocidade de seu quadril, o que me fez gemer mais.
– Acho bom se preparar... Depois que eu aumentar a uma certa velocidade, eu não vou parar. – Ele avisou. Eu apenas fiz que sim com a cabeça. Ele então aumentou muito a velocidade. Muito mesmo. Até me assustei no início e deixei uma lágrima escorrer do olho direito por sentir a ardência de novo. A cama até rangia, parecia se mexer junto ao movimento dele. Eu me abracei mais a ele, sentindo seu órgão me estocar bem lá no fundo. Eu gemia alto, praticamente gritava.
– Heichoou!!
– Diga apenas o meu nome, Eren!
– Hmm... – Eu novamente me perdi nas sensações. Não sentia mais tanta dor agora, apenas o prazer na sensação do roçar de seu membro em minhas paredes internas, sem ardência. Era delirante. – Levi...! Leviii!!
A cama rangia cada vez mais, parecia que ia quebrar. Levi apoiou as mãos na cabeceira para intensificar mais ainda as estocadas. Ele parecia insaciável naquele momento. Eu conseguia apenas gemer muito. Aquilo tudo era tão gostoso... eu não iria aguentar mais. Senti meu segundo orgasmo chegando, não queria que chegasse ainda, queria ficar mais tempo tendo aquela sensação.
– Levi... Ahnn, Levi... Mais fundo... mais... – Eu pedia meio inconscientemente. Heichou mesmo gemia baixo, mas continuamente.
– Eren... Ere... Hum... – Ele logo se interrompeu sentindo meu interior dar uma contraída em torno de seu membro. Eu atingi meu segundo ápice ejaculando bastante novamente em nós dois. Senti o pênis de Levi dar uma contorcida lá dentro logo jorrando seu sêmen. Me senti mais cheio ainda, até escorria um pouco pra fora do ânus... Os lençóis também já deviam estar melados. Tanto eu quanto Levi suávamos bastante.
Ele retirou seu membro de dentro, agora tentando dar uma relaxada. Nossa, confesso que me senti mais vazio do que eu gostaria, quando ele tirou. Nós dois tentávamos aos poucos voltar à respiração normal.
– E aí...? Gostou? – Ele perguntou, deitando-se sobre mim.
– Uhum... – Dei um largo sorriso. – Você estava intenso hoje, Levi. – Comentei.
– Não estou. Eu sou. – Afirmou passando a mão em minha franja jogando-a para trás. Eu ri de seu jeito, ainda aparentava bêbado, obviamente, com o rosto corado. Ele tinha a pele mais branquinha que a minha, por isso a coloração ficava aparente por mais tempo. Mesmo ainda amarrado, encaixei meus braços de novo em torno de seu pescoço.
– Fala de novo...? – Pedi manhosamente.
– Falar o que? – Ele continuava a me acariciar. Me olhava ainda de um jeito estranho.
– Fala em francês de novo. – Com esse meu pedido, ele deu um riso.
– Vous ne comprendrez rien... (Você não vai entender nada...) – Ele disse simplesmente, e eu apenas olhei-o abobadamente e impressionado, não soube até hoje que ele falava francês. Não entendi nada, mas gostei de vê-lo falando, ele fazia bico pra pronunciar boa parte das palavras. – Por que está sorrindo assim? Você entendeu o que eu falei, por acaso?
– Não. – Respondi rindo. – Falando assim me deixa mais caído por você...! – Dei meu sorriso espontâneo, aquele que Levi não aguenta.
– Ah, Eren... – Ele me deu outro e mais demorado beijo. Durante o ato, ele veio com o corpo um pouco pra frente e eu senti uma cutucada lá em baixo... Eu meio que me surpreendi, arregalando os olhos. “S-Será que...?” Assim que nos separamos, olhei pra baixo e notei que Levi continuava excitado. Tava totalmente duro! Voltei a fitá-lo e percebi que seu olhar estranho era ainda de excitação. Parecia que ele queria me devorar inteiro! Literalmente.
– Er... Heicho...u...? – Olhei-o meio interrogativo. Será que eu teria um segundo round? Fiquei um tanto animado e assustado ao mesmo tempo. “Ele faria com mais força ainda agora?” – O-o que você...?
– Feche os olhos, Eren... – Ele disse. Ainda meio receoso, segui sua ordem e fechei, respirando fundo. Pelo visto, mesmo com minhas habilidades regenerativas, eu definitivamente não iria andar amanhã.
Senti heichou desamarrando a cinta de meus pulsos, dando-me um bom alívio. Mãos livres de novo! E assim, fiquei esperando qualquer toque dele ao meu corpo, mas... nada aconteceu. O que ele planejava?
– Levi?
– Hum... P-pode abrir os olhos... – Ele autorizou, e eu logo fiz... Deixei o queixo cair. Meus olhos se arregalaram. Senti um arrepio enorme percorrer meu corpo. Meu pênis ficou ereto rapidamente só pela visão que tive agora.
– L-Levi... hei-chou? O-o-o q-que...? – Eu gaguejava descreditado. Levi, agora com sua pernas totalmente nuas, se submeteu a ficar de quatro à minha frente, com sua parte de trás virada para mim. Isso, não acredito que ele queria...! Não acredito que ele deixaria...! “Heichoou, assim meu coração não vai aguentar!”
Fale com o autor