Provocativo

27 Especial Parte 5 - Je t'aime


Notas iniciais
Oi, pessoal *chegando de cabeça baixa* Hehe não me matem por ter demorado, plis =3= Ok, deixem-me explicar o porquê não postei no sábado. Primeiro, pq eu fui no mercado fazer A compra do mês; Segundo, resolvi acrescentar mais umas coisinhas no capitulo enquanto revisava; Terceiro, minha internet caiu =_= Mas bem, é sério não são desculpas esfarrapadas, (confesso que enrolei um pouquinho também, mas tudo que citei aconteceu mesmo o/) Bem, agora eu queria super agradecer à mais uma recomendação de Provocativo aqui ♥ Meu sinceros obrigados à lailla (larissa ft andrew) muito obrigada por suas palavras ♥ Bem, e aqui estamos nós, minha gente: Último Capitulo ;-; (vou chorar T-T) Mas, não desanimemos porque tem LEMON COM LEVI UKE AQUI o/ Sem enrolar mais, boa leitura, amores ♥

Levi

Eu me rebaixei completamente... Me submeti a ficar naquela posição ridícula para o pirralho. Mas... é que eu ainda não estava totalmente satisfeito. Eu queria sentir mais sensações boas, daquelas de delirar mesmo. E lembro que... Bem, no dia que eu e Eren fizemos na biblioteca, eu deixei-o ficar “por cima”, e o que eu senti naquele dia foi... Foi muito bom, muito mesmo. Eu não conseguia explicar o quão gostosa era a sensação... Eu queria sentir aquilo de novo!

– Eren... – Chamei-o. Notei que ele parecia um tanto chocado com a minha atitude. E notei também que o pervertido já ficou duro só de me ver assim. – Você... sempre quer tanto ser o ativo... – Levei as mãos até minhas nádegas, afastando-as para que ele visse... – Então seja! Eu te autorizo agora.

– Ah... Ah... M-ma... Hum... – Gaguejava e seu rosto estava muito vermelho, parecia que iria desmaiar, mas ele logo engatinhou até atrás de mim. Sentando-se no colchão levou sua mão, meio trêmula, até uma de minhas nádegas, acariciando timidamente. – É sério?! V-você me deixa mesmo?!! Não vai ficar bravo depois?!

Eren pareceu sair um pouco do controle agora. Ficou mais elétrico e animado, mas ainda se segurava bem pra não me atacar de vez.

– Sim... Eu deixo. – Me recusava a encará-lo. Foi por esse motivo que escolhi fazer de quatro dessa vez, era uma posição ridícula, mas pelo menos eu não ficaria olhando na cara dele. Ainda era embaraçoso pra mim vê-lo observar minhas reações.

– Ahnn... Eu vou ser o ativo... Sentir... o heichou por dentro... – Ele passava as mãos em cada uma de minhas nádegas, massageando-as.

– Tsc. Pare de ficar falando assim... – Seus comentários me deixavam irritado e constrangido.

– Desculpa, Levi...! – Ele mostrava certo entusiasmo em seu tom.

– Tá... Só se acalma aí, você ficou muito afogueado de repente. – Falei.

– É que o heichou... está tão adorável agora... – Eren mantinha as mãos pelo meu corpo onde conseguia alcançar. E claro que estaria afobado, ele ficou amarrado até agora. Ainda mais com essa liberdade que dei a ele de me tocar como bem quisesse. Ele logo espalhou vários beijos lá atrás. Eu apenas fechei os olhos sentindo seus lábios tocarem minha pele.

Eren beijava a parte baixa das minhas costas, perto do cóccix, pra logo descer a boca pra uma de minhas nádegas, mordendo-a. Nesse momento eu mordi os lábios. O garoto parecia me provocar. Beijava e mordia toda a região em volta, mas onde eu queria que ele fosse... nada. “Hunf. Aprendeu comigo.”

Eu me mantinha apoiado nos antebraços, agarrando o lençol do colchão. Me sentia um pouco estranho por gostar daquelas carícias numa posição digamos mais submissa. Não tinha muita explicação mas... já perdi um pouco da vergonha de fazer isso. Somente com o Eren.

Ele não mordia com força, por isso era bem gostosinho. Logo ele passou sua língua na minha entrada. Mordi mais ainda o lábio inferior. Sua língua estava tão quente... mais do que o normal, eu diria. Ele lambia em movimentos circulares bem as bordinhas e sempre que ameaçava introduzi-la, meu ânus dava uma contraída. Eren começou a beijar e até chupar ali e fazia movimentos rápidos. Minha respiração até deu uma leve falhada. Eu ainda me segurava pra não deixar escapar nenhum som.

Notei que ele queria era deixar bem lubrificado antes de introduzir qualquer coisa. Sua boca salivava bastante. Estava de fato um contato bem molhado. Eren estava indo bem, admito. Afinal, claro, aprendeu com o mestre aqui, não é?

O garoto parou seu ato, de repente. Fui pego de surpresa num movimento rápido seu. Eren me virou com ansiedade, fazendo-me deitar de costas no colchão. Estávamos os dois cara-a-cara de novo. Eu arregalei os olhos diante de sua atitude. Ele foi bem mais veloz agora... ou será que eu que estou com os reflexos lentos por causa da bebida?

– Oe! E-Eren...! – Ia dar-lhe um sermão por ousar me virar sem permissão, mas ele me interrompeu.

– Heichou... – Sorria abobadamente pra mim. – Está vermelhinho...

Apenas uni as sobrancelhas diante de seu comentário, sentindo-o me segurar com força para que eu não saísse da posição. Ele parecia um tanto fora do normal agora. Foi aí que eu me lembrei das teorias de Hanji sobre Eren aumentar sua força física quando ele se sentia dominante numa relação sexual. O que me restou a fazer de imediato foi apenas colocar os braços na frente de meu rosto pra não ver o jeito que o garoto estava me olhando. Ele logo fez um tom de desaprovação.

– Levi! – Ele retirou meu braço da frente. – Eu quero te ver... – Ele falava manhosamente.

– Mas... Argh! – Levei um susto quando senti-o introduzir dois dedos de uma vez em meu ânus. Mordi o lábio inferior, agarrando com força as mangas da camisa dele. Fechei os olhos, bem apertados, não querendo olhá-lo. Por algum motivo eu estava sem forças agora. Por quê?

Não dava pra pensar direito enquanto dedos alheios se moviam dentro de você. Eren não enfiou muito fundo. Ele ia me alargando aos pouquinhos.

– Heichou, relaxe... está todo tenso. – Ele comentou, acariciando meu rosto com a mão livre.

– C-com você me olhando assim... não tem como eu relaxar... – Falei desviando o rosto, por mais que eu não olhasse diretamente pra ele, dava pra senti-lo me fitando de forma sedenta.

– Vou fazer com que relaxe, heichou... – Ele logo foi abaixando a cabeça para o meio de minhas pernas, segurou a base de meu membro e deu uma boa lambida bem na ponta. Apertei os olhos de novo e agarrei os lençóis da cama, segurando-me novamente pra não soltar nenhum gemido. Mas ele lambia de forma tão deleitosa...

Dei uma arqueada pra trás quando ele abocanhou tudo de uma vez. A ponta tocou bem fundo em sua garganta. Ele logo começou a chupar todo o falo freneticamente. Não deixando de sentir seus dois dedos dentro de mim fazendo movimentos circulares para alargar as paredes internas. Incrivelmente seu boquete me relaxou mesmo. Até que ele ficou bom nisso.

Eu tentava respirar mais controladamente, mas ainda estava num transe. Eram dois estímulos diferentes e ambos acontecendo ao mesmo tempo. Os dedos do Eren se movendo e sua boquinha fazendo um vai e vem frenético em meu membro. Tudo muito delirante. Eu mordia meu lábio com tanta força, já devia ter até sangrado.

Foi aí que Eren, numa investida rápida, enfiou seus dedos o mais fundo que conseguiu, cutucando exatamente em minha próstata com o dedo médio.

– Ahnnn, Ereeenn... – Gemi. Imediatamente tapei minha boca com a mão, notando que foi um gemido bastante erótico... sem querer deixei-o escapar. Eren logo parou o que fazia para me fitar com seus olhos arregalados.

– Ahh, você tá gostando, heichou...?! – Ele parecia um louco agora. Fazia uma expressão de alguém que passou dias sem comer nada e que agora se depara com um belo pedaço de carne. Ainda bastante sedento, Eren subiu seu rosto até seus lábios alcançarem os meus novamente, afastando minha mão do caminho e beijando-me com ansiedade. – Oww, heichou... você... geme tão bonitinho... – Disse em meio aos beijos. Eren segurava meus braços com força. Por que eu o estava deixando ficar no controle daquela forma...?

Bem... Eren estava um tanto imparável agora... Eu não podia contra sua força anormal de titã, estando tão vulnerável... Mas afinal, qual é o problema em deixá-lo me dominar assim? Não havia problemas... Era meu namorado. E estava tudo tão bom... Não é...?

Não! Eu não posso deixar. Por mais que suas carícias estivessem me tirando do sério, eu não posso deixá-lo me dominar. Eu sou o adulto! Eu que sou o dominante! Mesmo sendo o passivo.

Assim que separamos nossas bocas, olhei o garoto e dei a ele um sorriso. Quando ele deu uma leve distraída, fiz um movimento rápido com as pernas, empurrando Eren para trás. Ele caiu de costas no colchão e eu subi por cima dele, sentando-me em seu colo.

– L-Levi?! – Ele olhou-me espantado. Com certeza não esperava que eu fosse fazer isso. – O-o que...?

– Shhhh... Sou eu quem domina aqui, Eren. – Falei puxando-o pela gola da camisa, fazendo com que ele sentasse de forma ereta também. – Acho bom você não se esquecer disso...

Dito isso, beijei-o ardentemente. Movendo minha língua sobre a sua. Eren deu umas piscadas, como se estivesse saindo de um transe. E logo me olhou com seu jeitinho de sempre, parece ter voltado à sua submissão. Mas ainda me olhava de forma embriagada. Ele logo abraçou-me passeando suas mãos por minhas costas, dando leves arranhadas.

Arranhadas que fazia meus pelos arrepiarem. Ele passava suas unhas de leve, não brutamente a ponto de sangrar, isso era bem provocante. Dei leves contorcidas conforme ele abaixava as mãos até apertarem minhas nádegas de forma ousada.

Em meio ao beijo, e me preparando psicologicamente, tomei forças e posicionei o membro do garoto em minha entrada. Aos pouquinhos fui sentando e seu órgão penetrando meu interior, bem devagar. Eren parou o beijo e pendeu a cabeça pra trás, dando seu gemido de deleite. Eu apoiei-me em seus ombros para não perder o equilíbrio.

Havia entrado só a “cabecinha”, mas já estava difícil. Eu só fui o passivo dele, aliás da minha vida inteira, uma única vez. Claro que eu seria mais estreito. O que facilitou a penetração foi o pênis do garoto estar muito bem lubrificado. Escorria constantemente líquido da ponta.

Mas eu estava sem paciência pra ir de pouco em pouco... Então, sentei de vez sobre o pênis do Eren, mordendo os lábios de dor. O garoto gemeu alto. Com certeza sentia a pressão que meus músculos faziam.

– Levi... h-heichouu... – Ele falava em meio à respiração pesada. – N-nossaa... C-como você... está apertado...! Mais do que... da outra vez...

Eu ainda mordia o lábio. Se eu falasse agora, minha voz sairia um tanto gemida. Não queria que ele ouvisse... Então optei por não responder nada. Eu também respirava pesadamente. Ainda estava me acostumando à invasão. Era como Eren havia dito... Não dói mais depois de um tempo, apenas se sente mais cheio. Bem cheio. Sentia-me todo contraído por dentro. Fui relaxando meu aos pouquinhos corpo até finalmente sentir mobilidade e pronto pra me mover. Mantive-me fitando os olhos do garoto, e assim fui empinando o traseiro até retirar quase todo seu órgão de dentro, para logo sentar nele de novo.

– Humm...! – Eren fechou os olhos e apertou minhas coxas.

Ainda apoiado nos ombros dele, repeti o movimento várias vezes, aumentando gradualmente a velocidade. Minha respiração mantinha-se descompassada. Meu coração acelerava. Mas externamente eu mantinha o meu controle, mordendo o lábio. Com os olhos semiabertos, observava o garoto. Seu rosto continuava corado e ele gemia mais do que eu. Parecia até que o passivo era ele.

– E-Eren... – Falei. Mas foi naquele tom gemido que eu tinha receio de deixar escapar pra ele.

Eren abriu levemente os olhos, logo segurando meu quadril e fazendo o movimento de vai e vem contra o meu. Foi aí que arqueei pra trás. Eren botou mais pressão no contato mesmo estando sentado sobre o colchão, numa posição menos favorável para tal ato... Mas aquilo era bom... Muito bom mesmo... Não conseguindo segurar mais, gemi descontroladamente. Naquele tom bem chorado mesmo. Sei que Eren se surpreendeu ao me ver naquele estado, e deve o ter excitado mais.

O movimento agora estava bom demais. Era um prazer incalculável. Aquela sensação maravilhosa que eu estava querendo sentir. Eren tocava tão fundo... tão intenso... Dava pra sentir bem a sua pelinha do falo roçando em meu reto. E ele mirava certinho em minha próstata. A sensação de levar uma estocada ali era inexplicável, só sei que fazia perder a razão por um momento.

Logo abracei o Eren, escondendo meu rosto entre seu pescoço e ombro. Não queria que ele visse mais daquelas minhas caras vergonhosas de agora. Mas eu ainda gemia. Eren ficava cada vez mais louco ouvindo minha voz naquele tom. Notava isso pela sua afobação aumentando. Ele logo espalhou vários beijos e chupões fortes em meu pescoço. Acariciou meus cabelos, passando os dedos por entre minhas mechas, momento ou outro ele dava leves puxadas. Continuou a dar aquelas provocantes arranhadinhas em minhas costas. Ficamos no movimento frenético e intenso por pouco tempo até eu sentir alcançar o orgasmo primeiro. Eren não demorou mais de dois segundos após para atingir o seu, dando aquele grito de alívio e regozijo. Seu sêmen foi me preenchendo todo. Bastante mesmo.

O garoto retirou seu pênis de dentro, tomando fôlego. Continuei abraçado a ele tentando voltar a respirar normalmente. Com meu peito encostado ao dele, senti seu coração bem acelerado.

– Levi... heichou... – Ele falava com uma voz mais fraca agora. De fato ficou bastante cansado depois dessa segunda rodada da noite. Com certeza foi pesado para um rapazinho de quinze anos, mas ele foi bem. Senti-o acariciar a parte de trás de meus cabelos, abraçando-me também. Eu respirei fundo antes de fitar seus olhos novamente, agora sentindo voltar à normalidade. Eren, com o rosto bem cansado sorriu pra mim, já logo fechando os olhos.

O garoto largou seu peso pra trás deitando totalmente no colchão, levando me junto, não querendo desfazer o abraço. O sono estava estampado em seu rosto. Bem, eu mesmo não estava muito diferente dele. Meus olhos pesavam, estavam fechando sozinhos.

– Eu te amo, Levi... – Disse o garoto, bem baixinho, antes de cair profundamente em seu sono. Eu apenas dei um sorriso de canto. Não creio que eu dormiria naquele estado... Suado, melado e sentindo um pouco do sêmen do Eren escorrendo pra fora do meu ânus... Mas e daí...? Eu estava muito cansado também...

– Je t'aime... bête gosse... (Eu te amo... moleque estúpido...) – Disse num sussurro, mesmo sabendo que ele não ouviria. Apoiei minha cabeça em seu peito, encostando levemente a testa em seu queixo e adormeci rapidamente também. Nem saí de cima do garoto, o cansaço era tanto que pouco importava se continuamos na posição do sexo...

~#~

Dei mais uma remexida da cama, deitado de lado. Ainda estava num sono pesado, porém senti uma leve cócega atrás que me fez dar outra remexida. Quando senti novamente um pouco mais acima, arrepiei-me inteiro e acabei por despertar. Abri os olhos aos pouquinhos, o quarto estava bem claro. “Já amanheceu? Parece que não fez nem meia-hora que peguei no sono.” Olhei de canto atrás de mim e notei Eren bem próximo, ainda dormindo pesado. Seus lábios estavam pertinho de minha nuca, tanto que dava pra sentir sua respiração. “Ele beijou minha nuca? Então já estava acordado?” Logo me pus sentado olhando-o.

– Eren...! – Chamei-o, mas ele ainda dormia pesado. Dei uma massageada nas têmporas. Só aquela levantada me deixou meio tonto e senti uma dor de cabeça horrível. Parecia um latejo que ia e voltava.

Olhei para o garoto novamente. Ele fazia um biquinho, como se estivesse beijando alguém. Devia estar sonhando... E para o bem dele, espero que seja comigo.

Notei que nós dois dormimos totalmente tortos na cama. Eren estava na diagonal, com uma das pernas pra fora da cama. Travesseiro no chão e lençol desarrumado ao pé da cama. Tanto o garoto como eu estávamos nus. Resolvi levantar da cama e me vestir... No ato, senti outra tontura e latejo. Apoiei-me à margem da janela para não perder o equilíbrio.

“Droga... Eu não devia ter bebido tanto run...” Lastimei. Ao mesmo tempo senti uma puta dor no quadril e principalmente . Pois é... eu acabei dando a minha bunda para um pirralho de quinze anos... De novo. Bem, era meu namorado então... acho que não tenho motivos para me envergonhar disso... não é? Quando abri um pouquinho mais as pernas pra andar, senti um líquido escorrendo pelas coxas...

– O que...? – Olhei pra baixo notando que ainda havia sêmen do Eren dentro... – Pivete...! – Peguei rapidamente um lenço do criado-mudo, limpando bem a região. Que coisa vergonhosa! E se eu ando por aí e de repente escorre isso em local público? Eren vai ver só quando ele acordar...

Resolvi abrir a janela para clarear mais o quarto e deixar arejar um pouco. A luz forte da manhã também me deu uma dorzinha de cabeça. Lá fora mesmo, pude avistar um dos jovens soldados. Ele segurava um balde e tossia nele. Provavelmente ele passou mal depois da festa e agora estava de ressaca... Espere aí. Festa! Por um momento esqueci. A quatro-olhos maldita deu uma puta festona ontem...

Ouvi alguém batendo à porta. O que desviou meus pensamentos. Vesti uma calça rapidamente, e cobri boa parte do corpo do Eren com o lençol, afinal ele ainda estava nu, para enfim atender quem quer que fosse. Ao abrir a porta deparei-me com a figura alta, muito alta, de um dos amigos do Eren.

– Fubar...? O que está fazendo aqui?

– Er... Heichou... – Ele falava meio tímido e desesperado ao mesmo tempo. Notei que suas roupas estavam um tanto desalinhadas... Olhei de canto e notei seu amigo loiro malhado, Reiner Brawn, parado o esperando perto da escada, ao final do corredor. “Acho que entendi o que rolou...”.

– Pode falar, rapaz. – Apressei-o, notando que ele ficou corado ao ver Eren nu sobre a cama, apenas com o lençol cobrindo parte de seu corpo.

– Hm... O comandante... – Ele apenas disse isso e logo dei um tapa em minha testa. “Droga! O Erwin!”

– Fubar! – Agarrei sua camisa e abaixei-o até que ele ficasse à minha altura. – O que houve?! Ele já voltou?!

– A-ainda não... por isso vim avisar o senhor... o refeitório...

– Já entendi, não precisa nem falar. – Interrompi-o, voltando a massagear as têmporas. – Tente arrumar o máximo que conseguir lá em baixo antes do Erwin aparecer, logo eu desço pra ajudar.

– S-sim, senhor. – Bertholdt fez a continência e logo correu ao encontro de Brawn, ambos desceram as escadas.

Eu não estava pensando direito. A quatro-olhos maldita deu uma festa sem permissão e ainda havia embebedado os jovens. Bem... eu também acabei entrando na dela, então uma parte da culpa era minha. O local estava uma bagunça ontem, imagino como deve estar agora. Erwin vai ficar puto...

– Eren!!! – Chamei-o, até o garoto pular da cama de susto.

– Ahhh, o-o que?!! O que foi?! Os titãs estão vindo?!! – Sentado olhava pra todos os lados com espanto. – H-Heichou!!

– Eren, não grite... – Disse massageando os ouvidos. Com relação à luz eu não estava sensível, mas ao som... Já me doeu a cabeça.

– Ah, d-desculpe, senhor. – Ele disse tapando a própria boca. – Está com dores?

– Esqueça isso. Só vista sua roupa, temos que descer e encontrar a quatro-olhos. – Ordenei e Eren, esfregando os olhos, logo concordou.

– Sim, senhor. – Ele estava na beirada da cama, prestes a se levantar, quando um dos pés de madeira quebrou fazendo o garoto rolar pra fora do móvel. – Eita! O que foi isso?

Olhei impressionado para aquilo. O pé da cama havia partido ao meio...

– Meu Deus... Heichou... – Eren também ficou bobo com isso. – O-o senhor quebrou a cama!

– Eu?! – Olhei-o indignado.

– Sim. – Ele me olhou com um bico. – Você estava muito intenso ontem...

– E como tem certeza que não foi você?

– Porque... – Ele corou. – O heichou que fez os movimentos mais pesados. – Argumentou timidamente. – Nas duas posições! – Eu ia revidar e responder-lhe... Mas não tinha resposta para aquilo. Acho que a culpa foi de ambos. Mas nunca na minha vida cheguei ao ponto que quebrar uma cama assim.

– Parte da culpa é sua sim. – Falei chegando perto dele. – Você sempre me faz sair do meu controle. – Sussurrei pra ele, o que o fez corar mais.

– Awwnn, heichou... assim o senhor me encabula. – Ele falava todo manhoso.

– Ah, Eren. Antes que eu me esqueça... – Assim que ele virou-se pra mim, acertei-lhe um tapa, de mão cheia, em seu rosto. Eren perdeu o equilíbrio e caiu, apoiando-se nos antebraços, logo massageando sua bochecha.

– Ai, ai!! Por que fez isso?! – Ele perguntou indignado.

– Isso foi por você ter beijado a Ackerman, aliás... deixado-a te beijar.

– Eh?! Ainda está bravo, heichou...?

– Claro! – Aproveitando que ele estava caído no chão, levantei meu pé sobre ele. – E isso aqui é por ter me virado na cama sem permissão...

– Ahh, e-espera aí!!! – Eren segurou minha perna antes que eu o chutasse. – Por favor, me desculpe. – Ele fez um rostinho mais choroso. – É que... heichou estava tão provocador ontem... não resisti. Mas não foi má intenção. Por favor, me perdoe... S-seu chute dói...

– Hunf. – Depois de olhar seu grandes olhos verdes pedintes, dei um pesado suspiro. – Certo então. Vista-se logo. – Falei indo até a cômoda pra pegar uma camisa limpa.

– Heichou... – Ele pôs-se em pé. – O que você me disse ontem antes de dormir? – Perguntou curioso.

– Hã? – Arqueei uma sobrancelha.

– Você falou alguma coisa em francês... – Ele me olhava com brilho nos olhos. – Quero saber o que foi...

– Hm... – Desviei o olhar. “Então ele me ouviu.” – Eu não disse nada.

– Eu te ouvi falando!

– Hm... Er... Eu disse... “boa noite”. – Menti.

– Foi?! – Ele pareceu ficar um tanto... desapontado com minha resposta. – Ah... Tá bem então... – Ele olhou pra baixo, fitando o chão, enquanto pegava sua calça e a vestia. De uma forma bem desanimada agora.

– Eren...? – Estranhei seu jeito. Tão de repente. – O que foi?

– Nada... – Ele não me encarava. Que atitude é essa agora?

– Eren...

Ele nem deu ouvidos, simplesmente vestiu a camisa e foi saindo do quarto de cabeça baixa. De algum modo me senti meio culpado em vê-lo assim. Dessa vez por ato reflexo, corri pra fora até ele abraçando-o por trás.

– Eren, não! – Apertei-o em meus braços. – Eu falei “eu te amo”! – Disse meio desesperado. Com certo medo de ele ter ficado chateado mesmo desta vez.

Foi aí que ele voltou a me olhar com um sorriso.

– Ahh, eu sabia! – Ele se virou e me abraçou também, mais animado do que nunca.

– Hã? – Arqueei uma sobrancelha.

– Heichou não aguenta quando eu fico triste, não é? – Ele acariciou o topo da minha cabeça. Eu agora percebendo... Ele encenou essa birrinha só pra ver o que eu faria? Uma veia saltou em minha testa novamente. Molequinho esperto... Como fui cair numa dessa?

– Eren, seu... – Pisei eu seu pé com força, fazendo-o me soltar.

– Ai!! D-de novo...?

– Pare de enrolar. Vamos logo achar a quatro-olhos! – Disse abotoando minha blusa, logo puxando o pirralho pela mão. Automaticamente entrelacei meus dedos aos dele.

~#~

Eu e Eren corremos por todo o castelo até descer para o refeitório. Para o meu alívio, estava bem mais vazio. Mas ainda havia algumas pessoas lá. Poucas. Uma delas era a Ackerman. Ela dormia profundamente num dos bancos de madeira do refeitório.

– Mikasa! – Eren, preocupado correu até ela, agachando-se ao seu lado. – Oe, acorda!! – Ela apenas deu uma remexida, mas logo despertou.

– Eren...? – Ela esfregou os olhos, se espreguiçando. Pelo visto ela passou a noite toda aí. Eu também me aproximei, ficando ao lado do garoto. Ela não parecia nada bem. Estava com olheiras e seus cabelos negros bagunçados. Assim que ela se pôs sentada, pareceu sentir uma tontura.

– Oe, tudo bem aí, Mikasa? – Eren segurou sua mão para que ela não caísse, ainda preocupado.

– Eren... – Ela olhava apenas para ele. – Por que você veio aqui? É proibido... – Disse ela, provavelmente pensando estar em seu quarto.

– Hã? Como assim? Aqui é o refeitório...

– Refeitório? – Foi aí que ela deu uma olhada ao redor, percebendo onde estava. – Ué... como vim parar aqui? Você me trouxe?

– Não. Er... Mikasa, olha pra mim. – Ele segurou seus ombros. – Você se lembra de ontem? Teve uma festa aqui... Depois do jantar. Não se lembra?

– Não muito... – Ela massageava as têmporas.

– Cadê o Armin? Ele estava aqui na mesa com você...

– Não lembro disso... Espera, acho que... estou lembrando de algo. Nós dois, Eren... nos beijamos... nos beijamos ontem, Eren! Eu e você! Eu lembro!

Eu, vendo a cena, apenas passei o braço nos ombros do Eren puxando-o para o meu lado. Dei uma leve franzida em minha testa.

– Eh? – Ele olhou meio surpreso pra mim.

– Não beijou ninguém não, Ackerman, foi só sonho. – Falei cortando qualquer expectativa dela.

– Você...? Seu tampinha... – Somente agora ela notou que eu estava ali. Assim que ela se levantou do banco pra dizer algo, vi que ela deu uma cambaleada e pôs a mão no estômago. Parecia estar passando mal.

– Mikasa...? Acho melhor você relaxar agora... – Eren sugeriu.

– Heichou, você... Eu... – Antes que terminasse, ela tampou a boca e logo saiu correndo em direção aos banheiros do castelo.

– Oe, Mikasa!! – Eren gritou preocupado.

– Deixe-a. – Até olhei-a com um pouco de pena também. Devia estar passando muito mal mesmo. – Eren, tem certeza que ela bebeu apenas vinho?

– F-foi o que ela disse... – Ele olhava-a adentrar o corredor. Logo soltei seus ombros, ignorando a Ackerman e dando uma boa olhada no refeitório. Estava uma bagunça e uma sujeira que só... Haviam garrafas e até roupas jogadas no chão, algumas poças de vinho e run, pratos usados sobre várias mesas. Um caos. Mas pelo menos, não havia quase ninguém lá. Apenas um ou outro aleatório dormindo. Numa mesa próxima estavam outros dois dos amigos do Eren.

– Olhe aqui, garoto, outros dois...

– Ah! – Ele logo veio até ali. – Connie! Sash... Eh!! – Ele corou ao ver que a moça estava com a camisa aberta (de novo), mas desta vez seu sutiã estava levemente levantado, mostrando boa parte de seu seio tamanho médio e bem redondo... De novo, foi meio impossível eu não olhar...

– Ah! O que?! – O careca logo despertou no susto, pondo-se sentado. – Heichou?! – Ele ficou de pé rapidamente e fez a continência. Do lado errado. – B-bom dia, senhor!

– Calma, garoto. Pode relaxar...

– O que houve??!! – Braus levantou-se no susto também. – Ah, heichou!!

– Por favor, falem um pouco mais baixo... – Pedi. Gritos muito altos ainda me davam uma dorzinha de cabeça.

– Ops, perdão! – Ela tampou a própria boca.

– S-Sasha! Sua blusa! – Eren desviou o olhar.

– Eita!! – Ela se espantou quando olhou pra baixo. – Connie!! – Braus deu um tapa no rosto do careca.

– Ai!! Que é isso? Precisava bater? – Ele perguntou indignado.

– Tarado! – Ela ajeitou seu sutiã e foi aos poucos abotoando sua blusa. Tanto ela quanto o Springer estavam com as roupas amassadas, mas não pareciam ter sido retiradas em nenhum momento. Era um amassado de terem dormido mesmo.

– Hm... Dos amigos do Eren, só tem vocês dois aqui? – Perguntei.

– Ahn... – Springer olhou ao redor. Vendo um ou outro aleatório sentado pelo refeitório. – Bem, Armin estava na nossa mesa ontem, não estava? – Ele virou-se pra Sasha. Ela apenas concordou com a cabeça.

– Eu tô aqui! – Ouvimos uma voz vinda da porta cozinha. Era o próprio Arlet, que ajeitava suas roupas também ao sair de lá... Esse sim pareceu tê-las retirado por completo... Não duvide, eu sei bem quando alguém se despiu ou não só de olhar. – B-bom dia, heichou. – Ele também fez a continência ao me ver.

– Tudo bem rapaz, pode relaxar. – Falei.

– Armin! Você deixou a Mikasa sozinha! – Eren falou olhando o loiro. – Eu pedi pra ficar de olho nela...

– Ah, sobre isso... É que... Ela estava dormindo mesmo. Eu tive que... er.. dar atenção a outra pessoa. – Ele disse revirando os olhos.

Logo vimos outra figura cambaleando até nós. Era Kirschitein, vindo da cozinha também, somente de calças, e que pareciam não ser dele, estavam muito curtas. “Oh, não... Arlet e Kirschtein juntos na cozinha. Já até imagino o que fizeram lá... Bem no local que preparam a comida...”

– Armin... – Ele tinha a voz meio fraca, aparentemente tão mal e nauseado quanto a Ackerman.

– Cara de cavalo?! – Eren se surpreendeu ao ver o estado do amigo.

– Jean? – Arlet logo correu para dar suporte ao parceiro. – Ei, que é isso? Você ficou mal de repente?

– Foi quando eu me levantei... Eu... – Ele tapou a boca e logo correu até uma das janelas do refeitório, inclinando-se ali e botando tudo pra fora agora...

– Jean...! – O loiro, preocupado, foi rapidamente atrás dele dar-lhe um suporte. Notei agora que não vi nem sinal de Fubar ou de Brawn, desde que cheguei ao refeitório. Onde estariam eles?

– Meu Deus. Todos estão mal assim hoje? – Eren perguntou meio espantado. Ver seus colegas nesse estado deve tê-lo chocado.

– Não... – Respondi. – Olha esses dois, eles parecem muito bem pra mim. – Apontei para o careca e a comilona, que apenas sorriram para Eren. Springer não bebeu e Braus, pelo visto, é uma garota bem fortinha para o álcool, julgando que ontem ela estava tão bêbada quanto Hanji.

Foi aí que lembrei-me. Ainda não encontrei a quatro-olhos!

Dei uma boa olhada, com mais atenção, por todo o refeitório. Quando pus os olhos nos barris ao longe, encontrei a louca deitada sobre eles, aparentemente dormindo.

– Quatro-olhos!! – Chamei-a de longe e ela logo acordou num pulo.

– Ahhhh, não fui eu!! – Ela gritou inconscientemente. A voz dela era mais alta que a minha. Os três jovens logo olharam na direção dela.

– Levante daí, sua louca! – Ordenei. Já estava com dores de cabeça.

– Hanji-san! – Eren foi atrás dela, ajudando-a a descer e trazendo a para mais perto.

– Uhuuu!!! Bombamos essa noite, não? – Ela falava toda orgulhosa abraçando o Eren.

– A-acho que até demais, Hanji-san. – Eren falava.

– Você está feliz com isso? Olha o que a sua diversão causou. – Apontei para Kirschitein, que permanecia com o corpo inclinado na janela. – Tem adolescentes de ressaca pelo castelo. – Falei duro.

– Oww, mas você entrou na onda também. Não pode reclamar de nada agora. – Ela argumentava. Eu já estava sem paciência... Cara palavra que saía da boca dela aumentava minha vontade de apertar seu pescocinho até ela não respirar mais.

– Hanji... Arrume esse refeitório, agora! – Ordenei. Num tom que até intimidou Braus e Springer.

– Olha só você, com essas marquinhas no pescoço, querendo me dar ordem agora? – Ela falou e eu... fiquei sem resposta. Apenas ajeitei melhor a gola da camisa. Eren também corou, totalmente sem graça com o comentário dela.

– Er... heichou... – Ele ia avisar algo, mas eu o cortei.

– Sem papo! Vão limpar toda essa bagunça agora mesmo! – Ordenei aos quatro, sem perder a firmeza em meu tom. – Se o Erwin vir...

– Se eu ver o que, Levi? – Na hora, paralisei. Três veias pulsavam em minha testa. Pude ouvir perfeitamente o tom de insatisfação e ironia na voz do nosso querido comandante loiro.

– Erwin... – Virei a cabeça devagar. Ele estava parado bem à entrada do refeitório, de braços cruzados e batendo o pé. Sua expressão não era nada boa, julgando a tamanha paciência em pessoa que ele sempre foi. – Há quanto tempo está aí...?

– Acabei de chegar. E... Já deu pra ver que... aconteceram muitas coisas na minha ausência, não? – Ele falava com sarcasmo. Os outros, inclusive a quatro-olhos, iam dando passos de mansinho pra trás, suando frio. – Bem, acho que podem me dar uma explicação sobre tudo isso... – Ele olhava o refeitório por inteiro. – Não é, Hanji? – Ele voltou sua atenção a ela, que já estava saindo de fininho da roda da conversa.

– Claro. Sim, claro... – A quatro-olhos concordou dando uma risadinha sem-graça. – Eu confesso... A culpa foi toda do Levi.

– O que?!! – Olhei fulo da vida pra ela. – Como ousa dizer isso?! Você agita uma festa e embebeda os adolescentes...

– Levi!! – Erwin chamou minha atenção.

– Hã...? – Olhei para ele. – Você acredita nela?!

– Não. Eu sei que foi a nossa querida Hanji quem começou tudo, é bem a cara dela... – Erwin argumentou olhando-a. Ela apenas deu outro sorrisinho tentando amenizar sua culpa.

– Então!

– Mas...! – Ele acrescentou, voltando a atenção para mim. – Eu te mandei voltar antes de mim por um motivo. Para que mantivesse a ordem no quartel general. E agora...

– Erwin! – Interrompi-o. – A quatro-olhos... Quando dei por mim, já estava fora de contro...

– Vocês dois e... onde está o Mike?

– To aqui!! – Uma voz veio de trás de uma das mesas, Mike estava dormindo sobre um dos bancos do refeitório, assim como a Ackerman. Logo levantou-se.

– Vocês três são os soldados de cargo importante. Estou decepcionado que tenham sido irresponsáveis assim. Quero que arrumem tudo isso hoje! Entendido? – O comandante falou severamente. Eu não suportava quando falavam duro assim comigo, mesmo sendo ele. Mas eu engoli desta vez.

– Certo... – Revirei os olhos. – Ao trabalho então...

– Mas antes, esperem. – Erwin chamou-nos e voltamos a olhá-lo. Mike, ainda sonolento, finalmente se juntou a nós também. – Olhem para aquilo agora. – Disse apontando para Kirschtein e Arlet ainda na janela. – Vocês entendem isso? Têm jovens passando mal por causa da irresponsabilidade de vocês três... Vão se desculpar devidamente!

– Hã? – Eren fez uma expressão interrogativa.

– Você não, Eren. – Erwin o liberou. – Você e seus amigos... apenas sentem-se aí. Estão prestes a ver algo inédito. – O loiro sorriu para ele.

– Hm... S-sim, senhor. – Eren, desentendido, obedeceu-o, logo sentou-se num banco perto de nós, Springer e Braus fizeram o mesmo. O que Erwin pretendia?

– Armin, venha também. Deixe Jean tomar um ar... – Erwin o chamou também.

– Ah, s-sim comandante... – O pequeno loiro logo se juntou aos demais, sentando-se ao lado do Eren. De todos, ele é o único que demonstrava ter sacado o que Erwin ia fazer.

De repente, a porta da cozinha até se abriu, saindo de lá Fubar e Brawn.

– C-comandante? – Brawn exclamou. Chamando a atenção dos outros já sentados.

– Perfeito. Vocês dois, venham aqui também. Sem medo, podem vir. – Erwin chamou-os com uma expressão melhor no rosto. Os dois, meio receosos, vieram para perto. – É melhor que mais pessoas vejam...

Eles olhavam interrogativos para Erwin, mas logo juntaram-se a Eren e os outros.

– Agora... Levi! Hanji! Mike! – Ele chamou nossa atenção voltando ao seu tom severo. Sua voz alta me deu um leve dor na cabeça. – Ajoelhem-se.

– O que?!! – Perguntamos os três indignados juntos.

– É uma ordem. Ajoelhem-se e coloquem os braços para trás.

Eu queria falar um monte de merda pra esse loiro agora. Como? Que ideia é essa de nos fazer ajoelhar e pôr o braço pra trás? O que ele faria depois disso? Chibatada? Eu não vou aceitar uma coisa dessas! Apenas cruzei os braços olhando feio pra ele.

– Hum... fazer o que...! – Hanji, falando de forma descontraída, aceitou o que quer que Erwin fosse fazer, numa boa. – Hahaha, Levi vai ter que se ajoelhar também. Isso vai ser inédito! – Ela tirava sarro.

– Sua...

– Ah, não é grande coisa... – Mike também, ainda dando bocejos, ajoelhou-se e colocou os braços pra trás das costas.

– Não! – Eu me recusava. Não ia fazer isso... Eren e seus amigos estavam ali olhando... “Planinho diabólico, hein Erwin? Me fazendo pagar essa na frente do Eren... Golpe baixo.” Por algum motivo, Eren parecia sem ações agora. Vi que ele queria impedir mas ao mesmo tempo não queria ir contra a autoridade de Erwin.

– Levi...? – Erwin fez uma pressão com o olhar. O fiozinho da minha paciência estava quase arrebentando, mas... respirei fundo, bem fundo, e resolvi fazer também...

Ajoelhei-me ao lado de Hanji e Mike, olhando para Erwin com uma cara nada boa. Isso me fez lembrar bem o dia que a Tropa de Exploração havia me encontrado... Foi uma cena bem parecida com esta, e foi humilhante. Coloquei os braços pra trás e olhei para o lado oposto de onde Eren estava. Não ia conseguir encará-lo naquele momento.

– Bom garoto, Levi. – Erwin falou de forma mais sádica. Outra veia saltou em minha testa. Sei que ele fazia isso só pra me provocar. Filho duma puta. – Agora peçam desculpas e admitam que foram irresponsáveis.

“Hã?”

– Desculpa, Erwin. Fui irresponsável em distribuir run os jovens. – Hanji foi clara e direta, fazendo seu tom descontraído de sempre.

– Sinto muito, Erwin, eu fui irresponsável e não impedi nada... – Mike, na sua voz sonolenta, disse.

– ... – Eu mordia o lábio, titando o chão. O tique em meu olho esquerdo começava a se manifestar.

– Levi? – Erwin se aproximou à minha frente. – E você? Não vai dizer nada?

– Hum... – Levei minha cabeça até encostar o chão, batendo de leve a testa contra o piso, ainda mordendo os lábios. – Me descul... – Falei bem baixinho.

– O que? Eu não te ouvi ainda, Levi. Fale mais alto e mais claramente, para que todos aqui ouçam.

– M-me desculpe, Erwin... E-eu... fui irresponsável em não manter a ordem... na sua ausência... – Disse. Com dificuldade, mas disse. Se ele soubesse o quanto xinguei a mãe dele mentalmente agora...

– Muito bem. Tenho muito orgulho de vocês três. Podem relaxar. – Ele autorizou, agora sorrindo satisfeito. – Agora, vou para o meu escritório. Quando voltar, quero este refeitório muito bem arrumado, entendido?

– Sim, senhor!! – Desta vez, todos que e estavam ali responderam juntos, fazendo a continência. Exceto Kirschitein, que ainda passava mal na janela.

– Muito bem. – Erwin deu meia volta dando um sorrisinho de “pai orgulhoso” para nós. Irritante.

– Oww que fofo nosso Levizinho ajoelhando. Você está se tornando um bom rapaz. – Hanji bagunçava meus cabelos, fazendo um beicinho enquanto falava. Minhas três veias pulsavam constantemente em minha testa, prestes a estourarem. Mas mantive-me quieto e fiz um bico. – Não fique triste não querido. Eles não vão deixar de te respeitar, viu?

– ... – Apenas a olhei de canto.

Logo foram todos se espalhando para começarem a arrumação, incluindo Hanji. Braus e Springer foram arrumando as mesas e bancos. Brawn e Fubar recolhiam todo o lixo jogado no chão. A quatro-olhos e Mike foram até os armários pegarem os baldes, vassouras e produtos de limpeza. Outras pessoas que estavam por ali também começaram a ajudar.

Já eu continuei no lugar, sentado de pernas cruzadas, fitando o chão. Nunca quis que ninguém me visse submisso daquela forma... E agora...

De repente senti dois braços me envolverem por trás, num abraço.

– Heichou... – Eren chamou-me ternamente. Permiti-me olhá-lo. Ele deu seu sorriso encantador para mim. – D-desculpe... acho que eu... devia ter impedido... – Ele massageou minha testa.

Quando ele disse isso, eu dei um riso.

– Queria ir contra a autoridade loira daqui? Isso é atitude de rebelde, ouviu?

– É, mas... – Ele encarava o chão. – Vi que você não estava gostando...

– Eren, olhe pra mim, amor... – Chamei-o.

– A-amor...? – Ele corou e me olhou abobadamente. – Amor? M-me chamou de amor...?

– Ah, Eren... É justamente por causa dessas reações que eu não te chamo de nenhum apelido diferente. – Revirei os olhos.

– Ah, perdão... – Ele riu. – É que foi inesperado... Mas sabe... Até que gostei de te ver ajoelhado e com os braços pra trás. – Ele sorriu maliciosamente pra mim.

– Hunf. Ah é? Espera só minha ressaca passar que você vai ver quem vai ajoelhar mais tarde. – Provoquei-o ao mesmo tempo ameaçando-o.

– Ui...! – Ele riu e logo me abraçou, bem apertado. – Ah, eu amo tanto você, heichou!

– Hunf... – Dei-lhe um beijo na testa, logo pondo-me em pé.

– E você...? – Ele olhou-me, esperando que eu desse uma resposta.

– E eu o que? – Perguntei fazendo-me de desentendido.

– O que você sente por mim? – Ele perguntou todo cheio de manha.

– Que pergunta é essa? Por que pergunta sempre se já sabe a resposta?

– Ah mas... Eu gosto quando você fala. – Ele passava timidamente sua mão na minha, até finalmente segurá-la, entrelaçando nossos dedos. Era estranho. Ainda era muito estranho pra mim. Até hoje nunca me senti tão à vontade com alguém como fico com esse garoto. Ele era uma alma tão pura de sentimentos, tão confiável, tão sincero... tão tapadinho. Sua companhia sempre me irritava, bastante, mas ao mesmo tempo me alegrava. Mesmo que eu não demonstre muito externamente, mas eu realmente sentia amor por ele. Esse pirralho tapado.

– Hunf. – Dei um sorriso de canto. Segurei seu queixo, olhando em seus olhos. Segurei sua mão com mais firmeza. – Eu sou doido... louco... apaixonado por você. Eren. – Sussurei manhosamente e ele logo se derreteu.

– Ah... Heichou! – Ele ia me beijar na boca, mas uma louca nos interrompeu.

– Ah, tá! Chega dessa melação toda! Bora todo mundo trabalhando! – Hanji apareceu entre nós, entregando vassouras e lenços para mim e para o Eren.

– Toma cuidado, hein, quatro-olhos... não esquecerei tão cedo que você me entregou para o Erwin, ouviu? – Ameacei, amarrando o lenço na cabeça.

– Hahaha, mas admita que a festa foi legal, não foi? – Ela perguntou sorrindo pra nós.

– Eu achei... estranho. Mas... – Eren deu uma olhada de canto para mim, de forma divertida. — ... É, foi legal ver algumas pessoas alteradinhas. Né, heichou? – Ele fez um tom malicioso.

– Moleque... Tá começando a perder a vergonha, é? Vê como fala com seu superior. – Disse, revirando os olhos. – E você quatro-olhos? Vá logo fazer suas tarefas!

– E você, limpe direitinho, Levi! – Ela disse, antes de correr para a cozinha.

– Hunf, você sabe com quem está falando? – Amarrei o lenço ao meu rosto, agora pronto para o trabalho do dia. – Eren, fique de quatro agora!

– O que?! – Ele me olhou envergonhado. – Mas aqui, na frente de todo mundo? Eu tenho vergonha...

– É pra me ajudar a limpar as prateleiras altas, seu tarado!

– Ah, c-claro! E-eu sabia! – Ele disse, vermelho.

– Hunf... Se for um bom garoto e fizer um trabalho bem feito hoje... deixo você ficar “por cima” de novo na próxima.

Notas finais
Yay, gentem ♥ E aí?? Chegaram todos vivos até aqui? Pq agora acabooou. Sério mesmo, gente, estou triste mas tbm muito feliz por ter concluído este trabalho. "Provocativo" foi a terceira fic que eu escrevi na minha vida, sendo a segunda do gênero Yaoi, e foi a mais longa até agora. De fato, a fic que mais vai ficar marcado na minha vida ♥ Fico contente que tenha sido com o casal Eren e Levi, esse OTP tão lindo de Shingeki no Kyojin *u* E ainda na narração de Levi (isso eu queria que fosse, desde o primeiro cap, quero terminar com heichou narrando, eu pensava) E confesso uma coisa, em animes tem vários casais que eu shippo, tipo, eu gosto de EruRi também, acho bastante sensual, (por isso mesmo coloquei uma insinuaçãozinha deles aqui nesse cap xD) outros casais do anime que eu também adoro são Eren x Annie(sim, eu shippo isso!!), Jean x Mikasa(pois é, eu gosto! Juro que queria que ela correspondesse o Jean no anime *esperando as pedradas*) Levi x Petra(sei que um monte odeia, mas acho bonito Petra é uma mocinha tão gentil, minha gente), Eren x Jean(nooooossa, esse casal aqui adogo demaaaaaais, pena não ter muitas fics deles ainda), mas no único casal que eu vejo amor de verdade é apenas entre Eren e Levi. (sei lá é coisa minha =3=) Por isso estou muito orgulhosa de ter feito uma boa historinha com estes dois ♥ Agradeço muito a todos vocês leitores queridos (e pervertidos!) que leram esta fic até o final ♥ Juro de coração que sentirei saudade de cada um de vocês =3= Sempre me divertia lendo os comentários, escrevendo novos capitulos, confesso que até fiz mais amizades por causa desta fic. (Keturin é uma delas, que até conheci pessoalmente =w=) E olha, essa fic fez mais sucesso do que eu imaginaria... Não tinha ideia de quantos capitulos eu faria quando comecei a escrevê-la, calculei terminar lá pelos 12, mas acabou no 27 xD Isso pq cada comentário de vocês me animava a continuar e estender a história. E tbm, achei que não teria recomendação nenhuma, mas tive 40 O.O (Sério, não achei que conseguiria alguma proeza na vida, mas pelo visto, consegui fazer bem esta história) Só tenho a agradecer mesmo a todos vocês, pq a autora sem seus leitores não é absolutamente nada =3= Muito obrigada de verdade!! ♥ Hehehehe agora preciso me focar nos estudos. Mas eu sei que vou sentir uma falta de escrever sobre estes dois. Então, talvez mais pra frente, eu faça uma outra fic com Eren e Levi ♥ Afinal, né. Eles se tornaram um casal que eu não desviciarei nunca, tal como AoKise(KnB) e Shizaya(Drrr!!) Tanto é que eu ia colocar mais umas coisinhas neste cap que resolvi deixar de lado, tipo Eren falando em alemão, uma palavra ou outra, mas eu ia colocar isso na história xD. Ou outros detalhes tipo, o que houve com Ymir e Christa, que não apareceram mais; ou o que Jean e Armin fizeram na cozinha nos mínimos detalhes ¬w¬; Mesmo com Reiner e Berth xD; Juro que até colocaria uma insinuação Mikasa e Annie só pra ela não ficar sozinha xD mas não tinha muito cabimento isso agora =3= Bem, agradecendo novamente a todos os que acompanharam e leitores fantasmas, apenas de terem lido minha história já me deixou hiper mega satisfeita. Um grande beijo e abraço a todos ♥ Até uma possível volta (pode ser EreRi, como pode acabar sendo um casal de outro anime ~tipo Magi~ aí vai no que eu tiver no clima na hora xD) Nikki ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!