Notas iniciais
Hello!! Oi delicinhas! Como estão????? Aaah que saudades de vocês!!! Ia vir mais cedo, mas estava sem internet no fim de semana! Então aqui estamos!! E já digo que sinto muito por não responder os comentários do capítulo anterior, mas caramba! Quanto amor! aaaaaaaaaaaaah ♥ Gente, eu não sei nem como agradecer vocês! Vou deixar um textão nas notas finais para não deixar aqui grande ahsuahsuahsa MAS EU AMO VOCÊS ♥ Esse capítulo é dedicado à LoveGoodStory pela linda recomendação *-* Nossa, obrigada meu amoooor! Eu to toda boba! Realmente sou uma pessoa de sorte por pessoas tão maravilhosas! Sem mais delongas! Bon appetit

― Tem certeza que é aquele ali?

― Shiiu, Ino! Claro que tenho certeza, ele é meu amigo.

― Tenten, ele parece um…

― Hipster? É por esse motivo que disse que não tinha nada a ver com ela. Ah, ela está chegando.

― Se ela ver a gente aqui, ela nos mata. Nos mata!

Temari e Tenten se encolheram dentro do carro prata da Mitsashi quando Temari passou a passos rápidos indo até o rapaz vestido com uma camisa aberta por cima da camiseta branca e que usava um colar de tira de couro, cabelos soltos sob uma touca verde musgo caída para trás, no cavanhaque uma barbicha, entre os lábios um cigarro, um discreto brinco de argola em cada orelha e um olhar entediado por cima dos óculos redondos e escuros que caiam sobre a ponta do nariz.

― Mas é gatinho. ― Ino sussurrou tirando os óculos escuros e sentando-se ereta no banco do carro para poder ver melhor a interação de Temari e do rapaz que estava deixando-a maluca.

― Não é meu tipo, mas ele é muito inteligente. ― Tenten comentou se ajeitando no banco do motorista. ― E que papo é aquele que você discutiu com uns caras?

As duas não tiravam os olhos do casal que conversava em uma mesinha redonda de um restaurante parisiense, apenas conversavam sem contato físico ou margem para que as duas tivessem material para chantagear Temari.

― Ah, acredita? ― Ino bufou balançando a cabeça e olhou para Tenten ― Tinham dois fotógrafos me esperando em frente ao prédio, eu ignorei e passei correndo, mas eles vieram atrás de mim perguntando sobre o Sasuke. Nunca tive tanta vontade de jogar a merda no ventilador.

― O que eles perguntaram? O que você fez? ― Tenten segurava o riso.

― Não lembro o que perguntaram, na verdade não prestei atenção, eu sempre entro em pânico ― Ino resmungou gesticulando ― Eu gritei para me deixarem em paz senão eu ia processar eles. Foi uma cena e tanto. Eu tô com tanto ódio. Queria sim aparecer em revista, mas não assim.

― A vingança da Sakura caindo sobre nós. ― Tenten balançou a cabeça lentamente com falso ar de pessoa sábia ― Mas não dou uma semana para todo mundo ficar sabendo.

― Só não quero ficar com a fama de chifruda ― Ino riu de sua própria desgraça ― Apesar de tudo, estou feliz por eles. O chef mandou fazer as alianças e assim que recebeu as fotos ele mandou para mim pedindo minha opinião. Ele vai ser um homem bom para Sakura, a dinâmica dos dois é interessante…

― Concordo. ― Tenten sorriu erguendo os ombros ― Falando em dinâmica, Neji me mandou mensagem hoje. Ele pediu desculpas por não entrar em contato antes e disse que estava sem tempo e com medo de não dar a atenção que eu merecia. Já mandei que queria um segundo jantar, porque sim. Dessa vez eu vou desentupir tanto a boca daquele homem que ele vai falar pelos cotovelos depois.

― Estou realmente com dó deste chef Hyuga.

― Dó você deveria ter de mim! Ele acaba comigo de uma maneira que tenho medo de até errar na vírgula das mensagens que mando para ele. A gente parece tão incompatível, sabe? Mas o negócio dá certo. ― Tenten sorriu um pouco e suspirou tirando a franja curta do lugar com um dedo ― Sakura desencalhou e a maldição foi quebrada para todas nós.

Ino riu sem saber o que dizer. Nenhuma delas estava num relacionamento sério e acreditava que elas não pensavam naquilo tão cedo, mas as pessoas estavam surgindo em suas vidas e tudo parecia se encaixar. O futuro podia continuar em aberto por enquanto, mas ela sabia que tanto ela quanto Tenten poderiam estar propensas para algo mais sério no futuro, dependendo de como tudo fosse, sem medo. Já sobre Temari elas sabiam muito pouco, ela quase não falou nada sobre o rapaz, só que ele a irritava tanto que tinha vontade de tirar as roupas dele com os dentes.

― Onde eles foram? ― Tenten indagou surpresa. Ino olhou na hora para onde o casal deveria estar e não havia mais ninguém. Tenten bateu no volante frustrada e abriu a porta do carro. ― Espera aí, eu vou ver se estão lá dentro.

Ino não sairia mesmo daquele carro, primeiro porque tinha medo de Temari fazer as duas se arrependerem do plano, e segundo porque tinha medo de alguém a reconhecer e começar aquele assédio de novo.

Pegou o celular para se distrair enquanto esperava Tenten e respondeu a mensagem de Gaara perguntando se queria jantar no fim de semana com ele, um sorriso bobo desenhava em seu rosto com aquele homem. Ele estava trabalhando demais com Temari e quase não se viam, mas todo dia se falavam por mensagens e ela sentia uma felicidade indescritível incendiando o peito.

Olhou pela janela e não viu sinal da amiga doidinha, só de pensar nas coisas que Tenten tinha coragem de fazer, a vergonha alheia batia forte. Abriu o aplicativo do Facebook e não teve tempo de rolar a timeline para ver o que acontecia com os conhecidos, porque no topo havia a matéria de uma das páginas de fofocas que ela seguia fielmente e a imagem de Sakura e Sasuke sorrindo um para o outro vestidos com as roupas do programa era destaque, haviam vários corações ao redor da foto e mais de quinze mil reações entre curtidas, “amei” e “triste”.

Ino segurou o riso com uma mão quando leu a manchete logo abaixo da imagem.

“ ‘Gostosa’ foi a palavra que saiu da boca do chef mais cobiçado da história do programa e a que confirmou as suspeitas do romance por trás das câmeras.”

Ino leu alguns comentários e a maioria se entristecia com o fato dele não estar solteiro, outros parabenizavam o casal e marcavam outras pessoas para mostrar que estavam certas sobre eles.

― Acredita que o garçom me deu um recado dos dois mandando nós duas desistir? ― Tenten entrou no carro e disse aquilo como se fosse o maior dos absurdos ― Decerto que aquilo foi coisa do Nara. Ino?

― Esqueça aqueles dois. Você não sabe o que aconteceu. ― O riso não parava dentro da boca e os dedos ágeis já enviavam a matéria pelo whatsapp para a amiga que nem deveria estar ciente do que acontecia ― Sakura vai surtar.

Sakura escorou o quadril no balcão que rodeava a churrasqueira no lado externo da casa, em suas mãos uma long neck alemã geladinha enquanto olhava Sasuke sem camisa bater a bola de basquete na frente do irmão com um sorriso de menino.

― Eu não posso acabar com você hoje, maninho. ― Itachi gritou mais uma vez, visivelmente contrariado e louco para jogar, mas já havia recebido um puxão de orelha da mãe e da esposa que usaram Sakura como a especialista no assunto para desencorajar a prática do esporte.

Sasuke parecia se divertir com a situação, era uma cena que Sakura acreditava nunca ter visto e agora se deliciava com mais uma faceta dele.

― Aceita mais?

A voz grave de Fugaku ainda a pegava um pouco de surpresa, mas dessa vez havia fingido bem não se assustar, ele estava na churrasqueira desde mais cedo e estendia uma travessa com carne recém assada e picada por cima do balcão.

― Já estou satisfeita, senhor Uchiha. Obrigada.

Ele não respondia com palavras, apenas com um sorriso quase imperceptível e até sem jeito, como se não estivesse acostumado a fazer aquilo com outras pessoas, apenas com sua esposa. E aquele era um detalhe que Sakura pegou de primeira e comparou com Sasuke, os dois eram extremamente parecidos em relação às convenções sociais.

Já Mikoto, Itachi e Konan eram completamente diferentes. Mikoto era ativa e sempre preocupada com a hospitalidade, não deixara Sakura se sentir deslocada e até a fez se sentir um pouco em casa, mas não parava um segundo sequer e naquele momento terminava a sobremesa sozinha em sua cozinha. Havia expulsado tanto Sakura quanto Konan quando as duas tentaram ajudar ela.

Itachi e Konan pareciam dois eternos namorados, ele era um piadista que parecia obcecado por abobrinhas, e ela a que o censurava rindo, mas que depois o ajudava a atormentar Sasuke. Já eram casados há cinco anos e ainda não tinham filhos. Sakura ficou curiosa com aquilo, mas não perguntou esperando que Sasuke talvez soubesse sobre a decisão deles. Por Sakura já teria um filho um ano após o casamento, não queria perder tempo. Os dois pareciam uma única pessoa, companheiros e extremamente bem humorados. Ela percebia, e eles não tentavam esconder, o quanto estavam extasiados em conhecê-la finalmente como a namorada de Sasuke.

― Não pense mal da sogra ― Konan sussurrou ao lado dela se sentando em uma das banquetas, Sakura desviou os olhos dos dois irmãos e bebeu um gole de sua cerveja ― Ela nunca quis noras que soubessem cozinhar. Não tente entender, só agradeça aos céus.

Sakura riu e não havia como não rir. Konan era engraçada, fazia uma caretas exageradas e tinha um sorriso bonito.

― Eu realmente não me incomodo com isso. Itachi sabe cozinhar também?

Konan fez uma nova careta e balançou a cabeça olhando os dois irmãos com a bola de basquete.

― Ele sabe fritar ovo. Um dia você pergunta para o Sasuke sobre quando Itachi resolveu fazer o ovo perfeito. ― ela riu e balançou a cabeça.

As duas fizeram um silêncio breve enquanto degustavam suas bebidas geladas, os olhos de Sakura passaram pelo rosto exótico e bonito de Konan percebendo detalhes que não viria a distância.

― Você usava um piercing? ― Sakura reparou surpresa no furinho abaixo do lábio inferior de Konan e não pôde segurar a curiosidade.

Konan passou o dedo pelo local e sorriu para Sakura de forma misteriosa.

― Se soubesse as coisas que fiz no passado… ― Sakura não sabia como reagir aquilo, mas estava curiosa. Konan era uma pessoa divertida demais, tinha cabelos azuis e era artista plástica especialista em arte com papel, era um conjunto peculiar. Konan começou a rir. ― Sim, eu usava. E tenho umas cinco tatuagens ― e ergueu o braço mostrando duas na parte interior do direito, uma no braço esquerdo e ergueu a camiseta mostrando a quarta na costela. Eram letras de música ou símbolos que Sakura nunca havia visto na vida. ― A última só o Itachi pode ver. ― sussurrou olhando para as costas de Fugaku e Sakura não pôde conter a risada. ― Eu era tatuadora quando conheci Itachi.

Sakura mostrou seu interesse com um erguer de sobrancelhas, mas Konan atacou a travessa de carne assada e começou a conversar com o sogro quando ele se virou depositando mais carne quentinha. O cheiro era arrebatador, mas Sakura sentia um aperto no estômago que inibia um pouco de seu apetite.

Então Sakura voltou a olhar os dois irmãos que agora conversavam com a bola de basquete presa embaixo do braço de Sasuke. E lá estavam as tatuagens dele, bem visíveis sobre a pele nua e suada. Os galhos eram os mais destacados, subindo selvagens pelo braço que segurava a bola e terminando perto do pescoço, abaixo dele estava o samurai de perfil ostentando uma carranca grave como a que Sasuke tinha comumente. No braço esquerdo estava parte do falcão atento olhando para trás.

― Você sabe os significados das tatuagens do Sasuke? ― perguntou quando Fugaku deixou a churrasqueira e entrou na casa deixando ambas sozinhas.

Konan a olhou com curiosidade por um momento. As duas não tinham intimidade apesar de estarem bem a vontade juntas, então Sakura não sabia dizer com certeza o que poderia estar passando pela cabeça da cunhada, mas sentiu vergonha, era como se em seu rosto estivesse nitidamente estampada a insegurança idiota que estava sentindo. Ela estava se sentindo estúpida e um pouco perdida desde a conversa no carro, não queria mesmo ficar com aquilo na cabeça, mas simplesmente não conseguia esquecer. Era tudo muito novo, muito intenso entre ela e Sasuke, e mais de uma vez pensou que estariam sendo muito apressados e deixando que o fogo da paixão comandasse um relacionamento que talvez não desse certo. Ainda mais quando Sasuke comentou sobre Mei, a tatuadora.

― Ele te contou sobre a Mei?

Sakura não pôde segurar a surpresa e assentiu desconcertada. Konan parecia pensativa, olhava para os irmãos e tomava sua cerveja com lentidão. Sakura estava se arrependendo de tocar naquele assunto, mas era algo que realmente estava incomodando-a um pouco. Para ela era justificável se sentir daquela forma quando havia saído de um relacionamento realmente bizarro onde ela não queria nem pensar no tanto chifres que Sasori poderia ter colocado nela durante anos sem qualquer remorso. Ela deveria acreditar em Sasuke e parte dela acreditava fielmente nele, mas alguns traumas não a deixavam.

― Sim. ― suspirou e Konan assentiu olhando-a direto nos olhos.

― Quer andar um pouco?

Konan avisou Mikoto que iria mostrar o sítio para Sakura e a matriarca não podia mostrar estar mais feliz. Sakura percebeu os irmãos olhando para elas enquanto se afastavam, os dois curiosos e logo Itachi dizendo algo que fez Sasuke rir. Ela sorriu para ele, se sentindo idiota, mas lembrando-se que fazia pouco tempo que haviam se conhecido, exatamente no dia em que o programa começou. Tinha que ser realista alguma hora e não ser cegada mais uma vez pelo sentimento que tinha por um homem, ela havia aprendido aquilo de forma assustadora e deveria se lembrar.

O lugar era imensamente agradável. Era isolado da cidade e o vizinho mais próximo estava uns bons quilômetros longe. Konan levou Sakura para uma área com árvores frutíferas nos fundos da casa, se olhasse para trás ainda podia ver Mikoto cozinhando. O ar era fresco e o aroma doce das poucas frutas fazia do lugar muito convidativo e aconchegante.

― Eu já a conheci ― Konan disse depois de um momento em silêncio até que alcançaram uma distância segura ― Sei de toda a história. ― suspirou e se esticou para pegar uma folha verdinha que começou a rasgar enquanto andavam. ― Acredite em mim, você não precisa se preocupar com isso.

― Eu sei que não. ― Sakura sucumbiu a vontade de estraçalhar uma folha também e pegou uma grande para aliviar a frustração sobre ela mesma. Era uma merda as marcas que Sasori havia deixado em si ― Sasuke foi sincero, pelo menos ele pareceu. Mas um amor que durou dez anos?

― Amor? ― Konan parou de andar e olhou com uma expressão divertida para Sakura ― Aquilo não era amor, nem de longe. Sasuke não a amou, era mais um interesse pela figura mística de Mei. Hmm, é complicado eu dizer isso sem você ter conhecido ela, mas já conhecendo Sasuke você deve ter uma ideia. Sabia que ele é fã de Chamas da Paixão? ― ela cutucou Sakura com o cotovelo rindo e Sakura segurou o sorriso assentindo.

― Ele é um romântico em segredo.

― Exatamente. Nós dois pensamos muito igual, sabe? Tivemos uma juventude parecida e caímos nas mesmas armadilhas até encontrarmos a maturidade. Você não tem noção de como era meu ex ― Konan fez uma careta e deu meia volta ― ele era cheio, cheio de piercings na cara, líder de um grupo maluco que se autodenominavam uma “seita”.

― Meu Deus ― Sakura riu completamente surpresa. Konan ergueu os ombros e riu também. ― Eu não consigo te imaginar no meio de algo assim.

― Éramos um bando de adolescente idiotas. Eu achava que eu tinha encontrado meu lugar, você deve saber como isso é. Então, um belo dia encontrei Itachi desistindo de se tatuar por medo da agulha. Sasuke havia dado um vale tatuagem de presente para ele. Eu tirei sarro e ele pediu meu número, todo corajoso. Te juro que exatamente um ano depois estávamos nos casando.

― Que sorte terem se encontrado.

― Sim. Eu vivia outra realidade até conhecer aquele cabeçudo, mas aí tudo fez sentido, sabe? Com Sasuke eu tenho certeza que é a mesma coisa. Ele é um bom homem, mas até pouco tempo era um iludido, não conta que eu falei isso ― ela sussurrou rindo ― Sasuke é um mega profissional, mas na vida amorosa ele ainda era um garoto ― Konan aproximou-se de Sakura e bateu seu ombro de forma delicada no ombro da cunhada. ― até conhecer você.

― Está sendo exagerada. ― Sakura segurou o sorriso que ameaçou aparecer e se focou a frente, no caminho de grama baixinha e árvores pequenas ― Não menosprezo o sentimentos que ele pode ter tido por ela, só temo que um dia o que temos acabe… É algo pessimista ― se cortou antes que Konan o fizesse ― eu sei, mas é tão recente e impetuoso que a percepção de algo tão grande no passado dele assusta um pouco.

― Eu entendo. Mas, se vale de alguma coisa a minha opinião, eu digo que você não deve se preocupar. Nunca o vi tão feliz. ― As duas pararam de andar quando ficaram perto demais da casa. Konan deu uma piscada para Sakura que sentia como se tivesse uma panela de pressão dentro de seu estômago. ― É diferente, dá para ver só pelo jeito que se olham na televisão.

― Isso é constrangedor. ― Sakura soltou o ar com riso e balançou a cabeça. Konan havia ajudado um pouco, e deixado ainda mais claro como tudo aquilo era desnecessário, como estava sendo insegura demais e que deveria resolver aquilo sozinha para não acabar transformando em um grande banquete de opiniões alheias e falsas interpretações. Achou melhor mudar de assunto e, mesmo que o programa não fosse o seu favorito por motivos óbvios, decidiu pegá-lo como gancho. ― Vocês que nos conhecem têm essa perspectiva, mas as pessoas de fora não devem ver da mesma forma.

Os dois só faltavam se atracar de unhas no palco, foi o que Sakura completou em sua mente. Eles gritavam e mal se entendiam, principalmente no último programa. Então, já perto da casa e com Mikoto aguardando-as na porta com um sorriso ansioso, Konan começou a gargalhar.

― Vocês realmente não têm noção, não é mesmo? ― Sakura não entendeu de primeira e olhou sem graça para Mikoto que agora já as ouvia ― Está em todo lugar ele te chamando de “gostosa”. Todo mundo entendeu o que ele disse.

― Não…

― Sasuke poderia ter sido mais delicado ― Mikoto censurou e aquilo fez Konan rir mais e Sakura querer se enfiar em um buraco ― Seu telefone estava tocando, meu bem.

E Sakura entrou rapidinho na casa atrás seu aparelho com mil coisas cozinhando em sua mente, quase como se flambassem e deixassem seu rosto pegando fogo. Então o mundo sabia? Não havia mais como negar ou fingir-se de desentendida? Teriam que lidar com o assédio na rua e interrogatórios descabidos sobre sua vida particular com Sasuke?

Todas as perguntas se multiplicaram quando viu a mensagem de Ino, entre centenas de outras notificações e ligações de números desconhecidos, com o print da matéria e emojis rindo. Ela também riria da desgraça dela, e depois choraria, mas o assunto em questão ficou de escanteio quando encontrou um número vagamente conhecido no meio das chamadas que ela sentia serem de pessoas querendo entrevista. Era um número que não estava mais na sua agenda, mas que ela se lembrava dos quatro últimos dígitos com um frio na espinha: Sasori havia ligado três vezes.

Sasuke estava de olhos fechados, os braços apoiados no piso áspero e o corpo coberto até o peito com a água ondulante da piscina. Usava os óculos escuros e os cabelos estavam presos no penteado típico que comumente usava para cozinhar, um coque pequeno que prendia a maioria dos fios. Ele estava sozinho naquele momento.

Itachi e Konan foram para casa e voltariam somente no jantar, Fugaku estava em uma ligação que poderia ser demorada com o pai e Mikoto mantinha exclusividade da companhia de Sakura, conhecendo a moça e falando muito sobre o filho. Era um dia atípico na vida dele, nem ao menos se parecia com uma sexta-feira. Tudo parecia estar perfeito, como se os restaurantes não existissem, não houvesse programa de TV, compromissos, agenda, pessoas para dar atenção, um mundo. Era uma ótima fase na sua vida, como se finalmente as coisas estivessem fazendo sentido e ele pudesse lidar com tudo com mais facilidade, com menos chateação.

Naquele momento, porém, havia somente ele, a água, os pássaros e um coração curado.

Ouviu passos leves perto de si e abriu apenas um olho sob a lente escura dos óculos, não se surpreendeu ao constatar Sakura o olhando em pé na beira da piscina com um sorriso sacana.

― Que bela visão esse homem me proporciona toda vez que está sem camisa. ― ela se sentou na beirada bem ao lado dele colocando os pés dentro da água. Inclinou-se e Sasuke sentiu uma das mãos deslizar por seu peito molhado. Abriu os dois olhos e se virou colocando-se entre as pernas dela.

Sakura não usava biquíni, apenas uma camiseta cinza com uma estampa de tomates e um shorts curto de jeans claro e desfiado. As sardas em cima do nariz pareciam mais aparentes depois do sol que havia tomado, mas a imagem só a deixava mais delicada.

Jogou os braços sobre as coxas grossas apoiando-se nelas, uma das partes favoritas do corpo de sua namorada, e deixou um beijo na barriga dela por cima do tecido da camiseta.

― Está gostando daqui?

― Muito. É quase um retiro, não acha? E sua família é maravilhosa.

― Ela é. Visito-os com menos frequência do que gostaria.

― Eu entendo isso. ― ela suspirou e tirou os óculos do rosto dele com as duas mãos, Sasuke apertou os olhos à luz do sol e a viu deixar seu acessório ao lado dela. Percebeu que as feições de Sakura estavam mais graves, sérias. Ela suspirou afagando as mãos dele por cima de suas pernas ― Sasori anda tentando falar comigo.

Sasuke ficou em alerta instantaneamente, não disse nada de primeira, mas as implicações daquilo começavam a ruir sua muralha de paz e tranquilidade.

― O que ele disse?

― Não disse, eu não o atendi em nenhum dos momentos que tentou. Não acredito que ele vai insistir. ― ela resmungou balançando a cabeça. ― Acredita que até atrás da minha mãe ele foi?

― Eu resolvo isso. ― Eram as três palavras que Sasuke proferiu de dentes cerrados.

Era uma situação repentinamente absurda. Ele estava sendo sincero em pensar que não imaginava algo daquele tipo acontecendo, mas ainda mais sincero em crer que um osso partido na cara daquele imbecil pelas suas mãos ia ser imensamente satisfatório e eficaz. Respirou fundo pela boca e sentiu o carinho delicado no topo de sua cabeça.

― Acho que não vai ser necessária uma investida direta. ― Sakura tocou a ponta do nariz dele tentando ser mais humorada, mas ainda havia algo mais e Sasuke aguardou ― Acho que agora é oficial. Você foi me provocar e assumiu em rede nacional que me acha gostosa.

― O que quer dizer…

― Todo mundo viu. ― ela deu um sorriso e ergueu os ombros.

Sasuke não sabia o que dizer na hora. Demorou para entender sobre o que ela falava exatamente, mas a mensagem de Ino sendo mostrada na tela do celular iluminou a memória e um breve lampejo de arrependimento o deixou calado, um tanto atônito.

― Deve ser por isso que ele deve estar tentando falar comigo. ― ela continuou um pouco mais leve. A cabeça de Sasuke ainda dando voltas, digerindo as informações como se fossem pratos quentes demais que precisavam terem sido assoprados antes de colocados na boca.

Então era aquilo que Naruto havia escondido dele? Não queria nem ver como estaria sua caixa de entrada tanto de e-mails quanto de mensagens, as notificações da sua única rede social e o tanto de ligações que poderia estar recebendo se não tivesse desligado o aparelho.

― Merda…

― Hey ― Sakura puxou o rosto dele entre as mãos e sorriu como uma garotinha, aqueles olhos verdes eram um bálsamo. ― Talvez não seja tão ruim assim as pessoas saberem.

Ele não tinha certeza sobre aquilo. E parecia que Sakura estava usando aquele misterioso super poder para acalmar os ânimos dele com extrema rapidez, revirando tudo e trazendo a tona somente os olhos verdes como foco principal naquele momento. Os músculos tensos relaxaram sob a água e as mãos passaram pela pele aveludada da coxa dela e o corpo foi transformando a adrenalina de batalha por outro tipo de agitação.

― Quer que todo mundo saiba sobre nós?

Ela inclinou-se deixando que os lábios se tocassem delicadamente. Ele fechou os olhos por um momento, mas ela logo se afastou apenas um pouco para respondê-lo, as mãos ainda acarinhando os dois lados do rosto, as unhas mais compridas que o normal roçavam de forma relaxante pelo maxilar até sua orelha.

― Você é muito descuidado, mas tenho certeza que logo iriam descobrir de outra forma, e poderia ser bem pior. Pelo menos não precisamos mais esconder de ninguém.

― Tem razão. ― segurou firme as coxas dela e a puxou ouvindo somente um segundo do grito surpreso dela antes de cair na água.

― Sasuke! ― ela bateu no peito dele rindo e passou a mão pelo rosto molhado. ― Minhas roupas…

― Mas eu não respondo por mim se aqueles carniceiros vierem importunar. ― a abraçou passando o nariz pela pele do pescoço dela. Ela o abraçou de volta e ronronou como uma gatinha ao carinho dele. Em se íntimo ele adicionou Sasori à lista de desgraçados que acertaria um belo soco na cara — novamente, no caso dele — se viesse a se tornar um estorvo. ― Você disse que ia me ensinar a nadar, estava pensando nisso antes de te agarrar.

― Agora não quer me soltar? ― ela murmurou rindo perto do ouvido dele.

― Pena que estamos na casa dos meus pais. ― ele se lamentou deixando uma mordida no lábio inferior dela. Precisou se afastar um pouco para que uma cena constrangedora não fosse vista por um de seus pais, e até mal interpretado.

― Bom, eu posso te ensinar a nadar, mas… tenho uma condição.

Ela parecia tímida terminando a frase, ele percebeu os olhos querendo desviar e o rosto se colorir um pouco. Arqueou uma sobrancelha esperando o desfecho, ignorante ao fato de que ela alisava os galhos que subiam por seu braço com os dedos.

― Eu quero fazer uma tatuagem.

Era um pedido inusitado e na hora ele não soube como reagir àquilo, mas em primeiro momento concordou bem humorado perguntando o que ela queria e onde iria fazer o desenho, envergonhando-a com as sugestões íntimas e recebendo dúvidas e tapas no processo. Ela tentou ensiná-lo a nadar, mas eram anos nutrindo um medo irracional que não o deixava relaxar e acabava afundando. Era frustrante ser tão ruim em algo, mas, em contrapartida, o riso dela fazia o vexame valer a pena.

Mikoto havia se juntado a eles pouco tempo depois de começarem as aulas de natação, ela se divertia assistindo-os, e mais de uma vez havia comparado-os à ela mesma e Fugaku no começo do namoro.

Ele gostava de ouvir a mãe falando, e que com o tempo Mikoto parecia gostar de repetir as mesmas histórias e acrescentar detalhes novos, Sakura ouvia tudo com extrema educação e atenção, comentando os fatos que achava engraçados ou interessantes.

Os dois já haviam saído da água há um tempo, ela estava sentada entre suas pernas e ele a abraçava a aquecendo junto do sol poente enquanto Mikoto contava uma das histórias de sua época de adolescente e viera para aquela cidade, quando Fugaku apareceu com o telefone nas mãos e entregou para Sasuke dizendo ser da produção do programa com um ar levemente carregado de desconfiança.

Sasuke respirou fundo antes de atender e a pergunta sobre como haviam conseguido aquele número foi respondida de forma nervosa por uma voz jovem.

O chef Uzumaki quem passou para nós. Desculpe atrapalhar sua folga, chef Uchiha, mas no domingo precisamos de sua presença junto ao chef Uzumaki em uma demonstração culinária no shopping da zona Sul.

― Vão a merda, bando de filho da... ― Aquilo não poderia estar acontecendo, pensou passando a mão pelo cabelo.

Sakura o olhou curiosa e Mikoto censurou o filho com os olhos.

Está no contrato, senhor ― o jovem se de defendeu nervoso, quase gaguejando ― Faz parte da publicidade…

― Contrato… Eu vou reler aquela porr... porcaria. ― resmungou apertando o aparelho nas mãos.

Sakura perguntou o que estava acontecendo num sussurrou quase mudo.

Er… bom, o cronograma completo está sendo enviado para o email do senhor. Qualquer dúvida pode entrar em contato com um dos números no…

Não queria nem ouvir o resto. Desligou o telefone estalando a língua com desgosto.

― Mudança de planos? ― Sakura perguntou baixo e ele só pôde assentir.

Era a primeira vez que conseguia se organizar para ficar três dias longe de tudo somente com Sakura e sua família, a primeira vez em anos que tirava uma folga tão longa. Entretanto, parecia que a montanha russa de humor estava sempre o acompanhando e demoraria para ter realmente um momento de sossego sem que alguém acabasse estragando tudo. Parecia até mesmo um presságio de que as coisas não dariam sossego a partir de então.

A noite já estava alta no céu e Sakura aproveitava o cenário para ver as estrelas. Sasuke tomava banho no cômodo ao lado e a tentação de acompanhá-lo já havia passado depois de Mikoto entrar de repente no quarto perguntando se estava tudo bem.

Estava tudo ótimo. Infelizmente teriam que ir embora no dia seguinte para um quadro promocional surpresa onde Sasuke e Naruto cozinhariam em um shopping para as pessoas que passavam os convidando para assistir os últimos episódios do programa. Faltavam apenas duas semanas, nem conseguia acreditar. Aquilo tudo parecia uma vida e temia que aquelas semanas demorassem muito para passar visto a agitação que a aguardava.

Agradecia aos céus não estar escalada para cozinhar também no shopping, se lembrava da temporada anterior onde os participantes cozinharam junto de seus chefs em um parque. Se lembrava de ter passado perto e visto a multidão em volta da tenda onde eram feitos os quitutes, desistiu de ver algo por causa disso, mas a temporada anterior foi tranquila, sem fofocas e romances entre chef e pupilo, aquele ano era diferente. E devia ser por isso que pouparam-na, assim como Konohamaru. Riu sozinha imaginando Sasuke tendo que lidar com tudo sozinho e Naruto usando seu jogo de cintura e seu carisma absurdo para tentar chamar a atenção para o que realmente importava.

Era bizarro pensar que era uma celebridade, pensar que as pessoas liam sobre ela — verdades e mentiras — e podiam estar naquele momento discutindo sobre em um barzinho ou algo assim. Era bizarro e aterrorizante. Poucas vezes parava para pensar nas consequências que a participação no programa trazia. No início achou que somente passaria vergonha e seria desacreditada como cirurgiã, que a vergonha iria fazer Sasori se afastar de vez, depois veio a esperança de que poderia aprender algo e fisgá-lo. Sonhava tanto com um anel de casamento...

Mas tudo havia mudado e ela havia conhecido muito sobre ela mesma. Havia aberto seus olhos para a realidade e chegado até ali com suas vitórias e derrotas apenas por ela mesma, não para agradar um terceiro, mas para sentir orgulho de si mesma.

Sasuke? Ele era apenas uma consequência, uma feliz consequência, diga-se de passagem. E era engraçado pensar agora em como o repelia quando se conheceram, como fez esforço para não reparar nas roupas, na tatuagem grande no braço, na cara de poucos amigos. Ela tinha asco de gente mal humorada, preferia distância pois sabia que não tinha o melhor dos temperamentos para lidar com gente assim, mas lá estava ela sendo atraída para o seu oposto, aprendendo a libertar seu coração e se entregando enquanto a sua vida se transformava em um campo minado. Que agora havia explodido.

Estava sendo difícil manter-se firme em suas próprias convicções e com a sanidade cem por cento com tanta loucura fora de seu âmbito acontecendo ao redor e ameaçando cair em sua cabeça. Ainda bem que estava de férias, pensava, ficaria maluca se tivesse mais isso com o que se preocupar. Estava sendo desgastante pensar em tanta coisa ao mesmo tempo e seus nervos, como diria sua mãe, não estavam ajudando. Ela não estava tendo controle sobre ela mesma, sobre as emoções e escolhas, só não conseguia e aquilo era algo preocupável. Ela era adulta, independente, deveria ter autonomia sobre si e força para manter-se coerente e não ter vontade de chorar atrás da mãe. Ela precisava relaxar.

As consequências atuais eram para serem as piores possíveis. Toda a atenção que torcia para não ter estava inteira nela, não por sua falta de jeito na cozinha, mas por sua vida pessoal. E depois de olhar as redes sociais, alguns sites de fofocas e desistir de ler teorias sobre eles, ela respirou fundo e decidiu que não se abalaria com aquilo. Não havia como lutar contra, de qualquer maneira, e talvez a exaltação surtisse um efeito contrário ao que queriam. Havia falado para Sasuke que se ignorassem e deixassem as pessoas sem informações, iriam cansar rápido deles, o problema é que Sasuke não tinha um pavio tão longo e não era um praticante da boa e antiga resiliência.

Seriam duas semanas turbulentas.

Escutou o som do jipe de Itachi e Konan chegando e sorriu, gostava daquela família, gostava da amizade fácil que teve com Konan e do senso de humor bobo de Itachi. Da hospitalidade extrema de Mikoto e do bom senso e gentileza velada de Fugaku. Ia descer para o primeiro andar para recebê-los, mas Ino a ligou a prendendo no quarto para falar com privacidade.

― Já com saudades de mim, porquinha? ― sorriu para a noite estrelada ouvindo Sasuke desligar o chuveiro.

Estou muito bem acompanhada, meu amor. ― Ino cantarolou.

― Gaara?

O próprio. Temari sumiu do mapa como o rapaz… Bom, depois conto isso para você. Como estão as coisas?

― Ótimas. A família dele está me recebendo muito bem. E o lugar é lindo.

Que linda. Manda fotos. Mas então, te liguei pra avisar que vamos dormir no seu apartamento hoje. ― A voz de Ino tornou-se tensa de repente, mesmo que tentasse usar o mesmo tom humorado de antes. Sakura estranhou aquilo e ficou em alerta. ― O porteiro me interfonou dizendo que o…

E a ligação caiu. Sakura ergueu o aparelho procurando sinal para voltar a ligar para Ino, mas foi o segundo tracinho aparecer que seu celular voltou a tocar, mas dessa vez não era Ino.

O número de Sasori brilhava na tela e o celular vibrava na mão de Sakura, seu estômago apertou-se instantaneamente. A porta do quarto se abriu e ela sentiu o aroma de pós barba que Sasuke usava, aquilo foi o que a despertou a tomar uma atitude. Seu dedo passou por “atender” e “recusar” a chamada, talvez aquela fosse a última vez que precisasse fazer aquilo.

― Alô?

betado por Mirys

Notas finais
Esse capítulo não teve grandes emoções, mas prometo no próximo ser mais forte hsauhsuahsuahsua vai ter cozinha, vai ter chef bravão e outras coisas huheuehuehueheu E esse Sasori??? aaaaaaaaaaaaah! Socorro!! Vi que muita gente ainda ficou querendo saber oq eram as fotos no celular do Sasuke e tals, e gente eram as alianças hahahaha como coloquei no meio de toda aquela tensão do Sasori ficou meio confuso, desculpaaa!! hahahahaha não era nada de mais, era só pra deixar todo mundo em pânico ashaushuahsa Desculpa se frustrei alguém TT Mas se estavam esperando a treta, ela está chegando!!! muahahahahahaha Sobre o capítulo anterior e as notas: Eu agradeço demais o carinho imenso que recebi de vocês! Meu Deus, eu juro que não estava esperando e nem queria que vocês me elogiassem ou me desse atenção! Juro mesmo! Eu prometo que não desanimei com as mensagens que cobravam demais de mim, das pessoas que não estavam felizes com o rumo da fic... não fiquei mesmo. Como eu disse eu escrevo primeiro para mim e por isso sai dessa forma, tão honesta para vocês. Eu só queria lembrar que somos todos amadores aqui, não dá para cobrar coisas que estão fora de nossas habilidades, e isso vale para todos os escritores de fics, assim como os leitores que preferem não comentar e os autores ficam insistindo por comentários ou criticando a forma que comenta (ODEIO ISSO! AAAAAAH) Quero só que o meu espaço seja divertido! Nunca vou cobrar comentários de vocês e nem a forma certa de fazê-los (eu sou a melhor leitora fantasma que vocês conhecem, aliás hahahaha), não os vejo como críticos literários ou algo do tipo, vocês são leitores de fics, aquelas pessoas que leem durante a aula, no ônibus, no horario do almoço, antes de dormir, durante uma palestra, viajando... E eu tbm sou essa pessoa. E só! Não é muito mais divertido assim? Por isso eu quero agradecer demais vocês! Porque vocês entendem, e quem não entendeu agora vai entender! hahahahaha ficou confuso? Desculpa!!!! HAHAHAH Não vou desistir da fic, vou até o fim (q aliás, tá próximo o-o) e vou sempre tentar trazer o melhor para vocês!!! Um muito obrigada, um beijo grande e espero voltar sem problemas na semana que vem hahahahahaha Até!!!