Proposta Indecente

35 Capítulo 34 - Chegou a hora


Notas iniciais
Antes de mais nada, eu quero agradecer a Isa Salvatore pela linda recomendação, ela fez um cadastro aqui no Nyah só para isso e ainda é Stelena de carteirinha e mesmo assim está lendo a minha fic (me sentindo totalmente honrada!!!)
E passamos dos 900 comentários, muito feliz!!!!
Aqui está o cap novo, espero que gostem.

Damon

Acordei bem cedo e fui tomar um rápido café da manhã antes de ir para o meu escritório para poder começar a responder os meus e-mails. Nunca fui fã de trabalhar em casa, mas desde que Elena entrou no 9º mês de gravidez eu não tive escolha, queria estar perto o tempo todo para o caso dela começar a sentir as primeiras contrações e quando precisava passar na editora por qualquer coisa, pedi para Jane me ligar qualquer coisa que acontecesse.

Por sorte essa manhã não tinha muita coisa para fazer, mandei algumas instruções para Anna que deveriam ocupá-la pelo dia todo. Ouvi passos do lado de fora do meu escritório e depois a porta sendo aberta, era Elena.

- Damon, é sério, você pode ir para a editora – foi caminhando, com uma certa dificuldade, na minha direção – Eu vou ficar bem aqui, a Jane vai cuidar de mim e te ligar a qualquer sinal de contração.

Ela já está com a faculdade trancada desde o inicio do ano. Acho que seria melhor assim, pois ela teria que parar o curso da metade do semestre de qualquer forma.

- Prefiro desse jeito – avisei – Meu maior medo é que nossos filhos nasçam e eu não vou estar aqui para vê-los chegar a esse mundo.

- Você vai estar no momento em que eles nascerem – garantiu – Jamais te deixaria de fora dessa hora tão especial.

Aproximou-se e me beijou, eu a puxei pela cintura fazendo que ficássemos mais perto e Elena acabou se sentando no meu colo.

- Eu já disse o quanto eu te amo? — perguntei sussurrando no ouvido dela.

- Deixar eu lembrar – colocou a mão no queixo, fingindo estar pensativa – Hoje você não me disse.

- Já que é assim – mais uma vez, aproximei meus lábios perigosamente dos dela – Eu te amo, Elena Gilbert! E você, não vai me dizer a mesma coisa?

- Você sabe que sim – fiquei olhando seriamente para ela, deixando bem claro que eu queria que ela falasse – Certo, eu também te amo, Damon Salvatore.

Coloquei minhas mãos em baixo dos seus cabelos e a beijei novamente. Lena se mexeu um pouco no meu colo e tinha certeza de que tinha percebido o quanto eu estava animado, pois ela deu um pequeno sorriso.

- Pelo jeito alguém ai embaixo acordou – brincou antes de morder de leve o meu lábio inferior – Você não cansa nunca?

Depois daquela noite, há pouco mais de uma mês, nós continuamos a transar com alguma frequência, sempre, é claro, com bastante cuidado. E, para a nossa sorte, nossa atividade não acelerou o processo do parto nem nada parecido.

- Vai me dizer que você nunca pensou em transar aqui no meu escritório? — provoquei.

- Nós já fizemos isso, não se lembra? — ela estava se referindo a vez transamos na minha sala na editora.

- Mas não foi aqui – retruquei.

Passei a beijar o seu pescoço e ela deu um pequeno gemido de satisfação se encostando mais na mesa. Minhas mãos foram explorando para dentro da sua blusa até chegar ao fecho do sutiã, foi quando o barulho do meu celular nos interrompeu.

- Preciso atender – me separei dela, apesar de nossas testas ainda estrarem grudadas – Pode ser alguma coisa urgente da editora.

- Claro – ela se levantou e ficou enrolando a ponta do cabelo com os dedos e encarando o chão.

- Alô, Damon Salvatore falando – disse no momento em que coloquei o aparelho no ouvido.

- Senhor Salvatore, aqui é o James Jonhson, o autor do livro Vidas cuzadas ouvi do outro lado da linha – Recebi o seu recado para uma possível publicação da minha história pela sua editora.

- Oh sim, claro, espero só um minuto – pedi e afastei celular, me virando para Elena – Estou esperando por essa ligação a dias, você se importa de me dar um minuto?

- Claro que não me importo – garantiu se aproximando e me dando um beijo – Depois nos falamos.

A conversa demorou mais tempo do que estava planejando, quando eu desliguei, já com tudo acertado, para o meu alívio, estava na hora do almoço. Um cheiro muito bom vinha da cozinha, Jane tinha feito lasanha.

- Por que tem três pratos na mesa? — perguntei enquanto me sentava ao lado de Lena.

- Sua mãe ligou um pouco mais cedo e ela está vindo para cá – explicou, nesse mesmo momento a campainha, que anunciava que o elevador tinha parado no meu andar, tocou – Na verdade, ela acabou de chegar.

- Bom dia, meus queridos – minha mãe se aproximou e deu um beijo em mim e depois em Elena – Como é que estão os meus netinhos.

- Estão muito bem, Nora – ela garantiu, passando a mão na barriga – Mas eu mal posso esperar até que eles nasçam.

- Entendo o que você quer dizer, o final da gravidez é sempre a pior – comentou enquanto se sentava – Mas agora falta bem pouquinho e quando você menos esperar seus bebês estarão aqui com você.

- Mas me diga, mãe, como estão as coisas em casa? — perguntei, já tinham algumas semanas que não íamos aos almoços em família, pois achei que seria ruim para Elena sair de casa para fazer uma viagem tão longa.

- Está tudo muito bem – afirmou – Sabe, a Gaby vinha comigo hoje, mas ela foi almoçar com o Will.

- Então quer dizer que ela ainda está namorando aquele cara? — não escondi minha cara de bravo por isso. Eles já estavam juntos há meses, mas ainda não tinha me acostumado com a ideia de que minha irmãzinha tinha um namorado.

- Ora, Damon, o professor Herondale é ótimo, eu já te falei isso várias vezes – Elena comentou – E Gaby parece feliz com ele.

- Exatamente, Damon – foi minha mãe quem falou dessa vez – Além disso, você não vai poder protegê-la para sempre.

- Certo – cruzei os braços e me fingi de bravo.

O restante do almoço passou tranquilamente. Antes da sobremesa ser servida, Elena disse que precisava ir ao banheiro e quando ela se levantou acabou de curvando de dor e colocou a mão sob a barriga.

- Está tudo bem, meu amor – me aproximei dela na mesma hora – O que foi que aconteceu? Fala comigo.

- Dói muito – conseguiu falar. Olhei para baixo e tinha uma poça d'água embaixo das suas pernas.

- A bolsa estourou – minha mãe disse – Os bebês vão nascer.

- Essa não – comecei a andar em círculos totalmente desesperado – O que é que nós vamos fazer agora?

- Em primeiro lugar, você precisa manter a calma – colocou a mão sob o meu ombro – Liga para a médica da Elena e vamos para o hospital. Imagino que vocês tenham separado as cozinhas dos bebês para levar quando eles nascerem, não é mesmo.

- Sim, tem uma bolsa no quarto deles – Elena, falou, agora ela estava sentada do no sofá – Nora, será que você pode ir pegar para mim?

- Mas é claro, Elena, querida – avisou.

Então, minha mãe foi rapidamente em direção ao hall do quartos, enquanto eu ia até a cozinha, aonde Jane estava lavando a louça.

- Jane, por favor, avise ao médico que nós vamos sair – pedi – E também ligue para a doutora Greene e avise que a Elena acabou de entrar em trabalho de parto.

- Farei isso agora mesmo – afirmou com a cabeça.

Quando eu voltei para a sala, Elena estava toda curvada, sinal de que estava sentindo uma outra contração. Eu me aproximei e ajoelhei na sua frente.

- Lena, você precisa ficar calma – segurei a sua mão e fiquei acariciando com o polegar – Lembra o que você me falou, que precisamos manter a calma e lembra que logo o Chad e a Gwen estarão aqui conosco.

- Eu sei disso – afirmou com a cabeça – E é exatamente nisso que eu vou me focar.

Logo minha mãe voltou com as coisinhas dos bebês e pudemos ir embora. Foi um longo caminho até o hospital, mas logo estávamos lá, a doutora Greene estava nos esperando na porta.

Não foi necessário ir para a sala de exames, as contrações estavam com um espaçamento bem pequeno e a bolsa também já tinha estourado, sinal bem claro que os bebês nasceriam a qualquer minuto.

Enquanto Lena era preparada para entrar na sala de parto, eu também fui levado para colocar as roupas adequadas. Quando cheguei ela já estava lá, sentada em uma espécie de maca.

- Damon – esticou o braço na minha direção – Que bom que você veio.

- Achou mesmo que eu perderia um momento como esse? — dei um beijo na testa dela – Minha mãe está lá fora avisando a família, também pedi para ela ligar para a Caroline, tudo bem?

- Sim, está bem – concordou com a cabeça.

Logo a porta foi aberta e a médica entrou. Apesar de só dar para ver o seu rosto, sabia que aquela era a doutora Greene.

- Bom Elena, vamos começar logo com isso – avisou – Quando você sentir uma contração, começa a fazer força.

E foi o que ela fez e eu passei o tempo todo ao seu lado segurando a sua mão. Não demorou muito para ouvirmos o primeiro chorinho ecoando pelo local.

- E é a menina – a médica avisou – Saudável e, pelo visto, bem chorona.

- Damon, segura ela – Elena me pediu – E traz ela para cá, quero ver o rostinho da nossa Gwen.

Então a enfermeira me passou ela. E lá estava a minha filha, totalmente aconchegada nos meus braços e ainda coberta de sangue, aquela era uma sensação indescritível, foi inevitável as lágrimas caírem pelo meu rosto.

- Ela é linda, Lena – me aproximei dela levando Gwen junto comigo — Veja você mesma.

- Oi, minha princesinha – passou a mão pela cabecinha dela – Só quero que você saiba que eu e o seu pai te amamos muito e estamos muito felizes por você está aqui conosco.

A doutora Greene continuou pedindo para ela fazer força e logo estávamos ouvindo mais um choro, dessa vez um pouco mais forte. Chad também estava aqui conosco, agora a nossa felicidade era total.

Passei Gwen para Elena enquanto pegava o nosso filho no colo. Ficamos um tempo ali, apenas curtindo os dois.

- Eles são perfeitos – ela comentou em algum momento.

- São sim! — estava com um sorriso bobo nos lábios, que nem seu quisesse iria conseguir desfazer – Muito obrigada, Lena.

- Pelo que? — ficou me olhando confusa.

- Por me dar dois filhos lindos e maravilhosos – falei – Nunca teria conseguido realizar esse sonho se não fosse por você.

- Sou eu quem tenho que te agradecer, Damon – continuou – Sabia que queria ser mãe um dia, mas não sei se teria coragem de formar uma família se não fosse dessa maneira.

- Acho que nós dois acabamos nos ajudando então – conclui enquanto passava a mão pelo seu rosto.

Gwen Sophie Salvatore nasceu às 13 h e 16 min do dia 5 de abril de 2010, pesando 2,300 Kg; já Chad Thomas Salvatore nasceu às 13 h 25 min do dia 5 de abril de 2010, 9 minutos depois da irmã, mas pesando um pouco mais, 2,450 Kg; ambos perfeitos, fortes e saudáveis. Ela era totalmente carequinha, enquanto ele tinha uma fina camada de cabelos castanhos cobrindo a sua cabeça, seus olhos eram iguais os da mãe e os de Gwen eram iguais os meus, profundamente azuis.

Fiquei até bem tarde com Elena e com os meus filhos, mas depois voltei para casa, afinal eles também precisavam descansar. Toda a minha família já estava sabendo nascimento, mas ninguém iria visitá-los, esperariam até que estivessem em casa, assim evitaria tumulto.

Acordei bem cedo no dia seguinte e a primeira coisa que fiz foi abrir o meu armário que escondi no meu da minha gaveta de meias: uma caixinha de veludo azul, dentro estava um anel de de ouro com um discreto diamante em cima. Iria pedir Elena casamento e não existia melhor momento para isso.

Antes que eu pudesse sair de casa, Jane fez com que eu tomasse um café da manhã reforçado, disse que eu precisava esta muito bem para cuidar dos meus filhos agora. Embora não estivesse com fome, tive que comer tudo.

- Bom, Jane, eu já estou indo – avisei enquanto me levantava e verificava se a caixa ainda estava no meu bolso .

- Mande um beijo meu para a senhorita Gilbert – avisou – E eu estou doida para conhecer os bebês.

- Logo irá conhecê-los – avisei – Os dois estão bem e tenho certeza de que não deve demorar muito para virem para casa.

- Isso é ótimo – concordou.

Mais uma vez foi impedido de sair, dessa vez pela minha irmã, que tinha acabado de chegar.

- Gaby – acenei para ela enquanto entrava no elevador – Nos falamos uma outra hora, estou indo para o hospital.

- Isso é perfeito, vou junto com você – se juntou a mim – Nem precisa fazer o seu motorista sair, eu posso te levar.

- Pensei que tínhamos combinado de que iria dar um jantar aqui em casa assim todos poderiam conhecer os gêmeos – lembrei – Assim ninguém precisaria ir ao hospital.

- Ora, Damon, você não pode culpar uma tia coruja por querer conhecer os sobrinhos logo – ela fez uma carinha que ficava impossível de resistir.

- Tudo bem, você pode vir junto – disse, por fim.

Ela foi dirigindo até o hospital. Já sabia em que quarto Lena estava, então não precisei passar pela recepção, quando abri na porta ela estava deitada na cama vendo televisão.

- Oi, Lena – minha irmã se aproximou totalmente animada.

- Oi, Gaby – deu um fraco sorriso em sua direção – Não esperava ver você por aqui nos visitando.

- Acredite, nem o Damon esperava por isso – deu uma rápida olhada para mim – E aonde é que estão os meus sobrinhos?

- Estão no berçário – explicou – Ainda não está na hora deles mamarem, mas daqui a pouco vão trazê-los.

- Então, se vocês me dão licença, vou até lá babar um pouco naquelas cozinhas lindas – avisou – Vou deixar os dois pombinhos um pouco a sós.

Gaby saiu e eu não podia estar mais aliviado. Esse era o momento perfeito de fazer o pedido.

- Você está com uma cara tão séria – ela comentou – Aconteceu alguma coisa entre a hora que você saiu ontem e agora que eu precise saber?

- Na verdade tem sim – me aproximei da sua cama e sentei na cadeira que estava ali – Eu quero te fazer um pedido e não sei como.

Ela ficou algum tempo me encarando. Acho que sabia do que se tratava, pois ficou bem séria.

- Damon... — começou.

- Não, deixa eu terminar antes de você falar qualquer coisa – pedi a interrompendo – Sei que eu prometi esperar até os bebês nascerem para decidirmos o que somos e a nossa real situação. Mas acontece que eu não quero apenas ser seu namorado, quero algo a mais.

Retirei a caixa de dentro do bolso e a abri deixando que Elena visse o anel lá dentro.

- Elena Nicole Gilbert, você aceita se casar comigo?- perguntei, por fim.

Ela ficou ali encarando a mim e ao anel repetidas vezes, também abriu e fechou a boca, mas não saiu som algum.

- E então, não vai responder nada? — quis saber quando aquele silêncio começou a ficar tenso.

- Olha, Damon, eu realmente fiquei honrada com esse pedido – estava bem calma – Mas eu não posso aceitar, pelo menos não agora.

Soltei um pequeno suspiro de frustração.

- É claro que eu quero me casar com você um dia e sermos uma família completa juntamente com os gêmeos – admitiu – Mas as coisas aconteceram muito rápidas entre nós dois e eu queria curtir o nosso namoro antes de pensar em um compromisso mais sério.

- Então quer dizer que isso é um não para o casamento, mas um sim para o namoro? — decidi perguntar.

- Acho que posso dizer que sim – deu de ombros.

Peguei o anel e coloquei no seu dedo anelar da mão direita, então beijei o local demoradamente.

- Espera ai, Damon, eu disse não para o pedido de casamento – lembrou – Não posso ficar com o anel.

- Quero que você fique com ele mesmo assim – expliquei – Você é a mãe dos meus filhos, de uma maneira ou de outra, temos um compromisso.

- Obrigada – ficou admirando o anel na própria mão – Ele é mesmo lindo, eu amei, muito.

Então a porta do quarto foi aberta, fazendo com que olhássemos para aquela direção. A enfermeira estava trazendo dois embrulhos, um rosa e um azul, um em cada braço.

- Com licença – a mulher falou – Mas está na hora desses dois aqui mamar.

- Certo – Elena abriu um enorme sorriso e esticou os braços para poder os bebês – Bom, meus amores, venham aqui que a mamãe vai alimentar vocês.

Então eu fiquei ali observando ela enquanto alimentava os nossos filhos e os admirava com bastante carinho. Apesar do meu pedido de casamento não ter tido um final feliz, tinha certeza de que aquele era só o começo da nossa família e nos quatro ainda seremos muito felizes.

Notas finais
E ai estão o Chad e a Gwen, minha gente. Coisas mais fofas do mundo não é não?
Já vou dizer que esse pedido de casamento e a resposta da Lena serão fatores importantes para os acontecimentos do próximo cap e que nos levaram a segunda temporada da fic (lembrando sempre que vocês tentem não me matar, eu ainda sou muito nova para morrer...)
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Ajudinha visual -
Anel de noivado: http://www.reisman.com.br/fotos%20aneis-noivado/4.jpg
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Como vocês já sabem, o próximo cap já é o epílogo e eu irei postá-lo juntamente com o Prólogo de A Nova Proposta, que já está prontinho.
Bom, é isso,
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