Proposta Indecente
36 Epílogo
Notas iniciais
Eu me apeguei muito a essa história, ainda bem que tem a segunda temporada, assim não vou sofrer muito kkkkkkkkkk
Enfim, sem mais enrolação, aqui está o cap, espero que gostem
Elena
Gwen dormiu no meio da mamada e eu me levantei da poltrona com todo o cuidado e a coloquei dentro do berço, rezando para que não acordasse novamente. Ela passou praticamente a madrugada toda em claro com cólica e nada do que eu fiz era o suficiente para que parasse de chorar. Quando ela adormeceu, quando estava amanhecendo, já estava na hora de Chad mamar e depois foi a vez dela. Conclusão, eu quase não tinha dormido e estava totalmente cansada.
Antes que eu pudesse sair do quarto, Damon apareceu na porta. Ele estava usando um terno cinza, provavelmente já estava saindo para a editora.
- Está tudo bem por aqui? — perguntou.
- Shhhh – pedi para ele enquanto o empurrava para sair do local e encostava a porta – Acabei de conseguir fazer os dois dormirem e espero que continuem assim pelas próximas quatro horas.
- Você está péssima Lena – sorriu enquanto passava mão abaixo dos meus olhos, tinha certeza de que as olheiras deviam estar enormes.
- Uau, isso é tudo que uma mulher gosta de ouvir – comentei ironicamente.
- Se você quiser da próxima vez que um deles tiverem cólica eu posso ir vê-lo – avisou.
- Não precisa, Damon, já disse que eu dou conta – garanti.
Os gêmeos já estão com três meses agora e Damon tem sido um fofo desde que viemos para casa, sempre me ajudando, em tudo. Claro que eu não quero abusar, afinal ele sai cedo para a editora e eu fico o dia inteiro em casa com os bebês.
- Só sei que tudo que preciso agora é deitar e dormir um pouco – completei enquanto apoiava na parede.
- Se você quiser posso pedir para a Jane preparar o café da manhã para você te levar daqui há uns 45 minutos – sugeriu – O que acha?
- Perfeito! — concordei – Boa noite, Damon!
- Durma bem, Lena – deu um beijo no topo da minha cabeça – Tenho uma reunião hoje na hora do almoço, mas vou tentar chegar o mais cedo o possível.
Concordei e fui diretamente para o nosso quarto. assim que eu deitei na cama, apaguei completamente. Infelizmente, parecia que tinha acabado de dormir quando Jane me chamou, ela estava com uma bandeja com iogurte com granola e mel e uma xícara de café.
- Trouxe o seu café, senhorita Gilbert – falou.
- Muito obrigada, Jane – cocei o olho enquanto me sentava na cama – Isso parece estar muito bom.
- Também trouxe o tablet, caso a senhorita queira olhar os seus e-mails – avisou enquanto me entregava o aparelho – Qualquer coisa, pode me chamar.
Então, enquanto tomava o meu iogurte, liguei o meu tablet e abri o meu e-mail. Em vez de olhar as mensagens não lidas, fui até uma que já estava aberta há muito tempo, no remetente estava escrito: Miranda Gilbert.
Minha querida filha, Elena,
Fiquei muito feliz em receber a sua mensagem depois de todos esses meses, mas confesso que não estou surpresa com isso. Ter um filho é uma grande responsabilidade e não tenho certeza se você está preparada para isso ao 21 anos.
Fugir não é a melhor opção, mas como não concordei com essa história de gravidez desde o começo, vou te ajudar nisso. Comprei uma passagem sem data de Atlanta para Toronto, é só você ir até o aeroporto e retirá-la. Eu e seu pai ficaremos muito feliz em tê-la de volta em casa.
Mande notícias,
Mamãe.
Mandei aquele e-mail para ela mais ou menos uma semana depois de ter chegado em casa com os gêmeos, eu estava cansada e tinha dias que dormia mal, precisava desabafar com alguém. Pensei que não tinha ninguém melhor do que a minha mãe para isso, mesmo depois da nossa discussão, afinal ela sabe perfeitamente pelo que eu estava passando.
Mas ela me mandar uma passagem de volta para Toronto definitivamente me pegou de surpresa. Eu não queria fugir, podia estar cansada, mas eu amo os meus filhos, nunca os abandonaria dessa maneira. Pelo não era a minha intenção até aquele momento.
Fechei a página da internet e fiquei olhando para o papel de parede do meu tablet: eu estava sentada na poltrona do quarto dos gêmeos com Chad no colo enquanto Damon estava ao meu lado no braço da poltrona segurando Gwen, foi tirada no dia em que chegamos do hospital, apesar do cansaço, a nossa felicidade era visível. Apesar disso algo naquela imagem me incomodava, e muito; éramos uma verdadeira família e não sei se estou preparada para ter uma família só minha.
É claro que eu amo o Damon, disso eu não tenho dúvida, passamos por muita coisa nesses últimos meses que só provam o quanto ele é especial para mim. Mas como eu mesmo tinha dito a ele quando me pediu em casamento, as coisas entre nós dois aconteceram muito rápido: há um ano eu era uma estudante de literatura, solteira, que sonhava em pegar o diploma e trabalhar em uma editora; hoje eu tenho dois filhos, um “marido” e uma família começando a minha volta. Apesar de saber que um dia isso iria acontecer, eu apenas estou prestes a completar 22 anos é tudo muito surreal para a minha cabeça.
A principio o nosso acordo era eu engravidar, ter os bebês, entregar para o Damon criá-los e seguir a minha vida da forma que eu tinha planejado. Mas não foi assim que as coisas aconteceram, na realidade...
Não sei exatamente quando eu cheguei a minha conclusão final, só sei que quando percebi, já tinha me levantado e trocado de roupa. Fui até o banheiro e fiquei alguns segundos me olhando no espelho, era aquilo mesmo que eu queria fazer?
Quando voltei para o quarto peguei o papel para deixar um bilhete para Damon, foi a carta mais difícil que eu já tive que escrever e comecei a chorar no meio, mas consegui acabar. Dobrei e coloquei a folha em cima do travesseiro dele, juntamente com o anel que ele tinha me dado quando começamos a namorar oficialmente.
Parei na porta do quarto dos meus filhos e não tinha certeza se iria entrar ou não, vê-los tornaria mais difícil de fazer o que eu estava decidida. Decidi entrar no local, Chad e Gwen continuavam a dormir tranquilamente, cada um no seu berço.
- Oi, meus amores – comecei a falar bem baixinho – Sei que não vai fazer muito sentido agora, mas quero que saibam que a mamãe ama vocês e espero que um dia entendam que eu estou fazendo.
Não aguentei, comecei a chorar novamente. Apoiei o braço na parede e respirei fundo, precisava ser forte.
- Seu pai vai cuidar muito bem de vocês – continuei – Tenho certeza de que ele vai conseguir dar todo o amor e carinho aos dois que eu não estou sendo capaz de dar.
Dei uma última olhada nos meus filhos antes de sair do aposento. Infelizmente, quando cheguei a sala, Jane estava lá, arruinando os meus planos e sair de fininho.
- A senhorita vai sair? — ela perguntou se virando para mim.
- Sim, eu quero andar um pouco e espairecer – menti – Mas não vou demorar muito, daqui a pouco está na hora dos bebês mamarem.
- Está bem – concordou com a cabeça.
- Só mais uma coisa, Jane – falei – Queria agradecer por tudo que você tem feito por mim nesses últimos meses. Sem sua ajuda, não sei se teria conseguido.
- Não tem problema, senhorita Gilbert – sorriu – Fico feliz em ajudá-la.
Eu a abracei mais uma vez, com bastante força, antes de sair, era muito difícil sair daquela casa, mas era necessário.
Peguei um táxi na entrada do prédio e passei o endereço da minha amiga para o meu motorista. Não demorou muito para chegar o local, e como eu já tinha morado lá, o porteiro me deixou entrar sem nenhum problema.
Toquei a campainha e demorou um tempo até eu ouvisse alguma resposta, pensei que ela não tivesse em casa quando eu ouvi barulho de chave sendo aberta.
- Lena! — Caroline parecia totalmente surpresa de me ver – O que você está fazendo aqui? Aonde está os bebês? E o Damon?
- Car! — foi tudo que eu consegui dizer, por fim – Eu preciso da sua ajuda...
Fim da primeira parte
Notas finais
Tentei fazer de uma maneira que os motivos que levaram a Elena a ir embora não parecessem tão egoístas assim (não sei se consegui, mas...)
***
Enfim, já postei o prólogo da segunda temporada, deem uma passadinha lá:
http://fanfiction.com.br/historia/396207/A_Nova_Proposta/
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Bom, é isso, comentem e digam o que estão achando (e comentem em A Nova Proposta também)
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