Proposta Indecente
30 Capítulo 29 - Visitinha Surpresa
Notas iniciais
E mil perdões pela demora no cap, mas é que hoje fez um frio horroroso aqui e o animo para escrever simplesmente sumiu (sério, gente, eu fiquei o dia inteiro na cama debaixo das cobertas...),mas antes tarde do que nunca e ai está o cap novo
Espero que gostem...
Elena
Eu estava sentada no sofá quando Damon apareceu trazendo mais uma caixa que parecia muito pesada
- E aqui está! — ele disse enquanto a colocava no chão junto com a outra — O natal é maravilhoso, mas o chato é ter que pegar todas as caixas com enfeite lá atrás, são muitas coisas.
Nem acredito que falta apenas uma semana para o natal, aconteceram tantas coisas desde junho que eu nem vi o tempo passando. Ontem mesmo eu e Damon fomos comprar uma árvore, ele escolheu a maior e mais bonita que tinha no local, mas como não cabia no carro eles tiveram que entregá-la aqui.
- Realmente, são muitas coisas – me levantei e dei uma rápida olhada no conteúdo da caixa – Lá em casa temos bastante coisa, mas não chega a isso.
- Isso tudo é culpa da minha mãe – avisou – Quando eu decidi me mudar para esse apartamento logo depois da faculdade ela me mandou todos esse enfeites. Disse que eu também precisava arrumar a minha casa.
- Sua mãe é mesmo bem exagerada – ri.
- É bom você começar a se acostumar – colocou a mão sob a minha – Afinal, você agora já faz parte da família.
Dei um sorriso sem graça e fiquei encarando o chão. Já fazia pouco mais de um mês que tínhamos tido a nossa conversa definitiva e agora Damon estava no seu plano de tentar me conquistar e posso dizer que ele está sendo mais fofo do que nunca, todo dia me fazendo uma surpresa diferente. Sinceramente, quem o vê sério todos os dias naquela editora não tem ideia do que quão romântico pode ser.
- Sabe, natal sempre foi a minha época favorita do ano – comentei, mudando ligeiramente de assunto.
- A minha também – concordou – Meus pais sempre fazem questão de arrumar toda a casa e fazer uma enorme festa para a família inteira e era o que eu mais gostava.
- Deve ser mesmo bem divertido – comentei.
- Eu ainda me lembro do primeiro natal que eu passei com os meus pais – estava com um olhar sonhador – Tinha apenas três anos e estava há cinco meses aqui em Seatle.
*Flash Back do Damon*
- Bom dia, meu filho! — papai foi me acordar,eu cocei os olhos para poder ver o seu rosto.
- Papa! — estiquei os meus braços para que ele me pegasse no colo.
- Você sabe que dia é hoje? — disse que não balançando a cabeça – Hoje é véspera de natal!
Natal! No orfanato tinha uma árvore e todo nós ganhamos um presente, foi bem legal. E vai ser bom ter isso de novo.
- Oba! — bati as duas mãos uma na outra – E eu vou ganhar presentes?
- Mas é claro que você vai – garantiu – Você vai ganhar muitos presentes, por que você merece.
Fiquei ainda mais feliz, as freiras no orfanato diziam que as crianças só podiam ganhar um presente cada uma. Mas acho que como agora sou somente eu, vou poder ganhar mais presentes!
- Bom, vamos lá para a sala – avisou – Ainda temos muita coisa para fazer até hoje a noite.
Ele me colocou sentado sob os seus ombros e fomos até a sala imitando o som de cavalinho, não pude deixar de rir com isso. Minha mãe estava parada em frente a árvore colocando um monte de enfeites nele, assim que papai me colocou no chão, fui correndo até ela.
- Oi, meu anjinho – se ajoelhou e me abraçou antes de dar um beijinho na minha cabeça – Você quer me ajudar a colocar os enfeites na árvore?
- Sim! — concordei.
- Vou pegar um pouco de chocolate quente para nós – meu pai avisou – Está bem frio e não tem coisa melhor nesse momento.
- Está bem, Giusepe – comentou antes de se virar novamente para mim – Aqui está, Damon, pode colocar em qualquer lugar.
Era um bonequinho com roupa dos guardinhas que tinha no meu livro de história e que mamãe disse que ficam lá na Inglaterra. Ele estava sorrindo pois dava para ver todos os dentes.
- É tão bonito – apertava o boneco com bastante força.
- Isso daqui é um boneco quebra-nozes – explicou – Tem uma história muito bonita de como ele salvou a menina de um rato de sete cabeça. Mas eu te conto a história mais tarde.
Ela me ajudou a escolher um galho da árvore e eu coloquei o quebra-nozes lá. Não demorou muito para meu pai voltar com as canecas e continuamos a colocar os enfeites e a beber chocolate quente. Logo estava tudo pronto e ainda tinhas luzes piscando.
- E agora a coisa mais importante da árvore – ele comentou retirando uma estrela enorme de dentro da caixa – Ela fica lá no topo e quero que você a coloque lá.
- Oba! — fiquei bem feliz, quase não acreditei que ele precisava de mim para algo tão importante.
Meu pai me segurou bem alto para que eu pudesse alcançar o topo da árvore e colocasse a estrela lá.
- E aonde é que estão os presentes? — olhei para todos os cantos, ainda não tinha visto nenhum presente.
- Só vão chegar hoje a noite – mamãe explicou – É o papai-noel quem traz os brinquedos das crianças que se comportam bem durante todo o ano. Lembra que fomos vê-lo outro dia no shopping?
Sim, tínhamos ido visitar o senhor de barba branca e que usava roupas vermelhas. Tirei foto com ele e ele ainda me perguntou o que eu queria ganhar de natal, mas eu não soube o que responder.
Só não entendi ainda como o papai-noel sabia quem tinha sido bonzinho durante o ano todo...
- E quando é que eu vou poder abrir os meus presentes? — quis saber.
- Amanhã de manhã – ela explicou – Depois de tomarmos café vamos nos reunir aqui e ver tudo que ganhamos.
- E o Stefan também vai ganhar presentes? — decidi perguntar mais uma vez.
Mamãe e papai disseram que logo teria um novo bebê aqui em casa e que ele seria meu irmãozinho ou a minha irmãzinha, então outro dia avisaram que seria um menino e se chamaria Stefan. Queria saber aonde ele estava e porque ainda não tinha vindo para cá, então me explicaram que o bebê estava crescendo dentro da mamãe, no inicio não acreditei muito, mas agora ela esta ficando barriguda, só queria saber como foi que ele entrou lá.
- Mas ele também foi bonzinho o ano inteiro? — mamãe estava sempre reclamando de dor nas costas e deve ser por causa do Stefan.
- Sim, ele é muito bonzinho, assim como você – fez cosquinha na minha barriga – Por isso vocês dois vão ganhar presentes.
- Tenho uma ideia – papai comentou, de repente – O que acha e irmos ao shopping almoçar? Depois voltamos para casa e assistimos televisão até a hora de dormir.
- Sim! — concordei feliz.
Ainda estava um pouco confuso a respeito do natal, mas esse seria o primeiro que eu comemoraria ao lado dos meus novos pais.
*Fim do Flash Back do Damon*
- Você devia ser uma gracinha quando tinha três anos – comentei depois dele me contar esse episódio de sua vida.
- Quer dizer que eu só era uma gracinha quando tinha três anos? — se fingiu de chateado.
- Tudo bem, você continua uma gracinha – me corrigi – Está satisfeito agora?
- Sim, muito – puxou o meu rosto para poder encostar seus lábios nos meus, ficou ali me dando vários selinhos, fazendo com que eu sorrisse.
- Com licença, senhor Salvatore – Jane apareceu na porta, fazendo com que nos afastássemos – O senhor precisa de ajuda para arrumar a árvore?
- Não precisa, Jane – garantiu – Eu e Elena damos conta de tudo aqui sozinhos, pode ficar tranquila.
- Está bem – afirmou com a cabeça – Vou terminar de preparar o almoço então.
É claro que a única ajuda que eu dei na arrumação da árvore vou desembolando os fios das luzes pisca-pisca. Damon não queria que eu me esforçasse muito com medo de fazer mal para os nossos filhos.
- Eu posso muito bem pendurar alguns enfeites – reclamei – Isso não seria esforço nenhum.
- Não me importo nem um pouco de fazer isso sozinho – garantiu – Além disso, você está me ajudando com as luzes.
- Certo – revirei os olhos, sabia que não tinha mesmo jeito, então nem adiantava reclamar – Estou doida para que chegue logo o jantar de natal, é sempre bom estar com a sua família.
- Tenho certeza de que eles pensam o mesmo ao seu respeito – comentou, sorrindo.
E era verdade, a família de Damon sempre me tratou muito bem todas as vezes em que nos vimos e estão sempre perguntando como eu e os bebês estamos. Claro que depois de saber de toda a história da Melissa e do aborto essa preocupação é totalmente justificável.
- E pelo jeito o assunto principal do natal vai ser bebês – continuou – Primeiro a Rae e agora o Chad e a Gwen.
Não pude deixar de sorrir, ele tinha mesmo razão. A sobrinha de Damon nasceu há quase dois meses e também falta pouco tempo para os nossos gêmeos nascer, em poucos anos a mãe dele terá a casa lotada de netos de correndo como ela queria.
- Até parece que você não gosta disso – brinquei.
- Nunca disse que não gostava – avisou – Mas acredite, quando a minha mãe insiste em um assunto, todo mundo perto dela cansa. E quando se trata dos netos, tenho certeza de que ela não vai cansar de falar de bebês tão cedo.
- Ela só está feliz – dei de ombros – Deixe-a aproveitar esse momento. Você mesmo disse que o sonho dela era ser avó.
- Tem razão – se ajoelhou na frente do sofá e colocou a mão da minha barriga, cinco meses, estou cada vez “maior” — E quando é que você pretende contar para os seus pais? Quero dizer, agora que o nosso acordo está desfeito, você não tem mais motivos para esconder a sua gravidez.
E estava mesmo demorando para ele tocar nesse assunto... Por mais que eu esteja cada vez mais empolgada com a ideia de ser mãe, não tenho certeza se meus pais compartilhariam dessa minha alegria.
- Não é tão simples assim – tentei explicar dando de ombros.
- Para mim me parece bem simples – falou – Olha, Lena, eu sei que sua mãe não é a minha maior fã, mas ela te ama e vai te apoiar nesse momento, tenho certeza.
- Será que podemos voltar a esse assunto depois do natal – pedi – Essa é uma época tão feliz e não quero estragar com essa conversa.
- Tudo bem, não está mais aqui quem falou – apenas se levantou e continuou a arrumar a árvore.
Continuei a observá-lo com a sua tarefa, Damon estava tão alegre e leve com tudo isso, parecia ter uns dez anos a menos. Em um momento meu telefone começou a tocar, era Caroline, mas eu ignorei a ligação, falaria com ela uma outra hora.
- Com licença, desculpe-me interrompê-los mais uma vez – Jane apareceu na porta da cozinha novamente – Mas interfonaram da portaria dizendo que tem uma mulher querendo falar com a senhorita Gilbert.
- Comigo? — achei aquilo muito estranho, ninguém além dos meus amigos sabiam que eu estava aqui – Quem será?
- Não tenho ideia – apenas deu de ombros – Mas parece que é alguma coisa urgente.
- Pode deixá-la subir, Jane – foi Damon quem respondeu.
- Está bem, senhor Salvatore – afirmou antes de voltar para o outro aposento. Ele se sentou ao meu lado e colocou o braço nos meus ombros.
- Não se preocupe, eu estou aqui com você – sussurrou bem perto do meu ouvido – Não vou sair do seu lado por nenhum minuto.
Fiquei olhando para a porta do elevador e no momento em que ouvi o barulho de que ele tinha chegado ao nosso andar, meu coração disparou. A situação só piorou quando eu vi a minha mãe.
- Elena Nicole Gilbert! — disse assim que me viu, ela usou o meu nome completo, esse nunca era um bom sinal – Não acredito que você está mesmo aqui com o seu chefe.
- Mãe... — foi tudo que eu consegui dizer.
- Acho melhor eu deixar vocês duas conversando – Damon avisou enquanto se levantava – Vou estar lá dentro, qualquer coisa me chama.
Ela ainda estava parada próxima ao elevador e eu continuava sentada no sofá. Apenas nos encaramos por alguns segundos.
- O que você está fazendo aqui? — decidi perguntar, por fim.
- Decidi deixar seu pai e seus irmãos lá em Toronto por uns três dias e vim te fazer uma visita, afinal não é justo que você passe o natal aqui longe da sua família – comentou – Então quando eu chego no seu apartamento a sua colega de quarto diz que você estava aqui com o Damon Salvatore. Não tem ideia do quanto eu estou envergonhada de você Elena.
- Mãe, eu e o Damon estamos juntos – tentei explicar – E estamos muito felizes com isso.
- Ele é o seu chefe, além disso é mais velho que você – lembrou.
Pelo jeito não tinha mais como eu adiar, então eu me levantei deixando que minha mãe visse a evidência da minha gravidez. Ela colocou as duas mãos sob o rosto para abafar um grito.
- Estou com cinco meses – falei – São gêmeos, um casal. Eles vão chamar Chad e Gwen.
- Cinco meses – ficou balançando a cabeça negativamente – Por que me escondeu isso durante todo esse tempo?
- Não sabia qual seria a sua reação – decidi ser 100% sincera, não podia ficar mais ferrada do que já estava — E pelo jeito eu estava certa.
- Se você está com cinco meses, significa que já estava grávida quando foi nos visitar no seu aniversário, não é mesmo? — afirmei com a cabeça – Então você já estava com o Damon na época. Estava traindo o Tyler com ele?
- Essa é uma história muito complicada mãe, não dá para explicar assim de uma vez – senti as lágrimas se formando no canto dos meus olhos – Mas o Damon me ama, pode ter certeza disso. E está tão animado com os bebês quanto eu.
- Isso não é desculpa – começou a gritar – Eu tinha planejado tantas coisas para você, não queria que você sacrificasse a sua carreira para ficar cuidando dos filhos e você simplesmente engravida antes da formatura. Seja sincera, você pretende terminar a faculdade?
E ai está a origem de toda a minha preocupação com os meus estudos e a minha vida profissional. Isso foi tudo que eu sempre ouvi desde que eu era pequena: deveria me formar na faculdade e arranjar um bom emprego, somente depois disso arranjar um marido e formar uma família.
- Talvez eu não queira essa vida que você planejou para mim, já pensou nisso, mãe? — eu mesma não acreditei quando disse isso – E sobre a faculdade, é claro que eu vou me formar. Eu posso até demorar um pouco mais, mas certamente irei pegar o meu diploma.
- Você está sendo um decepção para mim, Elena – foi tudo que disse – Acho que foi um erro ter vindo até aqui.
Então ela caminhou em direção a porta do elevador e no mesmo momento eu cai de joelhos no chão e comecei a chorar. Não demorou muito para eu sentir um par de braços em volta de mim.
- Vai ficar tudo bem, Lena – deu um beijo no meu rosto – Não precisa se preocupar.
- A minha mãe me odeia – tentei enxugar o rosto, mas era uma tarefa inútil – Eu sabia que seria difícil contar sobre a gravidez a ela, mas não que fosse ser desse jeito.
- Tenho certeza de que ela só falou essas coisas por que está com a cabeça quente – garantiu – Logo ela vai mudar de ideia e vai querer conhecer os netos. E acredite, vai ficar tão derretida igual a minha mãe.
Não acreditava muito nisso, Miranda Gilbert conseguia ser bem teimosa quando queria. Mas eu estava adorando todo esse apoio estava me dando.
- Muito obrigado por estar aqui comigo – me virei para poder olhar melhor o seu rosto.
- Não tem problema – se inclinou para poder me dar um selinho – É o mínimo que eu posso fazer, já que fui eu quem te colocou nessa situação – não pude deixar de rir desse seu comentário.
Continuamos ali por mais alguns minutos. E, como sempre, estar nos braços de Damon me fazia esquecer de todos os meus problemas.
Notas finais
O que será que vai acontecer depois disso? Será que isso vai atrapalhar o relacionamento Dalena daqui para frente?
***
Um pequeno spoiler: Quem ai quer conhecer a mãe biológica do Damon?
***
É isso gente
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