Proposta Indecente
29 Capítulo 28 - Chad e Gwen Salvatore
Notas iniciais
Aqui está o cap novo, espero que gostem
Damon
- Quer dizer que você fugiu dela indo para o banheiro? — Alaric começou a rir quando contei a ele sobre o que tinha acontecido no último final de semana – Não acredito nisso, Damon, está parecendo até um adolescente atrapalhado com a primeira paixão.
Depois que percebi que estava apaixonado pela Elena tive que me abrir com o Ric. Claro que meu amigo disse que eu deveria admitir isso para ela, mas isso não era uma coisa tão fácil, pelo menos não nessa situação.
- Por favor, Ric essa situação já é bem ruim sem você me “ajudando” — revirei os olhos – E funcionou, já que ela não tocou mais no assunto depois que eu voltei.
- Mas uma hora você vai precisar voltar a esse assunto – lembrou – Afinal, você ficou com ciúmes quando viu o ex-namorado dela e isso não é algo que se sente por uma pessoa que é só sua amiga.
Claro isso é algo muito fácil de dizer: “Hey, Lena, sabe aquele acordo que fizemos antes de você engravidar? Esquece ele, estou apaixonado por você e quero que a gente fique juntos” — fiz uma careta enquanto falava.
- Parece bem simples para mim – apenas deu de ombros – Resolveria grande parte dos seus problemas e das suas dúvidas.
- Mas e se a Elena não sentir a mesma coisa por mim? — essa era a minha grande questão – Ela vai querer fugir de mim antes mesmo do tempo combinado.
- Mas ela pode estar sentindo a mesma coisa que você e também estar com dúvida – sugeriu – E se nenhum dos dois falar nada, nunca vão saber.
- Isso está me parecendo o roteiro daquelas filmes adolescentes bem clichê – reclamei – Até parece que uma coisa assim acontece na vida real.
- Aconteceu comigo, caso tenha se esquecido – comentou – Eu e Meredith eramos amigos e eu não tinha coragem de contar que estava sentindo algo a mais além de amizade, e quando eu falei, ela estava sentindo a mesma coisa.
Eu ainda me lembro disso, Ric conheceu a Meredith quando os dois estavam na faculdade, ele cursava Direito e ela Medicina. Na época eu não aguentava mais ter meu amigo me ligando toda hora dizendo o quanto estava apaixonado e coisa e tal.
- Olha, Damon, sei que está com medo, mas acho que você deveria arriscar – continuou – Você nunca vai saber os reais sentimentos da Elena se não falar nada.
- Vou encontrá-la hoje mais tarde – expliquei – Ela tem uma consulta com a obstetra e vou acompanhá-la, talvez dê para ver o sexo dos bebê hoje.
- Quer momento mais que perfeito para você ter essa conversa com ela? — sugeriu – Comece falando dos filhos de vocês e vá mudando de assunto até chegar aos seus sentimentos.
- Você é mesmo um chato, Alaric Saltzman – revirei os olhos.
- E você anda muito sentimental, Damon Salvatore – riu – A Elena te mudou mesmo, cara, acho que eu nunca te vi assim.
- Fica quieto, Ric, você não pode me falar nada – reclamei.
- E então, vamos almoçar juntos? — perguntou logo em seguida – Tenho uma reunião marcada as duas horas, mas ainda temos tempo.
- Infelizmente , vai ter que ficar para outro dia – disse – Tenho algumas coisas para fazer aqui e como vou ter que sair mais cedo.
- Tudo bem, então – concordou enquanto se levantava – E não esqueça, vai dar tudo certo, tenho certeza de que você vai conseguir a garota.
- Assim eu espero – comentei, por fim.
Eu realmente tinha um monte de coisas para fazer, precisar ler dois relatórios antes de sair, mas não conseguia me concentrar em nada, todos os meu pensamentos estavam em Elena Gilbert. Peguei meu celular em que ela estava apoiada na frente do barco olhando para água, a tirei durante o nosso passeio no meu iate e fico olhando todos os dias, Lena estava muito natural e muito linda também.
Decidi deixar de pensar nela e continuei com o meu trabalho. Eta três e meia quando eu terminei tudo, era hora de eu ir embora.
- Anna, eu já estou indo – avisei enquanto passava pela mesa da minha secretária – Qualquer emergência você pode ligar no meu celular.
- Está bem, senhor Salvatore – afirmou – E espero que tenha um bom final de semana.
- Eu também espero! — falei.
Como sempre, eu combinei de encontrar Elena no consultório da médica, já que ela vinha direto da faculdade. Disse que não tinha problema, que eu podia buscá-la lá sem problema nenhuma, mas ela não quis, preferiu desse jeito mesmo.
Já tinha ido ao consultório da doutora Greene tantas vezes que sabia chegar lá sem problema algum. Lena já estava esperando na recepção e folheava uma revista.
- Oi! — sorri enquanto me sentava ao seu lado.
- Oi, Damon – parecia ligeiramente sem graça, aquela era a primeira vez que nos víamos desde que ela foi embora do meu apartamento no dia seguinte ao meu ataque de ciúmes – Que bom que você pode vir.
- Mas é claro, que eu pude vir, não perderia a oportunidade de ver os nossos bebês – passei a mão pela barriga dela – Mal posso esperar para saber o sexo deles.
- Eu também mal posso esperar – colocou a mão sob a minha – Sabe, Damon, acho que nós precisamos conversar.
- Sim, nós precisamos mesmo conversar – concordei – Olha, Lena, sobre a minha atitude quando conheci o seu ex-namorado...
- Não, Damon, eu quero falar primeiro – pediu, me interrompendo.
- Com licença, senhorita Gilbert – a secretária disse – A doutora Greene disse que vocês podem entrar.
- Está bem, muito obrigada – sorriu ao se levantar – Damon, continuamos essa conversa, depois.
- Certo – concordei.
A consulta foi normal, exatamente como das outras vezes. Primeiro a médica mediu a pressão de Elena e escutou o seu coração, também fez algumas perguntas sobre como tem sido os dias e se ela tem se alimentado e dormido direito.
- Bom, Elena, parece que está tudo bem com você – comentou em seguida – Que tal ir trocar de roupa e deitar na maca para fazermos a ultrassonografia?
- Pensei que esse momento nunca fosse chegar – brincou enquanto ia para trás do biombo que as pacientes usavam para trocar de roupa.
Logo ela voltou usando a camisola verde de exames e então deitou na maca. A doutora Greene passou o gel sob a barriga e começou a passar o aparelho, logo a imagem se formava na tela do computador.
- E ai estão os bebês de vocês – disse enquanto olhava para a tela – E parece estar tudo bem com eles.
- Tem certeza, doutora? — decidi perguntar – Não prefere olhar mais um pouco para ter certeza.
- Eu já olhei o suficiente, senhor Salvatore, não precisa se preocupar – garantiu – Os cérebros estão se desenvolvendo muito bem, os membros também e os dois estão com o peso normal para o tempo de gestação.
- O Damon acredita nisso – Elena entrelaçou seus dedos nos meus – Ele só está um pouco preocupado, é isso.
- Tudo bem, Elena, eu entendo, se você soubesse a quantidade de pais preocupados que aparecem aqui – sorriu – Bom,vocês querem ouvir os corações?
- Sim! — respondemos ao meus tempo.
E lá estavam aquelas batidinhas altas e irregulares, isso pelo fato de serem dois corações batendo em ritmos diferentes. Isso era mesmo muito emocionante e só de pensar que em poucos meses os bebês estarão aqui conosco, é melhor ainda.
- E então, doutora Greene? — Elena continuou – Vai dá para saber o sexo dos bebês hoje?
- Espere só um minuto que eu vou verificar – pediu enquanto continuava a passar o aparelho – Olha, vocês estão com sorte, os dois bebês estão em ótima posição, não é sempre que isso acontece. Meus parabéns, vocês terão um menino e uma menina, é um lindo casal.
- Eu sabia! — ela começou a falar, podia ver algumas lágrimas se formando próximas ao seus olhos – Tinha certeza de que seria uma casal.
- Também tinha certeza – disse – Nosso pequeno Chad e nossa pequena Gwen.
- Ora, pelo jeito vocês já escolheram até os nomes – a doutora Greene comentou, antes de retirar o aparelho de perto da barriga de Lena – Acho que isso é tudo, você já pode se vestir.
Antes de sairmos, ela relembrou as recomendações de sempre e ainda pediu para marcarmos uma nova consulta com a recepcionista. Matt estava me esperando na entrada do centro clínico, nem precisei falar nada e Elena já estava me seguindo em direção ao carro.
- Vamos para o seu apartamento? — ela perguntou – Acho que conversaremos melhor lá.
- Tem razão – concordei – Matt, vamos para o meu apartamento.
Ele concordou com a cabeça antes de sentar no banco do motorista e ligar o veículo. Foi uma viagem silenciosa, mas logo estávamos parando na garagem do prédio e nos dirigindo em direção a minha cobertura.
- Olá, senhor Salvatore! Olá, senhorita Gilbert! — Jane foi nos receber na porta – Querem que eu prepare alguma coisa para comerem?
- Agora não, Jane – disse – Mas quem sabe, mais tarde.
Primeiramente pensei de irmos para o meu quarto, mas acho que não seria uma boa ideia, então fomos para o escritório mesmo. No momento em que fechei a porta, Elena já tinha se sentado no sofá que eu tinha no local.
- Olha, Lena, não sei como é que eu vou começar isso – comecei a andar em círculos e a passar a mão pelo meu cabelo – Durante esse tempo em que estamos “juntos” eu pude te conhecer cada vez melhor e ver a pessoa maravilhosa que você é e que esse acordo que fizemos foi um grande erro.
- Sei o que quer dizer – afirmou com a cabeça – Eu também estou confusa. No inicio achei que fossem somente os meus hormônios alterados, mas talvez seja muito mais do que isso.
- O que você quer dizer sobre estar confusa? — decidi perguntar.
- Quando nós decidimos “ficar”, eu te disse que não sabia exatamente o que estava sentindo – lembrou – E continuo pensando da mesma maneira, embora a gente esteja passando bastante tempo juntos agora.
- Sim, estamos mesmo – dei um pequeno sorriso.
- Temos agido como um casal que está juntos anos – continuou – Você me liga a cada meia hora para saber como eu e os bebês estamos, me convida todo o final de semana para vir para a sua casa e até ficou com ciúmes quando conheceu o Kol. Confesso que isso me deixou ainda mais confusa.
- Você não precisa ficar confusa, Lena – me ajoelhei e seguirei a sua mão – Não quis falar nada antes achando que pudesse estar sendo totalmente precipitado, mas eu tenho certeza absoluta do que estou sentindo.
- Damon... — foi tudo que ela conseguiu falar.
- Eu te amo, Elena – finalmente eu consegui dizer – E, se dependesse de mim, eu resgaria aquele contrato agora mesmo, te pedir em casamento e criarmos os nossos bebês juntos.
- Nunca pensei que uma coisa dessas fosse acontecer – deu um longo suspiro antes de falar.
- Acha que eu não penso da mesma fora – admiti – Depois de tudo que aconteceu entre mim e a Melissa, eu prometi a mim mesmo que nunca mais me apaixonaria outra vez, foi por isso que eu decidi contratar uma mulher para ter um filho meu. Algo totalmente “profissional”, sem nenhum envolvimento.
- Exatamente isso que eu achava – continuou – Eu acabei de completar 21 anos. Isso de me casar e ter filhos, pensei que só fosse acontecer daqui há muito anos. Mas estando aqui com você e os bebês, tudo isso me parece ainda mais próximo.
- Então acho que não precisamos esperar mais nada – conclui – Vamos esquecer todo esse acordo e ficarmos juntos. Nós quatro: eu, você, o Chad e a Gwen, como uma família normal.
- Nada me deixaria mais feliz – afirmou – Mas depois que você disse que me ama, não quero te iludir.
- Você não está me iludindo, Lena – passei a mão pelo seu rosto – Como você mesma disse, amor é um sentimento muito forte, que vem com o tempo. Tenho certeza de que daqui há algum tempo vai estar sentindo isso também.
Ela me deu um rápida olhada antes de abaixar o rosto e direção a sua barriga, sua mão também estava depositada lá.
- Sei que disse que poderia criá-los sozinho, mas os nossos filhos merecem ter a mãe e o pai juntos – comentei – Me dê essa chance de te fazer feliz, prometo que você não vai se arrepender.
Ela deu um longo suspiro enquanto pensava.
- Acha mesmo que eu serei uma boa mãe? — decidiu perguntar, por fim – Sério, mesmo?
- Mas é claro, Lena – disse sem nem ao menos pensar duas vezes – Você vai ser a melhor mãe do mundo.
- Eu ainda quero terminar a minha faculdade e certamente não vai ser fácil tendo dois bebês para cuidar – explicou – Mas eu estou disposta a arriscar. Pela Gwen e pelo Chad eu faço qualquer coisa.
- Sabia que você iria concordar – não consegui deixar de sorrir – E sobre os seus estudos, eu vou estar aqui para te ajudar com eles, ainda tem a minha mãe e a Gaby. Ninguém vai te deixar desamparada, pode ter certeza.
Cheguei meu rosto mais perto do dela. Nossos lábios estavam a milímetros um do outro e qualquer movimento que eu fizesse, estaríamos nos beijando.
- Espera, Damon – ela me interrompeu – Ainda não tenho certeza de como ficará o nosso relacionamento.
- O que você quer dizer com isso? — me afastei.
- Você disse que com o tempo eu posso aprender a te amar também – seu tom de voz era calmo – E é exatamente isso que eu quero, mas, por favor, vamos com calma.
- Mas é claro! — afirmei – As coisas vão ser do jeito que você quiser.
- O que eu quero dizer a respeito de ir com calma é que não quero que a gente se torne um casal oficial – falou – Vamos continuar “ficando” até os bebês nascerem. Ainda temos cinco meses até lá e tenho certeza de que saberei a respeito dos meus reais sentimentos e não vou te enganar nem te iludir.
Não era exatamente isso que eu queria ouvir, mas esse já era um grande começo. Eu e Elena estávamos chegando a um entendimento.
- Por mim está perfeito – dei um selinho nela antes de sorrir mais uma vez – Espero o tempo que for preciso.
Fomos interrompidos pelo estômago de Elena que roncou alto. Dei uma olhada para ela e ri ao mesmo tempo que seu rosto ficava vermelho.
- Parece que tem alguém com fome – comentei – Vamos lá na cozinha pedir para a Jane preparar alguma coisa.
- É uma boa ideia – concordou – Estou mesmo com muita fome.
A ajudei a se levantar e caminhamos juntos até a porta do escritório. Agora eu tenho cinco meses para conquistá-la e, certamente, serão os melhores meses da vida dela.
Notas finais
E eles vão mesmo ter um casal (embora acho que isso não seja novidade para ninguém)
E o que acharam da conversa do Damon e da Lena. Acha mesmo que ele vai conseguir conquistá-la depois de cinco meses? Será que eles vão ficar assim felizes até o fim da fic?
Bom gente, é isso
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