Promises
37 Capítulo 36 - Gémeos
Notas iniciais
Por isso o capítulo tem três partes: Antes do nascimento, durante e depois! :D
De qualquer maneira desculpem a demora mas eu tive teste de Matemática (nunca é fácil! ahahah) e tive mesmo que estudar :/ E então... sem tempo para escrever :o
Bom, falamos lá em baixo :)
Parte I
Era incrível como o tempo voava mas de qualquer maneira dava para aproveitar todas as pequenas sensações, os pontapés, as cambalhotas, os espirros e aquela querida agitação que me lembrava que dentro de pouco tempo eu cuidaria dos meus lindos bebés.
Tudo o que eu queria era tê-los nos meus braços porém tinha a noção que sentiria saudades deles ali, no meu interior. Rebekah andava que nem um cuco, comprava roupas e brinquedos praticamente sempre que ia ao Shopping, e isso acontecia muitas vezes. Caroline era tal e qual a Rebekah, a diferença é que ia ao Shopping mais vezes e comprava em maior quantidade. Cada um dos meus bebés já deveria ter mais roupa que eu e Damon juntos, e para várias idades e tamanhos. Seriam muito mimados.
Damon parecia cada vez mais feliz em ser pai, ele adorava escutar a minha barriga, encostando a orelha à mesma. Houve um dia em que tive que permanecer quieta por mais de uma hora apenas para ele sentir os movimentos e passar o tempo todo a jurar que eles conversavam e que até já eram melhores amigos.
Para meu grande alívio tinhamos relações sexuais mas era complicado convencê-lo, mas ele acabava por ceder, sempre. E, lógico, que no final ele tinha sempre que comentar algo completamente malicioso como “tens que engravidar mais vezes, nunca te vi com tanto fogo!” ao que eu me limitava a revirar os olhos e olhá-lo com cara de tacho, ele nunca mudaria e isso, de certa forma, tornava tudo mais especial.
Eu estava agora grávida de oito meses e os meus dias eram puro pânico pois eu sabia bem que era bastante grave os bebés nascerem com esse tempo de vida, porém eu não era a única preocupada, para Damon todo o cuidado era pouco e já nem no tabuleiro de pequeno-almoço eu podia pegar.
Gracie estava enorme, com um ano e quase um mês, e já ia falando algumas coisas, a maoiria desconexas, o que resultava em inúmeras risadas que se ouviam pela enorme casa cheia, cheia de carinho, atenção, simpatia, união e principalmente amor. Ao crescer nunca imaginei que fosse acabar por tornar a viver com a minha família e nem sequer havia ponderado isso mas ao presenciar tais momentos percebi que era o meu maior desejo, uma família toda junta, e mais unida que os Salvatore era impossível.
Rebekah e Stefan iriam casar daí a um ano e Gracie levaria as alianças aos noivos. Eu e Damon haviamos decidos ficar simplesmente juntos, não necessitavamos de papelada para provar o nosso amor nem de mínimas burocracias que ambos consideravamos desnecessárias, na nossa mente e coração estavamos mais que casados. Eu até já tinha o apelido dele.
Caroline havia finalmente contado a Klaus o seu passado e, por mais estranho e lamechas que pareça, o loiro havia derramado uma lágrima pela minha melhor amiga. A sua empatia e preocupação garantiram à loira que finalmente seria verdadeiramente amada, após anos de desilusões. Gostaria de lhes dar os parabéns oficialmente dado que isso acontecera apenas há duas semanas, mas eles ainda não haviam saído do quarto de Caroline desde então, se continuasse assim a minha amiga não andaria para o resto da vida. Mas tudo bem, isso é lá com eles!
Para já Caroline não queria sequer uma única criança, pois não queria virar baleia (agradeci-lhe imenso quando ela me disse isso) e para ela ser tia seria o suficiente. No entanto, Klaus passava a vida a dizer que a família era o mais importante, valores que Rebekah defende arduamente, e que seis filhos era o ideal, e ele diz muito a sério. Caroline havia-o mandado ir roubar crianças ao hospital, nesse caso.
Os dias iam bem, melhores eu diria impossível.
Até Damon fazia um esforço constante, eu sabia que sim. Amava-o cada vez.
***
Os meses passavam e, para meu grande alívio, o meu amor crescia por aqueles dois seres que se desenvolviam dentro da mulher da minha vida. Eu sentia uma necessidade cada vez maior de os proteger, cuidar e até amar, tratar deles como se fossem duas bonecas delicadas de porcelana, e de certa forma eram. Eram frágeis, pequenos e adoráveis, ou seriam quando nascessem. Eu mal podia esperar pelo dia.
No entanto havia aquela maldita parte, que por mais que eu quisesse erradicar, não me deixava aceitar tudo aquilo que eu vivia, aquela maldita parte que me lembrava constantemente que ainda era demasiado jovem para atar a minha vida e o meu tempo a dois bebés, que eu nunca poderia desatar, até ao fim. Era um enorme compromisso e eu assustava-me um pouco sempre que me lembrava que dentro de um mês o assumiria. Pânico.
Porém eu tinha que tentar, por mais que custasse, por Elena, pelos bebés, e sobretudo por mim, pois eu sabia que tinha a capacidade de ser feliz com a minha família. Eramos perfeitos no final de contas e sempre estariamos unidos. Não era isso o importante?
Continuei a massajar o couro cabeludo de Elena e ela sorria meia levada pelo sono, era tão incrivelmente bonita a dormir, ou de qualquer outra forma.
- Eu tenho pensado... — Comecei, mas calei-me com medo que ela rejeitasse novamente as minhas inúmeras sugestões. Ela pareceu acordar e virou-se para me encarar, deixando aquela adorável barriga entre nós.
- Em que, amor? — O seu sorriso deu-me confiança e não pude deixar de sorrir também ao notar o seu tom doce.
- Gostas do nome Oliver? — Ela ficou em silêncio e senti uma carranca formar-se no meu rosto. Era assim tão difícil escolher um nome? Quis suspirar irritado mas não o fiz, pois sabia que era um assunto extremamente importante para a minha morena.
- Na verdade, eu adoro! Não, eu amo! — Ela exclamou entusiasmada, sentando-se na cama com um enorme sorriso no rosto.
Fiquei apenas a encará-la, atónito até que a realidade me acertou em cheio. Sentei-me também completamente entusiasmado e abracei-a pelos ombros, com todo o cuidado do mundo.
- Eu também pensei em Layla, para menina... Mas não sei se gostas, não é um nome muito comum... — Sorri apaixonado por aquele rosto pequeno marcado por uma timidez óbvia, abracei-a novamente mas desta vez não me afastei, mantive a sua cabeça no meu ombro e o meu sorriso não se desfez por um único segundo, as bochechas doiam mas valia a pena.
- Gostei, bastante, minha pequena perfeita. Vão ser dois jovens lindos com nomes lindos também. — As suas mãozinhas pequeninas agarraram a minha camisola puxando-me para mais de perto, os seus lábios sedentos procuraram os meus e rapidamente os aceitei, saboreando aquele gosto que apesar de bastante conhecido nunca deixava de ser como novo, uma descoberta milenar que eu nunca queria esquecer.
Deitando-me de lado, atrás do seu corpo outrora pequeno, e com bastante cuidado e amor, uni os nossos corpos.
***
- Então pequena, daqui a nada tens uma priminha para brincar! E um priminho também! — Rebekah falou entusiasmada tentando alimentar a sua pequena Gracie, de agora um ano e dois meses, que se recusava a engolir a papa. A menina riu e bateu palmas parecendo agradada com a ideia e a mãe suspirou de alívio quando conseguiu que ela comesse mais uma colher. — Vai ser tão giro ter três crianças em casa, uma verdadeira casa de família! O meu sonho realizado, já viste? O sonho que eu sempre pensei que nunca iria conquistar está-me a ser praticamente entregue numa bandeja. A mamã só tem motivos para estar feliz não é? — A pequena acenou como se de facto compreendesse e passou a mão no rosto da loira que se emocionou.
Sempre que olhava Gracie percebia a sorte que tinha, mesmo não sendo sua filha biológica Rebekah sentia-se uma verdadeira mãe, no fim Gracie era sua, apenas sua e de Stefan, não importava de que maldito útero é que havia saído pois quem lhe dava atenção e carinho era a loira que amava mais que a própria vida.
- Sabes que ela não te vai responder, não sabes? — Falou o seu noivo entrando com um sorriso divertido na cozinha e abraçando a loira pousando a cabeça no seu ombro.
- Um dia vai responder e quando souber falar melhor ensino-lhe a dizer "papá mau" — Brincou. A menina olhou-os divertida e pronunciou uma das duas únicas coisas que sabia.
- Papá! — Os dois olharam com ternura para a filha e Stefan pegou nela ouvindo os resmungos da sua futura mulher dizendo que ela ainda não havia comido tudo. Stefan estava prestes a responder quando um grito ecoou pela casa.
Damon apareceu na cozinha, o rosto corado e completamente ofegante.
- A barriga rebentou! E deixou cair tudo! — Ele berrou completamente histérico, sem saber o que fazer.
- As águas rebentaram?!- Rebekah perguntou alarmada.
- Não, a barriga rebentou! E caiu água de lá — Ele gritou ainda mais alto extremamente preocupado. Não era normal uma mulher verter-se toda assim, pensou, ela devia estar doente. Temeu perder o seu amor mas Rebekah parecia menos nervosa e isso, de certa forma, tranquilizou-o.
- Stefan, pega no carro, o Damon não vai conduzir assim! Senta-o no banco de trás e a nossa filha também, eu já lá vou.
Stefan fez o que a loira mandou e esta encaminhou-se para o quarto onde Elena parecia completamente perdida, sem saber o que fazer.
- Vamos, fofa — Chamou, ajudando Elena ir até à garagem. Stefan conduziu até ao hospital e depois de darem entrada e receberam uma pulseira laranja foram para a sala de espera, aguardar até terem os pequenos nos braços.
Parte II
- Elena Salvatore. — Damon acompanhou-me até à sala de partos quando por fim, depois de todos os procedimentos necessários, eu fui chamada. Estava extremamente nervosa e a parte que mais custou foi ter que aguentar a dor até ter as malditas contrações durante tempo suficiente e entre intervalos pequenos de cerca de 5 minutos.
Vi que Damon ficou visivelmente confuso quando a médica referiu que, sendo eu primípara*, o máximo de dilatação que atingiria antes do parte seriam 2 a 3 centímetros, mas tudo bem, eu já tinha lido todos os livros e visto todos os filmes para me preparar para aquele momento, mas mesmo assim o meu nervosismo era palpável.
O tempo pareceu voar e quando dei conta uma médica gritava com autoridade.
- Agora... puxe! — Fiz o que ela mandou e o cansaço tomou conta de mim, era terrível, doloroso e eu duvidava se iria conseguir. Tornei a fazer força e as minhas entranhas pareceram desfazer-se. Novamente, e novamente e novamente. Nada parecia resultar, eles simplesmente não queriam sair e doía, doía como tudo e eu só queria que aquilo acabasse de uma vez.
Damon segurava a minha mão e eu sabia que, se fosse mais forte, seria capaz de lhe partir os ossos de tanta força que eu depositava naquele meu porto de abrigo.
Novamente e uma lágrima escorreu pelo meu rosto demonstrando toda a dor que eu sentia. Tentei não gritar mas tornou-se inevitável.
Sabia que ter gémeos por parto natural era complicado mas a médica havia dito que ambos estavam na posição certa.
- Conseguimos ver a cabeça. — A médica falou — Agora puxe!
Aquela primeira frase foi como se renovasse as minhas forças e tornei a puxar, o máximo que pude. Damon, curioso decidiu ir espreitar, e não demorou muito até se ouvir o seu corpo tombar no chão, desmaiado. Deu-me vontade de rir mas a dor crescente impediu e tornei a fazer força.
Senti algo escorregar para fora de mim e um alívio intenso. A minha visão estava desfocada mas pude notar que alguém pegava no meu bebé e o levava para longe, passado uns segundos um choro forte invadiu o local e sorri de felicidade.
- Elena, querida. Ainda não acabou — Lembrou-me a médica e amaldiçoei-a por não poder tirar os dois de uma vez.
Um dor. Forte.
Havia algo diferente desta vez e antes que conseguisse evitar um grito agudo escapou da minha garganta e vi a médica parecer preocupada.
Céus como doía, antes que soubesse o que se passava senti-me perder a consciência e desmaiar.
Eu acordava e tornava a desmaiar, como pequenos lapsos do tempo. Vi a maca ser arrastada e depois uma sala branca com mulheres e homens de bata, um objeto afiado e sangue, muito sangue. Dessa vez, desmaiei de vez.
Os meus olhos estavam pesados mas forcei-os a abrirem-se quando ouvi dois choros distintos a meu lado. Damon segurava um bebé pequeno, com uma roupinha azul e uma enfermeira uma bebé ligeiramente mais pequena, com uma roupinha rosa. As roupas que Claroline havia comprado.
Sorri, ou pelo menos tentei, ao encarar aquelas criaturas perfeitas. Quis pegar nelas mas a enfermeira não deixou, dizendo que eu ainda estava demasiado fragilizada.
A médica entrou e olhei-a preocupada. Queria saber se havia corrido tudo bem.
- Elena querida, houveram umas complicações durante o parto. Infelizmente a placenta descolou e tivemos que retirar o segundo por cesariana. Mas eles estão ambos bem e saudáveis e extremamente bonitos. Parabéns. — Sorri novamente ao encarar os meus bebés e senti-me completa naquele momento, eu havia conseguido e era isso que importava.
Parte III
No momento em que segurei naqueles seres pequenos soube que os amaria para sempre, não haveriam mais dúvidas ou receios, o meu lugar era ali, a cuidar daqueles dois. E seriamos felizes, muito muito felizes, como nenhuma outra família havia sido antes de nós.
Encarei aqueles olhos fechados, a pele rosada e as mãos pequenas que procuravam tudo ao seu redor e senti que a minha vida estava toda ali, naqueles dois seres que eu havia criado junto com a pessoa que eu mais amava neste mundo.
Eles eram meus, e só meus, um milagre, um sorriso, uma eterna felicidade. Aquela maldita parte de mim que queria mandá-los embora rendeu-se por fim e abraçou as duas vidas, os dois corações que batiam junto do meu.
Entreguei-me, então, por inteiro e amei-os eterna e profundamente.
Os meus bebés, os meus pequenos, a minha felicidade. Pensei enquanto pegava nos dois e me sentava junto a Elena que chorava, lágrimas de alegria e satisfação, lágrimas de conquista, de ternura e sobretudo amor.
Eu ri e em algum momento chorei também, pedindo aos céus para gravar aquele momento para sempre, para nunca destruir esta felicidade que era nossa por direito, que nos haviamos conquistado, com esforço e dedicação.
Se fosse assim para sempre eu viveria sem arrependimentos, sem dores e sem mágoas, tudo de mau estaria enterrado num passado distante e começariamos ali, naquele momento único a construir um próspero futuro, só nosso mas perfeito.
Ainda bem que tudo foi assim, então.
Ser feliz é uma raridade por isso eu soube dar valor.
Notas finais
Mas.... AINDA TEM EPÍLOGO :D ahahahah!
*primípara são mulheres que vão ter um parto pela primeira vez :))
No próximo será a última vez que posto em Promises, vai deixar saudades :( Esta fic significa muito, afinal foi a minha primeira fic Delena e eu amo-a imenso :o
Achei tão fofinho Damon no final, meu deus, ele é tão perfeito ♥
E bekah com a sua bebézinha :D Own *.*
Gostaram dos nomes dos bebés? :D Oliver e Layla, eu gosto ^^ Não são muito comuns e talvez eu goste precisamente por isso :)
Espero ver muitos reviews para me poder despedir devidamente dos meus queridos leitores! Vou ter saudades :((
Até ao próximo e verdadeiro último capítulo :o
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