Promises

30 Capítulo 29 - Sem ti


Notas iniciais
Gente voltei de férias dia 7 e pensei que daria para atualizar logo a seguir, infelizmente não deu, tive imensa coisa para tratar (por causa do começo das aulas :(( )
E devo dizer que fiquei mesmo triste com a quantidade de reviews do capítulo passado! Eu entendo que não tenham gostado mas é mesmo desmotivante, para um escritor, que os seus leitores não digam nada, podiam ao menos simplesmente dizer que pronto não gostaram do cap, eu iria compreender, todos têm os seus gostos mas abandonar o escritor, isso não concordo, não sem uma explicação, mas tudo bem, é a minha opinião.
Para aqueles que se interessam: o capítulo é dividido em duas partes.

"Breve é a loucura, longo o arrependimento"-Friedrich Schiller

Parte 1 — Três semanas depois

O tempo escapava-se através dos meus frágeis dedos, lágrimas secavam solitárias no canto dos meus olhos, os meus músculos pareciam desaparecer por baixo da minha pele, deixando apenas uma estrutura óssea bastante abalável.

Sentia tanto a sua falta, necessitava do seu carinho, do seu amor, do seu toque inconfundível, aquele abraço que me fazia sentir em casa.

Eu vagueava pelo meu quarto, sem saber onde ir, ou o que fazer, completamente sem rumo.

Stefan e Rebekah tentavam constantemente animar-me, desde o dia em que eu me mudara de nova para a nossa grande casa, mas os seus esforços eram inúteis.

Não havia espaço para a alegria, apenas para o arrependimento.

Aquele desejo momentâneo de ter um filho havia feito com que eu sacrificasse tudo, e ficasse sem nada.

Não que eu tivesse perdido o desejo de ter um ser só meu, mas o desejo de ter Damon a meu lado havia-se sobreposto porém era tarde demais.

Tornei a pegar no telemóvel e marquei o número de dele. Rapidamente caiu na caixa de voz.

Sou eu, outra vez. Quando ouvires esta mensagem, por favor, liga-me. Podemos falar? É urgente.

Tentei soar distante, sem querer dar parte fraca, mas eu estava mais que rendida e arrependida.

Desci as escadas num passo lento, sem grande pressa para fazer alguma coisa e encontrei Stefan sentado no sofá, com uma cara monótona e um tanto deprimida.

- Elena, era mesmo contigo que eu queria falar — Esboçou um sorriso que não lhe chegou aos olhos verde esmeralda e pousou a mão delicadamente no meu ombro, como se eu fosse feita da mais cara porcelana.

- Passa-se alguma coisa? — Perguntei alarmada. Não via a minha sobrinha em lado nenhum e o meu coração começou a bater descontroladamente — A Gracie?

- Ela está bem, irmã. Queria falar contigo sobre o Damon...

- Ah — Exclamei sem grande entusiasmo, falar sobre ela era como ter infinitas agulhas com veneno a penetrar os meus ouvidos.

- Elena, ele partiu para a Alemanha — O meu coração gelou ao captar aquele som tortuoso que fez a minha alma despedaçar-se. Senti a minha hipótese de concertar as coisas simplesmente ir embora, senti que perdi o meu mundo, uma parte crucial de mim necessária à minha sobrevivência.

- Co-como assim? — Perguntei atordoada, sentindo a minha existência reduzir-se a nada.

- Ele recebeu uma proposta de emprego e aceitou, ele deixou isto para mim — Stefan retirou cuidadosamente um envelope imaculado do bolso de trás das calças e estendeu-mo, hesitantemente segurei-o — Mas acho que o deverias ler.

Senti que estava presa numa fenda temporal, forçada a reviver o passado vezes e vezes sem conta. Novamente ele quebrara promessas e deixara-me só.

Desta vez, por incrível que pareça, conseguia doer ainda mais.

A minha vida era um ciclo de dor, pânico e infelicidade. E eu era relembrada todos os dias do que havia perdido.

Eu havia perdido os meus pais, as pessoas que eu mais amava neste mundo. Eu devia-lhes tudo, a minha vida, a minha felicidade, todos os meus sorrisos, eu devia tudo isso aquelas duas pessoas que durante toda a minha vida eu considerei anjos. Os meus anjos. Perdidos para sempre.

– O Damon? – Perguntei desejando que ele me consolasse, por algum motivo a sua presença conseguia atenuar a minha dor, conseguia que o meu coração morresse mais devagar.

Stefan olhou-me com pesar e percebi que algo não estava bem.

– Ele foi-se.

Abri os olhos em pânico não acreditando no que ouvia.

– Como assim ele foi-se? – Perguntei sentindo o histerismo presenta na minha voz.

– Ele foi embora Elena. Mas deixou isto para ti – Stefan disse estendendo-me uma carta imaculada com a letra de Damon.

Para a minha Elena.

Atirei a carta para o chão não querendo sequer olhar para ela.

Como é que ele tivera coragem para ir embora? Para me abandonar justo agora que eu precisava desesperadamente dele? Damon quebrara a nossa promessa e com isso quebrara o meu coração.

- Stefan... eu... — Comecei, sendo interrompida pelo choro agoniante que se escapou da minha garganta. As lágrimas escorriam desenfreadas pelo meu rosto e soluços descontrolados contorciam o meu peito. O meu irmão limitou-se a abraçar-me, protegendo-me no calor dos seus braços.

- Não precisas de dizer nada, Lena. Estamos aqui para ti. E se queres a minha opinião, eu acho que devias ler essa carta. — Ele depositou carinhosamente um beijo na minha testa e deixou-em sozinha com aquele papel imaculado que fazia o meu coração parar de bater.

Abri cuidadosamente o envelope e tirei o papel branco que lá dentro se encontrava. Sequei as lágrimas e mordi o lábio, olhando com expectativa para o pequeno papel dobrado.

Stefan,

Senti que me estava a meter onde não era chamada, senti receio e pânico. E se lesse algo que não me agradasse? E se Damon tivesse dito a Stefan que me odiava? Que nunca mais me queria ver? Eu não ia saber lidar com isso.

E se queres a minha opinião, eu acho que devias ler essa carta.

Stefan não diria isso se algo naquele papel me magoasse. Com uma determinação renovada continuei a minha leitura.

Não sei se tens conhecimento do que se passou mas, infelizmente, eu e a Elena terminamos. Eu nem sei como isto foi acontecer, do dia para a noite, estavamos tão bem e de repente... A verdade é que ela quer um filho, e eu não estou pronto para ser pai, nem hoje nem nunca, eu já pensei nisso antes mas simplesmente para mim não dá. Eu seria um péssimo pai, do pior que há, acho que não sirvo para o papel, e só iria fazer Elena infeliz.

Sei que fui eu quem acabou com ela mas já sinto a falta dela acreditas? dos seus beijos, dos seus olhares e até daqueles gesto carinhosos. Eu amo-a demais mesmo.

E ficar sem ela custa, custa olhar para ela e não a ter, custa estar no mesmo espaço que ela e não lhe puder tocar, beijar, abraçar... Por esse motivo aceitei um trabalho na Alemanha, um papel enorme num filme que se pensa que será um êxito.

Sei que é longe e precipitado, sei que devia ter pensado bem antes de aceitar mas o amor tem destas coisas não é? Atos impensados fazem parte... Logicamente!

Só para avisar que vou estar incomunicável mas assim que me estabelecer lá telefono, pode ser? Vou sentir a tua falta irmão, finalmente reencontrei-te e já nos estamos a separar outra vez... Mas desta vez é por menos tempo. Dentro de 17 meses estarei de volta e vou encher-te a mioleira com as histórias mais malucas e divertidas.

Não que eu me vá divertir muito, não é? Pelo menos não nos primeiros meses, o amor, infelizmente, também tem destas coisas. Eu acho que nem após um século eu vou esquecê-la mas a vida continua e temos que vivê-la, por mais que custe, por mais que doa, não podemos limitar-nos a existir.

Sei que tens muitas responsabilidades nas tuas mãos neste momento mas queria pedir-te mais um favor. Trata bem da minha menina, sim? Não a deixes ficar triste, fá-la sair, estar com os amigos, encontrar alguém... Pensando bem, não a deixes encontrar ninguém, afasta todos e quaisquer pretendentes, nem sequer deixes nenhum homem falar, tocar ou sequer olhar para ela está bem? Estamos entendidos? Ainda bem, estou a contar contigo Stefan!

Dá um grande beijinho meu à Rebekah e diz à Gracie que o tio Damon volta já já para a encher de beijinhos e diz à Elena que vou sentir a falta dela e que a amo demais.

Um abraço irmão, fica bem,

Damon.

Agarrei-me àquela carta a chorar como uma alma presa a um mundo no qual não pertence. 17 meses? Isso seria uma eternidade. Nunca me arrependera tanto de algo, como é que eu o havia deixado ir embora? Eu podia convencê-lo, sabia que podia, se tivesse insistido um bocado mais ao invés de desistir.

E quais eram as minhas hipóteses agora? Esquece-lo? Isso seria humanamente impossível. Ir atrás dele? Alemanha era um sítio gigante e ele estava "incontactável". Teria que esperar pela chamada, era isso que eu tinha que fazer.

Ah, Damon! Estar sem ti... é semelhante a estar morta.

O meu estômago revolveu-se causando uma sensação de mau estar péssima, antes que tivesse tempo de pensar corri para a casa-de-banho de serviço e vomitei o jantar do dia anterior. Sentei-me, exausta e deprimida, e com um sorriso triste e irónico pensei, realmente morro aos poucos sem ti.

Forcei as minhas pernas a mexerem-se até ao andar de cima e lavei o rosto e os dentes na minha própria casa-de-banho, ainda me sentia enjoada pelo que acabei por me deitar na cama novamente e apesar de ter dormido a noite todo sentia imenso sono. Adormeci e nem sequer sonhei.

Parte dois — 1 mês depois

Acordei novamente bastante enjoada e acabei por saltar o pequeno-almoço pois saberia que o vomitaria violentamente, arrastei-me tipo zombie até à sala e fiquei a manhã inteira a alternar entre a televisão e a casa-de-banho, para urinar. Ia demasiadas vezes à casa-de-banho para a quantidade de líquidos que ingeria, apercebi-me, mas nem me importei. Provavelmente estava com algum problema na bexiga ou até podia nem ser nada, não me interessava muito.

- Bom dia, Elena. Olha só quem acordou muito inquieta — A loira surgiu a meu lado, segurando uma coisinha pequena e linda nos braços. Sorri ao ver a minha afilhada e estiquei os braços para pegar nela, Gracie aconchegou-se junto ao meu peito e sorriu, agarrando nos meus cabelos.

- Bom dia, Bekah — Cumprimentei ligeiramente mais animada. — Como estás?

- Ma-ma — Gracie balbuciou ficando ainda mais adorável. Ela ainda não falava dado que tinha apenas 4 meses, mas pronunciava uns sons adoráveis que muitas vezes pareciam algumas palavras. Porém segundo o pediatra ela é capaz de entender todos os sons básicos da língua falada em casa e é até capaz de produzir alguns sons mas sem os associar a algo ou a alguém.

Rebekah olhou com adoração para a sua pequena e senti uma pontada de inveja. Ela tinha um olhar de mãe e apesar de não ser a mãe biológica dela era a verdadeira mãe.

- Bem e tu? Já andas menos enjoada? — Ela perguntou com carinho, sentando-se a meu lado. Era uma pessoa tão maternal.

- Nem por isso, mas isto há de passar — Forcei um sorriso e desviei o olhar, não querendo encarar o olhar avaliador da loira.

- Elena, já andas assim há mais de um mês, vomitas dia sim dia não e vais-me dizer que não andas doente? Tu sabes bem que sim! Só tens comido porcarias e a horas completamente erradas, onde é que já se viu ires comer maça caramelizada a meio da noite? Depois não admira que estejas mal da barriga — Senti-me como uma criança pequena a ser repreendida. — Eu sei que deves estar devastada e a sentir-te muito sozinha desde que o Damon se foi mas tens que cuidar de ti — Doeu ouvir o nome dele, como se facas atravessassem o meu coração apesar de ela ter falado com tanto carinho. Tentei conter as lágrimas que automaticamente afloraram aos meus olhos. Eu esperava ansiosamente que ele ligasse a Stefan para poder falar com ele, mas até agora... nada, nem uma mensagem, uma carta ou até a porra de um telegrama.

Pensava todos os dias nele, vivia obcecada com a ideia de ir atrás dele, de o reencontrar e de as coisas se desenrolarem como num irrealista filme romântica, mas a realidade era esta, era horrenda e deplorável.

- Tens razão, Rebekah. Prometo que se não melhorar até ao fim-de-semana, vou ao médico — Era segunda-feira pelo que teria imenso tempo para arranjar uma desculpa para não ir ao médico no sábado.

- Nem penses em escapar-te, não passa deste fim-de-semana — Assenti e não disse mais nada. Ela suspirou derrotada e levantou-se. — Vou fazer algo para comer, queres alguma coisa?

Ia negar mas o meu estômago roncou e lembrei-me que não comia nada em condições há um bom tempo.

- Vou-te fazer torradas e chá de cidreira, para ver se consegues segurar alguma coisa no estômago.

Fiquei o tempo de espera a falar com Gracie quando recebi uma mensagem.

Elena Salvatore, sua amiga desgraçada, vou aí jantar hoje, quer queiras quer não! Que é isso de não ligares à tua melhor amiga este tempo todo? Estás feita! Vemo-nos às 7h30 e é bom que estejas minimamente apresentável ou tens que te haver comigo. Vou ligar à Rebekah para ela garantir que não foges ou assim.

Abanei a cabeça ligeiramente divertida ao ler a mensagem de Caroline. Senti-me um amiga terrível por não lhe dizer nada há quase quatro semanas mas simplesmente não tinha vontade nenhuma de fazer o que quer que fosse.

Ouvi o telemóvel de Rebekah tocar e tentei ouvir a conversa mas ela estava muito distante e não tinha vontade de me levantar. Mas infelizmente a minha bexiga maldita obrigou-me a tal. Reclamando pousei Gracie na sua cadeirinha e corri até à casa-de-banho apenas para despejar umas pinguinhas insignificantes de urina. Revirei os olhos irritada, eu realmente devia estar com algum problema.

Quando voltei à sala havia um tabuleiro com comida à minha espera e fui assaltada por uma fome de dragão, devorando tudo rapidamente sem ficar minimamente satisfeita.

- A Caroline ligou-me, vou convidar a Katherine para o jantar de hoje, ela quer ver a Grace, estás bem com isso? — Ela perguntou num tom meigo.

- Ótima — Respondi sem grande entusiasmo, indo a correr até à cozinha. Agarrei num pão, abri-o ao meio e fui ver o que havia no frigorífico.

Hum...

Fiz uma sandes de manteiga de amendoim e devorei-a em segundos, seguida de mais três.

Não demorou mais de meia hora para correr até à casa-de-banha e despejar tudo de rajada na sanita.

Comecei a chorar sentindo-me completamente perdida. Estava tudo tão errado, tudo desorganizado. Eu não devia estar doente, não devia estar sem ele e muito menos devia estar infeliz. Eu já nem queria saber de ter um maldito filho, eu só queria o meu Damon de volta.

Escondi a cabeça entre os olhos e fiquei assim, chorando como se o mundo fosse acabar, sentindo a dor do mundo sobre mim.

Stefan encontrou-me nessa mesma posição, três horas depois, com as lágrimas secas e completamente encolhida.

- Elena...

Ele pegou em mim e carregou-me até ao quarto.

- Credo, como estás pesada! — queixou-se, arfando enquanto subia as escadas. Era estranho, dado que eu passava a vida a vomitar, mas também era verdade que andava a comer muito açúcar e sobretudo à noite, quando o nosso corpo está em repouso e não queima calorias.

Ele pousou-me na cama e mal saiu dirigi-me ao espelho de corpo inteiro do meu quarto e de Damon, ou melhor, do meu quarto, só meu.

Levantei a camisola e notei que de facto estava bastante inchada, os meus seios estavam gigantes, eu estava mais bolachuda mas o pior era a barriga, a gordura estava anormalmente acumulada na minha barriga que estava maior, não que eu estivesse uma baleia, estava apenas gordinha.

E nem me importava minimamente com isso.

Deitei-me na cama e Rebekah veio ter comigo, trazendo-me um copo com água e um Buscopan que tomei de bom grado. Tentei descansar para não estar com mau aspeto para o jantar.

Acordei às cinco e pouco e sentia-me bem melhor, tomei um banho relaxante e vesti um vestido que disfarçava a minha nova barriga de gorda.

Eram quase sete quando recebi uma mensagem que me alegrou bastante.

A clínica de Saúde Health plus informa-o(a) que tem consulta de ginecologia marcada para o dia 17 deste mês, às 18:50, com a doutora Alice Cunnings.

Eu poderia muito bem dizer a Rebekah que como já tinha de ir ao médico nesse dia seria muito cansativo ir a dois e assim adiaria para o fim-de-semana seguinte.

Desci as escadas para receber Caroline que praticamente me esmagou no seu abraço de ursa.

- Estou a ver que ganhaste algum peso, é bom saber que ao menos não andas a passar fome — A minha amiga comentou satisfeita, tal e qual uma mãe galinha.

- Isso não é bem verdade — Rebekah surgiu atrás de nós cumprimentando Caroline. — Aqui a nossa amiga anda doente à quase um mês e recusa-se a ir a um médico.

Revirei os olhos sabendo que as duas se uniriam contra mim.

- Como assim doente? Porque é que eu não sei de nada disto?! — Ela olhou-me e pude ver a mágoa explícita naqueles olhos claros como água, senti-me uma amiga ainda mais péssima.

- Não sabia ainda bem o que ela tem mas é um problema de estômago, de certeza. Não consegue segurar comida quase nenhuma e ainda por cima passa a vida a comer porcarias, e isso nem sempre vomita, talvez seja por isso que anda a engordar — Rebekah prontificou-se a explicar, irritando-me. Porque é que ela tinha que se meter? — Mas felizmente ela concordou em ir ao médico este sábado, certo? — Ela olhou-me sorrindo.

Esbocei um sorriso falso, sentindo-me nervosa. Seria muito mais difícil convencer Rebekah com Care a ali presente.

- Não é bem assim... — Comecei, entrelaçando os dedos nervosamente. As duas fuzilaram-me com o olhar e encolhi-me com medo — É que eu recebi uma mensagem da clínica e já tenho uma consulta de ginecologia no sábado por isso...

- Ai sim? — Caroline disparou — A que horas?

- Às seis e cinquenta da tarde — Revelei a contragosto, se estivesse a falar unicamente com Rebekah nunca teria que dar estes pormenores e ela poderia ficar a acreditar que a consulta era a meio da tarde ou assim.

- Dá mais que tempo para ires ao médico antes, Elena. Nem penses em esquivar-te, vais nem que eu te arraste pelas orelhas!

Suspirei derrotada e fui-me sentar, passando através do tempo durante aquele longo longo jantar.

Felizmente a noite chegou e pude deitar-me, aconchegando-me entre as almofadas e agarrando-me à camisa de Damon com a qual dormia esta semana dado que as outras já haviam perdido o seu cheiro, eu estava a perdê-lo aos poucos e isso era doloroso, era simplesmente assustador. Ele nunca mais ligava, não dizia nada e o meu medo ia crescendo cada vez mais.

E se tivesse acontecido alguma coisa com ele? Eu não iria suportar perdê-lo ainda mais.

Chorei baixinho e chamei por ele toda a noite, como sempre fazia.

Damon... Damon... DAMON! Como é doloroso estar sem ti.

Notas finais
Reviews? Por favor gente...
E recomendações, não? Vocês já não recomendam há algum tempo :((
Grande capítulo não foi???
Até ao próximo, eles resolvem-se logo logo prometo ♥