Promises

28 Capítulo 27 - A conversa


Notas iniciais
Olá olá amores :D
Só para avisar que dia 29 vou de férias e só regresso no dia 7, vou postar um capítulo no dia 28 e depois só torno a postar por volta do dia 8,9 :D
O extra deste capítulo ainda não está finalizado, vou tentar concluir antes de ir de férias, se não conseguir mando quando voltar :x DESCULPEEEEM :(
Boa leitura.

Acordei revoltada comigo mesma por ter tornado a sonhar com aquela maldita e simultaneamente encantadora criança, o sonho era exatamente o mesmo, não havia nada que mudasse.

Olhei o corpo inerte de Damon no colchão a meu lado e uma enorme tristeza apossou-se de mim, porque é que eu não tinha direito a ter o meu pedacinho de Damon?

Eram sete da tarde mas o choro constante de Gracie durante a noite deixava-nos a todos esgotados.

Caminhei vagarosamente até à cozinha enorme da nossa habitação e peguei os meus comprimidos do cesto, o alarme do meu telemóvel lembrou-me que estava na hora de tomar a pílula e tal como no dia anterior engoli os comprimidos todos de uma vez. Já quase não tinha dores de barriga já que a minha alimentação andava a ser rigorosamente controlada.

Peguei numa manta e aninhei-me no sofá da sala, ligando a televisão.

O que se espera enquanto se está à espera.

Perfeito, era só isso que me faltava, um filme sobre uma data de grávidas e futuras grávidas. Revirei os olhos ao sentir lágrimas e mudei imediatamente de canal. Um filme qualquer desconhecido de aparente terror estava a dar no canal 3 e foi aí que deixei ficar. Não ligava muito às mortes que decorriam no enorme ecrã mas sempre era melhor do que a data de nascimentos que ocorriam no canal anterior.

Suspirei pesarosamente só de me lembrar que na manhã seguinte teria que ir ao estúdio para as gravações.

– Que estás a ver pequena? – A voz de Damon preencheu os meus ouvidos e senti um aperto no peito sentindo as memórias do sonho preencherem novamente a minha mente.

Encolhi os ombros sem vontade de responder. Ele sentou-se a meu lado e puxou-me para o seu colo mas algo dentro de mim repudiou esse ato e levantei-me de imediato. Ele pareceu magoado e ligeiramente confuso. Sorri atrapalhada.

– Hum, lembrei-me que tinha combinado ir a casa de Caroline – Menti sorrindo demasiado tentando tornar a minha mentira real – E estou atrasadíssima! Volto depois de jantar, talvez até fique lá a dormir, quem sabe? Dá um beijo meu à Gracie.

Saí apressadamente da sala sem sequer tornar a olhar para a mágoa espelhada no rosto de Damon, não sabia como lidar com ele, como ser normal e feliz junto a ele se tudo dentro de mim se despedaçava, talvez até acabasse por ser bom ir a casa de Caroline.

Mandei-lhe uma mensagem enquanto me vestia apressadamente, ansiosa por desaparecer daquela casa, a perguntar se poderia aparecer por lá. Recebi a sua resposta positiva segundos depois, sabia que podia contar com a minha amiga.

Liguei o motor do carro e arranquei a alta velocidade, quebrando todas as regras de trânsito, até que por fim cheguei à minha antiga moradia. Tinha saudades do convívio com Caroline, só de pensar no quanto a minha vida mudara neste ano e meio sentia-me um tanto ou quanto nostálgica.

Toquei à campainha e uma loira deslumbrante apareceu à porta, parecia feliz e isso deixou-me, consequentemente, mais alegre do que o que eu estava antes de chegar.

Caroline abraçou-me e eu retribuí com saudade.

– Bons tempos que passamos neste sítio! – Sorri maravilhada com as inúmeras memórias.

– Sem dúvida! – Ela acrescentou. – Então, Elena Salvatore, o que te traz aqui posso saber?

Encolhi os ombros desgostosa e ela percebeu que se passava algo de errado, como a boa amiga que era foi fazer-me um chocolate quente para depois nos sentarmos no sofá a conversar mas antes que pudessemos fazer isso alguém tocou à campainha.

Caroline bateu com a mão na testa e praguejou baixinho.

– Elena, esqueci-me completamente que tinha convidado o Klaus para jantar, desculpa! Queres que o mande embora subtilmente? – Percebi pelo seu tom de voz que não era isso que ela desejava.

– Não é preciso, Car. – Esbocei um sorriso forçado que ela não percebeu e saltitou animadamente até à porta.

– Boa tarde – Klaus cumprimentou Caroline com um beijo casto na bochecha e vi que trazia uma sacola das compras na mão – Trouxe vinho para o jantar.

– Que fofo, obrigada! – A loira agradeceu indo pousar as compras na cozinha.

– Olá Elena, não sabia que também vinhas – Ele cumprimentou-me também com dois beijos nas bochechas, que eu retribuí, e sorriu amigavelmente. Klaus era um doce de pessoa.

– Eu estou com uns problemas em casa e vim ter com a Caroline, eu não estava propriamente nos planos de hoje – Ele riu e passou-me a mão pelo braço

– Lamento que estejas com problemas.

– Pois, também eu – Suspirei e sentei-me no sofá, klaus permaneceu de pé, esperando por Caroline que chegou poucos segundos depois.

– O jantar é Pita Shoarma, gostam? – Ela perguntou animada, segurando um saquinho de preparado shoarma da Knorr.

– Nunca comi – Admiti encolhendo os ombros, com medo do que Caroline fosse inventar. Cozinha não era exatamente o ponto forte da loira.

– É, nem eu – Eu e Klaus entreolhamo-nos com medo.

– É ótimo, é uma receita de Israel que eu sei que vocês vão adorar! Vá, venham para a cozinha. Eu achei melhor não ser eu a fazer o tempero da carne e o molho para não estragar a receita…

Seguimo-la até à cozinha e ela ordenou que nos sentassemos na mesa enquanto ela começava a sua obra de culinária, começando por cortar carne de porco em tiras finas.

– Vá, Elena, podes começar a contar o que se passa! – Ela ordenou, de costas para nós, enquanto se preocupava em não cortar um dedo.

– Queres ajuda? – Ofereci-me.

– Não, hoje o mérito desta maravilhosa obra de ate será só meu! E não desvies a conversa, podes começar a contar. – Olhei para Klaus com nervosismo, sabia que ele era bastante amigo de Damon e não queria que o moreno soubesse o que ia na minha mente.

– Não, não vos quero incomodar com os meus problemas familiares – Desculpei-me esperando que Car desistisse do assunto, mas infelizmente não o fez.

– Não incomodas nada, desembucha. E o Klaus é bom ouvinte também – Ela olhou-nos, sorrindo, dando incentivo.

Merda.

– Elena, o que contares aqui hoje ninguém vai saber, está bem? – Klaus olhou-me transmitindo-me confiança. Entendi perfeitamente quem era aquele ninguém.

– Certo… — Suspirei derrotada, Car deu pulinhos de contentamento deixando cair um pedaço de carne ao chão. Ri e comecei a contar o que se passava, decidi ir direta ao assunto – Eu quero um filho e o Damon não quer, simples.

– O QUÊ? – Caroline gritou, virando-se por completo para mim, Klaus simplesmente parecia chocado – Queres o quê? Elena tu tens 22 anos, és demasiado nova para isso! Além do mais a tua carreira ainda mal começou e tu já queres interrompê-la? Perdeste o juízo?

Olhei-a com raiva, ela era a minha melhor amiga, o dever dela é apoiar-me, qual era o grande problema de eu querer um filho assim tão cedo? Era a minha vida e apenas eu sabia o que fazer com ela.

– Elena – Klaus pronunciou-se e eu olhei-o com desgosto, provavelmente ia-me dizer o mesmo que Caroline só que de uma maneira mais suave – A Caroline tem uma certa razão, a tua carreira acabou de começar e estás quase a concluir mais um filme que possivelmente será um grande êxito, não desperdices isso.

– Ouçam, quanto ao filme, mesmo que eu engravide não se nota a barriga até à conclusão das gravações. Eu sei que sempre quis ser atriz e ainda quero, mais ou menos, mas como é que vai ser quando eu for conhecida? Ter a minha vida exposta nas revistas para que todos tenham conhecimento dela não me parece algo agradável, eu ainda não sei o que quero fazer no futuro, sei que no presente quero muito criar uma família, é o que eu mais quero e gostaria que me ajudassem com isso, gostaria de poder contar com os meus amigos! – Inspirei fundo para conter as lágrimas.

– Desculpa Elena, eu só fiquei meia espantada com tudo isto e reagi mal, reconheço isso. Não estou a dizer que compreendo e que acho que estejas a fazer o correto mas, como tua melhor amiga, vou-te apoiar sempre – Sorri e abracei a loira, tornando a sentar-me já me sentindo mais bem-disposta.

– Não achas que devias conversar com o Damon e explicar-lhe o que nos explicas-te a nos? – Olhei para Klaus novamente nervosa. Não lhes queria dizer que morria de medo da reação dele, iam achar que eu era uma mariquinhas.

– Qual conversar qual é?! O Damon é um cabeça oca! Elena, sabes que mais? Devias engravidar sem ele saber! – Caroline fuzilou-nos com o olhar, pondo as mãos nas ancas e erguendo uma sobrancelha. Eu olhei-a chocada com aquela ideia completamente descabida.

– Sim e depois ficava mãe solteira. Hum, não, obrigada!

– Até parece que ele te ia deixar na mão! – Eu e Klaus reviramos os olhos perante aquela atitude extrema de Caroline.

– Car, não é isso que está em causa, mas sim os meus valores éticos que nunca me permitiriam fazer algo semelhante!

– Enfim, se depois não tiveres o que queres não digas que a culpa é minha. Vai lá conversar com ele então! – Ela pareceu ligeiramente ofendida por eu preferir a solução de Klaus ao invés da dela e não pude deixar de rir com isso. Mas logo tornei a ficar nervosa.

–Eu… tenho medo da reação dele… — Admiti, mordendo o lábio ao sentir os olhares dele em mim.

– Elena, pelo amor de Deus, tu vê se cresces! Até parece que ele morde – Caroline revirou os olhos e tornou a cozinhar – Se não falas tu, falo eu!

– Ok, está bem! Mas dá-me pelo menos uns dias para eu tentar pensar em alguma maneira suave de conversar com ele… — Pedi, em desespero.


– Dou-te uma semana, e estou a ser simpática, mas não passa disso.

Uma semana depois

O suor começava a espalhar-se por todo o meu corpo enquanto eu me aproximava do quarto onde Damon dormia tranquilamente, eu já sabia mais ou menos como iria iniciar aquela conversa mas o medo apoderava-se lentamente de mim. Quase não havia dormido de noite durante os sete dias que Caroline me dera de preparação e estava imensamente distante de Damon, tentava evitá-lo ao máximo pois não queria que ele percebesse que se passava algo.

Entrei no quarto, acendendo a luz do candeeiro da mesinha de cabeceira e passei a mão pelos cabelos negros e revoltos do meu amor.

– Damon – Chamei baixinho, não o querendo acordar demasiado bruscamente. Ele mexeu-se e voltou-se para o outro lado – Damon! – Tornei a chamar, ligeiramente mais alto. Ele piscou os olhos e por fim abriu-os, olhando-me com ternura.

– Bom dia, pequena! – Ergueu o rosto e deu-me um beijo casto nos lábios – Que horas são?

– nove e meia. Desculpa ter-te acordado tão cedo mas quero falar contigo há algum tempo e não conseguia esperar mais – menti, se pudesse esperaria mais três ou quatro anos.

Ele sentou-se e virou-se para mim.

– Eu notei que tens andado estranha estes dias, amor. Passa-se alguma coisa? Eu fiz alguma coisa? – Ele parecia aflito e sorri de leve procurando acalmá-lo.

– Nada amor, não fizeste nada. É só um assunto que eu tenho remexido…

Eu também não quero, crianças dão demasiado trabalho e são um bocado irritantes, não concordas?

As suas palavras invadiram a minha mente e o meu coração falhou uma batida. Estava na altura de ter aquela conversa, desse para o bem ou para o mal.

Rezei para que tudo corresse bem, para que Damon aceitasse ter um filho comigo, e pudessemos finalmente ser uma família a sério.

Ele amava Gracie e com certeza que, se eu usasse isso a meu favor, ele iria aceitar.

Eu apostava o meu dinheiro nisso.

Apostaria a minha vida se fosse preciso.

Pois eu, Elena Salvatore, merecia ser feliz.

Notas finais
Não coloquei a conversa com o Damon pois ficaria muito grandeeee, mais de 4mil palavras :x
Sem tempo para revisar o cap por isso desculpem os erros, é isso!
Por favor deixam o vosso review e estejam à-vontade para recomendar ahahah :D
Beijão!