Promises

27 Capítulo 26 - Bom demais


Notas iniciais
Sei que demorei mais desta vez e peço desculpa, o meu primo fez anos então tivemos a semana todo nos preparativos e tal (:
Acho que devem gostar deste cap :D
E quanto ao extra do cap passado, desculpem mas ainda não tive tempo de escrevê-lo por assim junto os extras do capítulo passado e deste e faço um mega extra :D
Boa leitura e encontramo-nos lá em baixo!

Já se havia passado quase dois meses desde o dia em que Hayley aparecera à nossa porta e nunca mais a haviamos visto, nem tinhamos intenções de o fazer.

Tudo corria às mil maravilhas, não havia nada que pudesse estragar a nossa felicidade. Aquele pequeno ser preenchia os nossos dias e tornava o ambiente mais leve. Rebekah vivia agora connosco para ajudar a cuidar da sua doce menina que era constantemente mimada pelos tios.

– Boa noite, pequena – A voz de Damon arrastou-me parcialmente até à consciência mas eu resisti, tentando voltar a dormir, murmurei algo incoerente e virei-lhe costas. Ele riu e passou a mão pelos meus cabelos, num carinho bem acolhedor que rapidamente me fez voltar a sonhar.

Eu estava num grande prado e junto aos meus pés, num enorme tapete de relva viçosa e grande, estava uma enorme toalha de piquenique coberta pelas mais variadas comidas, desde bolachas a sandes de leitão, passando por doces e salgados.

O Sol estava bem alto mas não era demasiado forte, talvez estivessemos na Primavera, era complicado precisar. Havia um lindo e robusto ipê em tons de rosa que cobria imenso espaço protegendo-nos da claridade excessiva.

Sorri perante aquele sítio de tirar o fôlego.

Notei que haviam seis pratos de plástico, uns em cimas dos outros e achei aquilo bem estranho, afinal quem mais poderia estar naquela saída de família além de Damon, eu, Stefan, Rebekah e Caroline? Grace não comia no prato…

Franzi o sobrolho confusa e comecei a procurar pela minha família, notei que havia um amontoado de vultos mais à frente e aproximei-me devagar sentindo o sol aquecer-me as costas, fazendo-me derreter naquele toque cálido de ternura.

Junto a um lago de água cristalina e límpida a minha família brincava e ria toda junta. Abracei Damon por trás e depositei um beijo nas suas costas másculas, sentindo o seu corpo quente esquentar o meu, fazendo a minha mente viajar para um ambiente completamente diferente.

Rebekah e Stefan cuidavam da sua amada Gracie e reparei que, junto às pernas da loira, estava um pequeno ser, lindo demais para ser real.

O menino tinha uns olhos azuis intensos num tom completamente surreal, como se as ondas do mar retumbassem contra aquelas retinas, emitindo um brilho próprio, seduzindo como o próprio mar seduzia muita gente. O seu cabelo era escuro e liso e parte dele tapava um pedaço daqueles olhos que deveriam ser emoldurados, eles eram idênticos aos de Damon.

O rapaz sorriu extasiado e correu até mim, saltando para o meu colo. Agarrei-o de imediato, preocupada sendo que ele me parecia tão frágil e delicado. Por algum motivo eu sentia que era meu dever proteger aquele ser, nem que fosse necessário oferecer a minha própria vida.

Senti-me tragada por aqueles olhos únicos e não pude deixar de sorrir ao contemplar a sua beleza extraordinária que me deixava sem fala.

Beijei o topo daquela cabecinha pequenina e senti-me imensamente feliz, senti-me completa, como se o meu lugar no mundo houvesse sido estabelecido por fim, o meu verdadeiro propósito de vida.

– Eu amo-te muito, mamã! – A criança falou e eu despertei com um enorme sorriso no rosto sentindo-me totalmente extasiada e feliz.

XxX

Talvez fosse do recente clima na casa mas a verdade e que cada vez mais eu perdia o meu tempo a imaginar como seria ter o meu próprio filho, eu amava cuidar de Grace, amava o seu rosto pequenino e os seus dedinhos quentes que muitas vezes gostavam de puxar os meus longos cabelos.

Porém eu sabia que era só a tia, não tinha voto na sua educação ou na maneira como eram abordados os problemas relacionados com ela. Eu queria um ser minúsculo meu, do qual eu pudesse cuidar e amar incondicionalmente, até ao fim dos meus dias.

Damon entrou no quarto nesse momento, com um tabuleiro com sumo de laranja natural e algumas panquecas. Sorri perante o seu ato romântico e indiquei que se sentasse a meu lado na cama.

– Obrigada amor – Beijei a sua face e concentrei-me na comida. Quando acabei sentia-me cheia, mas satisfeita.

Vi que havia uma barra de chocolate e um rebuçado de mentol na mesa de cabeceira e acabei por comê-los também. Sentia-me com sede e fui à cozinha, como não havia ninguém por perto bebi diretamente do pacote.

Quando regressei ao quarto Damon ainda estava à minha espera com um sorriso divertido no rosto.

– Alguém estava com fome… — Brincou, puxando-me para o colo dele.

Torci o nariz.

– É, eu ontem estava tão entusiasmada a adormecer a Gracie e a olhar para ela que acabei por me esquecer de aquecer o jantar que vocês me deixaram – Encolhi os ombros sentindo pena do meu querido estômago e pedi-lhe mentalmente desculpas pela abstinência, prometendo que não se repetiria.

Ele riu-se e depositou um beijo calmo nos meus lábios permitindo-me sentir a textura suave dos seus, que roçavam ao de leve provocando todo o meu ser. Bastava um simples toque para todo o meu corpo se incendiar perante Damon.

Ele aprofundou o beijo e eu puxei-o mais para mim, entrelaçando os nossos corpos, desesperada por senti-lo o mais próximo de mim possível.

Senti a temperatura daquele pequeno cómodo aumentar consideravelmente, enquanto a sua talentosa boca percorria o meu pescoço, fazendo-me tremer de anticipação. Deixei as minhas mãos passearem ao longo daquele corpo escultural e mordisquei promiscuamente aquela carne tentadora do seu ombro.

O meu desejo carnal por aquele homem não conhecia limites. Senti-me dominada por uma corrente de prazer enlouquecedora que me desesperou até ao âmago, eu tinha que senti-lo simplesmente tinha.

Atirei o seu corpo para cima da cama, encaixando-me em cima da sua barriga, cercando aquele corpo pecaminhoso com as minhas coxas, tirei a minha camisa de noite num movimento súbito ficando exposta àquele olhar canibal. Baixei os lábios em direção à maçã de Adão que subia e descia constantemente devido à instabilidade da respiração de Damon, os meus lábios percorreram um caminho sedutor, até à parte de baixo do abdómen, sugando e lambendo aquela tez morena coberta de uma fina camada de suor. Sem aviso prévio retirei-lhe as calças e engoli aquele membro pulsante de uma só vez, fazendo-o gemer alto e bom som o meu nome, misturado com uma nota tentadora de prazer indescritível. Continuei a dar atenção àquela parte delicada do seu corpo, realizando movimentos de vai-vem, alterando as velocidades de modo a levá-lo ao extremo da loucura. Com uma mão acompanhava os movimentos da boca enquanto que com a outra apertava suavemente o seu saco. A minha língua pressionava a sua glande com uma certa violência, e era notável que ele estava a apreciar aquilo. Os seus gemidos roucos, os puxões no meu cabelo, o pouco líquido que por vezes vertia indicavam que ele estava quase a chegar ao climáx.

Acelerei os movimentos, feliz por saber que lhe estava a proporcionar prazer e espantada por perceber que isso também me agradava a mim, saber que eu exercia um efeito tão intenso nele. Mas, antes que ele pudesse libertar toda aquela tensão acumulada, ele parou-me. Puxou os meus lábios em direção aos seus, num beijo selvagem que nos deixou sem ar, as nossas línguas competiam ferozmente, os nossos lábios inchava e adquiriam pequenos cortes tamanha era a urgência dos nossos corpos em unirem-se.

– Elena… Eu não… aguento… mais… Preciso de ti… Agora! – Ele arfou, no meio de beijos molhados e gemidos deliciosos. Voltei a deitá-lo na cama mas dessa vez, em vez de me sentir em cima da sua barriga, desci lentamente sob o seu membro hercúleo, sentindo-o preencher-me por completo. Aquela sensação foi tão intensa que um grito alto escapou da minha garganta e antes que recobrasse os sentidos as suas mãos masculinas já pousavam na minha cintura com urgência, erguendo o meu corpo para depois o baixar com pressa.

Empurrei as mãos de Damon para as minhas coxas, para que pudesse ser eu a ditar o ritmo e comecei a cavalgá-lo loucamente, sentindo-o entrar e sair com violência, a ir bem fundo, como se fosse encontrar o meu fim. Apoiei as mãos no seu estômago para ter mais impulso e proporcionei-nos uns excelentes minutos de puro prazer.

– Ah, isso… Elena! – A minha voz parecia perdida pois não encontrava nenhuma coerência quando ouvia os gemidos do meu amado.

Tornei a beijá-lo com paixão, com fervura e o meu coração saltou uma batida quando Damon inverteu as posições e se colocou sobre mim, atirando-se contra mim com vontade. O som dos nossos sexos a chocarem com selvageria aumentava ainda mais a minha libído, parecia que o meu corpo ia explodir.

Damon deslocou três dedos até ao meu clitóris inchado, massajando com força, aplicando a pressão necessária para que fosse o meu fim.

Explodi num delicioso orgasmo, e ao sentir as paredes contraírem à volta do seu membro, o meu amor seguiu-me após poucas mais estocadas, deixando o seu corpo abater-se sobre o meu, completamente exausto.

– Uau! – Exclamei, fitando o teto branco do nosso quarto completamente pasma.

– Isto foi… — Ele começou, calando-se, procurando a palavra certa.

– Divinal! – Concluí.

– Sim dúvida, foi bom demais. Vou ficar ainda mais viciado! – Ri e deitei a cabeça no seu peito, ficando a sentir o carinho agradável que ele fazia no meu cabelo. Fechei os olhos e entreguei-me à inconsciência.

XxX

Vesti-me e ia lavar os dentes quando o meu estômago revirou por completo. Corri até à sanita e despejei tudo o que tinha no estômago, todo o meu pequeno-almoço a ir pelo ralo. Mesmo depois de vomitar a minha barriga continuava a reclamar doidamente e eu contorcia-me de dores. Estava muito mal, tanto que comecei até a vomitar em seco.

Fiquei assim o resto do dia e Damon estava a entrar em desespero pois nada parecia curar a maldita dor, os remédios faziam efeito mas mal acaba as dores voltavam, em grande.

Farto de me ver naquele estado o meu amor achou que deveriamos ir até ao hospital e no caminho até lá algo ocorreu-me.

Será? Não… Mas e se for?

O meu rosto iluminou-se e senti a minha pulsação aumentar consideravelmente, e se eu estivesse à espera de um filho de Damon? Apeteceu-me dar pulinhos de alegria só de imaginar um bebé moreno de olhos azuis correr pela casa, fosse menino ou menina.

Mas nada disse, limitei-me a rezar para que fosse isso.

Chegamos aos hospital e após esperar umas boas horas nas urgências fui fazer os exames necessários até ser novamente reencaminhada para a sala de espera para aguardar pelos resultados.

Eu não parava de imaginar como seria se fosse um bebé, como Damon seguraria a minha mão de felicidade e dissesse algo do género “Eu sempre quis ter um bebé!” ou “Nem acredito que este pequeno milagre aconteceu”. Quase comecei a chorar de emoção quando uma enfermeira chamou alto e bom som o meu nome.

Eu e Damon acompanhamos a senhora de idade até um pequeno consultório onde um médico jovem e bonito nos aguardava com um simpático sorriso no rosto.

– Boa tarde – Cumprimentou com um aceno de cabeça – Então, Elena? Como estás?

– Bem… — Respondi ansiosa que ele me desse a notícia, ele olhou-me confuso e apressei-me a acrescentar – Bem, dentro dos possíveis, logicamente. Dói-me imenso a barriga mas espero que não vá morrer – Ele sorriu de canto e negou com a cabeça claramente divertido com o meu à-vontade.

– Não, duvido muito que uma gastroenterite possa ser algo fatal, ainda por cima descoberta no próprio dia – Ele riu e eu olhei-o sentindo o chão abrir-se debaixo dos meus pés. Senti-me cair na escuridão e afoguei-me naquele enorme pesar.

– Uma… uma quê? – Repeti ainda sentindo aquela ridícula esperança de que talvez tivesse ouvido mal, que o médico tivesse trocado as minhas análises com a de outra paciente qualquer.

– Gastroenterite, Elena — Ele repetiu, como se eu fosse apenas um criança – É uma…

– Sim, eu sei o quê – Comentei abatida, interrompendo o médico sem delicadeza – Então não estou grávida é isso? – Perguntei, sentindo lágrimas teimosas arderem na garganta, mas eu não ia chorar.

Senti Damon ficar tenso a meu lado mas nem liguei.

– Hum, é só mesmo uma gastroenterite. Vou-te receitar um antibiótico, que quero que tomes durante cinco dias seguidos, ao almoço e ao jantar e uma pequena dieta durante uma semana, certo?

Limitei-me a acenar, ainda sentindo como se o meu mundo tivesse desabado. Nunca tinha percebido o quanto eu queria filhos, mas agora sabia que desejava ter um, ou mais.

– Elena…? – Damon chamou, quando estavamos no carro a caminho de casa.

– Hum? – Respondi meia distante.

– Tu queres filhos? — Ele disparou a pergunta com uma nota de irritação na voz, o seu sobrolho estava franzido e ele olhava para a estrada com cara de poucos amigos.

– Não – Menti, numa voz apagada. O seu suspiro de alívio magoou ainda mais do que saber que a minha semente era apenas um problema mínimo de barriga e senti os olhos arder, voltei o rosto para a janela, para que ele não pudesse ver as lágrimas que ameaçavam cair.

– Ah, ainda bem então! Eu também não quero, crianças dão demasiado trabalho e são um bocado irritantes, não concordas? – Ele falava entusiasmado, limitei-me a acenar e a desaparecer no meio da minha imensa dor.

Notas finais
Reviews? Recomendações? :D
Coitada da Elena, não? :x
Aproveitem este capítulo porque penso que não gostarão do próximo! ahahah
Quem quer o extra já sabe (: