Promises
26 Capítulo 25 - Pequena Surpresa
Notas iniciais
Espero mesmo que gostem ^^
Vai acontecer algo que eu julgo que todos irão gostar!! Hihihihi (:
– Elena, eu gostaria de falar contigo – Klaus pronunciou-se após Caroline se ter retirado para o quarto. Olhei-o ainda meio aturdida pelas farpas que os dois haviam trocado, claramente eu estava a perder muita coisa mas assenti. – Então é o seguinte, creio que sabes que o filme no qual estreaste deu bastante lucro, foi um êxito de bilheteira, em parte por ter protagonistas bastante apelativos, mas não é para discutir isso que aqui estou. Contactaram-me várias agências esta semana…
– E? – Incentivei já completamente nervoso, ele tinha um sorrisinho satisfeito no rosto e eu já desconfiava do que ele ia dizer mas não conseguia não me sentir ansiosa.
– Foste convidada para inúmeras campanhas e audições para filmes, tanto tu quanto Damon!
Dei um gritinho de alegria e comecei a dançar pelo apartamento, Caroline saiu do seu quarto para ver o motivo de tal histerismo e não deixou de rir com a cena voltando rapidamente para o quarto. Antes que pensasse duas vezes atirei-me para o pescoço de Klaus dando-lhe um enorme beijo na bochecha.
– ah, obrigada Klaus, muito muito obrigada! Eu devo-te tudo – Agradeci extasiada pelo que havia acabado de ouvir.
– Não me agradeças, só estás nesta posição devido ao teu talento! – Ele elogiou e tornei a abraça-lo. – Eu envio-te mais tarde tudo por e-mail e diz ao Damon que também envio para ele as propostas que lhe foram feitas.
– Certo, fico à espera! – Esbocei um sorriso rasgado e peguei na minha mala que estava caída na entrada. – Hum, eu vou-me embora, é que parece que vocês têm muito que conversar, adeus!
Fui-me embora sem sequer ouvir a resposta dele e segui até ao loft de Damon extremamente entusiasmada e ansiosa para lhe contar as novidades.
E foi o que fiz, ele celebrou comigo nessa noite, de uma maneira que só nós os dois sabiamos como.
XxX
Já se havia passado quase um mês desde as Maldivas e Stefan parecia estar a superar mais ou menos bem a perda da sua filha, em parte por causa de Rebekah, os dois tinham-se conhecido numa festa a que eu e Damon o levaramos e eles desenvolveram um interesse mútuo nessa mesma noite, desde então haviam-se tornado uma casal simplesmente amoroso.
Katherine já não se importava com a minha relação e de Damon, até nos havia desejado felicidades mas ainda me parecia que a morena sentia algo por ele, mas era bom vê-la tentar lidar com a situação. Eu nunca mais tivera notícias de Tyler ou Matt, ao que parecia Caroline cortara relações com Tyler e ele havia voltado para a sua Terra Natal.
Escolhi um vestido curto entusiasmada com o plano que Damon havia desenvolvido. Iriamos num encontro duplo, nós o Stefan e a Rebekah. Eu havia convidado Rebekah, após passar dias e dias a falar com a loira, em parte devido a Stefan que a trazia muitas vezes ao loft de Damon onde ele morava naquela altura. Ela era uma pessoa excecional.
Agora estavamos os três na nossa nova casa maravilhosa. Nós haviamos dito que não queriamos nada muito grande mas tinhamos encontrado um casa, com cinco quartos, que era linda demais e a um preço irresistível.
Finalmente haviamos encontrado o nosso cantinho e estava a ser perfeito morar com a minha família de novo.
Estavamos quase a chegar ao final de Outubro, e as coisas corriam na perfeição, eu e Damon apareciamos em inúmeras campanhas publicitárias devido ao sucesso do nosso filme, eu estava de momento a protagonizar uma heroína num filme de comédia enquanto Damon se ficava pelos anúncios de perfumes e boxers, dado que ainda não havia recebido uma proposta que lhe agradasse.
Stefan e Rebekah começaram a namorar à cerca de quatro semanas e estavam os dois muito felizes, Stefan parecia estar a recuperar a perda da sua filha da qual Rebekah desconhecia a existência, algo que eu e Damon reprovavamos.
– Amor, estou bem? — Perguntei dando uma volta na frente do meu namorado. Ele olhou-me com desejo e depositou-me um beijo no pescoço que me arrepiou por completo.
– Estás perfeita!
Fomos chamar Stefan que ainda não sabia que Rebekah havia regressado da viagem de negócios que tinha feito pelo que seria uma surpresa para ele.
Fomos até um restaurante perto da praia, com um aspeto amigável e quando Stefan viu Rebekah a sua face iluminou-se como uma criança no Natal.
O encontro correu bem, falamos de coisas banais e eu achei que nada podia correr mal naquele dia, mas estava completamente enganada.
Estavamos a chegar a casa quando notamos um vulto parado em frente à porte de entrada, completamente oculto nas sombras de modo a que se tornava impossível descortinar de quem se tratava. Parecia ser uma mulher pela baixa estatura e corpo esguio mas segurava algo na mão.
Stefan e Damon foram à frente enquanto eu e Rebekah seguiamos atrás deles olhando para o alpendre com curiosidade e um certo receio, afinal o que estaria alguém a fazer à nossa porta a meio da noite?
– Quem está aí? – Damon perguntou numa voz dura que ecoou pela escuridão, pelo vazio da noite.
A mulher deu um passo em frente, sendo varrida pela luz do candeeiro de rua. Quando a reconheci senti o meu corpo estremecer com medo do que aquela lunática tivesse vindo fazer.
Stefan caiu de joelhos parecendo completamente derrotado e foi aí que reparei que, envolta em mantas, estava uma linda bebé que dormia calmamente nos braços de Hayley.
Aproximei-me com cautela com receio que ela me agredisse ou insultasse.
– Posso entrar? – Ela perguntou cabisbaixa. Eu limitei-me a acenar e abri a porta conduzindo-os, através do enorme hall de entrada, até à sala de estar.
Indiquei-lhe o sofá, para que ela se sentasse. Stefan estava encostado à parede mais afastada e parecia que se encontrava numa espécie de transe, Damon esquartejava Hayley com os olhos, Rebekah estava ao lado de Stefan parecendo completamente perdida e percebi que teria de ser eu a mediadora daquele encontro.
– Hayley o que estás a fazer aqui? – Perguntei num tom de voz incisivo tentando não me derreter a olhar para a menina linda que ela tinha nos braços.
Ela baixou o rosto, escondendo-o dos nossos olhares curiosos e começou a falar num tom de voz cansado.
– Primeiro de tudo eu vim aqui pedir desculpa, sobretudo a ti Stefan – Ela olhou Stefan que desviou o olhar com ódio, fitando um ponto qualquer distante. Hayley pareceu reprimir as lágrimas mas não se deixou calar – Eu sei que errei muito contigo e te tratei de forma injusta mas eu não estava bem, eu estava emocionalmente abatida devido ao choque, eu fui ver um psicólogo depois de tudo o que a Elena me disse e melhorei bastante, sei que não está no meu direito pedir isto, mas gostaria que me desculpasses – Quando viu que não obteria resposta ela voltou-se para mim – E também queria pedir o teu perdão Elena, fui bastante injusta contigo.
– Foste sim, mas não sou de guardar rancor de ninguém. Eu desculpo-te mas não quer dizer que vá esquecer tudo o que me disseste e tudo o que fizeste ao meu irmão. – Falei sem muito carinho, não gostava dela mas não queria problemas com ninguém.
– Eu compreendo… Stefan será que eu poderia falar a sós contigo? – Ela perguntou sem muita esperança já sabendo que a resposta seria negativa.
– O que quer que tens a dizer podes dizer na frente dos meus irmãos e da minha namorada – Ele frisou bem a última palavra e pude sentir Hayley estremecer, eu não sei o que ela esperava com esta visita, que Stefan saltasse para os seus braços e que eles caminhassem juntos até o por-do-sol?
– Eu queria que tu conhecesses a Grace – Ela sorriu e estendeu o pequeno embrulho, Stefan caminhou lentamente até aos braços estendidos do seu antigo amor, com a dúvida estampada no rosto. Ele pegou com muito cuidado na sua filha, que ainda dormia e fitou-a em adoração. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto, aterrando na manta rosa que envolvia aquele bebé pequeno.
– Olá meu amor – Ele segredou para não acordar a pequena – És tão linda, minha filha.
Ao fundo da sala ouvimos um barulho abafado de exclamação, Rebekah aproximou-se a passos largos parando mesmo em frente a Stefan.
– Desculpa?! O que é que tu lhe chamaste? – Ela exaltou-se acabando por acordar a menina, Grace, que começou a chorar descontroladamente. Stefan tentou passá-la a Hayley mas esta recusou parecendo em pânico.
– Porque é que a acordaste? Ela nunca mais se vai calar, ela é impossível! – Hayley falava descontroladamente afastando-se da filha como se ela tivesse lepra.
– Ela é tua filha, eu acho! Devias cuidar dela, não recusá-la! – Rebekah falou encarando friamente a morena de olhos verdes.
Chocando todos os presentes na sala, Rebekah arrancou Grace dos braços de Stefan que não sabia o que fazer e começou a embalá-la cantando uma bela melodia.
A pequena rapidamente se calou tornando a cair num sono profundo.
– tu não és nada impossível, pois não doce? – Ela falou com carinho passando a bebé à mãe. – Agora, se não se importam gostaria de saber o que se está a passar.
Stefan segurou a mão da sua amada e conduziu-a até ao sofá e começou a contar-lhe tudo desde o princípio. Quando acabou o longo relato a loira mantinha o rosto impassível, sem demonstrar as suas emoções.
– E o que é que planeias ao trazer a criança aqui? – Ela perguntou olhando para Hayley que encarava todos na sala com nervosismo.
– Eu queria saber se o Stefan gostaria de ser o guardião legal dela. A verdade é que eu não presto enquanto mãe e eu gosto da minha filha, não a amo, mas gosto dela e quero que ela esteja bem cuidada e seja amada, ela só pode ter essas coisas com Stefan. Eu arrependo-me de lhe ter negado a Grace mas graças a Elena eu percebi que errei e tinha que emendar tudo. Stefan, queres ser o pai que ela merece? – Ela quase implorava com lágrimas nos olhos. Stefan pareceu deleitado com aquele pedido mas o seu olhar caíu sobre Rebekah, no fim a decisão seria dela também.
– Amor, eu estou completamente apaixonado pela minha filha, eu sempre quis ser pai e sei que a Hayley não tem o direito de aparecer assim do nada e confundir assim a nossa vida, desorganizando-a. Mas eu tenho responsabilidades e quero assumi-las, eu quero amar esta pequena cada dia da minha humilde vida, quero vê-la crescer, acompanhar os seus primeiros passos e palavras, os seus sorrisos, com e sem dentes, o seu primeiro amor, quero estar presente em todos os momentos significativos da vida desta criança. E eu amaria que estivesses a meu lado, amaria ter o teu apoio, o teu amor incondicional, queria segurar a tua mão de felicidade por vê-la chamar-me papá pela primeira e sei que é pedir muito mas gostaria que amasses também. Rebekah, eu amo-te, a verdade é esta. Em tão pouco tempo fizeste-me ver que és uma mulher a sério, que és quem eu mais necessito neste mundo, sei que provavelmente preferias cuidar de uma criança que fosse realmente tua e por isso eu tenho a noção que ao assinar os papéis para ser o guardião vou-te perder e com isso vou perder uma parte de mim… — Ele deixou uma lágrima cair pela sua bochecha rosada e o meu coração doeu ao testemunhar o sofrimento do meu adorado irmão, porque é que uma vez na vida ele não podia ter direito a ser feliz?
– Stefan eu… — Rebekah começou, respirando fundo, lágrimas e mais lágrimas vertiam daqueles lindos olhos e eu não entendia bem o porquê. – Eu… não posso ter filhos! Eu tenho uma obstrução bilateral das trompas e isso impossibilita-me de ter filhos. Eu sempre quis criar uma família, é o meu maior sonho e infelizmente eu sempre pensei que não podia realizá-lo, mas graças a ti isso mudou. Eu também te amo, Stefan e ter uma família contigo é, agora, o meu maior desejo. Eu vou amar esta pequena como se ela fosse minha e nós vamos ser muito felizes, sei que é precipitado, sei que deviamos ir com calma mas esta linda menina não pode esperar e vamos tratar de amá-la o mais rápido possível.
Os dois abraçaram-se e não pude deixar de me sentir comovida com aquela cena, Damon roubou-me um beijo e secou as lágrimas que eu nem notara que haviam caído. Abracei-o sentindo-me imensamente carente e afundei o meu rosto no seu pescoço.
– Nunca me deixes, eu não sei viver sem ti – Confessei, sentindo o pânico percorrer todo o meu corpo só de imaginar a sua ausência. Abracei-o com mais força, praticamente esmagando-o contra mim.
– Pequena, o que é isso? Achas mesmo que ia deixar o amor da minha vida? – Ele beijou o topo da minha cabeça e eu sorri deslumbrada, Damon era perfeito e meu, eu era uma sortuda.
Seguimos todos para a sala de jantar para tratar do que era necessário.
Grace havia nascido dia 3 de Setembro, tinha agora oito semanas certas, ainda era um pequenino bebé incrivelmente amoroso.
Quando estava tudo tratado, Hayley foi ao carro buscar as coisas necessárias para a bebé e ficou combinado de no dia seguinte irmos à sua nova casa buscar a mobília dela, ela hoje teria que dormir na baby cock.
Aproximei-me de Stefan, após a saída de Hayley,e fiquei a babar enquanto fitava Grace.
– Posso? – Perguntei encantada ao meu irmão que me estendeu a sua filha.
– Olá amor da titia, tu és tão linda não és? – Falei com vozinha de bebé e uns olhinhos verde esmeralda lindíssimos fitaram-me, um sorriso sem dentes desenhou-se no rosto de Grace e eu sorri completamente apaixonada. Não era por ser minha sobrinha, mas ela era linda.
Damon aproximou-se e roubou-me a pequena, eu resmunguei e ele apenas riu.
– Deixa a tia Lena, o tio Damon é que é porreiro, vais gostar muito mais de mim vais ver, piolhinho – Eu bati-lhe no ombro e fiz biquinho.
– Damon ela ainda é pequena demais para entender as tuas mentiras – Stefan riu-se e aproximou-se de nós.
– Que acham delas, padrinhos? – Fiquei em choque ao ouvir o que ele disse, quando por fim processei a informação saltei para o colo do meu irmão enchendo-o de beijos na cara.
– Obrigada, eu nem acredito que vou ser madrinha desta coisinha adorável! Que sonho, que sonho! – Afirmei completamente entusiasmada.
Damon agradeceu, reclamando que o meu barulho estava a incomodar a sua “afilhadinha” roubando risos a toda a família, era isso que nós eramos, uma família, uma verdadeira família feliz.
Ficamos a noite toda a adorar aquele pequeno ser que iria trazer imensa luz e alegria àquela enorme casa.
Notas finais
Mereço reviews? Recomendações? (:
Quem comentou cap anteriores e pediu o extra já sabia todos os detalhes da história da Rebekah hihihi :b
Quem tem saudades de um hot Delena hein? Kkk :b
Eu espero que estejam a gostar da fic, eu sinceramente nem sei já que apenas 8% dos leitores comentam, isso deixa-me mesmo muito triste caramba :(
Quem quer o extra já sabe (:
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