Promises

16 Capítulo 15 - Sê feliz


Notas iniciais
Olá, aqui está o novo capítulo.
Tenho que dizer que fiquei extremamente descontente com a quantidade de reviews do capítulo anterior por isso é que demorei tanto a postar.

A noite estava gélida, as rajadas de ar glacial arranhavam-me o rosto como se me dissessem para voltar atrás mas eu não podia desistir, não agora que já havia andado uns bons quilómetros e entrado nos mais variados bares.

Estava prestes a desistir quando entrei num bar com um ambiente assustador, cada indivíduo que lá estava usava unicamente roupas de cor preta e tinha, no mínimo, 7 piercing visíveis. O medo apoderou-se de mim mas não me deixei abater pois quando estava prestes a ir embora vejo uma miríade de cabelos castanhos ondulados a voar na pista de dança.

Katherine grudava-se a dois homens, dançando sem pudor, que provavelmente eram procurados pela polícia em mais de cinco estados. Caminhei até ela num passo apressado e agarrei-lhe no braço.

– Vamos embora! — Ordenei, tentando puxa-lha. Os homens olharam-me com desagrado e eu limitei-me a retribuir o olhar.

– Quem és tu? — Perguntou, nitidamente alterada pela bebida e sabe-se lá mais o quê. — Larga-me!

– Ouviste-a, agora larga-a que ela está a divertir-se — Uma voz arrastada arrepiou-me até aos cabelos da nuca. O cheiro a álcool misturado com tabaco infiltrou-se nas minhas narinas fazendo-me tossir.

– Katherine — Ralhei — Já sabes que o que estás a fazer não é correto! Para de descarregar a tua raiva nestes dois homens que não tem culpa de nada — Eles olharam-me curiosos e não pude deixar de sorrir internamente, satisfeita com a minha audácia — Não podes desejar que as outras pessoas fiquem doentes como tu. Queres mesmo desgraçar a vida deles ao ponto de lhes passares SIDA? Tens que aprender a lidar com...

– Hum, nós... Nós temos que ir, com licença — Pediram, interrompendo-me, saindo atarefados da nossa beira.

Segurei Katherine pelos ombros e arrastei-a até ao exterior do estabelecimento, chamei um táxi e indiquei-lhe a minha morada. Felizmente Caroline ainda estava acordada, a loira falava ao telemóvel com alguém, provavelmente Klaus, andado de um lado para o outro da sala. Parecia feliz.

Por fim desligou e aproximou-se de mim que estava no sofá a tentar que Katherine parasse de tentar levantar-se.

– Desculpa, era o Tyler – Fiquei surpreendida mas infelizmente tive que guardar as minhas perguntas para mais tarde. – Ela está bem mal, Elena. O que aconteceu?

Expliquei, muito brevemente tudo o que se tinha passado, desde que ela se inflitrara no apartamento de Damon até à parte em que eu, com remorsos, a fora procurar.

– Elena! – Gritou a minha amiga loira, claramente chateada – Tens que parar de te preocupar tanto com os outros. Quando é que vais começar a cuidar da tua felicidade? Não que eu ache que o Damon seja propriamente a pessoa indicada mas se estavas feliz… Porquê estragar isso?

Baixei os olhos para as minhas mãos entrelaçadas sentindo nos meus ombros o peso da verdade daquelas palavras. Eu tinha o direito de ser feliz, porque é que não reclamava esse meu direito? Porque é que vivia constantemente a deitar-me abaixo para que os outros pudessem subir? Sim, eu amava ajudar mas amava-me a mim primeiro, ou pelo menos deveria faze-lo.

– Tens razão – murmurei inaudivelmente, presa no interior da minha redoma de vergonha e tristeza. Tudo o que eu queria neste momento era estar nos braços do meu amor, saber que ele me amava e que iria cuidar de mim. O meu anjo da guarda.

– Agora vamos cuidar desta cabra antes que ela recupere a lucidez e te queira decapitar — Caroline olhou com desagrado para a morena atirada para o sofá e pegou nela, com a minha ajuda, e carregamo-lá até ao quarto-de-banho. Enchemos a banheira com àgua e demo-lhes um banho gelado. Ela pareceu ficar mais desperta mas ainda estava um bocado a leste.

Depois de lhe enchermos o estômago deitamo-la na minha cama e fomos até à sala.

– Pensaste no que te disse? – Perguntou a minha amiga loira olhando-me nos olhos, transmitindo-me a sua força, algo que eu agradeci mais do que qualquer outra coisa. Acenei não tendo coragem para responder. – Eu só quero que pares de sofrer de uma vez por todas…

– Eu sei… — Respondi sentindo os olhos encher-se de lágrimas. – Mas eu não podia deixá-la sozinha, é contra a minha natureza, e precisava de lhe pedir desculpa pelo que disse… Eu quero ser feliz, eu amo o Damon, eu conheço-o melhor do que me conheço a mim mesma, afinal nós fomos feitos um para o outro… Só consigo ser eu mesmo quando estou com ele. Ele faz-me sorrir, algo raro, por causa dele consegui superar tanta coisa. Ele ensinou-me a ser forte usando as minhas fraquezas, ele é o meu herói, Caroline. E eu amo-o mais do que alguma vez amei alguém. – Respirei fundo, absorvendo ar após tamanha declaração de amor, as lágrimas grossas rolavam pelo meu rosto turvando-me a visão. Eu não podia perder o Damon outra vez, não podia!

POV Katherine

Regressei tropegamente ao quarto onde as dois me deitaram, ouvir as palavras de Elena fizeram-me pensar nas minhas atitudes. Eu não sabia o que se passava comigo, não sabia porque havia agido com tanta imaturidade, eu já não me conhecia. Deixei-me estar debaixo das mantas, eu só queria cair na inconsciência de uma vez por todas, para não ter que pensar em mais nada daquilo. A minha cabeça latejava rudemente trazendo-me, aos poucos, de volta à realidade.

Eu estava mais do que surpreendida pela atitude de Elena, ela fora atrás de mim apenas para me pedir desculpa e por preocupação. Ela preocupara-se com alguém que não a queria ver nem pintada de ouro. Era tão boa pessoa mas tão inocente.

Doía vê-la com o amor da minha vida, a faze-lo mais feliz do que eu alguma vez o fiz. Doía tanto que às vezes sentia o peito a atrofiar devido ao mais puro desgosto.

A porta abriu-se devagar e uma cabeça morena espreitou para a escuridão.

– Podes entrar – Murmurei baixo sentindo um nó formar-se na mnha garganta.

Elena aproximou-se devagar, sentando-se na ponta da cama.

– Eu… eu só queria pedir desculpa pela maneira como agi, não te devia ter rebaixado daquela forma – Não conseguia distinguir a sua expressão no meio de todas aquelas trevas mas soube que ela chorava, a sua voz denunciava-a.

– Eu também peço desculpa – disse a contragosto, tentando agir com a cabeça ao invés do coração.

– Eu aceito as tuas desculpas. Como estás?

– Melhor. Obrigada por isso também – Não sabia bem o que dizer perante toda aquela situação constrangedorda.

– Chamei a Rebekah, achei que ficarias mais confortável com ela aqui…

Arregalei os olhos novamente surpreendida com a sua atitude.

– Obrigada. Mas tens que parar de ser tão boa, Elena, as pessoas irão apenas aproveitar-se da tua ingenuidade assim… Agora se me dás licença gostaria de ficar sozinha.

POV Rebekah

Bati apressadamente na porta de madeira do apartamento das duas amigas e mal me abriram a porta varri a divisão com os olhos à procura da minha amiga.

– Ela está no quarto – Anunciou a loira cujo nome eu não me recordava. Dirigi-me ao comodo que me foi indicado e comecei imediatamente a cuidar da minha melhor amiga, ela confidenciou-me todos os seus problemas e eu escutei atentamente tentando acalmá-la. Quando ela por fim adormeceu fui até à sala.

– Elena, podemos falar? – Pedi educadamente à morena que aguardava pacientemente no sofá.

– Bem, eu vou até ao meu quarto – A loira retirou-se, deixando-nos sós.

– Elena… — Não sabia bem por onde começar, o que eu ia fazer era bastante egoísta mas eu precisava de o fazer, pela minha amiga – Ela está devastada. Tu chegaste e numa questão de dias destruíste tudo o que ela criou em dois anos, dois anos! Eu entendo que ames o Damon, entendo mesmo, vocês os dois têm uma história juntos, um passado que ninguém poderá alterar mas mesmo assim… Podias ter esperado um pouco mais antes de caires nos braços dele. Ele acabou com ela e tu foste ter com ele no segundo seguinte, nem deste tempo para que a Katherine aceitasse a ideia de que o perdeu quanto mais a ideia que ele já seguiu em frente. Por isso, eu peço-te, afasta-te do Damon, pelo menos até ela o superar. Pensa nisso, por favor. Acho que já a fizeste sofrer que chegue, não?

Retirei-me deixando-a entregue aos seus próprios pensamentos e medos e sentindo ligeiramente culpada.

POV Elena

Um dia depois, com Katherine de volta à sua casa, as palavras da Rebekah ainda ecoavam na minha mente. Eu tinha, de facto, sido injusta tinha pensado apenas em mim. Katherine sofria tanto, tudo graças a mim.

Eu tinha que conversar com o Damon.

Fui até a sua penthouse e mal me viu, o moreno correu a abraçar-me, deixei-me perder, durante uns momentos, no calor do seu corpo, no amor que ele me transmitia.

– Damon – sussurrei penosamente afastando-me quando tudo o que eu queria era ficar nos seus braços.

– Elena, não. Eu já sei o que vais dizer, a Caroline falou comigo, ela contou-me o que se passou e eu sei que já vais agir como a boa samaritana que és. “Não te esqueças da tua felicidade, Elena”, a Caroline pediu-me que te lembrasse disto. Lembra-te, Elena, por favor. Estou tão feliz contigo, não me deixes – Aqueles olhos azuis fitavam-me num pedido silencioso e desesperado deixando-me completamente sem chão – Não me deixes, Elena…

Eu tinha que correr atrás da minha felicidade, e ela estava mesmo à minha frente, eu só tinha que agarrá-la mas os meus braços pareciam que não queriam esticar-se e alcançar aquele pedacinho de paraíso que me olhava com os olhos marejados.

– Mas a Katherine… — Tentei raciocinar mas perdi-me novamente na imensidão daquele ser perfeito.

– Vem comigo! Vamos sair daqui, por uns tempos, umas semanas! Assim ela não sofre por ter que levar com a nossa relação. Vamos viver, Elena, vamos ser felizes, juntos!

Antes que conseguisse evitar atirei os meus braços para aquele pescoço e puxei-o para junto de mim unindo as nossas bocas. Saboreando-o, aproveitando a minha felicidade.

Uni-me a Damon na maneira mais natural possível entre dois seres e dormi enroscadinha a ele, como adorava fazer.

Na manhã seguinte a primeira coisa que fiz foi pegar no telemóvel e mandar uma mensagem à minha melhor amiga, o meu outro anjo.

Obrigada.

Leiam as notas finais por favor

Notas finais
Reviews? Recomendações?
Então queria falar com você sobre um projeto que tenho desenvolvido, uma fic chamada Lost Souls. Só que estou um bocado incerta sobre se devo postar ou não. É sobre um vampiro bastante antigo (Damon, claro) que percorre meio mundo atrás do seu inimigo (Klaus) para vingar a morte da sua ex companheira (Katerina) porém vê a sua vida ligada, por obra de Klaus, à vida de uma criança (Elena) e tem que protege-la até que ela complete 21 anos pois se ela for morta antes de completar esses 21 anos o Damon também morre. Ele basicamente toma conta dele, é super protetor, mas vai desenvolvendo um ódio por ela ao longo dos anos, ódio esse que é mútuo. Porém quando ela se torna uma jovem mulher eles começam a ficar atraídos um pelo outro. Então basicamente a pergunta é: Será que essa atração impedirá Damon de matar a Elena quando ela completar 21 anos? (não esquecer que ele a odeia...)
É uma história diferente pois os vampiros são um pouco mais tradicionais (do género, não andam ao sol, não tem alma, não aparecem em espelho), há imenso mistério e sedução (aquele mistério característico dos vampiros de antigamente xD).
Mas ainda não sei, acham que devo seguir com o projeto?
Pfvr eu preciso mesmo de uma opinião sincera.
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