Promises

7 Capítulo 6 - Amor & Sentimento


Notas iniciais
Olááá :D
Devo dizer que estou imensamente feliz e tudo graças a vocês minhas queridas leitores, muito obrigada por todos os reviews positivos *-*
Este capítulo é dedicado a Miss Somerhalder, muito obrigada por ter recomendado a fic fofa, muito obrigada mesmo ♥
Espero que gostem e vemo-nos lá em baixo!

- Aceita alguma coisa? Água? Café? –Perguntei educadamente tentando que a lenda sentada no sofá se sentisse à vontade.

Klaus negou amigavelmente com a cabeça e bateu com a mão no sofá ao seu lado. Sentei-me e olhei-o expectante.

Nem conseguia acreditar que tenha um Mikaelson em minha casa. Conhecia aquela família melhor que me conhecia a mim mesma, mas acho que todos os conheciam assim tão bem.

Eram quatro e três deles eram mais conhecidos que pizza. Klaus, caçador de talentos. Rebekah, supermodelo de renome. E Kol, cantor de sucesso. Sabia que tinham outro irmão, Finn, mas ele preferira envredar pela carreira de advocacia ao invés de caminhar pelas luzes da rivalta, como o resto dos irmãos.

- Não conseguiu o papel – Não era uma pergunta mas mesmo assim neguei tristemente com a cabeça. – O meu ganho a perda deles.

Klaus sorriu e não pude deixar de retribuir. Será que eu tinha ouvido mesmo bem? Não podia ser, ou podia?

- Como assim? – Perguntei tentando não deitar foguetes antes da festa. Klaus estendeu-me um cartão com o seu número e um adresso qualquer.

- Acho que tens talento, Elena. Se estiveres interessada em fazer parte de algo a sério, ao invés de séries que de certeza que vão ser canceladas após o primeiro episódio, liga-me. Eu estou interessado em fazer de ti uma estrela, só depende de ti. Pensa bem e depois liga-me.

A porta abriu-se e uma Caroline mal humorada entrou porta a dentro completamente revoltada.

- Acreditas nisto? O meu professor de anatomia disse-me que se eu conseguisse acabar a faculdade ia lidar com pessoas não com porcos! Ele praticamente disse que eu sou insensível! – Gritou ao bater a porta atrás de si – Que idiota de merda! Deus queira que ele seja atropelado por um camião TIR!

Olhei a minha amiga com ódio, eu preocupada em passar uma boa impressão ao incrível caçador de talentos e ele praticamente lhe transmite a ideia de que eu vivo com uma psicopata.

Ela ainda não reparara na figura sentada junto a mim e ia continuar a desejar mortes horrendas ao homem.

- Caroline! – Chamei um pouco histérica. Para meu alívio Klaus riu assustando Caroline.

- Não sabia que tinhamos visitas – Desculpou-se corando imenso.

- Não tem problema. Sou o Klaus – Apresentou-se estendendo a mão que a minha amiga aceitou sorrindo.

- Caroline.

- Vives com a Elena? – Perguntou fazendo conversa. Caroline assentiu e depois esbugalhou os olhos.

- Óh meu Deus, eu sou muito burra. Vocês estão num encontro e eu acabei de vos interromper. Desculpem…

- Na verdade não estamos num encontro – Klaus piscou o olho a Caroline que sorriu maliciosa. Percebi que estava a mais e fui até à cozinha deixando os dois em paz.

Fiquei a olhar para o cartão de Klaus, eu ia sem dúvida aceitar. Todo o meu futuro estava dependente daquele homem, só o facto de eu o conhecer abria portas inimagináveis.

Fui até a sala onde a minha amiga e Klaus conversavam animadamente, tossiquei e eles olharam-me embaraçados.

- Estou interessada em fazer parte de algo a sério – Klaus riu e o meu mundo alterou-se completamente.

Era segunda-feira, e eu estava no carro do caçador de talentos e iamos a caminho de um estúdio de gravações da RSA films no Norte de La Peer Drive.

Klaus arranjara-me uma audição para o papel de protagonista num drama muito promissor e, após dar uma palavrinha em meu favor aos juris, eu conseguira o papel.

Tinha o guião nas minhas mãos e folheava-o descontraidamente quando algo chamou a minha atenção. Já sabia as seis primeiras cenas de cor.

Havia uma cena, a meio do filme, em que o homem, seja lá quem ele for, iria ter que agarrar os meus seios, estando eu vestida unicamente com uma lingerie.

- Klaus! – Guinchei histérica – Isto é um filme pornográfico?

O homem, que por sua vez era incrivelmente lindo, riu e negou com a cabeça, para meu grande alívio.

- Mas vão ter que agarrar no meu peito…? – Perguntei com receio. Desde aquela noite com Matt eu não tinha tido muita intimidade com ninguém, e por estar de luto uma relação não era algo que me despertava interesse.

- Elena, cenas de sexo entre os protagonistas é uma coisa muito comum na industria cinematográfica, sobretudo se for um romance – Ele falava como se eu fosse uma criança de três anos – Se não estiveres disposta a ultrapassar certos limites não irás progredir.

Aquilo foi como uma facada. Eu era bastante inocente às vezes. Não queria que um desconhecido qualquer me tocasse.

- Tudo bem – Acabei por concordar afinal aquilo era o meu sonho e eu ia ter que lutar por ele.

- Vai correr bem.

Chegamos a um estúdio enorme onde havia pessoas de todo o tipo, uma mulher baixinha veio ter comigo apressadamente.

- Elena Salvatore certo? – Perguntou, acenei e ela pediu-me que a seguisse através da confusão toda que era aquele local. Klaus permaneceu junto a mim o que me agradou bastante, pelo menos ele não era um estranho. Eu ainda remoia na cena de sexo que ia ter que representar e ele pareceu perceber isso.

- Elena queres que te apresenta ao protagonista? Podes ficar mais confortável se tiverem uma certa confiança. Eu sei que é muito começares com algo desta dimensão mas tu tens talento nato e eu confio em ti.

Agradeci profundamente as suas palavras mas neguei a sua proposta.

- Ia conhece-lo para quê? Para os meus seios não se sentirem mais pressionados? – Perguntei com sarcasmo. Klaus riu e quando dei conta estavamos a entrar num camarim. A mulher ordenou-me que me sentasse em frente ao espelho e assim o fiz. Em menos de um minuto o meu camarim estava cheio de pessoas que eu não conhecia. Tudo acontecia a uma velocidade assustadora, eu era maquilhada ao mesmo tempo que me arranjavam o cabelo e as unhas.

Mas na verdade, eu não me importava com a rapidez assustadora das coisas pois era ali que eu pertencia.

POV Damon

Finalmente haviam encontrado a “mulher perfeita” para o papel de Alice Matters corria um murmúrio que era uma jovem de cerca de vinte anos extremamente bonita e com um corpo que fazia qualquer questionar a sua fidelidade. Revirei os olhos, de certeza que ela não era mais linda que a minha Katherine e com certeza que eu nunca poria em questão a minha fidelidade à minha namorada de quase dois anos. Por muito perfeita que fosse a atriz nunca chegaria ao pés da minha miúda. Sorri satisfeito por te-la conhecido, o meu raio de sol.

A imagem de uma outra rapariga surgiu na minha mente e uma tristeza enorme apoderou-se de mim.

Abanei a cabeça tentando não pensar na minha menina mas era quase impossível, todos os dias eu me perguntava como é que ela estaria, se estaria bem, feliz. Rezava para que assim fosse.

- Damon Salvatore? – Chamou uma voz desconhecida.

Sai do meu camarim e fui até ao local onde ocorreria a primeira gravação. Num apartamento de solteiros que tudo o que queriam era miúdas, festas, álcool e mais miúdas.

Vi um rosto conhecido no meio da multidão, fui até ao homem alto de cabelos claros.

- Klaus? – Chamei. Ele virou-se dando-me um abraço.

- Damon? Nem acreditas na miúda que arranjei. Meu, ela tem talento – Nunca vira Klaus assim tão entusiasmado com uma atriz e deu-me vontade de rir.

- É assim tão gira como dizem?

- Mais! É perfeita, vais adorar trabalhar com ela mas vai com calma que ela está um pouco nervosa e tal, não tem tanta experiência quanto tu – Klaus preocupado? Hum das duas uma, ou gostava da miúda ou gostava de uma amiga da miúda.

Dei-lhe uma palmada no ombro.

- Aliás devias vir conhece-la.

O homem guiou-me através da multidão até uma míuda com os cabelos apanhados num coque frouxo que se encontrava de costas.

Ele pos-se à frente dela depois de me fazer sinal para esperar.

- Os teus seios podem tranquilizar-se e fazer amizade com o protagonista – Ela riu. – Elena este é o Damon.

Disse apontando para mim e mal ela se virou o meu coração parou de bater.

POV Elena

Eu não conseguia acreditar no que via, simplesmente não podia ser. Era ele o meu heroi, o idiota do meu irmão.

- Damon? – Perguntei incrédula sentindo a raiva presente no meu tom de voz – O que estás aqui a fazer?

- Acho que vocês se conhecem… — Disse Klaus indo embora evitando ficar no centro do que seria um momento extremamente constrangedor.

- Elena eu não sei o que dizer, senti tanto a tua falta… — Levantei a mão interrompendo-o. Não queria ouvir nada sobre o dia mais negro da minha vida.

- Não Damon, não comeces com o discurso de arrependi-me tanto desculpa e blábláblá. A verdade é que tu me abandonaste e eu acabei por superar isso. – Disse começando a ir-me embora mas Damon segurou-me pelo braço.

- Tens razão, Elena. Mas eu arrependi-me mesmo.

- Não quero ouvir.

Mas a verdade é que eu queria, eu queria escutar a sua voz até os meus ouvidos não aguentarem mais, queria rir com ele, como antes, queria sentir os braços dele à minha volta. Sentia tantas saudades. Mas não podia simplesmente perdoa-lo, não podia!

- Damon, ouve, já percebi que vamos ter que trabalhar juntos por isso a nossa relação vai ser estritamente profissional entendes? Fora destas paredes eu não te conheço, fora destas paredes estás morto para mim. – Virei costas antes que Damon conseguisse ver as lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Doía tanto vê-lo ao fim destes anos todos e perceber que ele ainda me afetava como se me tivesse abandonado ontem.

Encostei-me a uma parede, o mais longe possível de Damon, e deixei-me escorregar. Pousei a testa nos meus joelhos e deixei-me ficar assim durante um longo período até que senti alguém a meu lado. Levantei a cabeça rezando para que não fosse Damon.

- Presumo que vocês tenham sido namorados ou assim… — Comentou Klaus esticando-me um gelado de caramelo que eu agradeci. Ri seca, devia ser mesmo essa a imagem que nós passavamos.

- Na verdade ele é meu irmão, os pais dele adotaram-me. – Ri-me da cara de choque o loiro fez – Klaus, não sei se reparaste mas nós temos o mesmo apelido – comentei rindo-me da distração do homem. Não sabia porque lhe estava a contar isto mas ele era a única pessoa que eu tinha parecido com um amigo no meio daquela confusão.

- Pois, não sei como não tinha reparado. – Riu de si mesmo e piscou-me o olho – E odeiam-se porque?

- Porque ele me abandonou no dia em que os nossos pais morreram – Desviei o rosto do seu olhar atento para que ele não visse as lágrimas que teimavam em cair.

- Que cabrão! – Gritou chocando-me mas ao mesmo tempo fazendo-me rir – Desculpa, entusiasmei-me. Vais ter que beijar o teu irmão, este filme em vez de se chamar Amor & Sentimento poderia-se chamar Irmão & Sentimento, a história de um incesto.

Dei-lhe um soco no braço mas acabamos por ficar perdidos no riso. Klaus tossicou e discretamente começou uma nova conversa.

- Hum, então vives com a Caroline, ahn? Não deve ser chato teres que ficar lá enquanto ela está com o namorado e assim? – Perguntou fingindo descaso. Escondi um sorriso matreiro que me aflorou aos lábios.

- Ela não tem namorado – Pelo canto do olho pude ver o sorriso de Klaus tornar-se radiante. Peguei numa caneta da minha carteira e escrevi o número da minha amiga na palma da sua mão – Devias ligar-lhe um dia deste – Pisquei o olho e levantei-me quando ouvi o meu nome.

Sentei-me numa cadeira enquanto olhava para o interior de um apartamento completamente desarrumado.

Até que vi Damon entrar, só de boxers, e a minha garganta secou.

POV Damon

A voz de Elena ecoava na minha cabeça a nossa relação vai ser estritamente profissional. Eu conseguia fazer isso, por ela. Ia dar-lhe a distância que ela necessitava mas nunca, jamais em tempo algum desistiria dela.

Atirei-me para cima do sofá, que era parte do cenória, mas antes que pudesse evitar os meus olhos desviaram-se para ela. Sentada confortavelmente numa cadeira, junto à equipa de filmagem, parecia mais bela do que alguma vez a vira.

Elena mordia o lábio inferior tentando não olhar para mim. Reprimi um sorriso e a custo desviei os olhos entrando na personagem, Alan Smith.

- Hey Alan – Chamou uma voz de um ator secundário que vinha acompanhado de duas loiras com seios descomunais. – Vê só quem eu conheci. Meninas, este é o Alan, Alan estas são a Cherry e a Holly.

Acidentalmente os meus olhos voltaram-se novamente para ela e ouvi a voz do diretor.

- CORTA! Damon é suposto olhares para as miúdas extremamente boas não para o além. Vê se te concentras!

Merda, ia ser muito mais difícil trabalhar com Elena do que o que eu pensava.

Felizmente ela levantou-se e foi rever umas falas com Klaus, a relação deles despontava sentimentos em mim que eu não queria examinar, de cada vez que ela se ria com ela um pensamento surgia na minha mente. Devia ser eu a faze-la rir. Eu adorava o loiro, era um grande amigo meu mas adorava ve-lo longe da minha irmã.

Concentrei-me no que tinha que fazer e durante o resto do dia as gravações correram bem, infelizmente, devido aos meus precalços iniciais, não ia filmar nenhuma cena com Elena nesse dia, por falta de tempo.

Arranjei-me rapidamente no meu camarim e corri até lá fora, ia esperar por Elena, ela teria que ouvir as minhas desculpas.

Passados dez minutos ela saiu do estúdio acompanhada por Klaus que me lançou um olhar estranho de desapontamento.

- Elena podemos falar? — Perguntei segurando-a pelo braço.

- Não! – Ela recusou-se a olhar para mim o que me magoou mais do que qualquer outra coisa.

- Vai lá Elena – Disse Klaus, surpreendendo-me – Eu espero por ti no carro e depois deixo-te em casa – Piscou-lhe o olho o que me irritou profundamente. Ele sabia onde ela vivia, ele ia a casa dela. Era só somar dois mais dois, era logico que eles andavam a dormir juntos. Só de imaginar as mãos dele na minha irmã algo dentro de mim se revoltou.

- Elena eu preciso de te explicar… — Implorei, ela finalmente olhou para mim e parecia infinitamente triste.

- Damon, tu magoaste-me mais do que qualquer outra pessoa alguma vez o fez, diz-me porque é que eu te devia perdoar? – Aquilo foi como uma facada, eu sabia que a tinha magoado. Eu sabia. O maior erro da minha vida.

- Não digo para me perdoares, apenas para me deixares explicar. Depois podes aceitar as minhas desculpas ou ignorar-me para sempre – Rezei a Deus para que tal não acontecesse, eu não ia suportar estar na mesma divisão que ela e não puder abraça-la e faze-la rir, como dantes.

- Tudo bem, um explicação. Só isso, mas não prometo que aceite – Disse relutante.

- Podemos ir tomar um café? – Perguntei sentindo o meu coração a disparar. Era a minha oportunidade de remediar os meus erros, eu tinha que aproveitá-la.

Ela acenou. Avisou Klaus que não era preciso leva-la a casa e entrou no meu carro.

Notas finais
Sabem aqueles fics mesmo mesmo incrivelmente fantástica sobre Delena? Têm aqui o nome de duas que vale mesmo a pena ler, acrditem o:
SoHo Dolls e Trust, escritas por EmilyPierce. Dê uma vista de olhos, não se vão arrepender :D
Espero que tenham gostado do capítulo *-*