Promises
8 Capítulo 7 - De volta aos teus braços
Notas iniciais
A propósito agora irei postar mais devagar porque começaram as aulas :x
Espero que gostem e vemo-nos lá em baixo.
Damon levou-me ao Starbucks na Olympic Boulevard em Beverly Hills, não muito longe do estúdio. Sentamo-nos frente a frente na esplanada e instalou-se um silêncio constrangedor. Nenhum de nós sabia bem o que dizer pelo que nos limitamos a fitar o tampo da mesa como se fosse feito de ouro.
– Vão desejar alguma coisa? – Perguntou uma empregada de mesa bastante jovem e com uma aparência encantadora. Não parecia ser mais velha do que eu e lembrei-me que antes de Klaus aquela podia muito bem ser eu. Esbocei um sorriso que a rapariga retribuiu.
– Hum, para mim pode ser uma coca cola – Pedi educadamente.
– Para mim um café simples, curto – Pediu Damon sorrindo.
Fitei-o esperando que dissesse alguma coisa pois eu com certeza que não ia ser a primeira a falar, na verdade quanto menos eu que falasse melhor.
– Então? – Ergui uma sobrancelha e franzi os lábios. Então?
– Então o quê? Não estás à espera que eu fale pois não? Afinal quem tem que se redimir és tu, mas se ficares simplesmente aí acho que posso muito bem ir para casa – Disse num tom brusco, agarrei na minha carteira e estava prestes a levantar-me mas Damon agarrou no meu pulso.
– Não! Elena, espera por favor. Eu simplesmente não sei por onde começar – Admitiu frustrado. Sentei-me novamente e Damon agarrou com força os cabelos soltando um suspiro desesperado – Eu quero muito aproveitar esta chance para me redimir mas eu…
Mordi o lábio censurando-me por estar a sentir pena dele naquele momento. Engoli em seco e tentei orienta-lo para um ponto de partida.
– Explica-me porque é que a morte dos pais haveria de ser culpa tua, Damon – Pedi num tom calmo porém rude.
– Leste a carta? – Perguntou espantado, pude ver um brilho nos seus olhos lindos e o meu peito rapidamente se contraiu.
Acenei com a cabeça não confiando na minha própria voz de momento.
Damon esboçou um sorriso tão lindo que foi como se me tivesse deitado sal na ferida que ele mesmo abrira. Quando Damon sorria só me fazia perceber ainda mais a falta que ele me fazia.
Por fim consegui falar.
– Eu li, claro. Até escrevi uma carta para ti e tenho-a comigo todos os dias. Eu dizia a mim mesma que quando te visse te entregaria a carta e que ficariamos bem mas quando eu te vi eu só consegui pensar “ele abandonou-me” e foi aí que percebi o quão magoada eu estava – Admiti num tom fraco. Doía tanto relembrar o passado, era algo que eu evitava ao máximo fazer.
Damon olhava-me com atenção e acabou por segurar a minha mão na dele, não me opus, na verdade consolei-me com o toque dele apesar de saber que a minha resistência estava a ir por água abaixo, algo que não me agradava minimamente.
– Elena, eu sei que o que fiz foi errado mas eu simplesmente não conseguia viver comigo mesmo. Eu não ia aguentar olhar todos os dias na tua cara e saber que fui em quem te tirou tudo o que tu tinhas bom. – Ele fez uma pausa dando-me tempo para assimilar as suas palavras. A empregada regressou trazendo os nossos pedidos e mal foi embora Damon continuou a falar – No dia do acidente o pai pediu-me que desse uma vista de olhos no carro e eu vi qua havia um problema com o motor consertei e ia ter contigo quando o pai me chamou e disse que a mãe se queixou de uns problemas nos travões e o que é que eu fiz? Nada, simplesmente nada. Disse que estava tudo ótimo sem sequer verificar – Um lágrima escapou daquele olho azul e eu não pude deixar de sentir pena do meu heroi, ele devia sentir-se tão terrivelmente culpado, mesmo não sendo culpa dele – E depois nesse mesmo dia recebo uma notícia de que eles morreram num acidente de carro porque os travões do carro não funcionarem. Entendes? Eu podia te-los salvo mas por preguiça eu deixei os meus pais… Eu deixei que eles se fossem, Elena – Damon começou a chorar fechando as mãos em punhos tentando impedir as teimosas lágrimas – A culpa é toda minha, toda toda minha, Elena.
Sentei-me na cadeira ao lado da sua e segurei nas suas mãos. Beijei cada uma delas enquanto o meu irmão procurava acalmar-se. Passei a palma da mão pelo seu rosto lindo limpando as lágrimas.
– Damon, a culpa não é tua – Falei num tom calmo e nem notei na paixão que marcava o meu tom de voz. – Nem acredito que passaste dois anos a culpar-te por um acidente. – Agarrei-lhe no queixo forçando-o a olhar para ti e disse cada palavra muito pausadamente – Não é culpa tua, Damon. Não é. Como é que tu haverias de saber que os travões iam estar estragados, ahn? Não podias saber. A culpa não é tua.
Ele negou com a cabeça.
– Mas ele disse-me que a mãe disse havia – Insistiu parecendo acabado, Damon estava morto de culpa, culpa essa que não lhe pertencia. Eu precisava de ajuda-lo, Damon precisava mais de mim neste momento do que eu dele.
– A mão não percebe hum, percebia nada de carros, Damon. Se o carro tivesse um pneu furado a mãe era capaz de dizer que o motor estava avariado – Comentei revirando os olhos. Aproximei-me mais dele, ficando tão próxima quanto as cadeiras permitiam. Estiquei-me e plantei um beijo na bochecha do meu heroi.
Ele olhou-me parecendo inicialmente assustado mas depois agradecido.
– Desculpa ter-te abandonado, Elena – Pediu numa voz sumida que me fez com a dor se tornasse quase insuportável – Por favor não me odeies mais, eu já me odeio que chegue.
– Damon! – Ralhei sentindo uma pontado no peito por ouvi-lo dizer aqueles palavras. Como é que ele se odiava? Não havia nada nele de odiável, muito pelo contrário – Não digas essas coisas.
Ele encolheu os ombros tristemente e desviou a cara.
Voltei a segurá-lo pelo maxilar e quando ele finalmente olhou para mim disse-lhe as palavras que o fizeram rodopiar-me no ar e trazer de volta um pouco do brilho de outrora àqueles lindos olhos azuis.
– Damon, eu perdoo-te. – Sabia tão bem estar de volta aos seus braços, onde eu pertencia.
POV Damon
Ter Elena nos meus braços era a melhor sensação do mundo, impossível de descrever. Era ali que ela pertencia, junto a mim. Como é que eu alguma vez a pudera abandonar? Não cometeria esse erro novamente. Enchi aquele rosto delicado de beijos e ela limitou-se a rir divertida.
– Estás-me a lambusar toda – Ri-me continuando a distribuir beijinhos aqui e ali quando uma voz conhecida soou atrás de mim.
– Que raio se passa aqui? – Elena alternou olhares entre a récem chegada e eu e pude perceber que ela estava confusa.
Pousei a minha irmã no chão e fui até Katherine que olhava furiosa para mim.
– Amor, deixa-me explicar – Tentei aproximar-me de Katherine mas ela recuou erguendo uma sobrancelha acusadora.
– Sou Elena, irmã de Damon – Apresentou-se sendo muito mais inteligente do que eu. Claro, que eu estúpido que eu era. Assim Katherine ficaria mais tranquila. Não que houvesse motivos para ela não estar tranquila, claro. – Você é Katherine Pierce, certo?
Franzi o sobrolho curioso, não me lembrava de lhe ter falado da minha namorada.
– Sou eu mesma – Confirmou Katherine sorrindo para Elena. Suspirei, o gelo estava quebrado. Beijei Katherine castamente nos lábios e apesar da minha vontada ser de ficar junto de Elena passei os braços pelos ombros de Katherine encostando-a a mim.
– Reconheci-a das revistas – Comentou Elena, ela parecia animada por conhecer Katherine. De dentro do café surgiu uma loira que eu conhecia muito bem.
– Kat, vejo que encontraste a tua alminha gémea – Comentou rindo. Elena olhou-a pasmada deixando a boca abrir-se um pouco. Deu-me vontade de rir mas mantive-me calado.
– Rebekah esta é a Elena – Disse apresentando-as mas tive a sensação que Elena sabia bem quem era a loira – Elena esta é a Rebekah.
– Eu sei – Disse a minha irmã e apesar dela querer disfarçar eu conhecia-a bem o suficiente para saber que ela estava entusiasmada por conhecer a modelo. – Grande fã.
Rebekah sorriu e pegou no telemóvel.
– Presumo que Katherine vá embora contigo por isso vou chamar o Nik para me vir buscar, não me apetece apanhar um táxi novamente.
– Na verdade eu tenho que ir levar a Elena a casa – Disse rápido demais atraindo olhares desconfiados.
– Não é preciso, eu desenrasco-me – Riu, alternando os olhares entre mim e Katherine que já não parecia tão contente.
– O Nik leva-te – Disse a Rebekah descartando o assunto com uma mão.
Rebakah afastou-se para falar à vontade e Elena aproveitou para fazer também uma chamada.
Fiquei sozinho com Katherine.
– Pensava que não falavas com a tua irmã à muito tempo – Katherine olhou-me erguendo uma sobrancelha, pelo seu tom de voz ela não estava muito agradada. Resisti à vontade enorme de revirar os olhos. Ela ia mesmo ficar com ciúmes da minha irmã? Ela por vezes conseguia ser mesmo exagerada.
– E não falava, pelo que foi uma surpresa quando descobri que iamos fazer um filme juntos – Esclareci calmamente procurando evitar uma discussão.
– Ela é que ficou com o papel de amor da sua vida?
– Huhum.
Felizmente Rebekah regressou e a conversa terminou.
– Quem é a pequena? – Perguntou Rebekah referindo-se carinhosamente a Elena. Katherine revirou os olhos e respondeu com mau tom.
– A irmazinha de Damon.
– Vocês reecontraram-se? – Perguntou a loira parecendo realmente feliz por mim – Isso é tão bom. A família é tão importante, por mais tempo que passemos longe continuamos tão unicamente ligados, não é? É um tipo de amor que nem a maldita distância destrói.
Sorri fitando a morena que conversava animadamente ao telefone.
– É verdade, ela será sempre muito especial – Comentei baixinho piscando o olho a Rebekah. Ela era simpática e eu gostava bastante dela.
Passados poucos minutos Klaus chegou e correu a abraçar a irmã que o beijou carinhosamente no rosto.
– Ainda bem que chegou, Nik.
Elena juntou-se a nós sorrindo mal viu Klaus.
– Olá olá – Cumprimentou Klaus animado abraçando Elena que riu.
– Vocês conhecem-se? – Perguntou Rebekah estranhamente animada.
– Elena é a minha nova protegida – Contou Klaus fazendo as duas rirem. – Vou só lá dentro buscar um café e já vamos, pode ser mana?
– Claro. Meninos podem ir indo – Disse para mim e Katherine.
– Eu vou levar Elena – Insisti fazendo Katherine resmungar baixinho.
– Não é preciso, eu apanho um táxi.
– Nem pensar – Dissemos eu e Klaus ao mesmo tempo. Olhei o meu amigo e apeteceu-me perguntar “não ias comprar cafés?” mas guardei a pergunta para mim.
– Damon vai com a Katherine, aproveitem o vosso tempo livre. Eu tenho o maior gosto em levar Elena a casa – Piscou-lhe o olho e ela piscou de volta, irritando-me. Parecia que partilhavam uma piada intima. Eu é que deveria cuidar da minha irmã não Klaus, ia ripostar quando a voz estridente de Katherine se fez ouvir.
– Ótima ideia, vamos amor? – Perguntou voltando-se para mim. Assenti a contra gosto e enquanto ela se despedia de Rebekah aproveitei para dar um abraço apertado a Elena.
– Obrigada por me perdoares, maninha – Sussurrei ao ouvido dela, ela limitou-se a sorrir e a abraçar-me novamente.
Parecia tão certo, estar nos braços dela que me deixei ficar assim até Katherine me chamar novamente.
POV Elena
Klaus regressou super entusiasmado por me levar a casa mas eu sabia bem que ele só queria ver Caroline, ele havia engraçado imenso com a minha amiga. Perguntei-me se ele já lhe ligara.
Deixamos Rebekah no seu apartamento e seguimos para o meu perto da universidade de Caroline. Para grande infelicidade de Klaus ela não estava em casa e ao vê-lo tão abatido não pude deixar de convidá-lo para jantar. Falamos a tarde toda sobre coisas do dia-a-dia, Klaus começava a tornar-se um grande amigo e eu valorizava imenso os meus amigos por fim Caroline chegou e a tensão sexual presente no ar era tanta que tive que inventar uma desculpa qualquer para ir embora.
Acabei por ir até um clube noturno, Wellesbourne, ia aproveitar para me divertir e celebrar o facto de ter conseguido o papel. Talvez até conhecer alguém, quem sabe. A noite ainda era jovem e eu fazia intenções de prolongar essa juventude durante alguem tempo.
– O que faz uma mulher tão bonita como tu sozinha? – Perguntou uma voz desconhecida.
Notas finais
Espero que tenham gostado, até ao próximo capítulo ♥
Só uma coisa, importam-se muito que eu adicione a categoria hentai?
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