Promises

36 Capítulo 35 - Nova vida


Notas iniciais
Demorei mais desta vez não foi? Peço desculpa mas eu nem notei o tempo passar, a sério! E ontem tive a estudar em casa de uma amiga e acabei por não puder atualizar, desculpem amores :'(
Mas tá finalmente o capítulo saiu não é? :p
Ele é bastante leve, nada de reviravoltas nem nada demais, até ao final a fic será mais romântica, menos dramática e pronto depois acaba :) ~Odeio escrever finais!! :(~
E é isso, vemo-nos lá em baixo :))

Duas semanas depois

Encarei a minha barriga gigante no espelho e suspirei derrotada, estava apenas de cinco meses, quase seis, mas parecia que eram trinta e grávida de um dragão ou um mamute. Enfim, eu estava enorme. Malditos gémeos lindos que deixam a mamã semelhante a uma baleia, resmunguei mentalmente.

Baixei a blusa que escondia parcialmente aquela barriga descomunal e estava prestes a descer para almoçar quando senti uma coisa que me trouxe lágrimas de felicidade aos olhos.

Como se fosse uma pequena borboleta a bater as suas asas senti uma coceguinha bem suave no meu interior.

Passei a mão carinhosamente pelo ventre e senti novamente aquela sensação encantadora, sorri, um sorriso rasgado de pura felicidade e continuei a acarinhar os meus dois anjos, que eu sabia agora que me podiam sentir.

- Olá meus amores — Falei, numa voz embargada devido à emoção — Finalmente decidiram dizer olá à mamã, foi? — Limpei as lágrimas que escorriam e continuei a sorrir e a falar para aqueles dois seres que eram o meu universo inteiro.

Imaginei-os grandes, morenos com olhos claros como o oceano, a correr pela enorme casa, brincando com Gracie. Era algo simples mas capaz de me aquecer por inteiro o coração, só de os imaginar havia uma sensação intensa de posse que se manifestava no meu interior. Sabia que já os amava como se eles já estivessem comigo cá fora. Ia ter saudades daquela maravilhosa sensação de carregá-los comigo, de protegê-los contra tudo e todos mas novas sensações viriam, melhores e que eu recordaria para sempre.

Desci as escadas com calma, ainda pensando na borboletinha, e abracei Damon por trás, encostando a cabeça nas costas largas e aspirei o seu aroma doce, que eu já havia decorado há imenso tempo.

- Olha quem finalmente apareceu! — Ele comentou animado, voltando-se nos meus braços e depositando um beijo doce no topo da minha testa.

- Eles mexeram — Falei baixinho mas com um entusiasmo completamente notório.

- Quando?! — Ri do seu nervosismo e preocupação sobretudo quando ele se ajoelhou e encostou o ouvido à zona do meu umbigo.

- Agora mesmo, amor. Uma coisa bem leve, provavelmente não vais ser capaz de sentir... — Ele fiz um biquinho adorável que eu fiquei mais que contente em desfazer com beijos apaixonados. Rapidamente se tornou mais intenso, os meus braços rastejavam pelos ombros másculos e aproximei os nossos corpos ao máximo, o que não era muito devido ao impedimento enorme que era a minha barriga, as suas mãos passeavam por toda a extensão do meu corpo e senti o mesmo reagir aos seus toques.

- Desde que eles voltaram que esta casa parece um antro de promiscuidade — Ouvimos uma voz irónica comentar seguido de um risinho cúmplice, afastamo-nos imediatamente e senti as minhas bochechas arder.

- Stefan... não sabíamos que estavas aí — Comentou Damon, com um certo nervosismo, enquanto coçava a cabeça morena.

- Da maneira que estavam duvido muito que notassem se um cometa caísse — Ele arqueou uma sobrancelha, claramente divertido. Ao seu lado Rebekah sorria maliciosamente enquanto segurava Gracie, que dormia um sono profundo.

Tornamos a rir com os nervos e inventamos uma desculpa qualquer para nos escapulirmos para a cozinha e tratar do almoço enquanto nos divertíamos com provocações e beijos de tirar o fôlego.

Atirei-me para a cama, depois de um dia normal, e senti Damon enlaçar-me no seu abraço meigo.

- Já te disse que amo dormir junto a ti, Elena?

Sorri e virei-me capturando os lábios carnudos com os meus, iniciando uma valsa já nossa conhecida.

Passei a perna por cima da sua zona lombar e encostei as nossas intimidades por cima do tecido do pijama, ele gemeu contra os meus lábios e não pude deixar de sorrir com malícia, finalmente ele ia ceder.

Aprofundei o beijo, invadindo a sua boca com a minha, provando aquele sabor já tão conhecido. As nossas línguas cruzavam-se provocando um atrito no meu interior que apenas Deus sabia o quão intenso.

Baixei aquelas malditas calças de pijama que ele usava até onde consegui e ele acabou por tratar do resto. O meu vestido de noite seguiu o caminho das suas calças.

Travei a mão que se dirigia à minha intimidade e fitei-o com paixão.

- Não... Quero-te já! — Rosnei puxando-o para cima de mim, sem sucesso. Ele encarava-me assustado. — Que foi? — Perguntei começando a ficar preocupada.

- Tenho medo de te magoar — Confessou fazendo um carinho nos meus cabelos. Sorri perante a sua preocupação e beijei-o suavemente.

- Amor, está descansado que não me vais magoar, está bem? — Ele não se mexeu e arqueei uma sobrancelha perguntando a mim mesma qual seria o problema agora.

- Como podes ter a certeza? — Perguntou cada vais mais nervoso, bufei exasperada e tentei não começar a reclamar com ele.

- Porque tenho, eu falei com a médica não achas?

- Mas eu posso-te magoar, Elena! Nunca se sabe não é? É melhor jogar pelo seguro — Cerrei os punhos com vontade de lhe dar um soco, devido às hormonas e a enorme tesão que agitava o meu corpo.

- Queres jogar pelo seguro, é? Então aconselho-te severamente a comeres-me ou eu rebento-te todo, entendes? E não há maneira de eu me tornar segura com tanta excitação! — Rosnei olhando-o em desafio. Ele pareceu assustado com o meu ataque de raiva mas suspirou e negou-me aquilo que eu mais queria com um aceno de cabeça. Quis desfazê-lo em pequenos pedaços e enviar cada um para diferentes cantos do mundo, mas sabia que me arrependeria.

Peguei na almofada dele e atirei-a para junto da porta. Eu estava simplesmente furiosa.

- Vai dormir para a sala ou para o quarto de hóspedes, tem uma boa noite! — O azedume na minha voz era palpável e ele olhou-me incrédulo.

- Estás a falar a sério?

- Muito a sério! Vai já!

Cabisbaixo ele saiu do quarto e eu ouvi a porta a fechar. Sorri satisfeita. Se eu não podia ter o que queria, ele também não.

Sonhei com Damons nus, completamente sedutores e isso serviu apenas para aumentar o meu mau humor do dia seguinte quando ele tornou a recusar-me.

Estava na altura de ir à médica e ele iria comigo para ouvi-la dizer que podíamos fornicar que nem coelhos.

***

Eu estava para além de entusiasmado por finalmente acompanhar o meu amor a uma consulta de obstetrícia, apesar de no momento ela nem sequer se dignar a falar comigo.

Passei as mãos pelo cabelo negro sentindo-me por demais frustrado, era lógico que eu também queria estar com ela mas não queria correr o mínimo risco de magoar os nossos filhotes, eu não conseguiria viver com a culpa se eles nem sequer nascessem.

Suspirei ignorando os resmungos com rancor que ela lançava e tentei imaginar-me a ser pai. Era complicado, eu ainda tinha aquele enorme receio que seria péssimo e que simplesmente não devia ser pai. Perguntei a mim mesmo se alguma vez superaria isso e senti medo de nunca o fazer. A verdade é que por mais que eu estivesse feliz por Elena estar bem eu ainda não me sentia pronto para assumir a responsabilidade de um, quanto mais dois bebés. Era algo simplesmente descabido no meu mundo.

Estacionei em frente à clínica e fomos até à sala de espera depois de dizermos o nome de Elena à rececionista.

Estavamos sentados lado a lado quando uma adolescente se aproximou, parecia bastante nervosa.

- Damon... Damon Salvatore? — Ela perguntou, os olhos a brilhar de excitação. Ergui uma sobrancelha mas sorri simpático para a rapariga que tremia de excitação.

- Sim, sou eu. Quem quer saber? — Perguntei num tom educado mas simpático, não querendo assustar a jovem.

- Ó-Meu-Deus! Eu nem acredito nisto! Tu és o Alan, do filme Amor & Sentimento! — Ri divertido ao ver a felicidade nos olhos da pequena loira.

- Sou eu mesmo — Os seus olhos claros brilharam de excitação e ela sentou-se a meu lado.

- É verdade que vais ser ser o protagonista do filme "Inaptos"? Vou ver esse filme todos os dias até ao fim da minha vida. — Ela comentou entusiasmada, dei um sorriso torto e balancei a cabeça negativamente.

- Não, já não sou eu. Tive que desistir. Surgiram coisas mais importantes — Falei apontando para Elena que fazia de conta que nem ouvia a conversa. A menina arregalou os olhos ao encarar a barriga enorme da minha pequena e bufou incrédula, ela parecia ligeiramente irritada.

- O golpe da barriga, certo? Sabes, não tens que assumir o filho, nenhum dos teus fãs te deixará de amar só por causa disso! — Ela disse convicta e não pude deixar de rir ainda mais ao ouvir Elena bufar baixinho.

- Hum a sério? É bom saber isso. Mas fui eu que fiz aqueles dois e planei-o cuidar deles até ao fim dos meus dias. — Ela sorriu de lado e encolheu os ombros.

- Gémeos? — Acenei e ela sorriu entusiasmada. — muito brutal. De qualquer maneira tenho imensa pena por teres que deixar o mundo do cinema, vais voltar certo? Não vais deixar que esses sejam um impedimento?

- Em princípio sim, vou voltar — Ela sorriu aliviada e depositou um beijo na minha bochecha.

- Nem me chegaste a dizer o teu nome! — Ela esboçou um sorriso rasgado.

- Stefany Monroe! Podes dar-me um autógrafo?

Pedi uma caneta e um papel a Elena que a contragosto mos entregou. Assinei o pequeno pedaço de papel.

- Foi um prazer conhecer-te Stefany Monroe — Ri ao ver a menina ir embora com os olhos pregados na pequena frase.

"Foi um prazer conhecer-te, Stefany Monroe. Alegraste o meu dia e até me deste esperança para não desistir dos meus sonhos! Um beijo, Damon Salvatore"

Os meus sonhos...

Realmente deveria eu desistir de tudo o que sempre quis apenas porque seria pai? Ser pai... Seria um impedimento assim tão grande aos meus objetivos? Suspirei tristemente ao constatar que sim e apesar de amar Elena com todo o meu ser sabia que ainda não amava por completo os dois seres que cresciam dentro dela, apenas sentia um certo afeto mas nada muito extremo. E se eu não conseguisse mudar isso?

Enterrado em preocupações entrei com Elena no imaculado consultório onde uma simpática médica nos aguardava.

Tentei sentir aquela forte emoção que a minha pequena sentia ao encarar o ecrã que mostrava uma imagem estranha de dois pequenos seres, mas não senti, tampouco consegui decifrar aquela imagem que nada me disse. Cocei os olhos exasperado. Eu queria amá-los mas começava a duvidar cada vez mais se alguma vez conseguiria.

Apenas captou o meu interesse a médica dizer que não havia problemas em termos relações sexuais. O que é que isso dizia de mim? Que eu sou um traste, sem dúvida.

Abanei a cabeça negando aquelas palavras. Eu era um traste, passado mas teria que mudar o presente e o futuro.

Eu amaria aqueles dois bebés, nem que fosse a última coisa que eu fizesse. E Elena veria esse amor, e ela seria feliz porque apenas isso importava.

Que ela fosse feliz, comigo.

Arrastei-a para o centro comercial mais próximo quando saímos do consultório e ela parecia confusa, não era para menos. Mas eu sabia o que estava a fazer, estava a começar a mostrar que ia conseguir amá-los tanto quanto a amava a ela.

Parei em frente de uma loja de roupas para bebés e ela encarou com um sorriso enorme de felicidade naquele seu rosto perfeito.

- Damon... — Tapei a sua boca com a minha e limpei a lágrima solitária que escorria do canto do seu olho. Ri quando ela culpou as hormonas pela sua reação.

- Não digas nada amor, não é preciso. — E puxando-a pela mão arrastei-a até ao interior da primeira loja de várias.

Eu tinha que cuidar bem dos meninos, não é mesmo?

Notas finais
Finito! Como eu disse em cima, um capítulo bem levezinho, afinal de contas estamos na reta final e eu não quero complicar mais a vida deste adorável casal :D

Elena finalmente sentiu os seus meninos a mexer, yupi ♥ Qui fofinhos *-*

E essa Stefany que veio alimentar as dúvidas de Damon :'( Mas ela era fofinha, não era? :D

Pronto e no final o nosso Damon a ser um fofo! :DD

É tudo gente até ao próximo :))

Não se esqueçam de deixar review, sim seus fofos? :)

PS: Em princípio faltam 3 capítulos para a fic acabar :O