Promises

34 Capítulo 33 - Será o fim?


Notas iniciais
Uzumaki Ana desculpe só agradecer agora a sua recomendação linda mas eu esqueci-me completamente! Eu amei mesmo mesmo muito, obrigada fofinha ♥
Era para postar o capítulo no Domingo mas não dormi em casa :x
Bom, atrasado mas aqui está ele :)
LL tentarei atualizar talvez quinta ou sexta, tenho um trabalho de Psicologia para fazer por isso o meu tempo é escasso esta semaninha mas como já tenho metade do capítulo pronto não deve dar assim muito trabalho :)
capítulo pequeno, eu sei, desculpem, tento fazer maior na próxima :(
AVISO: Eu no capítulo anterior eu disse que a Lexi não tem nenhum interesse no Stefan, eu queria dizer DAMON! Apesar de ela tbm não ter no Stefan x)
POV Damon como alguns pediram por MP :)

A minha vida podia ser resumida em apenas uma palavra: Elena. E a única coisa que eu contemplava naquele momento era uma porta de madeira, fechada. Uma barreira imposta entre a minha alma e a minha própria vida, o que significava isso? Que eu estava morto?

Talvez sim. Ou melhor, provavelmente sim.

A verdade é que eu sentia-me morto, pelo menos emocionalmente, a minha vida já não tinha nenhum sentido e se tinha esse sentido estava inalcansável e isso servia ainda mais para cravar a faca no meu peito, enterrá-la mais profundamente.

O meu coração chorou até que por fim se partiu em milhares de pedaços, tudo porque uma porta se fechou.

Fitei aqueles orbes castanhos uma última vez até eles desaparecerem.

Restava apenas saber se eles haviam desaparecido para sempre.

***

– Elena! — Gritei a plenos pulmões enquanto chocava com o punho na maldita porta sem nem me importar com os vizinhos ou o que quer que fosse. Era ela, eu incomodaria até o Papa se fosse preciso.

– Vai-te embora — A sua voz sumida, apagada chegou aos meus ouvidos e estes quiseram desfazer-se ao captar som mais triste. O meu ser chorou de dor, de mágoa, de pânico sobretudo. Eu só queria vê-la sorrir, partilhar os seus pensamentos, suspiros de prazer, risos e sorrisos, comigo. E com o nosso filho, ou filha.

– Não sem primeiro falar contigo — Deixei claro naquele meu tom inflexível mas simultaneamente doce que não sairia dali até encarar novamente aquele seu rosto de anjo.

– Vais apodrecer aí então, não quero saber mais de ti, entendes? Depois de tudo o que fizeste, achas mesmo que te vou perdoar? Achas? Serias o maior idiota à face da Terra se achasses isso! — O tom de voz foi subindo gradualmente, vi a dor, o desamparo transformarem-se em revolta, em determinação e pior que tudo em raiva. Mas pelo menos poderia falar com ela, mesmo que aquele pedaço perturbador de maneira me impedisse de agarrá-la e beijá-la até perder o fôlego, depois suportaria tudo mas primeiro precisava de senti-la — Vai-te embora Damon, já gastaste demasiado do meu tempo!

– Elena deixa-me explicar! Eu estou para além de arrependido, acredita em mim. Só te quero ver feliz... — Um riso seco, desprovido de humor interrompeu o meu discurso apressado. Lágrimas acumularam-se no canto dos meus olhos e por momentos apenas quis desaparecer.

– Queres-me ver feliz? Foi por isso que me abandonaste grávida?

– Eu não sabia! — Berrei inconformado com aquela realidade. Eu queria ter estado presente, ter segurado a sua pequena mão na minha quando descobriu que estava grávida, eu havia sido privado disso e durante quatro meses ela omitiu-me que esperava um filho, errar é humano. — Fui eu o único que cometi erros, fui?!

– Foste!

– Não sejas hipócrita, Elena! Sabes muito bem que não fui o único errado nesta história! Fiz mal em ir para Alemanha? Talvez, não digo que foi completamente errado porque não foi! Eu deixei-te sim, mas tu também não estavas disposta a ficar comigo se eu não aceitasse as tuas condições, nenhum de nós quis salvar a relação, eu não abdiquei do que queria mas tu também não o fizeste pois não? Porque me culpas apenas a mim? Tu é que alteraste tudo de um dia para o outro, exigiste de mim algo que eu não te quis dar e agora culpas-me por ter ido embora? Poupa-me, está bem? Tu erraste, sim! Não me interessa que não sejas capaz de ver isso, mas é a verdade. Não és inocente, já para não referir que me escondeste que estavas grávida. Eu tinha o direito de saber que VOU TER A MERDA DE UM FILHO! — Cerrei os punhos com força e resisti à vontade de derrubar aquela maldita porta, sentia toda aquela raiva abandonar-me aos poucos mas continuava com o sangue a ferver perante aquela injustiça. Como é que ela tinha coragem de me culpar unicamente a mim?

– Merda? É assim que te referes aos nossos filhos?! Porque é que eu haveria de te dizer? Tu nem os querias — Naquele momento a minha indignação era tanta que nem notei o plural nas suas palavras.

– Era a tua obrigação, a minha obrigação! Afinal ele não se fez sozinho, ou fez? — Questionei com sarcasmo tentando disfarçar toda aquela mágoa que fazia a minha estrutura ruir.

– Eles não passam de um fardo para ti não é mesmo? Não te preocupes, amorzinho, eu vou cuidar deles muito bem sozinha, não preciso de ti para nada! — Rosnou com acidez presente naquela vozinha de anjo. Quis arrancar a maldita madeira e destruir tudo à minha passagem.

Deslizei ao longo da porta sentando-me no chão, a cabeça escondida entre os joelhos, os cabelos suados a tapar os olhos marejados, a verdadeira imagem da solidão, do desamparo e desespero.

– Elena... Eu só não sei existir sem ti... Perdi-te, para sempre? — Confessei sentindo as minhas forças serem completamente drenadas. Era aquela a verdade, a mais pura e bela das verdades. Ela era a minha luz, a minha vida e eu não sabia o que fazer sem a ter nos meus braços. Credo como doía estar sem ela, sem o seu calor, toque e sorrisos.

A única resposta que obtive foi o mais horrendo e temível silêncio.

Será o fim?

Eu sabia que era, de certa forma, aquele silêncio confirmava todos os meus medos e incertezas. Eu tinha-a perdido para sempre e doía mais que encostar um ferro em brasa ao peito, doía mil vezes mais. Era simplesmente insuportável.

Não dei conta da altura em que as lágrimas começaram a cair muito menos quando os soluços se transformaram em gritos de sofrimento. Não, não podia ser, isto não podia estar a acontecer!

Mas estava e eu não tinha forças para lidar com isso, não tinha forças para me erguer e sair daquele edifício de cabeça erguida. Eu nem tinha a certeza que conseguiria caminhar, ou até rastejar.

Eu estava por demais incapacitado, a dor mental subitamente também se tornara física e queimava em cada osso, músculo e tendão.

Perdido no meio daquela escuridão de sofrimento não consegui perceber que, do outro lado da porta, ela chorava também. Ela sofria também. Ela morria também.

Duas forças indomáveis, feitas para crescer e fortificarem-se juntas encontravam-se separadas e isso era completamente inconcebível. O meu corpo clamava pelo dela e vice versa, o verdadeiro ying e yang.

Minha doce e inocente Elena, o que fomos nós fazer? O que fomos nós destruír?

Perdido no meio daquela escuridão de sofrimento eu ouvi finalmente a sua voz, que me trouxe de volta à superfície do mar de esperanças, por mais que eu estivesse cansado e dorido ia nadar até ao fim.

– São... são dois sabias? Um casal de gémeos... — De início não entendi bem se era real ou uma alucinação quando por fim percebi que o amor da minha vida aguardava uma resposta as palavras saíram numa torrente confusa.

– Gé-gémeos? Nunca pensei! Que coisa mais... Nem tenho palavras para descrever, os nossos pequenos vão ser gémeos? Que... Uau, que... perfeito, eu acho — Franzi o cenho atordoado com a realidade que carregavam aquelas palavras. Que perfeito, de facto. Tudo em nós era perfeito, foramos feitos para coexistir, isso sim era o certo.

Ela suspirou e pude perceber que um pequeno sorriso se estaria a formar no canto dos seus lábios. Nadei com mais afinco.

– Já pensaste em nomes? — Perguntei começando a sentir-me bastante entusiasmado com a simples ideia de arranjar um nome para os meus bebés.

– Hm, ainda não. Tenho andado com muitas coisas na cabeça... — Pausa, o coração martelou forte no meu peito, as mãos começaram a suar. — Ainda tenho cinco meses para decidir.

– Gostas de Sophie? Para a menina claro... — Perguntei sorrindo que nem uma criança.

– Muito comum.

– Alissa?

– Muito estranho.

– Elena júnior?

– Muito piroso filhos com os nomes dos pais, temos que ser originais! — Ela ralhou e não pude deixar de rir.

– Hum, que tal Patrícia?

– Credo, o que é isso? É muito grande e soa mal! — Resmungou, imaginei um pequeno bico formar-se nos seus lábios e não pude deixar de rir.

– Soa nada! Eu gosto!

– Eu não!

– Certo... Taylor?

– Para o menino ou para a menina?

– Hm, um qualquer. Eu acho?! — Ela riu e o senti todo o meu corpo reagir perante aquele som, subitamente já não estava tão cansado e era mais fácil mover-me naquela água.

– Damon tenho... temos imenso tempo para pensar. — Sorri por demais feliz perante aquela correção. — Agora estou cansada. Porque não vais descansar tu também?

– Disse que só sairia daqui depois de falar contigo, cara-a-cara — Ela tornou a rir e fiz o mesmo. Após ouvi-la levantar-se é que percebi que estava sentada junto à porta, como eu, tão perto porém tão longe.

– Eu não vou falar contigo hoje — Ela repetiu decidida porém num tom de voz mais brando. Achei um grande progresso.

– Tudo bem, eu fico aqui até amanhã... É uma promessa que planeio cumprir, não vou falhar novamente — Todo o meu sangue se agitou e eu soube que não falharia mesmo, estaria disposto a cumprir todas as minhas promessas daí em diante.

– Vais dormir aí? — Ela perguntou incrédula.

– Se conseguir, mas mesmo que não durma fico aqui prometo. Até amanhã, Elena, dorme bem — Despedi-me com um sorriso matreiro no rosto só de imaginar o seu espanto.

– Até... até a-amanhã, eu acho — Senti os seus passos cada vez mais distantes e ajeitei-me melhor naquele maldito corredor desconfortável.

– Damon? — Ouvi a voz conhecida e ergui os olhos para encarar a figura loira à minha frente. -Que estás aí a fazer?

– A Elena disse que apenas falaria comigo amanhã, estou simplesmente à espera dela — Disse com simplicidade encolhendo os ombros. Uma Caroline atónita abriu a porta e estendeu o braço, convidando-me a entrar.

– Ao menos espera no sofá!

– Não quero. Está na altura de começar a cumprir aquilo que prometo. Boa noite, loira.

Talvez isto não fosse o fim, talvez fosse apenas um novo começo.

Notas finais
Reviews? Recomendações? Por falar nisso a fic já tem 17 recomendações, wow gente! Isso para mim significa imenso, a sério *-* Muito obrigada a todos :DD
E estamos a menos um capítulo do fim, a fic está mesmo mesmo na reta final! Eu vou ter tantas saudades, a sério :(( Mas tudo o que é bom tem um fim, não é? Pois, e o de Promises está quase a chegar... (Mónica desculpa ter falado do fim da fic depois de ter dito que não tornaria a falar, ahahah!)

POR FAVOR: digam-me o que acharam da fic até agora, se gostaram do desenrolar e tudo mais :)

E sei que este capítulo está fraquinho mas acabei de o escrever agora mesmo, espero que me possam perdoar por todos os erros que deve ter :(

Que acharam do POV do Damon? Gostaram? Eles parecem estar bem encaminhados para uma reconciliação, não? :))

É tudo, beijinho*