Promises
25 Capítulo 24 - Amigos? [bónus]
Notas iniciais
E queria agradecer imensooooo a Ariel e Miah Palvin pelas lindas recomendações! Awwn, eu fiquei toda babada quando as li, lindas demais, muito obrigada ♥
É isso, espero que gostem :D
Olhei para o relógio e apeteceu-me esganar Elena por estar tão atrasada, eu havia-lhe ligado faziam agora dezassete minutos e tinha-lhe dado quinze para chegar.
Alguém bateu à porta e apressei-me a abrir, a morena abraçou-me e eu abracei-a de volta, sentindo imensas saudades da minha melhor amiga.
– Olha-me só as horas, não tens relógios? — Ralhei fuzilando-a com o olhar.
– Caroline atrasei-me dois minutos... — Falou chocada com a minha impaciência enquanto revirava os olhos cor de chocolate.
– Menina, um atraso é um atraso não importa se é de dois minutos ou duas horas!
Ela riu e abanou a cabeça.
– Tu realmente não mudas! Mas vá, conta-me, como tens andado? — Perguntou e eu fuzilei-a com o olhar novamente, assustando-a.
– Nem pensar! Eu não te vou contar nada até tu me contares essa história de o Stefan ressurgir das cinzas armado em fénix de segunda categoria — Ela riu e sentou-se no sofá começando a contar tudo desde o início.
Tenho a noção que mantive uma cara de choque durante todo o relato, não posso negar que tive bastante pena de Stefan e que até eu quis matar a maluca da Hayley.
Por fim ela perguntou como andava a minha vida e antes que eu pudesse dizer alguma coisa alguém bateu à porta, Elena ofereceu-se para abrir dado que eu ainda deveria estar com cara de quem viu um fantasma.
Forcei-me a acordar para a realidade quando um sotaque britânico invadiu o cómodo fazendo o meu coração dar um baque.
– Klaus, o que faz aqui? — Perguntei com frieza sem vontade nenhuma para conviver com ele. — Vens aqui chamar-me vadia outra vez ou desta vez tens algum insulto melhor?
– Caroline isto pode parecer chocante mas não és o centro do mundo, vim aqui falar com Elena dado que não tenho nada para falar contigo, já disseste coisas que chegassem para um vida — Ele rosnou magoado, senti uma pontada de remorso por tê-lo iludido daquela forma, nunca quis que ele me amasse, nunca desejei isso mas infelizmente acontecera e eu não sabia lidar com isso.
– Digo o mesmo! Precisam de privacidade? — Perguntei com ironia e um certo ciúme, parte de mim queria que ele estivesse ali por minha causa e eu ignorava completamente essa parte, pelo menos tentava.
– Ao contrário de ti em não fodo com tudo o que mexe, se não te importas dás-nos licença? – Não soube o que responder devido à enorme míriade de sentimentos que lutavam para ter um destaque na minha mente, mas eles apenas se encontravam todos misturados de modo a que eu sentisse várias coisas ao mesmo tempo. Raiva, ciúme, ódio e no entanto remorso, tristeza e sobretudo saudade.
Revoltada com aquela saudade que apertava o meu peito ao fitar os olhos claros se Klaus refugiei-me no meu quarto e o nosso último encontro desenrolou-se na minha mente como se eu estivesse a assistir um filme.
Eu amo-te, Caroline e pensei, num momento de completa insanidade, que talvez me amasses de volta, que talvez tu também sentisses este aperto no coração de cada vez que estamos separados, que também te sentisses completa de cada vez que nos unimos... Mas não te preocupes, eu percebi que estava errado. Não volto a cometer esse erro. Desculpa se te causei algum problema. Fica bem, amor.
Ele amava-me, como é que isso era possível? Eu não era digna de ser amada, não pela maneira como eu afastava todos os que se tentavam aproximar emocionalmente, desde aquele fatídico dia em que o meu coração se quebrara em milhares de pedaços. Sentia que uma parte de mim ainda vivia agarrada a esse meu sonho despedaçado de vestidos brancos e lindas capelas, como é que eu me deixara enganar a esse ponto?
Eu estava tão cega de amor que quando tornei a adquirir a visão o choque foi tal que me quebrou por dentro, para sempre.
A minha ingenuidade custou-me anos e anos de felicidade e eu havia jurado a mim mesma que não deixaria tal acontecer novamente e não era um loiro encantador que me ia fazer quebrar a minha promessa!
Ouvi a porta a bater e fui abrir esperando encontrar a minha melhor amiga do outro lado. Resisti ao impulso de lhe espetar com a porta no focinho quando vi Klaus, que me olhava com uma determinação assustadora.
Antes que eu pudesse piscar os olhos ele agarrou-me o rosto e puxou-o para si unindo os nossos lábios num beijo feroz que me fez perder as estribeiras, eu devia afastá-lo, sabia que devia, mas a saudade decidiu destacar-se nesse exato momento e tudo o que consegui fazer foi trazê-lo para mais perto e traga-lo por completo. Céus, como sentia falta da sua língua quente a tocar a minha, as suas mãos másculas a passear no meu corpo para se fixares nas minhas coxas, causando-me arrepios deliciosos que se espalhavam pecaminhosamente por todo o meu corpo.
E quando eu pensava que finalmente iria tê-lo como gostava, ele afastou-nos e olhou-me com aquela intensidade que só ele possuia.
– Eu amo-te, Caroline, e vou lutar por ti nem que seja para te poder ter como minha amiga, eu só… só não consigo não te ter na minha vida, fico tão incompleto sem ti – Ele murmurou ao meu ouvido, sem que desse conta um lágrima escorria pelo canto do meu olho, lembrando-me que se fosse uma outra altura eu derreteria nos seus braços e fariamos amor vezes e vezes sem conta. Eu merecia ser feliz, eu tinha esse direito enquanto ser humano! Porque é que era tão difícil entregar-me? – Sei que provavelmente vais repudiar-me, e dizer que só me queres pelo sexo e isso vai magoar mas não vou contrariar as tuas vontades, eu sei que o que disse naquele dia foi cruel e peço desculpa e talvez não vás acreditar nisto mas eu respeito as tuas decisões, eu respeito-te por isso se quiseres que saia por aquela porta será isso que eu vou fazer, porque eu gosto tanto de ti que não consigo separar sexo de amor. Diz-me, Caroline, queres que saia?
Sem que desse conta as minhas mãos prenderam-se na sua camisa azul marinho e baixei a cara de modo a que ele não pudesse ver os meus olhos marejados de lágrimas cristalinas, dor de uma outra vida, de um outro amor, uma mágoa que teimava em prevalecer.
– Eu… não te amo – Admiti em voz baixa, sentindo remorso por tê-lo usado sem escrúpulos, por tê-lo afastado quando soube que me amava, eu havia magoado uma das únicas pessoas que se importavam comigo e estava na altura de ser honesta – Mas… eu gosto de ti, não sei se como amigo ou como algo mais, está tudo muito confuso neste momento, Klaus, eu não espero que compreendas afinal tu não conheces o meu passado mas a verdade é que eu tenho medo… medo de me entregar e ficar outra vez de coração desfeito nas mãos. – Limpei as lágrimas e ergui o rosto borratado para olhá-lo, ver aquela máscara linda de preocupação e compaixão deu-me segurança para continuar, eu consegui perceber que ele gostava de mim a sério mas isso não seria suficiente, eu tinha que aprender com o tempo que ele não me iria magoar. – Eu não te quero perder, eu quero que estejas a meu lado, nem que seja como um amigo. Eu acho que um dia vamos ser felizes juntos, acho mesmo, mas não sei dizer se esse dia está próximo. Vamos tentar ser amigos, pode ser? Eu estou mesmo a precisar de um! – Ri e ele riu comigo, fazendo uma carícia suave no meu rosto que me aqueceu por dentro. – Que me dizes? Quem sabe um dia…
Ele depositou um beijo calmo na minha bochecha vermelha e sorriu ternamente, fitando-me com aqueles olhos azuis desconcertantes.
– Eu adoraria que fossemos amigos. – Ele segurou as minhas mãos nas suas, fazendo um carinho adorável com o polegar. – Eu não sei o que te aconteceu no passado mas quero que saibas que se alguma vez precisares de desabafar eu estarei aqui, para te apoiar, como o melhor amigo que alguma vez tiveste!
Atirei-me para cima dele, abraçando-o pelo pescoço. Ele riu e senti a vibração do seu tórax fazer-me cócegas e acabei por rir também.
Fomos juntos para a sala e enquanto ele escolhia um filme eu fui fazer pipocas doces.
Sentamo-nos um ao lado do outro no sofá e assistimos super divertidos “É a vida!”, rindo com as cenas divertidas.
Foi um ótimo final de dia, nunca pensei que fosse capaz de me divertir tanto com Klaus.
Talvez, só talvez, não fosse assim tão difícil confiar naquele ser encantador que me espantava mais a cada dia que passava.
Notas finais
Quem quiser o bónus já sabe!
Before the Storm mudou de rumo, ahaha, informações no meu perfil,
Quanto a Promises, eu ainda não sei ao certo quantos capítulos faltam para terminar, mas mais de cinco de certeza, talvez uns dez... Depende da maneira como eu escrever o resto dos acontecimentos, que já estão definidos (:
Mas quando eu tiver mais ou menos a noção ao certo eu trato de avisar :D
Beijão queridos leitores fofitos ♥
p.s. tenho a sensação que vão gostar do próximo capítulo :DD
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