Promise Me
34 Te daria o mundo.
Notas iniciais
O moreno se acorda com um sorriso estampado no rosto ao lado de seu amado. Kurt dorme de costas para ele e possui as duas mãos juntas abaixo no rosto. Blaine alisa sua pele e lhe dá uma leve bicada na bochecha, sendo assim se levanta cuidadosamente da cama, vai em direção ao banheiro, toma um banho rápido e logo após se veste.
Apenas uma calça preta colada a perna e uma camiseta vermelha de mangas longas com alguns detalhes em dourado. Ele calça suas botas e sai do quarto em silêncio completo, fechando a porta atrás de si em seguida.
O príncipe desce as escadas observando o sol que brilha ao lado de fora, ele suspira e sorri como se fosse um tremendo bobo. Blaine caminha em direção ao quarto de seu amigo pelos próximos segundos, até que enfim bate em sua porta.
Ele espera alguns minutos até que Sam o atenda. Ele abre a porta e está com o cabelo todo bagunçado e com apenas um olho aberto por conta da luminosidade.
-Comprou o que eu pedi? – Blaine questiona sorrindo.
-Você não poderia esperar até o palácio todo se despertar? Inclusive eu? – Ele questiona dando passagem ao amigo.
-Eu estou ansioso. – O moreno entra no quarto, Sam veste apenas sua roupa de baixo e seu cômodo está todo desarrumado como de costume.
O loiro caminha ainda adormecido em direção a sua roupa, ele se inclina e retira de seu bolso uma pequena caixa de madeira.
-Você não sabe o trabalho que me deu para conseguir isso com urgência. – Sam diz entregando a ele a caixa.
-Obrigado Sam. – Blaine sorri e guarda a caixa no bolso de dentro da camisa.
-Você vai mesmo fazer isso? – O cavalheiro questiona desbando em sua cama. – Sabe que não será visto com bons olhos.
-Eu não ligo. – Blaine se aproxima dele. – É o que eu mais quero na minha vida... basta saber se o Kurt quer o mesmo.
-Então só lhe desejo boa sorte. – O loiro cobre a cabeça com o travesseiro e volta a dormir rapidamente em seguida.
O príncipe sai de seu quarto e volta a subir as escadas, caminha em direção ao seu quarto mais uma vez. Ele abre a porta e vai até a sua cama, Kurt ainda dorme do mesmo jeito de antes. Blaine sobe na cama e engatinha até ele, lhe beijando lentamente no rosto.
-Amor... – O príncipe o chama sussurrando em sua orelha.
-Hum? – Kurt murmura com a boca enquanto o moreno alisa sua pele.
-Vamos, acorde. Temos algo para fazer. – Ele beija o castanho delicadamente.
Kurt coça os olhos e inclina sua cabeça na direção dele, ele se senta na cama, enquanto seu amado o observa. O plebeu olha pela janela e vê que ainda está bem cedo e fica confuso em relação ao porquê de ter sido acordado.
-O que houve? – Ele questiona.
-Apenas tome um banho e vista uma roupa, nós vamos dar uma saída. – Blaine se levanta da cama. – Estou lhe esperando do lado de fora.
O castanho continua lhe olhando confuso, mas acaba indo fazer o que lhe foi pedido. Blaine desce as escadas o mais rápido possível e caminha em direção a cozinha. Em cima da bancada foi deixado pelas criadas desde a noite anterior uma bolsa grande com algumas coisas dentro, como cobertores e comida.
O príncipe agarra a bolsa e caminha em direção ao lado de fora.
-Aonde o senhor está indo? – Madison questiona seguindo Blaine.
-Estou indo dar um passeio. – Blaine responde atravessando o portão.
-Mas o senhor está indo sozinho? – Mason questiona em seguida. – Não acha que está muito cedo?
-Meus caros, eu apenas vou dar uma volta com o meu namorado. – Blaine encara os gêmeos, ambos seguram suas espadas e estavam de guarda. – Se alguém perguntar aonde eu fui respondam que não sabem, de acordo?
-E nós podemos saber o motivo disto? – Madison questiona desconfiada.
-Apenas respondam o que lhes pedi. – Blaine se afasta deles e caminha em direção ao seu estábulo.
Depois de alguns metros de caminhada ele enfim chega e vai até Amora que come um pouco de fardo.
-Olá, minha princesa. – Blaine diz abrindo a porta dela. – Que tal levar os seus papais para um passeio?
Ele sorri e puxa a sua égua que docilmente lhe acompanha para fora do estábulo. Blaine continua caminhando com ela quando vê de longe Kurt parado com as mãos apoiadas no quadril.
-Está pronto? – Blaine questiona chegando junto a ele.
-Estou... aonde vamos? – Hummel parece de fato confuso.
-Vamos apenas dar um passeio. – O moreno sorri e só então sobe na égua e estende sua mão para Kurt que observa isso atendo, lembranças voltam à tona na mente do plebeu e um sorriso aparece em seu rosto.
Kurt segura a mão dele e também sobe em Amora, abraça as costas de seu amado e por fim eles começam a galopar com a égua.
[...]
-O que vamos fazer? – Hummel questiona, eles já estão na mata há um bom tempo.
-Eu quero passar um tempo apenas com você, nós dois sozinhos e sem problemas.
-Mas há algum motivo em especifico?
-Precisa haver? Não posso passar um tempo a sós com o amor da minha vida?
Kurt dá um sorriso e o abraça com mais força. Ele encosta sua cabeça nas costas dele e sente o seu aroma, Blaine cheira a rosas vermelhas.
Se passam algumas horas de galopada e os dois vem conversando assuntos bobos e engraçados até então. Já está no horário da tarde e cada vez mais que eles adentram na mata Kurt consegue perceber exatamente o caminho que ambos estão seguindo.
-Blaine... – Ele diz inclinando a cabeça e vendo de longe a gruta.
-Sim? – O moreno dá uma risada.
O castanho sorri de um jeito tão bobo que chega a ser constrangedor para ele. Blaine termina de trotar com a égua e por fim desce dela ajudando o seu amado a fazer o mesmo logo em seguida. Blaine pega a sua bolsa com os materiais e Amora começa a comer a grama verde.
Blaine estende a sua mão para o plebeu que a segura com mais um sorriso estampado nos lábios. Os dois de mãos dadas caminham em frente, adentrando na gruta em poucos minutos. Ela nunca esteve tão linda como nesse exato momento. Completamente iluminada por uma luz no qual ambos rapazes não fazem ideia de onde vem, as águas aparentam estar mais azuis e há flores por todos os lados, em sua grande maioria tulipas rosadas.
-Nós vamos dormir aqui hoje. – Blaine larga a bolsa no chão e começa a retira de dentro um dos cobertores e o estende no chão. – Seremos apenas você e eu neste lugar maravilhoso.
O plebeu lhe olha sorrindo e seu coração começa a bater mais rápido. Ele está com as bochechas coradas e permanece assim enquanto observa o seu amado ajeitar o pano no chão. Blaine coloca delicadamente sobre o pano as comidas. Pães, frutas, dois copos e uma garrafa lacrada com suco dentro. Após isso, o príncipe caminha até as rosas e começa a pegar algumas, levando elas de volta ao cobertor e simplesmente enfeitando da forma mais perfeita esse pequeno canto. Até que enfim, ele retira suas botas e se senta sobre o cobertor.
-Você não vem? – Ele questiona vendo que o castanho ainda lhe olha bobo.
O plebeu dá mais um sorriso acanhado e só então também retira as botas e se junta ao seu dele. Blaine pega os copos e entrega um a ele. Abre a garrafa e serve os sucos de frutas vermelhas.
-Ao nosso amor. – Anderson diz erguendo o seu copo.
-Ao nosso amor. – Hummel sorri e só então brinda batendo os copos.
-Sabe... – Blaine dá um gole. – Se me contassem há algum tempo que hoje em dia eu estaria apaixonado desse jeito eu diria que é mentira. – Ele o olha nos olhos. – Você se lembra a primeira vez que nos vimos?
-Eu estava tentando esconder a coroa da sua mãe. – Kurt dá uma gargalhada. – Mas aí você e o Sam apareceram do nada e estragaram esses meus planos.
-Você não faz ideia do quanto eu tive medo quando você conseguiu acertar o Sam, eu pensei que iria me matar, mas o meu amigo foi mais rápido. – Ele dá uma gargalhada. – Eu me lembro que enquanto você estava dormindo, ou desmaiado até hoje eu não sei... eu estava lhe olhando e não sei o motivo, mas eu não conseguia fazer outra coisa.
-E eu estava com raiva de você. – O castanho bebe um gole rindo. – Aí você me deixou tomar um banho no lago e eu sei muito bem que ficou me observando. Depois nós nos perdemos na mata... encontramos o Finn e você tentou me beijar.
-E você desviou me deixando constrangido. – Blaine sorri olhando para baixo. – Se eu pudesse voltar no tempo não mudaria nada... sei que eu lhe disse que o meu maior erro foi ter ido atrás de quem procurou a coroa, mas eu estava mentindo, esse foi o único acerto que fiz em toda a minha vida.
Kurt olha para os olhos multicoloridos do príncipe, as vezes verdes, as vezes castanhos, as vezes as duas cores. Ele nunca esteve tão apaixonado e nunca se sentiu tão bem ao lado de uma pessoa como agora.
-Às vezes os piores erros nos levam aos melhores momentos. – O castanho segura a mão dele. – Nós evoluímos tanto como pessoas porque temos um ao outro.
-E eu espero que isso se perdure pelo resto da minha vida. – Blaine se aproxima mais dele. – Nós falamos tanto dessas coisas e parece que foi ontem que nós estávamos dizendo eu te amo um para o outro e lutando para proteger o nosso amor.
-E eu faria tudo de novo se possível. – Ele lhe olha atento.
-Eu sei... e exatamente por isso que estamos aqui, porque eu sei que você é o homem certo para a minha vida e eu não conseguiria jamais amar alguém como eu lhe amo. – Blaine suspira fechando os olhos e leva uma das mãos até o bolso da camisa. – Eu sei que deveria fazer isso em uma festa ou com músicas tocando ao fundo, mas pensei que dessa forma seria perfeito, apenas nós dois e com a simplicidade que você sempre possuiu. Eu sei que essa pode ser a atitude mais louca que um príncipe e futuro rei já fez em todos os anos da história...
-Blaine, do que você está falando? – Kurt o olha assustado.
-Mas eu preciso mostrar a todos quem é o meu verdadeiro amor, eu preciso gritar para o mundo que você é o homem da minha vida. – Os olhos do moreno começam a ficar marejados e ele retira de seu bolso a caixa que Sam o entregou, Hummel permanece lhe olhando confuso. – Sei que nunca antes foi visto algo desse tipo, mas se eu pudesse eu te daria o mundo, mas como não posso apenas lhe ofereço o meu coração... e ele está batendo bem forte agora.
Uma lagrima desce dos olhos de Blaine e Kurt começa a tremer seu corpo, ele está boquiaberto e respira de uma forma nervosa.
-Eu não sei se o destino reservou isso para nós desde o começo, talvez a nossa história esteja escrita em algum canto. E eu sei que pode se passar anos, séculos, vidas e nós sempre estaremos juntos em algum lugar, porque fomos feitos um para o outro. Você é aquele que me deixa feliz, que me deixa seguro, que cuida de mim, que faz o meu coração querer saltar pela boca e ir ao encontro do seu. Você é aquele no qual eu quero oferecer isso... – Blaine fica de joelhos e Kurt começa a ter o coração acelerado.
-Blaine...
-Eu quero me acordar todos os dias ao seu lado, quero que quando chore eu esteja presente e possa o consolar, quero que o motivo do seu sorriso seja por minha causa e quero mais ainda poder te dizer que eu te amo todos os dias da minha vida. – Ele por fim abre a caixa lentamente e Kurt o olha quase desmaiando. – Não sei se deveria fazer isto neste lugar, mas qual ambiente seria melhor senão aquele no qual nos tornamos um só pela primeira vez em nossas vidas? – Kurt está paralisado. – Não sou a pessoa que mais acerta, porém como eu disse antes, você foi o meu melhor e único acerto e por isso eu lhe pergunto... – Blaine suspira e o olha nos olhos, fixamente. – Kurt Hummel, você aceita se casar comigo?
O coração do plebeu bate forte e ele encara o moreno nos olhos, seus braços tremem e seu ar parece ter sido arrancado a força dos seus pulmões. Blaine o encara com lagrimas nos olhos e suas mãos tremulas permanecem segurando a caixa de madeira com uma aliança perfeita esculpida a um ouro tão forte que chega a iluminar o ambiente.
-Sim. – Kurt diz deixando descer uma lagrima de deus olhos e Blaine sorri. – Eu aceito me casar com você, é tudo que eu mais quero em minha vida.
Blaine rapidamente o beija com força e ambos começam a chorar de felicidade. O príncipe retira o anel da caixa e o coloca no dedo tremulo de Kurt, que não consegue desviar o olhar da joia.
-Mas Blaine... – Hummel o olha. – Se eu me casar com você, me tornarei...
-Sim, se tornará rei, assim como eu. – Blaine chora sorrindo. – Nós seremos os reis de Lionheart.
-Mas... eu nunca... – Kurt está tremendo mais do que qualquer coisa. – Oh meu deus. Não existe isso... dois reis... como? As pessoas...
-Eu não quero saber das pessoas. – Blaine segura firme as mãos tremulas dele. – Nós seremos maridos um do outro e você será rei ao meu lado.
Hummel chora e Anderson o abraça em seguida, um abraço apertado como jamais dado entre eles. Ambos choram no ombro um do outro e sorriem como se não estivessem acreditando. O príncipe novamente o beija, um beijo lento e apaixonado, delicado e demorado, com direito a suspiros e toques.
-Eu te amo. – O plebeu fala entre o beijo.
-Eu também te amo. – O moreno retruca voltando a beijar ele. – Agora... – Ele afasta os lábios e o encara rindo. – Vamos terminar de comer isso.
Os dois dão uma gargalhada e voltam a comer, Kurt não consegue parar de olhar para o seu dedo anelar, é como se seu maior sonho tivesse sido realizado.
-Como vamos contar a todos? Não sei como eles irão reagir. – Hummel questiona enquanto morde um morango.
-Nós vamos chegar e vamos dizer que estamos noivos. Sendo assim, esperamos os desmaios e críticas. – Blaine dá uma risada e lhe dá uma bicada nos lábios.
-Eu estou morrendo de vergonha, não vou conseguir chegar lá e dizer...
-Que seremos marido um do outro? Ou que você será o rei do reino? – Blaine dá uma risada novamente.
-Acho que os dois... – Kurt suspira. – O que vou fazer quando chegar lá? Vou dizer: Oi gente, sou o futuro rei de todos vocês...?
-Basicamente isso. – O moreno ri novamente. – Eu quero o melhor jantar de noivado e quero os melhores preparativos...
-Blaine...
-Eu não quero medir esforços Kurt, estarei me casando com o homem da minha vida. Quero tudo na mais perfeita forma!
-Você não tem jeito. – Kurt sorri corado e só então o moreno lhe beija mais uma vez, ambos suspiram e se acalmam.
Os dois observam que já está anoitecendo na a gruta e ela parece brilhar mais do que o normal. É como se várias lamparinas acessas estivessem no fundo da água azul do lago. Os olhos do plebeu se iluminam na direção dele e exatamente por isso que ele se levanta.
-O que vai fazer? – Blaine questiona e só então começa a observar o castanho retirando sua roupa lentamente. O moreno olha o corpo dele dos pés à cabeça, o castanho é o homem mais perfeito que existe aos olhos do príncipe.
A luzes iluminam a pele pálida de Kurt. Todas as suas curvas estão delineadas perfeitamente entre as frestas de luz que tocam nele. Seus olhos nunca estiveram tão iluminados e azuis. Seus pelos estão dourados e ficam arrepiados ao sentir a brisa que passa por seu corpo.
-Você é tão perfeito. – Blaine diz observando ele completamente hipnotizado.
O plebeu abre um sorriso em seus lábios rosados e largos e logo após isso caminha nu em direção ao lago brilhante, entrando nele aos poucos logo sem seguida.
-Foi assim que percebi que eu queria você para mim. – Blaine diz o observando, as águas claras brilham no corpo dele. – Quando eu o vi entrando no lago.
-Só que dá última vez... – De longe Hummel fixa seus olhos nos dele. – Você não se juntou a mim.
O moreno lhe olha com o corpo estremecendo. É como se a voz de Kurt fosse um chamado de magia que lhe puxasse para os encantos que ele tem a oferecer e exatamente por isso que ainda meio desnorteado pela beleza do plebeu, o príncipe se levanta e começa a retirar suas roupas. O moreno não desvia o olhar do amado um segundo sequer e quando enfim assim como ele também está sem roupas, caminha aos poucos em sua direção entrando em seguida na água quente da gruta.
O vapor assopra em suas peles, os dois se tocam e após isso se beijam. Suas línguas se entrelaçam e se deixam permitir sentir o gosto doce dessa água cristalina. Blaine devagar empurra Kurt até a parede de areia escura na encosta do lago, fazendo ele encostar suas costas nela e ficar sem escapatória.
O príncipe beija seu rosto e desce até o pescoço dele, enquanto Kurt fecha os olhos e sente suas partes se tocando. Blaine alisa a pele dele enquanto Kurt arranha suas costas e revira os olhos pelo carinho recebido. Suas línguas se juntam mais uma vez e suas respirações falham, seus corpos estão quentes, estão ativos, estão vivos como nunca estiveram antes.
-Nunca imaginei que o meu paraíso seria você. – Blaine sussurra para ele.
-Você me promete que eu nunca vou deixar de ser o seu paraíso? – Kurt o olha atento.
O moreno volta a lhe beijar sem a resposta. Ele o beija delicadamente e por fim sobe sobre o seu colo, fazendo o pênis dele encaixar perfeitamente em seu corpo. Anderson geme e o aperta com força, fazendo Kurt revirar os olhos.
-Eu prometo. – O moreno diz fazendo movimentos de subida e descida no pênis dele, ambos se beijam novamente e suas respirações se juntam, elas estão quentes e ferozes. – Oh, eu prometo.
Kurt segura com força as costas dele e Blaine envolve seus braços no pescoço dele. Os dois se beijam e o moreno não para um segundo de se movimentar, ele abre a boca e respira com fadiga por ela. O plebeu morde os lábios dele e começa a massagear o seu pênis, seus olhos se fecham e eles sentem o prazer de se tornar mais uma vez um só.
-Você é a melhor coisa que já me aconteceu. – Blaine sussurra entre o gemido. – Oh... eu te amo tanto.
Kurt morde os lábios dele o beija mais rapidamente. Blaine aumenta a velocidade com que sobe e descer, sua cabeça se arqueia para trás e ele grita, gritos de um prazer incalculável, um prazer no qual ele só sente ao lado de Kurt Hummel. Eles gemem, e o plebeu morde o pescoço dele com força, suas mãos o seguram como se fosse a joia roubada no dia em que tudo começou, ele não irá solta-lo, não até saber que eles estarão juntos até a eternidade.
Blaine o beija novamente, seus lábios mordem com força os do plebeu, ele o quer, cada vez mais e não consegue sequer parar de ama-lo, é como se fosse uma espécie de promessa que suas almas fizeram antes sequer de habitarem seus corpos. Eles se amarão até o fim, independente do que houver e de quais obstáculos caírem sobre eles.
-Eu te amo. – Kurt diz respirando fadigado. – Eu te amo mais que tudo.
-Oh... – Blaine revira os olhos, ele se movimenta cada vez mais rápido no colo dele. Sobe e desce sem piedade. Águas são jorradas ao redor deles, brilhos maravilhosos iluminam seus rostos. – Oh... Kurt... ah céus.
Seus olhos se fixam mais uma vez. Ambas as vistas estão com as pupilas retraídas pela luminosidade, é como se esse lugar estivesse a favor deles, o lugar onde eles estiveram juntos pela primeira vez, o lugar onde eles se amaram e continuarão se amando. Todas as flores balançam pela brisa calma e seus corpos tremem pelo prazer sentido. Blaine grita, grita como se não houvesse amanhã e Kurt geme, geme ao sentir todo o seu amado sobre ele, sobre o seu corpo já sem forças.
Blaine leva suas duas mãos e aperta o pescoço do castanho com força, se apoiando nele entre as subidas e descidas. A água quente se junta em seus corpos fervendo e o castanho começa a massagear com mais agilidade o pênis dele e Blaine grita absurdamente alto sentindo seu corpo enfraquecer, seus olhos ficam em total branco pelo êxtase e seus gemidos não cessam, ultrapassam as paredes de pedra da gruta e possivelmente está espantado todos os animais do lado de fora.
Blaine se liberta em um gemido alto. Ele deita sua cabeça no peito do castanho, e continua a se movimentar para o sentir também se libertando dentro dele. E é exatamente isso que o plebeu faz, ele se liberta dentro do seu amado, e os dois se beijam mais uma vez, um beijo calmo e cheio de vida. Eles se amam de uma forma inacreditável aos olhos de outras pessoas. É uma paz entre eles não sentida há tempos, uma paz que chega a se tornar estranha e tão calma.
Blaine sai do colo dele e continua o beijando. Os dois após isso saem da água e caminham ainda nus até o cobertor estendido no chão e sobre ele se deitam e se abraçam. Os dois ainda se beijam, mas acalmam seus corpos e respiram fundo. Blaine envolve o seu braço sobre Kurt e apoia a sua cabeça na parte de trás da dele.
Ambos suspiram. O príncipe fecha os olhos e após alguns minutos sentindo o aroma dos cabelos sedosos do castanho acaba dormindo pela exaustão. Kurt continua acordado e observa o anel em seu dedo, ele está tão feliz por dentro que seria capaz de sair gritando por todos os lugares. Ele dá um sorriso e enfim fecha os olhos, adormecendo alguns minutos após em puro relaxamento.
[...]
Kurt se acorda um pouco atordoado e percebe que Blaine não está mais ao seu lado. Ele se levanta e se veste, caminhando em seguida até o lado de fora.
O plebeu observa o a área externa e nem sinal de seu amado, apenas a sua égua está por perto. O castanho começa a sentir seu coração batendo acelerado.
-Blaine? – Ele grita, mas não ouve nenhuma resposta. – Blaine!?
Hummel começa a andar procurando ele e um medo começa a percorrer seu corpo, pois o príncipe não é de sumir sem sequer avisar. O plebeu continua gritando por ele e nada é escutado, a mata nunca esteve em tanto silêncio como agora.
-Blaine! – Ele insiste.
-Sim? – A voz do príncipe é escutada de longe.
Um alívio toma conta do plebeu que gira a procura do moreno, mas não o encontra.
-Blaine? Onde você está? – Hummel continua olhando para todos os lados, a procura dele.
-Aqui em cima! – O moreno grita.
Kurt desvia seu olhar da mata e passa a observa as arvores e só então dá de cara com o príncipe em cima de uma delas, agarrado a um tronco.
-O que diabos você está fazendo aí em cima? – Kurt rapidamente corre até o tronco da árvore.
-Eu queria... – Blaine respira fundo, ele está assustado. – Eu queria perder meu medo de altura, mas agora estou preso.
-Perder seu medo de altura? Blaine como alguém pode perder o medo de algo forçando? O que há de errado com você? – Hummel o repreende.
-Eu também queria pegar uma flor bonita que achei e lhe entregar. – Blaine rebate e parece conseguir a comoção do amado.
-Certo. – Kurt revira os olhos. – Vou lhe ajudar.
O castanho rapidamente se agarra ao tronco da árvore e começa a escalá-la, chegando ao príncipe rapidamente.
-Você é louco. – Kurt diz.
-Mas valeu a pena. – O príncipe retruca. – Veja essa vista.
Os dois desviam seus olhares em frente e conseguem enxergar bem de longe as torres do palácio. De fato, parar e ficar observando uma imagem como essa é fantástico e aos olhos dos dois o reino nunca esteve tão belo.
-Esse é o nosso reino. – Blaine diz.
-Como? – O plebeu suspira. – Como alguém feito eu pode conseguir tudo isso? Eu não era ninguém, apenas fazia de tudo para que não faltasse nada ao meu pai porque éramos pobres demais...
-E exatamente por isso que você merece tudo que eu posso lhe oferecer. Seja do meu reino ao meu coração.
Kurt desvia seu olhar para ele e sorri, se inclinando em seguida e lhe dando uma bicada delicada nos lábios.
-E se eu tropeçar e cair no dia da coroação? – Kurt afasta os lábios em preocupação e o príncipe começa a dar gargalhadas. – E se a coroa ficar terrível em minha cabeça? Ou pior, se ninguém me aceitar? Ou...
-Hey. – Blaine o interrompe. – Você será o melhor rei que esse lugar já teve o prazer de possuir... atrás de mim é claro.
Kurt revira os olhos e o príncipe dá uma risada.
-Não me faça lhe empurrar daqui. – O castanho rebate.
-Você não teria essa coragem... ama demais o meu corpinho para fazer isso.
-Apenas vamos descer, príncipe Anderson. – Kurt rebate rindo. – Temos que voltar ao palácio e dar a incrível notícia.
-Que os céus nos ajude. – Blaine responde rindo e começando a descer da árvore.
[...]
Após horas cavalgando, finalmente os dois chegam ao palácio mais uma vez. Ambos descem de Amora e caminham juntos, passando pelo portão principal e se deparando com todos no Hall de entrada – com exceção de Sam que já sabia dos planos do príncipe – andando de um lado para o outro.
-Voltamos. – Kurt diz.
-Onde vocês estavam? – Finn questiona se aproximando irritado dos dois.
-Apenas fomos dar uma volta. – Blaine se defende.
-Volta de quase dois dias? – Cooper rebate em seguida.
-Qual o problema nisso? – Hummel retruca.
-O problema é que ninguém sabia onde vocês estavam e não sabíamos se algo os aconteceu. – Puck rebate irritado enquanto encara Kurt.
-Quando vocês vão perceber que nada de ruim irá nos acontecer? – Blaine observa todos. – O nosso reino está em paz finalmente.
-Como você tem certeza disso? Nunca podemos confiar. – Rachel comenta olhando para todos. – E se algo de ruim nos passar novamente?
-Nada... – Kurt se aproxima e para meio deles. – Vai nos acontecer.
Todos suspiram pelo alívio de ver os dois em sua frente, mas tem suas atenções desviadas para o príncipe que segura a mão de Kurt.
-Eu quero que contratem o melhor bufê, os melhores vendedores de tecidos, a melhor orquestra e os melhores decoradores. – Blaine diz.
-E nós podemos saber o porquê de tantos gastos? – Mike questiona desinteressado.
-Kurt Hummel e eu estamos noivos. – O príncipe diz e todos arregalam os olhos no mesmo instante. Levam as mãos até a boca e ficam em perplexidade.
-O quê? – Mike questiona abismado. – Do que estão falando?
-Nós estamos noivos e seremos os próximos reis de Lionheart. – Anderson repete.
-Isso é um absurdo, dois reis? – Mike insiste. – As pessoas...
-Que as pessoas morram, conselheiro. – Puck bate nas costas dele. – Meus parabéns meninos.
E só então Noah anda em frente e simplesmente abraça os dois de uma só vez. Todos começam a sorrir e a gritar em comemoração.
-Nunca estive com tanto orgulho do meu irmão. – Cooper diz com um sorriso largo. Ele abraça Blaine com força e bate diversas vezes nas costas dele.
Finn faz o mesmo com Kurt e todos logo em seguida começam a abraça-los. Sorrisos são dados e cumprimentos são feitos. Nos olhos dos noivos apenas se percebe a serenidade de um amor que está a ponto de ser concretizados e em relação aos seus amigos... todos não podem esperar a hora de poder fazer a tão esperada e digna referência aos futuros reis de Lionheart.
Fale com o autor