Promise Me
35 Devemos confiar?
Notas iniciais
Todos andam de um lado para o outro em completa agitação. A última vez que o reino esteve dessa maneira foi quando estavam organizando os preparativos para o casamento falho do príncipe Blaine com a princesa Rachel.
-Como você não sabe qual é o tipo de rosa que ele mais gosta? – Emma questiona abismada.
-Eu nunca perguntei isso a ele... – Blaine diz em nervosismo. – Será que você não poderia...
-Blaine, isso é o seu trabalho, afinal de contas quem é o noivo aqui? – Ela rebate e só então se afasta para ajudar os demais.
O príncipe nunca esteve tão perdido como nesse exato momento. São tantos preparativos que a sua cabeça está em outro mundo.
-Você irá querer os tecidos em quais cores, mesmo? – Jesse questiona se aproximando do príncipe.
-Eu... – O moreno não sabe o que responder, ele está atordoado.
-Azul. – Kurt responde descendo as escadas. – Quero os tecidos nas cores azuis e brancos.
-Isso. – O moreno responde aliviado e Jesse apenas começa a escrever em um papel o que lhe foi dito.
-Amor, não precisa ficar tão louco com isso. – Hummel se aproxima.
-Eu quero que tudo saia da mais perfeita forma.
-Mas acontece que se você se preocupar demais irá acabar estragando tudo. – O castanho dá uma risada e Blaine tenta se acalmar, até que enfim a princesa Berry aparece no cômodo de entrada... chorando.
-Rachel! – Finn grita seguindo ela.
-O que houve? – O moreno questiona se aproximando dos dois.
-Ela recebeu uma carta dos pais. – Hudson rebate.
-Uma carta? – Jesse logo se interessa enquanto a pequena ainda chora.
-Blaine, você irá querer... – Sam aparece, mas logo se interrompe. – O que houve com a Rachel?
-O que a carta diz? – Kurt questiona se agachando ao lado dela.
A princesa segura em suas mãos tremulas o papel no qual a carta foi escrita. Ela entrega a Kurt e permanece aos prantos sentada em um poltrona. Hummel por sua vez encara cada um em seus olhos e abre a carta, lendo ela pelos próximos instantes.
De: Rei Hiram Berry. Para: Princesa Rachel Berry.
“Nunca senti uma decepção tão grande quanto estou sentindo a seu respeito Rachel. Você nos arruinou em todos os sentidos, sejam pelos homens mortos ou pelas dívidas que nos restaram. Pensávamos que você nos traria mais riquezas, porém apenas nos trouxe mais desgraças e exatamente por isso que não queremos mais a sua presença em nosso palácio. Você não é mais considerada a nossa filha pelo simples fato de que nos causou dores pela vergonha. Diga o mesmo ao seu conselheiro imprestável e a sua mensageira. Não queremos mais que nenhum dos três pisem no solo de nosso reino. Está avisado. ”
-O que ela diz? – Blaine questiona enquanto o castanho abaixa confuso o papel de seu campo de visão.
-Ele diz que os seus pais sentem vergonha dela por tudo que Rachel os causou. – Kurt diz enquanto Rachel ainda chora. – E também disse...
-E também disse o quê? – Sam insiste pela apreensão e Kurt olha para Jesse.
-Disse que também não queria que o conselheiro Jesse e a mensageira Kitty aparecem por lá. – Hummel encara atentamente o St. James que engole a saliva a seco. – Você não tinha nos dito que a Kitty havia voltado para o reino de Blue Sky?
-Eu disse. – Jesse diz firmemente.
-Jesse. – Kurt fala com uma voz forte e todos estão confusos. – Onde está a Kitty?
-Eu já disse que ela voltou ao reino. – O conselheiro dá as costas a todos.
-Jesse! – Blaine grita o impedindo de andar e Sam rapidamente retira a espada de sua cintura. – Não se afaste.
-Do que eles estão falando? – Rachel limpa as lágrimas e Finn encara todos mais confuso do que nunca.
St. James cerra os dois punhos e fecha os olhos. Ele ainda permanece virado de costas para todos e respira fundo.
-O que aconteceu com ela? – Sam insiste aproximando e se pondo na frente do príncipe para protege-lo.
-Eu a matei. – Jesse diz friamente e Rachel leva as mãos até a boca. Todos ficam perplexos.
-Você a matou? – Finn indaga em choque.
-Como assim você a matou? – Blaine diz no mesmo tom. – Isso é alguma brincadeira? Você matou a Kitty?
-Ela era a sua melhor amiga desde de pequenos, vocês se gostavam. – Rachel diz levantando irritada. – Por que você matou ela?
-Você está aqui de vigia, não é? – Sam questiona e Jesse gira na direção dele ofendido. – Você está aqui vigiando todos e dedurando o que fazemos aos pais da Rachel.
-O quê? – St. James fala abismado. – Não, eu não estou fazendo isso.
-Se teve a capacidade de matar a sua melhor amiga também é capaz de fazer isso conosco. – Sam insiste.
-Por que não nos contou o que houve com ela? Por que mentiu? Você está de vigia sim. Essa é a única resposta. – Finn comenta em seguida.
-Parem! – Jesse grita encarando todos. – Eu matei ela porque aquela mulher ameaçou contar ao Richard que Cooper e eu estávamos juntos e ele nos mataria caso soubesse. Eu não poderia deixar que algo acontecesse ao Cooper, não enquanto eu pudesse fazer algo para impedir. Ele sofreu durante anos e iria sofrer mais e eu não estava disposto a presenciar isso.
-Eu acredito nele. – Kurt diz dando um passo à frente. – Eu acredito que ele fez isso por amor, não devíamos julga-lo. – Kurt olha para Sam. – E ele não está nos espiando, Sam... Jesse está do nosso lado.
-Eu não confio nele! – Sam grita – Eu não confio em quase ninguém deste palácio.
Desde que Santana morreu as pessoas andam um pouco mais atentas aos pequenos detalhes. Qualquer movimento suspeito acaba enlouquecendo todos que ficam com medo e agonia só de pensar que tudo de ruim possa vir a acontecer de novo.
—Você acha que eu confio no Mike? Você acha que eu acredito que ele tenha se tornado bonzinho e compreensivo da noite para o dia? – Ele questiona levantando a espada na direção de Jesse. – Você acha que eu confio naquele tal de Will ou naquela nova mulher dele? Emma pode muito bem querer se vingar pela morte do Richard e terá a ajuda do artesão. Você acha que eu confio na Rachel? – Ele diz e a princesa o olha ofendida. – E você acha que confio neste daí? Ele era de outro reino e está aqui nos espionando para que os pais da Rachel possam lançar novas bombas e nos matar de vez! Eu não confio em ninguém pois este reino não é o mesmo que era e a qualquer momento tudo pode ir aos ares!
Todos o encaram perplexos. Sam está suando como nunca e sua pele está vermelha de raiva.
-Sam! Se acalme! – Kurt se aproxima e toca no ombro dele. – O Mike está mais compreensivo pois ele perdeu alguém que ama. Will e Emma não são estranhos e não querem vingança, eles nos ajudam bastante. Rachel é uma boba qualquer... – Rachel encara Hummel ofendida novamente. – E o Jesse... ele apenas fez algo por amor, assim como você teria feito pela Mercedes.
O loiro encara o conselheiro nos olhos e respirando fundo abaixa a espada e a prende na cintura novamente. Rachel volta a chorar como se suas lagrimas tivessem voltado à tona em seus olhos e Finn apoia seu braço ao redor da cintura dela. St. James encara todos nos olhos, ele está triste e ofendido e exatamente por isso se afasta, sem falar uma palavra sequer com nenhum deles.
O conselheiro sobe as escadas e caminha em direção ao seu quarto, entrando nele e se deparando com o seu amado provando algumas roupas.
-Veja, eu estou usando roupas novas. – Cooper diz com um sorriso largo e só então vê que seu namorado está triste. – Jesse? O que houve?
-Estão me condenando porque matei a Kitty. – Ele fecha a porta atrás de si.
-Você os contou? – Anderson se aproxima dele em preocupação. – Por que os contou?
-Eu não contei porque quis, fui forçado. E eu tentei esconder, mas não deu. – Jesse leva as mãos até a cabeça e senta na cama. – Eu gosto deste lugar, mas as veze sinto que não me pertenço aqui.
-Do que está falando Jesse? – Cooper se junta a ele na cama e o olha assustado. – Você não pensa em voltar ao reino de Blue Sky, não é?
-Se eu pudesse quem sabe..., mas nem isso me é mais permitido. – Ele suspira e arrasta os dedos nos cabelos. – Eu me sinto sozinho neste palácio.
-Mas você não é sozinho, todos lhe adoram e eu lhe amo.
-Você já pensou em sair daqui? – St. James o encara nos olhos. – Já pensou em deixar tudo isso e passar a viver em outro ambiente?
-Várias vezes..., mas nunca consegui.
-E se fizéssemos isso? E se fossemos morar em outro lugar?
-Eu não posso deixar o meu irmão sozinho.
-Ele não estará sozinho. Ele tem o Kurt, o Sam e todo o resto. Eu só tenho você – Jesse segura as mãos dele. – E nós não vamos para longe, apenas não iremos mais morar neste palácio.
-E aonde você pretende morar? – Cooper dá uma risada irônica. – Em um chalé qualquer? Você nasceu em berço de ouro Jesse, assim como eu. Mas pelo menos eu sei viver em situações apertadas ao contrário de você que não iria conseguir viver em um casebre.
-Como vou saber se eu nunca tentar? – Ele se aproxima do antigo prisioneiro e o encara nos olhos atentamente e após isso desvia o olhar para os lábios trêmulos dele juntando ambos e o beijando delicadamente. – Apenas você e eu... em uma casa pequena com flores na entrada. Pense nisso.
Cooper o encara fixamente, ambos olhares azuis se encontram e se permitem revelar o amor que sentem um pelo outro. Anderson se inclina e o beija novamente, um beijo calmo que aos poucos vai se tornando mais rápido e aguçado. Eles aprofundam seus lábios e suas línguas dançam juntas.
Jesse vai deitando o seu amado aos poucos no colchão confortável de seu quarto e vai ficando sobre o corpo dele, o tocando e acariciando por inteiro. Cooper revira os olhos ao sentir os lábios molhados do amado percorrendo a pele de seu pescoço com veias pulsantes. O conselheiro por fim se senta no colo dele e retira a própria camisa, voltando a beija-lo em seguida.
Os dois tentam tirar a camiseta do antigo prisioneiro, mas ela se prende na cabeça dele e acaba se agarrando nos seus cabelos ondulados.
-É nisso que dar usar tecido caro. – Jesse comenta dando uma gargalhada.
-Preferia minhas roupas velhas. – Cooper diz rindo e só então consegue retirar a camiseta.
Jesse ainda rindo praticamente se atira nos lábios dele mais uma vez. Sua mão percorre todo peito dele e o alisa firmemente. Cooper arrasta suas mãos pelas costas o conselheiro e as guias em direção aos seus cabelos, entrelaçando seus dedos nos fios dele e os puxando com força. Jesse geme pela ação do príncipe e morde os lábios dele ao mesmo tempo que fixa seus olhos.
Anderson acaba trocando de posição com o conselheiro em um giro, ambos dão uma risada e se beijam novamente. Agora que Cooper está em cima dele passa a fazer movimentos circulares em sua pélvis o excitando mais do que já está.
-Como é bom fazer sexo em um lugar decente. – Cooper comenta entre o beijo e Jesse o agarra pela nuca.
Ambos mordem seus lábios e arranham suas peles. As costas de Cooper estão vermelhas e marcadas, Jesse o está deixando louco, sem piedade. Anderson por fim beija o pescoço dele e começa a descer pelo seu peito, molhando seus mamilos e descendo mais até a sua barriga. Jesse respira de uma forma aguçada enquanto o príncipe retira a calça dele aos poucos e tem na sua frente o pênis do conselheiro.
-O Kurt me contou um segredo que ele faz com o Blaine... – Cooper diz enquanto o Jesse lhe olha confuso. – Acho que vou experimentar.
Sendo assim o príncipe coloca sua boca no pênis dele e rapidamente Jesse geme e agarra o lençol da cama. Ele revira os olhos enquanto o seu amado desce e sobe com a língua em seu membro.
-Oh meu deus. – Jesse diz com a visão embaçada. – Cooper...Oh
O conselheiro leva suas mãos até o cabelo dele e o segura com força, guiando a cabeça dele que desce e sobe sem piedade. Cooper lubrifica toda a sua região e sente o gosto do amado em sua boca e fica completamente louco por isso. Jesse geme como nunca, ele está quase começando a gritar pelo êxtase.
-Venha! – Jesse ordena para ele.
Sendo assim Cooper sobe beijando o corpo dele novamente, molhando toda a sua pele e voltando a sua boca. Os dois se beijam mais uma vez e entrelaçam suas línguas em perfeita sintonia. Até que enfim, de uma forma ágil o conselheiro troca de posição com Anderson e o vira de bruços.
Cooper sorri com o rosto acomodado no acolchoado enquanto Jesse beija as costas dele e aos poucos retira a sua calça. St. James molha toda a pele dele e enfim o deixa completamente nu.
Sendo assim, sobre o corpo dele o conselheiro brinca com a sua entrada enquanto Cooper respira fundo pelo prazer. Por fim, Jesse penetra seu pênis nele e Cooper geme de uma forma alta, dando um sorriso após isso. O conselheiro agarra os cabelos dele e começa a fazer movimentos rápidos e ágeis
-OH! – Cooper grita entre o gemido e Jesse aumenta a velocidade.
Ambos começam a gemer e o conselheiro penetra com mais força ainda, retirando do seu amado os pelos arrepiados. Cooper morde os próprios lábios e Jesse arrasta suas duas mãos até os braços dele e os segura com força.
—Eu te amo. – Ele sussurra na orelha de Cooper.
O antigo prisioneiro não sabe ao certo porque, mas se lembra de seu antigo amado. Ele disse as mesmas palavras antes de tudo acontecer, ambos estavam em um quarto do palácio na mesma posição que esta, mas Cooper não fica triste pois ele sabe que agora não há nada que possa impedi-los de se amar.
—Eu também te amo. – Ele responde entre os gemidos. – Eu te amo mais que tudo.
Jesse sorri e volta a beija-lo pelas costas. Alisando a sua pele delicadamente e diminuindo a velocidade. Sendo assim ele o vira novamente e os dois passam a ficar se olhando. Jesse novamente o beija e Cooper agarra as costas dele com as pernas. O conselheiro faz movimentos lentos e as vezes circulares.
Suas línguas se entrelaçam e o príncipe revira os olhos pelo prazer, começando a gemer em seguida. Suas peles se batem com força e o conselheiro morde o pescoço dele, depois a orelha e por fim seus lábios mais uma vez.
-Oh... isso. – Cooper respira nervosamente. – Isso! Jesse!
O conselheiro volta a ir rápido e beija mais ainda o Cooper, até que enfim, ambos chegam ao orgasmo com um sorriso magnífico.
-Eu quero fazer sexo em todos os lugares desse palácio com você. – Jesse diz respirando fundo.
-Então a nossa próxima parada... – Cooper dá uma risada. – O quarto do conselheiro Mike, adoro implicar com ele. – Os dois caem na gargalhada e só então se beijam mais uma vez.
[...]
-Amor... – Blaine diz acanhado.
-Sim? – Kurt o encara.
-Qual é a sua rosa favorita?
-Pensei que soubesse. – Hummel cruza os braços.
-Eu esqueci. – O príncipe se defende.
-Não esqueceu nada, você não sabe! – O castanho dá uma risada. – Cravo lilás.
-CRAVO LILÁS! – Blaine grita em frente e só então Finn, Sam, Puck e Quinn aparecem, todos estavam escondidos.
-FINALMENTE! – Eles gritam de volta e Kurt começa a rir.
-Vocês irão se casar mesmo? – Mike diz aparecendo atrás dos dois.
-Mike, já falamos sobre isso. – O príncipe retruca.
-Blaine, você querendo ou não eu ainda sou o seu conselheiro e eu lhe digo... isso não será visto com bons olhos.
-Eu não ligo Mike. – O moreno rebate irritado. – Eu apenas quero me casar com o amor da minha vida e viver em paz.
-Vocês têm noção do que estão fazendo? – O conselheiro encara os dois nos olhos. – Vocês estão mudando o rumo da história com esse pequeno e errado ato!
-Nós sabemos que é errado...
-Se sabem, então por que fazem!? – Ele grita em raiva. – Eu sei que não irão me escutar, mas saibam que assim como esse reino passou por vergonhas quando seu irmão foi preso, passará por mais vergonhas quando souberem que vocês estão noivos!
-Mike! – Kurt grita. – Pelos céus, pare com isso! Pare de tentar tirar a felicidade de todos. Se todas as pessoas comentarem nós vamos aguentar, apenas queremos viver juntos.
-Certo. – Ele diz em forma de deboche. – Então devo mandar as cartas aos reinos? Inclusive ao da sua antiga candidata a noivado?
-Sim, inclusive ao reino da Sugar Motta.
-Vocês que mandam... – Ele diz ironicamente. – Futuros reis.
Um pouco mais afastados deles, os rapazes e Quinn organizam alguns dos preparativos como comidas e tecidos.
-A Rachel não come carne. – Quinn comenta.
-Ela não é a noiva, portanto nós podemos fazer o que quisermos. – Sam rebate.
-Não fale assim da minha namorada. – Finn a defende incrédulo.
-O que você acha Puck? – Sam gira na direção dele, mas o ladrão está observando a loira. – Puck!
-O quê? – Noah volta a realidade. – O que eu acho sobre o quê?
-Onde você está com a cabeça hoje? – Sam se irrita. – Nós precisamos de sua ajuda.
-A respeito de...? Estou ouvindo...
-A comida. – Sam rebate o encarando nos olhos. – Se esqueceu que nós fomos indicados para escolher o melhor banquete?
-Um ladrão, um caçador e um cavalheiro? Não acha ridículo?
-Eu não acho. – Quinn opina. – Eles são seus melhores amigos, apenas querem ajudas para que o casamento saia mais rápido.
-Então eu concordo com você. – Noah diz sorrindo para ela enquanto Sam o olha incrédulo. – Você quer ajuda com algo?
-Não, obrigado. – Ela dá uma risada e o rosto de Sam começa a ficar vermelho, Finn observa isso confuso. Ele olha para Sam, depois para Puck e depois para Quinn, como se fosse uma espécie de jogo.
-Ao invés de ajudar ela, você poderia me ajudar. – O cavalheiro rebate.
-Em que? Você está se saindo super bem. – Puckerman enche um copo com suco. – Bem mesmo. – Ele bebe um gole.
-Certo... – Finn diz ainda confuso enquanto olha para os dois. – E que tal fazermos um prato sem carne, apenas para aqueles que não comem?
-Acho ótimo. – Quinn diz.
-Eu também acho. – Puck sorri para ela novamente.
-Puck, você pode vir aqui comigo por um instante? – Sam questiona.
-Claro. – O ladrão se afasta.
Os dois caminham até um lado da cozinha e Sam o encara cruzando os braços.
-O que há com você? – Ele questiona.
-Como assim? – Noah questiona sem entende o motivo da pergunta.
-Você está gostando dela ou algo parecido? Não para de sorrir para ela desde a festa.
-E se eu estiver? Qual o problema nisso? – Puck rebate realmente interessado na resposta.
-Nenhum. – Sam abre um sorriso falso. – Nenhum problema.
Sendo assim o loiro se afasta dele o deixando mais confuso que tudo. Puck rapidamente o segue voltando a cozinha. O ladrão observa o cavalheiro se aproximando da criada com um sorriso nos lábios, ele fala algo nos ouvidos dela que apenas sorri em timidez.
-Ah não. – Noah sussurra para si mesmo.
-É impressão minha ou vocês dois estão gostando dela? – Finn questiona se aproximando dele.
-Não sei. – Puck ainda continua confuso, porém agora parece estar com raiva. – Não sei o que se passa na cabeça dele.
Os dois continuam olhando para Sam e Quinn que ainda conversam e dão risadas acanhadas. Será mesmo que o cavalheiro está gostando dela? Ou haverá outro motivo para tais atitudes estranhas?
[...]
-Ela está demorando muito. – Kurt diz andando de um lado para o outro.
-Meu amor, ela disse que viria... então ela virá. – Blaine diz olhando ele ir e voltar.
-E se ela não vir? E se ela desistir porque somos dois homens infringindo as leis dos reinos? Todos devem nos odiar.
-Kurt! Ninguém nos odeia. – Blaine diz chocado. – Ela apenas está atrasada, tenha paciência.
O castanho continua a andar de um lado para o outro em nervosismo. Talvez ele esteja fazendo isso por gostar tanto de tecidos e roupas e justamente por ela ser a mais famosa criadora de roupas de todo o reino.
Ele continua andando até que enfim, os enormes portões se abrem e finalmente seus olhos brilham em direção a Isabelle Wright.
-Oh deus. – Kurt tem as pernas fraquejadas e Blaine cai na gargalhada.
-Olá? – Ela se aproxima com um sorriso no rosto. A criadora usa um longo vestido alaranjado, carrega uma bolsa em seu braço direito, luvas brancas e delicadas nas mãos e um enorme chapéu elegante sobre a cabeça. Seus sapatos são um pouco mais altos que o normal e suas joias enfeitam seu pescoço. – Quem seriam os noivos?
-Nós. – Blaine se aproxima dela com um sorriso. – Prazer, Blaine Anderson. Príncipe e futuro rei de Lionheart.
-Prazer, Isabelle Wright. Mulher que os deixará sendo os noivos mais belos de todos os tempos. – Ela sorri e olha para Kurt. – E você deve ser Kurt Hummel.
-Isso. – Ele lhe olha atentamente, os olhos do plebeu brilham.
-Soube que gosta de roupas. – Ela se aproxima dele. – Teremos muito sobre o que conversar.
Hummel apenas sorri que nem um bobo e os dois começam a seguir ela. A mulher retira as luvas e as coloca dentro na bolsa. Sendo assim, caminha até o Hall de entrada do palácio, observando todo o lugar em silêncio.
-Quando soube que eram dois homens se casando e futuramente se tornando os reis logo me interessei. – Ela olha para os dois. – Esse será o melhor casamento de todos.
-Com certeza será. – Blaine sorri completamente bobo e só então segura a mão de Kurt.
-E então? – Ela abre um largo sorriso. – Quem será o primeiro?
[...]
-Você ficará lindo no dia. – Isabelle diz observando a roupa de noivado do plebeu.
-Irei. – Kurt diz com lágrimas nos olhos.
-Por que chora? Um rapaz tão bonito quanto você deveria sorrir.
-Eu apenas nunca imaginei que me casaria.
-Você imaginou errado. – Ela apoia delicadamente as mãos nas costas dele. – Veja. – Ela aponta para o espelho com bordas de ouro. – O que você vê?
-Um garoto sortudo.
-Não. – Ela diz dando um sorriso. – Olhe além disso.
Kurt cerra os olhos e lhe observa atentamente, observa a sua roupa perfeita e seus olhos marejados, mas nada vem a sua mente.
-Sabe o que vejo? – Ela questiona alisando as costas dele. – Vejo um rapaz que aparenta ter dado muito de si pelos outros e que agora deve aproveitar o momento mais feliz de sua vida ao lado de quem ama. Vejo um rapaz que sofreu, que lutou, que fez de tudo para não esconder quem é de verdade, vejo um rapaz maravilhoso que merece se casar com o homem de sua vida. E vá por mim, isso não é sorte é o destino.
Kurt sorri para ela e só então a abraça. Isabelle envolve seus braços sobre ele e permite que o garoto sorria entre o choro.
[...]
-Vamos todos fazer um brinde! – Finn diz batendo com uma colher em uma taça e só então a quebra. O caçador arregala os olhos e todos riem, enquanto ele junta os cacos. – Perdão.
-Me deixe fazer o brinde Finn. – Blaine se levanta. – Mas agradeço pela intenção. – Ele dá outra risada. – Como este é o jantar de meu noivado queria primeiramente agradecer a todos que estão me ajudando, sem vocês eu não saberia nem para onde ir. – Blaine levanta a taça e só então olha para Kurt. – E em segundo, gostaria de agradecer ao homem que mudou a minha vida por completo.
-De fato, sem ele você estaria se casando com a Rachel. – Sam comenta rindo e todos caem na gargalhada.
-Exato. – O príncipe ri novamente. – Então um brinde a mim que não precisei me casar com a Rachel!
Todos começam a rir, porém Rachel parece ofendida e Finn a consola tentando não cair na gargalhada. Blaine se senta novamente e todos começam a comer.
-Vocês acreditam que eu fui a primeira pessoa a descobrir que os dois estavam juntos? – Puck questiona e todos parecem curiosos. – Eu encontrei eles dormindo juntinhos na mata.
-Isso é verdade? – Sam questiona rindo. – Não posso acreditar Blaine.
-É verdade. – O moreno suspira. – Nós estávamos com frio.
-Que grande mentira! – Noah ri. – Vocês estavam se abraçando porque já se amavam.
-Puck... – Kurt o olha intrigado. – Em falar naquele dia, você nunca nos disse seu verdadeiro nome.
-Eu deveria? – Puck questiona arqueando uma das sobrancelhas. – Noah Puckerman.
Ele enfim diz e todos sorriem.
A mesa está repleta de comidas, sejam de frutas a enormes perus assados. O jantar de noivado está sendo servidos para todos, menos para duas pessoas que não se encontram na mesa, os conselheiros. Ninguém sabe o motivo pelo qual os dois não estão presentes, mas suspeitam que Jesse seja pela briga anteriormente ocorrida..., mas aonde foi parar Mike? E por que ele não está entre os demais?
-Você viu o Jesse? – Kurt questiona a Blaine, todos já terminaram de jantar e estão espalhados pela sala.
-Não... nem sei porque ele não jantou conosco.
-Sim, você sabe muito bem o motivo. Deveríamos pedir desculpas a ele. – Hummel suspira. – Nós sabemos que ele fez por amor. E nós faríamos o mesmo se preciso.
-Acabamos julgando ele mal, eu sei. – Blaine apoia suas mãos ao redor do pescoço dele. – Mas depois falaremos com ele. Agora que eu quero saber... gostou da roupa?
-Estão lindas. – Kurt sorri e olha atentamente. – Isso me parece ser um sonho.
-Se isso for um sonho nunca quero acordar. – Blaine se inclina e o beija. Seus lábios se aprofundam e os dois suspiram.
-Nunca imaginei que depois de tudo que passamos iriamos ter um final feliz. – Kurt diz afastando os lábios dos dele. – Eu perdi tantos amigos e sinto tanta falta deles, queria que eles estivessem presentes na cerimônia.
-Eles estarão... em nossas mentes. – Blaine o abraça pela cintura. – Para sempre.
-Sabe... – Kurt suspira com os olhos marejados. – Quando eu vi a Santana pela primeira vez ela me disse que eu me apaixonaria e que teria que lutar para poder amar essa pessoa. Ela me disse que o nosso amor iria mudar o rumo do reino e eu não acreditei, simplesmente fui embora e disse que não poderia escutar palavras mais absurdas.
-E nós acabamos mudando de fato o rumo do reino... você se arrepende?
-Eu não me arrependo de nada... absolutamente nada.
O príncipe sorri e só então o beija novamente, até que Finn e Sam simplesmente molham eles por completo com bebida alcoólica.
-Ah meu deus. – Blaine diz encharcado
-Aos noivos! – Sam grita em comemoração.
Todos começam a molhar os rapazes e sorriem como nunca. Esse lugar nunca esteve em tanta paz e os dois nunca estiveram tão felizes como agora.
É engraçado notar que depois de tantos problemas e obstáculos eles se mantiveram firmes e pelo que se parece os futuros reis de Lionheart pretendem ficar assim por muito tempo.
-Quem está preparado para o casamento? – Puck grita jogando bebidas neles.
-Nós! – Blaine grita levantando os braços em comemoração.
-Então como todos estão prontos... – Cooper diz levantando duas garrafas de bebida. – Que venha o casamento!
[...]
-Mike? – Quinn diz abrindo a porta do antigo quarto do Sebastian, lentamente. – Você está aí?
-Estou. – Mike diz, ele está sentado no chão com as antigas navalhas do amigo em seus braços. – Entre.
-O que está fazendo? – Ela questiona fechando a porta. – Não está pensando em se cortar, certo?
-Estou quase fazendo isso. – Ele abaixa a cabeça. – Quinn... não podemos deixar que eles se casem.
-Por que não? – Ela se aproxima dele e se agacha no chão. – Você não estava do lado deles? Quero dizer... não tinha se redimido?
-Eles trarão vergonha ao reino. – O conselheiro levanta os olhos e fixa-os nos dela. – E não podemos deixar que os dois tenham um final feliz enquanto você e eu teremos um triste. Isso não é correto, é desvantagem para o nosso lado.
-Mike...
-Tudo bem eles namorarem e ficarem juntos, mas se casarem? Isso é mais do que eu posso aguentar.
-Acontece que... – A loira insiste, mas Mike a interrompe novamente.
-Eles tiraram o meu Sebastian de mim. – Lagrimas aparecem nos olhos de Chang. – Eles tiraram o meu melhor amigo e vão se casar como se nada tivesse acontecido.
-Eu pensei que você estivesse gostando da curandeira...
-Eu gosto, mas ela não é o Sebastian. – Mike levanta uma das navalhas e seu metal brilha contra a luz. – Nós precisamos fazer algo.
-O que iremos fazer? – Ela diz tocando na lamina afiada do instrumento.
-Nós iremos mostrar aos dois que um final feliz só acontece quando todas as pessoas envolvidas estão felizes... e nós não estamos. – Chang leva sua mão até o rosto dela. – Nós vamos destruir esse casamento.
Fale com o autor