Promise Me
23 Olhos peculiares.
Notas iniciais
Olá pessoas! Como vocês estão diante da morte de Cedão e o término Klaine? Espero que estejam bem porque eu estou ótima!
Hahahahahahaha
Brincadeira, não sou tão ruim assim.
Ps:Contínuo postando pelo celular, portanto ignorem se estiver bagunçado.
Após dois dias galopando, Kurt, Sam e seus irmão enfim chegam a vila. Tudo está na mais calmo do que de costume, talvez seja por conta da neve grossa que cai sobre o chão, o que resulta no fato de que poucas pessoas saem de suas casas. Kurt observa o lugar atento, ele está tão triste que é notável a distância, sua dor é quase sufocante, ele se contém para não chorar, talvez ser forte demais seja o que está lhe destruindo por dentro.
-Kurt... você está bem? – Sam diz caminhando no interior da vila -Na medida do possível. – O castanho responde desinteressado -Veja... não sei se esse é o momento mais indicado, mas... eu queria pedir desculpas por tudo o que eu fiz a você. -Sam, deixe isso para lá, é passado. – Hummel suspira -Não vira passado até você me desculpar. – O loiro lhe encara – Eu fui terrível, talvez a minha proteção acerca do príncipe tenha sido tão alta que acabou não só sufocando ele como a nós dois. E querendo ou não, eu descontei em você, que a proposito é uma pessoa muito boa. -Não precisa dizer isso Sam. – Kurt solta um leve sorriso triste -Você me parece tão abatido... – Sam balança as mãos dos irmãos -São vários problemas juntos, minha cabeça está cheia. – Kurt suspira – Talvez eu precise esfriar um pouco a mente, me tornar livre, esquecer de tudo. -Acho que preciso fazer o mesmo. – Evans abaixa a cabeça -Onde fica sua casa? – O irmão de Sam questiona -Ela é aquela lá na frente. – O plebeu aponta -Você tem certeza de que nós podemos ficar na sua casa? Não quero incomoda-lo. -Sam, você não vai. – Kurt diz se aproximando da porta – Nós apenas vamos ter que estabelecer as regras, afinal de contas, agora teremos uma mocinha morando conosco. – O castanho alisa a bochecha da pequena que por sua vez sorri Kurt abre a porta e entra no seu chalé, se deparando com um ambiente super sujo. Seus olhos adquirem uma expressão irritada pelo simples fato de que não parece que Puck e Elliott moram no lugar e sim porcos. -Puck! – Kurt grita irritado E só então o ladrão cai do sofá pelo susto. Ao seu redor estão vários tipos de comidas, incluindo frutas, massas, verduras dentre outros. Somando a lixos, como restos de cascas e frutas podres. -Kurt? – Noah diz largado no chão – Você voltou? Oh meu deus! -Mas que porcaria vocês fizeram a minha casa!? Isto está parecendo um chiqueiro! – Hummel diz completamente irritado -Foi o Elliott! – Puck se defende -Eu não fiz nada. – Gilbert diz saindo do quarto de Kurt – Como vai? Pensei que nunca voltaria. – Ele dá um sorriso encantador na direção de Kurt e apoia sua mão no ombro dele – Estava com saudades. Sam olha para Elliott, depois para Kurt, e faz o movimento repetida vezes. -Seu irmão Kurt? – O loiro questiona -Amigo. – Hummel responde – Também estava com saudades Elliott. -Você foi inocentado? Como foi seu julgamento? – Puck questiona -Fui liberto sim... estou livra agora. -Isso é ótimo! E bom... – Gilbert arrasta sua mão dos ombros dele até suas costas – Aproveitei meu tempo livre e consertei a sua cama. -Isso é sério? – Kurt se alegra – Oh meu deus, muito obrigado! -Não há de que. – Elliott sorri mais uma vez e só então guia seu olhar para o loiro e os pequenos – Quem são? -Eles irão passar um tempo conosco. -Mais gente? – Noah bufa pela boca se levantando do chão, e só então percebe que o loiro na verdade é o guarda na qual ele bateu para pegar as chaves no dia do resgate de Kurt. – Ele não é um dos guardas do palácio? O que ele está fazendo aqui? -Não trabalho mais lá. – Sam olha para baixo – Coisas mudaram. -E exatamente por isso que eu estou feliz pelo Elliott ter consertado a minha cama. – Kurt olha para os pequenos – Vocês irão dormir nela. Quero o maior conforto para vocês dois. -Kurt, não precisa fazer isso. – Sam diz -Claro que preciso. – Hummel rebate sorrindo para os pequenos – Vamos, vão! Podem pular nela, só não a quebrem! -Oba! – O menino corre -Muito obrigado senhor! – A menina diz o mesmo e só então corre Kurt observa os dois correndo e se lembra dos velhos tempos, nos quais também corria e tinha como telespectador o Artie. Ele suspira e olha agora para os três homens parados na sua frente, ele tem outro problema a respeito dos lugares na casa. -Temos apenas mais uma cama. – Kurt fala apontando para o quarto do pai -Não me incomodo em dormir na sala. – Elliott diz já se apossando do sofá -Por que você não volta para a sua casa hein? – Noah questiona debochadamente -O Elliott não irá voltar até essa neve passar, sabemos muito bem como é perigoso no inverno, e ele ainda está um pouco ferido. Aqui pelo menos temos a Tina. – Hummel fala -Kurt... eu também não me incomodo de dormir na sala, na verdade qualquer lugar está ótimo para mim. – Sam diz -Não. Você irá dormir no quarto do meu pai... – Kurt joga um olhar para Noah – Você também Puck.
-O que? – Puck quase grita – Eu vou dividir a cama com ele? Não! Jamais! -Eu não vejo problema nisso. – Sam diz ajeitando seu cabelo bagunçado -Vamos Puck, não dificulte as coisas. – Kurt diz começando a limpar a bagunça -Por que você não dorme com ele? – Noah indaga -Por que eu não quero entrar no quarto do meu pai. Me traz lembranças... -E por que o pescador aí não dorme lá? -Por que eu já me apossei do sofá. – Elliott diz se espreguiçando e sorrindo debochadamente para o ladrão -Certo! – Noah cede caminhando irritado até o quarto -Obrigado Kurt. – Sam diz em gratidão e segue Noah logo em seguida Elliott observa o castanho dos pés à cabeça, é visível que ele está triste por algo e o pescador sabe muito bem o motivo, mas esse ainda não é o momento certo para ter a tal conversa. -Eu estava brincando a respeito do sofá. – Elliott se levanta – Você fica com ele e eu durmo no chão. Eu estava apenas irritando o Puck. -Você é uma pessoa terrível. – Kurt dá uma risada triste -Você não tem ideia do quanto. – Gilbert se aproxima dele – Acho que as crianças irão querer comer algo, Puck roubou alguns pães. – Elliott pega a comida e leva até o castanho -Obrigado Elliott. – Kurt sorri para ele -Você tem que parar de me agradecer por tudo. – Elliott aproxima seu rosto do dele – Vamos fazer o jantar. Kurt o olha de um jeito diferente. Por estar tão apaixonado pelo príncipe ele jamais percebeu o quanto Elliott é deslumbrante. Sendo assim, com um sorriso no rosto, Kurt abaixa a cabeça e com timidez inicia o jantar para as crianças. Ao mesmo tempo que no palácio as coisas andam um pouco mais serias do que o normal. -Quero as orquídeas que os pais da Rachel pediram! – Blaine diz em um tom autoritário -Mas elas não estão na época senhor... -Não me importa, arranjem elas agora! Eu mando nesse lugar e vocês tem a obrigação de me obedecer! – Anderson o encara irritado – Vamos! Vá! O rapaz das rosas corre para fora do quarto deixando o príncipe a observar suas unhas incrivelmente bem tratadas, Finn por sua vez, entra nos aposentos sem ao menos bater na porta. -Blaine. – O caçador fala -Não sabe bater na porta? – Blaine o encara dos pés à cabeça – Não me lembro de ter lhe chamado aqui. -O que há com você? – Finn questiona se aproximando – Você anda agindo que nem um tolo. As coisas estão serias, tudo está desandando de vez. -Eu não me importo. – Blaine caminha até um incenso em seu quarto e o acende -Blaine... -Príncipe. – Ele o corrige -Eu nunca o chamei de príncipe, e não é agora que isso irá acontecer. – Finn rebate irritado – Me escute bem, seu irmão está sofrendo por culpa, a Mercedes morreu não fazem nem quatro dias, o Kurt voltou a vila e o Sam sumiu! E você está aí, arranjando um casamento no qual sabe que não irá acontecer! -Eu não me importo com o Cooper, com o Sam, com o Kurt, ou muito menos com você e com a Rachel. Eu irei me casar com ela. -Por que só agora? – Hudson indaga – Por que quer estragar tudo? -Eu quero dar orgulho ao meu pai. – Blaine o encara levantando o dedo indicador -Mas você pode fazer isso. -Não amando um homem. – Blaine desvia o olhar – O Kurt foi um erro desde o início. Já cumpri com a minha parte, que era fazer dele um homem livre. Agora eu preciso esquece-lo de vez e me casar com a Rachel. -Blaine, você sabe que eu gosto dela. -Você é um simples caçador, não é ninguém. A Rachel morreria por mais dinheiro e é exatamente isso que ela terá. -Não acredito que você está me dizendo isso. Você ama o Kurt, e não quer se casar com a Rachel. Não é assim que dará orgulho ao seu pai, você sabe muito bem disso! Afinal de contas onde está o Blaine que eu tanto gostava? -Ele morreu. – O príncipe lhe olha nos olhos [...] -Este lugar é assustador. – Brittany fala observando o chão sujo -Não diga isso minha bela. – Santana fala fechando a porta – Você disse que queria ver onde eu morava, pois bem... -Eu só não esperava que seria em um lugar tão... – A loira observa confusa o ambiente – Escuro. -Mas eu gosto. – Santana se aproxima dela – Veja... eu nunca fui tão próxima a alguém como estou sendo de você... não de uma forma verdadeira. E isso é muito estranho para mim. -Mas é bom, não? – Brittany sorri mexendo em um fio do cabelo da feiticeira -Sim, claro. – Santana lhe olha tímida – Brittany... você guardaria um segredo meu? -Mas é claro que sim, eu adoro segredos! – Ela diz em comemoração – Vamos, me conte um seu que eu lhe conto um meu. -Certo. – Santana dá uma risada boba A feiticeira está tão confusa em relação aos seus sentimentos, ela jamais gostou tanto de uma pessoa como está gostando da dançarina. Santana não sabe ao certo se é pela inocência dela, ou pela sua beleza, mas algo lhe toca, no coração que ele jamais pensou que teria. -Eu preciso que você guarde esse segredo para sempre com você, tudo bem? – Santana aperta as mãos dela e a loira acena em concordância – Quando eu era pequena, a minha avó sempre me dizia que se uma feiticeira da nossa família conseguisse alcançar o maior poder de todos em um reino ela se tornaria invencível. Depois de muitos anos escutando historias a respeito de poderes e até vida imortal, eu cheguei à conclusão de que esse maior poder é o de ser rainha. Porém não qualquer rainha, para se ter o poder eterno, é preciso ser a pessoa mais rica de todos os reinos. -Eu não estou conseguindo lhe compreender Santana... -Eu quero ter o poder eterno, mas para isso preciso me tornar rainha do reino mais rico que possa existir. E esse reino será o de Lionheart quando o príncipe Blaine se casar com a princesa Rachel. Os dois unirão suas riquezas e após isso eu irei mata-los, e tomarei o poder de rainha. -O que? – Brittany larga as mãos dela – Mas para que você faria isto? -Eu preciso. Isso daria o orgulho a minha avó no qual ela jamais pensou que teria. -Santana, isso é errado, isso é agir contra a vontade de todos e machuca-los. Você não pode fazer isto. -Quando pensei em lhe contar, achava que ficaria ao meu lado. – A feiticeira dá as costas para loira -Mas eu estou do seu lado, mas não para isso. – Brittany está realmente triste – Eu adorei lhe conhecer, você foi uma amiga na qual eu nunca pensei que teria. Todos os nossos dias juntos, sorrindo, observando as suas magias, seus truques me fizeram sentir algo por você..., mas eu estou desapontada. Santana olha para baixo de uma forma triste, ele nunca se sentiu assim por qualquer pessoa em toda sua vida. Ela acabou de contar o seu maior segredo a uma pessoa na qual conhece a pouco tempo. A feiticeira quer ter o poder eterno, para comandar tudo e dar orgulho a sua avó, porém agora seu coração que antes era frio está quente e triste pelas palavras de Brittany. -Você não irá me fazer mudar de ideia. – Santana diz friamente – Eu lhe conheço a pouco tempo, não será uma estranha que irá estragar meus planos. -Será que você pode deixar eu contar o meu segredo agora? – Brittany toca nos ombros dela – Eu conheci uma moça a pouco tempo, ela é a mulher mais bonita que eu já vi na vida. Eu deveria estar noiva, mas meu homem não se importa comigo e eu preciso de amor, e esse sentimento eu juro ter encontrado nela. A feiticeira se volta para a loira, lhe olhando bem no fundo dos olhos. -Isso deve ser a coisa mais errada do mundo... duas mulheres? Como pode? – A loira se aproxima dela, juntando seus rostos – Mas eu não ligo... pela primeira vez, eu não ligo, porque eu estou apaixonada por você Santana. A morena fica boquiaberta com o que a loira acabou de falar. Seu coração bate rápido e forte e seu corpo está fraco. Brittany por sua vez se aproxima um pouco mais dela, juntando seus narizes e lhe olhando bem nos olhos. Ela enfim junta também seus lábios aos de Santana. A feiticeira permanece com os olhos abertos, mas eles logo se fecham. A loira arrodeia seus braços no pescoço dela e a morena por sua vez envolve os seus na cintura da dançarina. O beijo perdura pelos próximos segundos, mas logo as duas afastam seus lábios, porém permanecem com seus olhares fixos. -Eu acho que também estou apaixonada por você. – A feiticeira diz em choque [...] Todos dormem no chalé de Kurt. As crianças em sono profundo, Puck abraça Sam, Elliott está no chão ao lado de Hummel que dorme no sofá bastante cansado, como se estivesse acumulado exaustão de dias. Um barulho estranho soa do lado de fora, fazendo com que o plebeu se acorde um pouco assustado.
-Elliott... – Ele cutuca o pescador – Elliott! -O que? – Gilbert questiona sem ao menos se acordar -Você escutou isso? – Kurt questiona atento aos barulhos -Devem ser lobos. – O pescador boceja -O que? Lobos? – Kurt arregala os olhos e só então mais uma vez os barulhos soam, uivos de lobos. Hummel rapidamente se assusta. Desde de pequeno o seu maior pavor eram os lobos, seguido do seu pavor de neve profunda. Sendo assim ele se senta no sofá e mais uma vez os animais uivam, e Elliott por sua vez, se aproveitando da situação, puxa o castanho com força. Kurt cai desajeitadamente no chão, deitando ao lado de Elliott que o segura em seus braços. O castanho lhe olha assustado, mas logo desvia seu olhar para a mão de Elliott que ajeita um fio de cabelo do castanho caído em sua testa. -Não tenha medo. – Gilbert diz terminando de ajeitar o fio -Mas eu tenho pavor de lobos... – Kurt o encara enquanto sente o calor de seu corpo -Você quer perder esse medo? – Elliott diz segurando firme as costas dele – Olhe nos meus olhos. Kurt olha bem nos olhos dele. Eles são tão brilhantes, de uma forma diferente da qual o plebeu está acostumado a ver. Seus olhos cinzas fixam-nos do Hummel e ele não consegue sequer desviar disso, como se fosse uma força que o puxasse direto para uma espécie de transe. Para o plebeu é como se alguém tivesse jogado sobre o pescador um feitiço, de encantar todos ao seu redor. Elliott dentro de si está sorrindo, ele apenas precisava conseguir fazer esse ato ordenado por Santana para ter o seu grande objetivo alcançado. Agora Kurt estará apaixonado por ele dentro de pouco tempo. -Acho que o medo passou. – Kurt continua lhe olhando -Ainda bem. – Elliott diz desviando seus olhos para os lábios dele Gilbert continua alisando o rosto de Kurt e se aproxima aos poucos da boca dele, Kurt não sabe o que fazer nesse momento. Ele sente tanta dor por ter perdido o príncipe e de fato ele deveria continuar em frente, mas está tão recente que seu coração não lhe deixa. Hummel sente falta de Blaine, porém ele não pode mais continuar sofrendo. Elliott está a ponto de beija-lo, mas de uma forma não agressiva, Kurt vira o rosto. -Me desculpa. – O plebeu diz e só então sai dos braços do pescador – Eu não posso, não agora. -Vocês terminaram, não? – Elliott questiona o vendo andar pela sala – Vi isso em seus olhos mais cedo, você está sofrendo Kurt. Me deixe curar a sua dor. -Eu o amo Elliott, por pior que isso pareça. – O castanho suspira e fecha os olhos – Você é uma pessoa fantástica, mas eu preciso esfriar a cabeça antes de tentar sequer me apaixonar por alguém. -Ele não te merece Kurt, você é perfeito demais para ele. – O pescador se levanta – Vamos fazer o seguinte, me deixe te ajudar esquecer ele. Se você não conseguir, me dou por vencido. -Mas eu não quero esquecer ele. -Mas você precisa. – Elliott respira fundo – Sei que ainda é cedo para você conseguir isso..., mas eu realmente sinto algo além da amizade por você Kurt e eu não quero perder essa magia para alguém que não lhe dá a mínima atenção. -Elliott...—Kurt, por favor, me deixe te ajudar. Me deixe te fazer esquece-lo. Eu apenas preciso da sua permissão.Kurt o encara, será que ele estaria disposto a esquecer de vez o príncipe? Mesmo depois de tudo o que eles tiveram? E se foi apenas um engano? E se ele está apenas confuso e o quiser de volta? Mas e se ele não lhe quiser? Se ele já o estiver esquecido? Kurt não irá viver mais uma vez por culpa de alguém? Blaine foi o primeiro amor de Kurt, será que jogar tudo isso por água abaixo seria um erro? Ou ele apenas estaria seguindo em frente? Afinal de contas, Anderson parece ter feito isso. -E então Kurt? – Elliott questiona mais uma vez -Você tem a minha permissão. – Hummel diz e Elliott abre um sorriso largo Blaine desce as escadas da sarjeta, o moreno anda um pouco incomodado pelo que Finn lhe disse, porém nada que lhe faça voltar atrás. Blaine precisa muito falar com Cooper e o mesmo não sabe o motivo de tamanha vontade. Quando o príncipe chega enfim na cela, percebe que seu irmão está sentado no canto da parede, no escuro e chora. -Cooper... – O moreno diz se a aproximando -O que você está fazendo aqui? Onde está o Kurt? – Cooper diz ainda no escuro -Você está melhor? – Blaine evita de falar no castanho -Como você quer que eu esteja melhor? – Cooper começa a chorar como nunca – Eu fui o culpado pela morte da Mercedes, eu nunca vou me perdoar. -Você não deveria ter saído daqui. Não para tentar matar o nosso pai. -Ele não é o meu pai Blaine! Um pai de verdade ama o filho, ele me odeia! -Por que ele te odeia? – O moreno segura nas grades e observa o irmão chorando -Porque eu amei um homem Blaine. – Cooper o encara, ele sempre foi um homem perfeito e maravilhoso, mas sua aparência está abatida, como se ele estivesse a ponto de morrer – O nosso pai me prendeu porque eu amei um homem. -Isso não pode ser verdade Cooper... – Blaine diz em choque -Mas é. – Ele abraça as pernas – Onde está o Kurt? Por que ele não desce para falar comigo? -Ele voltou a vila... – Blaine olha para baixo -Você não...? – Seu irmão lhe olha espantado – Não Blaine, você não pode ter feito isso, não pelo Richard. -Então você sabia sobre nós dois? -Claro que eu sabia. – Cooper enfim se levanta e fraco caminha na direção de Blaine – Você precisa pedir desculpas a ele, não pode deixar o amor de Kurt escapar como se não valesse nada. -Eu fiz o certo Cooper, e mesmo que não tivesse feito isso e quem sabe enfrentasse o meu pai, iria dar no mesmo. Eu seria preso e o Kurt morto. Então eu fiz o certo, ao menos uma vez na minha vida. -Não Blaine, esse foi o pior erro da sua vida. -Eu não irei atrás dele, não irá me fazer mudar de ideia. Meu pai merece ter orgulho de mim. -Blaine, eu perdi o amor da minha vida por que aquele homem mandou seus guardas o matarem. Não deixe que ele faça o mesmo com o Kurt, ele pode não ter mandado matar ele, pelo menos não fisicamente, mas acabou fazendo isso psicologicamente. O Kurt não irá lhe esperar para sempre meu irmão. -Eu não ligo, ele foi apenas um erro. – Blaine se afasta -Cuidado para não magoar aqueles que realmente se importam com você, meu irmão. -Eu já disse que não vou voltar atrás, Cooper. – Blaine coloca o pé no degrau -Pois bem... só digo uma única coisa. – Cooper diz e Blaine para de subir a escada – Antes de machucar um coração, certifique-se de que você não está dentro dele. [...] -Por que você estava me abraçando!? – Sam grita do quarto -Bom dia. – Kurt diz a Elliott -Bom dia. – O mesmo responde sorrindo E só então Sam sai correndo do quarto, trazendo consigo Noah completamente confuso e atordoado. -Kurt, ele estava me abraçando enquanto dormíamos! – Sam diz apontando para Puck -Eu disse que era uma má ideia me por numa cama com alguém. Sofro de carência excessiva. –Puck diz em defesa -Mas o que? – Sam questiona confuso -Eu vou ignorar vocês dois. – Hummel fala os interrompendo Kurt se levanta do sofá e estendendo a mão para Elliott também o ajuda a fazer o mesmo no chão. -Você está lindo hoje. – Gilbert sussurra discretamente para ele -Obrigado. – Kurt dá uma risada tímida E só então alguém bate na porta. Ainda sorrindo Hummel se dirige até ela, abrindo e se deparando com Will, sorrindo como nunca. -Você está bem! – Ele comemora e o abraça logo em seguida -Sim, sim. – Kurt diz batendo nas costas dele durante o abraço -Quer dizer então que não irá mais voltar ao palácio? Chega de problemas, de roubos e de príncipe? – Will diz enquanto Kurt fecha a porta atrás de si -Acho que sim, Will. – O castanho caminha até o banco de madeira -Você não tem ideia do quanto eu fico feliz em ver você... eu juro que quando vi o príncipe, os guardas o Finn meu coração... -O que você disse? – Kurt o interrompe -Quando? -Agora... você disse Finn. – Kurt o encara desconfiado -Eu disse? – Will começa a ficar nervoso -Sim, você disse. De onde conhece o caçador? -Há! – Will dá uma risada irônica – Ele já caçou vários animais para mim... -Ele nunca saiu de casa antes Will. Vamos, chega de mentir, de onde o conhece? -Se seu pai estivesse vivo ele me mataria. – Will suspira -O que? Por que? O que o meu pai tem a ver com isso? -Kurt... – Will não sabe por onde começar – Eu... eu não sei como te dizer algo do gênero. Na verdade, eu sou a única pessoa que sabe disso... -Vamos Will, sem voltas, me diga! -O seu pai teve dois amores em toda a vida... um era a sua mãe e outro era a mãe do Finn... – Will cerra os olhos com medo da reação de Kurt -O que? – Hummel questiona intrigado – Como assim? A mãe do Finn? -Kurt... Burt é pai do Finn e em consequência a isso, ele é o seu irmão. Kurt olha para o artesão fixamente, sua boca lentamente se abre pela notícia e sua cabeça começa a doer. O castanho está paralisado e sem nenhuma resposta para ser dada, como assim Finn é o seu irmão? -Do que você está falando? – Kurt questiona com a voz irritada -Eu sei que isso é algo chocante, mas nem eu queria guardar esse segredo por mais tempo. Quando vi que você conhecia o Finn meu coração começou a bater mais rápido. Vocês dois estavam juntos, mas não sabiam que eram irmãos. -O Finn é meu irmão? O que? Mas..., mas... ele é da minha idade, meu pai estava com a minha mãe... – Kurt o encara assustado – Meu pai traiu a minha mãe? É isso? -Sim... – Will abaixa a cabeça -Como meu pai pode trair a minha mãe? – Kurt grita – Como ele fez isso? Como ele pode ter outro filho com uma mulher que não seja a minha mãe!? -Kurt, Kurt! Calma... – Will segura os braços dele – Me escute... seu pai se envolveu com a mãe do Finn quando estava com a sua mãe. Isso é errado, nós dois sabemos disso, mas ninguém consegue segurar o amor. Quando sua mãe disse que estava gravida a mãe do Finn já estava esperando ele há alguns meses. Foi tudo muito rápido. -E por que o meu pai nunca me contou nada? -Por que ele não aceitou o Finn. – Will rebate e Kurt fica em choque – O Burt não viu ele nascer, Carole ficou sozinha por muito tempo. Mas chegou uma época na qual seu pai começou a ir vê-los, talvez tenha sido a culpa de ter deixado ambos sozinhos. Ele viu o Finn crescer, mas o Finn não via o seu pai, pois o Burt ia visitar a Carole as escondidas dele. -Eu não acredito que meu pai pode fazer isso. – Kurt diz mexendo a cabeça em incompreensão -Até que chegou o dia em que você se perdeu na mata. – Will diz e Kurt lhe olha espantado O castanho se perdeu na mata pois estava em busca de alimentos para ele e seu pai. Porém, ele acabou caindo de uma pequena inclinação, fraturando o seu pé direito. O que resultou no fato de que ele não conseguia sair de onde estava. Com a neve profunda e o frio penetrante, o pequeno Kurt já estava dado por vencido e estava se entregando a morte, mas ao invés disso acontecer, ele teve a ajuda de um rapaz. E agora com todas essas lembranças voltando à tona em sua cabeça, Kurt se lembra quem ele era... Finn. -Seu pai viu o Finn pela última vez. Ele queria mata-lo, pois pensou que o garoto queria acabar com você. Mas ao contrário disso, Burt mandou ele fugir. E desde então, seu pai nunca mais viu o seu irmão e guardou para si só esse segredo. Eu era o único que sabia disto pois ele sempre me contava as coisas, você sabe o quanto éramos amigos. -Eu não posso acreditar... Finn e eu estávamos juntos todo esse tempo e eu nem imaginava que ele é o meu irmão. – Kurt se levanta irritado – Eu já estou cansado de todos sempre mentindo, sempre querendo ser melhor do que os outros, o meu próprio pai não teve o direito de abandonar um filho, ou muito menos esconder que ele tem um irmão. Eu não posso acreditar que isso aconteceu... o Finn sofreu muito, ele me contou isso... então tudo foi por culpa do meu pai? Eu acho que nunca vou perdoar ele por ter feito isso. [...] Alguns longos dias se passam. Após duas semanas de pura organização para a cerimônia que está mais perto do que longe, uma culpa atinge o coração de Blaine, que por sua vez anda de um lado para o outro sem conseguir tirar o Kurt de sua mente. -Eu sou muito tolo! – Blaine diz dando um murro na pilastra do estabulo – Eu amava ele, por que fiz isso? Anderson fecha os olhos repletos de lagrimas. Ele sente falta de Kurt, sente falta de seus beijos, seu aroma, seu carinho e seu sorriso. Tudo o que o príncipe queria era apenas trazer um motivo para que o seu pai e todo reino sentisse orgulho dele, porém, o moreno não pensou nas consequências, que agora batem em seu coração com mais força do que qualquer outro sentimento.
Para Blaine, amar um homem sempre foi errado, porém, ele se esqueceu disso no dia em que viu Kurt pela primeira vez. Tudo está tão perdido, todos estão tão irritados, e isso tudo está acabando com ele. -Eu preciso fazer algo. – Blaine respira fundo com os olhos fechados E só então, encarando sua égua, uma recaída atinge o peito de Blaine, ele precisa ver o castanho o mais rápido possível, precisa pedir desculpas e implorar o seu amor de volta. Sendo assim, subindo na Amora o moreno galopa, em direção ao seu amado.
Notas finais
Mas meu Deus. Lá vai ele, olha o Micão Blaine.
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