Promise Me

24 Lábios da vingança.


Notas iniciais
Hello, it's me ¬¬ Vocês já praticaram aquela velha e boa vingança? Se sim, dedico esse capitulo a vocês hahahaha Ps: Prestem bem atenção no "papel" que o Blaine terá em mãos, e formem suas teorias. Ps2: Já estou convocando a próxima morte hahahaahah estou pensando se será a carnificina, ou o suicídio. Qual das duas vem primeiro Gabriela? hummm....

-Deixa eu te ajudar. – Elliott diz abraçando Kurt por trás

O castanho dá uma risada envergonhada e só então as mãos de Elliott se guiam até as dele. Os dois massageiam a massa de pão que Puck trouxe para o café da manhã de todos. Gilbert deixa seus lábios tocarem no pescoço pálido de Kurt e só então fechando seus olhos ele sente o cheiro do plebeu.

Hummel sabe que já se passou duas semanas desde que tudo aconteceu, ele realmente quer seguir em frente e Elliott o está ajudando cada vez mais a fazer isso. Durante todos os dias, os dois caminharam juntos, conversaram e Kurt começou a sentir algo além de uma simples amizade pelo pescador. Porém nada além de carinhos e sorrisos foi dado.

-Por que você é tão magnifico? – Elliott sussurra na orelha dele

Kurt dá outra risada e só então sente atrás de si que o pescador está um pouco excitado, o que acaba deixando Kurt também animado.

-Kurt? – Sam diz suavemente

Elliott e Kurt rapidamente se separam, e se deparam com o cavalheiro olhando para os dois com a expressão espantada. Sam olha para Kurt como se estivesse confuso a respeito do que ele acabou de ver. Afinal de contas o que os dois faziam tão juntos?

-O que vocês estavam fazendo? – O loiro questiona agora vendo a ereção em ambas as calças

-Kurt gosta de homens, Sam! – Puck diz saindo do quarto

-Puck! – Kurt grita irritado

-O que? – Sam olha para o ladrão confuso – Como assim?

-Isso foi completamente desnecessário Puck! – Hummel continua com raiva

-Kurt, por favor, ele iria descobrir em algum momento, você não desgruda desse daí. – Noah aponta para Elliott

-Você gosta de homens? – O cavalheiro parece pasmo

-Gosto... Sam. – O castanho resmunga pela boca

-Como você pode gostar de homens? – Sam está realmente confuso

-Do mesmo jeito que você gosta de mulheres nós gostamos de homens, guarda. – Elliott pronuncia mordendo uma maçã

-Eu estou confuso...

-Sam, eu só não gosto de mulheres do jeito que você gosta. Eu prefiro os rapazes, me entende? – Kurt se aproxima dele – Espero que isso não estrague a nossa amizade.

-Acho que não... contanto que você não tente nada comigo...

-Se ele não tentou comigo acha mesmo que tentaria algo com alguém como você? – Puck indaga – Faça-me o favor!

-O que quer dizer com isso? – Sam o encara incrédulo

-Não vou repetir duas vezes! – Puck diz voltando ao quarto

-Puck! Volte aqui! – Sam o segue

-Esses dois ainda irão me dar muito trabalho. – Kurt fala revirando os olhos

-Pelo menos não precisamos mais nos esconder. – Elliott se aproxima dele, o prendendo na mesa da cozinha

-Elliott... – Kurt vira o rosto

-Kurt, estou tentando lhe beijar há dias! Você sempre vira o rosto. – O pescador diz de uma maneira triste

-Eu só não quero me apressar tanto com as coisas... já me machuquei muito.

-Certo... você tem o tempo que precisar. – Elliott o beija na bochecha – Não quero estragar isso que nós podemos vir a ter.

Kurt dá um sorriso triste para o pescador e só então eles voltam a cozinhar. O príncipe por sua vez já está chegando bem perto da vila, foram dois dias sem ao menos parar para descanso.

-Acho que terminamos, não? – Kurt questiona observando a comida

-Acho que sim... vamos deixar isso no fogo. – Elliott o segura pela mão – Quero lhe mostrar uma coisa.

-O que? – Kurt questiona querendo rir

-Você verá.

Gilbert o puxa pela mão, e só então rapidamente os dois saem correndo porta afora. Depois de andar por mais ou menos uns 20 minutos, eles chegam a um lugar que o Kurt não conhecia.

-Nossa. – Os olhos azuis de Kurt se iluminam

O lugar é cheio de árvores que estão sem folhas por conta do inverno, mas algo chama a devida atenção do plebeu, um lago congelado.

-Vamos! – Elliott o puxa

-O que? Não! – Kurt diz sendo puxado

O pescador rapidamente sobe no lago e delicadamente começa a patinar sobre ele, levando consigo de uma forma desajeitada Kurt. O plebeu tenta se equilibrar, mas suas pernas ficam tremendo. Elliott o puxa e os dois vão caminhando até o centro lago.

Elliott parece ter nascido para isso, ele dá voltas e mais voltas ao redor de Kurt, que por sua vez continua imóvel onde está.

-Eu fazia isso quando era pequeno! – Gilbert fala arrodeando ele

-É mesmo? – Hummel questiona tremendo as pernas

Alguns minutos se passam e as pernas do castanho começam a doer, ele passa a ter uma impressão de que não irá conseguir ficar de pé por muito tempo.

-Elliott, eu vou cair! – Kurt diz tentando ficar em pé

-Se você cair eu lhe seguro. – Ele diz puxando o plebeu junto a seu corpo

Kurt é puxado rapidamente e acaba batendo seu peito no dele. Elliott o segura pela cintura e Hummel apoia suas mãos no peito dele e passa a o olhar bem nos olhos, mais uma vez eles deixam o castanho em transe.

-Eu gosto tanto de você. – Elliott diz misturando sua respiração com a dele

Hummel continua o observando até que enfim, Elliott leva uma de suas mãos até o rosto dele, alisando a sua pele lentamente. Após isso, o pescador se aproxima um pouco mais de seu rosto, e enfim, junta seus lábios nos de Kurt.

Os dois se beijam, Elliott segura firmemente as costas do castanho que por sua vez se deixa levar em seus lábios macios, porém gelados. Kurt toca no rosto do pescador e sente a sua barba rasteira espetar os seus dedos. Hummel parece ter entrado em uma espécie de magia e o mundo ao seu redor parece ter parado.

Ambos afastam seus lábios com um suspiro, Elliott permanece lhe olhando no fundo dos olhos e Kurt não sabe o que falar. Ele realmente está gostando do pescador.

O gele treme um pouco e só então com um sorriso tímido os dois olham para baixo.

-Acho melhor sairmos daqui. – Kurt diz

Sendo assim os dois cuidadosamente saem do lago congelado, e voltam a caminhar sobre a neve profunda. Elliott o puxa mais uma vez pela mão, trazendo o corpo do castanho de uma só vez até o seu.

-Me diga que vamos ficar juntos. – Elliott fala

-Elliott...

-Vamos Kurt, você pode não me amar, mas sente algo além de amizade por mim, e isso com certeza é reciproco. Apenas me deixe ser o amor da sua vida.

O pescador alisa mais uma vez o rosto dele e só então lhe dá uma bicada demorada em seus lábios.

-Eu vou pensar e lhe respondo mais tarde, tudo bem?

-Só pense direito, vou lhe trazer tanta felicidade que não irá conseguir se conter. – Gilbert dá uma risada e só então ele arrasta sua mão do rosto dele até uma de suas mãos e a segura – Vamos.

Kurt observa as suas mãos juntas, e só então inicia a caminhada de volta com o pescador. Após outros longos minutos eles enfim chegam a vila, separam as mãos e caminham na direção do chalé do plebeu, porém algo lhe chama a atenção.

-Ah meu deus. – Ele diz espantado

-O que foi Kurt? – Elliott questiona olhando na direção dos olhos dele

-Amora? – Kurt anda ligeiro na direção da égua – O que você está fazendo aqui?

-Conhece essa égua? – Elliott questiona evitando tocar no bicho

-Ela... ela... – Kurt não quer dizer – Eu não posso acreditar que isso está acontecendo.

-Será que você pode me explicar?

Hummel ignora o pescador e corre em direção a sua casa. Ele não consegue acreditar que isso realmente está acontecendo, não de novo. Sendo assim, ele abre a porta e se depara com Puck e Sam em pé, enquanto Blaine está sentando no sofá.

-Ele voltou. – Puck diz – Olha só quem apareceu Kurt.

-Kurt! – Blaine se levanta do sofá e o olha de uma forma encantadora, porém seu sorriso logo se fecha ao ver Elliott entrando logo atrás dele

-O que você está fazendo aqui? – Kurt questiona friamente

-Eu vim conversar com você, preciso lhe pedir desculpas por tudo, sei que não foi certo eu dizer que nós éramos um erro.

-Não acredite nele Kurt. – Elliott diz apoiando suas mãos nas costas do castanho

-Não o diga o que fazer! – Blaine fala irritado – Quem você pensa que é?

-Eu não estou entendendo nada. – Sam diz observando todos – Qual erro?

-Eles dois... –Puck inicia, mas é interrompido

-Se você abrir essa boca mais uma vez eu corto a sua língua. – Kurt rebate o encarando

-Certo. – Noah fala levantando as mãos em defesa

-Kurt... – O príncipe se aproxima – Por favor, vamos conversar.

-Eu não tenho nada para falar com você. – Kurt rebate

-Kurt, palavras não expressam a falta que eu sinto por você.

-Blaine você já fez a sua escolha não tinha nada que aparecer aqui. Eu já estou cansado de você cometer erros, de sempre querer ser melhor do que os outros e de principalmente não mudar nunca! Chega!

-Meu Deus Kurt, por favor não diga isso. A sensação de ficar sem você é sufocante! – Anderson enche os olhos de lágrimas

-Por que você não me esquece? Por que não desaparece da minha vida? Não acha que já fez estragos demais? Você mesmo disse que seu maior erro foi o de ter me conhecido, por que insiste em querer me machucar quando eu já estou curado!?

-Por que eu sinto a sua falta! – Blaine grita e Sam continua olhando para os dois em plena confusão

-Pensasse nisso antes de me ferir! Você não tem ideia do quanto eu sofri por você, do quanto eu quis que tudo isso não estivesse acontecendo! Já me cansei de sempre aceitar tudo calado! Você não é digno das minhas desculpas!

-Kurt, por favor, entenda, eu não quero trazer vergonha ao meu pai, mas eu também não quero ficar sem você. Eu lhe amo.

-O que? – Sam se engasga com o ar pelo choque

-Se você me amasse de verdade não teria feito o que fez.

-As pessoas erram, nós mesmo falamos isso, e eu me arrependo de cada palavra estupida que eu disse a você. Por favor meu amor, volte para mim, é tudo o que eu mais suplico.

-Do que vocês estão falando? – Sam está literalmente pasmo

-Blaine, eu fiquei machucado, chorei como se não houvesse amanhã. Você me destruiu, pensa que é só chegar, pedir desculpas e tudo volta a ser como antes?

-Não, mas...

-Você vai dizer ao seu pai que estamos juntos? – Kurt questiona irritado

-Não...

-Então por que quer voltar comigo? Eu não vou me passar por um fantasma quando se trata do nosso relacionamento, eu não mereço isso.

-Kurt, eu errei. – Blaine tenta segurar a mão dele, mas Hummel a afasta – Por favor, eu estou me sentindo um qualquer desde que terminei com você, por favor, me perdoe.

-Você já escutou ele. – Elliott toma parte na frente

-Eu já disse para você parar de se meter entre nós dois. – Anderson rebate o encarando irritado

-Você não irá me tratar dessa forma seu tolo! -Elliott bate em seu peito

-Você me deve respeito! – Blaine o empurra — Se enxergue antes de vir falar com alguém do meu nível!

-Vocês dois parem! – Sam e Puck correm para separa-los

-Eu quero que você vá para o inferno! Você destruiu o meu relacionamento! – O Príncipe bate no peito dele

-Se tem alguém aqui que destruiu esse maldito romance foi você mesmo! – Elliott o empurra com mais força

Blaine se desequilibra tropeçando em seus próprios pés, Sam e Puck tentam segurar os dois mas a raiva de ambos parece tornar isso algo impossível. O moreno olha para o pescador com uma expressão de ódio e só então partindo em sua direção ele o empurra com força até a parede.

Os dois caem na briga, eles se agarram e se arranham. Kurt se assusta pelas pancadas que eles dão um no outro enquanto Elliott está com puro ódio em seu coração gelado, ao mesmo tempo que Blaine tenta de todas as formas lhe machucar da pior forma possível. Sam e Puck tentam entrar no meio deles para separa-los porém ambos empurram os dois que acabam ficando atordoados. Até que enfim, depois de muita gritaria, batidas contra parede, unhadas e chutes o pescador consegue empurrar o príncipe e lhe dá um murro completamente forte no meio do rosto.

Blaine tem seu rosto jogado para trás e logo volta com ele tendo sua mão a estancar o sangue que jorra de seu nariz. Blaine quer voltar para ataca-lo no entanto, Kurt o empurra para que ele não faça isso.

-Chega Blaine! – Hummel grita

-Kurt! Não acredito que vai ficar do lado dele! – Blaine grita segurando o nariz enquanto Sam e Puck agarram Elliott pelo braço, ele está furioso – Não deixe que ele se meta em nossas vidas!

-Ele pode muito bem se meter em qualquer coisa que me envolva. Nós estamos juntos. – Kurt retruca

Blaine lhe olha como se Kurt acabasse de ter lhe atingido uma faca no estômago. Os olhos do príncipe se enchem de lagrimas e ele não sabe o que fazer ou falar.

-O que? – Blaine enfim diz o encarando com dor nos olhos – Kurt, não faça isso, você sabe que eu amo você, ele não sente nada a seu respeito.

-Blaine, você me machucou não há nada que possa lhe defender. Você não escolheu o seu pai? Pois bem! Vá ficar com ele!

-Meu amor, eu lhe peço por favor, me deixe consertar as coisas. Eu posso ter você e o meu pai na minha vida.

-Saia daqui. – Kurt diz apontando para a porta

-Kurt... – Blaine continua lhe olhando nos olhos

-Você não o escutou? – Elliott grita – Saia daqui!

O príncipe encara cada um na sala, porém sua dor está voltada para Kurt, sendo assim Blaine se afasta deles, saindo pela porta, ao mesmo tempo que Sam larga Elliott e corre na sua direção.

-Blaine! – Sam corre lhe alcançando

O moreno começa a chorar como nunca, ele está sem respirar e seu corpo está doendo por inteiro.

-Blaine, que história é essa? – Sam o puxa pelo braço

-Eu o amo tanto. – Blaine começa a chorar como nunca – Eu sei que errei, mas ele não tinha esse direito!

-É por isso que vocês... – Sam arregala os olhos – Oh meu deus.

-Eu odeio o Kurt! – Blaine grita em desespero – Eu odeio ele! Kurt não tinha o direito de fazer isso comigo! Eu voltei para os seus braços e ele me esqueceu como se eu não fosse ninguém!

-Calma Blaine... – Sam está pasmo pelo desespero dele – Por que não me contou que estavam juntos? Eu aceitaria, lhe ajudaria, por que não me disse nada?

-Por que eu sou um tolo! Maldito dia em que fui inventar de ir atrás dessa coroa! – Blaine está vermelho pela raiva – Eu odeio o Kurt!

-Não diga isso... – Sam o puxa pela mão

-Me largue! – Blaine diz o empurrando

E só então o príncipe corre até a sua égua, subindo nela e galopando logo em seguida. Sam observa o seu amigo ir embora, ele está mais chocado do que qualquer outra coisa, isso tudo foi muito inesperado para ele.

-Então é esse o motivo... – Sam diz vendo Blaine sumir dentre as matas – Eles se amam.

O príncipe cavalga como nunca, em uma velocidade completamente rápida. A nevasca cai sobre seu corpo e queima a sua pele, porém ele não liga, qualquer dor agora não chega a ser tão grande quanto a que Kurt lhe causou.

[...]

Depois de cavalgar sem descanso a cavalo, Blaine finalmente chega na noite seguinte ao palácio. A sua dor se transformou em ódio, ele está vermelho de raiva. O príncipe entra no lugar e começa a quebrar tudo que encontra pela frente.

-Príncipe? – Quinn aparece correndo em sua direção

-AHHHHHHHHHH! – Blaine chuta um jarro e ele quebra em mil pedaços no chão

Anderson quebra jarros, vidros, espelhos, chuta moveis e dá diversos murros na parede. Ele nunca esteve com tanto ódio como agora.

-Blaine? – Finn aparece –O que ele está fazendo?

-Ele está quebrando tudo! – Quinn diz levando as mãos à cabeça

Blaine começa a dar vários murros na parede e a sua pele começa a sangrar por conta dos impactos. Ele grita em desespero e sua vontade agora é a de simplesmente morrer.

-Blaine, pare! – Finn o agarra pelas costas

Porém o príncipe se vira na sua direção e lhe empurra. Hudson o encara assustado e não consegue acreditar no que ele acabou de fazer.

-Qual é o seu problema? – O caçador grita

Blaine o ignora e só então volta a dar murros na parede, Finn tenta impedi-lo, mas tudo está sendo em vão. Sebastian enfim aparece e olha para esse tumulto assustado.

-O que está havendo? – Ele corre na direção dos dois

E só então encarando Sebastian, o príncipe simplesmente o puxa pela gola da camisa. Todos olham para esse ato... Blaine o está arrastando.

-O que está fazendo? – Sebastian questiona tropeçando sobre os próprios pés

-Você vem comigo! – Anderson grita em raiva

O moreno continua arrastando o recruta pelas escadas e indo em direção aos seus aposentos. Depois de andar com um pouco de dificuldade, enfim Blaine abre a porta de seu quarto e larga com força Smythe dentro dele.

-Blaine, o que houve com você? – Sebastian diz abismado

O príncipe fica em silencio e só então tranca a porta de seu quarto e anda na direção de Sebastian, o jogando contra a parede. Blaine o beija, o recruta fica em estado de choque por conta disso, mas se deixa levar pelos beijos.

Blaine agarra o rosto dele e Sebastian o puxa para mais perto de seu corpo. Suas bocas dão um beijo agressivo e raivoso. O moreno começa a desabotoar a camisa do recruta, que aos poucos vai ficando fraco a cada mordida que recebe em seus lábios. Blaine o puxa com força, e os dois caminham pelo quarto, quando enfim o príncipe retira sua camisa beija todo o seu peito, ao mesmo tempo que Sebastian revira os olhos pelo prazer.

Blaine beija o peito dele, passando a língua sobre toda sua pele, enquanto Sebastian guia sua cabeça por conta dessa ação. Anderson volta a lhe beijar, ao mesmo tempo que Smythe arrasta sua mão até a calça dele e massageia o pênis do príncipe já ereto. Blaine revira os olhos e deixa que ele retire a sua camisa, e assim ele faz. Logo após isso o guarda beija todo o peito dele e vai abaixando cada vez mais, chegando ao pé da barriga e passando a língua sobre toda essa região ao mesmo tempo que abre o botão de sua calça.

Blaine segura ele pelos cabelos e respira fundo para sentir o prazer. Sebastian volta beijando seu corpo e logo vai novamente em direção a sua boca, lhe beijando mais uma vez. Os lábios dos dois dançam juntos, ao mesmo tempo que Blaine joga o recruta na cama e sobe logo por cima de seu corpo, ele o beija enquanto Sebastian arranha com força as suas costas.

-Nunca esperei isso de você. – Sebastian diz sentindo o príncipe beijar seu pescoço

Blaine para de lhe beijar e o encara nos olhos, e só então observa seus corpos quase nus e fica paralisado.

-Blaine? – Sebastian questiona vendo o príncipe cair deitado ao seu lado

Blaine começa a chorar como nunca, talvez por arrependimento, talvez por raiva, nem o próprio príncipe sabe ao certo. Ele apenas tem vontade de chorar, como se tudo estivesse chegado a um fim trágico.

-Blaine, o que houve? – Smythe pergunta indo em sua direção mais uma vez para beija-lo, porém Blaine vira o rosto

-Saia do meu quarto. – O príncipe diz friamente

-O que? – Sebastian parece ofendido – Você me puxa para o seu quarto, me ilude e depois manda eu sair? Está ficando louco?

-SAIA DO MEU QUARTO! – Blaine grita cerrando os dentes, ele está completamente vermelho – AGORA!

Sebastian arregala os olhos e só então pula da cama, se agachando no chão e pegando a sua camisa, e logo após saindo do quarto o mais rápido possível.

-AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – Blaine grita se esperneando na cama

O príncipe continua desesperado na cama, ele chora como nunca e dá vários murros no acolchoado. Blaine não sabe se sente ódio de Kurt ou dele mesmo, tudo estava tão perfeito, mas ele teve que estragar, como tudo em sua vida fútil.

[...]

-Você está bem? – Sam questiona sentando ao lado de Kurt

-Acho que não... eu já estava cicatrizando, mas ele tinha que vir aqui e abrir a minha ferida de novo.

-Por que o Blaine terminou com você?

-Ele queria dar orgulho ao pai dele.

-Eu deveria saber. – Sam suspira – Blaine sempre foi mais apegado ao pai do que a mãe, eles sempre faziam tudo juntos e talvez dizer ao pai que ele estava com um homem poderia transformar a vida dos dois em um inferno.

-O Richard não precisava saber. – Kurt o encara

-Na verdade... ele teria que saber, afinal de contas, o Blaine teria que se casar com a Rachel.

-Ela está gostando do Finn.

-O que? – Sam rebate chocado

-Sim, a Rachel está apaixonada pelo Finn. Ou seja, o Blaine acabou tudo sem nenhum motivo.

-Ele quer dar orgulho ao pai, isso sempre acontece nos reinos Kurt.

-Eu não aceito. Ele me fez uma promessa e a descumpriu. Tenho que dar o mesmo troco que ele.

-Vingança não é o certo, você sabe muito bem disso.

-Não estou fazendo vingança, apenas dizendo um basta ao meu sofrimento. Veja você, hoje lhe vi feliz, o que quer dizer que já superou.

-Não. – Sam rebate

-Mas eu lhe vi sorrindo...

-É habito.

-Sorrir? – Kurt retruca

-Fingir. – Sam o encara – Em toda a minha vida eu escondi que amava a Mercedes, não podíamos ficar juntos, isso era fato, mas eu a amava. Desde o primeiro dia em que a vi meu coração acelerou, tudo ficou mais alegre e eu sabia que jamais iria sentir o mesmo por outra pessoa. Mas aí... eu a perdi de vez, e nós ao menos tentamos ficar juntos. E se você me vê sorrindo, Kurt, é porque eu estou fingindo, por fora posso estar dando o mais bonito sorriso, mas por dentro, estou chorando rios de lagrimas.

-Por que você não tentou fugir com ela? Por que?

-Kurt, acho que você mais do que qualquer um sabe que o amor nos prega peças. Ele é como a guerra, fácil de se começar, porém difícil de se terminar. Quando se ama tudo na sua vida pode acabar se tornando melhor, porém um único erro nos destrói. Passamos anos nos perguntando se um dia acharemos o amor, e quando enfim o achamos, nada de ruim parece que irá acontecer, mas quando menos se espera a dor bate e dificilmente sai. Podemos até parecermos loucos, porém o fim de um amor nos tornar fracos, chegando ao ponto de ter a ridícula vontade de largar tudo, de desaparecer... ou de simplesmente... morrer.

[...]

-AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! – Blaine soca as paredes pela raiva – POR QUE? – Ele chora como nunca

O príncipe está com falta de ar e por isso ele desaba no chão e assim fica nele. Blaine chora como se seu mundo tivesse acabado. Finalmente lhe caiu a ficha de que ele terá que se casar com a Rachel, que o orgulho que tanto planejou em dar ao seu pai lhe trará a infelicidade, e agora mais que nunca sua dor é maior pelo fato de que Kurt não o quer mais.

O príncipe ainda chorando ergue sua cabeça na direção da cômoda, ele se levanta do chão e vai tremulo até ela, pegando um papel que achou e uma pena. Blaine mela a ponta da pena na tinta e com a mão tremula vira a frente da folha que está com algo escrito e tenta escrever em seu verso, mas isso parece ser a coisa mais difícil de sua vida por conta de seu desespero.

“Eu cansei de sempre cometer os piores erros, de sempre querer trazer orgulho quando na verdade só trago vergonha. Eu não sou perfeito, não da maneira como todos vocês imaginam. Me dói saber que o amor da minha vida está longe de mim, e ele parece ser algo tão proibido e ao mesmo tempo tão devastador. Eu apenas gostaria de consertar os meus erros, de não sentir dor, ódio e muito menos arrependimento. Desde de pequeno sempre me foram ensinados valores que eu deveria usar no futuro, mas ninguém nunca me disse o certo a se fazer no presente. Como eu seria capaz de governar um reino se nem consigo governar a mim mesmo? Eu o perdi, e quero que minha vida acabe por isso. Não sou digno de ser amado, ou muito menos digno de merecer perdão, sempre digo as piores palavras, sejam elas aos meus amigos ou familiares, todos acabam sofrendo em minhas mãos por eu ser quem eu sou. Eu não culpo aqueles que tentaram me mudar, mas vocês pagaram a língua ao ver que nada pode ser feito em relação a mim. Eu não posso mais estragar a vida de ninguém, todos precisam seguir em frente e eu adoraria ter essa confirmação de cada um, que vocês irão conseguir dar continuidade as suas vidas sem mim. Gostaria também de dizer ao Kurt, que um amor quando verdadeiro dura anos, independente de perigos e obstáculos, talvez uma promessa mereça ser descumprida da mesma forma que um homem precisa de ar, os céus de estrelas e eu preciso de você. Mas eu não posso... não mais. Portanto eu apenas consigo dizer uma única coisa... Kurt, me perdoe, mesmo que o meu erro ainda doa em você. Eu te amo como jamais amei ninguém, mas a minha vontade de desistir está ultrapassando tudo, e o céu me parece tão belo de longe, imagina o quanto não seria melhor de perto? Acho que dizer adeus é tão ruim quanto dizer olá, e me dói saber que nunca mais poderei beijar seus lábios de novo, mas tudo passa, tudo muda, tudo continua acontecendo, e meu amor não será diferente disso. E Kurt se você quer saber, andei me questionando a seguinte pergunta: O que te faria prometer algo impossível? Não sei em sua relação, mas no meu caso eu respondo: O amor. E eu te amo, meu irritado, meu corajoso, meu esperto, meu cuidadoso, meu amor... eu te amo Kurt Hummel. ”

Blaine continua chorando como nunca. Ele dobra a carta que acabou de fazer e a coloca dentro de um envelope que achou na gaveta da cômoda e depois de fechar os olhos e sentir mais lagrimas descendo pelo seu rosto, ela a coloca sobre a cama. O príncipe se levanta, e respira fundo. Anda de um lado para o outro com as mãos apoiadas na cintura.

Ele pode ser denominado louco, ou perdedor por desistir, mas agora em sua mente isso parece ser tão certo e a paz parece ser algo tão calmo. Anderson continua caminhando em círculos pelo quarto, ele olha diversas vezes por segundo para sua janela e depois de alguns minutos enfim caminha até ela.

Ele a abre e olha para baixo mesmo tendo seu pavor de altura. Ao contrário do seu antigo quarto, essa torre não está arrodeada de pedras, porém o chão duro não parece lhe ser muito confortável se alguém cair dessa altura sobre ele.

Blaine enfim coloca uma mão sobre a borda da janela e logo após a outra, ficando em seguida de pés na sacada. O vento forte de inverno bate em seu rosto e a satisfação de saber que jamais irá precisar se preocupar com nada parece lhe puxar para baixo. A partir do momento que ele saltar, tudo irá acabar, nada irá mais fazer sentido a não ser a paz.

A vida de Blaine tem sido um inferno, e com certeza nada pode piorar. Ele não irá mais se casar com alguém que não ama, não irá se preocupar em dizer que está amando um homem, ou muito menos irá precisar governar um lugar que não quer. Basta apenas um passo para tudo isso chegar ao fim.

E é exatamente por isso que Blaine olha mais uma vez para o chão, sente o aroma do inverno e enfim fecha os olhos. O moreno solta uma de suas mãos e logo após a outra, permanecendo apenas com os pés lhe prendendo, até que enfim, o príncipe Blaine Anderson se inclina, porém, alguém lhe puxa antes que ele caia.

Blaine é arremessado contra o chão do quarto, por um puxão completamente forte que não parece ter sido dado por uma única pessoa e sim por pelo menos duas. Ele abre os olhos lentamente e só então observa que a sua teoria estava de fato certa, estão na sua frente Hiram e Leroy, o pai biológico e o pai de mentira da Rachel.

-Podemos saber o que você estava pretendendo fazer meu filho? – Hiram questiona

-Tenho certeza de que não tem asas para voar. – Leroy rebate

-O que... – Blaine olha para os dois

-Espero que não tenha esquecido do casamento... ele irá acontecer dentro de poucos dias. – Hiram fala o observando dos pés à cabeça – Onde está a sua camisa? Um príncipe não deve ficar dessa maneira.

-Ele está no quarto dele Hiram. – Leroy o interrompe

-De qualquer forma, imagina se a minha filha entra pela porta? Seria terrível para os hormônios dela. – Hiram dá dois chutes na perna de Blaine – Vamos, se levante.

-Sua aparência está terrível meu filho. – Leroy diz, ele parece sentir repulsa de Blaine

-Da última vez que ouvi falar de você. – Hiram arrodeia o rapaz observando ele por inteiro – Não fazia ideia do quanto era magro, pálido e acabado.

-Eu estou um pouco doente. – Blaine retruca

-Não é nada que possa ser passado a nossa princesinha, não é? – Hiram rebate

-Não... – Blaine olha confuso para eles

-Pois bem. – Leroy bate com forças nas costas do príncipe – Chegamos agora de viagem e iremos em breve descansar, talvez você devesse fazer o mesmo. Parece que está morto, não queremos que um morto se case com a Rachel.

-Hiram! Leroy! – Richard aparece na porta – Como vocês vão, meus caros!?

-Richard! – Hiram caminha em sua direção – Estamos muito bem e felizes pelo casamento de nossos pequenos.

-Na verdade, ficamos surpresos com a sua aparição. – Leroy da continuidade

-Adoro fazer surpresas. – Richard olha para Blaine – Vejo que já conheceram o genro.

-Mas é claro. Apesar de que ele está bem pálido. Não está alimentando seu filho corretamente? – Leroy brinca

-Tento fazer o possível. – Todos os três caem na gargalhada, mas Blaine fica em silencio, tudo que ele mais queria era se matar e nem isso ele consegue fazer direito

-Pois bem, observarmos que tudo está em ordem, agora só basta escutarmos o sim. – Hiram se volta para Blaine – Você irá dizer sim, não é meu filho?

-Claro...

-Ainda bem... não queremos que coisas serias aconteçam a esse reino. – Hiram dá um sorriso sínico

-Bom... eu vou para o meu quarto, você não vai para o seu Hiram? – Leroy questiona

-Claro, claro. – Hiram caminha até a porta – Foi um prazer vê-los.

Os dois pais saem pela porta, deixando Richard a sós com seu filho.

-Você irá me dar esse orgulho, não é mesmo filho? – O grisalho questiona

-Claro pai. – Blaine diz abaixando a cabeça

-Meu filho, você foi o maior presente que eu poderia receber. Confie em seu pai, esse casamento não será um erro, será o maior acerto em sua vida.

O príncipe lhe olha nos olhos, talvez o seu pai no fundo tenha razão. Blaine precisa esquecer de vez Kurt, e para isso ele precisa se casar com a Rachel.

-Eu vou me casar com ela pai. – O moreno diz firmemente

-Eu sei disso. – O grisalho sorri para ele e só então sai do quarto

Blaine olha mais uma vez para a janela, ele poderia muito bem continuar com seu plano falho, porém outra pessoa entra nos seus aposentos.

-Não adianta se matar, isso não irá resolver as coisas. – Finn fala

-Se veio me dar sermão, saiba que fui atrás do Kurt e ele está com outro. – O moreno rebate

-E você vai desistir tão rápido assim dele? Blaine, quem terminou tudo foi você, o Kurt apenas seguiu em frente.

-Coisa que eu também devo fazer.

-Então você vai se casar com a Rachel? – Finn fala, ao mesmo tempo que observa a carta escrita por Blaine encima da cama, o caçador se inclina disfarçadamente e a pega, colocando em seguida no bolso.

-Irei. – Blaine diz fechando a janela – Me perdoe se eu estraguei um possível romance seu. Mas vá por mim Finn, amor não traz felicidade.

-Não traz quando você desiste dele. – Finn diz caminhando até a porta – Pois bem, já que irá se casar com a Rachel, acho que terei que fazer um sacrifício a mais.

-Do que está falando? – Blaine corre em sua direção, mas o caçador sai pela porta – Finn! – Blaine grita – Finn!

-Só espero que daqui há alguns dias você ótimo casamento! – Hudson grita – Ou melhor, tenha um inesquecível casamento querido príncipe!

Notas finais
O que o Finn está aprontando? Scrr Dicas? Opiniões? Seja lá o que estiver pensando, comenta ai ;)