Promise Me
27 O silêncio do reino.
Notas iniciais
-Eu me preocupo demais com o Kurt, não gosto de ver ele correndo atrás de quem não está nem aí para ele. – Artie diz enquanto Tina lhe estende uma xicara de chá
-Artie, vou confessar que quando me disse que o Kurt se agradava de homens eu fiquei surpresa, mas eu não liguei, pois, o amor é algo tão precioso que não é para ser discutido. Se o Kurt ama o príncipe ele está fazendo o certo em tentar ajuda-lo. – A curandeira bebe um gole de seu chá
-Eu sei, eu sei. Me sinto o pior amigo do mundo em às vezes querer impedir isso. – Ele suspira – Eu só espero que o Kurt esteja bem, eu morreria se algo acontecesse ao meu melhor amigo.
-Nada vai acontecer ao seu melhor amigo, Artie. – Tina sorri e só então se inclina e lhe dá uma bicada nos lábios
-Eu adoro quando faz isso. – Ele sorri e só então um barulho soa do lado de fora de sua casa – O que foi isso?
A curandeira olha para ele sem saber lhe dar a resposta, sendo assim, ela se levanta da cama e vai em direção a porta, abrindo ela logo em seguida e se deparando com uma mulher, completamente esbelta arrodeada de um círculo de fogo ao mesmo tempo que fecha os olhos e ergue os braços.
3 dias atrás...
-Então você contou ao plebeu dos meus planos?! – Santana grita em fúria
-O Kurt não fará mal a você... – Brittany diz em nervosismo
-Com certeza não fará, pois irei mata-lo antes sequer dele pensar em levantar o dedo contra mim!
-Santana, por favor, eu não fiz por mal. Eu amo você e quero que não destrua reino, ou muito menos mate pessoas. É tudo que eu mais quero, por favor! – A loira agarra ela pelos braços
-Eu... – Santana aperta o braço dela com força e a encara nos olhos – Lhe amei, como jamais amei ninguém. Você me traiu e não merece o meu perdão. Meus planos podem vir a ser estragados agora e acha que estou satisfeita com isso? Não!
-Santana... por favor!
-Eu cansei. – Ela larga o braço dela – Se aquele imprestável do Elliott não consegue resultados imediatos terei eu mesma que ir atrás do que quero. E como uma boa pessoa que sou, devo começar por baixo e atingir aqueles que são amados pelos meus alvos.
-Santana... do que você está falando? – Brittany arregala os olhos
-Ninguém começa do topo, não? – A feiticeira dá uma risada maléfica – Pois bem.
Santana agarra o braço da loira que lhe olha confusa. A morena começa a arrasta-la sem piedade e só então, a leva em direção a um quarto sendo assim, a larga dentro e a tranca logo em seguida.
-Santana! – Brittany grita batendo na porta. O quarto é completamente escuro e sem janelas.
-Você é minha. – Santana diz se afastando – Mas o reino também é meu.
-Santana me solte! – A loira grita
-Cansei de esperar. – Ela sai pela porta de casa – Que o jogo comece.
[...]
Tina continua olhando para a mulher em plena confusão. Todos os moradores começam a sair de suas casas e caminham a passos lentos na direção dela. Ninguém jamais viu algo do tipo e é exatamente por isso que estão assustados.
-Tina, o que é? – Artie questiona
A curandeira continua olhando para a mulher. É como se ela tivesse um tipo de magia que puxasse todos para perto de seu corpo esplendido. E só então depois de alguns segundos todos presenciam mais um ato estranho, ela começa a falar algo em uma língua desconhecida.
—Arbores natos in eadem terra et senior traíras hominum. Sunt itaque reus pati mereretur sine Numinis recogitatio errores. Veniet omnis paulatim et sensim mortem. Omnis clamabunt calidum lacrimas poenali eruantur auxilio. Quisque patietur in gemitu interfectorum agone constituti exspectatio. Omnis arbor, quod natus ad eandem diem. Stabo et arbitri dolor sentitur. Homicidium adduxisti veniam virtutem fracta regnum pollicitationibusque perduxerant.
E só então a chama fica mais forte, a fumaça começa a ser inalada por todos ao seu redor e um silencio se segue. Até que enfim, em menos de cinco segundos todos os moradores começam a se encarar. Alguns homens se afastam e vão em direção a instrumentos de agricultura ou armas afiadas, mulheres rasgam seus vestidos longos e crianças se agacham e pegam pedras no chão. A curandeira fica sem entender o motivo, até que enfim, um homem enfia de uma só vez uma um facão no peito do vendedor Figgins.
Tina grita e se assusta com isso ela leva as duas mãos até a boca, fechando rapidamente a porta em seguida. Ela corre em direção ao seu amigo que permanece sem entender o porquê dela estar tão desesperada.
-Tina o que foi? – Ele questiona e só então começa a escutar as gritarias
-Estão se matando! Todos, estão se matando! – Ela diz
-O que? – Artie quase grita e arregala os olhos – Oh meu deus.
-Ela fez alguma magia... – Tina começa a andar de um lado para o outro – Eu conheço essa língua.
-Ela? Ela quem?
-A mulher que estava lá fora!
-E por que as pessoas estão se matando?
-Não sei! – E só então eles escutam alguém batendo na porta do chalé de Artie
A curandeira rapidamente olha para o aleijado que faz o mesmo. E só então, ela corre na direção dele, o puxando pelas pernas e o guiando até debaixo da cama. Com dificuldade os dois se juntam com as demais poeiras do móvel velho. Continuam a bater na porta.
-E por que nós não fomos enfeitiçados? – Ele sussurra
-Acho que foi por que estávamos aqui dentro. Todos os moradores estavam perto das chamas e inalaram aquela fumaça estranha. – Ela diz e só então fecha os olhos pelas batidas de porta de novo. Tina nunca esteve tão assustada
-Calma. – Artie segura a mão dela
Sendo assim, a porta é arrombada. A mãe de Artie entra no chalé, os dois guiam seus olhares para os pés dela que caminham pelo cômodo e após observam que ela segura em suas mãos uma pá.
-Artie? – Ela questiona de um jeito estranho – Meu querido filho, onde você está?
O aleijado leva as duas mãos até a boca. Ele não pode sentir suas pernas, mas se pudesse elas estariam se tremendo por inteiro.
-Me diga, senão me disser vai ser pior. – A mulher procura ele – Vamos meu filho... me diga, onde você está?
Até que enfim, entram pela porta os dois irmãos de Sam. As crianças correm em direção a mãe de Artie e enfiam nas costas delas duas facas afiadas. A mulher arqueia as costas para trás e Artie tenta não gritar. Os pequenos pulam sobre ela e isso faz a mulher se desequilibrar no chão.
Quando enfim ela cai sobre o piso, os pequenos penetram as facas diversas vezes por segundo no corpo da senhora. Artie começa a chorar em silencio e Tina está em choque.
-Vamos! – O menino diz retirando a faca
-Por favor, me diga que vamos matar aquela rechonchuda da Lauren, ela me negou doces de graça. – A menina diz limpando a faca na camisa
-Matamos ela e depois iremos na Bree. Ela me negou um beijo. Disse que eu era muito novo. – O menino se levanta
E só então com um sorriso, os dois olham ao redor do chalé e por fim saem correndo pela porta.
-Mãe... – Artie se arrasta com as mãos, mas Tina o puxa
-Artie, não! – Ela diz e o aleijado começa a chorar – Eu... eu tenho que ir buscar ajuda.
-O que? Não! – Ele fala assustado
-Eu tenho Artie. Eu vou buscar ajuda do Kurt. – Ela sai debaixo da cama – Fique aqui, por favor, não tente sair.
O aleijado faz que sim com a cabeça e continua a chorar. Tina se agacha e pega a pá que a mãe de Artie trouxe e só então ela caminha até o interior da sala e com dificuldade pula a pequena janela, deixando para trás o seu amor de infância, sozinho e aos prantos.
[...]
-Será que vocês podem me soltar!? – Richard grita
-Não! – Os homens gritam em uníssono
Todos amarraram Richard pelos pulsos e tornozelos. Ele está no meio de seu quarto enquanto todos os homens andam de um lado para o outro. O final do casamento falho não deixou para trás boas notícias. Hiram e Leroy foram embora afirmando que mandariam tiros de canhão a qualquer momento. Mike, está organizando todos os bens necessários para tomar o poder do reino e ninguém sabe notícias a respeito de Finn e Rachel.
-Por que você disse a todos que me amava? – Kurt sussurra
O plebeu e o príncipe estão um pouco afastados dos demais homens. Os dois estão encostados na parede do quarto e conversam.
-Porque isso estava me sufocando. – Ele diz o olhando nos olhos
-Eu tenho vergonha de você! – Richard grita para o filho
-Não ligue para ele. – Kurt toca em seu braço
-Ele já está falando isso a horas. – O moreno olha para baixo – Eu não vou aguentar Kurt.
-Você precisa se manter forte. Principalmente agora que todos já sabem.
-Kurt... – Elliott aparece na frente dos dois – Ele está lhe incomodando?
-Não. – O plebeu diz soltando o braço de Blaine
-Quando você vai parar de se meter entre nós dois? – O moreno encara ele irritado – Não vê que ele não te ama?
-Vai permitir que ele fale assim comigo? – O pescador encara o castanho
-Você que procurou isso, agora aguente. – Hummel rebate e só então se afasta
O plebeu caminha em direção aos demais homens, que conversam em busca de alguma solução.
-Eu não entendo isso de reino... – Dave diz coçando a cabeça
-Como ele pode governar tudo isso de uma hora para outra? – Puck questiona
-Ele só irá conseguir assumir quando passarem a coroa. – Sam diz observando Richard – Porém, ele já tem o poder de tudo.
-Mas o Mike acabou pagando a língua, não? Ele vai governar um reino ameaçado de guerra. – Hummel se pronuncia
-Vocês são tolos! – Richard grita – Eu só espero que todos morram nessa guerra!
-Com certeza você está no topo dessa lista de mortes e olha que nem precisa ser no momento da guerra, posso muito bem lhe matar agora. – Sam rebate e só então alguém bate na porta.
Kurt caminha até ela e a abre se deparando com Jesse um pouco estranho. Seu cabelo está desarrumado o que não é normal em se ver nele. Ele está com a mesma roupa do casamento, que a proposito nem sequer se dispôs a comparecer. Suas mãos estão meladas de terra e suas botas que antes eram pretas agora estão cinzas e molhadas por conta da neve. O conselheiro entra no quarto e todos lhe encaram.
-Jesse, você está bem? – Sam questiona o encarando da cabeça aos pés
-Estou... – Ele diz limpando as mãos na calça, mas como ela também está suja isso parece ter sido em vão. – Soube do acontecido no casamento.
-Sim... nós podemos saber onde você estava? – Blaine se aproxima
-Eu... – O conselheiro engole a saliva a seco
-Onde está a Kitty? – O príncipe questiona de novo
-Fiquei sabendo que ela voltou ao reino. – Jesse cerra os punhos – E eu estou desse jeito pois tropecei em uma barreira e sai rolando ela abaixo.
-E o que você estava fazendo na floresta? Principalmente com uma nevasca dessas? – Hummel questiona
-Eu estava andando, como todos fazem. – Ele engole a saliva a seco mais uma vez – Será que podem me informar a respeito do que houve?
-Claro... – Blaine o olha desconfiado – O Finn desapareceu com a Rachel e por conta disso os pais dela declararam guerra a Lionheart.
-E por tolice do Blaine, o Mike assumiu o poder do reino. – Elliott diz
-Veja muito bem como fala de mim! – O príncipe grita
-Uau. Eu estou me tremendo de medo. – Gilbert o encara feio
-Parem! – Kurt grita
-E o que vocês pretendem fazer? – St. James questiona atento
-Não sei em relação a eles, mas eu pretendo matar o plebeu e largar esse filho ingrato na sarjeta junto com o meu outro filho ingrato. – Richard se pronuncia – Sendo assim, eles poderão ter uma linda história de incesto.
-Você me dá nojo. – Kurt fala olhando para ele
-Não mais do que você e esse daí me dão. – Richard encara Blaine que abaixa a cabeça – Queria saber o que eu fiz de errado todos esses anos. Por que diabos meus dois filhos preferem os homens do que as mulheres? Qual é o grande problema com todos vocês? Não possuem vergonha na cara!?
-Nós dois possuímos muito mais vergonha na cara do que você. – Kurt rebate o encarando – O Blaine é perfeito demais para ter sido feito por sua pessoa.
Blaine deixa escapar um sorriso por isso.
-Nossa, vejamos, um pederasta elogiando o outro! – Richard grita – Estamos no mundo deles? É isso? Me matem! Pois não quero viver em um mundo assim!
E só então de uma só vez Sam o cala, com um tapa completamente forte no rosto. O grisalho gira a cabeça e meche o maxilar, voltando em seguida e olhando para o loiro.
-E você? – Ele encara Sam – Um homem como você apaixonado por uma criada! Onde nós vamos parar? Um guarda nunca deve amar alguém que seja inferior a ele, todos sabem disso! Mas ainda bem que agora ela está morta não? Ninguém precisa se preocupar!
-Cale essa boca! – Sam grita querendo voar encima dele, porém, Puck e Blaine o seguram – Você é um monstro! Nem a morte é o pior castigo para você! – Sam continua gritando e se debatendo – Você me faz querer vomitar! – E só então o loiro cospe no rosto dele
Richard fecha os olhos por conta da saliva, mas logo começa a rir depois disso. Ele dá uma gargalhada que vai aumentando gradativamente. Todos o observam enojados. Como algum homem poderia ser tão ruim assim?
Os olhos de Blaine se enchem de lagrimas e Kurt observa atento isso. Até que enfim, já chorando, o príncipe larga o seu amigo e abre a porta do quarto saindo logo em seguida dele. Hummel olha para Elliott, que o encara, porém ele o ignora e só então vai atrás do seu amado.
-Blaine! – Kurt grita o seguindo
-Como alguém pode ser tão burro como eu fui? – Ele começa a chorar. O príncipe se senta em uma espécie de canteiro de rosas que tem em uma das salas, atrás dele tem uma janela comprida onde se nota a neve caindo.
-Por favor, não diga isso. – Hummel se junta a ele
-Como eu pude estragar tudo que nós temos por conta dele? – O moreno lhe olha – Como eu queria dar orgulho a alguém que nem sequer me aceita?
-Você não pode se culpar Blaine, apenas estava tentando fazer o certo.
-Mas eu não fiz! Como sempre! – Ele suspira pela boca – Eu me odeio.
-Você pode se odiar, mas eu te amo. – Kurt diz e o príncipe lhe encara assustado – Não vou mentir que adorei quando disse a todos que me amava. Fiquei um pouco chocado, mas adorei.
-Eu apenas disse o que estava preso em mim. – O moreno diz observando os lábios dele
-Você não precisa se culpar por tudo, afinal de contas sabemos que você é bem bobo, não? – Kurt dá uma risada – E eu te amo, pois você é perfeito assim, e eu...
Blaine o cala com um beijo. O castanho suspira e rapidamente fecha os olhos por conta disso. O príncipe segura a sua nuca e o puxa para mais perto de seu corpo. Suas línguas dançam juntos ao mesmo tempo que o moreno aprofunda os seus lábios nos dele.
O plebeu suspira e segura com firmeza as costas do mais baixo, que por sua vez guia as mãos até o rosto dele. Os dois abrem os olhos lentamente. Anderson observa os olhos azuis de Kurt o hipnotizarem e Hummel suspira ao sentir os toques do moreno em sua pele.
-Eu te amo. – Blaine diz – Por favor, volte para mim.
-É mais difícil do que parece...
-Kurt, nós vamos entrar em guerra e se for para eu morrer quero fazer isso em seus braços, sabendo que a última coisa que eu verei na minha vida é você e que a única coisa que eu sentirei são seus lábios.
-Você anda conversando com o Cooper, não? – Kurt questiona rindo
-Um pouco. – O príncipe cede a risada – Ele usa bonitas palavras.
-Bom... – Kurt suspira e toca na mão dele – Eu quero voltar com você, mas antes preciso terminar com o Elliott.
-Faça isso, é tudo que eu mais suplico. – Blaine aperta as mãos dele e só então se aproxima um pouco mais, os dois se olham e tocam seus narizes, e enfim juntam seus lábios mais uma vez.
Eles são tão macios, tão delicados e tão especiais.
-Não pense que eu esqueci das suas palavras estupidas comigo. – Kurt diz entre o beijo
-Eu peço perdão por tudo que eu disse! – Blaine se afasta dele – Eu cometi o pior erro da minha vida ao falar isso a você. Nada era verdade, por favor me perdoe!
-Certo. – Kurt sorri – Mas da próxima vez que vier me falar algo desse tipo, irei mandar o Dave lhe dar um trato.
-O Dave? – Blaine fica confuso
-Sim, tenho quase certeza de que ele gosta de homens. – O plebeu se levanta rindo – Vi ele admirando o traseiro do Puck.
-Nossa. – Blaine diz surpreso e se levantando – Então... nós estamos juntos?
-Não, ainda estamos em processo de reconciliação. – Kurt diz e o príncipe lhe puxa pela cintura
-Mas eu posso lhe beijar quando quiser? – Blaine o beija no pescoço
-Eu não disse isso. – Kurt revira os olhos
-Posso lhe beijar aqui? – Anderson se desvia para a região do peito dele – Ou aqui? – Ele vai se abaixando enquanto Hummel revira os olhos – E aqui? – Ele questiona ajoelhado
O príncipe abre a calça do plebeu aos poucos e beija toda a região ao redor de sua parte intima que já está excitada. O castanho apoia sua mão na cabeça dele e segura firme os seus cabelos. Blaine retira o pênis dele da calça e começa a massageá-lo e logo após isso, devagar o coloca na boca.
O castanho respira fundo com isso e começa a guiar a cabeça dele que vai e volta, lentamente. Blaine massageia o pênis ao mesmo tempo que o coloca de uma só vez na boca. Ele dá prazer ao castanho e mesmo não recebendo nada em troca sente o mesmo. Blaine passa a língua em todo órgão, nas suas laterais, no começo e nos testículos, deixando o mais alto arrepiado. Kurt aperta com forças seus cabelos e revira os olhos a cada movimento. Blaine crava suas unhas nas pernas dele que por sua vez se arrepia.
A sala estaria em total silencio se não fosse pelo castanho dando leves gemidos de prazer. Depois de alguns minutos, o castanho se liberta e respira fundo.
-Acho melhor voltarmos. – Blaine diz limpando os lábios
-Lhe devo uma. – Kurt diz se limpando
-Não precisa, digamos apenas que foi uma parte do pedido de desculpas. – Anderson dá uma risada e só então depois os dois se recompõe e vão em direção ao quarto de novo.
[...]
-Mike o que você irá fazer? – Quinn questiona o seguindo
-Vou me vingar de tudo e todos! – Ele rebate rindo
-Mas o reino está em ameaçado de guerra!
-Eu não ligo. – Ela a olha de um jeito bizarro – Eu realmente não ligo. Se eles jogarem bombas aqui, nós jogaremos lá, se eles nos atacarem com armas, faremos o mesmo. Eu não me importo. Eu apenas quero transformar a vida dessas pessoas em um completo inferno!
Quinn observa Mike um pouco intrigada pois de uns dias para cá ele anda estranho, como se estivesse louco, e ela tem certeza de que não tem nada a ver com poder.
-Eu quero ver o Richard morrendo, o Blaine preso, aquele namoradinho dele morto, o Cooper sofrendo e todo o resto caindo! – Ele dá uma gargalhada assustadora – Meu pai pediu para que eu tomasse o trono e foi exatamente o que eu fiz. Não me importo de como este lugar estará daqui há algum tempo, eu consegui! Eu consegui!
-E onde está o Sebastian?
Mike vira o seu rosto na direção dela como se a loira tivesse falado a pior coisa do mundo. O sorriso do conselheiro se fecha aos poucos e ele se aproxima dela com raiva.
-Você nunca mais irá falar dele! – Ele diz colocando a mão no pescoço dela
-Me desculpe! – Ela diz se engasgando por conta do aperto
-O Sebastian nos trocou e eu nunca mais quero escutar o nome dele! – O conselheiro para de apertar o frágil pescoço da criada que por sua vez respira fundo
Agora Quinn sabe o motivo pelo qual ele está agindo de uma forma estranha. Mike sente falta do recruta.
[...]
Se passou um dia desde que tudo começou. O reino nunca esteve em tamanho silencio, todos estão dentro de suas casas tentando se proteger ao máximo. Os guardas rondam todo o palácio e o início da floresta, em preparação para qualquer possível ataque.
Os rapazes dormem, porém Kurt continua de vigília.
-Você levou meu filho para o mal caminho. – Richard sussurra
-Se você não tivesse sumido, talvez ele não se apaixonasse por um homem. – Kurt o encara
-Eu não posso acreditar que está jogando a culpa para cima de mim. – Ele rebate incrédulo – Se eu sumi tive meus motivos.
-Ah claro. Você traiu sua mulher e não suportou ter um filho que amasse outro homem.
-Quem lhe contou isso? – Ele questiona irritado
-Quem você acha que me disse isso? – Kurt o olha nos olhos – É tão difícil aceitar que seu filho me ama? Afinal de contas, o que há de errado? É apenas amor.
-Dois homens se amando não é o certo!
-Do mesmo jeito que não é certo um pai abandonar o filho? – Kurt dá uma risada – Vejamos quem é o mais errado aqui.
-Eu tenho ódio de mim mesmo por ter tido dois filhos que só me trouxeram vergonha!
-E eu tenho vergonha dos seus dois filhos terem tido você como pai. – Kurt o encara sem piedade
-Kurt? – Will aparece abrindo a porta
-Sim? – Hummel se levanta – É alguma coisa com a Emma?
-Como está minha mulher? – Richard questiona alto e todos se acordam
-Está bem melhor do que quando estava ao seu lado, isso eu garanto. – O artesão rebate – Acho que você irá querer vir aqui na sala.
O castanho lhe olha confuso, mas logo após o segue. Os dois caminham pelo corredor em silencio, o palácio nunca esteve tão vazio como agora.
-Tina? – Kurt questiona assustado ao ver a moça sentada e chorando – Tina, o que você está fazendo aqui? Aconteceu alguma coisa? – O plebeu desaba no chão em frente a ela
-Kurt... – Ela diz tentando não chorar – Uma... uma...
-Uma, o que Tina? O que aconteceu? – Hummel segura com força as mãos dela
-Uma mulher atacou a vila. – Ela diz e Kurt fica confuso – Ela jogou algum tipo de magia negra e estão todos se matando!
-Santana. – Kurt sussurra para si mesmo – Como assim estão todos se matando?
-Todos! Figgins morreu, os irmãos do Sam mataram a mãe do Artie! Todos estão morrendo, precisamos de sua ajuda! Eu não consigo carregar o Artie e não há ninguém que me ajude a fazer isso.
-Oh meu deus. – Hummel sente um frio em sua barriga – Claro, claro eu vou.
Rapidamente Kurt se levanta do chão, Will e Tina o seguem à medida que ele volta ao quarto. Assim que ele entra nos aposentos todos o olham.
-Tina? – Dave questiona confuso – O que você está fazendo aqui?
-A vila foi atacada. – O castanho olha para eles – A Santana.
-Santana? – Blaine rapidamente se levanta do chão
Elliott observa isso atento. Ele permanece em silencio e apenas escuta o que os rapazes pretendem fazer.
-Ela jogou uma espécie de magia negra que fez com que todos tentem se matar. Eu preciso tentar salvar os que restam e preciso trazer o Artie comigo.
-Eu vou com você. – Dave se levanta com o punho cerrado
-Eu também vou. – Blaine, Puck e Sam dizem simultaneamente
-Não, vocês ficam...
-Kurt, são os meus irmãos que estão lá! – Sam diz irritado – Eu não vou deixá-los.
-Sam, nós iremos salvar eles. – Kurt rebate — Vocês três, o Will e a Tina permanecem aqui. Precisamos que cuidem dos problemas que estão por vir, tomem conta do Richard e da Emma. – Kurt se vira para Tina – E você, quero que salve qualquer um que possa se machucar.
A mulher apenas faz que sim com a cabeça e só então Blaine se aproxima.
-Você tem certeza? – Ele questiona tocando nas mãos de Kurt
-Alguém por favor me mate! – Richard grita ao ver isso
-Será que você pode calar essa maldita boca nojenta? – Blaine grita de volta para ele
O seu pai fica perplexo com isso e uma ponta de orgulho atinge o peito do plebeu.
-Sim, fique aqui e cuide de tudo. – Kurt aperta mão dele – Dave e Elliott, vocês virão comigo.
Os dois fazem que sim com a cabeça e só então dão um passo à frente. Após alguns minutos de dicas e artimanhas finalmente os três saem e deixam para trás os que restaram.
Sem parar para descanso, os três homens cavalgam em direção a vila e depois de algumas longas horas eles enfim se aproximam dela.
-Eu não acredito que isso possa estar acontecendo. – Dave diz irritado – Se mataram os meus pais... eu não respondo por mim.
-Dave, vamos manter a calma. Iremos salvar aqueles que derem e seus pais com certeza estão nessa lista. – Kurt apoia a mão no ombro dele
-Eu espero salvar o seu amigo. – Elliott diz alisando o rosto de Kurt, mas ele se afasta – Fiz algo?
-Depois nós conversamos. – Hummel rebate
Elliott o olha um pouco desconfiado, mas ignora isso e passa a prestar atenção na sua frente. Os três descem dos cavalos e se camuflam atrás de arbustos. Os três olham em frente e avistam algumas pessoas andando de um lado para o outro, todas carregam consigo alguma espécie de arma, sejam elas facas, espadas, pás e até mesmo pedras.
-O que é isso? – Dave diz abismado
-Acho que esses ainda não se mataram, estão esperando a hora de algum atacar. – Kurt cerra os olhos – Precisamos ir.
-Está de pé aquele plano de salvar o Artie? – Karofsky questiona
-Sim, eu o carrego e vocês vão atrás de outras pessoas, como os seus pais e os irmãos do Sam. – O castanho diz e os dois concordam
Sendo assim, discretamente os três caminham por um lugar que dá nos fundos da vila. Kurt não consegue evitar de ficar assustado com essa cena, a noite está tão escura que nem as velas conseguem iluminar direito o ambiente. Todas as pessoas parecem estar em uma espécie de guerras dentro do seu próprio território e isso chega a doer no castanho.
Mas uma coisa chama mais atenção do plebeu. Ele observa de longe alguns homens tentando cavar raízes plantadas no chão, porém a neve os impede de fazer isso. Até que enfim ele avista de longe uma das crianças no qual brincou em sua infância. Unique.
Unique briga com outro homem por uma espécie de pão e isso assusta o plebeu que para de andar e os observa. Até que enfim, em um único ato, o homem mata Unique enfiando uma espada enferrujada em seu peito.
Kurt leva as mãos até a boca pelo susto e Dave cobre os olhos.
-Por que eles estavam brigando por comida? – Kurt questiona começando a chorar
-Com certeza quem fez isso deve ter tirados o que restava deles. – Gilbert se pronuncia tentando não sorrir pela genialidade da Santana
-Eles estão passando fome? – Karofsky questiona nervoso
-Aparentemente. – O pescador rebate
-Meu deus... de novo não. – Hummel começa a se tremer– Eu já passei por isso quando criança não irei passar novamente.
-Kurt, você não vai passar por isso, fique calmo. – Elliott o segura pelos braços, mas o castanho começa a chorar. Passar fome é um dos seus traumas de infância.
-Eu não vou... eu não vou... – Kurt começa a repetir diversas vezes
-Kurt se acalme. Nós viemos buscar os nossos amigos, vamos antes que seja tarde. – Dave diz
O castanho faz que sim com a cabeça e só então depois de respirar algumas vezes e tentar se acalmar eles voltam a caminhar. Os três estão na parte de trás do chalé de Artie. Os dois homens ajudam Kurt a subir pela mesma janela que Tina saiu e só depois de alguns esforços ele enfim consegue pular.
-Eu sabia que viria atrás dele. – Santana diz sorrindo
-Kurt! – Artie grita
Os olhos de Kurt se arregalam, Santana está sentada sobre a cama de seu amigo, segurando o aleijado na sua frente. A mulher está com uma faca encostada no pescoço dele e Abrams parece estar mais assustado do que tudo.
-Santana, por favor, largue o Artie. – Kurt se aproxima em passos curtos – Me mate, mas largue ele.
Kurt observa o corpo da mãe de Artie no chão e lhe sobe um refluxo. Elliott pula logo em seguida pela janela.
-Ótimo trabalho Elliott. – Santana diz
-O que? – Hummel olha para ele e depois para a feiticeira – Do que ela está falando?
-Você conseguiu ser mais tolo do que o seu namoradinho. – Elliott diz rindo
-Não acredito que fez isso comigo! – O castanho grita
-Eu deveria pedir desculpas? Não, acho que não. – Gilbert dá uma risada
-Kurt! – Artie grita novamente
-Solte ele sua imprestável! – Kurt grita se aproximando dela
-Kurt, Kurt... – Santana aperta a faca contra a pele do aleijado – Tudo isso que está acontecendo do lado de fora desse chalé é culpa sua. Se você não tivesse amando aquele homem nada disso estaria acontecendo. As pessoas não estariam se matando, ou muito menos brigando por um pedaço de pão, igualzinho como você fazia quando pequeno. Você se lembra?
-Eu não fiz porque quis! Eu e meu pai estávamos passando fome! – Os olhos de Kurt enchem de lagrimas
-Como era o nome da garotinha? – Santana olha para cima tentando se lembrar – Marley Rose... isso, a pequena Marley. Você a matou por um único pão e algumas frutas... que terrível Kurt.
-Pare! – Hummel leva as mãos aos ouvidos
-Não escute ela Kurt! – Artie grita, mas Santana aperta mais a faca nele
-Então chegamos à conclusão de que sim... tudo isso é culpa sua. Se não tivesse se envolvido com ele como eu pedi, nada disso estaria acontecendo, eu poderia estar governando o reino e ninguém aqui estaria se matando, sofrendo ou passando pelo seu trauma de infância... afinal de contas... – Santana abre um largo sorriso – O que é, que nós matamos quando está nos matando? – Ela usa a charada de Rory
-A fome. – Kurt diz friamente
-Isso meu caro, a fome. – Ela repete sorrindo
Sendo assim de uma só vez Santana corta com força a garganta de Artie. Kurt grita, mas Elliott o segura com força. Sangue jorra pelo pescoço do aleijado que aos poucos vai abaixando lentamente a sua cabeça e fechando seus olhos.
-NÃO! – Kurt chora tentando se soltar de Elliott
Santana larga de lado o corpo do melhor amigo do plebeu e se levanta. Ela limpa as mãos meladas no seu vestido preto ao mesmo tempo que Kurt desaba no chão pelo choro.
-ARTIE! – Ele grita enquanto Elliott o prende – NÃO! NÃO!
-Kurt? – Dave aparece correndo pela porta, pois seu corpo não pode ser passado pela pequena janela – Kurt? O que houve?
-Dave! Corra! – Kurt grita e o rechonchudo o encara assustado, mas logo lhe obedece
-Se eu fosse você não teria mandado ele fazer isso. – Santana diz rindo e só então os três escutam um grito completamente alto de Karofsky vindo do lado de fora. – Acho que seu outro amiguinho também morreu, que pena.
-NÃO! – Kurt grita em desespero
-Agora vamos ao que realmente nos interessa... – Santana sorri e se aproxima de Kurt – Vamos conversar com você, o nosso querido descumpridor de promessas.
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