Promise Me

13 O prazer do sofrimento.


Notas iniciais
REEEEEEELOOOOOU PIPOUUU! Gente do meu coração! Como eu estava animada ( sem nenhum motivo aparente ) para que vocês lessem esse capitulo hahahahaha Bom, me digam, estão achando os capítulos muito grandes? Se sim, podem me falar! Espero que gostem ♥ ♥ Bj na bunda!

Sebastian está em seu quarto, caído de joelhos no chão e fazendo uma de suas atividades preferidas. Ele segura em suas mãos algumas navalhas e lentamente com os olhos fechados passa elas por sua pele, sentindo um prazer incalculável pela dor que está subindo em seu corpo.

É como se fosse uma paz transmitida por todo ele à medida que o sangue pinga no tapete branco de seus aposentos. O recruta continua cortando a sua pele, fazendo linhas horizontais em todo o seu braço esquerdo. Ele observa os seus cortes e um sorriso sai de sua boca, ao mesmo tempo que o sangue pulsa para fora sem cessar nenhum minuto sequer.

Mike sem ao menos bater na porta de seu quarto simplesmente entra e com um olhar normal observa o seu amigo.

–Começou cedo hoje. – Ele diz caminhando até uma bandeja com bebidas alcoólicas

–Eu precisava disso. – Sebastian diz fazendo mais um corte

–Você quer um copo? – O conselheiro questiona e o recruta faz que não com a cabeça, sendo assim Mike se serve e logo após se senta na poltrona em frente ao amigo – Qual é o prazer que você sente?

–Sinto uma paz. – Ele diz fechando os olhos

–Hoje você se cortou bem mais do que de costume. – Mike bebe um gole

–Eu queria fazer isso com o caçador. – Sebastian diz largando a navalha melada de sangue no chão

–Você não é o único. Ele quase estragava os nossos planos. – Mike suspira

–Tem certeza de que não posso mata-lo? Ninguém saberá. – Sebastian comenta observando seu sangue escorrer

–Sebastian. – Mike coloca seu copo no chão e se aproxima do amigo, também se agachando na sua frente – Eu sei que você adora torturar as pessoas, que adora ver sangue, mas nós não podemos nos meter em problemas, não agora.

–Mas eu preciso muito matar alguém. – Ele suplica olhando nos olhos dele – Preciso ver sangue de outras pessoas.

–Você verá meu amigo. – Chang toca com o dedo no sangue do recruta – Apenas tenha calma, se quiser eu lhe arranjo um camponês, o que acha? Quer que eu lhe traga alguém para você matar? – Ele leva seu dedo até os lábios dele e os mela ao mesmo tempo que Sebastian meche a cabeça em positivo – Mas em relação aos de dentro do palácio, mantenha a calma, sabemos muito bem quem será a nossa próxima vítima.

Sebastian lambe o sangue em seus lábios e fecha os olhos respirando fundo. O conselheiro o observa, de fato seu amigo está certo, eles precisam agilizar com o plano o mais rápido possível.

Mercedes por sua vez segura uma bandeja com a comida diária para o preso, ou melhor, os presos. Ela desce as escadas da sarjeta e vê de longe o Cooper como de costume olhando para o teto e o seu mais novo colega se cela ainda dormindo no chão.

–Mercedes, minha rainha! – Cooper pula da cama e vai em direção as grades – Por favor me diga que hoje você trouxe aquele peixe que eu adoro.

–Como adivinhou? – Ela comenta e só então Cooper comemora batendo alegremente nos ferros

–Eu estava morto de saudades desse peixe. – Ele comenta feliz

–E esse daí? – Ela questiona olhando para o plebeu

–Ontem à noite ele estava chorando, não sei qual motivo, mas me pareceu ser algo importante. – Cooper diz pegando a bandeja pela pequena passagem da grade

–Ontem o príncipe estava desesperado por causa dele. – Mercedes diz

–Interessante. –Cooper se agrada da conversa – Me conte mais a respeito.

–O seu irmão apenas entrou desesperado e queria por que queria soltar esse rapaz. – Mercedes observa o castanho – Ele não me parece tão perigoso.

–E de fato não é. – Cooper o observa – Acho que ele estava com medo de mim ontem à noite.

–Por qual motivo? –Ela questiona rindo

–Eu não faço a mínima ideia. – Ele mente – Eu apenas estava conversando com ele, porém... enfim, seja o que for ele não parece estar feliz e eu não diria que tem a ver com a sua prisão, mas sim com algo a mais.

–Não sei o porquê mas sinto que ele e o príncipe eram amigos. – Ela comenta

–Irei descobrir isso. – Cooper pisca para morena e logo após cutuca o plebeu com o pé – Hey, garoto! Vamos, acorde! Sua comida!

Kurt se assusta com os gritos de Cooper e atordoado se acorda no mesmo momento. Ele olha para o prisioneiro e logo após para a morena do outro lado da grade.

–O que aconteceu? – Ele questiona coçando os olhos

–Sua comida. – Cooper mostra a bandeja

Kurt não fala nada, apenas se senta no chão e logo após se levanta para pegar a comida, em seguida ele olha para Mercedes que lhe retribui o olhar com um sorriso e um tchauzinho.

–Como vai? – Ela questiona ao plebeu

–Você quer a verdade? – Hummel resmunga

–Provavelmente assim como eu, ele também preferia estar morto. – Cooper responde por ele – Hey anjinho, nos conte... por que você estava daquele jeito ontem?

–Qual jeito? – Kurt questiona o encarando

–Chorando. – Cooper rebate

–Eu prefiro não falar a respeito. – Kurt come um pedaço do peixe

–Vamos lá, nos diga. – Cooper se agacha ao seu lado e Kurt lhe observa receoso – Era algo de maior valor do que uma simples prisão não? Quem ou o que você deixou para trás?

–Não sei do que você está falando. – O castanho rebate

–Sim, você sabe muito bem. – Cooper dá uma batidinha em suas costas – Bom, de qualquer forma, garanto que ainda teremos muito tempo para conversarmos. E se eu fosse você faria amizade comigo e não me tornaria seu inimigo.

O plebeu lhe olha, ele jamais pensou em toda sua vida que o filho mais velho da rainha seria dessa forma. Pela primeira vez o Kurt esperto e corajoso parece ter sumido de seu corpo, dando lugar a alguém solitário e fraco.

–Bom... – Mercedes faz um som de tosse com a boca – Irei cuidar dos meus afazeres, os deixo só e mais tarde trarei a janta.

–Gratidão Mercedes. – O príncipe agradece com um gesto

A morena dá as costas aos dois e sobe a escada rapidamente, fazendo mais uma vez Cooper encarar o castanho.

–Veja, antes de mais nada nem sei o seu nome. – Ele aperta os ombros do plebeu – Muito menos sei o que fazia na vida a não ser roubar coroas, fora o fato de que há anos não tenho uma companhia aqui. Portanto, trate de ser alguém sociável comigo.

–Meu nome é Kurt Hummel. – O plebeu fala

–Já avançamos. – Cooper se senta ao seu lado – O que fazia da vida?

–Cuidava do meu pai. – Kurt retruca

–E isso é algo bom?

–Para você pode não ser, mas para mim era. – Ele encara o homem – E você? O que faz? Além de nada é claro.

–Garanto que se eu não estivesse preso faria milhares de coisas. – Ele encara o castanho – Mas não cuidaria dos meus parentes. Família não merece o nosso amor, ela apenas atrasa as pessoas e lhe criticam por qualquer coisa.

–Talvez a sua família faça isso.

–Não, a família de qualquer um, faz isso. – Cooper suspira – Pode prestar atenção, seja pelos seus gostos, seus talentos, seus amores, seus afazeres ou simplesmente seja por quem você é de verdade, todos sempre têm algo a criticar. Você nunca é bom demais, ou nunca faz nada direito e sempre está errado.

–Você não gosta mesmo da sua família não?

–É tão visível assim? – O príncipe dá uma risada – Kurt Hummel, viver neste reino é a mesma coisa que habitar em uma casinha sem trancas e sem janela.

Os olhos do castanho se arregalam, e sua cabeça começa a doer como jamais fez antes, tudo volta à tona na sua cabeça a partir dessa frase do príncipe.

–O que você disse?

–Eu disse que esse lugar é uma casinha sem tranca e sem janela. – Cooper o encara assustado

–Ou seja... é como um ovo. – Kurt o encara

–Sim, exatamente... – Cooper aperta os olhos na direção do castanho – Por que?

–Onde você viu isso? – O plebeu se levanta rapidamente derrubando sua bandeja no chão

–O que? Essa charada? – O prisioneiro está mais confuso que tudo

–Você viu isso com um homem chamado Rory? – Kurt se afasta do prisioneiro – Onde você viu isso? Me diga, agora!

–Hey, calma garoto eu apenas comentei, não vi isso com ninguém chamado Rory. – Cooper se levanta – Por que está assim? Você ficou assustado do nada!

–O que isso significa? – Kurt questiona aproximando dele – Qual é a resolução para essa charada?

–Ela apenas diz que esse palácio prende as pessoas como um ovo prende a gema. – O prisioneiro encara o plebeu – Se você vem de um ovo, nasceu para fazer isso, e o palácio lhe prenderá até o exato dia em que se tornar um bicho feito, ou, alguém quebrar você.

O plebeu está com a boca aberta e respira fundo por ela, pois não está conseguindo fazer o mesmo pelo seu nariz. Kurt fica tonto, ele leva suas duas mãos à cabeça e se arrasta de uma forma dramática para cama do príncipe que por sua vez o observa confuso e assustado ao mesmo tempo.

–O que deu em você? Está louco?

Grande parte das frases ditas pelo estranho ao plebeu e ao príncipe voltam à tona na cabeça de Hummel. Ele se lembra do ovo, dos peixes que não morrem afogados e da fome, porém sabe que essas não são as únicas charadas que ele os disse.

–Você... – Kurt respira fundo e aperta os olhos fechados – Você sabe algo sobre... peixes que não morrem afogados?

–O que? Do que está falando? É obvio que peixes não morrem afogados. – Cooper o encara

–Você sabe alguma charada assim? – A cabeça do plebeu dói

–Não, eu não sei. – Ele encara o castanho – A única charada que sei é essa do ovo, pois é contada aos filhos primogênitos de todos os reinos.

Kurt o encara, ele reflete tudo que o prisioneiro lhe disse. Blaine está preso pois nasceu para governar o reino, e só escapará disso no dia em que tomar suas próprias decisões ou alguém lhe quebrar, mas quem faria isso com ele?

Sam bate na porta do príncipe que por sua vez está largado no chão de uma forma bastante dramática.

–Blaine? – O cavalheiro questiona

–Sam? – Blaine se espanta e só então se levanta do chão e corre até a porta – Me tire daqui, agora! – Ele grita batendo na madeira

–Não posso. – Sam abaixa a cabeça de uma forma triste – Mike me ordenou que eu deixasse você aí dentro.

–Você prefere obedecer ao Mike do que ao seu melhor amigo? – Blaine grita – Sam, abra isso agora! – Ele bate mais forte na madeira

–Príncipe, eu não posso mais desacatar o Mike, ele já me culpou pelo seu sumiço e ainda por cima fez meus irmãos de servos pelos dias em que o senhor estava longe.

–Sam! – Blaine grita desesperadamente – Eu já mandei você abrir essa droga de porta! Eu mando nesse lugar! Vocês não são ninguém! O Mike não é ninguém, o Sebastian ou muito menos você! Quero que me tire daqui agora! Não ligo para os tolos dos seus irmãos! Cansei de todos me desacatando! Eu mando aqui e você me obedece! Como sempre foi e sempre será!

O cavalheiro muda de expressão rapidamente, um peso parece ter sido largado em cima de seus ombros e ele ficou literalmente sem forças para sequer responder ao príncipe. O loiro jamais viu Blaine dessa forma, e essas palavras realmente o machucaram como nunca.

–Não acredito que disse isso. – Sam apenas fala

O príncipe então percebe que disse absurdos ao seu melhor amigo e um arrependimento enorme atinge o seu peito.

–Sam. – Ele bate mais uma vez, mas o loiro se afasta – Por favor, me perdoe eu não disse isso por que eu quis, foi sem pensar. – O moreno insiste, mas está falando sozinho – Sam, por favor, me entenda, eu estou preso nesse quarto desde ontem! Eu não posso permanecer aqui, isso é prisão! Eu não fiz nada, apenas quero que o plebeu seja liberto, me entenda!

Quinn se aproxima com a bandeja de café da manhã do príncipe, mas à medida que chega mais perto lhe escuta falando sozinho do outro lado da porta, sendo assim a criada permanece em silencio e escuta atenta ao que ele diz.

–Sam, por tudo que é mais sagrado, não fique em silencio, me diga algo, me perdoe! Eu não gritei por que quis, eu apenas estou triste pelo o que o Mike fez. – Quinn cerra os olhos e o escuta curiosa – Eu não posso lhe falar, apenas queria que o plebeu fosse liberto. – Lagrimas aparecem nos olhos do moreno – Certo, vou lhe contar, pois você é o meu melhor amigo... – Anderson respira fundo e Quinn fica mais atenta. – Eu estou amando o plebeu, como jamais amei qualquer pessoa em minha vida.

A boca da loira se abre como jamais fez antes, seus olhos estão arregalados e ela está sem palavras para o que acabou de escutar. O príncipe está amando um homem.

–Sam, você não irá me dizer nada? – O príncipe se preocupa – Sam por favor... me diga qualquer coisa, eu lhe falei o meu maior segredo, não permaneça em silencio.

Fabray abre um sorriso enorme na boca, ela simplesmente adorou essa ideia que os ajudará com os planos que antes demorariam, mas agora ocorrerão mais rápido ainda. Sendo assim, ela dá meia volta e larga em qualquer mesa de canto a bandeja do príncipe, correndo logo em seguida à procura do conselheiro.

–Onde está o conselheiro? – Quinn questiona a Mercedes

–Ele disse que iria falar com o Sebastian, deve estar nos aposentos dele. – A morena responde

Quinn corre logo em seguida, o mais rápido possível até os aposentos do recruta. E assim que chega neles, com um sorriso estampado no rosto simplesmente abre a porta. Mike está ainda no chão com seu amigo, no entanto desta vez quem faz os cortes no recruta é o conselheiro.

–Mike. – Quinn abre mais ainda o sorriso e logo fecha a porta

–Sim? – O conselheiro a encara, ele está com as mãos repletas de sangue do retruca

–Você não irá acreditar no que eu acabei de escutar. – Ela se aproxima

–Espero que seja algo importante, o Mike estava me fazendo sentir um prazer incalculável. – Sebastian a interrompe

–Continuarei em breve. – Mike larga a navalha do chão e limpa o sangue na calça – Me diga, o que escutou?

–É algo que fará nossos planos adiantarem muito. – Ela se agacha no chão com os dois

–Estou lhe ouvindo...

–Digamos apenas, que o querido filho mais novo da falecida rainha, simplesmente esta amando um homem. – Ela olha para os dois

Sebastian se surpreende, mas Mike dá um sorriso vingativo como nunca fez antes. Os olhos do conselheiro brilham na direção da criada, essa é a melhor notícia que ele escutou em anos.

–Onde escutou isso? – Sebastian questiona

–O príncipe comentou. – Ela sorri – Ele pensou que estava falando com o melhor amigo, no entanto estava falando sozinho e eu escutei claramente ele dizendo que estava amando o plebeu... ou melhor, o ladrão da coroa.

–Isso é magnifico! – Mike grita em comemoração – Isso! – Ele dá um murro com força no chão – Finalmente! Uma notícia boa! – Ele continua batendo no piso alegremente

–Eu não estou conseguindo compreender o porquê de tanta felicidade. – Sebastian encara os dois

–Meu amigo! – Mike agarra com as duas mãos o rosto de Sebastian – Você não está entendendo? Está tudo encaminhando na mais perfeita forma, teremos a assinatura do príncipe e logo após que ele fizer isso revelamos esse segredo dele para todos. O Blaine será preso e eu governarei esse lugar e terei minha vingança cumprida.

–Mas Mike, você acha que ele não irá esconder o tem com o plebeu? – Quinn questiona

O conselheiro pensa um pouco, o plebeu está preso e de lá não poderá sair, pois se caso isso aconteça quem terá o nome manchado por falta de poder é o próprio Mike. Ele precisa fazer algo que pegue no flagra o príncipe com um homem, mas o que seria?

E só então o conselheiro vira seu rosto na direção de Sebastian.

–Acho que tive uma ideia. – Mike diz apertando o rosto do amigo

–Que seria? – O mesmo questiona

–Você irá tentar seduzir o príncipe, quero que ele perca tudo, que não sobre nada. Inclusive o amor dele, pois se o ladrão pegar vocês dois ou sequer escutar boatos que afirmem da traição não irá mais querer o Blaine e ele o perderá de vez. Ficará fraco, e sem forças para lutar e me impedir de prendê-lo, sendo assim tomarei o trono.

–Então, eu terei que conquistar o Blaine? – Sebastian questiona o encarando com um sorriso estampado no rosto

–Sim, meu amigo, sim. – Mike se aproxima de seu rosto e só então encosta seus lábios nos lábios melados de sangue do recruta, lhe dando um beijo calmo e logo após se desvia da boca dele e faz o mesmo com a criada. – E no fim nós governaremos tudo isso, juntos.

–Juntos. – Quinn e Sebastian complementam se entreolhando

[...]

–Você está melhor? – Cooper questiona retirando a camiseta

–Sim. – O castanho comenta desviando o olhar

–Está com medo de mim? – O prisioneiro questiona se aproximando

–Não.

–Não é isso que está me parecendo. – O príncipe se aproxima – Desde ontem você me evita. Vamos, me diga, reconheço um homem que se agrada de homens de longe.

–Será que você pode me deixar em paz? – Kurt o encara – Eu estou amando uma pessoa e não quero me envolver com outras.

–Mas se pudesse, se envolveria comigo? – Ele dá uma risada chegando perto do plebeu – Tenho certeza de que não resistiria aos meus encantos, já lhe disse, você nunca sairá daqui e o seu único meio para o prazer serei eu.

–Você não irá desistir, não é? – Kurt se levanta e o encara

–Não. – Cooper aproxima seu rosto do dele

–Então eu sinto muito, pois morrerá tentando. – O plebeu rebate se afastando, mas o prisioneiro o puxa pela mão

–O que você tem com o meu irmão?

–Do que está falando? – Kurt logo fica pálido

–Estou dizendo que vocês são amigos, meu irmão não tem amigos a não ser aquele capanga loiro dele. – Cooper aperta as mãos do castanho

–O que está querendo insinuar? – Hummel questiona

–Estou querendo insinuar... – O príncipe se vira para ele – Que você e meu irmão estão juntos e é ele o seu tão famoso amor.

A expressão do castanho muda, ele não sabe o que dizer e nem sabe ao certo se deve ou não esconder isso do irmão de Blaine.

–Kurt, você não quer me dizer a verdade, mas eu vou lhe falar algo. – Cooper larga a mão dele e o encara – Quando mais novo, já observei o Blaine olhando para os colegas dele das redondezas e desde então soube que ele era assim como eu.

–O que está querendo me dizer? – Kurt o encara

–Apenas quero que saiba, que a minha vida nunca foi fácil e eu amei um homem, mas o mataram como já lhe disse e logo após me prenderam. Eu posso não expressar isso, mas a única pessoa que eu ainda amo de verdade é o meu irmão, pois no fundo sei que ele é o único que sempre estará ao meu lado, e é exatamente por isso que eu digo para os dois terem cuidado.

–Com quem ou o que? – Kurt cerra os olhos

–Cuidado com todos, seja no palácio ou fora dele. Cuidado com o Mike, cuidado com os guardas, cuidado com os seus amigos, qualquer atenção é pouca para isso, está me entendendo? Eu não quero ver você morto e o Blaine preso, não quero ver mais um amor se acabando por pura ignorância das pessoas.

O plebeu apenas faz que sim com a cabeça e o prisioneiro o observa.

–Então quer dizer que eu estava dando em cima do namoradinho do meu irmão? – Cooper dá uma risada para descontrair

–Nós não somos namorados... pelo menos não ainda. – Kurt abaixa a cabeça

–Não foi uma má escolha da parte dele, você é bem bonito. – Cooper lhe olha sorridente – E então, me conte, vocês já fizeram sexo?

O rosto do castanho fica corado, ele foi pego completamente de surpresa com essa pergunta.

–Claro que já. –Cooper dá uma risada – Quem diria, meu irmãozinho já é um homem. – Ele se senta na cama – Mas de qualquer forma, se for o caso de você nunca conseguir sair deste lugar, saiba que mesmo você sendo o quase namorado dele, eu estou disponível.

–Isso é bem errado de sua parte. – Kurt rebate

–E quem disse que eu sou uma pessoa certa? Eu sou a pessoa mais errada que você conhecerá na vida Kurt Hummel. – Ele dá outra risada

Pela primeira vez desde que o plebeu conversou com ele, Kurt dá uma risada e isso parece alegrar o príncipe.

–Viu? É bem mais bonito sorrindo. – Cooper se deita e observa o teto

–Obrigado. – Kurt se acanha – Mas me diga, como o Blaine é? Quero saber de todas as histórias dele, de quando era pequeno, do que ele gostava, de como era a relação dele com todos.

–Você ama mesmo o meu irmão, não? – Ele questiona sorrindo e Kurt faz que sim com a cabeça – Certo... por onde eu começo?

O filho mais velho começa a contar todas as histórias de Blaine que ele ainda se recorda. Ao mesmo tempo que a princesa Berry de uma forma discreta dá passos curtos em direção ao quarto de Anderson, sendo assim, com uma chave roubada ela abre devagar a porta.

–Príncipe? – Ela sussurra entrando

–Rachel? – Blaine se levanta da cama rapidamente e encara a porta –Como entrou aqui?

–Peguei escondida a chave de um dos guardas. – Ela se aproxima e Blaine pula rapidamente da cama

–Me dê a chave. – Ele diz se aproximando

–Por que eu faria isso? – Ela questiona enquanto segura a chave

–Me tire daqui de dentro, estou preso, isso é errado. – Ele estica sua mão para pegar a chave, mas a princesa a afasta dele

–Não, não. – Ela diz e só então coloca a chave em seus seios, retirando uma careta do príncipe

–Por que fez isso? – Ele indaga

–Preciso conversar com você. – Ela retruca – Veja, nós precisamos nos casar logo, minha família já está me perturbando para saber a data da cerimônia.

–Rachel, eu não faço a mínima ideia de quando nos casaremos, certo? – Ele encara ela – Agora me dê essas chaves e me tire daqui.

–Eu não irei fazer isso até você dizer uma data.

–Ai meu deus! – Ele se irrita levando as mãos até os cabelos – Quando você quer se casar? – Ele questiona a encarando

–Bom, eu preciso providenciar o vestido, as decorações, e convidar todos que são importantes, isso levará... – Ela olha para cima como se estivesse fazendo as contas – Alguns poucos meses.

–Perfeito, perfeito! Do jeitinho que você quiser, compre o que lhe agradar e mande em qualquer um, certo? – Ele engole a saliva a seco – Agora me dê essa chave!

–Eu ainda não entendo por que lhe prenderam aqui. – Ela diz enfiando a mão no espartilho

Até que do nada, novamente a porta se abre, no entanto, quem entra por ela é mais uma vez o Mike.

–O que a senhorita está fazendo aqui? – Ele questiona encarando os dois

–Estava resolvendo a data do nosso casamento. – Ela retruca

–Isso não importa, ele está preso, não está vendo? – Mike se irrita – Não acredito que você ia pegar a chave e iria sair. – Ele encara Blaine

–Sim, eu ia, porque você está me mantendo em cárcere de privado! – O príncipe grita

–Eu iria lhe soltar agora, mas não irei fazer mais isso! – Mike grita de volta e só então arranca da mão da princesa a chave – Vejo que a vossa alteza não anda batendo muito bem da cabeça, o que será que lhe causou isso? – Ele encara o moreno

–Nada me aconteceu. – O moreno lhe encara desconfiado

–Então infelizmente, como uma criança terei que o prender mais uma vez, como castigo. Até que você pense pelos atos que irá estar cometendo.

–Você não pode me deixar preso! – O príncipe grita

–Tanto posso, como você já está preso. – Mike sorri para ele – É para o seu bem, meu amigo.

Rachel encara a briga dos dois, ela continua confusa a respeito de tudo, mas percebe que o tom do Mike não lhe agrada tanto como de costume. Ele está feliz e parece estar se sentindo vingado por algo.

–Vamos princesa. – Mike a puxa pelo braço – Ele precisa ficar um pouco a sós.

O príncipe encara o conselheiro que leva a princesa junto com ele, Blaine já está desistindo de tudo. Ele observa todo o seu quarto e não há nenhuma escapatória, ele anda até a sua janela, mas ela fica na torre mais alta do palácio que a proposito é arrodeada de pedras, ou seja, é impossível dele descer sem que corra nenhum perigo.

O único meio dele conseguir sair de lá e ter o castanho de volta é pedindo ajuda, mas a quem?

Notas finais
Dicas? Opiniões? Seja lá o que estiver pensando, comenta ai ;)