Promise Me

14 A grande escapada.


Notas iniciais
Boa noite / dia / tarde ( depende do horário que você está lendo essa fic filosófica) OLÁ BANDO DE COISAS GOSTOSAS! Só tenho duas coisas a dizer: 1- Esse capitulo está bem light. 2-Não queriam tanto a Santana? Pois bem, que venha ela.

Se passaram duas semanas desde que tudo aconteceu. Kurt continua preso juntamente com Cooper, a amizade dos dois enfim foi aumentando gradativamente, eles usavam conversas aleatórias para passar o tempo, na maioria delas o nome de Blaine aparecia no meio.

O príncipe por sua vez, também continua preso em seu quarto. Nunca se vira Blaine tão abatido como ele se encontra, praticamente o moreno respira, pois é a única solução que se tem a fazer. Estão judiando dele e o mesmo não sabe o motivo, tendo em vista que apenas queria que o plebeu fosse liberto. É como se alguém no palácio sentisse ódio dele, não o quisesse bem e sim sentindo a pior dor que possa existir.

–Príncipe? – Sebastian bate na sua porta – A Quinn pediu para eu trazer a sua comida.

Blaine mal fala, ele simplesmente permanece em sua cama deitado, como se estivesse em uma doença interminável. É como se a saudade de ter o castanho em seus braços aumentasse cada vez mais, talvez o amor seja o remédio que cure as dores que ele mesmo provoca.

–Estou entrando. – Sebastian mais uma vez avisa e só então entra no quarto carregando uma bandeja – Como o senhor está?

–Mal. – Blaine diz respirando fundo – Sebastian, me tire daqui, já se passaram 14 dias.

–Eu gostaria muito, príncipe. – Sebastian coloca a bandeja na cômoda – Mas eu não posso. – Ele se aproxima

Blaine um pouco fraco se senta na cama e observa Sebastian caminhando em sua direção. O moreno não consegue evitar de perceber onde os guardas estão deixando as chaves, todos eles as colocam em sua cintura, junto ao cinto.

–Eu sei que o Mike é juiz de todas as causas e que meu poder em relação aos julgamentos nem se compara aos dele, mas Sebastian, eu não quero mais ficar preso. Eu apenas queria saber o motivo, não fiz nada para ninguém, até parece que o conselheiro está fazendo isso porque me odeia, ele se diz tanto meu amigo, onde está a amizade dele agora?

–Príncipe, você sabe que ele é o juiz e decide o que é melhor para todos, como se fosse um dom dado a ele. Não pode ir contra as regras, em todos os reinos são assim.

–Eu estou sofrendo! – Blaine fala quase chorando

–O senhor está tão pálido. – Sebastian se senta na cama

–Não vejo o sol há dias, não estou comendo direito e estou com raiva, como você quer que eu esteja? – Blaine rebate

–Príncipe. – Sebastian leva uma de suas mãos até o rosto dele e o alisa, Blaine por sua vez observa esse ato desconfiado –Apenas tenha calma, tudo irá se resolver.

–Como você sabe disso?

–Digamos apenas que eu o conheço, e como um bom homem que é, dará seu jeito. – Ele alisa a pele dele – É tão magnifico, belo, astuto. Não é à toa que várias pessoas se apaixonam pelo senhor.

–Você está se referindo a alguém em especifico? – O moreno olha em seus olhos

–Digamos que sim. – Sebastian arrasta sua mão do rosto dele até o seu peito nu – Já lhe disse que sempre me agradei de sua companhia?

–Não. – O príncipe olha para sua mão que alisa o seu peito

–Pois saiba disso. – O recruta se aproxima de seu rosto e sussurra – Qualquer dia que quiser conversar comigo a sós... de preferência a noite, fique à vontade, pois eu espero ansiosamente esse momento há anos.

Sebastian desvia seu olhar para os lábios do moreno que sem querer acaba fazendo o mesmo com ele. E só então o recruta se levanta da cama e caminha até a porta, mais uma vez saindo e deixando o príncipe sozinho.

Blaine não tem ideia do que acabou de acontecer, o recruta estava mesmo o galanteando?

O moreno prefere não pensar que algo desse tipo esteja acontecendo, sendo assim ele se levanta da cama e anda um pouco pelo quarto. Ele dá voltas e mais voltas e já está cansado de tudo isso, enfim, o príncipe caminha até a janela de seu aposento na esperança de que pelo menos o sol bata um pouco mais forte.

Sendo assim, ele faz um pouco de força para abri-la, mas ela está um pouco emperrada, por isso ele continua tentando e tentando até que enfim, de uma só vez ele consegue abrir ela. Blaine está prestes a dar as costas a visão que a persiana tem a lhe oferecer, porém, algo chama a sua atenção.

O príncipe aperta os olhos e se inclina um pouco ele viu algo se mexendo no meio da floresta e não lhe pareceu ser um bicho pequeno. O moreno continua olhando e olhando e está quase desistindo de observar até o exato minuto em que ele vê:

–Puck! – Ele dá um grito assustado para si mesmo

O ladrão da Amora está caminhando de uma forma discreta e cautelosa pelas matas ao redor do reino, provavelmente ele veio pegar as moedas no qual o príncipe prometeu há algumas semanas atrás.

Várias ideias e planos surgem na cabeça de Blaine, e se tudo ocorrer conforme ele pensa, dará mais que certo. O príncipe observa de longe para ver se ninguém está perseguindo o ladrão e só então ele grita:

–Puck!

Mas o homem não lhe escuta, pois, a torre realmente é alta.

–Puck! – Ele insiste em gritar –Puck!

E só então finalmente o ladrão ergue a cabeça por ter escutado seu nome. Puck olha para todos os lugares e um medo percorre a sua espinha, ele não quer ser pego de jeito nenhum, afinal de contas ele já roubou tanto os camponeses do reino que se qualquer um o visse, simplesmente falaria “ Há, oi Puck, veio roubar de novo? ”

–Puck! – Blaine continua a gritar

Até que enfim, o ladrão olha para cima na direção do quarto de Blaine.

–Príncipe? – Ele questiona colocando as mãos em cima dos olhos por conta do sol – Eu vim pegar minhas moedas! Onde elas estão?

–Suba aqui! – O moreno grita

–Subir aí? Enlouqueceu? –Puck indaga – Você acha que eu tenho asas para subir aí em cima?

–Suba pelas pedras! Vamos! – O príncipe tenta não fazer muito escândalo, mas esse plano não está dando muito certo

O ladrão faz uma cara feia e depois disso resmunga algumas palavras e só então bufando pela boca ele caminha em direção as pedras. Puck agarra uma pedra por vez e tenta se equilibrar para subir, mas está um pouco difícil.

O príncipe por sua vez tem a ideia clichê de amarrar todos os lençóis juntos. Ele faz isso e após alguns minutos joga a grande trança de panos para baixo, Puck que está em menos da metade do caminho agarra eles e os amarra na cintura. O moreno começa a puxa-lo e o ladrão colabora se apoiando nas pedras.

Depois de quase meia hora de escalada finalmente Puck chega a janela do príncipe e de uma forma ágil e lançado para dentro caindo no chão.

–Ai! – Ele grita

–Silencio! – Blaine o repreende

–Silencio? Silencio? – Ele encara o príncipe – Você me mandou subir em uma torre sabe-se lá quantos metros acima do chão e ainda me larga de uma forma brusca no piso e pede que eu não grite?

–Sim. – O moreno diz de uma maneira obvia

–Pois saiba que não, grito se eu quiser. – Puck diz e logo o encara — Nossa, o senhor está horrível.

–Muito obrigado por me lembrar disso. – O príncipe rebate

–Por que me mandou subir? – Ele questiona ainda dolorido – Por que não desceu para me dar as moedas?

–Por que eu estou preso.

–No seu quarto?

–Sim, no meu quarto. – Blaine caminha até a porta para ter certeza de que ninguém irá entrar

–Que coisa mais infantil. – Puck ironiza se levantando – Quero minhas moedas.

–Você as terá, mas antes fará um favor para mim. – O príncipe rebate

–Não, não farei. – Puck retruca

–Sim, Puck, você fará. – Ele rebate mais uma vez – Quero que liberte o Kurt.

–Quem é Kurt? – Ele questiona confuso

–Aquele rapaz que você viu dormindo comigo.

–Há, o seu homem? – Ele questiona

–Isso... o meu homem. – Blaine o encara

–Eu continuo achando toda essa história bem estranha.... – Ele encara o príncipe – Espera aí, libertar ele? Libertar ele de onde?

–O Kurt foi preso.

–Preso? Aquele garoto? Preso? – Puck cai na gargalhada – Aquele lá não tem cara que comete crimes.

–E não comete, ele apenas roubou a coroa da minha mãe.

–Isso é bem sério. – Puck para de rir – E eu aqui roubado cavalos e frutas.

–Enfim, isso não vem em questão Puck. – O príncipe respira fundo – Eu estou preso aqui e não posso solta-lo, e mesmo que pudesse ninguém poderia me ver fazendo isso. É aí que você entrará.

–Já disse que não farei isso.

–Puck, eu tenho um plano, e prometo lhe pagar o dobro das moedas.

–Eu ainda nem recebi as minhas outras moedas, como vou saber se me pagará essas?

–Eu irei, apenas faça o que eu te pedir. – O moreno suplica

–Por que você não sai pela janela? – Ele questiona ainda intrigado

–Por que sozinho eu não consigo... – Ele fica acanhado pois se lembra do dia em que recusou subir na árvore com o plebeu – Eu tenho medo de altura.

–Você tem medo de altura? – O ladrão cai mais uma vez na gargalhada – O príncipe, tem medo de altura!? – E ele ri mais

–Será que você pode parar de tirar sarro com a minha cara? Eu sou seu futuro rei.

–Que futuro rei que nada, você está amando um homem, o que resulta que não irá aceitar se casar com aquela mulher lá, em resumo, você não é, o meu rei. – Puck ri mais ainda

–Puck, eu estou falando sério, me ajude. – Ele suplica mais uma vez

O ladrão encara Blaine, ele não quer de jeito nenhum colocar sua liberdade em risco, mas também não quer estragar um amor de dois jovens, mesmo isso sendo estranho para ele.

–Certo. – Ele suspira – O que tenho que fazer?

–Isso! – Blaine comemora e respira fundo aliviado – Me escute bem, irei lhe dizer tudo que deve fazer.

–Estou lhe escutando.

–Você sairá desse quarto, e irá na direção de algum dos guardas...

–Não, de jeito nenhum, já não me agradei desse plano! – Puck indaga

–Eles não irão prender você! – O moreno diz quase se irritando

–Como você sabe?

–Por favor Puck, não dificulte as coisas mais do que já estão!

–Certo, certo... – Puck resmunga

–Você irá até um dos guardas e baterá nele, a chave da cela está na cintura deles. Você pegará a chave discretamente e caminhará até a sarjeta, o corredor que leva até lá fica perto da cozinha, portanto tenha cuidado com as criadas e verifique se não há nenhum guarda ao redor da escada que leva até em baixo. Quando enfim conseguir descer avistará a cela, esse é o horário no qual meu irmão toma o seu banho, portanto Kurt estará só.

–Você não irá salvar seu irmão?

–Não agora. – Blaine rebate – Você abrirá a cela e os dois voltarão pela escada, mas pegarão um caminho diferente. Irão pela dispensa, e lá encontrarão uma janela bem acima do chão, pularão ela e correrão como nunca.

–Mas e você? Continuará preso?

–Eu dou meu jeito.

–Príncipe eu não sei... e se eu for pego? E se der algo errado?

–Eu me responsabilizo por você..., mas nada dará errado, apenas siga as minhas instruções.

–Além das moedas, você me deve uma, certo? – Ele encara o moreno

–De acordo. – Anderson rebate – Muito obrigado mesmo Puck, de coração.

O ladrão apenas faz que sim com a cabeça e só então caminha de volta a janela, mas antes que possa fazer algo o príncipe lhe puxa pelo braço.

–Só mais uma coisa. – O moreno diz e Puck fica atento – Quando conseguir soltar ele, diga que eu estou preso mas vou dar um jeito de me livrar, para justamente me encontrar com ele ao pôr do sol no nosso refúgio.

–Certo. – O ladrão diz em concordância

–Boa sorte. – Blaine fala – E mais uma vez, obrigado.

E só então Puck mais uma vez amarra os lençóis em sua cintura e desce as pedras lentamente. Após alguns minutos, enfim quando ele chega ao chão, vai caminhando até a entrada dos fundos do palácio.

O coração de Puck bate forte ele não sabe ao certo o motivo pelo qual está ajudando o príncipe, apenas sabe que é o certo a se fazer. Noah Puckerman, sempre foi um garoto solitário, e desde de pequeno foi ensinado a roubar para garantir o sustento seu e de sua família, mas a cada ano ele foi ficando mais só e nem sequer amigos possuía. Talvez seja por esse e outros motivos que ele queira ajudar os dois jovens.

Puck caminha até as portas do fundo, e quando enfim chega a ela muda sua expressão para alguém normal. Na verdade, ele tenta se passar por um dos empregados do reino. Noah caminha pela porta e alguns guardas já estão parados nela conversando.

–Bom dia. – Ele fala passando pelos homens

–Bom. – Um deles retruca

Enfim, ele consegue passar respirando fundo. Puck entra no palácio e seus olhos se iluminam como jamais fizeram antes, tudo é tão perfeito e rico nesse ambiente que a vontade dele é de simplesmente levar tudo para si. Mas ele ignora esses seus desejos e dá continuidade ao plano.

Várias criadas, empregados e recrutas andam de um lado para o outro e só então ele se lembra do primeiro passo: Pegar as chaves na cintura de algum guarda.

Ele observa todos e foca naqueles que estão distraídos.

–Alguém por acaso viu o Finn? – Sam aparece questionando a todos – Algum de vocês viu o caçador? Preciso falar com ele urgente!

O loiro vem caminhando na direção de Puck e é exatamente por isso que o ladrão marca o seu alvo. Rapidamente Noah anda na direção do cavalheiro e de uma só vez, quando menos se esperava, Puck bate de frente no loiro com força.

–Você não tem olhos?! – Sam grita sentindo sua barriga doer pelo impacto ao mesmo tempo que Puck já retirou as chaves de sua cintura

–Me perdoe por isso. – Noah comenta abaixando um pouco a cabeça para não ser reconhecido – E a respeito do caçador, avistei ele do lado de fora. – Ele mente

O cavalheiro faz um gesto de agradecimento com a cabeça e só então sai rapidamente. Puck esconde as chaves em seu bolso e parte para a segunda etapa: Ir na direção da cozinha e ter cuidado com as criadas, e logo após seguir pelo corredor que dará na sarjeta.

E é exatamente isso que ele faz. Com cuidado Noah continua andando e a cada guarda que passa por ele, acontece um desvio de cabeça de sua parte, ele continua com medo, porém já fez um grande avanço.

Puckerman enfim avista de longe a cozinha, de fato ela está cheia de criadas e empregados. Mas isso não evita que ele dê seguimento aos planos, sendo assim, ele caminha até a cozinha e observa atentamente cada um que passa ao seu redor.

Mas uma coisa faz Puck desviar sua atenção. Ele avista uma das criadas, uma loira bem afilada dos olhos claros, ela é completamente exuberante e isso tira o seu foco, que logo volta quando escuta um barulho de porta batendo.

–Onde está o meu café? – Mike grita se aproximando

–Eu deixei em seu quarto senhor. – Mercedes fala

–Se tivesse deixado, eu estaria comendo ele e não o procurando. – Ele rebate

–Me desculpe...

–Eu já estou cansado de todos vocês. – Mike aponta para cada um que está na cozinha – Não fazem nada direito a não ser fofocar. – Ele respira fundo e leva as duas mãos até as laterais da cabeça e massageia sua pele – Quero um chá de amora, algumas frutas, e uma torrada com manteiga quente, em dez minutos no meu quarto!

–Farei isso. – Mercedes diz já se preparando para o trabalho

Mike está a ponto de dar as costas a todos, mas não faz isso, ele simplesmente encara com um olhar desconfiado Puck.

–Hey você! – Ele grita na direção dele e o rapaz gela – Trate de raspar esse cabelo, não quero meus empregados dessa forma.

Puck engole a saliva a seco e faz que sim com a cabeça, e por fim o homem sai da cozinha deixando não só ele como todos aliviados. Noah observa toda a cozinha e de fato vê um corredor estreito que possivelmente dará na sarjeta, sendo assim disfarçadamente o ladrão caminha até ele.

–Hey! – A loira grita em sua direção – Vai na dispensa? – Ela questiona e ele faz mais uma vez que sim com a cabeça – Traga por favor um pote de molho de tomate.

Puck não responde, apenas concorda e só então ainda com a espinha do corpo paralisada ele vai em direção ao corredor. Quando enfim chega nele, respira fundo como jamais fez antes em toda sua vida. Noah anda pelo corredor e avista dois metros do começo a porta que provavelmente deve ser a dispensa ou melhor, a sua saída.

Ele continua a andar e quando por fim chega o arco que dá as escadas olha para trás verificando se não há ninguém por perto e só então pisa no primeiro degrau. Noah desce a escada e vê de longe que o possível irmão mais velho do príncipe de fato não está lá ao contrário do plebeu que se encontra deitado no chão olhando para cima.

–Kurt! – Ele sussurra na direção dele ao mesmo tempo que intrigado o plebeu ergue a cabeça

–Puck? – O castanho questiona surpreso

–Shiu! – Ele faz um gesto de silencio com o dedo e vai se aproximando

O plebeu se levanta rapidamente do chão e agarra com as mãos a grade, ao mesmo tempo que Puck retira de seus bolsos a chave, iluminando os olhos do castanho.

–O que você está fazendo aqui? – Kurt sussurra

–Lhe soltando. – Noah sussurra de volta colocando a chave

–Você precisa esperar o príncipe Cooper, ele foi se banhar, não podemos deixa-lo para trás.

–Kurt, não podemos esperar mais, nós voltaremos outro dia para solta-lo, mas hoje não dá. – Puck gira a chave

–Puck, por favor o espere. – Hummel diz preocupado

–Kurt, ou você vem comigo agora ou ficará ai para sempre! – Ele se irrita

E só então depois de pensar e se arrepender um pouco Kurt faz um sinal positivo e o ladrão abre a sua cela. Hummel logo sai por ela e Puck a fecha de volta, sendo assim, os dois sobem mais uma vez a escada.

Quando chegam ao topo, não há ninguém no corredor o que é um ótimo sinal. Por isso, ambos caminham em passos curtos e delicados na direção da porta que dará na dispensa. Depois de uma última olhada, Puck abre a porta e rapidamente ele e Kurt entram, se deparando com Mercedes parada bem nas suas frentes.

–Oh meu deus. – Ela larga os potes de argila no chão pelo susto

Puck rapidamente corre na direção dela e tampa a sua boca, fazendo a morena se assustar por completo.

–Puck, solte ela! – Kurt o repreende ao mesmo tempo que ela faz barulhos com a boca

–Ela irá nos dedurar! – Puck diz se afastando com ela

–Não irá. – Kurt encara a moça – Não estou certo?

Mercedes apenas faz que sim com a cabeça e só então depois de muito espernear por dentro, Puck acaba tirando lentamente a mão de sua boca.

–Obrigado. – Ela sussurra

–Por favor, não diga nada. – Kurt a implora

–Apenas siga o seu caminho. – Ela fala o observando

E só então, a morena sai do cômodo deixando os dois a sós e aliviados.

–Essa foi por pouco. – Hummel suspira fraco

–Vamos logo antes que outro entre aqui. –Noah diz subindo em algumas caixas e abrindo a janela

O castanho olha para trás uma última vez e fica um pouco triste por não conseguir levar junto o irmão mais velho de Blaine, sendo assim, ele sobe nas caixas com a ajuda de Puck e com dificuldade passa pela pequena persiana pulando para o lado de fora. O ladrão faz o mesmo, alguns minutos depois e por fim os dois estão do lado de fora.

–Vamos! –Puck diz já iniciando sua corrida

Kurt o segue no mesmo instante, os dois observam cada canto da área externa do palácio para se certificar que ninguém os está vendo e enfim, eles pulam para dentro das matas ao mesmo tempo que juntamente com alguns guardas Cooper volta a sua cela depois de tomar o seu banho diário.

–Onde está o outro prisioneiro? – Um dos guardas questiona correndo na direção da cela

Cooper se assusta ao ver que Kurt não está mais lá e muito ao contrário do que o plebeu estava pensando, o filho mais velho da rainha está sorrindo como jamais fez em anos.

–Onde ele está? – Os guardas gritam – O prisioneiro escapou!

–Ele escapou! – Outros gritam

–Garoto esperto. – Cooper comenta dando altas gargalhadas de felicidade

Os homens trancam mais uma vez o príncipe atrás das celas e correm na intenção de obter ajuda. Todos os empregados observam a correria atentos e confusos, eles mal fazem ideia do que aconteceu.

–Chefe dos guardas! – Um deles grita para o Sam

–Você viu o caçador? Estou procurando ele desde cedo...

–O prisioneiro fugiu! –Ele grita

–O que? – Sam se engasga com a própria voz – O príncipe fugiu?

–Não! O plebeu! – Ele enfim fala retirando um abrir de boca do cavalheiro

–O que houve? Quanto tumulto. – Mike diz se aproximando

–O plebeu fugiu da sarjeta. – O guarda fala

O olhar do conselheiro muda por completo, seus olhos parecem ter adquiridos uma tonalidade mais vermelha do que a de um tomate. Ele está completamente irritado.

–Como vocês deixaram?! – Ele grita se aproximando do guarda

–Nós não tivemos culpa! – O homem diz recuando assustado

–Não tiveram!? – Mike grita mais ainda

–Mike, ele não teve culpa, ninguém teve, temos agora que ir atrás do plebeu. – Sam fala o impedindo de se aproximar até que enfim

–SEBASTIAN! – O conselheiro grita de uma forma ensurdecedora – SEBASTIAN! SEBASTIAN!

E só então o recruta aparece em menos de cinco segundos, Sam não entende nada o que está acontecendo e o homem por sua vez está assustado. Mike olha para o seu amigo e apenas faz um sinal com a cabeça, Sebastian lhe retribui com um sorriso de satisfação. Claramente o conselheiro acaba de pedir para que seu amigo mate da forma mais cruel esse homem, o que de fato o recruta adora fazer.

Sebastian agarra o homem pelos braços e o mesmo se debate, Sam por sua vez os encara de uma forma confusa.

–Me solte! – O homem grita

–O que ele vai fazer? – Sam questiona assustado

–Nada. – Mike encara o recruta que por fim se afasta com o homem – Temos que nos preocupar com o plebeu agora.

O cavalheiro continua observando Sebastian levar o homem para longe ao mesmo tempo que mais guardas aparecem por conta do tumulto. Em contrapartida a isso, bem próximo do plebeu fugitivo e de seu mais novo salvador, algumas coisas acontecem...

Santana caminha com seu vestido preto longo pelas matas, ela anda e observa de longe alguém que provavelmente será seu novo alvo. Ela sorri e caminha se aproximando cada vez mais perto de um homem que está sentado pescando de frente para um pequeno lago.

O homem que está de costas parece estar relaxado enquanto espera algum peixe aparecer em seu instrumento de pesca. Ele tem os cabelos negros e os olhos claros, seu corpo é grande e formado, suas roupas são escuras e confortáveis e sua barba é malfeita lhe trazendo um ar de descontração.

A feiticeira anda em curtos passos se aproximando dele, ao mesmo tempo que levanta com as mãos seus vestidos e atravessa facilmente os troncos largados no chão. Ela se camufla entre as folhagens e observa mais uma vez o homem, de fato esse será seu novo ajudante.

–Olá. – Ela fala saindo de dentro das matas

–O que? – O homem dá um pulo para o lado pelo susto – Moça, que susto a senhora me deu! – Ele afirma levando as mãos até o coração e respirando fundo

–Me perdoe meu caro. – Ela se aproxima sorrindo

O homem olha para a feiticeira dos pés à cabeça, ele jamais viu uma mulher se vestir dessa maneira, ela está literalmente o assustando.

–A senhorita está perdida? – Ele questiona ainda assustado

–Não. – Ela se aproxima sorrindo – E você, está perdido?

–Não... eu moro há alguns metros daqui, apenas estava pescando o meu jantar. – Ele afirma – O que uma moça como a senhora faz na mata sozinha?

–Estou à procura de alguém...

–A procura de alguém? Alguém para que? – Ele rebate

–Para satisfazer os meus desejos. – Ela retruca

–Me desculpe, mas eu não gosto muito de... – Ele olha para o corpo dela

–É exatamente disso que eu estou à procura. – Ela sorri como nunca e só então de uma vez retira de seus bolsos um pano velho que está molhado

Santana se agacha bem na frente do homem e coloca o pano em seu rosto antes mesmo que ele possa fazer qualquer movimento. O rapaz vai ficando com os olhos revirados até estarem completamente brancos, seus membros estão sem forças e sua respiração parece estar ficando cada vez mais lenta.

Santana começa a sussurrar palavras aleatórias nos ouvidos do homem, que continua sem cometer qualquer ato, até que enfim de uma só vez, ela enfia a sua unha do dedo indicador no pescoço dele o fazendo voltar a realidade e por vim desvirar os olhos que agora voltaram ao lugar possuindo uma cor diferente, antes azuis e agora cinzas.

–Como é o seu nome meu caro? – Ela questiona enfim largando o corpo dele

–Elliott Gilbert. – Ele afirma com uma voz sonolenta

–Muito prazer. – Ela encara ele da cabeça aos pés – Você será o meu mais novo ajudante, Elliott.

–Isso será uma honra. – Ele afirma enfim a olhando ao mesmo tempo que seu pescoço sangra melando a sua roupa – O que eu terei que fazer?

–Eu preciso conquistar o trono do futuro rei, mas antes disso necessito que ele se case. No entanto, meus planos estão sendo destruídos por um plebeu qualquer e é exatamente nesse ponto que você entrará. Quero que vá a vila onde ele mora, quero que faça ele se tornar seu amigo e após isso quero que o seduza, que o conquiste, que faça ele ficar louco de amor por você e esqueça de vez o príncipe. Faça a cabeça dele para odiá-lo, diga o quanto ele não tem significado. O beije... – Ela olha para os lábios do pescador – E lhe dê o melhor sexo que um homem poderia ter.

–E se ele não quiser? – Elliott questiona se levantando um pouco tonto

–Você irá fazer ele querer. – Ela sorri para o rapaz – E quando ele estiver completamente apaixonado por você e já estiver perdido em seus encantos, quero que o mate, não quero correr o risco em tê-lo mais uma vez de volta aos braços do seu amado.

–Então o meu dever é conquista-lo? – O rapaz questiona – Como farei para no mínimo falar com o plebeu?

–Essa será a parte mais fácil do seu trabalho.

Santana sorri de uma forma um pouco bizarra e só então retirando de seus seios, ela arranca uma faca estranha e de uma só vez a leva contra a barriga do pescador que ao mesmo tempo grita pelo impacto e a dor que sentiu. Ele continua com a faca enfiada em sua barriga que por sua vez sangra como nunca, o pescador continua gemendo e está ficando pálido como jamais esteve antes.

–Você saberá quem ele é. – Ela diz se afastando – Basta apenas olhar para o homem de belos olhos azuis.

A feiticeira corre como nunca sumindo logo em seguida da vista do pescador, ao mesmo tempo que Kurt e Puck no qual antes estavam correndo param pelo grito escutado.

–Você ouviu isso? – Kurt questiona

–Nós não vamos parar. – Puck fala o puxando pelo braço

–Alguém está ferido Puck!

–E eu não dou a mínima!

–Temos que ajudar a essa pessoa!

–Temos que fugir também! – Ele bufa pela boca – Se esqueceu que você acabou de escapar de uma prisão?

–Puck, por favor. – Ele lhe implora – Meu pai me ensinou que nunca se deve deixar um homem ferido para trás.

Puck encara o garoto, o ladrão bufa pela boca umas dez vezes por segundo e só depois de muito brigar consigo mesmo por dentro ele enfim cede e acompanha o plebeu que com um sorriso de agradecimento vai na direção do grito.

Os dois correm como nunca e após passar por todas a vegetação escura eles enfim chegam a um pequeno lago e se deparam com um homem ainda gemendo com as mãos na barriga.

–Meu deus. – Kurt corre em sua direção – O que houve com você? – Ele encara o rapaz

–Me ajude. – Elliott implora gemendo

Kurt toca na mão do pescador e só então a retira de cima e vê uma faca enfiada nele. Rapidamente o castanho fica pálido e um pouco enjoado e só então Puck anda na direção dos dois e de uma só vez arranca a faca da barriga do homem que por sua vez desaba de joelhos no chão.

–Temos que levá-lo a vila. – Kurt fala tentando segurar ele

–Kurt, nós estamos fugindo, e com certeza ele irá nos atrasar. – Puck observa o homem

–Por favor. – Elliott suplica

–Não vou deixar um homem ferido! – Kurt indaga

–Se não deixarmos ele, serão três homens feridos! – Puck rebate

–Puck, por favor! – Kurt implora mais uma vez

–Certo, certo! – Noah resmunga – Mas você dorme na sala e me dá a sua cama!

–Eu até daria, mas ela está um pouco...

–Um pouco? – O ladrão questiona confuso

–Não importa. – Kurt indaga – Apenas vamos!

O plebeu segura com força o corpo do homem que por sua vez se apoiando com os braços nos ombros dele observa os seus olhos azuis e sabe que esse rapaz belíssimo de fato é o seu alvo.

Notas finais
UI UI UI. Só tenho a rir de tudo isso, sou uma pessoa terrível. Dicas? Opiniões? Seja lá o que estiver pensando, comenta ai ;)