Promise Me

7 O melhor erro de todos.


Notas iniciais
Olá minhas coisas gostosas! Como estão após o bugue? hahahaha espero que estejam bem E também espero que gostem desse capitulo que é BASTANTE importante ( Em resumo, vamos começar a putaria) saokkasokoasoaks brincadeira, pois essa é uma fic filosófica. PS: Aqueles que leem " Twice Love" Tenho a má noticia de que a historia foi excluida ( ainda estou digerindo a causa disto) Mas, até eu não resolver os problemas, fiquem a vontade para ler ela no site Spirit. OBS: Ela já está completa no site.

O príncipe se acorda com a cabeça um pouco mais tonta que o normal, ele não se lembra de tudo que aconteceu na noite anterior, mas se recorda dos momentos mais importantes. Seu corpo ainda não possui tantas forças e ele logo percebe que o mesmo aconteceu com o plebeu já que ele continua deitado dormindo em seu peito. Ao mesmo tempo em que sons de pássaros soam do lado de fora o moreno observa o castanho e não se sabe ao certo, mas ele não quer sair de lá ou muito menos acorda-lo para que saia.

Blaine continua o observando e após alguns segundos ele traz uma de suas mãos ainda fraca sobre as costas do mais alto e as alisa lentamente sentindo o corpo quente dele. Ele não sabe o que se passa na sua cabeça, desde o dia em que conheceu o ladrão não consegue fazer outra coisa a não ser pensar nele e por pior que isso pareça o príncipe sabe muito bem que esses tipos de sentimentos são proibidos.

–A senhora demorou. – Rory fala da cozinha

–Você sabe muito bem que tive que matar todos os guardas do palácio que estavam pelas redondezas. Por isso meu atraso. – Uma voz feminina soa da cozinha — O que você deu a eles?

–O que a senhora me pediu que desse, apenas um chá de cogumelos. – Rory responde de uma maneira assustada

Isso desperta a curiosidade do príncipe que sem desacomodar o castanho ergue um pouco a cabeça em direção a cozinha e observa de longe uma mulher alta, magra, dos cabelos negros conversando com Rory que por sua vez parece estar completamente submisso a ela.

–Você errou na dose, não era para eles terem dormido, era para terem continuado a revelar os sentimentos que cada um sente pelo outro. – A mulher insiste

–Me perdoe Santana...

–Já disse que você não deve me chamar assim! – Ela o repreende

–Me perdoe, senhora. – Rory se corrige – Mas como teve tanta certeza de que eles falariam algo?

–Eu vi. – Ela anda um pouco para a frente – Vi que o rapaz iria encontrar alguém e que isso mudaria o rumo de todo o reino.

–Mas isso seria algo ruim?

–Para mim sim. – Ela observa o rapaz – Se me descobrirem me matarão e eu não posso dar ao luxo de ser morta por alguém do palácio.

–Isso é algo terrível, estamos a ponto de estragar a vida dos dois. – Rory comenta e isso desperta a preocupação no moreno que em segundos começa a cutucar Kurt

–Onde já se viu dois homens ficarem juntos? – Santana anda de um lado para o outro – Isso vai contra todas as regras impostas. Preciso que o príncipe se case com a princesa Rachel Berry, e logo após isso, poderei realizar meu segundo plano.

Os olhos do príncipe estão arregalados, tudo que a mulher comenta com o rapaz de algum modo o assusta.

–Kurt... – O moreno sussurra cutucando na barriga do mais alto – Kurt... vamos acorde! Vamos, acorde! – Ele continua sussurrando

–E o que devemos fazer com eles dois? – Rory questiona tirando algo de sua prateleira

–Vamos seguir com o plano. – Santana comenta batendo as unhas na madeira – Já temos os dois aqui, precisamos matar o plebeu e deixar o príncipe vivo para dar seguimento aos meus planos.

O coração do príncipe começa a bater mais forte e o desespero toma conta de seu corpo. Ele não pode deixar que matem o Kurt.

–Kurt, vamos! –Ele aperta mais ainda o castanho

–O que? – Finalmente o mais alto se acorda – Onde estamos?

–Temos que sair daqui o mais rápido possível. – Blaine sussurra

–Mas a senhora não me disse que teve contato com o Kurt? – Rory questiona

–Sim, eu realmente tive. No entanto, eu não sabia o que estava por vir. Precisamos da Berry, ela trará mais fortuna ao reino, Hummel não trará nada! – Ela rebate

Kurt olha de longe eles dois e logo após isso, disfarçadamente observa o príncipe pelo canto do olho enquanto o moreno veste a sua camisa que estava largada no chão.

–Acho que já podemos matar o plebeu. – Santana comenta

–Eles querem me matar? – Kurt indaga sussurrando

–Eu vou matar eles. – O príncipe fala procurando sua espada

–Não! –Kurt agarra o braço do moreno – Não quero que nada aconteça com você.

O castanho mal reparou que falou algo desse tipo e isso faz com que ele mesmo se assuste com a sua frase. Mas que diabos deu nele? Por que ele não quer que nenhum mal ocorra ao um de seus piores inimigos?

–Eles querem lhe matar, não posso deixar que isso aconteça. – O príncipe diz olhando bem nos olhos assustados do castanho

–Por que eles querem me matar? Eu conheço ela. Ela ia me ajudar... – Kurt está confuso

–Kurt, apenas vamos fugir daqui. – O moreno segura o braço do mais alto

–Como vamos sair sem que nos notem? – O castanho questiona assustado

–Temos que... – O moreno pensa – Temos que jogar algo em alguma coisa, para fingir que mais alguém está por perto. Aí saímos correndo como nunca.

Kurt apenas faz que sim com a cabeça e sem ao menos esperar uma segunda ordem do príncipe, joga pela janela um dos jarros de flores que tem ao lado do pequeno sofá, fazendo ele quebrar em diversos pedaços do lado de fora.

–O que foi isso? –Santana questiona caminhando para o lado de fora juntamente com o Rory

Assim que eles dois fazem isso, Blaine e Kurt rapidamente se levantam e correm até a outra janela da sala. Sendo assim com facilidade Hummel pula e passa pela abertura, mas o mesmo não pode se dizer do príncipe que tenta com dificuldades imitar o castanho.

–Vamos Blaine! – O castanho suplica atento ao ambiente e só então sem nenhuma paciência simplesmente puxa o príncipe pelo braço o fazendo cair de costas no chão

–Isso doeu! –Blaine indaga ainda no chão

–Ou você se levanta logo ou lhe deixo ai só! –Kurt indaga irritado

Sendo assim o príncipe logo se levanta e mesmo massageando ainda as próprias costas ele começa a correr rapidamente com Kurt. Os dois observam o ambiente para se certificar que nem a feiticeira nem o seu possível ajudante estão por perto e por fim correm entrando na mata como se não houvesse amanhã.

A feiticeira por sua vez volta para dentro do chalé de Rory e respira fundo, pegando uma faca estranha na qual iria usar para matar o plebeu. Quando por fim faz isso, caminha em silencio na direção do sofá se deparando com o nada.

–Aonde eles foram? – Ela grita irritada

–Não sei. – Rory comenta correndo na direção da porta – Eles fugiram.

–Eles fugiram!? –Santana grita encarando o rapaz

–Eu não tive culpa, não vimos eles saindo. – O rapaz diz recuando de costas

–Você não fez o que lhe pedi! –Ela grita se aproximando dele

–Eu fiz, eu juro que fiz! – Ele começa a suplicar

–Você deu além do que era para ser dado! –Ela grita chegando mais perto – Como vou matar o garoto?

–Eu o encontro de volta! Por favor, me perdoe! – Ele suplica e só então desaba de joelhos no chão – Por favor, minha senhora, lhe suplico! – Ele junta as duas mãos e implora

–Você acha que eu devo lhe perdoar? –Ela questiona girando a faca – Pedi para que você desse um pouco de chá para eles, que no máximo o fizessem confessar o amor que estão começando a sentir um pelo outro para esclarecer as minhas dúvidas, no entanto você deixou os dois um pouco... confusos. Fora o fato de que eles ficaram com medo de você, o que não era o meu objetivo. Era para você ter dado confiança a eles para que permanecessem aqui e eu pudesse matar o plebeu!

–Eu vou atrás dele! Por favor! – Rory começa a chorar

–Se levante. – Ela ordena – Não lhe matarei, eu prometo.

Rory ainda com lagrimas nos olhos se sente aliviado por saber que poderá ter mais uma chance de se redimir. Sendo assim, respirando fundo, ele se levanta e dá um leve sorriso para a feiticeira que o corresponde.

–Meu caro Rory. – Ela alisa com uma de suas unhas o rosto do rapaz – Você já ouviu falar de promessas? – Ela questiona e o rapaz apenas faz que sim – Pois bem, eu nunca as cumpro.

E então de uma só vez, Santana enfia a faca que estava em sua mão na barriga de Rory fazendo os olhos do garoto se revirarem. O rapaz se inclina um pouco para a frente pela fraqueza e Santana tira com força a faca de dentro do corpo e encosta seu rosto no dele.

–Você nunca me foi útil mesmo. – Ela sussurra em sua orelha ao mesmo tempo que o garoto vai caindo lentamente – Terei que arranjar outro que me ajude. – Rory cai enfim no chão e Santana o encara – Agora quem dormirá é você. Durma meu caro, durma. – Santana larga a faca sobre o corpo do rapaz – Agora terei que ir atrás do plebeu e seria uma pena se eu o encontrasse.

Kurt e Blaine continuam correndo, passando por todo tipo de obstáculos como se suas vidas dependessem disso, o que de fato era. Após mais de dez minutos de puro silencio e correria finalmente o príncipe para por alguns segundos.

–Por que parou? – O castanho questiona fadigado

–Preciso respirar. – O príncipe rebate apoiando suas mãos nos joelhos e inclinando sua coluna pelo cansaço

–Por que ela queria me matar? – O plebeu questiona observando o príncipe enquanto ele respira fundo – Hein Blaine?

– Kurt, eu não sei. – O príncipe mente e por fim volta a ficar ereto – O que importa é que você escapou.

–Você ia matar eles para me salvar. – O castanho diz olhando bem nos olhos do príncipe

–Eu ia fazer o que fosse preciso para salvar você. – O moreno rebate

–Por que? Você não se considera o meu amigo. – O castanho questiona confuso – Por que queria me salvar?

–Eu não sei... – Blaine engole a saliva a seco – Eu só... queria. – Ele observa o castanho que por sua vez se encosta em uma árvore

–Você precisa ter algum motivo. – Ele questiona – Eu roubei a coroa da sua mãe e basicamente odeio o palácio, por que me ajudou?

–Kurt, a minha vida não é tão boa quanto aparenta. Meu irmão está preso e deveria ser ele a governar o palácio, mas eu tive que ser colocado em seu lugar e em consequência a isso tenho que me casar com a princesa Berry. – Ele respira fundo – Eu vim atrás de você para mudar todo esse meu rumo ou para que pelo menos demorasse mais para acontecer.

–Você ainda não me respondeu. – Kurt lhe olha – Você tem agido estranho desde a casa do caçador, tem me dado ajudas, me defendido e eu não gosto disso pelo simples fato de que eu começo a pensar coisas que não deveria e isso está me consumindo por dentro. Eu não sei o que houve ontem com nós dois, ou o que aquele louco nos deu para beber, mas eu me lembro de grande parte das coisas que aconteceram.

–Nós falamos coisas um para o outro que provavelmente não falaríamos se estivéssemos normais. – Blaine rebate

–Por favor, não me deixe ficar acreditando em coisas que podem não acontecer, apenas me responda a verdade, por que você está me ajudando?

–Por que... – O príncipe se aproxima – Meu corpo está querendo coisas que a minha mente não pode me permitir. – Ele se aproxima mais e o castanho lhe observa – Desde o primeiro dia que lhe vi algo me despertou uma curiosidade, fiquei lhe olhando por horas e senti coisas que jamais tive com ninguém.

–Que tipo de coisas? – A respiração do castanho parece estar ficando mais fraca a cada passo que o moreno dá em sua direção

–Eu não sei explicar, nunca senti nada por ninguém... é uma espécie de calor, algo que enfraquece o meu corpo, eu não sei se isso é normal, mas a cada suspiro que você dá eu fico fraco. – Ele se aproxima mais e apoia uma de suas mãos na parte de cima do tronco, deixando Kurt sem nenhuma escapatória – Sei que isso é errado, pode ser o maior erro que eu cometa...

–O que você está fazendo? – Kurt questiona assustado ao mesmo tempo que olha para os lábios do moreno

–Estou fazendo uma coisa na qual acho que não vou me arrepender. – Blaine rebate

O castanho fica completamente sem ar, por incrível que pareça ele também está tendo esses sentimentos que jamais teve com ninguém, mesmo não querendo admitir para si mesmo, tendo em vista que fez uma promessa ao seu pai.

O moreno se aproxima mais um pouco e lhe olha nos olhos, junta lentamente seu corpo ao do Hummel e sente a respiração dele se misturar com a sua. Os olhos azuis do mais alto estão arregalados pelos gestos do mais baixo, seu corpo está mais fraco que nunca. E só então após uma última olhada, Blaine fecha os olhos e aproxima seus lábios dos dele, mas não os toca, antes ele gira a cabeça de um lado para o outro, sentindo apenas o momento e só então por fim, encosta seus lábios nos do castanho. Automaticamente Kurt dá um suspiro, fechando logo em seguida os seus olhos.

Blaine apoia uma de suas mãos na cintura do mais alto e junta mais o seu corpo ao dele. Os lábios dos dois se tocam em perfeita sintonia. Esse é o primeiro beijo dado na vida de ambos. O príncipe afasta lentamente sua boca da do castanho, deixando escapar um estalo de fim do beijo.

O castanho abre lentamente os seus olhos, seu corpo continua fraco e ele apenas consegue olhar para o mais baixo sem conseguir dizer uma única palavra.

–O que eu fiz? – Blaine questiona assustado – Por que eu fiz isso? – Ele se afasta um pouco do castanho que por sua vez continua em silencio – Eu beijei um homem? E beijei ainda por cima o ladrão da coroa?

–Blaine... – Kurt se pronuncia

–Não. – O príncipe faz que não com a mão – Não podia ter feito isso. Eu tenho uma noiva que está me esperando no palácio. – Ele está completamente assustado – Por eu beijei um homem? – Ele questiona a si próprio e só então dá as costas para Kurt e começa a caminhar em frente

–Blaine! – Kurt grita, mas o moreno continua caminhando e só então o castanho vai atrás dele em passos apressados

O príncipe continua andando sem parar. Ele está com raiva de si mesmo porque beijou um homem, antes o seu desejo era tão grande que ele mal pensou nas consequências que poderia ter se fizesse algo do tipo. E agora que fez, parece que a culpa caiu em cima de seus ombros de uma só vez.

Kurt por sua vez não consegue decifrar o que aconteceu, apenas repete milhares e milhares de vezes a cena do beijo em sua cabeça. Ele sentiu uma paz tão grande, algo tão libertador que mal sabe o que pensar a respeito de tudo. Ele gostou, ele realmente gostou e é exatamente por isso que agora está com medo de que mesmo sendo errado ele simplesmente possa sentir algo a mais pelo príncipe e ele não o corresponda.

Blaine continua caminhando apressadamente e depois de alguns longos minutos, enfim ele chega a uma espécie de cachoeira. Os dois parecem estar bem mais longes da vila do que o esperado.

–Eu sou um tolo mesmo! – O príncipe indaga

–Blaine, por favor. – Kurt chega próximo a ele

–Não! –Ele diz irritado – Apenas me deixe pensar a sós.

–Eu não quero deixar você sozinho, precisamos conversar sobre o que aconteceu! – Kurt indaga se aproximando

–Não aconteceu nada Kurt! – O príncipe grita passando as mãos em desespero sobre os fios do cabelo – Por que você não foge? Por que não vai embora? Esse é o momento, suma! Corra! Volte para a vila! Desapareça!

–Eu não quero! –Kurt grita – Você acha que se eu pudesse não teria ido? Mas da mesma forma que seu corpo não quer obedecer a sua mente, o meu também não!

O príncipe encara Kurt com seus olhos estão cheios de lagrimas. O moreno não sabe o que pensar, mesmo estando com raiva de si mesmo, ele também gostou do beijo, mas isso é um erro gravíssimo, principalmente para ele.

Kurt não fala ou faz nada, apenas dá as costas ao príncipe e caminha em direção a uma árvore, sendo assim senta-se no chão e abraça as suas pernas e permanece calado observando o príncipe que por sua vez anda de um lado para o outro.

Muitas coisas se passam pela cabeça do moreno. O simples fato de que acabou de beijar um homem que a proposito é um ladrão, que tem uma noiva lhe esperando no palácio, que está perdido numa floresta sem o seu melhor amigo e o pior de tudo, que está sentindo desejos estranhos pelo castanho. Ele não consegue suportar o fato de que fez aquilo.

Para se ter noção do que acabou de acontecer, os dois não ligam para o fato de que um estranho os drogou para que a feiticeira pudesse matar o plebeu. Parece que nada disso importa, não mais.

Se passam algumas horas, a lua já aparece, e os dois permanecem em silencio. O castanho enfileira algumas pedrinhas que tem ao seu lado, ao mesmo tempo que o moreno deixa seus pés dentro da água da cachoeira. Blaine continua confuso, ele estava tão hipnotizado pelo ladrão que acabou esquecendo de tudo que o pode impedir de tentar algo com ele, só pelo simples fato de que ele seja um homem já é um início de uma grande dor que ele possa vir a sentir. A água gelada parece acalmar os seus nervos, sendo assim, o príncipe começa a retirar uma peça por vez de sua vestimenta.

Rapidamente Kurt observa esses atos do mais baixo e seus olhos se arregalam, o príncipe tira sua faixa diagonal azul, logo após abre um botão de cada vez no seu casaco vermelho. O castanho continua olhando os movimentos, as costas do moreno novamente estão fixadas em sua vista, até o exato momento em que ele desvia o seu olhar para algo mais interessante. Blaine retira sua calça preta e o coração de Kurt começa a bater mais acelerado.

O plebeu não sabe ao certo, mas afirma para si próprio que isso está sendo feito apenas para provoca-lo. O castanho começa a sentir coisas estranhas e em consequência a isso começa a se tocar lentamente. Ao contrário do que aconteceu com a bela Brittany, Kurt está excitado. Blaine já nu, entra na água cristalina da cachoeira e começa a tomar seu banho.

Kurt continua lhe olhando, tudo parece estar em câmera lenta, Hummel realmente está sentindo coisas por ele. O plebeu continua se tocando por cima do pano da calça, enquanto Blaine molha o seu rosto delicadamente até que enfim, Kurt para de se tocar e faz um movimento em negativo com a cabeça, como se tentasse esquecer o que está bem diante dos seus olhos, mas é completamente difícil. Ele se vê cometendo o maior erro de sua vida, mas ao mesmo tempo se vê podendo ser feliz como jamais foi.

Afinal de contas para o Hummel, o que seria um erro? Seria amar alguém e ter esse amor denominado como impossível? Ou seria se equivocar pensando que todos o aceitassem com esse possível relacionamento? Kurt estava confuso, na verdade a única coisa que ele sabe nesse exato momento é que ele quer o príncipe, seja qual for a consequência.

Sendo assim, ele se levanta do chão e encara de longe o moreno.

Seu desejo é mais forte do que qualquer outra coisa, ele realmente quer sentir mais uma vez o gosto dos lábios do moreno. Seu corpo está fraco e ele quer tentar por uma última vez, fazer uma jogada para saber o que de fato está acontecendo entre os dois.

Por isso, o plebeu começa a retirar suas peças de roupas e em menos de dois minutos está nu assim como o príncipe. Blaine mergulha para lavar os cabelos e o castanho por sua vez dá passos em direção a água da cachoeira. Quando enfim chega nela, simplesmente entra na água e sem ao menos fazer um barulho sequer nada em direção ao príncipe que está de costas para ele.

Quando Kurt chega bem atrás dele, toca em suas costas nuas e o moreno assustado se vira rapidamente. Hummel leva seus dois braços ao pescoço dele, olha fixamente em seus olhos assustados, e enfim, inclina mais uma vez seu rosto e junta seus lábios nos dele. O corpo de Blaine se estremece e ele abraça as costas nuas do castanho, que por sua vez, entrelaça sua língua na dele.

Kurt volta a sentir o gosto de paz em sua boca, seus lábios dançam em sintonia com os dos moreno que arranha suas unhas na cintura do mais alto. Ambos estão excitados, e Blaine já não consegue mais se segurar, ele quer ter o castanho, porém sabe que esse ainda não é o momento certo.

–Ainda é um erro? – Kurt questiona afastando seus lábios dos dele e vendo o príncipe abrir seus olhos lentamente

–O melhor erro de todos. – O príncipe responde respirando fundo – Se você não existisse eu teria que te inventar.

–Por favor, não brinque com meu coração. – Kurt fala lhe observando

–Essa é a última coisa que eu faria. – O moreno responde e só então se inclina para mais um beijo, mas Kurt o impede com a mão

–Não acha que já foram muitos beijos por hoje, caro príncipe? –Ele dá uma risada e sai dos braços do moreno

–Por favor, só mais um. – O mais baixo implora nadando em sua direção

–Mas que engraçado, um príncipe e quase rei suplicando o beijo de um ladrão? – Kurt dá uma gargalhada saindo da água – Vejamos onde viemos parar.

–Você sempre foi assim? – Blaine questiona dando um sorrisinho bobo

–Esperto? – Kurt questiona caminhando de costas até as suas roupas, não conseguindo fazer o príncipe evitar de olhar para o seu corpo

–Sim. – O príncipe responde sem ao menos disfarçar os olhares

–Desde o exato minuto em que a minha mãe soube que estava gravida. – O castanho responde rindo – E por favor, saiba disfarçar os olhares, majestade. – Ele ironiza na frase

Blaine fica completamente corado com essa frase e por isso afunda na água em um último mergulho. É a primeira vez que ele sente desejo por alguém, talvez seja porque sempre lhe foram apresentadas moças e não era bem isso que no fundo lhe agradava.

Kurt se enxuga e veste suas roupas, e só então seu estomago ronca um pouco, os dois estão sem comer algo desde o dia anterior.

–Príncipe, está com fome? – Kurt grita em sua direção

–Um pouco. –Ele responde saindo da água

–Vou atrás de alguma fruta para nós. – Kurt diz se afastando

–Vai me deixar aqui sozinho? – Blaine parece preocupado

–Não vou demorar, medroso. – Kurt dá uma risada – Eu prometo.

Os olhos de Kurt mais uma vez se arregalam. É a primeira vez que ele promete algo a alguém que não seja o seu pai. Seria o príncipe o próximo a receber as suas promessas?

–Estou lhe esperando, não fuja. – O príncipe dá uma leve piscada para ele

Com um sorriso bobo estampado no rosto, Kurt se vira e entra na mata para buscar alimentos. Ao mesmo tempo que o cavalheiro e caçador por fim chegam ao palácio.

–Enfim chegamos. – Sam diz descendo do cavalo

–Isso é bem maior do que eu imaginei. –Finn comenta impressionado

–Você poderá morar em um dos aposentos, apenas basta dizer sim a proposta do príncipe. – Sam comenta prendendo o cavalo – Eles devem estar jantando agora.

–E vamos entrar assim? – Finn parece incomodado

–Bom, precisamos mandar nossos guardas o mais rápido possível. –Sam caminha em direção ao portão

–Cavalheiro. – O caçador lhe impede de andar tocando com força em seus ombros – Você não acha meio suspeito o príncipe sempre estar defendendo o ladrão?

–O que quer dizer com isso? – Sam parece curioso

–Eu acho que eles possam ser.... amigos. – Isso não parece convencer o loiro que lhe olha com as sobrancelhas arqueadas – Ou mais que isso.

–Ainda não estou conseguindo lhe compreender. –O loiro rebate

–Apenas esqueça, pensei alto. – Finn caminha em direção ao portão

Sam continua um pouco confuso, mas passa a ignorar os dizeres do caçador. Os dois caminham até o portão e por fim entram no palácio.

–Recruta! – Sam faz uma continência

–Chefe dos guardas! – O recruta retribui o gesto

–Onde estão o Mike e a princesa Rachel Berry? – Sam questiona

–Estão fazendo a sua refeição noturna senhor. – Sebastian responde

–E como foram as coisas na minha ausência? –O loiro volta a perguntar

–Um pouco calmas demais, o que é estranho. – Sebastian responde encarando agora o Finn

Sam apenas faz que sim com a cabeça e só então ele o caçador entram no Hall do palácio e caminham em direção a sala de jantar. Um homem toca uma harpa e tudo parece estar bem calmo aos olhos do cavalheiro. Eles se aproximam da mesa e só então Mike os vê.

–Cavalheiro? – Mike questiona largando o guardanapo de pano na mesa e se levantando

–Eles já voltaram? – Rachel questiona ajeitando seus cabelos, provavelmente pensa que o príncipe está com eles

–Onde está o prisioneiro? O príncipe? E quem é esse aí? – Mike questiona indo na direção dos dois e encarando Finn

–Meu nome é Finn Hudson. – O caçador rebate

–Ele é um caçador. – Sam complementa

–Isso não me importa. –Mike rebate – Onde está o ladrão? Onde está o príncipe? Ele já foi aos seus aposentos?

–Onde está meu futuro marido? – Rachel anda ligeiro e para ao lado de Mike – Onde está o Blaine?

Sam e Finn se entreolham, esse não parece ser o momento ideal para falar o que houve, mas se eles não contarem será pior.

–Digamos apenas que ele ficou para trás. – Sam fala receoso

–Ficou para trás? Como assim ficou para trás? –Mike aumenta seu tom de voz

–Roubaram a Amora, e nós não sabíamos como voltar e já estávamos com o ladrão...

–Onde está o meu noivo? – Rachel grita – Vocês deixaram ele com o ladrão? Onde ele está? Eu quero ele agora ao meu lado! Onde ele está!? –Ela continua fazendo escândalos

–Ô madame, vamos diminuir o tom da voz por favor? – Finn a repreende

–Quem você pensa que é para me dizer o que fazer? –Ela indaga abismada – Eu quero o meu noivo agora comigo!

E só então Finn vai na direção da princesa e simplesmente agarra as pernas dela e a coloca sobre as suas costas, ela começa a espernear, porém o caçador a leva para longe.

–Me solte! –Ela grita batendo nas costas dele, mas ele a ignora

–Sam, onde está o príncipe? – Mike questiona cerrando os dentes

–Nós pegamos o ladrão e achamos a coroa, porém Blaine não pode voltar conosco. O caçador me ajudou a achar o palácio, estávamos perdidos. Eu deixei o príncipe com o ladrão, eles estão voltando para a vila dele.

–Qual é o seu problema!? – Mike grita

–Me perdoe, mas foi preciso. – Sam não sabe o que dizer – Vou mandar meus homens irem atrás dele o mais urgente possível.

–E se o ladrão matar ele!? E se fizer algum mal ao príncipe? Quem governará esse lugar? – Mike continua a gritar – Se você não for atrás dele agora será preso! E nunca mais sairá daquela sarjeta! Seu imprestável!

–Mike se finge de coitado, mal sabe o príncipe o que ele pretende. – Quinn sussurra para Mercedes durante a discussão dos dois

–Quinn, se eu fosse você ficaria calada, sabemos muito bem do que ele é capaz. – Mercedes adverte ela

–Se não serei eu a contar, outras pessoas farão isso por mim, afinal de contas aqui as paredes possuem ouvidos. – Quinn rebate

–Está decidido! Ou você manda eles irem agora ou será preso! – Mike continua a gritar

–Irei mandar imediatamente conselheiro. – Sam finaliza

Kurt buscou algumas frutas e traz com dificuldade todas elas juntas, derruba algumas no chão, amassa outras, mas grande parte ainda está comestível. Assim que ele volta a cachoeira, se depara com uma das cenas mais bonitas que ele já presenciou: O príncipe dormindo, enquanto abraça as próprias pernas.

O plebeu não consegue evitar de rir com isso. Ele caminha em direção ao moreno e larga sem fazer barulho as frutas no chão. Ele se senta ao lado do príncipe e fica observando ele por alguns segundos. A expressão do castanho é a mais boba possível, e ele mal percebe que está sorrindo por simplesmente ver o mais baixo dormindo.

Kurt se deita aos poucos, lentamente e sendo assim se aproxima um pouco do corpo do príncipe. Ele leva cuidadosamente uma de suas mãos até o braço dele e se junta mais e mais, até que enfim, sem fazer muitos movimentos bruscos ele abraça o moreno e sente o seu cheiro.

E só então arregalando os olhos Kurt pergunta a si mesmo “ O que eu estou fazendo? “ E enfim, para de abraçar o príncipe e se vira de costas para ele. Kurt ainda dá uma leve olhada para o mais baixo, mas resolve que essa ainda não é a hora para tamanha intimidade e por fim ele se acomoda e aos poucos adormece.

Estaria o plebeu se apaixonando pelo príncipe, e vice-versa?

Notas finais
Dicas? Opiniões? Seja lá o que estiver pensando, comenta ai ;) PS: PRIMEIRA, morte matada soakokaskosakosa AMÉM